2 de abril de 2018

OVNI No Arizona? O Recente e Estranho Avistamento de um "OVNI" por Dois Pilotos de Aeronaves Comerciais, nos Estados Unidos!


Por Marco Faustino

No fim do mês de fevereiro deste ano, divulgamos para vocês a atualização sobre um estranho caso ocorrido na Costa Oeste dos Estados Unidos, quando uma misteriosa aeronave, que muitos sites de entusiastas de "OVNIs" simplesmente taxaram de "objeto voador não identificado", teria passado pelo constante fluxo de aviões comerciais, que cruzam entre o Sul e o Norte dos Estados Unidos. O incidente teria tido início, ao menos em relação ao que se sabia até aquele momento, por volta das 16h30, próximo da fronteira da Califórnia com o Oregon, e resultou no testemunho ocular de diversos pilotos, em áudio gravado a partir do controle de tráfego aéreo, e eventuais confirmações, tanto da FAA (sigla em inglês para "Administração Federal de Aviação"), quanto do NORAD (sigla em inglês para "Comando Aeroespacial da América do Norte"), que o incidente realmente aconteceu. Algo que chamou muito a atenção de todos é que, aparentemente, o mesmo foi interpretado como uma ameaça, uma vez que caças F-15C foram enviados para identificar a "aeronave misteriosa", que estava voando muito rápido. Porém, os caças teriam sido inicialmente enviados na direção errada, e não encontraram absolutamente nada! Graças a "Lei de Liberdade de Informação", Tyler Rogoway, responsável pelo blog "The War Zone" divulgou informações que, segundo ele, poderiam ser os registros mais interessantes referentes a documentação oficial sobre esse encontro, que já tinha sido confirmado tanto pela FAA, quanto pela Força Aérea dos Estados Unidos. Os materiais que foram liberados incluíam gravações de áudio fascinantes das transmissões de rádio e ligações telefônicas, que foram feitas à medida que o incidente estava se desenrolando, assim como entrevistas com pilotos, e conversas entre funcionários da FAA, após o incidente altamente peculiar. Algo que dificilmente você veria sendo divulgado pela mídia internacional (leia mais: Um Estranho Mistério! Novos Detalhes do Caso em que Caças F-15 Tentaram Interceptar um Misterioso "OVNI" nos Estados Unidos!).

Recentemente, Tyler Rogoway divulgou, que uma série de estranhos eventos ocorreu nos céus da região Sul do estado norte-americano do Arizona, no dia 24 de fevereiro deste ano, entre as 15h30 e as 16h15 (horário local), e envolveu duas aeronaves comerciais: o N71PG, um Learjet 36 pertencente à Phoenix Air e um Airbus A321 pertencente ao voo 1095 da companhia aérea American Airlines. As aeronaves voavam rumo a Leste, a cerca de 37 mil pés (aproximadamente 11.000 metros), entre o Monumento Nacional do Deserto de Sonora e a fronteira do Novo México , quando o incidente ocorreu. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Entenda o Caso: A Divulgação Por Parte do Blog "The War Zone"


O caso ocorrido no Arizona foi divulgado por Tyler Rogoway no dia 8 de março deste ano, sendo que ele conseguiu obter a gravação do áudio oficial da conversa entre a FAA no Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Albuquerque, e pilotos de aeronaves próximas, enquanto o estranho incidente se desenrolava. Eis o áudio, em sua forma bruta (em inglês, mas iremos comentar sobre o mesmo):



O relato inicial veio do N71PG, o Learjet 36, ao perguntar para o Controle de Tráfego Aéreo de Albuquerque se algum tráfego havia passado acima deles. O controlador respondeu "negativo", o que significava que não havia nenhum tráfego, ao menos não do seu conhecimento, que explicasse tal observação. O piloto do Learjet respondeu desafiadoramente: "havia algo". Outro piloto entrou na frequência dizendo "um OVNI", e o piloto da Learjet respondeu que "sim".

Alguns minutos depois, o controlador pediu ao voo 1095 da American Airlines para avisá-lo, caso eles vissem "alguma coisa passando por eles nos próximos 25 km". Então, bem intrigado, o piloto do voo 1095 respondeu: "Se alguma coisa passar por nós!?". Então, o controlador respondeu: "Afirmativo, tínhamos uma aeronave a frente de vocês, a cerca de 37 mil pés, que reportou que alguma coisa passou sobre ela, e não tínhamos nenhum alvo no radar, então apenas me avisem se vocês virem alguma coisa passando por vocês."

A essa altura dos acontecimentos, as coisas ficaram ainda mais interessantes, quando o piloto do Learjet disse: "Não sei o que era, não era um avião, mas estava indo na direção oposta." Um minuto depois, o voo 1095 avisou pelo rádio dizendo: "Sim, algo passou por nós. Não sei o que era, mas estava a pelo menos 2.000 a 3.000 pés (entre 600 a 900 metros) acima de nós. Sim, passou por cima de nós." O controlador calmamente disse que havia escutado o relato do piloto e não disse mais nada.

Foto da aeronave N71PG, um Learjet 36 pertencente à Phoenix Air.
Foto de um Airbus 321 da American Airlines (a foto é meramente ilustrativa)
Então, momentos depois, o controlador perguntou ao voo 1095: "Você poderia dizer se estava em movimento ou estava apenas pairando?". O piloto rapidamente respondeu: "Não consegui discernir se era um balão ou algo assim, mas estava emitindo luz ou tinha um grande reflexo luminoso, e estava a milhares de metros acima de nós, indo na direção oposta". Pouco tempo depois, um piloto entrou na frequência e perguntou se tinha sido um balão do Google. O piloto do voo 1095 respondeu em um tom incomodado: "Não tenho certeza". Outra voz surge na frequência dizendo: "um OVNI!".

Todo esse evento, ao menos pelo que se sabe atualmente, durou cerca de seis minutos. Um representante da FAA, que foi incrivelmente útil durante a investigação preliminar do blog "The War Zone", disse que não acreditava que o incidente tivesse sido registrado, observando que o supervisor do Controle de Tráfego Aéreo de Albuquerque nem sabia sobre isso quando questionado. Segundo Tyler, isso parecia um pouco estranho, considerando que alguma coisa, não identificada, estava voando no meio de rotas de intenso tráfego aéreo, em altitudes de aviões a jato, sem nenhum tipo de transponder, sem aparecer no radar e não estava se comunicando com o controle de tráfego aéreo.

A imagem de cima é a localização do N71PG às 15h47, horário local, e a imagen inferior é a localização do AAL1095 ao mesmo tempo para dar uma ideia do espaçamento entre as duas aeronaves enquanto elas voavam para o Leste sobre o Arizona.
De qualquer forma é necessário notar, que a região em que este incidente ocorreu é bem conhecida por ser altamente ativa em relação a aeronaves militares, e até mesmo aeronaves "clandestinas", que permanecem sob sigilo. Em direção a Leste, temos o Campo de Teste de Mísseis de White Sands, e a Base da Força Aérea de Holloman. Ao Sul temos a cidade de Tucson, onde centenas de aeronaves operam em duas grandes bases: a Base de Força Aérea de Davis Monthan e o Aeroporto Internacional de Tucson. Em direção ao Norte, temos a Base da Força Aérea de Luke, que é uma grande instalação de treinamento para os pilotos de caças F-35 e F-16. Em direção ao Oeste está a Estação Aérea dos Marines de Yuma, o lar de múltiplos esquadrões de aeronaves militares.

Além disso, em direção ao Sul também fica o Forte Huachuca, que abriga várias unidades de aeronaves não tripuladas, incluindo uma pertencente ao Comando de Operações Especiais do Exército (os MQ-1Cs Grey Eagles, e outras tantas que não sabemos), além da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (RQ-9 Reapers). Isso sem mencionar, que também existe uma importante estação de treinamento para os operadores do drone do Exército "RQ-7 Shadow". Para completar, existe um considerável tráfego militar transitório, que visita a região para treinamento e exercícios.

Em direção a Leste, temos o Campo de Teste de Mísseis de White Sands (na foto),
e a Base da Força Aérea de Holloman
Em direção ao Norte, temos a Base da Força Aérea de Luke,
que é uma grande instalação de treinamento para os pilotos de caças F-35 e F-16.
Em direção ao Oeste está a Estação Aérea dos Marines de Yuma, o lar de múltiplos esquadrões de aeronaves militares.
Em direção ao Sul fica o Forte Huachuca, que abriga várias unidades de aeronaves não tripuladas, incluindo uma pertencente ao Comando de Operações Especiais do Exército (os MQ-1Cs Grey Eagles e outras que não sabemos)
Entretanto, nada disso explica diretamente a razão pela qual uma aeronave estaria viajando totalmente sem aviso prévio em relação ao controle de tráfego aéreo, em plena luz do dia, e acima de aeronaves comerciais. Aliás, nenhuma história sobre um drone ou aeronave militar com problemas de comunicação surgiu na FAA após o incidente, ao menos não em relação ao que se sabe até o presente momento. Também vale a pena mencionar, embora isso certamente irá causar a ira de muitas pessoas, principalmente aquelas que acreditam em discos voadores, que balões meteorológicos são lançados na atmosfera superior regularmente por todo os Estados Unidos, e as regulamentações que envolvem suas operações não obrigam necessariamente a pessoa ou empresa que os lançam, a entrar em contato com a FAA ou incluir um refletor de radar ou transponder. Vocês podem consultar essas regras, clicando aqui (em inglês).

Pode não parecer, mas uma sonda pesando quase 3 quilos pode causar um grande estrago no parabrisa de um jato comercial, que esteja voando a 800 km/h. De fato, esses dispositivos científicos são lançados diariamente em todo o mundo, sem incidentes, mas isso não significa que eles não possam se aproximar de aviões. Existem diversos vídeos espalhados pelo YouTube, provenientes de balões meteorológicos, que acabaram filmando a passagem de aviões bem próximo aos mesmos. Confira abaixo um desses vídeos (diminua o volume, porque o som pode ensurdecer muitos de vocês):



A atividade de balões meteorológicos sobre o Arizona possui uma história singularmente interessante nos últimos tempos. Logo no início do ano, uma pessoa encontrou o que parecia ser uma radiossonda de origem russa enquanto caçava nas Montanhas Sawtooth, que estão localizadas exatamente onde ocorreu o incidente de 24 de fevereiro. A descoberta misteriosa virou notícia no site do jornal "Casa Grande Dispatch", em janeiro deste ano.

De qualquer forma, a tal radiossonda provavelmente foi apenas uma brincadeira. Isso porque funcionários do Serviço Nacional de Meteorologia entraram em contato com a fabricante de radiossondas Graw, uma empresa com sede na Europa, para obter maiores detalhes sobre o dispositivo. Eles ficaram sabendo, que o número de série da radiossonda descoberta no Arizona havia sido vendido como parte de um lote para o exército alemão.

A atividade de balões meteorológicos sobre o Arizona possui uma história singularmente interessante nos últimos tempos. Logo no início do ano, uma pessoa encontrou o que parecia ser uma radiossonda de origem russa enquanto caçava nas Montanhas Sawtooth, que estão localizadas exatamente onde ocorreu o incidente de 24 de fevereiro
De qualquer forma, a tal radiossonda provavelmente foi apenas uma brincadeira. Isso porque funcionários do Serviço Nacional de Meteorologia entraram em contato com a fabricante de radiossondas Graw, uma empresa com sede na Europa, para obter maiores detalhes sobre o dispositivo. Eles ficaram sabendo, que o número de série da radiossonda descoberta no Arizona havia sido vendido como parte de um lote para o exército alemão.
O exército alemão costuma realizar treinamentos em "Yuma Proving Grounds", uma área de exercícios militares do Exército dos Estados Unidos. Chuck Wullenjohn, oficial de relações públicas do Yuma Proving Ground, disse que centenas de balões meteorológicos e radiossondas são lançadas por meteorologistas todos os anos a partir de Yuma. Para completar, ao pesquisar sobre a radiossonda, autoridades do Serviço Nacional de Meteorologia descobriram que, apesar das palavras escritas no dispositivo estarem em russo, a pessoa que escreveu não tinha um real conhecimento do idioma ou então usava meramente um tradutor qualquer da internet. Enfim, caso estranho, mas provavelmente teria sido apenas uma brincadeira mesmo.

Além disso, é importante mencionar que, durante o verão, quando o calor notório atinge o deserto do Arizona, a atividade de balões meteorológicos geralmente aumenta drasticamente. Também há outros desenvolvimentos avançados de balões na região, mas provavelmente ninguém viria à tona para dizer o que anda fazendo, e muito menos ao quase causar um acidente áereo.

Entretanto, mesmo com essas possibilidades em mente, os pilotos não pareciam estar convencidos de que o objeto que viram, era simplesmente um balão passando por eles. Tyler preencheu um requerimento solicitando maiores informações sobre o incidente através da "Lei de Liberdade de Informação", e assim que tivermos maiores informações manteremos vocês informados!

Os Desdobramentos do Caso Envolvendo o Avistamento de um "OVNI" nos Céus do Arizona!


No dia seguinte (9) a publicação do blog "The War Zone", um jornal do Arizona chamado "Phoenix New Times" obteve uma cópia do áudio da própria FAA, que confirmou a autenticidade do mesmo. Em declaração ao jornal, Lynn Lunsford, gerente de relações públicas da FAA para a região central dos Estados Unidos, disse que, "além da breve conversa entre as duas aeronaves, o controlador não conseguiu verificar se havia outra aeronave na área." Lynn Lunsford também disse, que "eles tinham um relacionamento profissional bem próximo com diversas outras agências, e que lidam com a segurança de aeronaves militares e civis de todos os tipos naquela região todos os dias, incluindo balões meteorológicos de alta altitude." Em outras palavras, a FAA deveria ter ciência de um balão meteorológico ou de um voo militar, mas, aparentemente, não tinha.

Foi somente na última semana de março, que a imprensa norte-americana conseguiu entrevistar o piloto do voo 1095 da American Airlines, assim como o vice-presidente da empresa Phoenix Air Group, Inc., para saber diretamente a opinião deles sobre o assunto. Inicialmente, a KRBC, emissora de TV afiliada da NBC, conseguiu uma entrevista exclusiva com Benus Green, um piloto aposentado de B-1 da Força Aérea dos Estados Unidos, e que estava no comando do voo 1095 naquela tarde de 24 de fevereiro. Confira a entrevista abaixo, em um canal de terceiros, no YouTube:



Conforme mencionamos anteriormente, naquela tarde, o piloto do Learjet perguntou ao Controle de Tráfego Aéreo de Albuquerque se algum tráfego havia passado acima deles. O controlador respondeu "negativo",o que significava que não havia nenhum tráfego, ao menos não do seu conhecimento, que explicasse tal observação. O piloto do Learjet respondeu que definitivamente "havia algo". Após isso, o centro de controle pediu ao voo 1095 para que ficassem atentos caso algo passasse por eles.

"Com toda certeza, permaneci olhando pelo parabrisa para ver se enxergava algo, e então encontrei. Havia algo. Sim, eu vi! Era muito brilhante, mas não era tão brilhante ao ponto de você não conseguir olhar para ele. Era tentandor olhar em sua direção para tentar descobrir o que era. Não se parecia em nada com um avião", disse Blenus Green, que também disse voar há 20 anos e, inclusive, foi exibida uma foto dele usando um uniforme da Força Aérea. Naquele dia, o voo 1095 da American Airlines tinha saído de San Diego rumo a Dallas. Em algum lugar sobre o Deserto de Sonora, entre Picacho e Mammoth, Blenus Green viu o que o piloto da Learjet tinha visto.

Blenus Green disse voar há 20 anos e, inclusive, foi exibida uma foto dele usando um uniforme da Força Aérea. Naquele dia, o voo 1095 da American Airlines tinha saído de San Diego rumo a Dallas. Em algum lugar sobre o Deserto de Sonora, entre Picacho e Mammoth, Blenus Green viu o que o piloto da Learjet tinha visto.
"O que era estranho nisso, é que normalmente, se você tem um objeto e o Sol está brilhando dessa maneira, o reflexo estaria desse lado, mas o objeto era totalmente brilhante. Era tão brilhante, que você não conseguia discernir qual era o seu formato", continuou, alegando que nunca tinha visto algo assim em 20 anos de voo.

"Não fiquei com medo, fiquei apenas fascinado por isso. Apenas tentando descobrir o que era, porque isso foi bem fora do comum", completou.

"O que era estranho nisso, é que normalmente, se você tem um objeto e o Sol está brilhando dessa maneira, o reflexo estaria desse lado, mas o objeto era totalmente brilhante. Era tão brilhante, que você não conseguia discernir qual era o seu formato", continuou, alegando que nunca tinha visto algo assim em 20 anos de voo.
Segundo o jornal "Phoenix New Times", no início da semana passada, Katie Cody, porta-voz da American Airlines, disse que não podia acrescentar maiores detalhes sobre o incidente. Contudo, Bob Tracey, vice-presidente do Phoenix Air Group Inc., com sede em Atlanta, disse na quinta-feira (29), que depois de receber um "relatório completo" do piloto do Learjet, ele ficou pensando: "mas que diabos foi isso?".

A Phoenix Air utiliza Learjets em diversos contratos, inclusive como ambulâncias aéreas para o Comando de Mobilidade Aérea dos militares. Era exatamente isso que o piloto e o co-piloto do N71PG estavam fazendo em 24 de fevereiro. Tracey não sabia dizer se um paciente estava a bordo no momento do avistamento, mas supôs que não tinha passageiros, porque a aeronave estava voltando da Califórnia para a Geórgia. O piloto sabia que o público estava interessado em sua história, mas ele a empresa estavam preocupados, que o mesmo fosse sobrecarregado pelo assédio da imprensa.

A Phoenix Air utiliza Learjets em diversos contratos, inclusive como ambulâncias aéreas para o Comando de Mobilidade Aérea dos militares. Era exatamente isso que o piloto e o co-piloto do N71PG estavam fazendo em 24 de fevereiro.
Interior de um Learjet da Phoenix Air adaptado para receber pacientes com Ebola.
"Não direi o nome dele. Ele será soterrado por telefonemas", disse Bob Tracey, acrescentando que se tratava de um piloto veterano, que trabalhava há 15 anos na Phoenix Air, sendo um "capitão experiente" com mais de 14.000 horas de voo.

Mais ou menos na mesma hora daquela tarde, o piloto e seu co-piloto notaram algo voando do lado de fora e acima deles. Assim como Blenus Green, eles notaram, principalmente, a intensa luz do objeto. Segundo Bob, o piloto da Learjet o descreveu "como se você acordasse de manhã e olhasse para uma luz brilhante". O brilho não afetou o parabrisa inteiro, no entanto, era definitivamente um ponto de luz, e parecia vir de uma fonte que voava rumo a Oeste em alta velocidade, na direção oposta ao Learjet, que estava rumo ao Leste, mas bem acima dele. Além disso, os pilotos colocaram os dedos na janela para estimar o quão alto o objeto estava no céu. Eles concluíram que poderia estar voando a quase 50.000 pés (cerca de 15 mil metros) ou mais de 10.000 pés acima deles (cerca de 3 mil metros).

Então, o objeto passou por eles. O piloto, sabendo que logo outro avião provavelmente se aproximaria da região chamou o Centro de Albuquerque para alertar os controladores de tráfego aéreo. O piloto estava preocupado, que "alguém batesse naquela coisa". Quando o piloto voltou de viagem, ele forneceu um relatório casual do incidente para o departamento de operações da empresa.

Segundo Bob, o piloto da Learjet o descreveu "como se você acordasse de manhã e olhasse para uma luz brilhante". O brilho não afetou o parabrisa inteiro, no entanto, era definitivamente um ponto de luz, e parecia vir de uma fonte que voava rumo a Oeste em alta velocidade, na direção oposta ao Learjet, que estava rumo ao Leste, mas bem acima dele.
Segundo Bob, o piloto não havia pensado muito sobre o ocorrido. Aliás, o piloto costumava ver muitos balões no céu. Às vezes, eles eram enviados por amadores com GoPros, que são usadas uma única vez. Assim como um balão, o mesmo não conseguiu ser rastreado pelo radar, e o Sistema de Prevenção de Colisão de Tráfego do Learjet não emitiu nenhum alarme. De qualquer forma, Bob reconheceu que, em seu relatório completo, o piloto descreveu algo que não soava como um balão.

"Ele disse que passou por ele a uma velocidade semelhante à que um avião de passageiros passaria. Isso seria aproximadamente 800 km/h", disse Bob Tracey.

Balões, é claro, podem viajar em altas velocidades, verticalmente dizendo, mas não muito rapidamente na horizontal. Bob Tracey resumiu o incidente como sendo um "mistério", e disse que todo mundo tinha uma teoria sobre o que havia acontecido nos céus do Arizona.

Enfim, apesar de não termos a absoluta certeza sobre qual era o objeto avistado pelos dois pilotos, acredito que esteja bem claro que não se trata de um disco voador repleto de seres alienígenas circulando em plena luz do dia nos céus do Arizona. A região é altamente militarizada, sendo que poderia ser tanto um balão meteorológico (embora os pilotos tenham dúvidas quanto a essa possibilidade) quanto um equipamento das Forças Armadas dos Estados Unidos. Em ambos os casos, muito dificilmente os responsáveis viriam à público para assumir a responsabilidade pelo incidente. De qualquer forma, caso tenhamos maiores informações, publicaremos uma atualização para vocês!

Até a próxima, AssombradOs!

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://www.bigcountryhomepage.com/news/main-news/abilene-pilot-claims-mid-air-ufo-spotting/1086493683
http://www.phoenixnewtimes.com/news/american-airlines-learjet-pilots-describe-seeing-ufo-over-arizona-10280978
http://www.phoenixnewtimes.com/news/pilots-for-american-airlines-and-phoenix-air-reported-a-ufo-over-arizona-10218181
http://www.pinalcentral.com/casa_grande_dispatch/area_news/cg-man-stumbles-across-possible-russian-recording-device-in-pinal/article_26c56a50-7216-51a5-a3eb-53a7be7ea4df.html
http://www.pinalcentral.com/casa_grande_dispatch/area_news/mysterious-russian-device-found-in-pinal-mountains-may-have-been/article_bd8b60a0-0280-5b4a-a355-b02c29dedad1.html
http://www.thedrive.com/the-war-zone/19095/listen-in-as-a-learjet-and-an-airbus-encounter-a-mystery-craft-high-over-arizona
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