21 de janeiro de 2018

As Rostos de Bélmez: Um dos Melhores Casos Sobrenaturais da História

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Os Rostos de Bélmez são um dos maiores enigmas da história. O fenômeno começou na Espanha na década de 70, quando rostos começaram a aparecer no chão de cimento de uma humilde casa localizada na pequena cidade de Bélmez de la Moraleda. O fenômenos atraiu milhares de pessoas, enquanto mais e mais rostos se formavam no chão da casa. Até que temendo uma nova "Fátima" de Portugal, o governo Espanhol interfere e diz que o fenômeno é falso e tudo acaba. Só que novas investigações revelam a verdade por trás dos rostos, que continuam aparecendo até hoje...

Assombrados, para o primeiro especial de 2018 escolhi um dos maiores fenômenos sobrenaturais do mundo, os Rostos de Bélmez. Faz um tempo que eu estava querendo fazer esse especial, ainda mais depois que o rusmea me passou os vídeos do programa espanhol Quarto Milênio que fez a mais completa investigação sobre o assunto, com quase 5 horas de programa. Como estava em espanhol, mandei legendar o vídeo e assim pude compreender melhor esse magnífico fenômeno e ver que a explicação não era fraude usando sais de prata, conforme o governo e a imprensa alardearam na época e que acabou matando o interesse no caso. Vamos aqui conhecer a história completa deste incrível fenômeno.

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Como Tudo Começou

Bélmez de la Moraleda é um pequeno povoado situado na Província de Jaén, na Espanha. Esse povoado, com poucos habitantes, saiu do anonimato ao ficar conhecido na Espanha e mais tarde, em todo o mundo, como ponto de referência no campo da Parapsicologia.

Tudo por causa dos fenômenos que aconteceram na casa de dona María Gómez Câmera, que tinha 52 anos na época. Era o dia 23 de agosto de 1971,  e ela estava cozinhando, usando o fogo da lareira da sala como fogão. Até que ela afastou a panela e olhou para o chão, onde viu um rosto. Ela levou um grande susto, pois era um rosto grande, no cimento de sua sala, perto da lareira.

Dona Maria pensou que pudesse ser algum vizinho mal intencionado, ou mesmo seus próprios filhos, aproveitando as festas patronais, que haviam armado uma pegadinha de mau gosto, desenhando um rosto no chão.

Já anoitecia quando María sentiu um medo irreprimível causado por aquele olhar sinistro que a observava fixamente. Ela então saiu de sua casa e reuniu aos gritos um grupo de pessoas a fim de contar o ocorrido. Assim, poucos minutos depois, homens e mulheres adentravam pelo corredor da rua Maria Gomez nº 5 para comprovar, com uma mistura de surpresa e medo, o rosto que ficou conhecido como "La Pava".

Casa onde ocorreram os fenômenos, localizada na Rua Maria Gomez, nº 5 em Bélmez de la Moradela. Clique para ver via Google Maps.


"La Pava"

Os vizinhos viram espantados o rosto, assim como um dos filhos de dona Maria, Miguel, que na tentativa de apagá-lo, usou água sanitária e banhos de álcool, esfregando os produtos com violência na imagem que apareceu no cimento, mas tudo foi inútil.

Miguel Pereira se cansou e tomou uma decisão drástica: destruiu a golpes de picareta o estranho rosto. Problema resolvido, não havia mais rosto, somente um buraco na sala da casa que foi rapidamente tampado com uma nova camada de cimento. Como se fosse apenas um sonho ruim, os habitantes da casa e toda a vizinhança recuperaram a tranquilidade.

Tranquilidade que só durou sete dias até que um novo rosto, praticamente idêntico ao primeiro, aparecer de novo na lareira!

A família então ao invés de destruir o rosto, pediu para o pedreiro Sebastián Fuentes recortá-lo para depositá-lo em um pequeno nicho coberto por um vidro.

As primeiras análises efetuadas a olho, descartaram que o rosto fosse pintado e as teorias de que aquilo era um sinal humano ou demoníaco, começaram a dividir opiniões nas pessoas.



Jornais Divulgam a História

A história era conhecida somente no povoado até que em 15 de setembro de 1971, um redator do diário Jaén foi até o povoado para cobrir um conflito entre cooperativas produtoras de óleo e se encontrou com o furo jornalístico de sua vida.

Depois de chegar ao domicílio e fotografar o rosto, escreveu uma crônica onde informava pela primeira vez do insólito acontecimento. A partir desse instante o acontecimento se converteria em alguns meses em uma notícia de primeira magnitude em todo o país.

Atrás do diário Jaén chegou o jornal Ideal de Granada e depois, o Diário Pueblo, o mas vendido dos anos setenta, levando três enviados especiais ao povoado para realizar as suas crônicas.

Animados pelos artigos dos diferentes jornais, milhares de visitantes chegaram a colapsar a localidade com automóveis e ônibus, produzindo cenas realmente grotescas até então, desconhecidas para os vizinhos daquele tranquilo povoado.

Os bares e comércios passaram a abrir até nos feriados e sempre esgotavam o seu estoque. Com um censo de 2.323 habitantes em 1972, Bélmez começou a receber cinco mil visitantes por dia e houve tentativas de controlar os diversos incidentes de trânsito que aconteciam nas ruas do povoado.
Para minimizar engarrafamentos, outras localidades vizinhas chegaram a fretar ônibus para visitar a casa.

Videntes, aventureiros, curiosos, padres e os primeiros cientistas, se acotovelaram em torno das imagens misteriosas.

Reportagem do jornal Ideal divulgando a história dos Rostos de Bélmez


Surgem Novos Rostos

Quase ao mesmo tempo da chegada de dois repórteres de Madri, um novo rosto de feições diametralmente opostas a "La Pava" surgiu no chão da sala-cozinha. Era a imagem de uma criança, ou talvez, de um feto, que olhava fixamente para o outro lado da sua realidade. Essa descoberta correu pela imprensa como fogo em palha seca, ao mesmo tempo que acabrunhava os ânimos da Igreja e de alguns que, na contramão do fenômeno, já apontavam o primeiro rosto como sendo uma fraude.

De traços finos, quase aproveitando as próprias marcas do cimento rebocado no chão, o expressivo olhar da efígie à que batizaram como "La pelona" por sua calvície, se converteu no centro de atenção dos visitantes da casa que aumentavam a cada dia, assim como as imagens que apareciam no chão. Imagens que foram somadas a outras 2 muito semelhantes a "La pelona" e que eram motivo de assombro por parte dos visitantes.

Rosto conhecido como "La Pelona".


Escavando o Chão da Casa

El Peloa
Já que os rostos apareciam no cimento do chão e nada conseguia tirá-los, o pessoal resolveu apelar e cavou um buraco na sala cozinha para ver se encontrava alguma coisa, como restos humanos, na tentativa de explicar o mistério.

Em 18 de fevereiro de 1972, o pedreiro Sebastián Fuentes começou as obras de escavação na área onde mais rostos haviam aparecido, achando diversos restos de ossos humanos.

Análises demonstraram que eram parte de esqueletos de adolescentes, porém, enterrados sob os alicerces da casa há mais de 170 anos.

Foram desenterrados centenas de ossos, aumentando a crença de que os quatro dígitos que haviam surgido sob a figura do "El pelao", correspondiam a data de um acontecimento que explicaria os aparecimentos dos rostos.

Rapidamente os historiadores mostraram as atas da prefeitura em que se verificava que no local esteve localizada uma antiga igreja e o seu cemitério, e muitos anos antes, uma mesquita funerária dos árabes, confirmando a presença de restos ósseos como algo normal.

Depois de uma árdua investigação foi descoberto que em 1858, viviam na casa os avós maternos de Juan Pereira, Ramón Sánchez e sua esposa María Antonia Martínez.

Foi sua filha Ramona de 9 anos, a primeira que percebeu terríveis gemidos que vinham do teto. Lamentações acompanhadas de sons de passos que realizavam sempre um mesmo itinerário.

O que em princípio parecia ser apenas uma travessura de crianças, foi motivo de preocupação quando vários vizinhos observaram uma figura fantasmagórica na entrada da casa.

Ao mesmo tempo que os aparelhos domésticos e cerâmicas da casa, pulavam e dançavam como que por arte de magia. O acontecimento foi conhecido por todo o povoado e deu à casa a fama de mal-assombrada durante alguns anos, fama que aumentou ao morrer esfaqueados em um tumulto, dois comerciantes na mesma porta.

O patriarca da família, Ramón Sánchez, faleceu naquela sala-cozinha onde mais tarde, os rostos apareceram, dizendo ao expirar: "esto tiene que ser un alma de otro mundo".

Uma história ainda mais tenebrosa pois, em 1978 e por seu expresso desejo, Juan Pereira foi carregado até à sala-cozinha momentos antes de falecer, local que naquele momento, já contava com mais de uma dúzia de rostos.

Entre aqueles rostos misteriosos o antigo dono da casa faleceu.

Escavaram o chão da sala e encontraram centenas de ossos!


Os Rostos Falam!

O Governador Civil de Jaén, José Ruiz de Gordoa, decidiu consultar com seu amigo Germán de Argumosa y Valdés, pioneiro em estudar os mistérios daquela prometedora ciência chamada Parapsicologia.

Argumosa, confeccionou um dispositivo de gravação com fita magnética para captar fenômenos de voz eletrônica (também conhecidas como psicofonias), conseguindo em 13 de Fevereiro de 1972, captar estranhas e sinistras vozes, repetindo a gravação durante vários dias e noites sob a vigilância da policia civil.


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Rostos Mais Famosos

"El maestro", figura de um aspecto religioso que apareceu no ano de 1982, hoje desapareceu.

"El Pelao", que apareceu em novembro de 1973, é uma das teleplasias mais enigmáticas. Em sua superfície, muito perto dos braços apareceu um dígito; 6,7,3 e 9, bem como algumas letras onde você pode ler "SUNZU" ou "SANTU".

"La familia", uma família de mulheres e meninas nascidas nos anos 80. É a representação ativa da morte da família Chamorro em "Casa Colomera". Está diretamente relacionado à família.

"La Pava", que apareceu em agosto de 1972. Foi a telepastia melhor preservada e a que experimentou uma evolução mais intensa, diretamente relacionada à família.

"La pelona", que apareceu em 1972. É uma das imagens mais expressivas e a maioria dos aspectos econômicos do rastreamento apresenta.

"A mulher nua" apareceu em dezembro de 1990. Observe os rostos dos satélites que se levantaram a seus pés e depois ficaram borrados. Por sua grande involução, esta teleplastia é condenada a desaparecer completamente.

"O avô" apareceu em fevereiro de 1972, no meio do mistério que estava sendo iniciado. É a imagem de um homem velho semelhante a um rabino, que tem uma barba afiada. Nenhum relacionamento foi encontrado com a família.

"O pai e o filho" apareceram no meio de 1976, e talvez hoje fosse necessário chamá-lo de" Mãe e filhas ", uma vez que a figura mais velha parece manter entre os braços uma pequena criatura. Diretamente relacionada à família.

"A senhora da xícara", que apareceu no final da década de 1980, é, sem dúvida, uma das formações mais complexas. Durou quase uma semana. Ao lado, apareceu um buquê de flores que depois foi substituído por um cálice e uma bolacha.

"La guapa" ou "La señora del camisón", que apareceu em meados da década de 1990. É uma das poucas placas que estão em um estado aceitável de conservação. Curiosamente, isso parece acontecer apenas com aqueles que têm um relacionamento com a família.


Fim do Mistério!

Em meados de Janeiro de 1972, vários membros da Brigada de Investigação Criminal, dependentes da Direção-geral de Segurança de Madri, chegaram à casa com o fim de investigar de um modo oficial o assunto.

O que ninguém sabia, é que quase durante um mês câmeras especiais de filmagem e de fotografia, haviam sido colocadas no prédio contíguo à casa para observar todos os movimentos de possíveis suspeitos, mas esta espionagem não deu nenhum resultado.

Novos rostos eram descobertos pelos jornalistas, enquanto outras se formavam quase instantaneamente para logo em seguida, desaparecer em minutos. Essas descobertas exauriram a paciência da igreja e do governo autoritário sob a liderança incontestável de Franco.

Ninguém sabe o que aconteceu ao certo, mas em 25 de fevereiro de 1972, o diário Pueblo publicava seguinte título: "Acabou-se o Mistério".

Segundo aquela crônica, uma comissão dirigida por José Luis Jordán, junto da equipe do diário Pueblo e o químico Angel Viñas, haviam solucionado o mistério: Sais de prata. O mesmo utilizado em fotografias.

Segundo essa suposta análise de 1972, alguém teria desenhado nas paredes da casa com sais de prata e estes, reagindo à luz, faziam surgir os rostos. Ou seja, fraude.

Depois dessa conclusão e sem questionar o rigor das análises efetuadas, o resto dos meios de comunicação deixaram de informar sobre o assunto Bélmez, parecia que a sombra de uma mão negra havia recaído sobre todo aquele assunto.

Uma grossa cortina de fumaça imposta pelo poder, teve um resultado imediato. Os meios, servilistas e manipulados, cumpriram seu objetivo com perfeição e em poucos meses, ninguém mais se lembrava de Bélmez.



Caso Trazido a Tona Novamente

Por mais de uma década, o caso ficou esquecido, até que em meados da década de 1980, um jovem jornalista chamado Iker Jiménez, estava visitando a província de Jaén e casualmente decidiu ir até a casa apenas para constatar que o fenômeno continuava ocorrendo.

Apesar de que todos haviam dado as costas para o caso, as teleplastias (manifestações ou resíduos de ectoplasma) continuavam surgindo por toda a casa. Intrigado, o jornalista investigou, escreveu artigos e um livro, reacendendo o interesse sobre o caso. Mas somente na década de 90 quando realmente voltaram a analisar as faces.

Após novas análises realizadas em 1991 e 1994, no ano de 1995, o Conselho Superior de Investigação Científica (CESIC) informava que nas amostras recolhidas nas "faces de Bélmez" não haviam rastros nem de tinta, nem de sal de prata ou de qualquer elemento que figurou na lista das análises da década de 1970.

Nesse momento, o caso saiu do terreno da "fraude" e começou a se dirigir para às raias da calúnia promovida pelo governo da época, pelos meios de comunicação e pela igreja, em um suposto acobertamento que veio a ser chamado de "Operação Tridente".

Ikler Gimenez trouxe o caso novamente a tona e descobriu uma operação para abafá-lo, chamada Operação Tridente


A Operação Tridente

O que inicialmente parecia ter uma relação aparentemente cristã ou algo assim, logo se tornou um fenômeno que não tinha nada a ver com religião.

O que aparecia na casa da rua 5, não eram imagens santas e ainda assim, Bélmez se tornou naquele início da década de 1970, em um centro de peregrinação comparável ​​somente ao do santuário da Virgem de Fátima. Nem a Igreja nem o Estado estavam dispostos a tolerar aquele tipo de aberração.

Germán de Argumosa y Valdés o primeiro a estudar o fenômeno sob a luz da parapsicologia, foi intimidado por líderes do governo que exigiam uma retratação e que ele explicasse os tipos de fraude utilizados nos rostos, mas em nenhum momento Argumosa reconheceu que havia qualquer tipo de truque ou engano.

Se o professor não estava disposto a fazer o que o governo queria, a partir do mais alto nível governamental foi criado o que ficou conhecida como "Operación tridente" ("Operação Tridente") em que a própria Carmen Polo de Franco, esposa do presidente Franco, teria instigado conjunto de atuações cujo objetivo era desacreditar o fenômeno a qualquer custo, mesmo que fosse preciso mentir e erigir laudos fraudulentos.

Ainda que existam céticos que tal operação nunca existiu, o jornalista Iker Jiménez acredita ter demonstrado que existiu sim, uma comissão ministerial da qual, chegou inclusive, a ser emitido um relatório.

A Operação Tridente teria sido levada a cabo em três fases:

- FASE 1: Reação eclesiástica: A casa número 5 da rua Rodríguez Acosta, havia se convertido em um santuário. Até a sua porta, peregrinavam diariamente milhares de pessoas em busca de um milagre, um milagre pagão que irritou desde o primeiro momento à igreja de Bélmez.

Foi o padre Antonio Molina, o primeiro em lançar críticas contra a autenticidade do fenômeno. Nos primeiros dias do anos de 1972, ele fez todo o possível para demonstrar que aquilo não era mais que uma simples fraude provocada por várias vizinhas.

O que não se sabia até há pouco tempo, é que o sacerdote cumpria ordens de seu superior: o bispo de Jaén. Com o passar do tempo e ao se ver duramente pressionado pelas cúpulas eclesiásticas, o padre Antonio Molina acabou deixando o povoado e abandonando o sacerdócio anos depois.

- FASE 2: Comissões Fantasma: Em 19 de Fevereiro apareceu José Luis Jordán Peña, liderando uma suposta comissão composta por especialistas em construção, pintura, química e fotografia, enviada pelo ministério do governo. Seu objetivo era descobrir a fraude e seus autores.

A primeira autoridade com que essa suposta comissão entrou em contato, foi o padre Antonio Molina quem  afirmou que María havia lhe revelado que tudo era fruto de uma suposta brincadeira entre as vizinhas e afirmou também, que as psicofonias eram produzidas graças à utilização de um complicado dispositivo eletrônico situado no interior de um veículo, estacionado a 3 quilômetros da casa.

O seguinte passo dessa "comissão fantasma" foi analisar o segundo rosto surgido na sala-cozinha, chegando à conclusão de que estava modelado por um pincel de cerdas grossas com fuligem e vinagre.

A descoberta da "fraude" deixou registros em diferentes documentos, a existência de tão importante comissão, na qual, nunca existiu.

Confirmação feita pelos supostos membros da própria "comissão fantasma" anos depois, que nada mais foi que uma excursão onde os participantes tiveram a oportunidade de se conhecer entre si, não sendo jamais uma representação ministerial como disseram.

Graças às pesquisas do advogado Manuel Gómez Ruiz, foi descoberto que jamais puderam ser efetuadas análises diretas sobre o rosto em questão, já que este estava por trás do vidro e embutido na parede, muito antes de que José Luis Jordán Peña e sua falsa comissão, chegassem até o local.

A lâmina de vidro sobre a face, nunca foi movido dali e ninguém pôde manipular a superfície da imagem. Assim sendo, aquela "meticulosa análise" não desmascarava absolutamente nada.

Por último o prefeito Manuel Rodríguez Rivas, afirmou que caso tivesse existido tal comissão endossada pelo governo, o primeiro passo seria apresentar a ele as suas credenciais, coisa que não fizeram.

- FASE 3: Intervenção Governamental: Naquele ano de 1972, Pablo Nuñez Moto, chefe de província da administração local de Segovia, foi o primeiro em ameaçar os supostos encobridores do "truque", enviando uma carta ao prefeito Manuel Rodríguez Rivas.

No mês de agosto daquele ano, o prefeito que foi levado ante o ministro Tomas Garicano Goñi indicando que o caso precisava ser abafado ao que o prefeito respondeu que não podia cortar as estradas de acesso ao povoado, e que não podia colocar à policia civil para que não deixasse ninguém passar. O  ministro não gostou das respostas do prefeito e lhe respondeu que: "você vai descobrir Rivas, você vai saber!".

A essas ameaças do ministro, foram somadas as chamadas telefônicas de outro grande dignatário da igreja de Jaén: o bispo Antonio Peinado Peinado.

Durante os 20 anos posteriores à operação tridente, toda a Espanha pensou que uma família de analfabetos havia rido deles utilizando sofisticados truques, que de passagem, puseram em evidência os métodos de alguns caça-fantasmas e alguns outros embusteiros.

Multidão se aglomera em frente a casa onde ocorre os fenômenos. Governo Franquista com medo do local se tornar uma nova Fátima em Portugal determina que o caso seja encerrado através da Operação Tridente.


Novas Investigações Desmentem a Fraude!

As análises realizadas pelo Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC) nos anos de 1991, 1994 e 2002, evidenciaram que nos rostos, não havia nem vinagre, fuligem ou sais de prata.

Após novas análises realizadas em 1994, em 1995 e 2002, o Conselho Superior de Investigação Científica (CESIC) informava que nas amostras recolhidas nas "faces de Bélmez" não haviam rastros nem de tinta, nem de sal de prata ou de qualquer elemento que figurou na lista das análises da década de 1970.

Em 2014 o programa de televisão Cuarto Milenio, dirigido por Iker Jiménez, contratou dois cientistas para que analisassem as faces com o objetivo de descobrir uma possível fraude. Depois de extrair as mostras pertinentes (os donos da casa deram permissão para extrair um pedaço de uma das faces), o diretor geral da empresa de engenharia química Medco, José Javier Gracenea, foi o encarregado de analisá-las.

Seu diagnóstico foi que as caras "não estavam feitas com pintura", além disso acrescentou "Segundo os conhecimentos e as técnicas empregadas na investigação, não aparece manipulação nem elementos externos". Em segundo lugar, tentaram pintar as faces utilizando diferentes métodos que muitos meios deram por válidos durante anos: solvente de concreto, ácido clorídrico e nitratos de prata, ficando demonstrado, segundo o programa, a impossibilidade de desenhá-las mediante tais técnicas.

María Gómez faleceu em fevereiro de 2004 e desde então, sua casa permanece fechada à visitação, exceto nos fins de semana. No entanto, dizem que as faces começaram a se deteriorar gradativamente desde a morte de María e hoje restam poucas com alguma nitidez.

Investigação do Programa Quarto Milênio da Espanha mostrando que não foi sal de prata ou outros elementos químicos que os céticos diziam que eram usados para fazer os rostos.


Os Rostos Mudam!

O programa Cuarto Milênio descobriu que os rostos mudam com o passar do tempo! Bocas se abrem, olhos se fecham, cabelos nascem, entre outras coisas!







De quem são os Rostos?

Em uma certa noite do mês de fevereiro de 2003, teve início uma nova investigação na casa de María Gómez Cámara em Bélmez de la Moraleda. O hipnólogo Ricardo Bru conduziu uma sessão de hipnose regressiva na pessoa de Ana Castillo, uma  médium de Sevilha.

María Gómez Cámara se encontrava presente assim como repórteres da televisão regional "Canal Sur". A sessão foi gravada e veiculada no programa "Flashback" (disponível abaixo).

Em um dado momento a moça, em estado de transe, começou a falar de episódios da guerra: bombas que caíam, pessoas de uniforme, crianças mortas, meninas chorando, famílias inteiras aniquiladas e de uma capela em cima de uma montanha que estava sendo bombardeada. Foi então quando Maria Gómez reconheceu que alguns familiares seus, haviam morrido durante a Guerra Civil Espanhola.

Quando Ricardo Bru e a sua equipe entrevistaram naquela mesma noite uma sobrinha de María, a médium Ana Castillo pôde reconhecer em algumas fotografas penduradas nas parede, os rostos que ela havia visto quando estava em estado de transe.

Ninguém havia percebido que o rosto da menina da fotografa pendurada na parede, era o vivo retrato de um dos rostos que apareceu no piso da casa de María, no ano de 1976.

Imediatamente, outras fotografias de outros familiares foram comparadas com outras teleplastias que haviam aparecido anos atrás e pela primeira vez, reconhecidas como sendo os parentes mortos de Marí Gómez Cámara.

A equipe, havia tropeçado com uma nova descoberta que seria transcendental para a história das "Faces de Bélmez".

Abaixo está o programa Flashback do ano de 2003. Vá para o minuto 10 para acompanhar a história.

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A História Ocorrida Durante a Guerra Civil


Era agosto de 1936, a guarda civil foi desmantelada na província de Jaén e os seus membros se negaram a seguir as indicações de rendição da frente popular. Cerca de 1.200 pessoas se refugiaram no monte conhecido por "Cerro de la cabeza" onde se encontrava o santuário de "Santa Maria de la Cabeza".

Esta multidão estava formada por aproximadamente 170 guardas civis com as suas famílias, mais um grande grupo de civis e quatro padres. A maior parte dessas pessoas, era formada por mulheres e crianças que levavam pouco mais que as roupas do corpo.

O pai Miguel Chamorro
Nesse grupo se encontrava a família Chamorro, composta de Miguel Chamorro, a sua esposa Isabel Gómez, irmã de Maria Gómez e as suas sete filhas, Carmen, Remedios, Ana, Amparo, Isabel, Juana, a pequena Paquita de quatro anos e um jovem de 22 anos membro daquela coluna, prometido de Ana, que morreu durante o ataque ao santuário.

Em um princípio, quando a violência da insurreição ainda estava longe de acontecer, a situação nas proximidades do santuário era de relativa normalidade. Inclusive obtinham o fornecimento de rações do município de Andújar.

O capitão daquela guarda, Santiago Cortés Gonzalez, se posicionava como chefe dos declarados em rebelião, convencidos de que em um curto prazo, chegariam as tropas nacionais de Gonzalo Queipo de Llano y Sierra, que já dominava o resto das províncias do sul. Ninguém imaginava naquele momento, que estariam nove meses isolados e sitiados.

As filhas da família Chamorro.


Durante aquele tempo, houve um inimigo pior que a milícia republicana: a fome.
A pouca comida que recebiam por via aérea, lançadas por aviões sobre o santuário de Santa María de la Cabeza, em meio à artilharia do cerco, era racionada com muito custo e não era suficiente para abastecer a toda aquela gente.

Em um momento dado, os sitiados chegaram ao ponto de sair pelo campo, em meio aos disparos dos republicanos, para coletar qualquer erva ou planta que fosse comestível ("La rebusca").

Um certo dia, o guarda civil Miquel Chamorro com a sua filha Carmen estavam procurando algo que comer, quando descobriram algumas raízes com forma de nabos que consideraram comestíveis. Miguel e sua filha Carmen, famintos, comeram aquelas raízes ali mesmo no campo e ainda, a outra filha de Miguel chamada Juana, também provou daquelas raízes.

Mas o que no princípio pensavam ser tubérculos como rabanetes ou nabos, era na verdade Cicuta minor, uma planta extremamente venenosa que em poucas horas, acabou com a vida de todos os três após grandes sofrimentos e vômitos sanguinolentos.

Enquanto isso, a milícia republicana comandada pelos coronéis Vicente Fe Castell e Antonio González Galdeano, tinham ordens para acabar com os guardas civis que ofereciam resistência.

Em 12 de setembro de 1937, o capitão Santiago Cortés González desobedeceu a ordem de rendição e enfrentou as tropas republicanas.

Logo, o santuário se converteu em um autêntico caos de explosões e disparos de metralhadoras. A milícia republicana equipada com tanques russos e armamento pesado, avançava rumo ao topo do monte "Cerro de la cabeza".

Isabel Gómez Cámara, irmã de María, e as suas cinco filhas restantes haviam escapado da chuva de projéteis de morteiro e se refugiavam em uma casa abandona conhecida por "Casa Colomera", a quinhentos metros do conflito.

Ao cabo de alguns momentos, um projétil de artilharia impactou em cheio no meio da casa
matando quase todas na hora, só se salvando as meninas Isabel e Amparo.

Graças ao esforço dos pesquisadores José Manuel García Bautista e Rafael Cabello Herrero, e às muitas horas de trabalho realizado com programas específicos utilizado pela polícia científica, hoje em dia se pode mostrar o resultado de uma história que fica refletida nos frios resultados informáticos de perícia.

Os resultados das comparações são assombrosas e as semelhanças entre as fotos da família e as teleplastias, ultrapassam amplamente a casualidade.

À esquerda fotografia de Miguel Chamorro. A seguir a teleplastia conhecida como "La pava" onde se pode observar a semelhança com as suas características fisionômicas.

Miguel Chamorro comparado com "La pava".


Na comparação de Miguel Chamorro com "La pava" acima, o bigode foi retocado na foto (Miguel Chamorro mantinha o bigode virado para cima com goma) e esse detalhe causou polêmica na época em que essas análises foram feitas.

No entanto, na época do cerco ao "Cerro de la Cabeza", muito provavelmente ele não dispunha de goma para erguer o seu bigode e por essa razão, coincidiria ainda mais com a teleplastia.

Os dois feixes na teleplastia seriam sangue, uma alusão Miguel morreu ao comer plantas venenosas e vomitou sangue até morrer.

À direita a evolução da teleplastia onde se pode observar algo parecido a vômito, que aparece saindo da boca da figura. O envenenamento por cicuta causa vômito e Miguel Chamorro, morreu envenenado por essa planta. Os que acreditam na hipótese paranormal, encontram semelhanças entre a figura e a foto.



Rostos Surgem em uma Nova Casa

Aspecto de uma das novas
faces surgidas em Bélmez.
Depois de sua morte, Pedro Amorós, presidente da Sociedade Espanhola de Investigações Parapsicológicas (SEIP) investigou por mais dessas pigmentações em uma outra casa, localizada na rua Cervantes nº 7, que de acordo com sua interpretação, se tratavam de teleplastias. Assim surgiram as novas faces de Bélmez.

A forma dessas novas faces é mais vaga, e sua identificação como rostos humanos fica mais sujeita à interpretação. De fato, uma das manchas obtidas pela SEIP, e que supostamente representa a um homem de perfil, tem semelhança com um gato desenhado.

Vários jornais acusaram à prefeitura da localidade de ter fabricado essas novas faces nessa nova casa, já que não conseguiu adquirir, para a explorar turisticamente, a casa original das faces.

A família de María Gómez também sustentou que as caras não são negócio, no qual, essa afirmação é oposta ao fato de que desde 1 de julho de 2005, foi outorgada a doña Carmen Gómez Hervás, a titularidade da denominação "Las caras de Bélmez", segundo consta no site do Escritório Espanhol de Patentes e Marcas (OEPM). Trata-se da única marca registrada neste escritório que inclui o topônimo "Bélmez".

Placa indicando onde fica a casa origianl e a nova casa de Bélmez


O Centro de Interpretação das Faces

Em torno do fenômeno das faces originou-se um curioso modelo de turismo do paranormal. Durante os 33 anos em que María Gómez conviveu com as faces, foram muitos os que visitaram a casa de María e ver pessoalmente os traços no cimento.

Devido às visitas à casa de María Gómez, foi gerado em um primeiro momento um forte aumento no negócio da restauração e da hotelaria em Bélmez, um cortejo de visitantes que, ainda que tenha diminuído consideravelmente, nunca cessou.

Mesmo que atualmente não exista nenhum restaurante, nem mesmo um hotel onde se hospedar e inclusive o telhado da "Casa das faces" está afundado, algo que põe em dúvida se o povoado ou a família de María Gómez estejam de fato lucrando sobre esse estranho caso.

Atualmente, habitantes locais vêem ainda com uma certa curiosidade, como forasteiros e estrangeiros visitam o povoado com o único propósito de passear ao mesmo tempo que, passando em frente à casa, podem entrar para ver o que restou das faces originais, já que ainda que a casa permaneça fechada desde a morte da dona em 2004, um cartaz na porta anuncia um horário de abertura nos fins de semana e um telefone para contato do filho e da nora de María Gómez.

Em fevereiro de 2013 a Prefeitura de Bélmez inaugurou no edifício da antiga escola um "Centro de Interpretação das Faces" financiado com dinheiro da União Européia. Esse custo, inicialmente gerou indignação, mas logo silenciou graças aos lucros deixados pelos visitantes no povoado.

Em 2013 foi inaugurado o Centro de Interpretación das Caras de Bélmez


Foto tirada por um turista em frete ao Centro de Interpretación


Tradução Adaptação: rusmea.com & Mateus Fornazari

Fontes (Acessadas em 13/01/2017):
- Programa Cuarto Milênio: Os Rostos de Bélmez
- Cultura Andalucia: "LAS CARAS DE BÉLMEZ" TELEPLASTIAS DE BÉLMEZ  DE LA  MORALEDA (JAÉN) ¿Fraude o fenómeno paranormal?
- Grandes Batallas: Asedio al Santuario de la Virgen de la Cabeza
- [escepticos] Sobre caras de Belmez (3)
- Oculto.eu: Las caras de Bélmez
- InfoVaticana: Las Caras de Bélmez: el análisis crítico de un católico
- El Confidencial: Las “nuevas” caras de Bélmez: supuestos rostros vuelven “a aparecer” en dos casas
- CARAS DE BELMEZ: NUEVAS INVESTIGACIONES
- Usuaris: Les cares de Bélmez
- La Exuberancia de Hades: Las Caras de Bélmez
- El Archivo Del Crimen: LAS CARAS DE BELMEZ: MENTIRAS, ENGAÑOS Y COMERCIO
- ElMundo.es: Las nuevas caras de Bélmez fueron falsificadas por unos 'cazafantasmas' en complicidad con el ayuntamiento
- Youtube: El Misterio de las Caras de Bélmez (Documental Hora Cero)
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