22 de novembro de 2017

Plano Macabro? Empresa Russa Alega que Está Planejando Congelar Pessoas Vivas para Serem Ressuscitadas no Futuro!

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Por Marco Faustino

Aparentemente, não é apenas o caso do nova-iorquino Adam Ellis, que vem se tornando um assunto recorrente, popular e controverso nos últimos meses, mas também uma empresa chamada KrioRus, que já foi abordada por nós, no início do mês de setembro deste ano. Naquela ocasião, essa empresa russa de criogenia anunciou ambiciosos planos de enviar cadáveres de pessoas e animais para o espaço após congelar seus respectivos corpos. Esse serviço seria oferecido a pessoas, que acreditam que um dia, haja uma esperança de trazê-los de volta à vida. Assim sendo, os "especialistas" da KriosRus estariam vendo o espaço como se fosse um território próspero para essa área. Aliás, o custo para preservar tão somente um "cérebro humano", e mantê-lo no espaço seria no mínimo de US$ 250.000 (aproximadamente R$ 815.000 pela cotação atual). Desde 2005, a KrioRus alega ter congelado os corpos e os cérebros de 54 pessoas, 8 cachorros, 9 gatos, 3 pássaros e, peculiarmente, até mesmo uma chinchila de estimação. Atualmente, os planos seriam de simplesmente lançar esses corpos no espaço sideral. Por outro lado, a empresa com quem a KrioRus teria feito um acordo para o "lançamento dos corpos ou cérebros", chamada "Space Technologies" (oficialmente "Консорциум Космические технологии", em russo ou Consórcio de Tecnologias Espaciais", em português), cujo site encontra-se atualmente restrito (algo bem estranho, muito embora o mesmo sempre tenha sido simplório, com pouquíssimas informações, e nada confiável), teria começado a operar somente no ano passado. Até o presente momento, a mesma não possui foguetes ou veículos de lançamento, mas foi divulgado na época, que o consórcio deveria obtê-los em pouco tempo. De qualquer forma, fiz uma matéria bem completa sobre essa história para vocês (leia mais: Será Possível? Empresas Russas Planejam Enviar Cadáveres Congelados ao Espaço Para Tentar Ressuscitá-los no Futuro!).

Agora, eis que surge mais uma estranha notícia na mídia internacional sobre a KrioRus. Dessa vez, tentando ser "menos ambiciosa, porém não menos polêmica", a empresa russa resolveu divulgar, que planeja criar uma espécie de bunker, um centro criogênico, na Suíça. Evidentemente, não seria de se estranhar que uma empresa quisesse expandir o seu empreendimento para outros países no mundo, exceto por um único motivo, que o tornou um pouco sombrio e macabro. A empresa planeja congelar pessoas, que estejam, digamos, à beira da morte, mais ainda com vida! Ao contrário do que a KrioRus sempre se propôs, assim como as demais empresas que existem nesse ramo ao redor mundo, ou seja, congelar pessoas ou animais após a confirmação de morte cerebral, a empresa parece querer explorar um mercado de pessoas desesperadas diante de uma morte iminente, e que acreditem que, ao serem congeladas, possam ser descongeladas no futuro. Também apostando no avanço da medicina, essas mesmas pessoas acreditam que poderão ser curadas e continuar normalmente com suas vidas. Estranho e sombrio, não é mesmo? Vamos saber mais sobre esse assunto?

Uma Forma de Eutanásia Disfarçada? A Tentativa da KrioRus de Abrir uma Centro Criogênico na Suíça e a Polêmica Sobre Congelar Pessoas Ainda com Vida!


Toda essa história começou a ser contada recentemente, em uma matéria publicada pelo site do jornal britânico "Daily Telegraph", no dia 11 de novembro, intitulada "'Insurance' against death: Russian cryonics firm plans Swiss lab for people in pursuit of eternal life" ("Seguro" contra a morte: empresa de criogenia russa planeja abrir laboratório na Suíça para pessoas que estejam em busca da vida eterna", em português). O texto contém inúmeras informações, que provavelmente aqueles que acompanharam a última matéria já conhecem, porém caso seja a primeira vez que vocês estejam tendo contato com esse tipo de assunto, o material abaixo irá servir como uma espécie de resumo bem superficial, mas válido caso não tenham tempo nesse momento de se aprofundar sobre o assunto.

Inicialmente, o texto dizia, que em um vilarejo repleto de casas bem humildes e de muita neve, nos arredores de Moscou, havia dois tanques de fibra de vidro e resina, selados a vácuo, em um galpão, sendo que no interior dos mesmos havia 30 corpos humanos, e 25 cabeças e cérebros rumo a uma jornada pela eternidade. Estava apenas dois graus abaixo de zero, em uma recente tarde nos arredores da antiga cidade de Sergiev Posad, mas dentro dos tanques, chamados de "criostáticos", de nitrogênio líquido estava muito mais frio, cerca de -196ºC para ser mais exato. Além disso, dezessete gatos e cães, três pássaros e uma chinchila estavam congelados em um local separado.

Inicialmente, o texto dizia, que em um vilarejo repleto de casas bem humildes e de muita neve, nos arredores de Moscou, havia dois tanques de fibra de vidro e resina, selados a vácuo, em um galpão, sendo que no interior dos mesmos havia 30 corpos humanos, e 25 cabeças e cérebros rumo a uma jornada pela eternidade
Havia um grupo de intrépidos "criopacientes" que, antes de morrerem, eram cidadãos da Rússia, dos Estados Unidos, do Japão, da Austrália e de diversos países europeus, mas que agora seus corpos e cabeças iriam permanecer congelados até que a humanidade saiba como eles podem ser "revividos e curados de maneira satisfatória". Ao menos é isso que menciona a KrioRus, a única empresa fora dos Estados Unidos, que se dedica a criogenia, ou seja, a preservação a baixa temperatura de humanos e animais para uma futura ressurreição. O objetivo final, no entanto, é a vida eterna.

"Do ponto de vista biofísico, o tempo parou para eles. Nenhum processo químico está acontecendo. Eles podem durar pelo menos 2.000 anos", disse Igor Artyukhov, cientista-chefe da KrioRus.

Assim como a maioria dos criogenistas, o Sr. Artyukhov, não acredita que irá demorar muito tempo para que a ciência vença o envelhecimento e as enfermidades, talvez em algumas décadas. Para aqueles que morreram muito cedo, existe a vitrificação: os criogenistas recebem um cadáver em meio ao gelo, abrem as artérias, substituem o sangue por uma solução crioprotetora, que não forma cristais de gelo à medida que o corpo é resfriado e, então, o mesmo é suspenso pelos pés no criostato.

"A criogenia é um 'plano B' para aqueles que querem viver para sempre e chegar em uma época em que possamos fazer o que quisermos com nós mesmos", disse Artyukhov.

"A criogenia é um 'plano B' para aqueles que querem viver para sempre e chegar em uma época em que possamos fazer o que quisermos com nós mesmos", disse Artyukhov.
Segundo o "Daily Telegraph", no dia 9 de novembro deste ano (essa data está incorreta), a KrioRus lançou uma "oferta inicial de moedas" ("ICO", sigla em inglês, algo que iremos comentar daqui a pouco, visto que envolve criptomoeda e "financiamento coletivo", o que representa um grande "sinal vermelho") para arrecadar dinheiro para um novo centro destinado a criogenia. A empresa pretende abrir esse centro em um antigo bunker militar em uma caverna na Suíça, onde a eutanásia é legalizada, o que significa evitar uma corrida de última hora para colocar um corpo no gelo e transportá-lo para o local onde a vitrificação será realizada. Aliás, a última frase foi um belo "eufemismo", porque na prática isso envolve congelar pessoas ainda com vida.

Dois homens e uma mulher do Reino Unido, estão entre as mais de 200 pessoas, que assinaram contratos para serem preservados pela KrioRus após suas mortes. No entanto, poucos compartilham do otimismo dessas clientes. A maioria dos médicos e cientistas é cética de que os corpos congelados posso ser revividos, sendo que a criogenia é ilegal na província canadense da Colúmbia Britânica, e foi banida da França. Por outro lado, exista uma espécie de "zona cinzenta" onde a mesma é possível.

Um incidente ocorrido em 1979, em Chatsworth, no estado norte-americano da Califórnia, quando um criogenista ficou sem dinheiro para comprar nitrogênio líquido, resultou na decomposição de nove corpos, algo que acabou arruinando a reputação desta prática, ao menos na visão de muitas pessoas. Embora dezenas de milhões de pessoas morram todos os anos, menos de 400 foram criogenicamente preservadas desde 1964, quando o livro "The Prospect of Immortality", do professor norte-americano de física, Robert Ettinger, iniciou o movimento. Aliás, a esposa de um cliente da KrioRus até mesmo frustrou a criopreservação do marido, retirando seu corpo do necrotério antes que os criogenistas chegassem.

Recipiente destinado a criopreservação de uma cabeça humana
Yevgeny Alexandrov, chefe de uma comissão de combate a pseudociência da Academia de Ciências da Rússia, acusou os criogenistas de "especulações infundadas sobre a esperança de ressuscitar as pessoas". Segundo Alexandrov, não há nenhuma base científica para isso, ou seja, seria meramente uma prática comercial. Porém, de acordo com Valeriya Udalova, braço direito de Igor Artyukhov na KrioRus, os lucros são reinvestidos na própria empresa, sendo que os preços são mais baixos do que nos Estados Unidos (tão somente US$ 36.000 para um corpo e US$ 12.000 para uma cabeça). Além disso, ela mencionou os avanços tecnológicos como sendo um "motivo de esperança".

Notavelmente, pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, disseram em março deste ano, que nanopartículas de ferro revestidas com sílica permitiram o descongelamento de válvulas cardíacas de porcos sem quaisquer danos. Congelar e descongelar órgãos humanos inteiros, no entanto, algo que poderia expandir enormemente a disponibilidade de transplantes, ainda está muito distante da realidade.

As incertezas e as críticas não incomodam Sergei Yevfratov, um pesquisador franzino, de apenas 27 anos, que trabalha em uma empresa de biotecnologia de Moscou, cuja cabeça será preservada pela KrioRus caso um dia ele venha a morrer. Ele sempre usa uma plaqueta de identificação, semelhante aquelas que os soldados utilizam no exército, contendo o número de telefone da KrioRus. Um fã de livros de ficção científica, e do desenho animado "Futurama", o Sr. Yevfratov ficou fixado na ideia sobre a imortalidade desde criança. Contudo, ele só ficando sabendo sobre a KrioRus ao se tornar um estudante universitário e comparecer as discussões sobre o transhumanismo, um movimento que basicamente procura expandir as habilidades humanas através da ciência. Ao descrever a "filosofia transhumanista" ele disse que "é melhor ser bonito, forte, inteligente e saudável do que feio, doente, estúpido e estar morto". Aliás, o movimento se popularizou consideravelmente no ano passado, quando o Patriarca Kirill da Igreja Ortodoxa Russa advertiu sobre a ameaça de "desumanização" de tais ideias.

O Sr. Yevfratov argumentou que devemos ser capazes de viver o quanto quisermos e que seu "crio-contrato" é meramente uma "apólice de seguro" contra a morte, antes que a vida eterna seja alcançada.

"Se tecnicamente as coisas progredirem devagar, e eu envelhecer, talvez eu tenha que ficar um pouco no freezer. Não pretendo morrer para sempre", disse Sr. Yevfratov, claramente expressando sua vontade de ser congelado ainda com vida, ou seja, com seu coração e cérebro funcionando e plenamente consciente de seus atos.

Embora pessoas como Sergei Yevfratov continuem sendo uma pequena minoria, a Sra. Udalova argumentou que criogenia "será um grande negócio em um futuro próximo". As atitudes podem, de fato, estar mudando lentamente. Um dos colegas mais novos do Sr. Alexandrov, na comissão contra a pseudociência, Alexander Panchin, não acredita que as pessoas congeladas com os métodos atuais possam ser revividas. Contudo, ele não é contra a preservação criogênica, desde que os clientes estejam informados dos riscos, e que dinheiro não seja desviado.

"Apesar de todo o meu ceticismo, é claro que esta forma de enterro não é pior do que qualquer outra", disse Alexander Panchin, acrescentando que, se o dinheiro não fosse uma preocupação, ele mesmo tentaria consigo mesmo.

Foto mostrando uma das etapas da preservação criogênica em um boneco
Entretanto, em uma matéria bem curta publicada no site da revista Newsweek, no dia 13 de novembro, todo esse "eufemismo" proporcionado na matéria veiculada pelo "Daily Telegraph" foi quebrado, visto que, de forma bem explícita foi apontado, que a intenção da KrioRus era mesmo congelar pessoa ainda com vida, algo que não é realizado por nenhuma outra empresa no mundo, e destoa totalmente da proposta das empresas desse ramo.

Inicialmente, o texto publicado no site da revista Newsweek mencionava que, em busca da vida eterna, alguns se voltavam para Deus, já outros se voltavam para a Ciência. Contudo, por mais que criogenia humana não seja proibida em alguns países, é necessário que você esteja morto antes de entrar no tanque criogênico. Caso contrário, congelar alguém vivo equivale a matar. Isso, no entanto, não intimida algumas pessoas, que simplesmente esperam ser criopreservadas até o dia em que a humanidade domine a arte da ressurreição, para que os cientistas possam reanimá-los e curar suas doenças (ou então que consigam transferir sua consciência na nuvem, o que ocorrer primeiro).

Para conseguir colocar isso em prática, a empresa russa adotou uma espécie de "financiamento coletivo" através de criptomoeda, que é ainda mais obscuro, e pode fazer com que muitas pessoas percam um bom dinheiro com isso. É justamente sobre isso que vocês conferem a partir de agora.
Aparentemente, a KrioRus quer se valer de brechas legais em países, assim como a Suíça, que permitem a eutanásia, para que pessoas prestes a morrer ou que não desejam esperar tanto tempo para isso acontecer devido a uma doença degenerativa ou atualmente incurável e potencialmente fatal, sejam colocadas em um tanque de criopreservação. Entenderam o tamanho do problema que isso pode gerar? Pessoas de todo o mundo podem se sentir atraídas pela promessa de serem revividas e curadas, e simplesmente pagar para que sejam literalmente mortas e colocadas em um tanque de nitrogênio líquido, sem que haja qualquer garantia que retornem ao mundo dos vivos, e abandonando qualquer tratamento médico atual. E, isso tudo que acabei de mencionar, de forma legalizada.

Até hoje, os únicos seres humanos, por assim dizer, que foram revividos após o congelamento criogênico foram embriões. O processo muito provavelmente mataria um adulto. Na Suíça, por outro lado, o "homicídio" deliberado poderá ser considerado como "eutanásia". De qualquer forma, até o presente momento, não há nenhuma garantia que a KrioRus irá obter sucesso no que está pretendendo fazer, mas, se obtiver, teremos uma jornada bem sombria pela frente. Para conseguir colocar isso em prática, a empresa russa adotou uma espécie de "financiamento coletivo" através de criptomoeda, que é ainda mais obscuro, e pode fazer com que muitas pessoas percam um bom dinheiro com isso. É justamente sobre isso que vocês conferem a partir de agora.

Um Grande "Sinal Vermelho" em Relação ao "Financiamento Coletivo" Através de Criptomoeda Proposto pela KrioRus!


Conforme dissemos anteriormente, a KrioRus lançou um "financiamento coletivo" através de criptomoeda (daqui a pouco explicaremos como isso funciona) chamado "CryoGen", juntamente com uma espécie de "fundo de investimento" chamado "Fundação NeuroDAO", alegadamente de Cingapura, um país do continente asiático. No anúncio publicado diretamente na página da KrioRus na internet, é mencionado que o ambicioso projeto buscaria os seguintes objetivos:
  • O desenvolvimento inovador da criogenia na Rússia e em todo o mundo;
  • A construção de uma grande instalação de armazenamento criogênico na Suíça, e expansão das instalações e laboratórios de criogenia existentes na Rússia;
  • A obtenção de resultados científicos no campo da criopreservação reversível de órgãos e organismos, que possam salvar centenas de milhares e até milhões de vidas.
A KrioRus disse esperar excelentes resultados científicos e financeiros do projeto "CryoGen", sendo que desde 20 de setembro (e não recentemente conforme divulgado pelo Daily Telegraph), eles vêm realizando um etapa de pré-oferta inicial de moedas, sendo que a primeira etapa do financiamento visava sustentar o próprio projeto de "financiamento coletivo". Eles também disseram acreditar que, apesar das dificuldades na regulação deste ramo da economia digital emergente, a oferta inicial de moedas oferece uma oportunidade única de atrair recursos para a crioterapia, e que a mesma poderia permitir alcançar um potencial sem precedentes em relação ao avanço tecnológico. Porém, desde o dia 20 de setembro até a presente data, o site do projeto permanece em fase de pré-oferta de moedas.

Conforme dissemos anteriormente, a KrioRus lançou um "financiamento coletivo " através de criptomoeda chamado "CryoGen", juntamente com uma espécie de "fundo de investimento" chamado "Fundação NeuroDAO", alegadamente de Cingapura, um país do continente asiático
No site do projeto também existe uma espécie de cronograma almejado pela KrioRus:
  • Em 2018, eles alegam que planejam a abertura de uma ONG (sim, isso mesmo que vocês leram) chamada "CRYOGEN" na Suíça
  • Em 2019, eles alegam que pretendem realizar experimentos de criopreservação reversível em órgãos de animais.
  • Em 2020, a tecnologia da "eutanásia criogência" será trabalhada e colocada em prática, e nesse ano também haverá o início do desenvolvimento de tecnologias para criopreservação reversível confiável e eficaz de órgãos de mamíferos.
  • Em 2021, a tecnologia de criopreservação reversível confiável e eficaz da maioria dos órgãos de mamíferos será alcançada. Assim sendo, os experimentos serão realizados com órgãos de pessoas "prestes a morrer".
  • Em 2022, a tecnologia de anabiose será desenvolvida para voos espaciais.
Diga-se de passagem, existem diversas outras metas, que foram publicadas no chamado "White Paper" (documento oficial detalhando um determinado projeto) do "CryoGen". Por mais incrível que pareça, um biotecnólogo chamado C-Yoon Kim, um dos membros da equipe do Sergio Canavero (o principal responsável por alegar que fará o primeiro "transplante de cabeça" do mundo), faz parte do Conselho Consultivo desse projeto. Coincidência, no mínimo, peculiar.

Por mais incrível que pareça, um biotecnólogo chamado C-Yoon Kim, um dos membros da equipe do Sergio Canavero (o principal responsável por alegar que fará o primeiro "transplante de cabeça" do mundo), faz parte do Conselho Consultivo desse projeto. Coincidência, no mínimo, peculiar.
Agora, será que todas as metas serão cumpridas através da oferta inicial de moedas? Sinceramente, considero que seja bem difícil, porque temos pontos muito obscuros em toda essa ação. Vamos começar com o que foi chamado de fundo de investimento "NeuroDAO" (NDAO), alegadamente de Cingapura, que na verdade é uma "plataforma de investimento", que teria como objetivo unir a comunidade de cripto-investidores para participar de "projetos de alta tecnologia da esfera da neurobiotecnologia".

Entretanto, temos diversos sinais vermelhos sobre a NDAO. Primeiramente, o site é muito semelhante ao do projeto CryoGen, sendo que o domínio foi criado recentemente, mais precisamente em julho desse ano. Além disso, apesar do nome do proprietário e da organização responsável pelo domínio estarem protegidos, ao consultar as informações referentes ao mesmo, é possível notar que o endereço físico é simplesmente de uma caixa postal de Moscou. Resumindo? Apesar de alegar que o fundo seria de Cingapura, o domínio é foi registrado por alguém ou alguma empresa da Rússia. Para completar, a equipe da NDAO é composta predominantemente de pessoas com nomes tipicamente russos, sendo que o diretor de comunicação do projeto CryoGen, Ustin Kolbin, também ocupa esse mesmo cargo na NDAO. Estranho e suspeito, não é mesmo?

Apesar do nome do proprietário e da organização responsável pelo domínio estarem protegidos, ao consultar as informações referentes ao mesmo, é possível notar que o endereço físico é simplesmente de uma caixa postal de Moscou. Resumindo? Apesar de alegar que o fundo seria de Cingapura, o domínio é foi registrado por alguém ou alguma empresa da Rússia.
Outro sinal vermelho é a própria oferta inicial de moedas, mais conhecida por ICO. Para quem nunca ouviu falar sobre isso, vamos tentar simplificar consideravelmente, visto que esse assunto é meio complexo e muito longo. Pois bem, uma ICO é basicamente um meio não regulamentado pelo qual um novo empreendimento ou projeto de criptomoeda pode arrecadar fundos vendendo moedas "recém-cunhadas". A prática é frequentemente usada por startups para evitar o rigoroso e regulamentado processo de captação de capital exigido por investidores de risco ou bancos. A ICO é semelhante ao financiamento coletivo, razão pela qual sempre coloquei essa expressão entre aspas ao longo do texto, visto que se eu falasse "oferta inicial de moedas" o tempo todo poderia soar grego para muita gente (incluindo a mim mesmo). Porém, nas ICOs, os patrocinadores são motivados por um retorno prospectivo em seus investimentos, enquanto, no financiamento coletivo, os fundos arrecadados são basicamente doações mediante ou não alguma recompensa.

Em uma campanha ICO, uma porcentagem da criptomoeda é vendida para os primeiros apoiadores do projeto em troca de uma moeda corrente ou outras moedas criptográficas, normalmente bitcoins ou ethers, a criptomoeda nativa da rede Ethereum. Antes de iniciar uma campanha, uma startup geralmente cria uma espécie de "plano de negócios" (o "white paper") sobre o que o projeto se trata, o que o projeto irá cumprir após sua conclusão, quanto dinheiro é necessário para o empreendimento e por quanto tempo a campanha ICO será executada, entre outras informações importantes. Durante a campanha, entusiastas e adeptos podem comprar alguns dos tokens distribuídos, que são semelhantes às ações de uma empresa, vendida aos investidores em uma transação de oferta pública inicial (IPO), porém a aquisição dos tokens não os tornam em acionistas.

Um ICO é basicamente um meio não regulamentado pelo qual um novo empreendimento ou projeto de criptomoeda pode arrecadar fundos vendendo moedas "recém-cunhadas". A prática é frequentemente usada por startups para evitar o rigoroso e regulamentado processo de captação de capital exigido por investidores de risco ou bancos
O grande problema é que a ICO se parece com uma IPO, com um financiamento coletivo e, ao mesmo tempo, com a famigerada pirâmide financeira. Tipicamente, os empreendedores dispostos a fazer uma ICO estruturam uma companhia e anunciam a disposição de vender sua própria moeda. Para convencer investidores, publicam um relatório explicando o que sua empresa fará, como vai atingir seus objetivos e de quanto capital precisam para que seus planos deem certo. No entanto, a lógica por trás das ICOs é de combater o poder do mundo financeiro. Em vez de oferecer parte da sua empresa para capitalistas, o empreendedor convoca as pessoas que se beneficiariam de sua companhia para semear o negócio. Cria-se então uma rede de cooperadores, uma espécie de comunidade em que os clientes e fornecedores têm participação na empresa. Deste modo, pelo menos em tese, cada participante do futuro negócio tem interesse em fazê-lo crescer.

Apesar de muitos analistas acreditarem que as ICOs irão mudar a cara dos investimentos em empresas, existe um consenso que essa forma de financiamento irá passar por um longo processo purgatório, ou seja, muitas ICOs que vemos atualmente irão falhar drasticamente, e fazer com que muitas pessoas percam muito dinheiro nesse processo. A China e a Coreia do Sul, por exemplo, baniram essa forma de financiamento, visto que, muita coisa que acontece nesse meio, ao menos, atualmente não passa puramente de fraude. Um exemplo disso aconteceu recentemente, quando uma startup chamada "Confido" simplesmente desapareceu com US$ 375.000 de pessoas que estavam interessadas em participar do projeto. Evidentemente, não acredito que a KrioRus simplesmente pegaria o dinheiro das pessoas e sumiria do mapa, mas diante do que pretendem fazer, do que a ciência atualmente proporciona e do que o meio de arrecadação representa, bem, é melhor ter muito cuidado e atenção em relação a toda essa história, entenderam?

Quem Está Por Trás da KrioRus? Alguns Detalhes que Você Precisa Saber Sobre a Empresa e Seus Planos Futuros


Nossa pequena jornada para saber quem está por trás da KrioRus e seus objetivos começa pelo artigo referente a mesma na Wikipedia. Apesar de ser particularmente contra as informações provenientes de enciclopédias virtuais, que podem ser facilmente alteráveis, o texto nos fornece um material inicial muito interessante, servindo assim como um belo ponto de partida. Aliás, vou tentar me limitar somente a KrioRus, visto que se fosse para falar sobre a história da criogenia ficaria um texto muito longo, ou seja, esse assunto daria um especial a parte, diga-se de passagem.

No texto da Wikipedia é citado que a KrioRus é a primeira empresa russa de criogenia, fundada em 2005, como um projeto de uma organização não governamental chamada de "Movimento Transhumanista Russo", sendo também é a única empresa desse ramo na Eurásia (o conjunto territorial formado pela Europa e a Ásia). A empresa armazena corpos (ou cérebros) de seus criopacientes (pessoas mortas e animais), em nitrogênio líquido, na esperança de que algum dia seja possível ressuscitá-los por meio das tecnologias, que também sejam futuramente criadas.

No texto da Wikipedia é citado que a KrioRus é a primeira empresa russa de criogenia, fundada em 2005, como um projeto de uma organização não governamental chamada de "Movimento Transhumanista Russo", sendo também é a única empresa desse ramo na Eurásia (o conjunto territorial formado pela Europa e a Ásia). Na foto aparece um funcionário reabastecendo os tanques com nitrogênio líquido.
A empresa armazena corpos (ou cérebros) de seus criopacientes (pessoas mortas e animais), em nitrogênio líquido, na esperança de que algum dia seja possível ressuscitá-los por meio das tecnologias, que também sejam futuramente criadas
Legalmente, a empresa possui o status de uma organização de pesquisa científica, envolvida em uma atividade não-convencional e seus serviços não estão sujeitos a certificação. Portanto, um dos maiores problemas com a atividade de KrioRus é a falta de legislação relacionada a criogenia. Além disso, empresa não garante a reanimação de seus criopacientes. Quando os clientes entram em contato com o KrioRus, eles assinam um contrato que envolve a realização de experimentos científicos sobre a preservação e reanimação de um ser humano e, ao mesmo tempo, a KrioRus exige que o cliente reconheça o fato de que a empresa não fornece garantias para reanimar o criopaciente. O acordo abrange a custódia dos corpos por até 100 anos, porém existe a possibilidade de extensão desse período de tempo.

Já outro dos principais problemas enfrentados pela KrioRus é justamente em relação a sua atividade. Atualmente, a questão da possibilidade de "ressurreição" de um criopaciente está em aberto na comunidade científica. Infelizmente, não há casos conhecidos de "ressurreição" de criopacientes, e as empresas que trabalham com a criogenia, assim como KrioRus, não garantem que isso será mesmo possível. Do ponto de vista teórico e de pesquisa há uma série de argumentos tanto a favor de apoiadores da criogenia quanto a favor de quem é contra a técnica, mas não há resultados práticos.

Foto do interior de um dos tanques da KrioRus contendo desde corpos humanos até animais de estimação
Aliás, como curiosidade, os corpos são armazenados de cabeça para baixo, sendo pendurados pelos tornozelos. O motivo? Bem, a parte inferior do tanque é a mais fria, razão pela qual é a região mais próxima da cabeça
Compartimento especial onde são armazenados os cérebros humanos antes de serem colocados nos tanques da KrioRus
Uma das principais vantagens da KrioRus (se é que existe alguma vantagem) seria o preço cobrado pelos serviços, principalmente destinados a cidadãos russos e não americanos, que é bem menor de seus concorrentes. Ao contrário das empresas norte-americanas, o KrioRus foi fundada de tal forma que não está sujeita às regras que regem as atividades médicas e funerárias. Como resultado, a empresa não enfrenta problemas com regulamentações. Por outro lado, ela não se compara a maior empresa desse ramo, a norte-americana Alcor que, apesar de já ter enfrentado alguns escândalos ao longo de sua história, possui uma estrutura muito superior. A Alcor, por exemplo, realiza passeios em suas instalações, duas vezes na semana, demonstrando a sala de operação (onde a vitrificação e o congelamento são realizados), bem como as instalações de armazenamento de criopacientes a longo prazo, onde os mesmos podem ser vistos através de vidro à prova de balas. Já a KrioRus não permite tal acessibilidade.

Talvez seja justamente essa questão de acessibilidade que a KrioRus esteja tentando resolver ao longo do tempo. Em dezembro de 2015, por exemplo, foi publicada uma matéria sobre a empresa no site do jornal "Financial Times" (FT, sigla em inglês), onde foi realizada uma tentativa de mostrar como era KrioRus. Nessa matéria escrita por Courtney Weaver, correspondente do FT, é mencionado que a empresa mantinha na cidade de Sergiyev Posad, uma espécie de galpão contendo dois grandes tanques repletos de cérebros, corpos de três dúzias de seres humanos de nove países diferentes e uma coletânea de animais de estimação (gatos, cachorros e pássaros).



Um dos fundadores era um homem chamado Danila Medvedev (que atualmente ocupa o cargo de presidente do conselho administrativo e vice-presidente de desenvolvimento estratégico), com então 35 anos, e que acreditava que a Rússia rapidamente superaria os Estados Unidos na questão do "antienvelhecimento".

Danila Medvedev é filho de um cientista soviético, e cresceu lendo a ficção científica de Arthur C. Clarke e Robert Heinlein. Ele trabalhou em um banco de investimentos, apresentou seu próprio programa de televisão e ajudou a coordenar uma organização de combate ao tráfico de pessoas, mas seu trabalho atual havia se transformado em congelar pessoas. Inicialmente, ele ficou fascinado com a crença de que os seres humanos, caso fossem arrefecidos até -196ºC no momento em que a morte clínica fosse declarada, poderiam ressuscitar no momento em que a ciência avançasse o suficiente para curá-los da velhice ou de alguma doença.

Como estudante, ele começou a traduzir a literatura disponível sobre criogenia a partir do inglês para o russo e também começou a dar palestras. Em 2005, ele e outras oito pessoas fundaram a KrioRus. Ao longo da última década, a mesma havia se transformado em uma das maiores empresas desse ramo no mundo.

Danila Medvedev é filho de um cientista soviético, e cresceu lendo a ficção científica de Arthur C. Clarke e Robert Heinlein. Ele trabalhou em um banco de investimentos, apresentou seu próprio programa de televisão e ajudou a coordenar uma organização de combate ao tráfico de pessoas, mas seu trabalho atual havia se transformado em congelar pessoas
Foto de uma das salas da sede da KrioRus na cidade de Sergiyev Posad
Durante a maior parte do ano, as instalações eram vigiadas por um homem chamado Sergei, que foi resgatado e libertado pelo grupo antitráfico de Danila Medvedev após ser encontrado trabalhando de maneira forçada no Norte do Cáucaso. Porém, cerca de uma vez no mês, Danila ia no local para verificar os tanques contendo nitrogênio líquido e as demais instalações.

Aliás, como curiosidade, os corpos são armazenados de cabeça para baixo, sendo pendurados pelos tornozelos. O motivo? Bem, a parte inferior do tanque é a mais fria, razão pela qual é a região mais próxima da cabeça. Dentro dos tanques também existem animais, muito embora Danila tenha mencionado, que eles tentam não comentar muito sobre essa questão de que seres humanos estão armazenados juntamente com animais.

Durante a maior parte do ano, as instalações eram vigiadas por um homem chamado Sergei, que foi resgatado e libertado pelo grupo antitráfico de Danila Medvedev após ser encontrado trabalhando de maneira forçada no Norte do Cáucaso. Porém, cerca de uma vez no mês, Danila ia no local para verificar os tanques contendo nitrogênio líquido e as demais instalações
Vale ressaltar nesse ponto, que a ideia da criogenia surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos, na década de 1960, após a publicação de um livro chamado "The Prospect of Immortality", de Robert Ettinger, um professor de física e matemática do estado norte-americano do Michigan, que argumentou que uma pessoa congelada no momento exato da morte poderia ser trazida de volta à vida. Posteriormente, sociedades de criogenia surgiram na Califórnia e no Michigan. O primeiro criopaciente, um professor de Psicologia da Universidade da Califórnia, foi criopreservado em 1967 e, em 1972, algumas pessoas também seguiram esse caminho.

Contudo, a Sociedade de Criogenia da Califórnia logo encontrou problemas. Dirigido por um ex-técnico que consertava televisões chamado Robert Nelson, e que não possuía qualquer formação científica, a organização não tinha dinheiro suficiente para manter a criopreservação de seus pacientes. Então, eles começaram a preencher os tanques com múltiplos corpos, e utilizaram o dinheiro arrecadado com os novos pacientes para se manterem em atividade. Dois tanques, no entanto, apresentaram problemas, fazendo com que nove corpos viessem a se decompor. Nelson foi processado por alguns familiares e, em 1981, foi condenado a pagar cerca de US$ 800.000 em indenizações. Desde então, a reputação de criogenia nos Estados Unidos vem passando por altos e baixos, mas ainda assim conseguiu atrair algumas personalidades famosas ao longo do tempo.

Vale ressaltar nesse ponto, que a ideia da criogenia surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos, na década de 1960, após a publicação de um livro chamado "The Prospect of Immortality" (á esquerda), de Robert Ettinger, um professor de física e matemática do estado norte-americano do Michigan. Na foto à direita vemos Robert em sua casa, em abril de 2010. Ele faleceu em julho de 2011, aos 92 anos.
O mesmo acontece em alguns outros países, embora de diferentes formas. Na Itália, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi certa vez declarou que planejava financiar um instituto de pesquisa que permitisse, que as pessoas vivessem até os 120 anos de idade, enquanto o presidente autocrático do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, por exemplo, fundou sua própria academia de ciências dedicada a inventar o elixir da vida. Contudo, quando se trata de criogenia existe uma nova "guerra" e bem gélida tanto para pacientes quanto para os avanços científicos. A maior empresa do ramo é a Alcor, com sede em Scottsdale, no estado norte-americano do Arizona, que conta com mais de 140 clientes congelados em suas instalações.

Parte da vantagem competitiva do KrioRus reside em seus preços. Ao contrário de Alcor, que armazena seus corpos em compartimentos individuais, a KrioRus adota uma abordagem mais socialista e os armazena em tanques coletivos. Como resultado, na KrioRus, o procedimento de criopreservação custa cerca de US$ 36.000 para um corpo humano inteiro ou US$ 12.000 se for apenas o cérebro. Na Alcor, os valores são bem maiores, cerca de US$ 200.000 para um corpo humano inteiro e US$ 80.000 para o cérebro. Em sua defesa, a Alcor alega que os clientes pagam pelo "seguro de vida" e taxas adicionais de acordo com o serviço desejado.

Como resultado, na KrioRus, o procedimento de criopreservação custa cerca de US$ 36.000 para um corpo humano inteiro ou US$ 12.000 se for apenas o cérebro. Na Alcor, os valores são bem maiores, cerca de US$ 200.000 para um corpo humano inteiro e US$ 80.000 para o cérebro. Nesse ponto é interessante mencionar, que a Alcor alega que os clientes pagam pelo "seguro de vida".
Em ambos os países, no entanto, o processo de criopreservação, em grande parte, é o mesmo. Uma vez que um paciente é declarado clinicamente morto, o corpo deve ser resfriado nas horas seguintes para diminuir a temperatura corporal. A maioria das empresas permanece em estado de prontidão para retirar o corpo do hospital ou do necrotério o mais rapidamente possível para iniciar o processo. Ao longo de várias horas, o sangue do paciente é substituído por um crioprotetor, essencialmente um anticongelante químico que protege o tecido de danos provocados pelo congelamento. Em seguida, o paciente é arrefecido a -196ºC ao longo de vários dias usando nitrogênio.

Muitos pacientes optam por congelar apenas seus cérebros em vez de seus corpos inteiros. Alguns o fazem por razões financeiras, outros acreditam que toda identidade e memória humana são armazenadas no cérebro, e que um corpo tradicional não será necessário para o processo de reanimação. Devido ao seu preço "relativamente barato", a KrioRus atraiu um grupo diversificado de criopacientes provenientes de diversos países, incluindo os Estados Unidos, Holanda, Itália e Japão. Valeria Udalova, atual presidente executiva da KrioRus, e co-fundadora da empresa, possui o cérebro da mãe congelado dentro das instalações. Além disso, o cérebro da avó de Daniela Medvedev também está armazenado.

Valeria Udalova, atual presidente executiva da KrioRus, e co-fundadora da empresa,
possui o cérebro da mãe congelado dentro das instalações
Na época da realização dessa matéria, que foi publicada no site do Finacial Times, foi alegado que a KrioRus estava em processo de mudança para uma nova instalação de 3.300 m² na cidade de Tver, que também abrigaria um centro de oncologia e outro destinado aos cuidados de pacientes em estado terminal, sendo essa seria a primeira vez que uma instalação criogênica havia sido autorizada a trabalhar em conjunto com centros médicos. Também havia planos para a criação de unidades na China e na Suíça devido as legislações de ambos os países.

Curiosamente, Danila Medvedev previa que o primeiro transplante de cabeça seria realizado em breve (alguém se lembrou do "Dr." Sergio Canavero?), resultando em uma cabeça de pessoa rica sendo transplantada para o corpo de uma pessoa pobre. Ele também citou que sonhava em trazer corpos a partir de países distantes, tal como o Equador, por meio de aviões comerciais e, quem sabe, resgatar os corpos de membros de expedições a Antártica do início do século XX. Danila disse que, por viver 10 anos na Antiga União Soviética, 10 anos na década de 1990 e 10 anos na Rússia, ele sabia o quão as coisas mudavam rapidamente e tinha grandes ambições para o futuro.

Danila disse que, por viver 10 anos na Antiga União Soviética, 10 anos na década de 1990 e 10 anos na Rússia, ele sabia o quão as coisas mudavam rapidamente e tinha grandes ambições para o futuro
No fim da matéria do Financial Times, talvez tivemos um lampejo tenebroso dessas ambições da KrioRus. Danila Medvedev mencionou que estava tentando persuadir o governo da cidade de Moscou de que os 8.000 cadáveres de pessoas, que não eram reclamados em necrotérios a cada ano, deviam ser criogenicamente congelados nas novas instalações de Tver, por ser uma maneira mais barata de armazenar o corpos. Ele chegou a comentar. que se tivessem 8.000 pessoas criopreservadas, seria um grande passo, ou seja, se tornariam a maior empresa desse ramo.

Segundo Danila, as pessoas estão morrendo o tempo todo e algo precisa ser feito com os corpos. Para eles, o congelamento era uma forma de "educar" as pessoas. Por fim, ele mencionou acreditar que os cientistas pudessem reanimar um cérebro humano nos próximos 40 anos, ou seja, até a década de 2050, caso contrário isso aconteceria em algum momento do século XXI, caso a humanidade não fosse extinta por ela mesma, é claro. Um pouco sombrio, não é mesmo?

Em novembro do ano passado, foi a vez da revista "Bloomberg Businessweek" realizar uma matéria sobre a KrioRus. Apesar da matéria ter sido escrita por uma jornalista completamente diferente, a mesma apresenta muitas semelhanças com o texto publicado no site do Financial Times. Contudo, existem detalhes interessantes a serem mencionados. Foi citado por exemplo, uma "pesquisa recente" onde 18% dos russos teriam mencionado o desejo de viverem para sempre (apesar de não ter sido fornecida nenhuma outra informação sobre essa pesquisa).

Em novembro do ano passado, foi a vez da revista Bloomberg Businessweek realizar uma matéria sobre a KrioRus. Apesar da matéria ter sido escrita por uma jornalista completamente diferente, a mesma apresenta muitas semelhanças com o texto publicado no site do Financial Times
Também foi mencionado que a criogenia ia muito além do simples fato de congelar corpos, mas que os avanços tecnológicos poderiam permitir o congelamento de certos tecidos e orgãos humanos, gerando um eficiente banco de órgãos, algo que seria revolucionário em relação aos transplantes, eliminando longas filas de espera. Além disso, pacientes poderiam ser colocados em um estado criogênico temporário enquanto se recuperasse, de lesões traumáticas ou então durante uma viagem espacial. De qualquer forma, ficou claro que o objetivo final da KrioRus era mesmo a imortalidade.

Quanto a mudança para um complexo de 3.300 m² na cidade da Tver, a mesma ainda não tinha acontecido. Foi divulgado basicamente, que base das operações seria no Instituto Estatal de Agricultura de Tver. Em um terreno espaçoso, um grupo liderado pelo Instituto do Alto Volga, uma universidade local, planejava construir um centro avançado de tratamento do câncer com a primeira instalação de terapia de feixe de prótons da Rússia, assim como um centro de cuidados paliativos para casos incuráveis, ​​que pudesse oferecer a criogenia como um passo final adicional, uma vez que a morte não pudesse mais ser evitada. O texto dizia que a instalação KrioRus começaria modestamente, sendo que a primeira fase, que seria iniciada no final do ano passado, seria simplesmente um escritório com equipamentos básicos de laboratório, que também pode servir como base para o ensino de práticas criogênicas para pessoas de outros países.



Quanto a mudança para um complexo de 3.300 m² na cidade da Tver, a mesma ainda não tinha acontecido.
Foi divulgado que base das operações seria no Instituto Estatal de Agricultura de Tver.
Entretanto, para Olya Ivanova, responsável pela matéria publicada na Bloomberg Businessweek, esse era um cenário difícil de se imaginar. O motivo? Bem, o Instituto Estatal de Agricultura de Tver é uma universidade da era soviética, uma coleção de edifícios de blocos de concreto em uma floresta de abetos a cerca de 15 minutos do centro da cidade.

O diretor da instituição era Oleg Balayan, um homem que mantinha na sala de conferências perto do seu escritório, uma foto emoldurada de um MiG russo disparando um míssil. Ele explicou que tinha sido Tenente-general da Força Aérea Russa, que havia deixado as Forças Armadas em 2009, mas ainda era um piloto da reserva, assim como um membro importante do Partido Comunista.

Entretanto, para Olya Ivanova, responsável pela matéria publicada na Bloomberg Businessweek, esse era um cenário difícil de se imaginar. O motivo? Bem, o Instituto Estatal de Agricultura de Tver é uma universidade da era soviética, uma coleção de edifícios de blocos de concreto em uma floresta de abetos a cerca de 15 minutos do centro da cidade
De acordo com Oleg, além do terreno, o instituto tinha um corpo estudantil com grande interesse pelos estudos, laboratórios até, e até um certo conhecimento sobre o congelamento de materiais orgânicos (desenvolvendo, inclusive, uma técnica própria para o congelamento rápido de carne e vegetais para armazenamento e transporte). Havia também um departamento veterinário onde um professor estava usando terapia genética para restaurar a visão em cães cegos. Ao ser questionado o que atraiu um Tenente-general da Força Aérea Russa e uma figura política proeminante, que administra um importante instituto estatal para o campo do transhumanismo, Oleg respondeu que não tinha 18 anos, e que gostaria de viver eternamente, e que esse era ideia eterna para todas as pessoas, inclusive para a Federação Russa como um todo.

Confira também esse vídeo divulgado pela Ruptly TV, em seu próprio canal no YouTube, em 22 de novembro do ano passado, mostrando maiores detalhes dos equipamentos utilizados pela KrioRus (em russo, mas vale a pena conferir as imagens):



Assim como um vídeo divulgado pela própria Bloomberg, no YouTube, sobre a KrioRus, em 29 de novembro do ano passado (em russo, porém com legendas em inglês):



Ao final da matéria, Olya Ivanova citou que Danila Medvedev acreditava que Tver seria o futuro centro da Rússia, e que a nova instalação da KrioRus seria duas vezes maior que a Alcor e a o Cryonics Institute (outra empresa norte-americana do ramo da criogenia) combinadas. Ele também citou que durante anos o Movimento Transhumanista Russo havia motivado as pessoas a trabalharem por pouco ou nenhum dinheiro, mas que isso estava mudando, pois havia muitas pessoas querendo investir em seu negócio (já ouvimos essa história antes, não é mesmo?).

No início desse ano, mais precisamente no dia 10 de janeiro, foi a vez do britânico "Daily Mail" publicar uma matéria especial sobre a KrioRus, aproveitando o gancho que alguns britânicos estariam contratando os serviços da empresa Russa. Essa, sem dúvida alguma, foi a matéria que mais ilustrou as dependências da KrioRus, assim como algumas das pessoas e os animais de estimação que estão preservados de forma criogênica em suas instalações.

Essa, sem dúvida alguma, foi a matéria que mais ilustrou as dependências da KrioRus, assim como algumas das pessoas e os animais de estimação que estão preservados de forma criogênica em suas instalações
Foto mostrando uma parte das instalações da KrioRus, na Rússia
Mais uma foto mostrando as modestas instalações da KrioRus
Inicialmente, no entanto, o texto não acrescentou informações relevantes para nós, mencionando apenas que um cientista, um professor de medicina, um aposentado e um estudante, todos britânicos, tinham assinado um contrato com a KrioRus. O tal professor e o estudante teriam optado por congelar seus corpos inteiros após suas mortes, já o cientista e o aposentado teriam optado por congelar apenas seus cérebros.

Toda essa informação era fornecida pela Valeria Udalova, que obviamente não divulgou os nomes do clientes, e acrescentou que sua empresa já possuía 52 pessoas (corpos ou cérebros) e 20 animais criogenicamente preservados. Das 52 pessoas, 13 seriam estrangeiros: Três deles eram ucranianos, dois italianos e outros dos Estados Unidos, Austrália, Bielorrússia, Estônia, Israel, Holanda, Suíça e Japão.

Inicialmente, no entanto, o texto não acrescentou informações relevantes para nós, mencionando apenas que um cientista, um professor de medicina, um aposentado e um estudante, todos britânicos, tinham assinado um contrato com a KrioRus. O tal professor e o estudante teriam optado por congelar seus corpos inteiros após suas mortes, já o cientista e o aposentado teriam optado por congelar apenas seus cérebros
Das 52 pessoas, 13 seriam estrangeiros: Três deles eram ucranianos, dois italianos e outros dos Estados Unidos, Austrália, Bielorrússia, Estônia, Israel, Holanda, Suíça e Japão.
Segundo Valeria Udalova, nenhum deles estaria gravemente doente ou esperava morrer em breve, alegando que a perspectiva de voltar à vida no futuro era algo real. Para isso dependia apenas da evolução da chamada nanotecnologia, visto que não havia limite de tempo. Podia ser algo que demorasse mil anos, mas ela esperava que a ciência encontrasse uma maneira de trazê-los de volta à vida muito mais cedo, talvez em 40 anos, a mesma estimativa dada por Danila Medvedev.

Valeria também ressaltou que os preços cobrados pela KrioRus eram muito mais competitivos que os praticados pelos demais concorrentes (entenda-se como norte-americanos). Ela deixou claro que não atendia apenas quem era rico e que, se necessário, poderia parcelar os valores ao longo de dois ou três anos, porém o objetivo era receber o dinheiro com antecedência, com a pessoa ainda viva, "para que não houvesse despesas para os familiares do falecido ou o desinteresse pela criogenia".

Jane Emilia Haiko foi a primeira paciente norte-americana da KrioRus. Moradora de Sacramento, no estado da Califórnia, Jane, que era mãe de dois filhos, morreu em outubro de 2013, um dia antes de seu 71º aniversário
Valeria Udalova disse que não tinha corpos ou cérebros de crianças ou adolescentes, e que seu paciente mais novo tinha cerca de 23 anos. Contudo, eles mantinham uma amostra de DNA (um pedaço de pele) retirada de um bebê de 18 meses que morreu de câncer. Eles disseram aos pais que a personalidade do bebê ainda não se desenvolvia nessa idade, então os pais decidiram armazenar apenas a amostra de DNA.

Entre os animais havia sete cães, oito gatos, três pássaros e uma chinchila chamada Knopochka, ou Pequeno Button. A chinchila teve um acidente em 2014, quando simplesmente bateu a cabeça e morreu, um evento perturbador para os quatro filhos de seus donos, que optaram por congelar o animal de estimação para o futuro.

A cadela Alisa, pertencente a Valeria Udalova, foi o primeiro animal criopreservado na Rússia
Mais uma foto da cadela Alisa, que foi o primeiro animal criopreservado na Rússia
Entre os animais havia sete cães, oito gatos, três pássaros e uma chinchila chamada Knopochka, ou Pequeno Button. A chinchila teve um acidente em 2014, quando simplesmente bateu a cabeça e morreu, um evento perturbador para os quatro filhos de seus donos, que optaram por congelar o animal de estimação para o futuro
No texto do Daily Mail é mencionado, que muitos moradores da cidade de Sergiyev Posad, mais precisamente do subúrbio de Semkhoz, se opuseram a criação da instalação da KrioRus em 2012. Uma petição chegou a ser feita, porém foi ignorada pelas autoridades russas. Também foi mencionado que cada tanque da KrioRus tinha capacidade para armazenar 10 corpos humanos, além de diversos cérebros. Houve uma rápida discussão sobre empresas de criogenia que, em geral, estariam vendendo falsas esperanças aos clientes que estivessem assustados com a morte (algo que será abordado daqui a pouco).

Em sua defesa, Valeria Udalova disse que, no ano passado, a KrioRus havia celebrado 14 contratos e apenas uma pessoa morreu. Essa pessoa era uma italiana de 85 anos chamada Cecilia Lubei. Valeria Udalova disse que costumava instruir os médicos de seus clientes na implementação de procedimentos para garantir a preservação do corpo a partir do momento da morte, para que o mesmo pudesse ser transportado para a Rússia. Alternativamente, mediante o pagamento de uma taxa extra, médicos russos poderia ir até o país onde a pessoa morreu para a realização de tais procedimentos.

Em sua defesa, Valeria Udalova disse que, no ano passado, a KrioRus havia celebrado 14 contratos e apenas uma pessoa morreu. Essa pessoa era uma italiana de 85 anos chamada Cecilia Lubei (na foto).
Em relação aos procedimentos, dois deles eram essenciais: retirar o sangue do corpo e substituí-lo por uma solução de criopreservação, e o outro era a vitrificação, uma espécie de resfriamento profundo, para não haver cristalização dos tecidos. O sangue no candidato à ressurreição é substituído por uma solução de vitrificação especial projetada por um cientista siberiano, o Dr. Yuri Pichugin. A mesma solução também seria utilizada no "Cryonics Institute", nos Estados Unidos.

Primeiramente, 10% de etilenoglicol é perfundido nos vasos sanguíneos da cabeça do paciente, então aplica-se 30% de etilenoglicol. Em seguida, uma solução que consiste em 35% de etilenoglicol e 35% de sulfóxido de dimetilo é perfundida até a cabeça estar totalmente saturada. Ao mesmo tempo, o corpo é arrefecido de 0ºC a -127ºC. Posteriormente, tanto a solução final (fluido), quanto os tecidos da cabeça se endurecem e se transformam em um estado semelhante ao vidro chamado de "vitrificação". A diferença entre vitrificação e congelamento simples é que a vitrificação não produz cristais de gelo, ou seja, algo que seria o principal fator destrutivo para células e tecidos. Nem a cabeça ou o corpo do paciente é necessário ser mantido em tal solução, basta apenas infundi-los através dos vasos sanguíneos. Por fim, o resfriamento alcança -196ºC.

Em relação aos procedimentos, dois deles eram essenciais: retirar o sangue do corpo e substituí-lo por uma solução de criopreservação, e o outro era a vitrificação, uma espécie de resfriamento profundo, para não haver cristalização dos tecidos
Valeria Udalova também admitiu que havia objeções religiosas no processo de preservar os mortos, mas disse que ela mesma não era religiosa. Ela disse que parentes dos pacientes muitas vezes colocavam cruzes e pequenos símbolos juntamente com os corpos congelados, e tratavam os depósitos como cemitérios. Havia resistência também por parte da comunidade médica. Irina Siluyanova, chefe do Departamento de Bioética da Universidade Nacional de Pesquisa Médica da Rússia, disse que a ciência mundial reconheceu que os organismos humanos congelados não podem voltar à vida. Muitos médicos da própria Rússia acreditavam, que os criogenistas eram algo parecido com magos ou feiticeiros ou então aqueles que promovem a pseudociência.

Evgeny Alexandrov, chefe da Comissão de Combate à Pseudociência e Falsificação da Investigação Científica da Academia de Ciências da Rússia, advertiu que atualmente a ciência era capaz apenas de congelar e recuperar células únicas, em particular, muito importantes, tais como óvulos humanos, espermatozoides e órgãos individuais de alguns organismos inferiores, tais como os répteis, e que aqueles que promovem a criogenia simplesmente exploravam o medo humano da morte. Ele disse não conseguia imaginar nenhum fisiologista (especialista que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos) acreditando sinceramente que fosse possível reanimar as pessoas congeladas em um futuro vagamente distante. As promessas de uma vida para os mortos no futuro, incluíam, portanto, elementos de fraude. Além disso, qualquer tentativa de preservar as pessoas, congelando-as, seria baseada em pura adivinhação, uma vez que ninguém realmente tem experiência em reanimar um ser humano nessas condições propostas.

Evgeny Alexandrov, chefe da Comissão de Combate à Pseudociência e Falsificação da Investigação Científica da Academia de Ciências da Rússia, advertiu que atualmente a ciência era capaz apenas de congelar e recuperar células únicas, em particular, muito importantes, tais como óvulos humanos, espermatozoides e órgãos individuais de alguns organismos inferiores, tais como os répteis
Nikolay Shubin, chefe do Centro Científico e de Pesquisa Criobiológica do Instituto Russo de Citologia mencionou que ele aplaudia o desejo de avançar nessa direção, em realizar pesquisas científicas, mas que isso, na prática, era algo imoral, visto que não há sentido algum em manter cadáveres congelados, visto que você poderia injetar qualquer coisa, até mesmo platina, mas nada iria ajudar. Para ele, a morte é a morte, simples assim. Já o Dr. Alexander Chuykin, secretário científico do Instituto Pavlov de Fisiologia, disse que as chances de que os corpos congelados voltem a vida é praticamente zero.

O problema não seria apenas como descongelar o corpo, mas também em como revivê-lo. Além disso, dizer que os cérebros congelados poderiam ser colocados em um corpo clonado, seria algo ainda mais surreal, tão somente um conto de fadas. Na natureza seria até possível esfriar um corpo e, em seguida, devolvê-lo à vida, mas isso se aplica, por exemplo, a um sapo de sangue frio, não a corpos complexos de seres humanos de sangue quente. Existe um caminho, mas nenhuma tecnologia disponível atualmente, ou seja, manter corpos congelados, nesse momento, seria apenas um negócio visando vantagens financeiras, e uma ilusão para aqueles que acreditam em tais promessas.

Enfim, AssombradOs, se vocês acompanharam até essa última parte acho que ficou mais do que claro, que existe um longo caminho a ser percorrido e que existe uma enorme diferença entre planejar e efetivamente tornar algo possível. Infelizmente, a maioria das empresas russas ou que trabalham flertando com a pseudociência ao redor do mundo agem da mesma forma. Se projetam na mídia internacional com projetos e planos mirabolantes na tentativa de conseguir algum investimento externo, mas invariavelmente permanecem no mesmo nível tecnológico no decorrer dos anos. Acredito ser bem pouco provável que a técnica atualmente utilizada no congelamento de corpos permita que um dia os mesmos sejam descongelados e posteriormente reanimados. Resta apenas saber, se os planos da KrioRus irão realmente vingar na Suíça, assim como suas implicações legais. Isso, é claro, se toda essa história não terminar em uma verdadeira farsa.

Até a próxima, AssombradOs!

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://kriorus.ru/en/story/KrioRus-and-NeuroDAO-fund-jointly-announce-inception-ICO-CryoGen

http://www.assombrado.com.br/2017/09/sera-possivel-empresas-russas-planejam.html
http://www.newsweek.com/cryonics-freezing-people-russian-company-709999
http://www.telegraph.co.uk/news/2017/11/11/insurance-against-death-russian-cryonics-firm-plans-swiss/
https://bitcointalk.org/index.php?topic=1657972.0
https://cryogen.me/
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