18 de outubro de 2017

Polêmica Pesquisa Aponta que Mulheres de Baixa Renda são mais Propensas a Acreditar no Paranormal, nos Estados Unidos!


Por Marco Faustino

Acredito que toda e qualquer pesquisa que tenha alguma espécie de relação com o mundo paranormal ou sobrenatural tende a ser naturalmente polêmica, uma vez que estamos lidando com uma série de crenças e até mesmo o imaginário das pessoas. Um exemplo claro disso foi uma recente pesquisa divulgada pelo site britânico "YouGov", onde foi apontado que existem dois tipos de pessoas nesse mundo: aquelas com um plano em caso de um "apocalipse zumbi", e aquelas sem qualquer tipo de planejamento. Isso porque cerca de 11% dos 2.076 participantes da pesquisa possuem um plano caso isso aconteça, sendo que os mais jovens são mais propensos a terem um plano do que os mais idosos. Aproximadamente um quarto (cerca 23%) da pessoas da faixa etária entre 18 a 24 anos sabem o que farão no caso dos mortos desenvolverem um gosto pela carne humana, em comparação com apenas 3% daqueles com mais de 55 anos. Os homens também são mais propensos a ter planos contra zumbis do que as mulheres (14% contra 8%). Muitos daqueles que disseram possuir um plano também aparentam estar despreparados para matar zumbis após a queda da civilização. Cerca de um quarto (23%) dos planos envolvem adquirir algum tipo de arma, e apenas 13% dos planos cogitam matar os mortos-vivos (ou outros sobreviventes). A solidariedade também estaria em falta, visto que apenas 6% das pessoas trabalharia em conjunto com outros sobreviventes! Apesar dessas pesquisas soarem um pouco inúteis para algumas pessoas outras geram resultados no mínimo peculiares.

Estamos falando de uma recente pesquisa chamada "Paranormal America 2017" que fez parte de uma pesquisa ainda maior realizada pela Universidade Chapman, uma univesidade particular, sem fins lucrativos, e localizada na cidade de Orange, no estado norte-americano da Califórnia. A pesquisa "ainda maior" que citamos foi a "Chapman University Survey of American Fears" ("Pesquisa da Universidade Chapman de Medos Norte-Americanos", em português), que foi realizada pelo quarto ano consecutivo, e como o próprio nome já diz, visa apontar quais são os maiores medos, preocupações e anseios dos norte-americanos, as características pessoais, comportamentais e atitudes relacionadas com esses medos, e como esses medos estão associados a outras atitudes e comportamentos. Geralmente, os dados são coletados anualmente por volta dos meses de março e abril e os comunicados de imprensa são liberados alguns meses depois, geralmente no outono (no Hemisfério Norte). Uma das conclusões que essa pesquisa apontou é que mulheres solteiras ou que moram juntas com outra pessoa (morar não significa ser casado) de baixa renda são as mais propensas a acreditarem no mundo sobrenatural. Porém, o estudo também apontou para outros cenários e, é claro, gerou muita controvérsia. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Afinal de Contas, o que essa Pesquisa Sobre o Mundo Paranormal nos Estados Unidos, e Realizada pela Universidade Chapman Apontou?


Poderíamos começar dizendo sobre a metodologia e fornecer maiores detalhes técnicos, por assim dizer, sobre essa pesquisa, mas dessa vez iremos diretamente ao ponto, porque muitos de vocês devem estar bem curiosos para saber sobre os resultados. Posteriormente, no entanto, iremos mostrar um pouco mais sobre como essa pesquisa foi realizada e suas controvérsias, combinado?

Bem, conforme dissemos anteriormente, a pesquisa chamada "Paranormal America 2017" foi uma espécie de módulo de uma pesquisa ainda maior chamada "Chapman University Survey of American Fears" (CSAF), um longo questionário que muitos demoraram, em média, cerca de 24 minutos para responderem através da internet. No total, cerca de 1.207 formulários provenientes de pessoas acima de 18 anos foram validados, e serviram de base para tentar entender quais são os medos e até mesmo as crenças paranormais dos norte-americanos de um modo geral que, nesse último caso, poderiam variar desde seres lendários como o Pé-Grande, poderes psíquicos até visitas de alienígenas e casas mal-assombradas. Essa número pode parecer pequeno, mas iremos explicar como chegaram a esse valor posteriormente. Ah, a margem de erro é +/- 3%.

Conforme dissemos anteriormente, a pesquisa chamada "Paranormal America 2017" foi uma espécie de módulo de uma pesquisa ainda maior chamada "Chapman University Survey of American Fears", um longo questionário que muitos demoraram, em média, cerca de 25 minutos para responderem através da internet
Atualmente, a "crença paranormal" mais comum nos Estados Unidos é a crença de que civilizações antigas e avançadas, assim como o Atlantis existiram com mais da metade dos entrevistados (55%) concordando ou fortemente concordando com essa afirmação. Um pouco mais da metade (52%) acredita que lugares podem ser assombrados por espíritos. Mais de um terço (35%) acredita, que os alienígenas visitaram a Terra em tempos remotos, e pouco mais de um quarto (26,2%) acredita, que os alienígenas já nos visitaram em tempos modernos.

Em relação aos itens questionados, os norte-americanos são mais céticos sobre a existência do lendário "Pé-Grande", com apenas cerca de 16% das pessoas expressando a crença em sua existência. Por outro lado, um quarto (25%) acredita que algumas pessoas podem mover objetos com a mente e pouco menos de um quinto (19,4%) acredita que videntes ou médiuns podem prever o futuro. Confira uma pequena tabela abaixo com os resultados:

Atualmente, a "crença paranormal" mais comum nos Estados Unidos é a crença de que civilizações antigas e avançadas, assim como o Atlantis existiram com mais da metade dos entrevistados (55%) concordando ou fortemente concordando com essa afirmação
As crenças paranormais são bem comuns nos Estados Unidos, se examinarmos quantas dessas crenças uma única pessoa possui. Usando como base os sete itens de cunho paranormal incluídos na quarta pesquisa realizada pela Universidade Chapman, apenas um quarto dos norte-americanos (25,3%) não possui nenhuma das sete crenças acima. No entanto, isso significa que, no mínimo, três quartos dos norte-americanos acreditam em algo paranormal.

Na verdade, alguns norte-americanos acreditam em muitos fenômenos paranormais ao mesmo tempo, conforme a tabela que estamos disponibilizando abaixo:

Usando como base os sete itens de cunho paranormal incluídos na quarta pesquisa realizada pela Universidade Chapman, apenas um quarto dos norte-americanos (25,3%) não possui nenhuma das sete crenças acima. No entanto, isso significa que quase três quartos dos norte-americanos acreditam em algo paranormal
A Univesidade Chapman também analisou até que ponto as seguintes características relacionavam-se com a manutenção de crenças paranormais por parte dos entrevistados:
  • Idade;
  • Literalismo bíblico;
  • Se o entrevistado morava em região metropolitana;
  • Escolaridade;
  • Situação de emprego;
  • Frequência em relação ao comparecimento à igreja;
  • Gênero;
  • O quão religiosa a pessoa acredita que seja;
  • Renda;
  • Estado civil;
  • Partido Político (qual partido o entrevistado mais se identificava);
  • Preferência política (se o entrevistado se considerava liberal ou conservador);
  • Raça / Etnia;
  • Região do país;
  • Tradição religiosa (católica, protestante, "apenas cristão", "judeu", "outros" e sem religião).
Cerca de 19,4% dos entrevistados na pesquisa realizada pela Universidade Chapman disseram acreditar
que videntes ou médiuns podem prever o futuro
Cerca de 25% dos entrevistados disseram acreditar
que algumas pessoas têm o poder de levitar objetos com a força da mente
Assim sendo, as características pessoais que estão significativamente associadas a níveis mais elevados de crença paranormal, ordenados pela magnitude de efeito, são:
  • Baixa renda;
  • Aqueles(as) que se dizem altamente religiosos(as);
  • Participam de missas ou cultos com pouca frequência;
  • Mulheres;
  • Conservadores(as);
  • Solteiros(as) ou que moram junto com alguém;
  • "Outra raça" - nem branco, negro ou hispânico;
  • Moram em zonas rurais;
  • Residem na Costa Oeste.
Mulheres de baixa renda que vivem em áreas ou povoados rurais nos Estados Unidos são as mais propensas em acreditar no mundo paranormal, ao menos de acordo, é claro, com a pesquisa realizada pela Universidade Chapman neste ano.
Simplificando, as pessoas mais propensas a acreditarem no mundo paranormal nos Estados Unidos, em 2017, tendem a ser mulheres de baixa renda, e que moram em uma área rural no Oeste norte-americano. Essa mulher tende a ser politicamente conservadora e afirma ser altamente religiosa, muito embora frequente muito pouco as missas ou cultos religiosos. Essa mulher também está atualmente solteira ou está morando com alguém, e menciona sua raça como "outra". Interessante, não é mesmo? Contudo, que tal conferirmos um pouco mais sobre como chegaram a essa conclusão, assim como as controvérsias geradas?

Entenda um Pouco Sobre a Metodologia dessa Pesquisa e as Controvérsias Geradas Diante dos Resultados Divulgados


Primeiramente, é necessário que você saiba que a CSAF ("Chapman University Survey of American Fears") é um projeto do Centro de Pesquisa Earl Babbie, da Faculdade Wilkinson de Artes, Humanidades e Ciências Sociais, pertencente a Universidade Chapman. A universidade foi fundada 1861, possui atualmente cerca de 7 mil estudantes, e é afiliada da Igreja Cristã "Discípulos de Cristo" (uma denominação cristã protestante). Diga-se de passagem, os "Discípulos de Cristo" não possuem credos mais específicos além dos rituais e credos mais básicos presentes na Bíblia. Cada congregação, no entanto, é autônoma.



A Universidade Chapman foi fundada 1861, possui atualmente cerca de 7 mil estudantes, e é afiliada da Igreja Cristã "Discípulos de Cristo" (uma denominação cristã protestante)
Por sua vez, o Centro de Pesquisa Earl Babbie é dedicado a capacitar estudantes e professores para aplicar uma ampla variedade de métodos de pesquisa social qualitativa e quantitativa para realizar estudos que abordem problemas críticos sociais, comportamentais, econômicos e ambientais. A missão desse centro de pesquisa é fornecer apoio e instrução de pesquisa para estudantes, professores e a comunidade em geral, e produzir pesquisas que abordem preocupações globais, incluindo direitos humanos, justiça social, soluções pacíficas para conflitos sociais e sustentabilidade ambiental. O Centro Babbie apoia pesquisas interdisciplinares de ponta e incentiva a colaboração dos professores.

Nesse caso, os dados obtidos com a CSAF foram coletados com a ajuda de uma equipe multidisciplinar de professores e estudantes. Os três principais pesquisadores foram: o Dr. Christopher Bader, professor de sociologia, o Dr. L. Edward Day, professor de sociologia e diretor do Centro de Pesquisa Earl Babbie. e a Dra. Ann Gordon, professora de ciência política.

Da esquerda para a direita: O Dr. Christopher Bader, professor de sociologia, a Dra. Ann Gordon, professora de ciência política, e o Dr. o Dr. Edward Day, professor de sociologia e diretor do Centro de Pesquisa Earl Babbie
Além disso, a CSAF foi realizada pela internet através do chamado "Painel de Probabilidade SSRS" (daqui a pouco iremos explicar isso) com adultos acima de 18 anos, que responderam ao questionário por meio de computadores de mesa, notebooks, tablets ou celulares. Ao final, ao longo de todo um processo de triagem para tentar possíveis fraudes, restaram 1.207 participantes, sendo que a coleta dos dados nesse ano ocorreu entre os dias 28 de junho a 7 de julho. De acordo com a Universidade Chapman, a amostra utilizada para a CSAF reflete as características demográficas do atual Censo dos Estados Unidos. A margem de erro é de apenas +/- 3%.

No documento disponibilizado sobre a metodologia da pesquisa é apontado que a SSRS é uma empresa de pesquisa de mercado gerenciado por um núcleo de profissionais dedicados com diplomas de alto nível em ciências sociais, e que atenderia não somente nos Estados Unidos, mas em 40 outros países ao redor do mundo. Essa empresa costuma montar uma base de entrevistados que é o chamado "Painel de Probabilidade SSRS", cujos membros são selecionados através de pesquisas regulares por telefone, tanto em inglês quanto em espanhol (muito embora o número de entrevistados seja muito menor nesse idioma). A partir dessa base, a SSRS verifica quem possui acesso a internet para fazer parte do "Painel de Probabilidade SSRS". Geralmente 85% dessa base tem acesso a internet e 45% daqueles que têm acesso a internet aceitam a participar e fornecer o endereço de email.

No documento disponibilizado sobre a metodologia da pesquisa é apontado que a SSRS é uma empresa de pesquisa de mercado gerenciado por um núcleo de profissionais dedicados com diplomas de alto nível em ciências sociais, e que atenderia não somente nos Estados Unidos, mas em 40 outros países ao redor do mundo
No caso do CSAF todos os entrevistados eram adultos e fluentes em inglês. Durante o período compreendido entre 28 de junho e 7 de julho, os entrevistados foram lembrados por cerca de três vezes para poderem responder a todos os itens da pesquisa, que incluía questões de controle de qualidade, ao serem acrescentadas o mesmo tipo de pergunta ao final do questionário, por exemplo. O tempo estimado para a conclusão do questionário era de 23 minutos, sendo que a média foi de 24 minutos e o tempo máximo de 29 minutos. Pessoas que responderam muito rapidamente ao questionário, ou seja, em menos de 10 minutos, foram desconsideradas. De uma base de 7.972 pessoas restaram apenas 1.207 ao final de todo o processo. Todas as pessoas que completaram o questionário, no entanto, ganharam uma espécie de vale-presente no valor US$ 7 (cerca de R$ 20) como um incentivo diante do tempo gasto em responder ao questionário.

Já o questionário foi projetado pela Universidade Chapman, porém a empresa SSRS analisou o instrumento de pesquisa e acabou fornecendo um feedback. Juntos, a SSRS e a equipe da Universidade Chapman trabalharam para finalizar o questionário. Controvérsias, no entanto, não faltaram. Houve quem dissesse, por exemplo, na página da pesquisa, que muitos itens mencionados não eram de cunho "paranormal". Para algumas pessoas a existência de alienígenas é estatisticamente provável, por mais que não haja motivos para acreditar que tenham nos visitado ou criado civilizações na Terra. Portanto, a ideia não se basearia no mesmo nível de acreditar em espíritos.

Para algumas pessoas a existência de alienígenas é estatisticamente provável, por mais que não haja motivos para acreditar que tenham nos visitado ou criado civilizações na Terra. Portanto, a ideia não se basearia no mesmo nível de acreditar em espíritos.
Por outro lado, houve que citasse o significado da palavra "paranormal" em dicionários como o Merriam-Webster e sites na internet, tais como a Wikipedia, o Dictionary, e o The Free Dictionary onde poderia se chegar a conclusão que "eventos paranormais são fenômenos descritos na cultura popular, no folclore e em outros corpos de conhecimento não-científicos, cuja existência dentro desses contextos é descrita além da experiência normal ou explicação científica." Portanto, a visita de seres extraterrestres ou a existência do Pé-Grande seriam casos de cunho paranormal, porque seriam eventos além da experiência normal e que carecem de explicação científica.

Algumas outras pessoas também questionaram a razão pela qual perguntas sobre a Bíblia ou até mesmo a presença de Deus não foram adicionadas ao questionário, porém não é difícil imaginar o motivo. Isso porque o questionário foi basicamente formulado por uma instituição de ensino com ligações religiosas. Não estou dizendo que isso afetaria o resultado final, mas evidentemente algumas perguntas mais "sensíveis" provavelmente seriam evitadas. Seria muito importante que houvesse uma outra pesquisa nesse sentido, e que fosse avalizada por uma instituição de ensino sólida, para vermos se esses dados são realmente compatíveis, mas infelizmente não temos nada assim.

Por outro lado, houve que citasse o significado da palavra "paranormal" em dicionários como o Merriam-Webster e sites na internet, onde seria possível dizer que a visita de seres extraterrestres ou a existência do Pé-Grande seriam casos de cunho paranormal, porque seriam eventos além da experiência normal e que carecem de explicação científica
Algumas outras pessoas também questionaram a razão pela qual perguntas sobre a Bíblia
ou até mesmo a presença de Deus não foram adicionadas ao questionário
Conforme mencionei anteriormente, há uma certa polêmica sobre a pesquisa, mas é difícil não concordar que certos aspectos socioeconômicos influenciem diretamente em casos, por exemplo, de uma suposta possessão demoníaca. Existe uma certa predominância de mulheres de baixa renda, solteiras, de famílias muito religiosas, e que geralmente moram em locais um pouco mais isolados dos grandes centros urbanos e, geralmente, em países subdesenvolvidos. Não é que não exista ou supostamente aconteça em outros locais do mundo, mas o índice é muito pequeno ou praticamente irrisório se fizermos uma comparação direta.

Bônus: Os Maiores e Menores Medos dos Norte-Americanos Segundo a Pesquisa Realizada pela Universidade Chapman


Para finalizar essa postagem um pouco mais curta do que o normal, nada mais justo que oferecer um bônus a vocês e comentar rapidamente sobre os maiores e menores medos dos norte-americanos, ao menos segundo a pesquisa realizada pela Universidade Chapman. Confira o gráfico abaixo com os 10 maiores medos:

Gráfico fornecido pela Universidade Chapman com os 10 maiores medos dos norte-americanos
Eis a lista com seus respectivos índices:
  • Funcionários do Governo Corruptos - 74,5%
  • Lei Americana de Saúde / Trumpcare - 55,3%
  • Poluição de Oceanos, Rios e Lagos - 53,1%
  • Poluição da Água Potável - 50,4%
  • Não ter dinheiro suficiente para o futuro - 50,2%
  • Contas Médicas Elevadas - 48,4 %
  • Os EUA se envolverem em outra Guerra Mundial - 48,4%
  • Aquecimento Global e Mudança Climática - 48%
  • Coreia do Norte usando Armamentos - 47,5%
  • Poluição do Ar - 44,9%
Infelizmente, não há um gráfico dos 10 menores medos para os norte-americanos, porém uma vez que a Universidade Chapman disponibilizou a lista completa é possível listá-los para vocês (para conferir a lista completa, clique aqui):
  • Agulhas - 10,4%
  • Voar - 9,5%
  • Estranhos - 8,4%
  • Outros falando de você pelas costas - 7,5%
  • Outra pessoa enganando você - 7,5%
  • Palhaços - 6.7%
  • Sangue -  5,5%
  • Zumbis - 5,3%
  • Fantasmas - 4,3%
  • Animais (cachorros, ratos, etc.) - 3,7%
Apenas 6,7% dos entrevistados disseram ter medo de palhaços
Apenas 5,3% dos entrevistados disseram ter medo de zumbis
Curiosamente, o medo relacionado a extinção de espécies de plantas e animais foi apontado por 43,5% dos entrevistados, enquanto o medo de uma pandemia, por exemplo, foi apontado por 32,8%. O medo de morrer foi citado por 20,3% dos entrevistados, porém o medo de que alguém que amamos morra ou fique severamente doente é bem maior: 39,7% e 39,1% dos entrevistados, respectivamente.

Obviamente, essa pesquisa não é definitiva e carece de outras nesse sentido para que possamos ter um panorama mais próximo da realidade sobre a crença no mundo paranormal ou sobrenatural nos Estados Unidos, assim como em outras partes no mundo. Seria muito interessante se houvesse algo assim aqui no Brasil. Quem sabe, um dia, alguma universidade não se interesse pelo tema? Afinal de contas, o mercado das crenças e das religiões movimentam verdadeiras fortunas todos os anos, e geram milhares de empregos diretos e indiretos, ainda que muitas vezes isso passe desapercebido pelos nossos olhos. Enfim, espero que tenham gostado!

Até a próxima, AssombradOs!

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
https://blogs.chapman.edu/wilkinson/2017/10/11/americas-top-fears-2017/
https://blogs.chapman.edu/wilkinson/2017/10/11/paranormal-america-2017/
https://www.chapman.edu/wilkinson/research-centers/babbie-center/_files/Chapman-Survey-of-America-Fears-methodology.pdf
https://www.chapman.edu/wilkinson/research-centers/babbie-center/fear-survey-faqs.aspx
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