28 de fevereiro de 2018

Um Estranho Mistério! Novos Detalhes do Caso em que Caças F-15 Tentaram Interceptar um Misterioso "OVNI" nos Estados Unidos!


Por Marco Faustino
Email para contato: marcofaustino@gmx.de

Em novembro do ano passado, trouxe ao conhecimento de vocês um caso pouco divulgado sobre algo bem fora do comum, que ocorreu nos céus do estado norte-americano do Oregon, mais precisamente no dia 25 de outubro daquele mesmo ano. Uma misteriosa aeronave, que muitos sites de entusiastas de "OVNIs" simplesmente taxaram de "objeto voador não identificado", teria passado pelo constante fluxo de aviões comerciais, que cruzam entre o Sul e o Norte dos Estados Unidos, entre localidades do estado da Califórnia e de Nevada, assim como as cidades de Portland e Seattle. O incidente teria tido início, ao menos em relação ao que se sabia até aquele momento, por volta das 16h30, próximo da fronteira da Califórnia com o Oregon, e resultou no testemunho ocular de diversos pilotos, em áudio gravado a partir do controle de tráfego aéreo, e eventuais confirmações, tanto da FAA (sigla em inglês para "Administração Federal de Aviação", quanto do NORAD (sigla em inglês para "Comando Aeroespacial da América do Norte"), que o incidente realmente aconteceu. Algo que chamou muito a atenção de todos é que, aparentemente, o mesmo foi interpretado como uma ameaça, uma vez que caças F-15C foram enviados para identificar a "aeronave misteriosa", que estava voando muito rápido, porém não encontraram absolutamente nada! Ao longo da matéria mostrei tudo aquilo que se conhecia até o momento, os supostos relatos de pilotos de aeronaves comerciais, alguns dados técnicos, as principais especulações, entre outros detalhes. Na época, o responsável por divulgar o caso publicamente, Tyler Rogoway, autor de um blog chamado "The War Zone", enviou pedidos requisitando maiores informações com base na "Lei de Liberdade de Informação" (FOIA) para a FAA e o NORAD, assim como as outras partes federais envolvidas no incidente, esperando descobrir o que realmente aconteceu naquele dia (leia mais: Mistério no Oregon! Força Aérea Norte-Americana Admite que Caças F-15C Foram Enviados para Interceptar Misterioso e Veloz "OVNI" Branco!).

Agora, os esforços de Tyler Rogoway começaram a apresentar os primeiros resultados mais concretos de toda essa estranha história. No dia 15 de fevereiro deste ano, graças a "Lei de Liberdade de Informação", Tyler divulgou informações que, segundo ele, poderiam ser os registros mais interessantes referentes a documentação oficial sobre esse encontro, que já tinha sido confirmado tanto pela FAA quanto pela Força Aérea dos Estados Unidos. Os materiais que foram liberados incluíam gravações de áudio fascinantes das transmissões de rádio e ligações telefônicas, que foram feitas à medida que o incidente estava se desenrolando, assim como entrevistas com pilotos, e conversas entre funcionários da FAA, após o incidente altamente peculiar. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Relembrando o Caso: Um "OVNI" Cruzou os Céus do Estado do Oregon e Realmente "Escapou" de Caças F-15C da Força Aérea dos Estados Unidos?


Para que vocês entendam os novos detalhes, é necessário relembrar o que se sabia até novembro do ano passado, e que foi publicado no "The War Zone", uma espécie de blog, que costuma cobrir o mundo militar, assim como o setor aéreo, pertencente ao site "The Drive", que por sua vez é um portal destinado a falar assuntos automotivos.

Inicialmente, Tyler disse que os primeiros comentários sobre essa história teriam chegado ao seu conhecimento através dos seus amigos do mundo da aviação. A princípio, ao menos diante dos detalhes que ele ficou sabendo, tudo parecia ser apenas um dos muitos incidentes, muitas vezes mal interpretados, que acontecem nos céus dos Estados Unidos todos os dias, onde aeronaves com rádios ou transponders inoperantes acabam se desviando para regiões, que não deveriam estar. E, às vezes, essas ocorrências resultam no envio de caças militares para interceptarem as mesmas. Contudo, posteriormente, maiores informações foram surgindo, e parecia haver muito mais em jogo do que a  mera presença de uma aeronave particular ou um piloto desatento.

Para contar esse caso para vocês, usarei como base uma publicação do "The War Zone", uma espécie de blog, que costuma cobrir o mundo militar, assim como o setor aéreo, pertencente ao site "The Drive", que por sua vez é um portal destinado a falar assuntos automotivos
Foi assim que Tyler acabou parando em um tópico de discussão no Reddit, que não só parecia corroborar com o estranho relato que ele tinha ouvido, mas também acrescentava detalhes muito interessantes. A postagem foi supostamente escrita por um piloto, sendo que o mesmo dizia, que ele e sua tripulação estavam sobrevoando a região Noroeste dos Estados Unidos, no início da noite do dia 25 de outubro. Aliás, sua postagem teria sido redigida pouco tempo após o incidente.

Vale ressaltar nesse ponto, que o Reddit é um fórum de discussões disfarçado de rede social, que é bem famoso devido a inúmeras especulações e teorias da conspiração que surgem por lá. De vez em quando, essas especulações acabam virando notícia nos tabloides britânicos e na mídia internacional, mas, de qualquer forma, o Reddit nunca foi ou será uma fonte confiável. Essa é a razão pela qual Tyler citou, que a postagem teria sido supostamente escrita por um piloto de avião, cujo apelido no Reddit é "Duprass". Confira o que esse usuário publicou:

"Acabamos de pousar em Seattle vindo da região da baía. Partindo da região Sul do Oregon, permanecemos escutando casualmente o Centro de Controle de Seattle na tentativa de rastrear uma aeronave sem transponder, que não estava respondendo. Diversas tripulações conseguiram rastreá-la visualmente, sendo que o melhor que eles puderam fazer foi dizer que a mesma estava entre FL350-370 (35.000 a 37.000 pés) indo em direção ao Norte. Ninguém estava próximo o suficiente para enxergar do que se tratava.

No dia 25 de Outubro, o Centro de Controle de Seattle foi informado pelo Centro de Controle de Oakland, que uma
aeronave misteriosa estava seguindo rumo ao norte, porém o Centro de Controle de Seattle não conseguiu vê-la no radar primário
O Centro de Controle de Seattle pediu a aeronaves comerciais que tentassem identificar a aeronave misteriosa
A última coisa que ouvimos é que a mesma estava sobre o Vale de Willamette, ainda rumo ao Norte e, alguns aviões de combate, talvez nos arredores do PDX (Aeroporto Internacional de Portland) foram acionados para dar uma olhada. O Centro de Controle teve problemas para rastreá-lo no radar primário.

Estranho! Minha teoria é que eles estavam levando drogas para o Canadá. Ainda não há notícias, ao menos ainda não encontrei nada sobre isso.


"A última coisa que ouvimos é que a mesma estava sobre o Vale de Willamette (na foto), ainda rumo ao Norte e, alguns aviões de combate, talvez nos arredores do PDX (Aeroporto Internacional de Portland) foram acionados para dar uma olhada. O Centro de Controle teve problemas para rastreá-lo no radar primário", disse o usuário Duprass
Foto mostrando um avião pousando no Aeroporto Internacional de Portland
**Atualização 0500z. Ligação para o SEA ARTCC (Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Seattle). Um senhor com quem conversei disse, que eles inicialmente foram alertados sobre a aeronave a partir do Centro de Controle de Oakland, que a identificou no radar primário (ela estava constando no radar, mas sem informações do transponder). Seja qual for o motivo, eles não conseguiram rastreá-la através do radar primário. Foi quando os ouvi pedindo as aeronaves comerciais, que a rastreassem visualmente. O último avião a vê-la teve que pousar em Portland, e a perdeu de vista. Caças nos arredores do PDX foram enviados, mas voaram durante algum tempo e não encontraram nada. E foi isso."

O áudio do controle de tráfego aéreo do Setor 14 do Centro de Controle de Seattle, gravado pelo site LiveATC.com, está disponível no site do mesmo, e mostra os diálogos no momento do incidente. O áudio corrobora com grande parte dessas informações. Qualquer pessoa pode ouvir a troca de informações a partir dos 20 minutos do primeiro intervalo de áudio disponível abaixo, até a primeira parte do intervalo seguinte, porém todo esse diálogo está em inglês, é claro:





O áudio é fantástico, uma vez que ilustra, que houve muitos diálogos entre diversas tripulações de aviões comerciais e o Centro de Controle de Seattle, cujos controladores tentaram rastrear a aeronave enquanto se dirigia para o Norte, em direção ao Vale de Willamette.

A aeronave não conseguiu ser rastreada no radar primário de Seattle, e nem apareceu nos sistemas digitais de anticolisão de tráfego (TCAS, sigla em inglês), mas estava claramente lá, embora nunca estivesse suficientemente próxima para haver uma identificação positiva em relação a mesma.

A aeronave não conseguiu ser rastreada no radar primário de Seattle, e nem apareceu nos sistemas digitais
de anticolisão de tráfego (TCAS, sigla em inglês)...
... mas estava claramente lá, embora nunca estivesse suficientemente próxima
para haver uma identificação positiva em relação a mesma.
O diálogo entre o controle de tráfego aéreo e os diversos pilotos de aviões comerciais durou cerca de meia hora. As gravações de outros setores do Centro de Controle de Seattle, assim como aqueles que estão mais próximos de Portland (32 e 46) não estavam disponíveis naquela época, sendo muito possível - senão bem provável, tendo em vista os demais relatos - que o incidente tivesse continuado no Vale de Willamette.

Tyler disse que revisou os diálogos da torre de controle do Aeroporto Internacional de Portland, entre meia hora e duas horas após o incidente, e não encontrou nada que fosse relevante, embora fosse improvável, uma vez que as aeronaves em processo de aterrissagem utilizem tais frequências. De qualquer forma, Tyler disse, que após ler esse relato e ouvir o áudio, havia ficado claro que o incidente valia a pena ser analisado mais profundamente.

O diálogo entre o controle de tráfego aéreo e os diversos pilotos de aviões comerciais durou cerca de meia hora. As gravações de outros setores do Centro de Controle de Seattle, assim como aqueles que estão mais próximos de Portland (32 e 46) não estavam disponíveis naquela época, sendo muito possível - senão bem provável, tendo em vista os demais relatos - que o incidente tivesse continuado no Vale de Willamette.
Foi justamente isso que ele e sua equipe fizeram naquela época ao questionar o "142º Fighter Wing", uma unidade de defesa área localizada no Aeroporto Internacional de Portland, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD ), e a Administração Federal de Aviação (FAA) sobre o estranho incidente.

A resposta do NORAD foi rápida e clara. Um incidente envolvendo diversas tripulações de companhias aéreas, controle de tráfego aéreo e aeronaves F-15C do 142º Fighter Wing havia realmente ocorrido. De acordo com as informações "limitadas", que foram fornecidas pelo NORAD, os controladores de tráfego aéreo da FAA solicitaram aos pilotos de aviões comerciais, que ajudassem a rastrear e possivelmente identificar uma "aeronave branca", que viajava entre 35.000 e 40.000 pés, com base em registros de rádio. O NORAD também disse que o incidente resultou no envio de caças F-15, que decolaram de Portland, para investigar o que estava acontecendo. Contudo, uma vez no ar, os caças procuraram pela aeronave, e não encontraram absolutamente nada.

A resposta do NORAD foi rápida e clara. Um incidente envolvendo diversas tripulações de companhias aéreas, controle de tráfego aéreo e aeronaves F-15C do 142º Fighter Wing havia realmente ocorrido
É importante ressaltar nesse ponto, que a unidade "142º Fighter Wing" utiliza caças F-15C, que estão equipados com um dos conjuntos de radares ar-ar mais eficientes do mundo (AN/APG-63V3), além de um equipamento chamado"ATP" ("Sniper Advanced Targeting Pod") para a identificação de aeronaves a longa distância. Seus pilotos são alguns dos melhores do mundo, e são altamente treinados com o objetivo de defender o espaço aéreo dos Estados Unidos.

Seria, no mínimo, surpreendente dizer, que eles "não encontraram nada" enquanto estavam voando. Talvez isso tenha sido devido à natureza da aeronave, que estava sendo procurada; a possibilidade de que os caças tenham sido enviados muito tempo após o primeiro avistamento; ou que simplesmente não estivéssemos sendo informados corretamente sobre toda essa história, entenderam?

É importante ressaltar nesse ponto, que a unidade "142º Fighter Wing" utiliza caças F-15C, que estão equipados com um dos conjuntos de radares ar-ar mais eficientes do mundo (AN/APG-63V3), além de um equipamento chamado"ATP" ("Sniper Advanced Targeting Pod") para a identificação de aeronaves a longa distância
Seus pilotos são alguns dos melhores do mundo,
e são altamente treinados com o objetivo de defender o espaço aéreo dos Estados Unidos
Na época surgiram inúmeras especulações. Embora não tivéssemos o horário exato do acionamento dos caças, aparentemente a aeronave misteriosa estava se movendo muito rápido, ou seja, na mesma velocidade que as aeronaves ao redor dela ou então estava ainda mais veloz. Vale a pena destacar, que o Centro de Controle de Oakland, que controla o espaço aéreo mais ao Sul em relação a área de responsabilidade do Centro de Controle de Seattle, poderia estar tentando rastrear a aeronave antes que as comunicações começassem a figurar nas frequências do Controle de Seattle, caso o objeto tivesse surgido bem mais ao Sul, é claro.

Tyler e sua equipe disseram, que revisaram o áudio do controle de tráfego aéreo do Aeroporto Internacional de Portland, até duas horas após o primeiro registro de rádio sobre a aeronave misteriosa surgir entre o Controle de Seattle e os pilotos comerciais. Tyler disse que eles não ouviram a torre solicitar prontamente o envio dos caças F-15. Para completar, não estava claro em que momento os F-15 tinham levantado voo para procurar por essa aeronave não identificada ou por qual razão eles teriam sido enviados tão tardiamente, caso essa hipótese fosse a verdadeira. Resumindo? Inúmeras especulações, poucas respostas.

Vale a pena destacar, que o Centro de Controle de Oakland, que controla o espaço aéreo mais ao Sul em relação a área de responsabilidade do Centro de Controle de Seattle, poderia estar tentando rastrear a aeronave antes que as comunicações começassem a figurar nas frequências do Controle de Seattle, caso o objeto tivesse surgido bem mais ao Sul, é claro
Também era possível, embora um pouco improvável, que um esquadrão de caças F-15 pudesse ter sido desviado, caso já estivesse no ar. Além disso, uma vez estando no ar, os caças F-15 são capazes de atravessar todo o estado do Oregon em apenas uma questão de minutos, caso seja necessário. Então, se eles tivessem sido rapidamente enviados, parecia improvável que eles não tivessem sido capazes de interceptar a aeronave, que foi apontada por pilotos comerciais sobrevoando a região Sul do estado norte-americano do Oregon.

A Administração Federal de Aviação (FAA) não foi tão solícita quanto o NORAD, visto que demorou quase uma semana e diversos emails para responder a investigação inicial de Tyler. E, quando responderam, simplesmente disseram que não tinham mais nada a acrescentar à descrição dos eventos realizada por ele. Assim sendo, eles reconheceram que os eventos ocorreram, mas não forneceram nenhum detalhe adicional. Já o "142º Fighter Wing" não respondeu a solicitação de Tyler.

A Administração Federal de Aviação (FAA) não foi tão solícita quanto o NORAD, visto que demorou quase uma semana e diversos emails para responder a investigação inicial de Tyler. E, quando responderam, simplesmente disseram que não tinham mais nada a acrescentar à descrição dos eventos realizada pelo Tyler
Aliás, de acordo com Tyler, claramente precisava haver algum tipo de investigação posterior em relação a esse evento. Ainda segundo ele, ter uma aeronave não identificada, que não aparecia no radar, e que voava no meio do tráfego aéreo civil, na mesma altitude, e por um longo período de tempo, não era algo que você simplesmente deixava de lado, especialmente considerando a atual situação de segurança global, e tudo o que aconteceu desde o fatídico 11 de setembro.

Um dos usuários do Reddit, apelidado de "The Flying Beard", que supostamente seria um controlador de tráfego aéreo, e que teria tido algum nível de conhecimento interno do evento, chegou a publicar a seguinte declaração:

"...Estava trabalhando no setor adjacente e ajudando a coordenar algumas coisas de ordem militar. Eles acabaram enviando os F-15, a partir do PDX, para tentar encontra-lá, mas sem sucesso.... A loucura é que não tínhamos um alvo primário ou um intruso Modo C, e o mesmo estava fora do alcance dos 737 mais próximos. Além disso, (apenas um palpite conspiratório) nosso departamento de Garantia de Qualidade estava trabalhando nisso hoje, e recebemos uma ligação do comandante do 142FW no PDX, e foi nos dito para simplesmente deixar isso de lado, e não sabemos o porquê.

"Além disso, (apenas um palpite conspiratório) nosso departamento de Garantia de Qualidade estava trabalhando nisso hoje, e recebemos uma ligação do comandante do 142FW no PDX, e foi nos dito para simplesmente deixar isso de lado, e não sabemos o porquê", disse o usuário "The Flying Beard".
Muitas pessoas no escritório parecem acreditar, que talvez tenha sido essa aeronave (por mais improvável que seja) baseado na descrição, e também em razão da "falta de interesse" dos militares. Acho que a FAA está investigando isso em esferas superiores. Do ponto de vista de segurança, se os militares estão conduzindo testes secretos no espaço aéreo do país (NAS), isso não é nada bom. Se eu fosse um dos pilotos que tivesse avistado isso, com certeza eu estaria preenchendo um formulário da NASA ou quaisquer outros relatórios oficiais que estivessem ao meu alcance...

... Se a "aeronave" continuasse no curso e na altitude presumidos, então os F-15 foram enviados de maneira errada. A última posição conhecida foi nos arredores da região de EUG (cidade de Eugene, no Oregon), indo para o Norte, a cerca de 750 nós (1.389 km/h), sendo que os caças foram enviados para o Sul, quando foram despachados cerca de 25 a 30 minutos após o primeiro avistamento na área de Shasta (uma cidade do estado da Califórnia)...


O usuário "The Flying Beard" disse que, por mais improvável que fosse, muitos colegas de trabalho acreditavam que a "misteriosa aeronave" tivesse sido uma aeronave conhecida como NT-43A, um projeto considerado secreto da Força Aérea dos Estados Unidos, que na verdade é um 737-200 altamente modificado e repleto de equipamentos de última geração
"A última posição conhecida foi nos arredores da região de EUG (cidade de Eugene, no Oregon), indo para o Norte, a cerca de 750 nós (1.389 km/h), sendo que os caças foram enviados para o Sul, quando foram despachados cerca de 25 a 30 minutos após o primeiro avistamento na área de Shasta (uma cidade do estado da Califórnia)", disse o usuário "The Flying Beard"
 ...O horário dificultou a identificação. Todas as aeronaves do lado leste não conseguiram vê-la devido ao pôr do sol, e o tráfego do lado oeste estava bem esparso. Acredito que a ZOA (Centro de Controle de Oakland) conseguiu vê-la por alguns momentos no radar primário/Modo C do RBL (Aeroporto Municipal de Red Bluff). Inicialmente, estava indo para Sudoeste, mas fez uma curva muito clara para o Norte. Estava mais rápida do que uma aeronave comercial poderia suportar nessa velocidade ou altitude sem se despedaçar no ar."

Evidentemente, ninguém naquele momento tinha como confirmar as informações fornecidas pelo usuário que, diga-se de passagem, deletou o que havia escrito no Reddit (é muito importante destacar que as primeiras informações sobre esse incidente foram publicada no Reddit, que não é exatamente uma fonte confiável, e tão somente baseado em relatos). Portanto, não se sabia oficialmente e de nenhuma fonte confiável a velocidade real do objeto. No entanto, Tyler disse que, com base em postagens anteriores, a descrição do suposto emprego ou cargo do usuário, parecia ser condizente com aquilo que ele comentava, ou seja, esse relato poderia, eventualmente, contribuir para montar o quebra-cabeça em torno de toda essa história.



"Acredito que a ZOA (Centro de Controle de Oakland) conseguiu vê-la por alguns momentos no radar primário/Modo C do RBL (Aeroporto Municipal de Red Bluff). Inicialmente, estava indo para Sudoeste, mas fez uma curva muito clara para o Norte", disse o usuário
"The Flying Beard"
Felizmente, Tyler enviou pedidos requisitando maiores informações com base na "Lei de Liberdade de Informação" (FOIA) para a FAA e o NORAD, assim como as outras partes federais envolvidas no incidente. Ele esperava descobrir o que realmente tinha acontecido naquele dia, para que ele finalmente possa informar adequadamente aos seus leitores. Segundo Tyler, muitos estavam alegando, que teria sido tão somente um avião transportando drogas para o Canadá. Outros alegavam, que tinha sido um avião militar secreto. Já outros, principalmente os entusiastas de OVNIs alegavam que, quem sabe, não tinha sido algo de outro mundo, se é que vocês me entendem.

Para Tyler parecia estranho que uma aeronave transportando drogas voasse em plena luz do dia, sabendo que corria o risco de ser identificada com maior facilidade. No caso de um avião militar secreto, voar entre aeronaves comerciais em plena luz do dia, embora estivesse próximo do horário do pôr do sol, certamente seria uma escolha estranha, porém não impossível. Ele alegou que existiam vastas e remotas regiões do Alasca, que poderiam servir para a realização de programas de aeronaves clandestinas, sendo que é um longo voo até chegar lá. Ainda assim, a ideia de que uma aeronave militar norte-americana voando em uma movimentada rota de tráfego aéreo, em altitudes compatíveis com a de aviões a jato, sem rádio ou transponder, ou contato pelo radar, era algo para se preocupar, se isso realmente tivesse acontecido.

Felizmente, Tyler enviou pedidos requisitando maiores informações com base na "Lei de Liberdade de Informação" (FOIA) para a FAA e o NORAD, assim como as outras partes federais envolvidas no incidente. Ele espera descobrir o que realmente aconteceu naquele dia, para que ele finalmente possa informar adequadamente aos seus leitores
De qualquer forma, não faltaram opiniões, que foram publicadas em alguns outros lugares. O site de notícias "News.com.au" lembrou que o Oregon é adjacente a Nevada, onde está localizada a famosa Área 51, porém ressaltou que a existência de uma aeronave secreta entre o tráfego aéreo comercial, em plena luz do dia, seria algo perigoso e inseguro. Além disso, essa não seria uma prática comum.
Já o site "Popular Mechanics" especulou que pudesse se tratar da aeronave MQ-25 Stingray, um projeto da Boeing para a Marinha dos Estados Unidos, que provavelmente inclui algumas características que tornariam difícil o seu rastreamento por radares civis de controles de tráfego aéreo. A aeronave é basicamente um drone de combate, sendo que o operador do mesmo pode ter sido incapaz de ouvir as requisições de rádio. Contudo, existem muitos lugares para testar novos drones, especialmente no deserto de Nevada.

O "Popular Mechanics" também cogitou uma possibilidade peculiar, ou seja, que teria havido uma espécie de alucinação em massa e, na verdade, não havia nada no ar, embora isso fosse muito improvável. O site ressaltou o diálogo do piloto do voo 612, da United Airlines, quando o mesmo foi questionado se ele estava vendo a misteriosa aeronave. O piloto disse que estava vendo a mesma na posição de 3h e rapidamente apontou que estava a apenas 6,5 km de distância. Posteriormente, o piloto a descreveu como sendo um "ponto branco" a cerca de 4.000 ou 5.000 pés (entre 1.200 e 1.500 metros) acima deles. Estranho, não é mesmo? Porém, novas informações surgiram recentemente sobre esse caso. É justamente isso que vocês conferem a seguir!

Um Mistério Cada Vez Maior! Os Novos Detalhes do Caso Envolvendo a Força Área Norte-Americana e um Misterioso e Veloz "OVNI Branco"!


Em um artigo chamado "You Need To Hear These FAA Tapes From That Oregon UFO Incident That Sent F-15s Scrambling" ("Vocês Precisam Ouvir Essas Gravações da FAA do Incidente Relacionado ao OVNI do Oregon, que Resultou no Envio, às Pressas, de Caças F-15", em português) do blog "The War Zone", foi inicialmente publicado um pequeno e interessante vídeo em uma tentativa de resumir toda essa história. Confira o mesmo logo abaixo (em inglês, mas irei comentar a seguir, não se preocupem):



No vídeo é mencionado tudo aquilo que já sabemos, ou seja, que o NORAD e a FAA tinham confirmado toda a história ao blog "The War Zone" sobre um evento ocorrido no dia 25 de outubro do ano passado nos céus do Noroeste Pacífico (a região noroeste da América do Norte). O evento começou com controladores de tráfego aéreo se deparando com uma aeronave não identificada no radar, que por sua vez estava se movendo para o Sul dos Estados Unidos, em alta velocidade, na região norte da Califórnia. Porém, a aeronave fez uma curva acentuada, voltando-se em direção ao Norte dos Estados Unidos, e se misturou com o tráfego aéreo regular, antes de desaparecer do radar. Então, eis que nos deparamos com um operador de radar questionando o Centro de Controle de Oakland se eles estavam vendo um alvo se movendo muito rapidamente a 37.000 pés de altitude. O Centro de Controle se mostrou surpreso, e o operador chamou a situação de maluca. Ele também mencionou, para o Centro de Controle, que não havia identificação em relação a mesma, ou seja, não respondia ao rádio, e não havia nenhum transponder ativo.

Diversos pilotos teriam confirmado ao Controle de Tráfego Aéreo, que viram uma "grande aeronave branca" voando próximo a eles. Por outro lado, no vídeo é possível ouvir o áudio proveniente do voo "United 612", dizendo que eles estavam vendo um pequeno ponto branco, mas que não tinha nenhuma identificação. Assim sendo, caças da Força Aérea dos Estados Unidos foram acionados para interceptar a aeronave, mas não encontraram nada. O evento representava claramente uma ameaça ao tráfego aéreo, sem mencionar uma ameaça em potencial para a segurança nacional. Ao final, podemos ouvir o áudio de um oficial no Centro da FAA, em Seattle, dizendo para uma outra oficial responsável pelo Departamento de Garantia de Qualidade da FAA, que eles não sabiam para onde a aeronave tinha ido, que caças tinham perseguido a aeronave, mas que eles tinham perdido a mesma de vista. Como resposta, a oficial responde: "Nossa, que estranho". Interessante, não é mesmo? Lembrando, que esses são dados oficiais, totalmente legítimos, e obtidos de forma legal. Além disso, é muito importante mencionar que, aparentemente, os caças não teriam conseguido interceptar a aeronave pelo simples fato de terem sido enviados para o sul do Oregon, ao invés do norte, que era para onde a aeronave estaria supostamente indo.

Ao final, podemos ouvir o áudio de um oficial no Centro da FAA, em Seattle, dizendo para uma outra oficial responsável pelo Departamento de Garantia de Qualidade da FAA, que eles não sabiam para onde a aeronave tinha ido, que caças tinham perseguido a aeronave, mas que eles tinham perdido a mesma de vista. Como resposta, a oficial responde: "Nossa, que estranho". Interessante, não é mesmo?
Segundo Tyler, ele recebeu horas de gravações de áudio, que possuem elementos bem peculiares para serem acrescentados a essa história. Assim sendo, ele dividiu todo o áudio recebido, assim como os dados de radar, que também foram enviados pelo governo, em quatro vídeos separados. Tyler disse que iria destacar as informações mais relevantes de cada vídeo, mas que ele recomendava que todos pudessem assistir e ouvir integralmente os mesmos. Infelizmente, é muito material para ser legendado por mim (o tempo infelizmente é bem curto), porém caso alguém se disponibilize a legendá-los basta avisar, que acrescentarei o material nesta matéria, combinado?

Bem, o primeiro vídeo inclui o áudio a partir do ponto inicial em que a aeronave foi avistada, quando atravessou o norte da Califórnia (rumo ao sul), em alta velocidade, antes de virar para o norte, se mesclar com o tráfego aéreo nos arredores, e desaparecer do radar. É bom deixar claro que, além de se tornar invisível ao radar, a mesma não emitia qualquer transmissão por parte de eventuais transponders, e não se comunicava verbalmente com os controladores de tráfego aéreo. Além disso, o áudio contido no vídeo foi sincronizado, em tempo real com os dados do radar.



O Setor 31 do Centro de Controle de Oakland detectou o alvo por volta das 16h30 (horário local). O Setor 31 abrange desde Sacramento até Redding, antes de chegar ao norte de sua delimitação, que é próxima a fronteira com o Oregon, onde então começa o espaço aéreo do Centro de Controle de Seattle. A leste, temos o espaço aéreo da fronteira da Califórnia com Nevada.

A aeronave foi eventualmente rastreada por pilotos, enquanto seguia seu caminho sobre o Lago Crater, indo em direção ao Vale Willamette. No áudio, o controlador do Centro de Oakland observou, que a mesma estava próxima da delimitação do setor. Então, aparentemente, o primeiro avistamento da aeronave ocorreu oficialmente próximo da delimitação do Setor 31 do Centro de Controle de Oakland e dos Setores 13 ou 14 do Centro de Controle de Seattle. O alvo estava se movimentando "muito rapidamente a 37.000" pés, quando foi detectado pela primeira vez.

Tabela de setores referentes ao Centro de Controle de Oakland
Tabela de setores referentes ao Centro de Controle do Oregon
O "intruso" rapidamente desapareceu do radar, e foi nesse momento, que começaram os avistamentos visuais feitos por equipes de companhias aéreas. Os avistamentos continuaram por aproximadamente meia hora, ao longo de centenas de quilômetros. As conversas entre pilotos próximos e o Controle de Tráfego Aéreo em relação à aeronave não identificada eram constantes no áudio, sendo que a mesma descrição foi repetida por diversas vezes: uma aeronave branca a 37.000 pés, que estava muito longe para dizer o modelo ou se tinha qualquer identificação visual, assim como logotipos, na mesma.

Em aproximadamente 27:30 no vídeo, obtemos a nossa primeira indicação de que os F-15C do Aeroporto Internacional de Portland estavam prestes a decolar, com o controlador de tráfego aéreo observando isso, enquanto conversa com um outro controlador da FAA. Na conversa, o outro controlador também reitera que ainda não havia qualquer contato de radar com a aeronave. O controlador também pede, repetidamente, para que as aeronaves próximas verificassem seus sistemas digitais de anticolisão de tráfego (TCAS) para tentar identificar a aeronave, mas não havia absolutamente nada.

Em aproximadamente 27:30 no vídeo, obtemos a nossa primeira indicação de que os F-15C do Aeroporto Internacional de Portland estavam prestes a decolar, com o controlador de tráfego aéreo observando isso, enquanto conversa com um outro controlador da FAA.
Os F-15C apareceram pela primeira vez no radar, no momento que decolaram de Portland, rumo ao Sul, em 33:33, e aparecem como voo "Rock", uma sinalização comum utilizada pelos F-15C, que ficam de prontidão no Aeroporto Internacional de Portland. Então, o voo "Alaska 439" pede uma atualização sobre a aeronave não identificada, e o controlador indica, que ainda não possui nada, dizendo de forma coloquial, que a mesma devia estar em uma espécie de "modo furtivo" ou algo assim. É interessante notar, que os F-15C foram primeiramente para o sul, enquanto parecia que o objeto estava indo em direção ao norte do Aeroporto Internacional de Portland, ao menos no momento que eles decolaram.

Os F-15C aparecem pela primeira vez no radar, no momento que decolam de Portland, rumo ao Sul, em 33:33, e aparecem como voo "Rock", uma sinalização comum utilizada pelos F-15C, que ficam de prontidão no Aeroporto Internacional de Portland
O segundo vídeo é referente apenas aos dados brutos do radar. Aliás, o mesmo inicia antes que do vídeo sincronizado anterior. Tyler fez questão de publicá-lo para caso alguém resolvesse analisar os dados mais profundamente.



Em seguida, entramos no campo das conversas telefônicas entre membros da FAA, enquanto toda a situação estava acontecendo nos céus do Noroeste Pacífico. Tyler fez questão de ressaltar, que editou o espaço vazio entre as ligações, e ocultou com um "beep" os nomes daqueles que se identificaram no áudio. Fora isso, não haveria mais nenhuma edição no áudio, muito embora Tyler não pudesse garantir ou ter certeza de que o áudio não tivesse sido editado pela FAA. Segundo ele, existem trechos estranhos, onde as conversas ficavam mudas, e não ficou claro se foi editado ou se teria sido apenas uma anomalia no áudio. Aliás, o Gerente Encarregado de Operações do Centro de Seattle é o personagem principal dessa história.

A primeira ligação é para o Centro de Oakland, e ocorre no início da detecção inicial do radar e, quando os pilotos começaram a detectar visualmente a aeronave. O gerente encarregado mencionou, que a "Defesa Aérea" também estava procurando o alvo (no radar), e isso mostrava o quão precocemente os militares estavam envolvidos com a situação. Quem ouvir o áudio vai notar o temo "DEN", que é mencionado por diversas vezes. "DEN" é a Rede de Eventos Domésticos, uma espécie de sistema de linha direta, que é usado para estabelecer uma ponte entre a FAA e as autoridades federais, ou seja, as Forças Armadas, diante de inúmeras circunstâncias, que você pode conferir aqui. Também é possível ouvir o termo "WADS", e o apelido/código "Bigfoot". Os mesmos se referem ao setor de Defesa Aérea Ocidental do NORAD, que monitora o espaço aéreo em um vasto território nos Estados Unidos e no Canadá. Localizado na Base da Força Aérea McChord, no estado norte-americano de Washington, a WADS envia caças quando necessário, e trabalha para direcioná-los até seus alvos de interesse durante as missões de soberania aérea doméstica, entre outras responsabilidades.

Também é possível ouvir o termo "WADS", e o apelido/código "Bigfoot". Os mesmos se referem ao setor de Defesa Aérea Ocidental do NORAD, que monitora o espaço aéreo em um vasto território nos Estados Unidos e no Canadá. Localizado na Base da Força Aérea McChord, no estado norte-americano de Washington, a WADS envia caças quando necessário, e trabalha para direcioná-los até seus alvos de interesse durante as missões de soberania aérea doméstica, entre outras responsabilidades.
Quando o Gerente Encarregado de Operações do Centro de Seattle é questionado por outro controlador, se ele estava pedindo ajuda militar, a gravação ficou muda. O mesmo questionamento é ouvido momentos depois, e novamente há um completo silêncio, até que ocorre uma nova ligação.

Ao final das ligações, podemos ouvir os controladores falando sobre como a Força Aérea planejava montar uma patrulha aérea sobre a cidade de Battle Ground, Washington, localizada a 20 km ao norte do Aeroporto Internacional de Portland. Sabemos que, inicialmente, os F-15C foram para o sul, então não ficou claro se essa ligação aconteceu depois que os caças seguiram nessa direção ou até mesmo antes que estivessem no ar, e os planos terem sido alterados posteriormente.

Finalmente, chegamos ao último e talvez mais interessante dos vídeos. O mesmo contém as ligações feitas após o incidente ter ocorrido. O Gerente Encarregado de Operações do Centro de Seattle tenta descobrir o que realmente aconteceu. Assim sendo, ele conversa mais uma vez com o Centro de Seattle, com um trio de pilotos de uma companhia aérea, que avistou a aeronave, além de ter algumas conversas bem interessantes com o Escritório de Segurança da Organização do Tráfego Aéreo da FAA, e o Grupo de Segurança e Garantia de Qualidade da agência.



Primeiramente, ouvimos sobre a questão de quem "solicitou" o envio dos caças, visto que, segundo a conversa, isso teria partido da sede da FAA. O gerente encarregado questiona a ideia, em retrospectiva, de ter aviões comerciais mantendo contato visual com a aeronave, ao invés de permitir que os mesmos aterrissassem no Aeroporto Internacional de Portland, ao menos até que os F-15C aparecessem. No entanto, a oficial da FAA o contesta, uma vez que eles não sabiam qual era a aeronave, se a mesma estava equipada com alguma coisa ou suas intenções. Ela reiterou que ter envolvido os militares foi uma boa ideia, mas que isso deveria ter partido da sede da FAA no DEN. O gerente ressaltou, no entanto, que ele não sabia quem havia solicitado assistência militar, e que o Centro de Oakland disse-lhe, que deveria inicialmente ligar para a WADS.

Em seguida, ouvimos novamente o Centro de Oakland, primeiramente discutindo sobre quem havia ordenado o envio de caças, mas então a conversa passa a falar sobre o que realmente aconteceu. Ambos concordam que "definitivamente havia algo lá fora", com o controlador do Centro de Oakland dizendo, que a aeronave apareceu pela primeira vez indo para o sul, em alta velocidade, antes de realizar uma abrupta manobra e "disparar em direção ao norte". Mesmo estando a par dos procedimentos para tais eventos, o encontro pareceu totalmente estranho aos dois controladores de alta patente, com um deles declarando: "Tenho a sensação de que alguém vai passar um pente fino nisso".

Em seguida, ouvimos novamente o Centro de Oakland, primeiramente discutindo sobre quem havia ordenado o envio de caças, mas então a conversa passa a falar sobre o que realmente aconteceu. Ambos concordam que "definitivamente havia algo lá fora", com o controlador do Centro de Oakland dizendo, que a aeronave apareceu pela primeira vez indo para o sul, em alta velocidade, antes de realizar uma abrupta manobra e seguir em direção ao norte.
Posteriormente, chegamos nas entrevistas dos pilotos, por telefone, com o objetivo que cada tripulação escrevesse um relatório detalhando sua perspectiva individual do incidente. Durante uma conversa com voo "United 612", existem alguns momentos estranhos, mas o piloto descreve o encontro, afirmando que ele estava muito longe para descobrir o modelo de aeronave. A ligação seguinte, com o voo "Alaska Airlines 525", também não revelou muito, pois a tripulação disse que eles nunca conseguiram observar a aeronave. Já a tripulação do voo "Skywest 3478" conseguiu avistá-la, embora não tivesse muita coisa para ser adicionada.

Agora, a conversa com o piloto do voo "Southwest 4712" foi, de longe, a mais interessante. Ele imediatamente observou o quão estranho foi o encontro, e que ele jamais viu um incidente como aquele em quase 30 anos pilotando aeronaves. O piloto observou: "Se fosse como um modelo de avião "Lear" (jato particular), provavelmente não teria visto isso claramente. Era uma aeronave branca, e era grande. E, estava se movendo rápido, uma vez que estávamos mantendo o mesmo ritmo. Provavelmente, estava mais rápido do que nós... Era uma grande aeronave." Ele também disse, que observaram o objeto desde o Norte da Califórnia até a descida em Portland.

A ligação final do gerente foi com o Grupo de Garantia de Qualidade da FAA,  que ficou surpreso pelos detalhes a respeito do evento, e especialmente com o fato de que ninguém ainda sabia qual era a aeronave ou onde a mesma foi parar. "Nossa, que estranho", foi a citação feita pela oficial da FAA, que foi perspicaz em dizer o mínimo possível, visto que essas pessoas lidam com incidentes singulares, que ocorrem no espaço aéreo norte-americano todos os dias. O gerente concordou com o sentimento, observando que não era uma pequena aeronave, e que estava se movendo rapidamente, superando um 737 em velocidade de cruzeiro. A oficial também disse, que o incidente devia ser classificado como "potencialmente significativo" nos relatórios. Ela até mesmo mencionou, que tinha sido "uma coisa muito estranha para qual não há um procedimento definido... Não é com frequência que ouvimos sobre alguém desconhecido naquela altitude."

A ligação final do gerente foi com o Grupo de Garantia de Qualidade da FAA,  que ficou surpreso pelos detalhes a respeito do evento, e especialmente com o fato de que ninguém ainda sabia qual era a aeronave ou onde a mesma foi parar. "Nossa, que estranho", foi a citação feita pela oficial da FAA, que foi perspicaz em dizer o mínimo possível, vistos que essas pessoas lidam com incidentes únicos que ocorrem no espaço aéreo norte-americano todos os dias.
Conjuntamente, esses materiais nos dão uma visão incrível, não apenas sobre esse incidente, mas também sobre como esse tipo de evento é realmente tratado em tempo real por aqueles que são responsáveis pela segurança daqueles, que estão no ar e no solo. O que eles não oferecem é qualquer tipo de explicação para o que aconteceu naquele entardecer. Porém, na verdade, o fato é que todos os envolvidos, os controladores de tráfego aéreo, os operadores de radar da Força Aérea, os pilotos de linhas aéreas e até mesmo os oficiais da FAA encarregados de responder a todos os tipos de incidentes comuns, que ocorrem no céu, todos os dias, pareciam estar tão intrigados com esse evento quanto todos aqueles, que vêm acompanhando esse caso nos últimos meses.

Acima de tudo, essas novas evidências destacam o quanto esses eventos são raros, especialmente aqueles que incluem avistamento coletivo, o uso de diferentes sensores, o envolvimento de diversas agências, incluindo os militares, e alguns dos caças ar-ar mais avançados do mundo. E, após as recentes revelações mostrando como o Pentágono ainda tem um bom interesse em encontros como este, faz com que o mesmo seja ainda mais significativo, atualmente, do que quando ocorreu. Enfim, AssombradOs, o Tyler disse que continuará investigando esse incidente, e assim que houve novas atualizações manteremos vocês informados o mais rapidamente possível!

Até a próxima, AssombradOs!

Pesquisa/Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://www.assombrado.com.br/2017/11/misterio-no-oregon-forca-aerea-norte.html
http://www.thedrive.com/the-war-zone/18473/faa-recordings-deepen-mystery-surrounding-ufo-over-oregon-that-sent-f-15s-scrambling?utm_source=fark&utm_medium=website&utm_content=link&ICID=ref_fark
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