4 de outubro de 2017

O Caso Granger Taylor: Homem Desaparece Após Deixar Bilhete Dizendo que Iria Viajar a Bordo de uma Nave Extraterrestre!


Por Marco Faustino

Acredito que a última vez que comentei sobre um caso de cunho ufológico, que envolvesse o contato de pessoas com supostos seres ou naves extraterrestres tenha sido em maio desse ano. Na época, comentei sobre um homem chamado David Huggins, um artista plástico norte-americano, com 72 anos de idade, que começou a ficar relativamente famoso na última década. A razão para isso? Bem, David Huggins sempre afirmou categoricamente que teve a sua "primeira vez" aos 17 anos, com uma extraterrestre chamada "Crescent" (primordialmente traduzido e interpretado como uma fase lunar chamada "Quarto-Crescente" e não apenas "Crescente", como muitos sites assim traduzem). Uma "relação amorosa" que, talvez, não tenha havido muito consentimento por parte dele. A questão é que David vem contando essa mesma história ao longo de mais de 50 anos, e resolveu expor seus sentimentos e sua experiência através da arte, ou seja, ele costuma pintar quadros detalhando como foi seu encontro, e tudo o que lhe aconteceu naquele período de sua vida. Além disso, David afirma ser o pai de diversos filhos híbridos, que teve com a "Crescent". Assim sendo, resolvi trazer um material bem completo para vocês acompanharem todos os detalhes dessa história, ou seja, as primeiras informações que surgiram sobre ele na internet, entrevistas, documentários etc. Enfim, temos certeza absoluta que é o material mais completo que você irá encontrar sobre ele, ao menos em português. Vale muito a pena conferir (leia mais: Conheça David Huggins: Esse Artista Plástico Teve Realmente sua "Primeira Vez" com uma Extraterrestre e Gerou Dezenas de Filhos Híbridos?).

Agora, eis que me deparo com um caso, no mínimo, muito inusitado e extremamente delicado. Na noite de 29 de novembro de 1980, um homem chamado Granger Taylor, 32 anos, deixou um bilhete muito estranho para seus pais, antes de desaparecer de sua fazenda em Duncan, uma pequena cidade no sul da Ilha de Vancouver, no Canadá. Granger simplesmente disse que teria ido embora para viajar a bordo de uma nave espacial extraterrestre, uma vez que recorrentes sonhos lhe teriam assegurado que ele faria uma longa viagem de 42 meses para explorar a vastidão do Universo. Então, após esse período de tempo Granger retornaria para a sua família. Além disso, ele disse que tinha deixado todos seus bens pessoais para trás, e que sua família poderia fazer o que quisesse com os mesmos, visto que não seria mais necessário utilizá-los. O problema é que Granger nunca mais retornou para casa. Ao longo do tempo, a família evitou a imprensa, e poucas notícias saíram em jornais ou sites na internet desde então. Em uma dessas notícias foi mencionado, que anos depois, pedaços de uma caminhonete utilizada Granger juntamente com fragmentos de ossos humanos teriam sido encontrados em um mesmo local, a cerca de 6 km da cidade de Duncan. A polícia teria encerrado o caso, sendo que a família nunca acreditou que Granger pudesse ter tirado a própria vida, devido a sua genialidade. Recentemente, no entanto, me deparei com essa história, que foi publicada no ano passado, no site da revista Vice, que por sua vez entrevistou Robert Keller, um dos melhores amigos de Granger. Foi por esse motivo, que resolvi contar toda a história de um homem, que disse que iria fazer uma viagem interestelar, e nunca mais voltou para casa. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Entenda o Caso: A Vida Aparentemente Solitária, o Desaparecimento, e a Respectiva Investigação Sobre um Homem Chamado Granger Taylor


As informações disponíveis publicamente sobre esse caso são basicamente provenientes de notícias e artigos publicados na imprensa canadense na década de 1980. Aliás, o que se sabe sobre a infância, adolescência e fase adulta de Granger, ainda que seja bem pouco, nos dá um panorama interessante sobre sua personalidade e suas crenças. Assim sendo, vamos tentar transmitir a vocês o que encontramos, da melhor forma possível, mantendo o máximo de imparcialidade sobre o caso para que possam compreender os detalhes e as sutilezas do mesmo.

Nascido em 7 de outubro de 1948, Granger Ormond Taylor morava na pequena cidade de Duncan, localizada na parte sul da Ilha de Vancounver, na Columbia Britânica, no Canadá. Diga-se de passagem, a localidade é a menor cidade da região, contando com apenas 2 km², sendo conhecida como "A Cidade dos Totens" (a cidade possui cerca de 80 totens espalhados por seu território, que foram erguidos no final da década de 1980). Atualmente, a cidade de Duncan possui cerca de 5 mil habitantes, mas esse número pouco variou desde sua incorporação em 1912. Além disso, Duncan está localizada a aproximadamente 60 km ao norte de Victoria, a capital da Columbia Britânica, e bem próxima da fronteira com os Estados Unidos.



Duncan é a menor cidade da região, contando com apenas 2 km², sendo conhecida como "A Cidade dos Totens". A cidade possui cerca de 80 totens espalhados pela cidade, que foram erguidos no final da década de 1980
Granger Taylor tinha o que seus amigos e vizinhos se referiam como uma "habilidade surpreendente para construir e reparar todos os tipos de dispositivos mecânicos. Um dos seus mais antigos amigos, chamado Bob Nielson, certa vez chegou a dizer que poderíamos chamá-lo de um "gênio excêntrico".

Em diversas fontes é possível ler que ele morou juntamente com sua mãe e seu padrasto, em uma propriedade no Lago Somenos, na cidade de Duncan, até o dia que desapareceu, mas na recente matéria no site da revista Vice, é mencionado que o pai de Granger havia morrido afogado no Lago Horn, na cidade de Magnetawan, na província de Ontário, quando Granger ainda era bem jovem. A família possuía uma cabana nesse lago, ou seja, considerando a distância de Duncan para Magnetawan, é bem possível que a mãe de Granger tenha se mudado com o filho para a cidade de Duncan antes ou depois de conhecer outra pessoa, que então viria a ser o padrasto do seu filho.



Aliás, Granger nunca teve uma formação escolar exemplar, visto que abandonou a escola ainda na oitava série (do que seria equivalente ao Ensino Fundamental aqui no Brasil). Por outro lado, mesmo sem um grau de formação escolar mais alto, ele foi considerado por todos os que o conheciam como uma espécie de "mago autodidata da mecânica". Depois de abandonar a escola, ele conseguiu garantir seu primeiro emprego com um vizinho como assistente de mecânico, mas depois de apenas um ano de aprendizado, Granger Taylor acabou sendo dispensado (ou resolveu pedir demissão, isso não ficou muito claro), mas continuou trabalhando por conta própria. Ele trabalhou como soldador, mecânico e na manutenção e reparo de maquinaria pesada.

Sua lista de realizações também é bem impressionante. Aos 14 anos, ele construiu um automóvel de um único cilindro, que foi prontamente exposto no Museu Florestal de Duncan, que posteriormente viria a ser chamado de Centro de Descobertas Florestais da Colúmbia Britânica. Já aos 17 anos ele conseguiu reconstruir uma retroescavadeira, que mecânicos mais experientes já tinham considerado como uma causa perdida. Essas notáveis realizações, no entanto, a longo prazo seriam apenas "a ponta do iceberg".

Mapa do Centro de Descobertas Florestais da Columbia Britânica, em Duncan, no Canadá
Aos 14 anos, Granger Taylor construiu um automóvel de um único cilindro, que foi prontamente exposto no Museu Florestal de Duncan, que posteriormente viria a ser chamado de Centro de Descobertas Florestais da Colúmbia Britânica
Em 1969, enquanto ainda tinha 20 e poucos anos, Granger Taylor conseguiu com muito esforço criar uma trilha através de mais de 800 metros de uma floresta densa para chegar aos resquícios de uma locomotiva, que havia sido abandonada durante a Grande Depressão, e deixada para apodrecer. Suas engrenagens, eixos e demais peças tinham sido removidos durante a Segunda Guerra Mundial, e um emaranhado de plantas e galhos tomava conta de toda a locomotiva.

Com muito esforço, Granger Taylor conseguiu tirar o motor da locomotiva e arrastá-lo até a residência de seus pais, um local que foi carinhosamente apelidado de "Sleepy Hollow Museum" ("Museu do Cavaleiro sem Cabeça", em português), grande parte devido ao fato de que o pátio coberto de pedras estava repleto de tratores antigos, uma retroescavadeira, partes de trens, carros dilapidados e chaminés de máquinas a vapor, especialmente aquelas utilizadas na indústria madereira, no passado. A maioria das peças foram descobertas por Taylor ao explorar o Vale do Cowichan.

A locomotiva que Granger Taylor ajudou a restaurar está até hoje em exposição
no Centro de Descobertas Florestais da Colúmbia Britânica, em Duncan, no Canadá
Em menos de 2 anos, e com nada além do que seu intelecto, determinação, ferramentas, caminhonetes de transporte e diversos outros componentes, Granger Taylor conseguiu restaurar completamente a locomotiva e trazê-la novamente a sua antiga glória. Em 1973, a Província da Colúmbia Britânica comprou a locomotiva a vapor, e a enviou para fazer uma espécie de turnê no Museu do Trem, antes de colocá-la em exibição no Centro de Descobertas Florestais da Colúmbia Britânica.

Não demorou muito tempo para que o introspectivo e despretensioso Granger se transformasse em um homem de 1,90 m e cerca de 110 kg. Embora seu corpo tenha mudado, sua mente permaneceu focada em entender a natureza da tecnologia, e sua paixão seguinte seria voltada para as máquinas capazes de voar. Granger Taylor obteve sua licença de piloto e comprou um antigo avião de guerra "Kitty Hawk", que ele restaurou. Durante dois anos o avião foi exibido na parte externa de uma loja na rodovia Island, até que fosse vendido a um restaurador de aeronaves de Manitoba, em 1981 (explicaremos essa transação daqui a pouco). Seus pais colocaram o dinheiro arrecadado com a venda, na conta bancária de Granger, juntamente com cerca de US$ 10.000 que ele tinha simplesmente para trás, quando desapareceu.

Embora seu corpo tenha mudado, sua mente permaneceu focada em entender a natureza da tecnologia, e sua paixão seguinte seria voltada para as máquinas capazes de voar. Granger Taylor obteve sua licença de piloto e comprou um antigo avião de guerra "Kitty Hawk", que ele restaurou
Durante dois anos o avião foi exibido na parte externa de uma loja na rodovia Island, até que fosse vendido a um restaurador de aeronaves de Manitoba, em 1981. Na foto podemos ver a irmã de Granger Taylor chamada Grace Ann Young
Por mais que aviões, trens e automóveis claramente intrigassem a mente de Taylor, quando era jovem não demorou muito tempo para que ele encontrasse um novo desafio, e que era incompreensível para muitas pessoas naquela época (inclusive atualmente): como os OVNI's, que muitas pessoas alegavam ver, podiam realizar inúmeras proezas aéreas inexplicáveis. Assim sendo, ele construiu uma espécie de "santuário", quase futurista, não muito longe de sua casa, no Lago Somenos. Algo que acabou sendo conhecido como o "Disco Voador de Granger Taylor".

De acordo com seu padrasto, durante o fim da década de 1970, Taylor passou mais de seis meses construindo e soldando uma réplica "de tamanho natural" de um disco voador ao utilizar peças sobressalentes, que ele havia encontrado ao longo do tempo, valendo-se apenas de sua perspicácia. O escritor Douglas Curran, em seu livro chamado "In Advance of the Landing: Folk Concepts of Outer Space", de 1985, chegou a descrever o que Granger havia criado: "Ele (Taylor) construiu sua nave espacial com dois receptores via satélite, uma televisão, um sofá e um fogão a lenha. Ele ficou obcecado em descobrir como os discos voadores eram abastecidos e energizados, passando horas pensando ao ficar sentado na nave, e muitas vezes dormindo lá".

Assim sendo, ele construiu uma espécie de "santuário", quase futurista, não muito longe de sua casa, no Lago Somenos. Algo que acabou sendo conhecido como o "Disco Voador de Granger Taylor".
Em um artigo publicado em 18 de março de 1985, no jornal Times-Colonist, e intitulado "Is Vanished Son Adrift in Space?" (algo que também comentaremos daqui a pouco), o jornalista Derek Sedenius descreveu o péssimo estado que o refúgio de Granger havia se tornado após anos de abandono:

"A nave espacial prateada repousa em pilares de metal sob as árvores da fazenda de Jim e Grace Taylor, nos arredores de Duncan. Sua porta em formato de rampa permanece entreaberta e quebrada. A família Taylor suspeita que crianças estejam brincando no local. Contudo, no interior, um grande e antigo sofá, o antigo fogão e uma espécie de cama de madeira permanecem intactos, do jeito que Granger os deixou", disse Derek Sedenius.

De acordo com seu padrasto, durante o fim da década de 1970, Taylor passou mais de seis meses construindo e soldando uma réplica "de tamanho natural" de um disco voador ao utilizar peças sobressalentes, que ele havia encontrado ao longo do tempo, valendo-se apenas de sua perspicácia
Uma vez que Granger nunca teve acesso a um "autêntico" OVNI, ele começou suas pesquisas sobre o fenômeno OVNI coletando todos os livros que ele pode, o que foi uma tarefa relativamente fácil na década de 1970. Então, ele permaneceu no interior do seu abrigo de aço, e começou a árdua tarefa de tentar entender como os OVNIs poderiam funcionar, baseado tão somente em relatos de testemunhas oculares e hipóteses pseudocientíficas, que os autores desses livros apresentavam em relação a uma aeronave, digamos, incomum.

Na verdade, mesmo após anos em relação ao desaparecimento de Granger, seus pais ainda mantinham uma grande caixa de papelão contendo os diversos livros que o filho lia, tais como: "Flying Saucers - Here and Now", "From Outer Space", "Black Holes" e "What We Really Know about Flying Saucers", entre outros.

Na verdade, mesmo após anos em relação ao desaparecimento de Granger, seus pais ainda mantinham uma grande caixa de papelão contendo os diversos livros que o filho lia, tais como: "Flying Saucers - Here and Now", "From Outer Space", "Black Holes" e "What We Really Know about Flying Saucers", entre outros.
Não demorou muito para que o novo "hobby" de Granger Taylor se transformasse em uma obsessão. Quando ele saía para se encontrar com seus amigos, o tema sobre como as naves espaciais eram abastecidas era algo recorrente em sua mente, e seus amigos admitiam que ele nunca hesitou em trazer esse assunto à tona. Assim como acontece com pessoas supostamente e altamente dotadas, o fascínio de Granger Taylor sobre esse tema poderia ter diminuído conforme outros assuntos fossem surgindo, mas aparentemente o destino tinha algo preparado para ele.

Enquanto estava deitado em seu refúgio metálico, Granger Taylor teria dito que entrou em contato telepático com uma entidade extraterrestre, que teria vindo de um local além da nossa galáxia. Embora isso seja uma alegação relativamente comum em casos supostamente ufológicos, é extremamente difícil de ser provada, tanto entre seres humanos quanto entre seres supostamente extraterrestres. Um dos seus melhores amigos, o Bob Nielson, mais tarde revelaria algo aos repórteres locais, que teria sido confidenciado a ele pelo próprio Granger:

"Ele disse que aconteceu, enquanto estava deitado na cama. Ele ficou deitado e teve comunicações mentais com alguém de outra galáxia... Ele não conseguia vê-los. Eu disse que não poderia ser algo tão somente mental, mas ele disse que era como se estivessem falando somente para ele e para sua mente. Ele disse que fazia perguntas sobre como abastecer as naves espaciais, e a única coisa que lhe diziam é que era algo magnético", disse Bob Nielson.

Enquanto estava deitado em seu refúgio metálico, Granger Taylor (na foto) teria dito que entrou em contato telepático com uma entidade extraterrestre, que teria vindo de um local além da nossa galáxia.
Assim como acontece com pessoas supostamente e altamente dotadas, o fascínio de Granger Taylor sobre esse tema poderia ter diminuído conforme outros assuntos fossem surgindo, mas aparentemente o destino tinha algo preparado para ele.
Poucos dias após esta primeira "revelação", Taylor teria confidenciado a Bob Nielsen, que a voz teria voltado a visitá-lo em seu disco voador e, dessa vez, o suposto ser extraterrestre teria o convidado para "viajar pelo Sistema Solar". Taylor explicou, com certo entusiasmo, que ele não seria informado até o fim daquele mês sobre onde exatamente ele seria "buscado", mas quando a localização do encontro foi finalmente revelada ao Taylor, ele evidentemente escolheu (ou teria sido instruído) a não divulgar isso aos seus pais ou amigos.

Apesar de seus amigos não terem a menor ideia de quando ou onde a jornada de Granger aconteceria, o mesmo não fez nenhuma questão de esconder sua alegria sobre sua jornada, e tudo o que ele iria aprender em termos de tecnologia alienígena durante seus 42 meses de viagem interestelar. De acordo com Bob Nielsen, Granger Taylor estava muito "empolgado" diante da perspectiva de sua odisseia interplanetária. Os amigos de Taylor, embora a maioria suspeitasse que essa "reação exagerada" ou "estranho pesadelo" fosse apenas mais uma manifestação de sua excentricidade, levaram a situação na brincadeira.

"Todos pensaram que a viagem fosse apenas um sonho, mas ninguém desconhecia totalmente as histórias contadas pelo Granger Taylor... Ele era um cara incomum", disse Bob Nielsen.
 
Foto aérea do Lago Somenos na cidade de Duncan, no Canadá
Em uma sexta-feira, 28 de novembro, na noite anterior ao que seria considerado por muitos como a última noite de Granger Taylor na Terra (de um jeito ou de outro), ele entrou no quarto do seu padrasto, o Jim, e teria tido uma longa discussão com ele. Granger teria expressado carinho e gratidão por tudo que Jim teria feito por ele ao longo dos anos. Jim não tinha ideia, no entanto, de que essa seria a última conversa que ele teria com seu enteado.

A mãe de Taylor, Grace, não conseguiu falar com seu próprio filho, uma vez que ela estava no Havaí tirando suas primeiras férias, que ela conseguiu ter após anos de trabalho. De qualquer forma, ela se arrependeria de não estar presente em casa naquela turbulenta noite de novembro. Sem o conhecimento de seus pais ou amigos, Granger Taylor preparou dois "testamentos" com instruções detalhadas sobre como seus pais deveriam distribuir seus pertences. Curiosamente, a palavra em inglês "deceased" ("falecido", em português) teria sido rasurada e substituída pela palavra "departed" ("partiu"). Apesar de serem bem parecidas, ambas possuem conotações bem diferentes dependendo da utilização em um determinado texto.

Ele também teria deixado uma espécie de bilhete para os pais com os seguintes dizeres: "Queridos, Mamãe e Papai, saí para viajar a bordo de uma nave extraterrestre, uma vez que meus recorrentes sonhos asseguraram que seria uma viagem interestelar de 42 meses para explorar a vastidão do universo, então retornarei. Estou deixando para trás todos os meus bens para vocês, uma vez que não precisarei usar mais nenhum deles. Por favor use as instruções em meu testamento como um guia para ajudá-los. Com amor, Granger."

A mãe de Taylor, Grace, não conseguiu falar com seu próprio filho, uma vez que ela estava no Havaí tirando suas primeiras férias, que ela conseguiu ter após anos de trabalho. De qualquer forma, ela se arrependeria de não estar presente em casa naquela turbulenta noite de novembro. Na imagem acima vemos a foto dos pais de Granger (à esquerda), assim como o bilhete deixado por ele (à direita).
Por volta das 18h de sábado, do dia 29 de novembro de 1980, a vida de todos na cidade de Duncan mudaria para sempre. Granger Taylor entrou no restaurante Bob's Grill para jantar, algo que ele fazia habitualmente durante os últimos anos. A última pessoa a vir a público, e admitir que tinha visto Granger Taylor, foi uma mulher que estava trabalhando na cozinha do Bob's Grill com o nome de Linda Baron. Posteriormente, ela diria as autoridades, que o viu entrar e jantar sozinho, mas que não se lembrava de ter visto alguém conversando com Granger Taylor durante o jantar. De acordo com o jornalista Derek Sedenius, Linda Baron se lembrava como o "gênio solitário" estava vestido, uma vez que ele não parecia estar preparado para a tempestade que estava por vir.

"Ela lembrou que ele estava usando um suéter marrom, que possuía um zíper na parte frontal, uma camiseta preta, calça jeans, e botas de lenhador. Ele não estava usando um casaco de inverno. Estranhamente, Jim Taylor descobriu o casaco após alguns dias dentro da casa de cachorro que Granger havia construído para sua cadela, a Lady, da raça Terra Nova", escreveu Derek Sedenius.

Granger Taylor sempre estava ao lado de sua cadela Lady, da raça Terra Nova
A foto acima representa tão somente um cão dessa mesma raça
Linda Baron teria testemunhado que Granger Taylor pagou sua conta e saiu do restaurante por volta das 18h30, ao mesmo tempo que a tempestade começava a assolar Duncan e cidades vizinhas. Linda não sabia, mas ficaria conhecida como a última pessoa a ver Granger Taylor. Naquela mesma noite, ventos com força de furacão foram relatados em Port Alberni, o que resultou na falta luz em Duncan e cidades vizinhas. No dia seguinte, ao amanhecer, os moradores de Duncan ainda estavam contando os prejuízos em razão da tempestade, quando ficaram sabendo de um rumor que rapidamente se espalhava: Granger Taylor havia desaparecido da face da Terra.

Foto mostrando a parte interna do antigo Bob Restaurant, na cidade de Duncan, que muito possivelmente
era o antigo Bob's Grill onde Granger Taylor frequentava, porém não há nenhuma informação nesse sentido.
Compreensivelmente preocupado com a situação do seu filho e provavelmente com o seu estado mental, Jim Taylor entrou em contato com a Real Polícia Montada do Canadá (RCMP) para pedir ajuda. Porém, após o que o cabo Mike Demchuk descreveu como "exaustivas verificações" em hospitais, passaporte, e em possíveis locais de trabalho, nenhuma pista do seu paradeiro conseguiu ser descoberta.

O cabo Mike tinha incluído o nome de Granger no sistema da polícia, e também no departamento responsável pela renovação das licenças de motorista em Victoria, ou seja, caso a licença de Mike fosse renovada, a polícia saberia imediatamente. De qualquer forma, mesmo após 4 anos do desaparecimento de Granger, a polícia sequer tinha sido capaz de encontrar sua caminhonete, uma Datsun 1972, que tinha desaparecido juntamente com Granger em 1980.

Granger Taylor desapareceu em 29 de novembro de 1980 em sua caminhonete Datsun 1972 levemente esverdeada. A foto acima ilustra um veículo da mesma marca e ano que Granger utilizava naquela época.
Sabendo que o veículo poderia ter respostas sobre o seu desaparecimento, ao longo da década de 1980 a família Taylor ocasionalmente anunciava uma recompensa de US$ 100 em jornais locais para quem encontrasse o veículo desaparecido do filho. Eles nunca receberam nenhuma resposta, mas o documento de registro da caminhonete expirou em 1981, fazendo com que os oficiais da RCMP acreditassem que o veiculo não estivesse mais circulando pelo Canadá.

De acordo com o livro "Alien Encounters" da série "Mysteries of the Unknown" lançada pela Time-Life, em 1992, a caminhonete foi encontrada cerca de seis anos depois em uma montanha próxima a Duncan, e aparentemente ela tinha sido explodida em diversos pedaços, mas o corpo de Taylor nunca teria sido encontrado. De acordo com um artigo na Wikipedia, essa montanha seria o Monte Sicker (essa informação ainda será corrigida mais adiante), que é relativamente pequeno, e não fica muito longe do centro da cidade de Duncan. O artigo ainda citava, que se acreditava que Granger estivesse carregando explosivos em sua caminhonete no momento do seu desaparecimento.

Compreensivelmente preocupado com a situação do seu filho e provavelmente com o seu estado mental, Jim Taylor entrou em contato com a Real Polícia Montada do Canadá (RCMP) para pedir ajuda. Porém, após o que o cabo Mike Demchuk descreveu como "exaustivas verificações" em hospitais, passaporte, e em possíveis locais de trabalho, nenhuma pista do seu paradeiro conseguiu ser descoberta.
Resumindo? Para algumas pessoas não haveria provas concretas que Granger Taylor tivesse tirado sua própria vida ao manusear incorretamente determinados explosivos e que, talvez, ele pudesse mesmo ter viajado pelo espaço sideral e nunca mais voltado. De qualquer forma, o que você acabou de ler é apenas a história básica que se conta sobre Granger Taylor, o garoto prodígio, com uma mente supostamente única, e que poderia ter sido capaz de ter entrado em contato com seres extraterrestres e embarcado em uma jornada sem volta. Contudo, que tal nos aprofundarmos nessa história?

Se Aprofundando na História Sobre Granger Taylor: Ele era Realmente um Gênio da Mecânica e Teria Sumido sem Deixar Quaisquer Rastros ?


Vamos começar a nos aprofundar em toda essa história a partir de uma matéria publicada, no dia 17 de agosto de 1981, no jornal "The Vancouver Sun" e escrita pelo jornalista Derek Sidenius. No texto era mencionado, que uma rara e antiga aeronave "Kitty Hawk", que tinha permanecido na parte externa de uma loja na rodovia Trans-Canada, ao sul de Duncan, tinha sido vendida para um dos maiores restauradores de aeronaves antigas do Canadá. Porém, era improvável que seu antigo dono, Granger Taylor ficasse sabendo dessa transação, uma vez que ele havia sumido em novembro do ano anterior, sob circunstâncias extremamente estranhas.

Apesar das intensas buscas por parte da RCMP, seu paradeiro ainda permanecia desconhecido. Também era mencionado que Granger acreditava piamente em OVNIs, e que teria saído em uma viagem interestelar de 42 meses. Novamente é mencionado, que ele teria deixado dois "testamentos" e uma lista detalhada de instruções para seus pais, sobre o que eles deveriam fazer durante sua ausência. Contudo, é interessante ressaltar nesse ponto que esses dois "testamentos" (sendo que um deles poderia ser o bilhete deixado por Granger para os pais) e essa tal lista nunca vieram a público.

Matéria publicada no dia 17 de agosto de 1981, no jornal "The Vancouver Sun", e escrita por Derek Sidenius
Granger tinha alugado o "Kitty Hawk" para Judd Graham, proprietário de um loja chamada "Old Country Antiques", que possuía a aeronave erguida em frente a sua loja como uma espécie de atração para chamar a atenção de motoristas que trafegassem pela rodovia. No mês anterior, no entanto, Judd tinha vendido sua loja e deixado um belo problema para a família Taylor, visto que eles não sabiam o que fazer com a aeronave. Em suas instruções, Granger teria dito aos seus pais para que não vendessem a aeronave, mas que se fosse mesmo necessário, que fosse para um canadense. Foi assim que um canadense chamado Ed Diemert comprou o avião de combate norte-americano da II GM por cerca de US$ 45.000. Sim, isso mesmo que vocês leram.

Por mais que 14.000 mil dessas aeronaves tivessem sido construídas na cidade de Búfalo, no estado norte-americano de Nova York, entre 1938 e 1944 (sendo usado pelo aliados em cada front de batalha) somente poucas aeronaves tinham restado ao redor do mundo. Além da aeronave que Granger possuía, só existiam mais duas no Canadá. Uma estava no Museu Rockcliffe, em Ottawa, e a outra era de propriedade de George Maude, da cidade de Sidney, na Colúmbia Britânica, e estava guardada em um hangar no Aeroporto de Pat Bay. Maude teria comprado seu exemplar logo após a guerra ter terminado, quando cerca de 35 aeronaves foram colocadas à venda, por cerca de US$ 50 cada uma, como "material excedente de guerra". Muitas dessas aeronaves, no entanto, viraram sucata.

Granger tinha alugado o "Kitty Hawk" para Judd Graham, proprietário de um loja chamada "Old Country Antiques", que a possuía montada em frente a sua loja como uma espécie de atração para chamar a atenção de motoristas que trafegassem na rodovia
Em suas instruções, Granger teria dito aos seus pais para que não vendessem a aeronave,
mas que se fosse mesmo necessário que fosse para um canadense
Ed Diemert, que havia conquistado uma reputação em nível mundial devido ao seu trabalho em restaurar aeronaves, iria desmontar a aeronave para levar até sua casa em Carman, Manitoba. A família Taylor, ainda bem fragilizada em razão do desaparecimento de Grander, evitou falar com a imprensa. Ed Diemert também não foi encontrado para comentar sobre o assunto naquela época.

George Maude, no entanto, se mostrou bem surpreso com o preço pago por Ed Diemert. Ele descreveu a aeronave de Granger Taylor como um "faz de conta", e que não havia possibilidade alguma de fazer com que a mesma voasse algum dia. Segundo George, pouquíssimas partes da aeronave eram autênticas. Essas partes incluíam o cockpit, que Granger havia encontrado no Depósito de Sucata Northern, e que certa vez chegou a pertencer ao próprio George, que posteriormente deu a peça para um amigo na Califórnia. Granger Taylor conseguiu trazer a peça novamente de volta ao Canadá.

De qualquer forma, George alegou que apenas 10% da fuselagem era autêntica, mas que Granger, que havia chegado um dia a conhecer, tinha feito um trabalho excelente em termos de reconstrução. Ainda segundo George Maude, Granger poderia ter apenas um pedaço de metal nas mãos, que ainda assim faria coisas maravilhosas. No entanto, diante da análise de George, será mesmo que Granger sabia restaurar aeronaves do ponto de vista mecânico? Ele sempre foi muito bom em reparar e construir veículos terrestres antigos, porém por qual motivo ele reconstruiria algo que não pudesse voar? Será que sua genialidade havia limites impostos pela própria tecnologia? Isso, aparentemente, nunca saberemos.

Segundo George, pouquíssimas partes da aeronave eram autênticas.
Essas partes incluíam o cockpit, que Granger havia encontrado no Depósito de Sucata Northern

Certa vez o cockpit (na foto) comprado por Granger Taylor chegou a  pertencer ao próprio George, que posteriormente deu a peça para um amigo na Califórnia. Granger conseguiu trazer a peça novamente de volta ao Canadá.
Ainda de acordo com George Maude, o Granger Taylor era obcecado por maquinaria antiga, e mesmo sem nenhuma instrução nesse sentido, ele tinha um estranho dom de fazer as coisas funcionarem, assim como uma locomotiva (aquela atualmente localizada no Centro de Descobertas Florestais da Colúmbia Britânica), e uma antiga coleção de equipamentos, que permaneceu no quintal da casa de sua família. Seu interesse por voar o levou a adquirir uma antiga aeronave anfíbia chamada "Seabee" e uma aeronave conhecida como "Harvard trainer", mas não há informações suficientemente claras se ele chegou a voar em alguma delas.

Quem também contou um pouco sobre Granger Taylor foi o Judd Graham, que o conheceu pessoalmente, visto que ele queria uma atração para colocar em frente a sua loja, sendo que a aeronave de Granger era perfeita nesse sentido. Ele disse que raramente Granger deixava de ir até sua loja, semanalmente, em sua caminhonete Datsun, que tinha uma pintura meio esverdeada. Aliás, ele sempre estava acompanhado de sua cadela, a Lady. Judd o descreveu como um sonhador, que sempre vivia olhando para o céu. Eles conversavam sobre mecânica, mas também sobre OVNIs. Aliás, Granger também contou para Judd sobre sua viagem interestelar e que, embora não acreditasse em nada naquilo, adorava ouvir suas histórias.

Seu interesse por voar o levou a adquirir uma antiga aeronave anfíbia chamada "Seabee" (a foto acima não representa a mesma aeronave adquirida por Granger Taylor, mas tão somente um modelo semelhante)...
...e uma aeronave conhecida como "Harvard trainer" (a foto acima não representa a mesma aeronave adquirida por Granger Taylor, mas tão somente um modelo semelhante).
Ao final do texto, era mencionado que Granger havia saído de casa em sua caminhonete Datsun, sem a companhia de sua cadela, e deixado para trás sua licença de motorista e sua carteira. No dia 2 de dezembro, a família entrou em contato com a RCMP, mas até então ninguém sabia do paradeiro dele. Aliás, ninguém também sabia o real significado dos 42 meses mencionados por ele.

Curiosamente, Derek Sidenius voltaria a escrever sobre esse caso, mas dessa vez para o jornal Times-Colonist, em 18 de março de 1985. Talvez, essa matéria tenha sido a mais completa e informativa sobre Granger Taylor até hoje. Não irei repetir a série de informações que já havia incluído anteriormente nessa postagem, apenas acrescentarei algumas outras informações pertinentes ao caso.

A nova matéria de Derek Sidenius mostrava o drama vivido pela família de Granger Taylor. Seus pais ainda mantinham uma verdadeira coleção de equipamentos antigos ao redor da propriedade no Lago Somenos, assim como seu quarto ao lado da cozinha, que havia permanecido intocado há quase 5 anos. Os pais queriam desesperadamente acreditar que o filho ainda voltaria para casa, e mesmo após 51 meses de desaparecimento, ainda eles deixavam a porta dos fundos destrancada todas as noites para que ele pudesse entrar caso reaparecesse.

Curiosamente, Derek Sidenius voltaria a escrever sobre esse caso, mas dessa vez para o jornal Times-Colonist, em 18 de março de 1985. Talvez, essa matéria tenha sido a mais completa e informativa sobre Granger Taylor até hoje.
Segundo a notícia, o bilhete deixado por Granger teria sido encontrado pelo seu padrasto na tarde do dia 29 de novembro de 1980, logo após ele voltar do trabalho, sendo que o bilhete teria deixado colado na porta do quarto do padrasto. Estranhamente, no verso do bilhete havia uma espécie de mapa mostrando o contorno do Monte Waterloo, a oeste de Duncan, próximo das Cataratas de Skutz (o mapa nunca foi mostrado publicamente). Se o mapa tinha algum significado oculto, ninguém sabia dizer. Fato é, que o prazo de 42 meses havia expirado no dia 29 de maio de 1984, e até então nenhuma pista sobre seu paradeiro havia sido descoberta.

Aparentemente, o jornalista Derek Sidenius corrigiu a própria informação que havia dado há 4 anos e disse que o valor pago pela aeronave de Granger teria sido cerca de US$ 20.000, um valor ainda considerado muito alto se formos considerar a análise realizada por George Maude naquela época. Também é citado o relato de Bob Nielsen ao dizer que Granger teria sido convidado por alguém de outra galáxia para fazer uma viagem pelo Sistema Solar ,  que ele não sabia onde e quando seria levado, mas que seria informado no fim do mês de novembro de 1980. Granger chegou a dar uma espécie de festa de despedida ao reunir seus amigos, em um local que não foi mencionado na matéria, mas que seria fora da cidade de Duncan. Todos sabiam dessa viagem, mas todos acreditavam que fosse apenas um sonho da parte dele.

Segunda parte da matéria publicada no jornal Times-Colonist, em 18 de março de 1985
A matéria ainda citava duas pessoas que acreditavam que Granger Taylor teria embarcado em uma nave extraterrestre. O primeiro era um homem chamado John Magor, morador da cidade de Duncan, que certa vez editou sua própria revista trimestral sobre o tema. Nos últimos cinco anos, ele tinha ouvido falar de pelo menos 20 avistamentos na região sul da Ilha de Vancouver, muitos na região do Monte Prevost (o Monte Warteloo ficaria apenas um pouco mais a oeste). Segundo ele, haveria casos de seres extraterrestres abduzindo pessoas em outras partes do mundo, então também seria possível que acontecesse onde morava. O segundo era um tal de Dr. Max Edwards, um linguista e ex-professor da Universidade de Victoria. Ele teria dedicado anos de pesquisas acadêmicas ao fenômeno OVNI. De acordo com Max, a ilha não estava em uma rota privilegiada e os avistamentos eram raros, mas isso não significava que Granger Taylor não estivesse falando a verdade.

"É muito difícil de acreditar que Granger tenha ido embora em uma nave espacial. Porém, se existe um objeto voador por aí, ele é aquela pessoa, que irá encontrá-lo", disse o pai de Granger Taylor, naquela época.

As esperanças de encontrar Granger Taylor com vida começaram a se esvair, quando o jornal "The Montreal Gazette" publicou no dia 31 de março de 1986, que fragmentos de ossos humanos e pedaços da caminhonete pertencente ao Granger Taylor tinham sido encontrados em um local, onde havia acontecido uma explosão de dinamite no Monte Prevost. Cerca de uma semana antes, mais precisamente no dia 20, dois pedaços de ossos tinham sido encontrados e um patologista confirmou que eram humanos.

As esperanças de encontrar Granger Taylor com vida começaram a ser esvair quando o jornal "The Montreal Gazette" publicou no dia 31 de março de 1986, que fragmentos de ossos humanos e pedaços da caminhonete pertencente ao Granger Taylor tinham sido encontrados em um local, onde havia acontecido uma explosão de dinamite no Monte Prevost

Até que outras evidências fossem encontradas, a RCMP estava presumindo ser de Granger Taylor. Na notícia também foi mencionado que o Granger havia sumido com dinamite, usada para explodir tocos de árvores, que era guardada na casa de seus pais. Os responsáveis pela descoberta teriam sido madeireiros locais, e o local da explosão ficava entre 6 a 8 km a noroeste de Duncan.



Entretanto, de acordo com a agência de notícias "The Canadian Press", em novembro de 1986, uma comissão criada pelo Escritório do Médico-Legista para auxiliar a determinar a quem realmente pertencia os ossos decidiu que os mesmos pertenciam a Granger Taylor.

Entretanto, de acordo com a agência de notícias "The Canadian Press", em novembro de 1986, uma comissão criada pelo Escritório do Médico-Legista para auxiliar a determinar a quem realmente pertencia os ossos decidiu que os mesmos pertenciam a Granger Taylor.
A comissão também teria descoberto, que cerca de 12 bananas de dinamite teriam sumido da casa dos pais, justamente na época desaparecimento de Granger. A comissão concluiu que a morte de Granger Taylor foi acidental em decorrência da explosão. Contudo, aparentemente, muitos até hoje relutam para acreditar que Granger Taylor tenha realmente morrido dessa forma.

A Recente Matéria Publicada no Site da Revista Vice: Uma Dor que Não Cicatrizou com o Tempo


No início da matéria publicada em 1º de julho do ano passado, no site da revista Vice, foi mencionado que Robert Keller, atualmente olhava pela janela de seu escritório e pensava na última vez que viu seu melhor amigo, há cerca de 30 anos. Ele disse que tinham se tornado inseparáveis durante anos, e que Granger também havia comentado, que seres extraterrestres viriam buscá-lo. Para Robert, seu amigo foi uma espécie de gênio que flertou com a insanidade, visto que, apesar de corpulento, Granger ela bem tímido e quieto. Muitos o consideravam como excêntrico.

A popularidade dos OVNIs, extraterrestres e foguetes espaciais disparou durante as décadas de 1940 e 1950. Durante a II GM, pilotos relataram ver grandes bolas luminosas, que posteriormente seriam referidas como "foo fighters". A existência das mesmas era inexplicável naquela época, muito embora os especialistas justificariam esses fenômenos com o passar do tempo como eletrostática, eletromagnetismo, reflexo da luz solar é até mesmo como resultado do estado psicológico dos pilotos das aeronaves. De qualquer forma, após a guerra houve uma série de supostos avistamentos de OVNIs e alegações de supostas abduções. Já no fim da década de 1970, os OVNIs e tais experiências extraterrestres marcaram presença em Hollywood através de filmes como "Star Wars", "Star Trek" e "Contatos Imediatos do Terceiro Grau".

Robert Keller, atualmente olhava pela janela de seu escritório e pensava na última vez que viu seu melhor amigo, há cerca de 30 anos. Ele disse que eles tinham se tornado inseparáveis durante anos, e que Granger também havia comentado que seres extraterrestres viriam buscá-lo. Infelizmente, a foto não possui legenda, mas é possível imaginar que o veículo fosse um daqueles utilizados por Granger Taylor.
Para Robert, seu amigo foi uma espécie de gênio que flertou com a insanidade, visto que apesar de corpulento, Granger ela bem tímido e quieto. Muitos o consideravam como excêntrico.
Em entrevista para a revista Vice, Grace Anne Young, irmã de Granger Taylor disse que seu irmão passou a consumir LSD (ácido), diversas vezes ao dia, nos meses anteriores ao seu desaparecimento. Uma carta escrita por Jaclyn Sandiford, prima de Granger, para sua mãe, Grace Taylor, mencionava a mesma coisa.

"[Amigos de Granger] disseram que ele usou uma quantidade considerável de ácido durante o verão, mas que ele não experimentou nenhum efeito negativo. Eles disseram, que ele frequentemente falava sobre ir ao espaço e estar em algum tipo de contato mental com um extraterrestre. Eles disseram que ele está tão convencido disso, que eles também estavam. Ele disse que iria embora em breve... Todos parecem aceitar, que Granger irá mesmo fazer o que anda dizendo. Ele tem uma reputação de ser sincero e, depois de verificar as informações, eu também acredito", disse Jaclyn Sandiford.

Na notícia é mencionado, que um inquérito aberto pelo Escritório do Médico-Legista havia concluído que Taylor estava transportando dinamite em sua caminhonete e, em algum momento, de propósito ou por acidente, tudo explodiu. Robert Keller confirmou que Granger Taylor frequentemente guardava dinamite em sua caminhonete, que era usada para eliminar tocos de árvores (um método bem comum como naquela época). Ele acrescentou que Granger já havia lidado inúmeras vezes com dinamite, e que sabia lidar com o material, muito embora fontes no passado indicavam que ele não tinha licença para utilizar esse tipo de explosivo. Contudo, tudo levava a crer que Granger realmente tivesse explodido juntamente com sua caminhonete naquela fatídica noite de novembro de 1980.

Em entrevista para a revista Vice, Grace Anne Young, irmã de Granger Taylor disse que seu irmão passou a consumir LSD, diversas vezes ao dia, nos meses anteriores ao seu desaparecimento. A foto acima também não possui legenda, mas provavelmente reflete algumas das detonações provocadas por Granger Taylor
Também em entrevista para a revista Vice, Joan Mayo, irmã por parte de pai de Granger Taylor acreditava que o irmão tivesse desaparecido, porque se sentia sozinho. Mesmo após 30 anos ela olhava para trás, e ainda se sentia culpada por não ter o chamado para participar de mais festas. Segundo Joan, ele tinha sua própria maneira de fazer as coisas, e era simplesmente diferente das demais pessoas. Por outro lado, sua irmã, Grace Anne Young acreditava o LSD tivesse sido o principal responsável por fazer ele perder completamente a noção da realidade. Uma das últimas lembranças de seu irmão foi quando ele pediu para ficar com ela e suas colegas de quarto em Vancouver, porém ela disse que provavelmente suas colegas não aprovariam sua presença. Pensativa e de maneira embargada, Grace disse que se ele tivesse ido para Vancouver, talvez não tivesse feito aquilo consigo mesmo.

Já Robert Keller não conseguia acreditar, que seu amigo tivesse tirado a própria vida. Segundo Robert, um pouco antes de construírem juntos a nave espacial, que também foi deixada para trás, Granger teria dito que queria desaparecer, deixar crescer uma barba, se mudar para um outro país onde ninguém soubesse onde ele estava. Keller atribuiu o comportamento introvertido de Taylor a razão para torná-lo um alvo fácil de bullying. Apesar de ser um homem grande e forte, Taylor podia ser qualquer coisa, menos hostil ou agressivo com as pessoas que encontrava pelo caminho. Essencialmente, para Robert, teria sido a constante luta para se encaixar na sociedade, que havia selado o destino de Granger Taylor. Em última análise, a perda de Granger Taylor também teve um impacto permanente na vida de Robert Keller.

"Foi como perder um irmão, um pai... a ideia de não ter Granger por perto estava me matando. Granger era meu mentor. Sou quem sou por causa desse cara", disse Robert Keller.

A foto acima também não possui legendas,
mas provavelmente reflete o local onde Granger Taylor costumava ficar
Foto mostrando a visão de cima do Monte Prevost com visão para o Lago Somenos (em primeiro plano),
e a cidade de Duncan (no canto superior direito da foto)
Até hoje ninguém está absolutamente certo do que aconteceu com Granger Taylor apesar da fortíssima possibilidade de ter sido realmente uma explosão acidental, visto que todos os indícios indicam isso. Para entender plenamente essa situação é preciso compreender, que estamos falando de uma cidade muito pequena, onde todos se conhecem e cujos índices de criminalidade são baixíssimos. Não há muitas informações sobre o caso, mas não é difícil que qualquer polícia do mundo deduzisse que pedaços de caminhonete juntamente com ossos humanos em um local isolado onde dinamites teriam explodido, e próximo da cidade onde ocorreu o desaparecimento não fossem de Granger Taylor. Ainda assim, foi formada uma comissão que durante meses investigou o caso e não encontrou nenhuma outra possibilidade, exceto a que Granger e seu veículo explodiram, de maneira acidental ou não, na noite de 29 de novembro de 1980. Qualquer outra possibilidade, não havendo nenhuma outra investigação, é mera especulação.
 
Entretanto, nada impediu que rumores circulassem ao longo do tempo. Há quem diga que seu corpo foi encontrado pendurado em uma árvore, não muito longe do local da explosão, enquanto outros preferem acreditar, que ele começou uma nova vida na América do Sul. O mesmo acontece com sites de cunho conspiratório, que já formularam inúmeras teorias: extraterrestres teriam explodido o carro de Granger Taylor para que parecesse que ele tivesse tirado a própria vida; a viagem era apenas de ida e ele nunca mais iria voltar; ele teria usado a dinamite para impulsionar uma nave que ele tivesse criado sozinho ao espaço; ou então devido a sua genialidade ele teria sido recrutado por uma agência ou sociedade secreta. Fato é, que Granger Taylor nunca mais apareceu.

Enfim, vou terminar essa postagem da mesma forma que Tyker Hooper encerrou brilhantemente seu texto escrito para a revista Vice. Se o relatividade do espaço e do tempo realmente existem, talvez, apenas talvez, Taylor esteja a caminho de casa, procurando um lugar perfeito para pousar sua nave espacial.

Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://mysteriousuniverse.org/2012/10/the-strange-disappearance-of-granger-taylor/
http://realunexplainedmysteries.com/granger-taylor-ufo-the-disappearance
http://strangeco.blogspot.com.br/2015/06/close-encounters-of-granger-taylor-kind.html
http://toadhollowphoto.com/2011/10/03/all-aboard-the-2/
http://www.rcafkittyhawk.com/gtaylor.htm
http://www.rcafkittyhawk.com/gtaylornews1.htm
http://www.rcafkittyhawk.com/gtaylornews2.htm
http://www.rcafkittyhawk.com/gtaylornews3.htm
http://www.rcafkittyhawk.com/gtaylornews4.htm
http://www.rcafkittyhawk.com/gtaylornews5.htm
http://www.ufobc.ca/Reports/Collection/collection18mar85.htm
https://en.wikipedia.org/wiki/Mount_Sicker
https://news.google.com/newspapers?nid=Fr8DH2VBP9sC&dat=19860331&printsec=frontpage&hl=pt-BR
https://www.reddit.com/r/UnresolvedMysteries/comments/6p6xtq/granger_taylor_the_disappearance_of_a_genius/
https://www.vice.com/en_us/article/yvwjkv/the-man-who-went-to-space-and-disappeared-the-story-of-granger-taylor
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