16 de julho de 2017

O Incidente da Floresta Rendlesham: Um dos Casos Mais Importantes da Ufologia!

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Em 1980, militares testemunharam uma série de avistamentos de luzes inexplicáveis e até da aterrissagem de um objeto voador não identificado em Rendlesham Forest, Suffolk, Inglaterra. Um deles até recebeu uma mensagem que 30 anos depois foi decodificada. É o mais famoso caso OVNI acontecido na Grã-Bretanha, comparado com o incidente OVNI de Roswell, nos Estados Unidos. 

Fala Assombrados! Hoje eu trago para vocês um dos casos mais importantes da ufologia e que infelizmente é desconhecido do grande público, o caso da Floresta Hendlesham na Inglaterra. Oficiais do exército americano viram em dois dias uma estranha nave em formato triangular no meio da floresta que fica entre duas bases militares idênticas! Fotos, gravações em áudio, depoimentos e até uma estranha visão em código binário ilustram esse caso que é conhecido como O Roswell da Inglaterra. Vamos saber mais sobre ele...

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O Local do Incidente

Rendlesham Forest é propriedade da Comissão Florestal e consta de aproximadamente 15 km2 (1.500 hectares) de plantações de frondosas coníferas intercaladas com zonas de planícies e zonas úmidas. Está localizado no condado de Suffolk, a cerca de13 quilômetros a leste da cidade de Ipswich.

O incidente ocorreu nas proximidades de duas bases militares (atualmente abandonadas). A RAF Bentwaters, que está situada justo ao norte do bosque, e a RAF Woodbridge, que se estende no bosque do oeste. Nesse momento, ambas estavam sendo utilizados pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e estavam sob o comando do Coronel Gordon E. Williams.

A base era dirigida pelo comandante Coronell Ted Conrad, e seu adjunto era o Tenente Coronel Charles I. Halt. É justamente Halt quem escreve a nota ao Ministério de Defesa sobre o incidente e sua participação pessoal na segunda noite dos avistamentos o que deu credibilidade ao caso.

A guerra fria estava a todo vapor e era grande um temor da U.R.S.S. Mais de 12 mil soldados americanos ocupavam as duas bases e haviam bombas nucleares na instalação de Bentwaters.

Os principais acontecimentos do incidente, incluindo a suposta "aterrissagem", teve lugar no bosque, a quase 1600 metros a leste do Portão Leste da base RAF Woodbridge.

O farol de Orford Ness, que os críticos identificam como as luzes vistas fora da costa pelos pilotos de aviões, se encontra a 8 quilômetros mais ao leste dessa localidade.

O local do incidente foi a floresta de Hendlesham que fica entre duas bases militares operadas pelos Estados Unidos


Primeiro Contato: 26 de Dezembro de 1980

Era dia 26 de dezembro de 1980, o Natal havia passado e estava um dia lindo com uma bela Lua no céu. O piloto de primeira classe John Burroughs patrulhava o portão leste da Base Aérea de Woodbridge, quando por volta das 3:00 horas ele é convidado a ir dar uma volta de caminhonete com um militar chamado Stevens. Eles logo avistam algo estranho no meio da floresta Rendlesham que fica nos arredores. Rapidamente ele volta e fala com a base militar que havia algo estranho emitindo luzes coloridas no meio da floresta. O controle do local então desloca o sargento Jim Penniston, do 81º Esquadrão da Polícia de Segurança, para verificar o que estava acontecendo.

Inicialmente pensaram que se tratava de um avião derrubado. Então pediram permissão para irem verificar. Stevens ficou tão impressionado com o que viu que abandonou a missão. Então partiram Aviador Edward Cabansag, este último dirigindo a viatura, John Burroughs e  Jim Penniston para o bosque.

Ao entrarem no bosque para investigar, viram que havia muito interferência em seus rádios, dificultando a comunicação. Eles viram uma luz, e a medida que se aproximavam da luz, ficava claro que não era um acidente de avião. Não haviam destroços, fumaça ou algo que indicasse algo do tipo.

Após caminharem alguns metros, chegaram em uma clareira e viram um aeronave triangular. Penniston se aproximou e tirou fotos. Ele calculou a aeronave como tendo 2,7 metros de largura por 2,4 metros de altura. Não conseguiu ver motores ou determinar onde era a dianteira ou traseira do objeto. Eles observaram o objeto por cerca de 45 minutos. Penniston levava consigo um bloco de anotações e desenhou o objeto. Os desenhos incluem símbolos estranhos que estariam na dianteira da fuselagem. Eram seis ao todo e teriam até um metro de comprimento.

O objeto então emitiu um lampejo de luz ofuscante e os dois correram para se proteger. O OVNI se elevou em alta velocidade e foi embora, ficando somente na área a luz do farol de Orford Ness, a 8 km de distância.

Os três voltaram para a base para se reportarem. Burroughts e Penniston contaram ao comandante uma história simplificada do que presenciaram. O Comandante então disse para eles deixarem as coisas para lá, soando como uma ameaça velada...

O sargento Penniston foi para a casa e não conseguia dormir. Ele resolveu voltar ao local com gesso para fazer moldes das três marcas de padrão triangular, três metros distantes uma das outras, que haviam no chão. Esse moldes ele guardou com ele e não falou nada para seus superiores militares.

Após o nascer do sol do dia 26, militares retornaram para uma pequena clareira perto do limite da floresta e encontraram três depressões em triângulo, mascas de queimaduras e galhos quebrados nas árvores próximas. Moldes de gesso das marcas foram feitas.

Uma aeronave A-10 que voou pela região ao amanhecer detectou radiação infra-vermelha sendo emitida na floresta.

Às 10h30, a polícia local foi chamada novamente para ver as impressões no chão. Eles disseram que poderiam ter sido feitas por um animal. Mais tarde a polícia descobriria vários relatos de luzes no céu naquela noite, muito provavelmente por causa de um estágio de foguete soviético voltando para a atmosfera. Houve também alvos não identificados nos radares no aeroporto de Heathrow, Londres.

Anotações feitas por Jim Penniston


Símbolos que estavam na parte dianteira do OVNI

Recriação do OVNI avistado
Segundo Contato: 28 de Dezembro de 1980

Duas noites depois, no dia 28 de dezembro de 1980, o OVNI voltou, só que dessa vez o vice-comandante da base, o Tenente Coronel Charles I. Halt, presenciou tudo!

Ele estava em uma festa no clube dos oficiais, quando um dos homens chegou ao local muito nervoso, dizendo que o OVNI tinha voltado. Cansado de ouvir do assunto, ele disse que ele mesmo iria ao local investigar pessoalmente o caso.

Halt partiu com diversos equipamentos, inclusive um micro-gravador com fita cassete que registrou todo o evento. Ao chegar no local ficou sabendo que o OVNI não era mais visível e que misteriosamente alguns holofotes da base militar foram desligados.

Os rádios que eles levavam sofriam interferência, assim como aconteceu duas noites antes, no primeiro contato. Halt via que as árvores estavam machucadas e ordenou para um subordinado tirar fotos de tudo. Havia radiação no local perto da aterrizagem. Além disso havia muito barulho produzido pelos animais que estavam num estábulo de uma fazenda próxima a floresta.

Eles então veem uma luz vermelha que está a uma distância de 150 metros na floresta que vem se aproximando. Essa luz vinha na vertical e na horizontal e deixava vazar algo que parecia ser metal derretido. O OVNI então explodiu em silêncio e se partiu em múltiplos objetos brancos. O que sobrou dele foi em direção aos homens com um feixe de luz, que chegou bem próxima a eles. De repente a luz sumiu e foi em direção a base e iluminou onde ficavam as armas nucleares.

O soldado John Burroughs também presenciou este segundo contato. Ele e o soldado Adrian Bustinza chegaram ao local e Burroughs avistou uma luz azul no meio da floresta. Eles pediram permissão ao Tenente-Coronel e foram até a luz investigar. Assim que o soldado se aproximou da luz azul ela sumiu. Bustinza então falou para ele que ele foi envolvido pela luz azul e desapareceu por alguns segundos!

O Tenente Coronel Charles I. Halt, presenciou todo o segundo avistamento e registrou tudo em uma fita. Essa fita é conhecida como "Fita Halt"
O piloto de primeira classe John Burroughs testemunhou os dois avistamento, sendo que no segundo foi envolvido pela luz e desapareceu por alguns segundos.


O Memorando Halt

Todos os envolvidos foram interrogados por agências secretas do governo britânico. Essa investigação é controversa até hoje. Parece que o governo sabia do assunto e tentou abafar, fazendo todos os envolvidos acreditar que o que viam eram as luzes de um farol. Um acobertamento ocorrendo.

O Tenente Coronel Charles I. Halt foi intimado a descrever a experiência vivida duas semanas depois escrevendo um memorando que ficou conhecido como o "Memo Halt". O memorando é de 13 janeiro de 1981 e intitulado como "Luzes inexplicáveis". Segue tradução:

1. Nas primeiras horas de 27 de dezembro de 1980 (aproximadamente às 3h) dois patrulheiros da polícia de segurança da USAF viram luzes incomuns próximas ao portão traseiro da [base da] RAF Woodbridge. Achando que uma aeronave poderia ter se acidentado ou sido derrubada, eles pediram permissão para sair para investigar. O chefe de voo em serviço respondeu e permitiu que três patrulheiros prosseguissem a pé. Os indivíduos relataram ver um estranho objeto brilhante na floresta. O objeto foi descrito como sendo metálico em aparência e triangular em forma, com aproximadamente de dois a três metros na base e aproximadamente dois metros de altura. Iluminava toda a floresta com uma luz branca. O objeto em si tinha uma luz vermelha pulsante no topo e luzes azuis nas bordas inferiores. O objeto estava pairando ou [pousado] em pernas. Quando os patrulheiros se aproximaram do objeto, ele manobrou por entre as árvores e desapareceu. Neste momento, animais em uma fazenda próxima ficaram agitados. O objeto foi avistado rapidamente aproximadamente uma hora depois próximo ao portão traseiro.

2. No dia seguinte, três depressões de 1½" [3,8 cm] de profundidade e 7" [17,8 cm] de diâmetro foram encontradas onde o objeto foi avistado no chão. Na noite seguinte (29 de dezembro de 1980), radiação foi procurada na área. Leituras de 0,1 miliroetgens foram encontradas com picos de radiação nas três depressões e no centro do triângulo formado pelas depressões. Uma árvore próxima tinha leituras moderadas (0,05 a 0,07) no lado em direção às depressões.

3. Mais tarde, uma luz vermelha parecida com o sol, foi vista pelas árvores. Se movia pela região e pulsava. Em um ponto, parecia soltar partículas brilhantes e então se separou em cinco objetos brancos separados e então desapareceu. Imediatamente depois, três objetos parecidos com estrelas foram notados no céu, dois ao norte e um ao sul. Todos estavam a cerca de 10° do horizonte. Os objetos se moviam rapidamente em movimentos agudos angulares e tinham luzes vermelhas, verdes e azuis. Os objetos ao norte pareciam ser elípticos por monóculos 8×12. Então, transformaram-se em círculos completos. Os objetos ao norte permaneceram no céu por uma hora ou mais. O objeto ao sul foi visível por mais duas ou três horas e lançava um feixe de luz de tempos em tempos. Vários indivíduos, incluindo o que assina, testemunharam as atividades nos parágrafos 2 e 3.

A demora de duas semanas entre o incidente e o relatório, poderia explicar os erros com as datas e as horas. Quando memorando foi feito, três semanas após os acontecimentos, as datas estavam incorretas e o Ministério da Defesa britânico verificou a noite errada. Talvez o equívoco tenha ocorrido porque Halt fez o documento a partir de lembranças. Os eventos aconteceram nas noites de 24–25, 25–26 e 26–27, mas o documento coloca os primeiros eventos na noite de 26–27. Quando o erro foi percebido, Nick Pope, que investigou o caso, constatou que a fita do radar havia sido destruída. A investigação original estava irremediavelmente errada e comprometida.

Devido à localização da base, na Inglaterra, o memorando foi direcionado ao Ministério da Defesa, que fez verificações rápidas e concluiu que o documento não tinha importância para fins de defesa e encerrou o caso.

O documento foi liberado ao público em virtude da Lei de Liberdade de Informação.

Memorando do tenente coronel Charles Halt ao Ministério da Defesa do Reino Unido. Esse documento foi vazado pouco antes do jornal News of the World revelar o caso ao mundo.
Jornal Revela a História para o Mundo

No dia 02 de outubro de 1983, o jornal News of the World publica uma matéria sob o título sensacional de "OVNI aterrissa em Suffolk - e isso é oficial".

A matéria foi baseada em um relato de um ex-piloto norte-americano, utilizando o pseudônimo de Art Wallace (supostamente para se proteger contra o castigo da USAF), embora seu verdadeiro nome era Larry Warren.

Para provar o que estava dizendo ele mostrou o "Memo Halt".

Jornal News of the World revelou o caso ao mundo


A História de Larry Warren

Em 29 de dezembro de 1980, Larry Warren, de dezenove anos de idade, recebeu a ordem para sair de seu posto de segurança e disseram-lhe para ir à floresta para ajudar na investigação do coronel Halt. Ao chegar a uma clareira, ele viu um grupo de militares que estavam em torno de um objeto brilhante.

Ele descreveu que os oficiais da Força Aérea, conversavam com três pequenas figuras semelhantes à crianças. Warren disse que parecia que algum tipo de protocolo estava sendo decretado, mas antes que pudesse testemunhar mais, ele foi mandado embora da cena. No dia seguinte, ele foi levado para prestar depoimento com várias outras testemunhas e lhe mostraram filmagens de militares interagindo com OVNIs que talvez, remontem à década de 1940.

Depois disso, as memórias de Warren ficam desconexas. Ele se lembra de estar em uma instalação subterrânea com um pessoal médico e de estar em algum tipo de refeitório sozinho.

Ele acha que essas memórias podem ter sido implantadas nele, usadas ​​em uma tentativa de embaçar sua recordação real do avistamento do OVNI.

A história de Warren é um pouco diferente da descrita no Memorando Halt e enfureceram as outras testemunhas. Eles disseram que a história foi uma invenção pura e que nada do que ele disse pode ser acreditável. Apesar de que sua história se encaixe com alguns dos eventos descritos pelos outros, ele é o único a dizer que viu alienígenas. Além disso, ninguém reconhece que ele tenha estado no local no momento do incidente. Warren permanece firme, no entanto, que o que ele disse é verdade.

Enquanto os relatórios dessas testemunhas altamente treinadas são convincentes, as discrepâncias em suas histórias intrigam.

Larry Warren foi o responsável por vazar o Memorando Halt e por divulgar a história para o público


A Fita Gravada pelo Tenente Coronel Charles I. Halt

Em 1984, uma cópia do que ficou conhecida como "A Fita Halt" caiu em mãos de pesquisadores. É uma gravação em áudio de quase 20 minutos.

O Sci Fi Channel adquiriu a gravação original, que documentou o Tenente Coronel Halt e sua patrulha ao investigar o segundo avistamento de OVNI em Rendlesham Forest, em dezembro de 1980.

Essa fita revela bem mais que conversas, mas lamentavelmente há sons e conversas de fundo que poderiam não ser ouvidas pela má qualidade de uma fita de 1984.

A fita também foi transcrita pelo pesquisador Ian Ridpath, que inclui um link para download do áudio.

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As Fotos Tiradas no Local

Jim Penniston e o Tenente Coronel Charles I. Halt fizeram diversas fotografias do local e da nave, mas quando as fotos voltaram do laborarório estavam misteriosamente nulas, o papel estava branco! Mas três imagens foram tornadas públicas pela pesquisadora Georgina Bruni.  As fotografias da USAF das marcas descobertas pela pesquisadora Georgina Bruni foram enviadas ao Ministério de Defesa de Lord Hill-Norton em 2001 e posto a publico em virtude da Lei de Liberdade de Informação em 2007.

Únicas fotografias liberadas tiradas no dia do incidente



Únicas fotografias liberadas tiradas no dia do incidente

Únicas fotografias liberadas tiradas no dia do incidente
O Código Binário Recebido por Jim Penniston

Penniston teria se aproximado do objeto pousado o bastante para desenhar detalhes em um bloco de anotações. Ele teria desenhado símbolos estranhos que vira na fuselagem do objeto e, segundo ele, pareciam-se com hieróglifos.

Além disso, ele teria também tocado o objeto. Ao tocá-lo, ele surgiram uma série de zeros e uns em sua cabeça – aparentemente sem sentido algum. Ao tirar a mão do objeto, a “mensagem” terminou. Após isso, o objeto decolou e foi embora.

Penniston ficou atordoado pela sequência de números e se sentiu compelido escrevê-la. Os números “aparentemente sem sentido” são códigos binário.

As páginas com o código permaneceram em segredo por trinta anos. Em outubro de 2010, junto ao History Channel, Penniston confiou o código ao programador Nick Ciske. O código foi decifrado conforme a tabela ASCII (American Standard Code for Information Interchange, Código Padrão Estadunidense para o Intercâmbio de Informação), uma codificação de caracteres de oito bits.

Aqui a mensagem decifrada:

52° 09′ 42.532″ N
13° 13′ 12.69″ W

“Exploração da contínua da humanidade para o avanço interplanetário”.

É claro que a interpretação do código levantou um grande debate entre os conhecedores do assunto e até numerólogos. Alguns fizeram conversões diferentes e tiraram suas próprias conclusões sobre “uma mensagem sobre o futuro da humanidade”.

Alguns especialistas extraíram algoritmos de círculos em plantações para criar imagens a partir do código de Penniston. As imagens parecem mostrar seres bípedes ou animais. Por serem de resolução extremamente pequena, acabam sendo muito subjetivas e abertas a interpretações.

As coordenadas correspondem a uma ilha submersa na costa oeste do Reino Unido, conhecida como a ilha do Brasil (Hy Brasil) ou a lendária Ilha de São Brandão.

A partir de meados do ano 1300 e por mais de cinco séculos circularam na Europa boatos a respeito de uma ilha mágica – Brasil, Hi-Brasil, Hy-Brazil, Brasile, etc -, com cidades cobertas de ouro e natureza exuberante, uma espécie de Jardim do Éden ou Xangrilá. Ela apareceu em alguns documentos até 1870.

Vários mapas mostravam situavam a ilha no Atlântico Norte, geralmente próximo à Irlanda. Expedições da França e da Inglaterra partiram em busca desta terra maravilhosa e voltaram de mão vazias. Era crença, na época, que ela surgia apenas de sete em sete anos; outros diziam que ficava oculta dos olhos humanos pela neblina; e poucos achavam que ela simplesmente não existia.
Em 1675, entretanto, o respeitado navegador Capitão John Nisbet relatou que em setembro de 1674, retornando da França para a Irlanda, encontrou acidentalmente a fabulosa Ilha de Hi-Brasil, após atravessar um espesso nevoeiro.

A notícia se espalhou e todos queriam sair em busca da terra paradisíaca, mas logo um certo Mathew Calhoon deu entrada numa petição oficial ao Rei Charles I reclamando a posse da Ilha de Hi-Brasil. Não ficou claro em que bases Mathew pleiteava o território, mas prevaleceu o bom senso e foram assegurados os direitos do verdadeiro descobridor daquela terra, o Capitão Nisbet. Mas isto pouco importou, porque a ilha jamais voltou a ser encontrada.

Várias ilhas “misteriosas” no Oceano Atlântico foram identificadas e hoje são pontos geográficos comuns em nossos mapas, como ocorreu com a mística Saint Bredan. A Ilha de Hi-Brasil, entretanto, não foi localizada. Considera-se hoje que ela nunca existiu ou foi uma formação vulcânica temporária que fumegava e produzia o citado nevoeiro, derramando lava em brasa – daí viria o nome “brasil”. Embora especuladores e até algumas seitas queiram vincular esta ilha ao nosso país, cientificamente não existe qualquer relação.

Mapas que mostram a Ilha de Hi-Brasil: Dalorto de 1325, Catalão de 1350, Pizigani de 1367, Canepa de 1489, Gutierrez de 1562, Wagenhaer de 1583, Mercator de 1595, Magini de 1597, Blaeu de 1617 e diversos outros.

Mensagem decodificada


Possíveis Explicações

- Farol de Orford Ness + Tocas de Coelhos + Silvicultores + Equipamento de Radiação Errado: O divulgador científico Ian Ridpath pesquisou o incidente em 1983, inicialmente pela BBC TV's Breakfast e em 5 de janeiro de 1985, escreveu um artigo para o The Guardian que fez muito para desacreditar os avistamentos de OVNIs em Rendlesham. Ridpath pergunta ao guarda florestal local, Vince Thurkettle a respeito da luz, e ele indicou que se originou próxima de um farol, que como se vê desde a borda do bosque, parece se situar ligeiramente acima do chão e parece se mover quando as testemunhas se transladam.

Além disso, se um OVNI encontrava-se presente, os pilotos deveriam ter reportado uma segunda fonte de luz (o farol) na mesma linha de visão. Na fita Halt (mencionada anteriormente), pode ser escutado uma chamada não identificada de um piloto que diz: "Não é novo... aí está" com um intervalo de 5 segundos, a mesma frequência com que o farol Orford Ness pisca.

Apesar de uma reivindicação do History Channel na série "UFO Hunters - Militar vs ovnis (2008)" assinalando que o farol não pode ser visto de dentro do bosque, há provas em vídeo e o depoimento do guarda florestal local Vince Thurkettle, confirmando que sempre foi visível.

Thurkettle viu as supostas "marcas de aterrissagem", igual que a polícia local, mas simplesmente reconheceu que são "tocas de coelho" cobertas de folhas de pinho.

Por outra parte, as supostas marcas de queima nas árvores eram na verdade recortes de machado, produzidos pelos silvicultores. Indica-se que as árvores estavam prontas para serem cortadas. Para fazer mais difícil a aceitação do suposto avistamento OVNI, um meteoro "quase tão brilhante como a lua cheia" foi descoberto no sul da Inglaterra exatamente no momento dos relatórios iniciais da "aterrissagem" de um brilhante objeto no bosque, segundo o Dr. John Mason, que recolhe relatórios de avistamentos de meteoritos da Associação Astronômica Britânica.

Crucial para a evidência, é a interpretação dos níveis de radiação na área (escuta-se claramente na "fita Halt"). Especialistas do Centro Nacional de Proteção Radiológica do Reino Unido, assinalaram que o equipamento utilizado para essa medição, não tinha como objetivo medir a radiação de fundo e portanto, as leituras no extremo inferior da escala de medição não fazem sentido.

- Meteoros e Planetas: Stewart Campbell propõe uma explicação alternativa. Está de acordo com a explicação de que o incidente começou com o avistamento de uma bola de fogo (estrela cadente), que foi interpretada pelos guardas na base como a queda de um avião em chamas no bosque próximo. De fato teria sido à centenas de quilômetros de distância sobre o Mar do Norte.

Campbell sustenta que o objeto visto posteriormente por Halt e seus homens em sua expedição noturna, era o de um navio-farol e que a suposta "nave espacial" era na verdade algum dos planetas brilhantes como Vênus. Campbell é crítico em sua estimativa das capacidade da USAF e de seu pessoal.

- Falso Alarme: Outra teoria é que o incidente foi um falso alarme. A BBC informou de que um ex-policial de segurança dos EUA., Kevin Conde, reivindicou a responsabilidade pela criação de estranhas luzes no bosque ao conduzir um veículo da polícia cujas luzes tinham sido modificadas. Conde retirou a reclamação de que fosse responsável pelo incidente.

"Acho que realizei meu truque durante um exercício. Nós não tivemos exercícios durante as férias de Natal [quando aconteceram os avistamentos de OVNIs]. Essa é uma forte indicação de que meu truque não é a fonte deste incidente específico". No entanto, continua sendo possível que as luzes coloridas vistas no bosque na primeira noite do incidente, se devessem a um falso alarme por um autor que nunca se apresentou.

- Satélite Soviético: Outras explicações do incidente incluíram um satélite espião soviético derrubado por um acidente nuclear.

O farol de Orford Ness: será que militares treinados confundiram um farol com um OVNI em duas noites distintas?


O Local Atualmente: A Trilha OVNI

O bosque de Rendlesham Forest em que foi avistado o OVNI, se tornou muito diferente com o tempo. A grande tempestade de 1987 causou uma grande destruição de árvores, e a Comissão Florestal empreendeu um programa em massa de replantação.

No entanto, alguns dos locais associados com o suposto incidente estão ainda bem definidos e a Comissão Florestal demarcou uma trilha, chamado de OVNI Trail, para pedestrianistas, que inclui os principais locais como a pequena clareira onde o objeto supostamente aterrissou.

No começo do caminho ovni, existe uma grande escultura triangular de metal, quefoi colocada no local preciso onde teria aterrissado o objeto voador não identificado. A escultura OVNI é feita de aço galvanizado pintado de preto, realizada pela desenhadora Olivia English, quem baseou sua criação nos desenhos feitos pelas testemunhas militares que tiveram a experiência e outras descrições de avistamentos na mesma zona.

Também existe com um mapa do bosque, com indicação clara do OVNI e oferece um relato básico do que ocorreu em 1980:

"Em dezembro de 1980 produziram-se vários avistamentos de OVNI em Rendlesham Forest. Muitos pensam que estes misteriosos acontecimentos são os incidentes OVNI mais importantes que ocorreram no Reino Unido.

Não há, evidentemente, prova tangível de um OVNI sobre o terreno - não foram encontrados resíduos, além de alguns galhos quebrados das copas das árvores. Não obstante, podemos reunir, entre transcrições e gravações que foram tomadas naquele momento, uma intrigante cena."
Durante à noite de 26 de dezembro, um residente de Sudbourne, um povoado a umas 6 milhas (10 km) ao nordeste de Rendlesham Forest, informou de uma misteriosa forma (como um cogumelo) no céu, acima de seu jardim. Mais tarde nessa mesma noite, dois militares da USAF, do portão da base RAF Woodbridge, observaram também luzes incomuns no bosque e lhes deram permissão para investigar. O que informaram foi muito estranho.

Naquela época encontrava-se em pleno apogeu da "Guerra Fria" e devido à delicada situação militar do momento, o incidente foi notificado oficialmente às autoridades militares pelo Comandante da Base, Tenente Coronel Charles Halt, da USAF.

Você pode refazer o Incidente de Rendlesham com a Trilha OVNI!


Fontes (acessadas em 14/07/2017):
- Arquivos Extraterrestres: O Roswel da Inglaterra
- UFOS-WILSON: Arquivo Ovni: O incidente na Floresta de Rendlesham
- IanRidPath: Transcript of Col. Halt’s tape
- Youtube: Larry Warren in Rendlesham Forest 2017
- Blog do Astronomo: O que aconteceu na Floresta de Rendlesham?
- Graciano Constantino: Dossiê Secreto Dos X-Files da Grã-Bretanha, Contendo Detalhes de 50 ANOS de Avistamentos de OVNI Em Todo o País, Foi Finalmente Divulgado
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