8 de dezembro de 2017

Amor Fantasmagórico? Mulher diz que Teve a Melhor Relação Íntima de sua Vida com um "Fantasma" Secular, no País de Gales!

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Por Marco Faustino
Email para contato: marcofaustino@gmx.de

A palavra "íncubo" remete ao Latim (derivada de "incubare"), e significa "aquilo se deita sobre alguma coisa"; que está em posição deitada; cobrindo algo (ex: a posição de chocar, encobrindo um ovo), e também pode ser utilizada como adjetivo (ex: "seu corpo íncubo protegia o filho do tiroteio"). Durante vários séculos na Europa, principalmente na Idade Média, a palavra foi utilizada como uma mera interpretação para uma espécie de "demônio" que afligia as mulheres, principalmente as mais frágeis, sob a forma de um "macho", querendo saciar o seu apetite sexual, e ao mesmo tempo fazendo pressão sobre seus corpos (por isso a questão de "cobrir com" ou "deitar sobre algo"). É importante ressaltar nesse ponto, que sempre houve uma repressão muito forte aos desejos naturais de uma mulher, e um "íncubo" poderia ser a melhor desculpa, por exemplo, para sonhos eróticos por parte de mulheres que se confessavam, achando que tinham cometido algum pecado.

A questão é que essa toda história não para por aí. O "íncubo" também servia para esconder um assédio sexual noturno por parte de alguém, cujo fato ou personalidade deveria ser encoberta, assim como seus familiares (pai, irmão, tio, primo entre outros) ou até mesmo "amigos" próximos. Infelizmente, ocorriam muitas violações de mulheres (principalmente mães solteiras de relações consideradas ilegítimas ou desconhecidas) durante a noite por parte de familiares ou terceiros que, a luz do dia, alegavam que suas próprias vítimas tinham sido atacadas por demônios. Além disso, todas as crianças com qualquer tipo de defeito genético (incluindo aquelas que tinham nascido fruto de relações entre familiares) também eram consideradas suspeitas de serem filhos de íncubos. A grande realidade é que encontraram um nome para atribuir ao "Mal" que a sociedade (entenda como homens) precisava avidamente esconder ou combater. Afinal de contas, a culpa era sempre da mulher (diga-se de passagem isso acontece até hoje). Portanto, um íncubo é muito mais um modelo de comportamento e uma maneira de encobrir atos horrendos contra mulheres ou reprimir seus próprios desejos íntimos do que necessariamente um demônio. Muitos acreditam na existência de uma entidade com esse nome ou então uma "classe de demônios" com esse nome, mas é algo muito mais mundano e da natureza perversa do homem, do que qualquer outra coisa.

Entretanto, de vez em quando surgem histórias de mulheres, que ao invés de terem experiências noturnas violentas e de grande sofrimento, supostamente atribuídas a um demônio, acabam relatando que tiveram uma experiência agradável, amorosa e até mesmo tórrida com um "fantasma". Recentemente, uma mulher chamada "Sian Jameson", 26 anos, concedeu uma entrevista exclusiva para um determinado veículo de comunicação do Reino Unido, e contou como teria sido a noite de amor mais memorável de sua vida, justamente com um fantasma! Aliás, ela acreditava que o mesmo estava há mais de 100 anos assombrado a casa que havia alugado no País de Gales. Sua história é, no mínimo, muito peculiar. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Entenda o Caso: Uma Mulher Chamada "Sian Jameson", e sua História Sobre uma Noite de Amor Fantasmagórico


Toda essa história sobre uma mulher, que teria tido uma noite inesquecível de amor com um fantasma, apareceu recentemente no formato de uma "entrevista exclusiva" publicada pelas jornalistas Jacqui Deevoy e Hayley Richardson, para o tabloide britânico "The Sun", no dia 5 de dezembro deste ano, ou seja, na terça-feira passada.

Toda essa história sobre uma mulher, que teria tido uma noite inesquecível de amor com um fantasma, apareceu recentemente no formato de uma "entrevista exclusiva" publicada pelas jornalistas Jacqui Deevoy e Hayley Richardson, para o tabloide britânico "The Sun", no dia 5 de dezembro deste ano, ou seja, na terça-feira passada

Inicialmente, o texto dizia que uma mulher chamada "Sian Jameson", 26 anos, uma escritora de Shropshire, um condado da região de West Midlands (ou "Midlands Ocidentais", como quiserem, e que faz fronteira a oeste com o País de Gales), na Inglaterra, havia contado para as jornalistas como ela reconheceu um fantasma chamado "Robert", que teria morado há mais de 100 anos na casa onde estava, através de um quadro pendurado na parede da mesma. Teria sido nessa mesma casa, onde o fantasma de Robert teria aparecido bem ao lado de sua cama, e lhe proporcionado uma experiência íntima de outro mundo.

Ela simplesmente havia se mudado para uma propriedade alugada na cidade de Aberystwyth, no País de Gales, vinda diretamente da região norte de Londres, e notado seu belo retrato, datado de 1820, logo acima da lareira na sala de estar. Ela também explicou a razão pela qual ela se mudou para o País de Gales após se separar do seu namorado, com o qual teria tido um longo relacionamento (nesse ponto vale destacar que o site do "Wales Online" informou que esse relacionamento teria durado tão somente três anos, o que pode ser muito ou pouco dependendo da pessoa).



Inicialmente, o texto dizia que uma mulher chamada "Sian Jameson", 26 anos, uma escritora de Shropshire (na imagem), um condado da região de West Midlands (ou "Midlands Ocidentais", como quiserem, e que faz fronteira a oeste com o País de Gales), na Inglaterra, havia contado para as jornalistas como ela reconheceu um fantasma chamado "Robert", que teria morado há mais de 100 anos na casa onde estava.

Ela simplesmente havia se mudado para uma propriedade alugada na cidade de Aberystwyth (na foto), no País de Gales, vinda diretamente da região norte de Londres, e notado seu belo retrato, datado de 1820, logo acima da lareira na sala de estar
"Todo lugar que eu frequentava me fazia lembrar do meu ex-namorado. Precisava de um novo começo", disse Sian Jameson. Uma casa de campo em um local remoto, que tinha sido construída no século XVI, totalmente mobiliada, e contando com livros e quadros, em Aberystwyth parecia ser o local perfeito para isso. De acordo com Sian, o lugar era ótimo, e sem distrações: apenas ela, as árvores e céu.

"Estava pagando meu aluguel com o que recebia de direitos autorais e, uma vez que não precisava de muita coisa onde estava, consegui me sustentar sem maiores problemas. Gostei da paz. Após um longo relacionamento, estar sozinha era bem estimulante. Comecei a me perguntar se eu iria querer um homem na minha vida novamente", continuou.

Uma casa de campo em um local remoto, que tinha sido construída no século XVI, totalmente mobiliada, e contando com livros e quadros, em Aberystwyth parecia ser o local perfeito para isso. A foto acima é meramente ilustrativa para representar uma casa de campo em Aberystwyth, uma vez que Sian não divulgou nenhuma foto da casa onde teria se hospedado.
Sian contou que teria ficado em estado de choque, quando ela começou a ter "sonhos excitantes", mas que teria feito o que era necessário em relação a sua libido, ao "expressar a si mesma" enquanto estava dormindo (entendam essa passagem como quiserem). Ela chegou a dizer, que acordava pensando, que ainda estava em um relacionamento, e que sentia um grande alívio ao notar que estava sozinha. Porém, em uma noite, Sian teria vivenciado algo bem diferente.

"Poucos meses após me mudar, acordei bem cedo, em uma determinada manhã, e me deparei com um jovem de cabelos escuros, e de boa aparência, deitado ao meu lado. Ele estava completamente vestido, usando uma camisa branca bem larga, um lenço no pescoço e uma calça bem antiga, na altura dos joelhos. Ele tinha uma espécie de brilho trêmulo de luz, como se estivesse atrás de uma cortina de tecido transparente", disse Sian.

Sian chegou a dizer, que acordava pensando, que ainda estava em um relacionamento, e que sentia um grande alívio ao notar que estava sozinha. Porém, em uma noite, Sian teria vivenciado algo bem diferente.
"Disse para mim mesma que estava sonhando e me afastei ele, mudando de lado na cama. Enquanto encarava a parede, lentamente percebi que não estava dormindo e, de repente, estava congelada de medo. Senti uma mão na minha cintura, mas o toque era estranho, leve e ao mesmo tempo frio", continuou, acrescentando que instintivamente sabia que era um fantasma, e o reconheceu instantaneamente como sendo o homem de um quadro que havia acima da lareira na sala de estar da casa onde estava. Após alguns segundos, ela contou como ambos começaram a fazer amor.

"Ele foi muito gentil e acariciou o meu corpo com ternura. Durante nosso ato de amor, pude sentir tudo sobre ele, que seu nome era Robert e que ele morava no local há mais de 100 anos. Não nos falamos, era como se ele se comunicasse comigo telepaticamente. Seu corpo era leve e suave. Mesmo quando se posicionou sobre mim, pressionando-me para baixo, praticamente não sentia o seu peso. Foi muito estranho, mas a relação foi incrível", completou. Aliás, a relação teria durado cerca de uma hora e, quando Sian acordou, uma vez que havia adormecido em seus braços, seu amante fantasmagórico havia desaparecido.

Sian disse que instintivamente sabia que era um fantasma, e o reconheceu instantaneamente como sendo o homem de um quadro que havia acima da lareira na sala de estar da casa onde estava. Após alguns segundos, ela contou como ambos começaram a fazer amor.
"Ele foi muito gentil e acariciou o meu corpo com ternura. Durante nosso ato de amor, pude sentir tudo sobre ele, que seu nome era Robert e que ele morava no local há mais de 100 anos. Não nos falamos, era como se ele se comunicasse comigo telepaticamente. Seu corpo era leve e suave. Mesmo quando se posicionou sobre mim, pressionando-me para baixo, praticamente não sentia o seu peso. Foi muito estranho, mas a relação foi incrível", disse Sian.
"Fiquei totalmente perplexa com o que tinha acontecido. Na verdade, comecei me questionar se tudo aquilo havia acontecido ou não. Ao final, disse a mim mesma que tinha sido apenas um sonho muito vívido e coloquei isso na minha cabeça", continuou.

Sian disse que era uma espiritualista, que sempre acreditou em fantasmas, e alegou que teria visto alguns espíritos anteriormente, mas nada se comparava ao que teria acontecido. Poucos dias depois, no entanto, seu amante fantasmagórico reapareceu.

"Novamente, ele apareceu pela manhã e fizemos amor mais uma vez, mas dessa vez, depois que terminamos, eu o vi levantar, vestir-se e sair do quarto. Estava esperando ouvir seus passos na escada de madeira, mas não houve som. Eu o observei saindo pela porta aberta do quarto e o vi desaparecendo conforme se aproximava da topo da escada", lembrou Sian, dizendo que se levantou e tentou segui-lo, mas ele tinha mesmo desaparecido.

Sian disse que era uma espiritualista, que sempre acreditou em fantasmas, e alegou que teria visto alguns espíritos anteriormente, mas nada se comparava ao que teria acontecido. Poucos dias depois, no entanto, seu amante fantasmagórico reapareceu
"Ele apareceu novamente depois disso. Era tarde da noite e estava lentamente pegando no sono. De repente, o edredom deslizou pelo meu corpo e pude sentir uma mão gelada deslizando pela minha coxa, por baixo da minha camisola", disse Sian.

"Fiquei aos prantos depois que ele partiu naquela noite. Acredito que estava me apaixonando", completou.

"Ele apareceu novamente depois disso. Era tarde da noite e estava lentamente pegando no sono. De repente, o edredom deslizou pelo meu corpo e pude sentir uma mão gelada deslizando pela minha coxa, por baixo da minha camisola", disse Sian.
Durante semanas, Sian não conseguiu parar de pensar em seu amante fantasmagórico e tentou procurá-lo na internet. Ela encontrou uma pintura de um jovem, que se parecia muito com ele, que havia sido criada por um artista francês do século XIX, mas teria sido apenas isso que ela havia conseguido descobrir.

Durante semanas, Sian não conseguiu parar de pensar em seu amante fantasmagórico e tentou procurá-lo na internet. Ela encontrou uma pintura de um jovem, que se parecia muito com ele, que havia sido criada por um artista francês do século XIX, mas teria sido apenas isso que ela havia conseguido descobrir.
Ela também teria contado a alguns amigos íntimos sobre o que ela tinha vivenciado, mas admitiu que essa atitude tinha sido um grande "erro" da parte dela.

"Eles olharam para mim como se eu estivesse louca. Então, apenas dei risada, e disse algo sobre comer muito queijo antes de dormir. Permaneci calada depois disso", disse Sian. Atualmente, no entanto, ela estava em um relacionamento com um homem de "carne e osso".

"Quando lhe contei sobre o Robert, ele pensou que fosse brincadeira. Ele concluiu que teria sido apenas um sonho. Porém, sei que não foi um sonho. Foi real. E a relação foi tão boa, senão melhor, do qualquer outra relação íntima que tive. Apenas não conte isso ao meu namorado!", exclamou Sian.

A Opinião de Dois "Especialistas no Assunto" que Foram Consultados pelas Jornalistas Responsáveis pela Matéria Publicada no Site do Tabloide "The Sun"


Curiosamente, a entrevista publicada no "The Sun" contou com a opinião de dois "especialistas" no assunto: uma psicoterapeuta chamada Tina Radziszewicz, que possui 20 anos de profissão nessa área, e um "caça-fantasmas" conhecido como G.L. Davies, e autor de um livro chamado "Ghost Sex: The Violation" ("Sexo Fantasma: A Violação", em português).

"Embora a experiência de fazer o amor com um fantasma parecesse muito real para Sian, a 'relação espectral' sempre aconteceu no início da manhã ou tarde da noite, quando ela estava despertando ou então começando a adormecer. É amplamente conhecido, que tipos particulares de alucinações ocorrem durante a transição do estado de vigília para o sono (alucinações hipnagógicas, assim como aquela sensação de que estamos em queda livre quando dormimos) ou do sono para o estado de vigília (alucinações hipnopômpicas, sendo que geralmente os indivíduos que sofrem desse tipo de alucinação também sofrem da famosa paralisia do sono)", disse Tina Radziszewicz.

A psicoterapeuta chamada Tina Radziszewicz foi consultada para emitir sua opinião sobre o caso de Sian Jameson
"Tais alucinações podem ser extremamente vívidas e bizarras, e podem incluir sensações táteis, visuais e auditivas. Essas alucinações são mais comuns em jovens adultos e mulheres, sendo que o uso de determinados medicamentos (prescritos ou ilegais) as tornam mais prováveis de acontecerem. Assim como os sonhos, o cenário de uma alucinação hipnagógica ou hipnopômpica frequentemente pode estar associado ao que o indivíduo estiver em mente. O estresse, a ansiedade, a depressão, e traumas podem tornar as pessoas mais propensas a essas formas de alucinação", continuou.

"Os sentimentos de Sian, após o rompimento com seu namorado, estavam tão intensos, que ela sentiu a necessidade de deixar Londres e isolar-se no País de Gales. Isso sugere que ela estava lutando contra emoções muito extenuantes", completou.

"Os sentimentos de Sian, após o rompimento com seu namorado, estavam tão intensos, que ela sentiu a necessidade de deixar Londres e isolar-se no País de Gales. Isso sugere que ela estava lutando contra emoções muito extenuantes", disse Tina.
"Por fim, Sian disse que o fantasmagórico Robert era um amante gentil e afetuoso. Após um término ruim de relacionamento, quem não sente uma forte necessidade de ser afagada e cuidada por alguém? Acredito que o amante dos seus sonhos representou a realização desse desejo", finalizou.

Por outro lado, parapsicólogos acreditam que alguns fantasmas são suficientemente fortes para se tornarem digamos, físicos.

"Ninguém sabe o que motiva os fantasmas a fazer amor com os vivos. Somos como ratos de laboratório para eles? Existe algum tipo de batalha pelas nossas almas? Esses demônios fantasmagóricos estão tentando nos dividir? Quem sabe? No entanto, uma coisa é certa: as pessoas que vivenciam isso não estão sonhando", disse G.L. Davies, que foi apenas citado como "caça-fantasmas" e autor de um livro sobre o tema.

"Ninguém sabe o que motiva os fantasmas a fazer amor com os vivos. Somos como ratos de laboratório para eles? Existe algum tipo de batalha pelas nossas almas? Esses demônios fantasmagóricos estão tentando nos dividir? Quem sabe? No entanto, uma coisa é certa: as pessoas que vivenciam isso não estão sonhando", disse G. L. Davies.
"Conversei com muitas pessoas, homens e mulheres, para escrever meu livro e algumas de seus histórias são bem impactantes. Todos estão convencidos de que a relação íntima realmente aconteceu e não foi apenas uma imaginação. Quem sou eu para contradizê-los?", completou. Uma vez que alguém está vendendo um livro sobre relatos de pessoas, e pretende fazer com que as demais acreditem piamente nas histórias das mesmas, sem qualquer tipo de questionamento, e partindo do princípio totalmente questionável, que todas as pessoas dizem a verdade, quem diria o contrário?

De qualquer forma, é possível notar a grande diferença para a explicação científica de uma psicoterapeuta, que estuda e convive com pessoas que passam por tais experiências ao longo de 20 anos, e a opinião do autor de um livro, que escreveu sobre o tema baseado apenas em relatos de homens e mulheres. Contudo, nenhum deles considerou uma pequena hipótese: a que Sian Jameson possa ter inventado tudo aquilo que contou para a imprensa. É justamente isso que vou mostrar a seguir para vocês.

Uma Dose de Realidade Sobre "Robert": Essa Não é a Primeira Vez que Sian Jameson Aparece na Mídia Britânica para Contar sua História e Apresenta uma Versão "Ligeiramente" Diferente


Muitos podem pensar que essa tenha sido a primeira e única vez que Sian Jameson apareceu na mídia britânica, mas isso não é verdade, visto que essa é a segunda vez que ela conta essa mesma história, porém apresentando versões com detalhes um tanto quanto contraditórios. 

Muitos podem pensar que essa tenha sido a primeira e única vez,
que Sian Jameson apareceu na mídia britânica, mas isso não é verdade
Em 13 de novembro de 2015, ela surgiu juntamente com duas outras mulheres em uma matéria da jornalista "Jill Foster", e que foi publicada no site do tabloide britânico "Daily Mail", mais precisamente na "Femail", uma espécie de seção do tabloide Daily Mail (uma das quatro seções mais importantes, tanto da versão impressa quanto da digital do tabloide, diga-se de passagem), que cobre notícias do mundo da moda, TV, esportes, e da indústria do entretenimento, principalmente do Reino Unido. Conforme o próprio nome diz, o conteúdo publicado é voltado e projetado especialmente para mulheres.

Na época, Sian foi identificada como uma escritora, artista e espiritualista de apenas 25 anos. Ela repetiu basicamente o mesmo discurso atual, ou seja, disse que teria terminado com seu namorado e se mudado para uma casa de campo no País de Gales. Basicamente, ela disse que morava na região norte de Londres, e que havia resolvido se isolar no país vizinho devido ao término desse namoro.

Entretanto, ela mencionou alguns detalhes bem contraditórios em relação as suas recentes declarações para o "The Sun" Primeiramente, Sian disse que Robert era uma "aparição amorosa" de um artista que havia morrido há mais de 100 anos, e que em sua primeira noite de paixão, o "fantasma" sabia instintivamente o que ela queria e ela não precisava dizer ou fazer nada. O mesmo era muito bonito, teria olhos castanhos, e após uma hora de relação, Robert teria sussurrado: "Essa foi a coisa mais incrível que já experimentei". Além disso, Sian chegou a dizer que, em uma determinada noite, alguns dias após o primeiro encontro, Robert teria dito que seria a última noite juntos. Em entrevista ao "The Sun" ela disse que não teria havido nenhum diálogo, e que tudo teria acontecido de forma "telepática".

Sian também disse que nunca perguntou a razão dessa "declaração" de "Robert" (a de que seria a última noite que passariam juntos), mas que ao acordar Robert já não se encontrava mais em sua cama. Para completar, Sian disse que teria feito amor com um outro fantasma após essas experiências com "Robert", algo que ela não entrou em maiores detalhes, mas que isso não teria se repetido por mais de dois anos. Ao final, ela disse que estava em um relacionamento com um homem de "carne e osso", sendo que o mesmo acreditava que a sua experiência tinha sido apenas um sonho. Em entrevista ao "The Sun", Sian não mencionou essa relação íntima com outro fantasma.

Para completar, Sian disse que teria feito amor com um outro fantasma após essas experiências com "Robert", algo que ela não entrou em maiores detalhes, mas que isso não teria se repetido por mais de dois anos.


Sian chegou a dizer que, talvez, os cientistas pudessem explicar o que havia ocorrido, mas que ela apenas diria, que eles não vivenciaram aquilo que ela vivenciou. Nesse sentido, a jornalista Jill Foster consultou um homem chamado Christopher French, professor de psicologia da Faculdade Goldsmiths, da Universidade de Londres e co-autor do livro "Anomalistic Psychology: Exploring Paranormal Belief And Experience"("Psicologia Anomalística: Explorando Crenças e Experiências Paranormais", em português).

"O entendimento atual é que as experiências alucinatórias são muito mais comuns na parcela totalmente funcional e não-clínica da população do que já foi analisado anteriormente. Qualquer um pode ter alucinações, especialmente se você estiver estressado ou privado de sono. Além disso, a paralisia do sono é comum - entre 20 a 40% das pessoas dizem que já vivenciaram isso - sendo este o estado entre o sono e a vigília, quando se percebe que não consegue se mover. Em uma porcentagem menor da população, você nota sintomas associados, que podem ser muito assustadores. Um que é comumente relatado é a sensação de presença de algo ou alguém no mesmo cômodo que você", disse Christopher French.

Nesse sentido, a jornalista Jill Foster consultou um homem chamado Christopher French (na foto), professor de psicologia da Faculdade Goldsmiths, da Universidade de Londres e co-autor do livro "Anomalistic Psychology: Exploring Paranormal Belief And Experience"("Psicologia Anomalística: Explorando Crenças e Experiências Paranormais", em português).
"Você também pode ter alucinações, onde vê sombras escuras ou figuras monstruosas, você pode ter alucinações auditivas - ao ouvir vozes e passos - e também alucinações táteis. Você pode sentir como se estivesse sendo mantido preso; você pode sentir como se alguém estivesse respirando na parte de trás do seu pescoço; você pode sentir como se estivesse sendo arrastado para fora da cama. Durante uma noite normal, você passa por diferentes estágios, sendo o sono REM aquele que está associado aos sonhos vívidos", continuou.

"No sono REM normal, os músculos do seu corpo estão realmente paralisados, presumivelmente para impedir que você aja conforme os seus sonhos, mas sob certas condições, isso acaba dando errado e seu cérebro acorda, mas seu corpo não. Seu corpo está paralisado, você não consegue se mover, mas você consegue ver que está em seu quarto e tem esses sonhos estranhos. Como parte do ciclo normal do sono, homens e mulheres podem se tornar excitados sexualmente. Isso é normal, e também acontece durante o estágio REM. Então, não é surpreendente, que você tenha esses episódios de paralisia do sono, onde poderia haver um componente sexual envolvido. Outra característica comum da paralisia do sono é a pressão sobre peito, visto que você sente como se houvesse algo em cima de você. Combine isso com a sensação da presença de alguém e a excitação sexual, e não será difícil encontrar casos de homens e mulheres que realmente acreditam que tiveram relações íntimas", completou.

"Você também pode ter alucinações, onde vê sombras escuras ou figuras monstruosas, você pode ter alucinações auditivas - ao ouvir vozes e passos - e também alucinações táteis. Você pode sentir como se estivesse sendo mantido preso; você pode sentir como se alguém estivesse respirando na parte de trás do seu pescoço; você pode sentir como se estivesse sendo arrastado para fora da cama", disse Christopher French.
"Se você acredita em fantasmas e tem uma imaginação vívida, você poderia imaginar ter tido relações íntimas com um fantasma ou poderia ter sido uma alucinação ou até mesmo falsa memória", acrescentou.

Como contraponto foi consultado um homem chamado Steve Parsons, autor do livro "Ghostology: The Art of The Ghost Hunter" ("Fantasmologia: A Arte do Caça-Fantasmas", em português). Steve chegou a dizer que "uma pessoa teria que ser idiota para acreditar que fantasmas existem, mas que também seria idiota se dissesse com 100% de certeza que eles não existem". Ele chegou a dizer que estava investigando o paranormal há 35 anos, e que o número de relatos de relações íntimas com fantasmas vinha aumentando ano após ano.

Como contraponto foi consultado um homem chamado Steve Parsons, autor do livro "Ghostology: The Art of The Ghost Hunter" ("Fantasmologia: A Arte do Caça-Fantasmas", em português). Steve chegou a dizer que "uma pessoa teria que ser idiota para acreditar que fantasmas existem, mas que também seria idiota se dissesse com 100% de certeza que eles não existem"


"Isso pode ter algo a ver com o número de programas sobre o paranormal na televisão, e as celebridades que dizem o que isso teria acontecido com elas. Pode ser até mesmo o predomínio das mídias sociais, ou seja, os fantasmas não podem ser mais tão somente a mulher branca e entediante vagando pelo corredor com a cabeça debaixo do braço. Eles precisam ser mais ameaçadores ou agirem fisicamente para que o público tenha interesse...", disse Steve, que não deixa de ter uma certa razão nesse ponto, não é mesmo?

Voltando a falar especificamente sobre Sian Jameson, existe uma grande questão, que praticamente passou em branco em relação a história contada por ela. Segundo o que foi divulgado, Sian moraria atualmente em um lugar do condado de Shrop (ou simplesmente Shropshire), mas, no passado, teria morado na região norte de Londres e, após terminar com seu namorado, se mudou para uma casa de campo no interior do País de Gales. Então, teria sido nessa casa alugada temporariamente (não é informado por quanto tempo ela ficou na casa), que ela teria visto um quadro acima da lareira, na sala de estar, datado de 1820, que supostamente seria do "Robert", o homem que teria morado há mais de 100 anos na casa (praticamente 200 anos, na verdade) e que teria lhe proporcionados diversas relações íntimas, no mínimo três, ao longo de sua estadia. Contudo, aparentemente, Sian não tirou uma única foto desse quadro! Onde está a foto do quadro em que "Robert" aparece? Estranhamente, ela divulgou diversas fotos dela mesma para a imprensa britânica, mas não mostrou, em nenhum momento, quem realmente aparecia no quadro. Teria sido um mero esquecimento ou será que isso foi proposital, uma vez que, diante da foto poderíamos identificar quem era, de fato, o tal "fantasma" envolvido e a verdade por trás do mesmo?

Aparentemente, Sian não tirou uma única foto desse quadro! Onde está a foto do quadro em que "Robert" aparece? Estranhamente, ela divulgou diversas fotos dela mesma para a imprensa britânica, mas não mostrou, em nenhum momento, quem realmente aparecia no quadro.

Além disso, sequer temos fotos da casa que teria sido alugada por ela, do seu cotidiano no interior da casa ou nos arredores da mesma e, para completar, essa menção dela sobre "uma casa de campo em um local remoto no País de Gales" soa um tanto quanto conveniente para que não houvesse uma tentativa de entrevistar eventuais vizinhos, que pudessem atestar ou negar sua presença na cidade de Aberystwyth, ou seja, não sabemos se ela realmente passou um tempo na cidade e quanto tempo ela teria passado. Também vale ressaltar, que Sian disse que era escritora, mas não é possível encontrar um único livro, artigo ou matéria, que tenha sido escrito por ela, ao menos não com esse nome, sendo possível que seja tão somente um pseudônimo criado por ela para ser divulgado na mídia britânica.

Conseguem perceber com clareza como essa história está mal contada? Essa não é apenas uma questão se o que ela passou foi uma questão médica ou de ordem espiritual, mas se o que ela disse foi realmente verdade ou se disse simplesmente para conseguir cinco minutos de fama e uma certa remuneração por parte da mídia britânica, que efetivamente paga uma boa quantia por histórias como essa. Sinceramente, se compararmos suas declarações atuais com aquelas dadas em 2015, podemos notar que Sian não está sendo totalmente verdadeira sobre o que supostamente aconteceu com ela. E, não ser verdadeira em um assunto como esse, compromete toda a história contada.

Outro ponto ainda mais questionável foi a imagem do quadro divulgado pelo "The Sun". De acordo com Sian Jameson, o jovem rapaz do quadro seria muito semelhante ao Robert. Em sua pesquisa, Sian teria dito que o quadro havia sido pintado por um artista francês do século XIX. Bem, o nome desse quadro (ou ao menos o nome pelo qual é conhecido atualmente) chama-se "Young Man" ("Jovem Rapaz", em português), sendo que o mesmo é uma pintura a óleo neoclássica atribuída a Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson (1767 - 1824), que foi um pintor e aluno francês de Jacques-Louis David, que por sua vez participou dos primórdios do movimento romântico, incluindo elementos de erotismo em suas pinturas. Girodet é lembrado por seu estilo preciso e claro e por suas pinturas de membros da família napoleônica.

O nome do quadro (ou ao menos o nome pelo qual é conhecido atualmente) chama-se "Young Man" ("Jovem Rapaz", em português), sendo que o mesmo é uma pintura a óleo neoclássica atribuída a Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson (1767 - 1824)

Autorretrato de Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson


O problema é que Girodet nunca colocou os pés na Inglaterra e tão pouco no País de Gales. O único momento em que ele morou fora da França foi entre 1789 e 1793, quando passou a viver na Itália durante o período mais turbulento da Revolução Francesa (posteriormente, ele retornou para a França onde continuou com sua carreira). Resumindo, muito provavelmente o "jovem rapaz" retratado é francês ou no máximo italiano, e não tem nenhuma relação com a Terra da Rainha e os países vizinhos na da própria ilha. Apesar de Sian dizer apenas que o mesmo era muito semelhante, ela quis dar a entender que o jovem rapaz da pintura de Girodet poderia ser o mesmo que morou na casa de campo do País de Gales, algo, a princípio, bem improvável, embora não haja maiores informações sobre quem o mesmo seja exatamente.

Enfim, para finalizar é importante dizer, que se qualquer pessoa fizer uma busca sobre esse tema na internet, ou seja, sobre relações íntimas com supostos "fantasmas", irá encontrar alguns casos particularmente interessantes, envolvendo tanto celebridades quanto pessoas comuns, porém cada caso é um caso, e precisa ser analisado individualmente. Algumas pessoas dizem que existe uma diferença entre manter relações íntimas com fantasmas, do que aquelas em que são violentadas, por assim dizer, fazendo referência uma relação supostamente contra a vontade daquela pessoa. Há também quem defina tudo isso como "espectrofilia": um termo genérico para se referir a um fetiche sexual, que consiste no uso da ideia de fantasmas (espectros), para se excitar, criar histórias fantasiosas, e até mesmo na simulação de sombras. De qualquer forma, até hoje nenhuma evidência científica foi documentada sobre o "fenômeno da espectrofilia", sendo que "muitos estudiosos" do tema rejeitam a possibilidade de que uma mulher ou um homem simplesmente deseje e se imagine tendo uma relação com algo de outro mundo. Será mesmo?  Bem, nesse momento, ao estudar um único caso, não posso afirmar categoricamente que todos os casos do mundo sejam alucinações ou decorrentes da paralisia do sono, mas existe uma forte possibilidade nesse sentido.

Em relação ao caso específico de Sian Jameson, e diante da pesquisa minuciosa que fiz sobre o mesmo, posso dizer com segurança que nada indica que a mesma tenha tido relações com fantasmas ou algo do gênero. É difícil afirmar a sua motivação para relatar essa história, visto que qualquer palpite seria mera especulação, mas é possível que haja um contexto financeiro ou até mesmo autoral por trás de tudo isso. Aliás, isso não é uma espécie de julgamento ou falta de sensibilidade contra Sian Jameson, até mesmo porque meu retrospecto sempre mostrou um forte respeito as mulheres. Uma coisa é respeito, outra totalmente diferente é compactuar com mentiras.

Até a próxima, AssombradOs!

Pesquisa/Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://delas.ig.com.br/colunas/fetiche-heitor-werneck/2017-06-02/fetiche-sexual-espectrofilia.html
http://www.dailymail.co.uk/femail/article-3317895/The-women-say-ve-affairs-GHOSTS-not-mad-respectable-twenty-somethings-say-spooks-better-lovers-real-men.html
http://www.dicionarioinformal.com.br/espectrofilia/
http://www.walesonline.co.uk/news/wales-news/woman-claims-amazing-sex-ghost-14003671
https://drmarkgriffiths.wordpress.com/2012/07/09/ghost-modernism-a-beginners-guide-to-spectrophilia/
https://en.wikipedia.org/wiki/Spectrophilia
https://forums.digitalspy.com/discussion/2256605/woman-says-sex-with-ghost-was-best-ever/p2
https://psmag.com/social-justice/a-brief-investigation-into-human-ghost-intercourse-spectrophilia-81973
https://twitter.com/jacqui_deevoy
https://twitter.com/richojourno
https://www.thecut.com/2014/08/everything-you-need-to-know-about-ghost-sex.html
https://www.thesun.co.uk/fabulous/5071040/woman-sex-with-ghost/
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