26 de abril de 2020

As Luzes de Brown Mountain

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Luzes misteriosas aparecem em Brown Mountain, nos EUA, ao longo de séculos. Trata-se de um dos fenômenos mais duradouros e misteriosos de todos os fenômenos naturais dos Estados Unidos: As Luzes de Brown Mountain.


Esse foi o tema ganhador da enquete da semana. Fazia tempo que queria gravar o especial sobre essas misteriosas luzes, ainda mais depois que fiz sobre Luz de Paulding e Luzes de Hesdalen. A próxima luz misteriosa vai ser a Luz de Marfa. Mas antes, vamos saber tudo sobre as Luzes de Brown Mountain!

O Local e as Luzes

Brown Mountain é uma montanha ou precisamente, uma pequena cadeia de montanhas localizadas na Floresta Nacional de Pisgah, na divisa entre os municípios de Burke e Caldwell, próxima da cidade de Morganton, Carolina do Norte, EUA.

É palco de um dos fenômenos mais duradouros e misteriosos de todos os fenômenos naturais dos Estados Unidos: As luzes de Brown Mountain.

As luzes parecem ser brilhantes esferas de luz vermelha, azul ou verde que pairam sobre a montanha, se movem, piscam ou explodem sem som. Os raros encontros físicos com humanos, teriam resultado em relatos sobre descargas elétricas.

De acordo com a maioria dos avistamentos, as luzes aparecem em intervalos irregulares no topo da montanha. As luzes se movem erraticamente para cima e para baixo, visíveis à distância, mas desaparecendo quando se sobe a montanha. A princípio parecem ter o dobro do tamanho de uma estrela a olho nu e raramente aparecem em "enxames". Os melhores meses para observar são setembro e outubro.

Os mais antigos relatos conhecidos das luzes de Brown Mountain, de moradores da área circundante, remontam o século XIX, mas os nativos cherokee da área podem ter visto as luzes já no século XIII.

Os avistamentos têm registros antigos como publicado no jornal Charlotte Daily Observer em 1913 e registro fotográfico como publicado no jornal Asheville Citizen Times de 1962.

O primeiro cientista conhecido a estudar as luzes e o primeiro registro em livro, vem de um cartógrafo alemão chamado Johann Wilhelm Gerhard von Brahm (John William Gerard de Brahm). Ao estudar as luzes, Brahm concluiu que estas eram causadas por vapores baseados em óxido nitroso que estariam sendo emitidos pela montanha, se misturavam e depois queimavam no ar antes de se degradarem.


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Jornal Asheville Citizen Times em 1962. 


Lendas Locais

- Batalha entre Índios Nativos: Os mais antigos relatos conhecidos das luzes de Brown Mountain, datam de 1200 d.C. A causa das luzes de acordo com os nativos americanos , uma batalha foi travada no ano de 1200 e muitos guerreiros foram mortos nos cumes da cadeia de montanhas Brown. Essa batalha deve ter sido travada entre as nações Cherokee e Catawba. Mais especificamente, as luzes deveriam ser os espíritos perdidos das mulheres cujos maridos, noivos e amantes, foram mortos naquela batalha.

- A Lenda da Guerra Revolucionária: Outras lendas dão a causa das luzes aos espíritos dos soldados da Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775–1783).  Contam que uma família havia migrado pelas montanhas do oeste da Carolina do Norte, finalmente se aproximando de Blowing Rock, no sopé do que hoje é conhecido como Brown Mountain. Na eclosão da Guerra Revolucionária, o pai deixou sua esposa com seus três filhos pequenos para lutar por seu país. Depois da guerra, ele retornou para encontrar apenas os restos carbonizados de sua casa. Meio enlouquecido pelo desespero e pelo pesar, procurou freneticamente qualquer sinal de sua família perdida. Durante todo o dia ele procurou e quando a noite chegou ele continuou sua longa busca, iluminando seu caminho, com uma tocha grosseira. Dizem que, vencido pela fome e pela fadiga, ele morreu no topo da Brown Mountain. Assim que seu espírito inquieto e sempre em busca de sua família, vaga por aquela montanha até os dias de hoje.

- O Espírito da Mulher Morta: As narrativas locais também afirmam que a causa das luzes vem do possível assassinato de uma mulher pelas mãos de seu marido adúltero que a seguiu até as montanhas e a matou: "…. Outra lenda data de 1850, quando uma mulher chamada Belinda desapareceu na área de Brown Mountain, e seu marido Jim era  suspeito de tê-la assassinado. Todos na comunidade ajudaram a procurar por Belinda. Uma noite durante a busca, luzes estranhas apareceram sobre Brown Mountain. Muitos acreditavam que era o espírito da mulher morta, voltando para assombrar o seu assassino. A busca terminou sem que Belinda fosse encontrada, e Jim logo saiu do condado, para nunca mais ser visto. Muitos anos depois, sob uma pilha de pedras em uma profunda ravina na Brown Mountain, o esqueleto de uma mulher foi encontrado, e as luzes que tinha sido vistas durante a busca começaram a aparecer novamente. E foram vistas sempre desde então, lembrando os malfeitores que seus crimes serão revelados ... "

As luzes continuaram a ser vistas e, finalmente, o governo dos Estados Unidos se interessou.

Investigando o Fenômeno

Em 1913, um Serviço Geológico dos Estados Unidos foi conduzido para explicar o que eram as luzes misteriosas que apareciam sobre a Brown Mountain e na área circundante. O estudo de 1913 concluiu que as luzes eram causadas pela reflexão dos faróis de tráfego de trens de locomotivas que usavam pontes ferroviárias naquela área do Vale de Catawba, ao sul de Brown Mountain. Esta conclusão inicial foi posta à prova e falhou quando, em 1916, uma inundação séria derrubou as pontes da ferrovia por várias semanas e as luzes ainda eram vistas mesmo sem trens, carros ou energia devido à tempestade, invalidando assim o estudo em sua totalidade.

Em 1919, o fenômeno de Brown Mountain chamou a atenção do Instituto Smithsonian e do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. O Dr. WJ Humphries, investigou as luzes de Brown Moutain e concluiu que eram o mesmo tipo de fenômeno descrito sobre a Cordilheira dos Andes na América do Sul. Ele não ofereceu uma explicação para as luzes, apenas que eram compartilhadas em dois continentes, ou seja, que se manifestavam da mesma forma que as luzes dos Andes.

Depois que novos relatos dos avistamentos continuaram, a Sociedade Geológica dos Estados Unidos iniciou uma segunda investigação em 1922, liderada por George Mansfield. Este estudo concluiu que as luzes eram causadas por gás do pântano (Metano). No entanto, não há pântanos perto de Brown Mountain e, além disso, o gás do pântano (fogo fátuo) não inflama em condições naturais. Quando inflamado em condições de laboratório, o gás explode com um som alto e produz uma fumaça preta espessa, nenhuma das quais está associada às Luzes de Brown Mountain, como observado anteriormente.

Em 1940, um relatório de Hobart A. Whitman concluiu que as luzes não eram o resultado de fontes naturais do solo. Ele realizou testes e analisou as rochas e o solo de Brown Mountain e as áreas circundantes em busca de elementos estranhos, e as rochas e o solo não diferiram de outros estratos retirados de toda a região oeste da Carolina do Norte.

Em maio de 1977, a Rede de Observação Isócrona de Oak Ridge (Oak Ridge Isochronous Observation Network - ORION) colocou um potente holofote em Lenoir, que fica a 35 quilômetros a leste de Brown Mountain. Ao mesmo tempo, um grupo de observadores se reuniu em um mirante na Rota 181, que fica a 4 quilômetros e meio a oeste de Brown Mountain, um local favorito para assistir às famosas luzes. Os observadores podiam, de fato, ver a luz como um brilho vermelho-alaranjado e, portanto, concluiu-se por ORION que a grande maioria dos avistamentos das Luzes de Brown Mountain eram, na verdade, avistamentos de luzes artificiais. ORION no entanto, admitiu que esse experimento não explicava avistamentos antes da introdução da eletricidade na área e esses avistamentos ainda permaneciam inexplicados. ORION também tentou recriar as luzes através da atividade sísmica usando pequenas cargas detonadas e foi incapaz de reproduzi-las.

Foto das luzes publicada em 1962



Alguns Registros do Fenômeno

A primeira filmagem com boa qualidade das luzes foi feita por Brian Irish, membro da Liga de Materialização de Energia e Pesquisa de Fenômenos Inexplicáveis (League of Energy Materialization and Unexplained Phenomenon Research  - LEMUR) em novembro de 2010.

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O vídeo abaixo foi feito através da tecnologia de terceira geração de visão noturna, por Dean Warsing em 13 de outubro de 2009. Esses clipes foram aprimorados por Brian Irish, com a assistência de Christopher McCollum. Esse vídeo foi capturado enquanto gravaram um programa para National Geographic Channel e nem o especialistas em equipamento de visão noturna conseguiram explicar o que ocorreu.

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Foto tirada em 15 de outubro 2001 por Charles Braswell, Jr.
O Estudo Feito pela L.E.M.U.R.

O estudo mais recente conduzido em Brown Mountain foi realizado pela equipe da Liga de Materialização de Energia e Pesquisa de Fenômenos Inexplicáveis (League of Energy Materialization and Unexplained Phenomenon Research  - LEMUR), começando em 1995 e terminando em 2010, um período de quinze anos. Abaixo está uma amostra de seu relatório:

League of Energy Materialization and Unexplained Phenomenon Research  - LEMUR

Equipamento usado no estudo LEMUR:

"... 1. Medidores TriField Natural EM Meter, Modelos 1 e 2: Estes dispositivos são projetados para captar mudanças em campos elétricos DC ou "naturais" extremamente fracos (tão pequenos quanto 3 volts por metro), campos magnéticos na faixa de micro-tesla (tão pequeno quanto 0,05 por cento do campo magnético da Terra quando uma antena é usada), combinações em variações de campos elétricos e magnéticos (ou eletromagnéticos) e energia na faixa de rádio / microondas que variam de 100.000 a 2.5 bilhões de oscilações por segundo (100 KHz a 2,5 GHz) com intensidade de sinal mínima e máxima detectável de 0,01 miliwatt / cm quadrado e 1 miliwatt / cm quadrado respectivamente.

2. Medidores Gauss Master EMF calibrados para CA de 50/60 Hz e sensíveis de 1/10 mG a 10 mG.

3. Um detector portátil Multidetector Electrosmog II Prof Sensível a campos eléctricos ou magnéticos que variam de 5-500 Hz como a definição ELF (Extreme Low Frequency) ou 500 e superior na definição VLF (Very Low Frequency - Muito baixa frequência).

4. Um detector grande de mesa VLF (Very Low Frequency) com uma faixa de 0 a 500.000 Hz que pode ser escaneado manualmente, usando uma antena de bobina grande ajustado para 145.000 Hz.

5. Um termômetro de mão infravermelho sem contato para registrar temperaturas da superfície instantaneamente em fahrenheit.

6. Câmeras fotográficas digitais e HandiCams Sony Digital 8 capazes de detectar a faixa do infravermelho próxima.

7. Um voltímetro digital sensível a milliVolts, tanto AC como DC.

8. Leituras telúricas obtidas pela colocação de duas hastes de aço de 1 metro de altura no solo para medir a atividade elétrica.

9. Detectores eletrostáticos capazes de medir até 5.000 volts e identificar a polaridade.

10. Um espectroscópio básico ligado a uma câmera fotográfica digital.

11. Contadores Geiger sensíveis o suficiente para medir microRem e detectar raios-x, alfa, beta e radiação gama.

E rádios AM para procurar por interferência.

Metodologia:

A LEMUR passou anos entrevistando testemunhas e acampando nas proximidades da montanha, tomando medidas. Em 2000, a  equipe foi a primeira a obter imagens claras das luzes inexplicáveis ​​de Brown Mountain através do especialista em imagens, Brian Irish. Ele usou uma câmera sensível ao infravermelho para obter mais de uma hora de filmagem nos finais de semana de novembro de 2000 (noites do dia 4 e 11, do pôr do sol à meia-noite).

Não conseguiram excluir conclusivamente algumas fontes convencionais de luz (como faróis de carros) de partes da filmagem. No entanto, algumas das imagens mostram iluminações distintas sobre faces de rochas que se dividem em luzes menores que orbitam em torno de si de forma amebiana e fluida, aparentemente impossível de reproduzir por qualquer meio convencional naquele terreno acidentado e isolado.

Além de coletar dados objetivos, o LEMUR consultou vários especialistas em áreas especializadas (alguns dos quais participaram das expedições em acampamentos na cordilheira), como David Hackett (ex-engenheiro nuclear do Oak Ridge National Laboratory equipe que pesquisou as luzes nos anos 70 e 80), Charles A. Yost (engenheiro da NASA, que trabalhou nos projetos da Apollo e agora opera o laboratório "Electric Spacecraft" e a revista científica), John Connor (um geólogo profissional da Carolina do Norte) e Pesquisador de Floresta Primária Robert E. Messick. Esses especialistas forneceram orientações valiosas e acham que a conclusões atuais têm mérito.

Principais resultados da pesquisa da ORION:

1. As imagens de luzes inexplicáveis ​​no cume obtidas pela LEMUR (especialmente a de Brian Irish) demonstram que as luzes podem ser vistas através de câmeras sensíveis a infravermelho mesmo quando elas não podem ser vistas a olho nu. Às vezes, as luzes são vistas primeiro no espectro de infravermelho, então são visíveis a olho nu como vermelhas, passando por branco e diminuindo para vermelho e depois para a faixa de infravermelho. As luzes portanto, parecem mudar as frequências ao longo de sua duração.

2. Em 2000, um especialista em fotografia de infravermelho com a LEMUR usou um rolo de filme IR de 35 mm no 181 overlook quando as luzes apareceram. Mais tarde, ele ficou chocado ao encontrar todas as suas impressões completamente superexpostas.

3. Na noite de 2 de novembro de 2001, Brian Irish filmou imagens claras de uma esfera pulsante de luz branca subindo firmemente e desaparecendo no céu ao longo de 60 a 90 segundos. A anomalia não produziu som algum e não pode ser explicada como uma aeronave convencional (sem luzes piscando ou coloridas).

4. Na montanha à noite, especialmente quando as luzes aparecem, um contador Geiger fica "descontrolado". Isso já foi experimentado numerosas vezes pelo LEMUR e por David Hackett. A reação do contador Geiger não indica necessariamente radiação alfa, beta ou gama, mas parece reagir à ionização extremamente alta que cria uma corrente no tubo Geiger. Um contador Geiger indicou que estava no limite máximo (mais de 10 mR / h em sua escala) durante toda a noite nas noites de 8 e 9 de agosto de 2003.

5. Correntes telúricas erráticas (eletricidade que flui através do solo) foram medidas perto da cordilheira sem explicação óbvia, variando de minúsculos milivolts a surtos espontâneos de mais de um volt.

6. Com um grande detector VLF (Very Low Frequency - Muito baixa frequência), ligado a um osciloscópio, detectou um grande número de perturbações, especialmente em torno de 140 KHz, produzindo padrões de osciloscópios bem formados à noite (muitas vezes independentemente das luzes serem ou não visíveis a olho nu).

7. Ainda que a LEMUR nunca tenha conseguido obter um espectrógrafo claro das luzes, David Hackett foi capaz de fazê-lo e descobriu que as luzes produzem uma ampla gama de espectros: tão amplos que era impossível determinar quais elementos específicos poderiam criar as iluminações.

8. Noites (como 4 e 11 de novembro de 2000), quando as luzes apareciam a olho nu, muitas vezes correspondiam a um alto nível de perturbação recente no índice Kp (uma leitura de 5 ou superior, fornecida pela NOAA, indicando forte disrupção da magnetosfera devido à atividade solar).

9. Consistente com a lenda, descobriam que as luzes podiam ser mais facilmente observadas no outono, durante ou depois de um período chuvoso.

10. Descobriram que a área da Brown Mountain é em grande parte composta de, ou contém, camadas de quartzo e magnetita. Pequenos pedaços de magnetita podem ser facilmente descobertos no chão e manipulados com ímãs.

11. Documentaram que Brown Mountain é quase completamente cercada por falhas de empuxo (Cavalgamento - fenômeno resultante do movimento orogenético convergente de obdução entre placas tectônicas, em que uma das placas, geralmente menos densa, sobrepõe-se a outra placa.).

12. Um dos períodos de observação mais bem sucedidos, novembro de 2000, coincidiu com incêndios florestais nas proximidades.

Hipótese Baseada nos Resultados:

1. Considerando todos os dados disponíveis, a explicação mais provável é que aquelas iluminações primárias tradicionalmente conhecidas como as "Luzes de Brown Mountain" são uma forma de plasma, o quarto estado da matéria, produzido naturalmente pela montanha. 

O plasma é o produto de tanta energia sendo adicionada a um gás (incluindo o ar) que um ou mais elétrons são extraídos de cada átomo produzindo uma massa luminosa de elétrons flutuantes e átomos que têm uma carga positiva (íons positivos).

Os plasmas são reforçados por ter combustível no ar, como o carbono produzido a partir de um incêndio florestal. As luzes de Brown Mountain podem ter aparecido com mais frequência no passado, quando os incêndios eram mais comuns. De acordo com David Hackett, ORION também concluiu que as luzes são provavelmente um fenômeno de plasma.

2. Camadas de quartzo e magnetita na montanha criam capacitores naturais. O quartzo é um não-condutor ou dielétrico (ainda que produza eletricidade quando sob tensão ou vibre quando a eletricidade é aplicada a ele), e a magnetita é um condutor. Camadas de condutores e dielétricos armazenam energia elétrica em um ponto crítico até que ocorra uma descarga poderosa.

3. Há buracos cavernosos que correm por toda a Brown Mountain (alguns podem ser vistos em trilhas com água correndo rapidamente abaixo). À medida que a água atravessa a montanha, esta carrega as camadas de quartzo e magnetita, carregando a capacitância da montanha. No laboratório da LEMUR, foi provado que a água correndo sobre camadas de um capacitor pode gerar uma carga elétrica.

4. À noite, a montanha esfria e se contrai, aproximando as camadas de quartzo e magnetita, resultando em descargas elétricas, particularmente após a passagem de água pela estrutura. A contração da montanha é reforçada pelas falhas de empuxo (cavalgamento) que a cercam, permitindo uma flexibilidade extra.

5. Descargas da capacitância natural presumivelmente fornecem a atividade elétrica mais notável, mas ventos fortes (conhecidos como ventos de zéfiro) que sopram através do vale, construindo altas cargas eletrostáticas também podem contribuir.

6. À medida que as descargas elétricas ocorrem, as ressonâncias de quartzo criam frequências harmônicas complexas e sobrepostas, semelhantes àquelas para sintonizar Bobinas de Tesla.

7. Quando numerosas descargas, entre a montanha e a atmosfera, ocorrem simultaneamente a partir de várias falésias e saliências rochosas, elas às vezes se cruzam.

Esses pontos de interseção criam pontos de momento elétrico em que uma ou mais descargas giram. Esses "pontos de articulação" às vezes giram rápido o suficiente para oscilar a uma taxa no espectro eletromagnético visível. Uma vez no espectro EM visível, a cor muda à medida que a frequência varia; e às vezes a freqüência cai tão baixo que só é detectável na faixa de Infravermelho. Portanto, as luzes tradicionais são simplesmente a única porção pequena e visível de uma descarga invisível muito maior.

Sua aparência como esferas auto-contidas é uma ilusão. Quando ocorre uma descarga, às vezes com duração de muitos segundos, a "bola" de luz se move para frente e para trás ao longo das camadas de descarga e, geralmente, pisca quando a descarga é concluída.

Mais raramente, o ponto de articulação subirá com o eixo de descarga, parecendo estroboscópico ou pulsando com o giro, enquanto flutua para cima na atmosfera.

As luzes provavelmente estão ocorrendo com mais frequência do que se acreditava, mas simplesmente não estão oscilando rápido o suficiente para entrar no espectro eletromagnético visível.

Ainda que tenham descoberto árvores chamuscadas ao redor da Montanha Brown, as esferas de plasma evidentemente não irradiam muito calor, pelo menos em um ponto por um longo período de tempo, ou criam sons audíveis aos ouvidos humanos.

8. Se este modelo estiver correto, ele pode explicar como a maioria das manifestações do tipo bola, se não todas, são criadas: elas não são verdadeiramente auto-suficientes, mas são simplesmente a única parte visível de grandes colunas de interseção de descargas elétricas.

Isto pode especialmente explicar tais luzes vistas sobre trilhos de trem ou riachos: áreas onde numerosas descargas podem se originar de vários pontos em uma pequena área e tocar um ao outro a uma curta distância acima do solo. Ainda que essa hipótese seja complicada, o número de variáveis ​​relevantes explicaria por que assuntos como relâmpagos globulares têm sido tão difíceis de entender até agora ... "

Veja as Luzes!

As luzes podem ser vistas a partir de Blue Ridge Parkway, uma estrada panorâmica que faz parte do National Parkway e da rodovia All-American. Existe um mirante na Rota 181, que fica a 4 quilômetros e meio a oeste de Brown Mountain, um local favorito para assistir às famosas luzes. Existe também perto da cidade de Linville Falls o espetacular Wiseman´s View.

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As Luzes na Mídia

Vários livros já foram escritos sobre as misteriosas luzes, e existe até um guia disponível gratuitamente na internet escrito por uma dos maiores pesquisadores do mistério, Joshua P. Warre: Brown Mountain Lights: A Viewing Guide.

Em 2014 foi a vez de um filme ser lançado, Abdução: Uma família sai de férias para acampar em uma montanha na Carolina do Norte. Com um erro do GPS, eles se perdem e acabam em um túnel cheio de carros abandonados. O pai desaparece. O restante da família busca abrigo e encontra uma cabana. Eles descobrem que o local é conhecido por inúmeros casos de abdução alienígena. Eles tentam buscar ajuda das autoridades mas alienígenas descobrem e começam uma luta para capturar a família toda.

Por fim, um especial muito interessante contando a história das luzes também foi feito por Carl White´s - Life in the Carolinas, que você pode assistir abaixo.



Tradução/Adaptação: rusmea.com & Mateus Fornazari

- Fontes (acessadas em 25/04/2020):
- Brown Mountain Lights
- Brown Mountain Lights: Pesquisa LEMUR Liga de Materialização Energética e Fenômenos Inexplicáveis
- Brown Mountain Lights: A Viewing Guide
- Youtube: The Mystery of the Brown Mountain Lights Episode
- National Geographic Channel: Luzes Misteriosas
- Wikipedia.en: Brown Mountain Lights
- Mysterious Universe: North Carolina’s Mysterious Brown Mountain Lights Caught on Camera
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