31 de julho de 2017

As Lendas de Nova Lima/MG: Casos Sobre "Fantasmas" que Estariam Buscando Desde um Amor Perdido até um Tesouro Escondido!


Por Marco Faustino

Ao longo do mês eu contei algumas lendas brasileiras, primordialmente relacionadas ao Estado de Minas Gerais para vocês, envolvendo a "Fera do Pontilhão" e o "Caboclo D'Água" (especificamente relacionada a cidade mineira de Juatuba, cujo texto consta na descrição desse vídeo). Há mais de uma semana também havia preparado o texto sobre a lenda do "Cruzeiro da Mina", que é muito popular na cidade de Nova Lima, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. Porém, recentemente surgiu mais uma lenda envolvendo essa cidade, cuja história seria sobre uma noiva fantasma, que sai do cemitério em busca do seu amor. Portanto, resolvi unir o útil ao agradável, ou seja, trazer essa nova lenda ao conhecimento de vocês e ao mesmo tempo ter mais espaço para contar sobre a lenda anterior, mostrando a intrínseca realidade, ou menor, "ampliar o horizonte" de vocês sobre ambas.

Aliás, é importante notar nesse ponto, que segundo o dicionário Aurélio, a palavra "lenda" é a tradição escrita ou oral de coisas muito duvidosas ou inverossímeis, também podendo significar mentira ou então ser um indivíduo conhecido por muitos e admirado pelos seus feitos, pelo seu talento ou pelo seu desempenho em determinada área. De acordo com o dicionário Michaelis, "lenda" significa relato oral ou escrito de acontecimentos, reais ou fictícios, aos quais a imaginação popular acrescenta uma boa dose de novos elementos, uma tradição popular. É uma narrativa fantasiosa ou crendice do imaginário popular sobre seres encantados ou maravilhosos da natureza (história fantástica ou mentirosa; fantasia). Portanto, histórias que envolvem lendas, crendices ou "causos" não serão suscetíveis de quaisquer explicações, porque essencialmente são adicionadas informações totalmente fantasiosas e, separar o joio do trigo se torna inviável pela ausência de quaisquer comprovações nesse sentido, exceto, é claro do que é contado pelas pessoas. Isso não significa que seja verdade, uma vez que o fator humano, ou seja, os relatos sempre devem ser passíveis de questionamentos. Resumindo, tais histórias não precisam de explicação, porque a própria palavra "lenda" as definem, assim como acontece com a palavra "mitológico", "folclore" etc. É por isso que elas são tão fascinantes, porque naturalmente não requerem nenhuma lógica.

Entretanto, de vez em quando é interessante varrer um pouco da poeira, que existe sobre determinadas lendas, e "ampliar o horizonte" sobre algumas delas. De vez em quando, a realidade chega a ser tão sombria quanto a própria lenda. Aliás, esse é caso, por exemplo, da lenda do "Cruzeiro da Mina", e da "Noiva Fantasma", que sairia do cemitério em busca do seu antigo amor (vocês vão entender as razões no decorrer da postagem). Lembrando, é claro, que o objetivo não é estragar ou menosprezar o mistério por trás das lendas, até mesmo porque sempre valorizei a cultura e o folclore nacional, em diversas postagens que realizei ao longo do tempo, mas mostrar que algumas vezes, as lendas acabam encobrindo situações do passado, que pouquíssimas pessoas tem acesso ou conhecimento, visto que uma história nem sempre tem uma única face. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Conheça um Pouco Sobre a Cidade de Nova Lima/MG


Conforme vocês já devem estar acostumados, sempre tento contar um pouco mais para vocês, ainda que de forma bem resumida um pouco do local onde um determinado caso acontece. Dessa vez, a cidade é Nova Lima, um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e localizada a cerca de 20 km da capital mineira. De acordo com a última estimativa populacional realizada pelo IBGE, em 2013, sua população superava 87 mil habitantes.

Diversas minas ficam no município, incluindo as minas de Morro Velho, Mostardas e Rio de Peixe, sendo que alguns minerais são extraídos no município, principalmente o minério de ferro e o ouro. O fato de fazer fronteira com o centro-sul do município de Belo Horizonte, região mais rica da capital, tem atraído moradores de alta renda para Nova Lima, os quais se instalam nos diversos condomínios de alto luxo da cidade e prédios residenciais na cidade.



Foto da Praça Bernardino de Lima, no centro da cidade de Nova Lima/MG
A história de Nova Lima remonta ao fim do século XVII, quando o bandeirante paulista Domingos Rodrigues da Fonseca Leme chegou até a localidade em busca do ouro. Juntamente com ele, surgiram outros aventureiros, dando origem a um povoamento.

Por volta de 1708, já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar, a padroeira da cidade e, na década de 1720, surgiram engenhos e concessões para a exploração mineral. A Igreja do Senhor do Bonfim, de 1720, por exemplo, atualmente tombada pelo Conselho Consultivo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Nova Lima, também marca o início da ocupação da região.

Por volta de 1708, já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar (na foto acima), a padroeira da cidade e, na década de 1720, surgiram engenhos e concessões para a exploração mineral
Outros mineradores resolvem permanecer no local que, naquela época, já possuía um número expressivo de habitantes. Curiosamente, a primeira denominação dada ao local foi a de "Campos de Congonhas". Com a expansão das faisqueiras, passou a ser conhecido por Congonhas das Minas de Ouro (pela quantidade de ouro encontrada na cidade), abrigando a população que trabalhava em diversas minas como Bela Fama, Cachaça, Vieira e Urubu. Em 1748 o arraial foi elevado à condição de freguesia, e em 1836 foi criado o distrito, subordinado ao município de Sabará, com o nome de "Congonhas de Sabará."

Ao passo em que o século XVIII foi o auge do ciclo do ouro no estado de Minas Gerais, e da maior era de prosperidade de cidades como Ouro Preto e Mariana, o grande período de efervescência de Nova Lima se deu a partir de 1834. Nesse ano, a companhia inglesa "Saint John del Rey Mining Company" (ainda iremos falar melhor dela) comprou a antiga mina de Morro Velho e, a partir de então, a exploração da mina passou a ser feita de forma" mais organizada e com tecnologias até então pouco comuns no Brasil" para a atividade.

Chegada de George Chalmers (superintendente da famosa mina de Morro Velho, em Minas Gerais, então propriedade da empresa britânica Saint John del Rey Mining Company) a cidade de Nova Lima, passando atualmente onde é a praça Bernardino de Lima
Equipe administrativa da mina de Morro Velho, na varanda da chamada "Casa Grande"
(sentado à esquerda, encontra-se George Chalmers).
Antiga planta industrial da mina de Morro Velho
Com isso, a produtividade da mina aumentou vertiginosamente, chegando a ser responsável, em 1879, por 83% do ouro exportado pela província de Minas Gerais. Devido a explosão na produção aurífera, ocorreu um desenvolvimento considerável nas pequenas manufaturas locais, que abasteciam a mina com os materiais necessários, e no setor de serviços, com o surgimento de vendas, hospitais, bibliotecas e demais serviços. Esses, por sua vez, também impulsionavam as manufaturas, e os três setores, juntos, foram responsáveis pelo aumento na população local.

A presença da cultura britânica na região é explicada pela vinda de imigrantes quando da compra da mina de Morro Velho pela "Saint John del Rey Mining Company". Com os ingleses, veio também o Anglicanismo, religião ainda forte no município. Outro exemplo claro de influência inglesa é a "Queca", sobremesa da cidade muito comum, sobretudo, na época do Natal. Em 5 de fevereiro de 1891, houve a emancipação do município, que recebeu o nome de "Villa Nova de Lima", em homenagem ao ilustre historiador, poeta e político Antônio Augusto de Lima. Foi somente em 1923, que "Nova Lima" recebeu o nome que permanece até hoje.

Mapa antigo do então município de "Villa Nova de Lima"
Time de vôlei de Nova Lima/MG prestando homenagem a Rainha da Inglaterra
Segundo o site da Prefeitura Municipal, Nova Lima é uma cidade empreendedora, além de um polo turístico, gastronômico, cervejeiro, esportivo e cultural. A cidade se destacaria no cenário nacional pela produção de cervejas artesanais, podendo ser considerada a cidade com a maior produção do setor em Minas, que seria atualmente o terceiro maior Estado fabricante de cervejas artesanais do Brasil.

A gastronomia e o turismo também são um convite para visitantes e moradores, com belas paisagens, inúmeras cachoeiras, vida noturna agitada, pousadas aconchegantes e restaurantes que vão da tradicional cozinha mineira à alta gastronomia. As montanhas e trilhas da cidade seriam um verdadeiro paraíso para os praticantes de mountain bike, trekking e corrida de aventura. Já a Lagoa dos Ingleses reserva um lugar especial para os praticantes dos esportes aquáticos, sendo palco de competições internacionais de wakeboard.

Segundo o site da Prefeitura Municipal, Nova Lima é uma cidade empreendedora, além de um polo turístico,
gastronômico, cervejeiro, esportivo e cultural
Por fim vale ressaltar que Nova Lima já foi considerada (ou ainda é considerada, visto que essa informação é um pouco antiga) uma das melhores cidades de Minas Gerais para se viver. Portanto, caso esteja visitando Belo Horizonte, vale a pena conhecer um pouco das cidades ao redor da capital e, com certeza, Nova Lima.

A Lenda do "Cruzeiro da Mina"


No terceiro episódio do quadro "Você Acredita?" do Balanço Geral-MG, exibido no dia 19 de julho, e que por sua vez pertence a Record TV, o jornalista e apresentador Mauro Tramonte foi conhecer uma história envolvendo um fantasma, a busca pelo ouro, e um Cruzeiro (um local marcado por uma cruz), que estaria iluminado há mais de 150 anos na cidade de Nova Lima. Chegando ao local, a equipe conversou com uma historiadora chamada Nancy Couto para saber maiores detalhes sobre uma lenda conhecida como "Cruzeiro da Mina." Confira a reportagem através de um canal de terceiros, no YouTube (iremos resumir o que foi mencionado logo abaixo):



Inicialmente, Nancy explicou que Nova Lima já foi considerada a "Terra do Ouro", mas que hoje em dia era a "Terra do Verde e do Ferro." No passado, havia um padre chamado "Freitas" que, em 1796, começou a adquirir lotes de mineração de aluvião, na região do córrego dos Cristais, e contava com inúmeros escravos para "ajudá-lo" (como se um escravo tivesse realmente escolha) em seu trabalho. Com o tempo, ele também começou a construir uma casa, que ficou conhecida pelo nome de "Casa Grande", justamente o local onde ele passou a morar.

Inicialmente, Nancy explicou que Nova Lima já foi considerada a "Terra do Ouro", mas que hoje em dia era a "Terra do Verde e do Ferro." No passado, havia um padre chamado "Freitas" que, em 1796, começou a adquirir lotes de mineração de aluvião, na região do córrego dos Cristais, e contava com inúmeros escravos para "ajudá-lo" em seu trabalho
Com o tempo, ele também começou a construir uma casa, que ficou conhecida pelo nome de "Casa Grande",
justamente o local onde ele passou a morar
Os esforços do padre Freitas pareciam estar rendendo frutos, uma vez que ele teria conseguido coletar cerca de 14 quilos de ouro em trabalho de aluvião, porém ele tentava manter um certo silêncio para evitar despertar a cobiça dos outros, e uma eventual corrida do ouro na região.

Ao longo do tempo, para se sentir abençoado, ele teria colocado um Cruzeiro, que nesse caso seria meramente uma grande cruz, no topo de cada morro de Nova Lima, mais precisamente nos quatro pontos cardeais, sendo que os mesmos teriam permanecido erguidos por muito tempo. Padre Freitas teria explorado a região em busca de ouro até seu falecimento, em 1830.

Os esforços do padre Freitas pareciam estar rendendo frutos, uma vez que ele teria conseguido coletar cerca de 14 quilos de ouro em trabalho de aluvião, porém ele tentava manter um certo silêncio para evitar despertar a cobiça dos outros, e uma eventual corrida do ouro na região
Atualmente, corre a lenda que, após 1834, com a chegada dos ingleses, que também habitaram a "Casa Grande" (visto que a mina foi comprada por eles), os mesmos e as pessoas que ali trabalhavam viam o vulto de uma pessoa andando pela casa, que acreditavam ser o padre Freitas em busca da chave de um suposto cofre, onde ele teria guardado seu ouro (ou que sobrou dele).

Teria havido um grande incêndio em 1856 (a historiadora Nancy, se mostra bem confusa em relação ao ano exato, sendo que irei comentar sobre isso em breve), na mina principal, no chamado "Morro Velho" onde teriam morrido quase 100 pessoas dentro da mina.

Atualmente, corre a lenda que, após 1834, com a chegada dos ingleses, que também habitaram a "Casa Grande" (visto que a mina foi comprada por eles), os mesmos e as pessoas que ali trabalhavam viam o vulto de uma pessoa andando pela casa, que acreditavam ser o padre Freitas em busca da chave de um suposto cofre, onde ele teria guardado seu ouro (ou que sobrou dele)
Teria havido um grande incêndio em 1856 (a historiadora Nancy, se mostra bem confusa em relação ao ano exato, sendo que irei comentar sobre isso em breve), na mina principal, no chamado "Morro Velho" onde teriam morrido quase 100 pessoas dentro da mina
Teria sido nessa mesma época, que os mineiros pediram ao George Chalmers, superintendente da mina, para que um Cruzeiro fosse reerguido no local, visto que o mesmo havia sido retirado, e eles acreditavam que o "infortúnio" era uma espécie de maldição. O Cruzeiro foi reerguido e passou a ficar iluminado todas as noites, não podendo ficar uma luz sequer apagada pelo temor de um novo desastre. Desde então, há 150 anos, o Cruzeiro permaneceria iluminado todas as noites.

A Sombria Realidade Humana Por Trás da Lenda do "Cruzeiro da Mina": "A Extração Humana"


Quando você se depara com uma história assim ou com uma lenda, naturalmente a primeira coisa que vem a sua mente é que se trata realmente de uma lenda, ou seja, algo inventado ou pertencente ao imaginário popular. É interessante, pode dar um pouco de medo mas, ainda assim, é uma história repassada oralmente através das gerações, que faz parte do folclore de uma determinada localidade.

Entretanto, e se algumas informações pudessem ser verificadas, e ampliássemos o horizonte em relação a essa lenda? Nesse sentido, encontrei uma excelente site chamado "A História de Nova Lima", cujo proprietário é o Elmo Gomes. Confiram alguns trechos interessantes do que é mencionado sobre a exploração da Mina de Morro Velho:

"A Mina de Morro Velho, situada no então arraial de Congonhas de Sabará começou a ser explorada aproximadamente por volta de 1725. Até as primeiras décadas do século XIX, a mina pertenceu a família Freitas, que realizou de forma irregular a extração do ouro pelos processos vigentes à época, utilizando a mão-de-obra escrava. Em 1830 a propriedade, que já contava com o grande solar que serviu de residência ao Padre Freitas - a Casa Grande - foi vendida ao Capitão George Francis Lyon - antigo superintendente da Mina de Gongo Sôco, na região de Caeté - que a explorou com algumas dificuldades. Quando foi vendida para a Saint John D'el Rey Mining Company, a mina estava sob a administração dos herdeiros de Lyon e foi transferida com todos os seu bens, incluindo escravos, rebanho, minério bruto, ferramentas e utensílios maquinário e armazéns.

Foto atual da chamada "Casa Grande" onde abriga atualmente o Centro de Memória da Morro Velho
Pouco depois da Independência, quando as portas do Brasil foram abertas para empresas estrangeiras, a mina deixou de pertencer aos brasileiros. Foi repassada a 'Union Jack', a bandeira de Sua Majestade Britânica, ou melhor, da Cidade de Londres. Assim a montanha de ouro caiu nas mãos da 'Saint John D'el Rey Mining Company Limited.'

Iniciando suas atividades em 1834, a companhia inglesa imediatamente começou a mudar os procedimentos, usando tecnologia das minas de carvão da Inglaterra, pois não se justificava lavrar a céu aberto, quando os veios de ouro se aprofundavam e estavam engastados na rocha. Começaram a perfurar a montanha, como cães farejando e desentocando a caça, mesmo tendo que cavar quilômetros de túneis, de poços e rampas inclinadas, atingindo a profundidade de 2.543 metros.

Para tanto, utilizavam pólvora e depois dinamite, e moinhos de pilões para triturar o minério. inventaram mesas com pele de cabrito para a lavagem do minério, sendo o ouro e a prata recuperados por meio de amalgamação.

Biblioteca de Estudos Ingleses do Centro de Memória da Morro Velho
Até a abolição da escravatura em 1888, a Companhia de Morro Velho tinha 2.500 trabalhadores, entre os quais 1.690 escravos. Esse fato causava protestos veementes nas cidades vizinhas, uma vez que a Inglaterra, durante anos pressionou o Brasil para suspender o tráfico negreiro, nada fazia contra o uso de escravos em seus investimentos em nosso país. Por isso o 'Bacharel Feroz' de Sabará, Bento Epaminondas, organizou um campanha para arrecadar fundos a fim de alforriar os escravos da companhia britânica.

Naquela mesma década deu-se ainda um fato espantoso na Justiça Mineira: um processo contra a Morro Velho movido por 165 cativos. Eles foram comprados, entre 'móveis e semoventes', de uma firma inglesa, com a condição expressa de que seriam libertados após 14 anos de trabalho.

Diante da recusa da empresa em conceder a alforria, o Juiz de Sabará condenou a Morro Velho, e a sentença foi confirmada pelo Tribunal de Relação, em Ouro Preto. Inconformada, a empresa recorreu ao Supremo Tribunal, alegando que aquele contrato fora estabelecido entre britânicos. Contudo, a sentença desse tribunal, em 15 de outubro de 1881, de forma inflexível, decidiu em favor dos escravos, determinando que a Morro Velho pagasse indenização a cada um deles pelos 20 anos de trabalho não pago.

Foto supostamente mostrando a contagem de escravos em frente a Casa Grande
mesmo após a abolição da escravatura
Foto mostrando a visita do Rei da Bélgica até a Mina de Morro Velho em Nova Lima/MG
A trajetória da Companhia de Morro Velho é, portanto, uma história de 126 anos da espoliação mais brutal e desumana de gerações de trabalhadores. Tudo isso sucedeu para que ela alcançasse a contrapartida que desejava: segundo dados da empresa, obviamente não confiáveis, ela produziu em 126 anos, além de prata e outros minérios, 300 toneladas de ouro, o que representava 20% de todo o ouro extraído no Brasil, desde os primeiros descobrimentos.

Para conhecer os "feitos" de Morro Velho, vamos começar pelos desastres ocorridos na mina: o primeiro deles aconteceu em 1857, com o desabamento do madeirame do teto, provocando a destruição de escadas, bombas e planos inclinados. Em 19 de abril de 1864, houve novo desabamento, que vitimou oito operários. Em 13 de fevereiro de 1865, mais outra calamidade paralisou a mina.

Não ficou só nisso a série de desastres: segue-se o de 21 de novembro de 1867, com um incêndio nos vigamentos, matando 17 trabalhadores e um feitor inglês. Em 10 de novembro de 1886, sucedeu a maior catástrofre de todos os tempos, quando morreram dezenas de operários, soterrados vivos, numa profundidade de 570 metros, interrompendo totalmente o funcionamento da mina durante vários meses. Foi por esta época que, normalizada a situação, os mineiros ergueram um grande cruzeiro para lhes servirem de proteção na direção da entrada da Mina Velha, O Cruzeiro da Boa Vista.

Antiga festa realizada ao redor do Cruzeiro da Boa Vista, no morro Curral Del-Rey
As condições de trabalho na Companhia - na Mina Grande, na Velha, na do Faria, nos serviços de beneficiamento do minério e para a obtenção de subprodutos (arsênico) - foram responsáveis pela morte de milhares de trabalhadores, vitimados pela silicose e outras doenças, contraídas no ambiente insalubre de trabalho e em razão das normas impostas pela empresa exploradora.

É impossível descrever com poucas palavras a labuta dos mineiros na Morro Velho. O trabalho era ininterrupto, 24 horas por dia. Três turnos seguidos, cada um dos quais de oito horas, sem que nelas fossem incluído o tempo de deslocamento dentro da mina, quando o normal era o mineiro gastar uma hora para ir e outra para voltar. Subindo ou descendo pelos elevadores e caminhando pelos túneis e galerias.

A temperatura ia do frio intenso até o calor de mais de 40 graus, no fundo das galerias. Por isso, os mineiros necessitavam beber água de 15 em 15 minutos. Não lhes forneciam uniformes e trabalhavam apenas com um calção e uma camiseta, sem máscaras, luvas ou botas. Usavam apenas alpercatas de pano com solado de corda - as "urucubacas". Esses apetrechos tinham que ser comprados pelos trabalhadores, embora não durassem um mês, em razão do calor, do suor dos corpos e da dureza rochosa do piso e das paredes das galerias.

Fotos mostrando os ingleses no interior da chamada Mina Grande em Nova Lima/MG
É impossível descrever com poucas palavras a labuta dos mineiros no Morro Velho. O trabalho era ininterrupto, 24 horas por dia. Três turnos seguidos, cada um dos quais de oito horas, sem que nelas fossem incluído o tempo de deslocamento dentro da mina, quando o normal era o mineiro gastar uma hora para ir e outra para voltar.
A função da grande maioria, os carreiros, era carregar de minério os vagonetes de ferro, por meio de pás; depois empurravam os carros até o local em que seriam levados por animais, posteriormente por locomotivas elétricas. Um grupo de três carreiros precisava encher por dia, em média, 16 vagonetes e cada um deles pesava três toneladas.

Em vários livros e reportagens publicadas nos jornais, há depoimentos dos mineiros da Morro Velho sobre o quadro infernal do trabalho nas galerias e nos túneis. Yonne Grossi, em seu livro 'Mina de Morro Velho - A Extração do Homem', registrou essa memória. Um dos mineiros declarou: 'Lá vem o choco que esmigalha; a queda num poço que esquarteja; o atropelamento pelas locomotivas elétricas que mutilam e esfrangalham; o fogo falhado que estilhaça; o fio elétrico que carboniza; as portas da ventilação que amassam; os elevadores que decapitam; o gás grisu que asfixia e a pneumonia fatal.'"

Em vários livros e reportagens publicadas nos jornais, há depoimentos dos mineiros da Morro Velho sobre o quadro infernal do trabalho nas galerias e nos túneis. Yonne Grossi, em seu livro 'Mina de Morro Velho - A Extração do Homem', registrou essa memória.
Simplificando? Podemos concluir com certa margem de segurança, que as condições de trabalho eram as principais responsáveis pela morte de milhares de trabalhadores, vitimados pela silicose e outras doenças, contraídas no ambiente insalubre de trabalho, e em razão das normas impostas pela empresa exploradora, sendo citada por alguns como uma verdadeira "extração humana." Aparentemente, se houvesse uma "maldição", ela não teria nascido em Nova Lima, mas "vindo de fora do Brasil", se é que vocês me entendem.

Visão da cidade de Nova Lima a partir do Cruzeiro da Boa Vista
Já em relação ao Cruzeiro da Boa Vista, o mesmo está localizado a mais de 1.000 metros de altitude, no pico do monte denominado Curral Del-Rey, e medindo 11,1 metros de altura por 4,4 metros de largura. O Cruzeiro é uma peça construída em madeira Garapa (dura, fácil de trabalhar, de longa durabilidade e que recebe bom acabamento).

O local sempre foi muito requisitado para visitação de fiéis, que ali encontram paz, tranquilidade e ambiente perfeito para expressarem suas crenças. Ideal para realização de orações e reflexões, a estrutura recebe diversos peregrinos vindos em procissões em dias santos na cidade. Antigamente, muitas festas eram realizadas em seu entorno.

Já em relação ao Cruzeiro da Boa Vista, o mesmo está localizado a mais de 1.000 metros de altitude, no pico do monte denominado Curral Del-Rey, e medindo 11,1 metros de altura por 4,40 metros de largura
Em meados de julho desse ano, o mesmo foi retirado do alto do morro para passar por um processo de restauração,
que deve demorar cerca de 30 dias para ser concluído
O Cruzeiro realmente fica iluminado dia e noite, servindo, inclusive, de ponto de referência para os nova-limenses, mas não é apenas isso. Segundo o site da empresa AngloGold Ashanti, atual proprietária dessa e de outras minas em Nova Lima, o Cruzeiro, iluminado durante a noite, serve até como referência para a aviação comercial. Aliás, o Cruzeiro teria sido erguido somente em 1886, ou seja, não teria mais de 150 anos, mas três décadas a menos de existência. Curiosamente, em meados de julho desse ano, o mesmo foi retirado do alto do morro para passar por um processo de restauração, que deve demorar cerca de 30 dias para ser concluído. Até o momento, nenhuma tragédia aconteceu nada cidade.

Enfim, é possível notar que houve muito sofrimento no interior das minas de Nova Lima, além do expressivo número de mortes devido as péssimas condições de trabalho. Contudo, não há comentários sobre fantasmas de escravos e nada semelhante a isso. Aliás, a antiga Senzala foi simplesmente aterrada, talvez uma tentativa de esconder o obscuro passado, restando apenas a imponente "Casa Grande", um local que se tornou palco de memórias e estudos, que outrora foram tomadas decisões que custaram a vida de tantas outras pessoas. E agora, você acredita na lenda?

A Lenda da "Noiva Fantasma" do Cemitério de Nova Lima/MG


No quarto e último episódio da temporada do quadro "Você Acredita?", exibida na última quinta-feira (27) pelo Balanço Geral-MG, o jornalista e apresentador Mauro Tramonte foi atrás de uma lenda sobre uma "noiva fantasma", que todas as noites sairia de um cemitério municipal em busca de um amor perdido. Além disso, ele conversou com uma senhora que teria ficado frente a frente, quando era jovem, com a suposta assombração, em um discurso muito semelhante aquele mencionado na lenda do "Caboclo D'água" ou da "Fera do Pontilhão." Confira a reportagem abaixo, que foi publicada em um canal de terceiros, no YouTube:



Por volta de 1970, uma menina que tinha 14 ou 15 anos de idade saiu da casa de uma tia em um determinada noite, sendo que a mesma tinha que chegar em casa por volta das 21h, a pedido de sua mãe. Porém, essa menina se atrasou. Em certo ponto, ela passou bem próximo da entrada de uma mina, sendo que o local não tinha tanto movimento quanto antigamente. Foi com essa introdução que conhecemos Elcy Lopes, uma professora, que é justamente a responsável por esse, digamos, "relato."

Inicialmente, Mauro Tramonte disse que as pessoas se arrepiariam com a história que seria contada. Assim sendo, por volta de 1970, uma menina que tinha 14 ou 15 anos de idade, em uma determinada noite saiu da casa de uma tia dela, sendo que a mesma tinha que chegar em casa por volta das 21h, a pedido de sua mãe
Entretanto, essa menina se atrasou. Em certo ponto, ela passou bem próximo da entrada de uma mina, sendo que o local não tinha tanto movimento quanto antigamente. Foi com essa introdução que conhecemos Elcy Lopes, uma professora, que é justamente a responsável por esse, digamos, "relato."
Segundo Elcy, atualmente a mina está desativada, mas no passado era o local onde os mineiros entravam ou saíam da mina. De acordo com Elcy, teria surgido uma moça, usando uma roupa clara, perguntando se ela estava indo para a mesma direção que ela, questionando se ela estava sozinha, e sugeriu que ambas caminhassem juntas. Então, elas foram caminhar.

Curiosamente, Elcy mencionou que, apesar da necessidade de ter que chegar em casa às 21h, naquela altura já era mais de 23h. De qualquer forma, naquela época não era perigoso assim andar na rua.

Segundo Elcy, atualmente a mina está desativada, mas no passado era o local onde os mineiros entravam ou saíam da mina. De acordo com Elcy, teria surgido uma moça, usando uma roupa clara, perguntando se ela estava indo para a mesma direção que ela, questionando se ela estava sozinha, e sugeriu que ambas caminhassem juntas
Curiosamente, Elcy mencionou que, apesar da necessidade de ter que chegar em casa às 21h, naquela altura já era mais de 23h
Elcy disse que era muito "faladeira", e que a moça apenas a escutava, andando ao seu lado. Ela disse que, embora fosse uma cidade pequena, nunca tinha visto aquela moça, apenas imaginava que ela fosse alguém que estivesse esperando alguém sair da mina, talvez o namorado ou o marido. Em um determinado ponto, Elcy disse que sentiu um vento muito frio, que ficou arrepiada, e comentou isso com a moça.

Entretanto, para a sua surpresa ela teria dito: "Quando eu era a viva, que eu passava por aqui, eu também ficava arrepiada." Elcy disse que ficou completamente paralisada, enquanto a moça continuou andando, cruzou a sua frente, atravessando o portão do cemitério, mesmo trancado, e desapareceu entre as sepulturas.

Em um determinado ponto, Elcy disse que sentiu um vento muito frio, que se sentiu arrepiada, e comentou isso com a moça.
Entretanto, para a sua surpresa ela teria dito: "Quando eu era a viva, que eu passava por aqui, eu também ficava arrepiada." Elcy disse que ficou completamente paralisada, enquanto a moça continuou andando, cruzou a sua frente, atravessando o portão do cemitério, mesmo trancado, e desapareceu entre as sepulturas
Elcy disse que continuou andando até chegar na casa de uma tia, para qual ela contou o que havia acontecido. Sua tia então disse-lhe, que ela devia ter visto uma moça, que morava naquela mesma rua chamada Suzana. Aliás, a rua seria conhecida entre os moradores locais por esse nome, embora fosse oficialmente chamada de Padre João de Deus. Ainda segundo sua tia, a Suzana estaria noiva e seu sonho seria casar, porém no dia do casamento ela foi para igreja e seu noivo nunca apareceu.

Ainda segundo sua tia, a Suzana estaria noiva e seu sonho seria casar,
porém no dia do casamento ela foi para igreja e seu noivo nunca apareceu.
Então, Suzana teria morrido de tristeza. Aliás, sua tia também teria mencionado que seu noivo trabalhava na mina. Assim sendo, todas as noites, essa moça saía do cemitério em direção a mina esperar pelo seu noivo, na esperança de encontrá-lo. Posteriormente, ela voltaria para o cemitério antes da meia-noite. Interessante, não é mesmo? Essa história foi praticamente um "relato" com direito a reconstituição e, sem dúvida alguma, um belo trabalho da equipe do Balanço Geral-MG. Contudo, será que essa noiva fantasma realmente existe?

A "Noiva Fantasma" de Nova Lima/MG Realmente Existe?


Essa é uma ótima pergunta, cuja resposta pode se tornar ainda mais interessante. Apesar de não ser mencionado na reportagem, o nome do cemitério em questão é o "Cemitério Municipal do Rosário", visto que está localizado justamente no bairro do Rosário em Nova Lima. É nesse ponto que o nosso caminho se cruza novamente com o de Elmo Gomes, o responsável pelo site "A História de Nova Lima."

Isso porque ele possui um canal no YouTube, em seu próprio nome, no qual ele conta sobre uma história chamada "A Lenda da Noiva", do bairro Cruzeiro. Para vocês terem uma ideia, o vídeo sobre essa lenda foi publicado há mais de 6 anos em seu canal, sendo que vocês podem conferir o mesmo logo abaixo (é um vídeo bem simples, mas que comentaremos a seguir):



Segundo a narrativa, muitos moradores afirmavam que, há tempos atrás, havia uma mulher vestida de noiva, andando pelo Boqueirão, no bairro Cruzeiro. No vídeo, surgem alguns relatos de moradores dizendo que a tal noiva aparecia após a meia-noite. Porém, o caso estaria longe de ser uma assombração, mas um história real e triste.

Certa vez, houve uma jovem que era costureira, ofício que aprendeu com sua mãe, no bairro do Rosário, cujo maior sonho era se casar. Então, ela se apaixonou por um mineiro da mina Morro Velho. Ela engravidou, o rapaz lhe prometeu o casamento e ela mesma confeccionou seu vestido de noiva. No dia marcado para o casamento, o noivo nunca mais apareceu e nunca mais se soube dele.

Ela engravidou, o rapaz lhe prometeu o casamento e ela mesma confeccionou seu vestido de noiva. No dia marcado para o casamento, o noivo nunca mais apareceu e nunca mais se soube dele.
Naquela época (e muitas vezes até hoje), era inadmissível uma mãe ser solteira, e seus pais a expulsaram de casa. Ela acabou indo morar no bairro Cruzeiro, e teve uma filha, que por sua vez tinha um grave problema de coração. Ela conseguiu sustentar a casa e a filha que, ironicamente, também se apaixonou por um rapaz que lhe prometeu casamento.

A mãe fez um belo vestido de noiva para a filha mas, assim como aconteceu com a mãe, o noivo nunca apareceu no dia marcado para o casamento da filha. Uma vez que a filha tinha um grave problema de coração, a mesma não teria suportado a tristeza e morrido. Sua mãe, no entanto, fez questão que ela fosse enterrada com o vestido de novo que ela havia feito, como se também enterrasse seu sonho de casamento.

Uma vez que a filha tinha um grave problema de coração, a mesma não teria suportado a tristeza e morrido. Sua mãe, no entanto, fez questão que ela fosse enterrada com o vestido de novo que ela havia feito, como se também enterrasse seu sonho de casamento.
Após o enterro da filha e sozinha em sua casa, a mãe mal suportava toda aquela tristeza. De vez em quando, ela ia até o seu armário e experimentava seu vestido de noiva novamente, aquele primeiro que ela havia feito para si mesma. Não obstante, a mãe costumava sair pelas ruas, durante a noite, vestida de noiva, algo que teria assustado muita gente e por muito tempo.

Repararam como as duas histórias se cruzam? Contudo, a segunda versão é bem mais completa e não se refere a qualquer tipo de assombração. Muitos nesse ponto, podem dizer que Elcy teria visto a filha dessa costureira, mas a questão é que, teoricamente, haveria moradores do bairro Cruzeiro que lembrariam de uma mulher de carne e osso, vestida de noiva, andando pelo bairro no passado, suposta razão pela qual o vídeo teria sido realizado. Interessante, não é mesmo?

Um outro ponto que preciso destacar é que supostos relatos de avistamentos de "noivas fantasmas" pelo Brasil e pelo mundo são extremamente comuns, o que denotam ter origem no folclore de cada localidade, podendo ser "importado" ou não através da simbiose de crenças, religiões e situações históricas, tal como a colonização. Em São João del-Rei, por exemplo, existe a lenda sobre uma jovem mulher, que vaga pelas vielas e becos mal-iluminados da cidade, ainda usando o seu vestido de noiva, procurando pelo seu marido, quer dizer, pelo homem com quem planejava se casar. Conta-se que o noivo morreu antes do casamento, enquanto estava a caminho da igreja. Desolada, a jovem correu para sua casa e, vendo que a vida não fazia mais sentido, acabou se enforcando no meio da sala de jantar. Assim sendo, todas as noites dizem que a "Noiva de Branco" é vista caminhando pelas ruas de São João del-Rei em busca de seu noivo, para finalmente se tornarem marido e mulher (leia mais: Conheça as Lendas de São João del-Rei e Região: Os Contos e as Assombrações nas Ruas do Interior de Minas Gerais). Em sua cidade, principalmente se você morar no interior de Minas Gerais, provavelmente você deve conhecer alguma lenda envolvendo uma "noiva fantasma."

Em São João del-Rei, por exemplo, existe a lenda sobre uma jovem mulher, que vaga pelas vielas e becos mal-iluminados da cidade, ainda usando o seu vestido de noiva, procurando pelo seu marido, quer dizer, pelo homem com quem planejava se casar
Aliás, no ano passado, uma "noiva fantasma" também teria sido filmada na cidade mineira de Maria da Fé. Alguém lembra desse caso? Apesar do relato da pessoa que a filmou, tudo indicava ser uma pessoa de carne e osso, visto que, até onde sabemos, "fantasmas" ou "espíritos" não fazem sombra, além de uma série de outros detalhes sobre aquele caso (leia mais: O Estranho Caso da "Noiva Fantasma de Maria da Fé", que Teria Aparecido em uma Rodovia no Sul do Estado de Minas Gerais).

Embora a história contada pelo canal do Elmo Gomes também tenha ares de ser uma mera lenda, é algo que teria um sentido plausível para explicar os relatos de avistamentos de uma "noiva fantasma" andando pelas ruas de Nova Lima, mas isso não explica o que foi mencionado por Elcy. Nesse ponto é interessante ressaltar, que a simples menção de alguém dizendo que acredita ou afirma ter visto algo não quer dizer que esse algo realmente exista. Se fosse assim eu poderia simplesmente dizer que vi qualquer coisa, e a mesma automaticamente passaria a existir no imaginário popular e coletivo através da minha narrativa, que seria transmitida oralmente com o passar do tempo. É necessário uma série de corroborações ou provas do que é mencionado, não apenas uma boa história, senão a mesma se torna tão somente uma lenda.

Quem sabe um dia não tenhamos uma imagem ou um vídeo com uma boa resolução dessa tal "noiva fantasma" de Nova Lima ou de qualquer outra cidade do Brasil e do mundo? Nessa postagem tentei apenas "ampliar o horizonte" de vocês, para que não acreditem piamente, que algo não possua nenhuma explicação plausível ou que seja exatamente aquilo da forma que contam. Nem sempre todos querem ou tem condição de realizar uma boa pesquisa sobre um determinado assunto, razão pela qual trouxe todo esse material para vocês. Vale lembrar, é claro, que lendas não necessitam de explicação, mas de vez em quando é bom manter os olhos bem abertos para o que é contado.

Até a próxima, AssombradOs!

Criação/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://historianovalima.no.comunidades.net/continuacao-da-historia-de-nova-lima-ii
http://noticias.r7.com/minas-gerais/balanco-geral-mg/videos/voce-acredita-lenda-de-fantasma-que-procura-ouro-assombra-moradores-de-nova-lima-mg-19072017
http://noticias.r7.com/minas-gerais/balanco-geral-mg/videos/voce-acredita-noiva-fantasma-de-nova-lima-sai-de-cemiterio-em-procura-do-ex-27072017
http://www.anglogoldashanti.com.br/Imprensa/Realeses/Paginas/REFORMADOCRUZEIRODOBAIRROBOAVISTAPRESERVARAHISTORIADESSAINPORTANTEESTRUTURADENOVALIMA.aspx
http://www.novalima.mg.gov.br/conheca-nova-lima/
http://www.semprenovalima.com/2017/07/iniciada-restauracao-do-cruzeiro-da-boa.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Lima
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