2 de junho de 2017

A Misteriosa Mansão Winchester: Uma Casa Construída para os Espíritos? Um Grande Templo Maçônico? Arte ou Fruto de uma Mente Insana?



Por Marco Faustino

Estava devendo casos envolvendo supostos fantasmas, espíritos ou até mesmo locais considerados amaldiçoados ou assombrados para vocês. Porém, acredito que dessa vez vocês não terão do que reclamar. A última vez que falamos sobre fantasmas por aqui foi na segunda-feira passada, em um caso relacionado ao suposto fantasma da "Dama de Vermelho", lá no Canadá. Lembram dessa história? Aparentemente, toda aquela história veio à tona depois de uma postagem no Twitter, na sexta-feira passada (26), de um homem chamado Scott Graham, que publicou duas "imagens aéreas" (sendo uma delas tão somente uma ampliação) do Fairmont Hotel Vancouver (popularmente chamado apenas de Hotel Vancouver, que fica localizado no coração da cidade de Vancouver, na província da Columbia Britânica, no Canadá. Nessa mesma postagem ele disse que: "Eles dizem que o @FairmontVan é assombrado por uma 'dama de vermelho'. Ela está na foto em uma janela próxima do topo, no lado direito. Sem Photoshop #haunted". Apesar de seu tweet (ou "tuíte", como queiram) ter sido retuitado apenas 44 vezes, esse número foi suficiente para despertar o interesse de jornais e emissoras de TV no Canadá, que começaram a contar mais detalhes sobre esse fantasma que costumaria rondar o 14º andar do hotel. Agora, será que aquela foto mostrava mesmo o fantasma da "Dama de vermelho"? O fantasma realmente existia conforme costumam dizer na cidade? Vale muito a pena conferir (leia mais: O Fantasma da Lendária "Dama de Vermelho" Teria Sido Fotografado no 14º Andar de um Luxuoso Hotel de Vancouver, no Canadá?)

Dessa vez iremos comentar sobre a misteriosa Mansão Winchester, uma residência que teria sido construída para abrigar os espíritos das vítimas dos rifles Winchester, uma das mais famosas e populares armas norte-americanas, que foram primordialmente comercializadas entre meados do século XIX e início do século XX. Para vocês terem uma ideia, o chamado "Modelo 1873" foi um grande sucesso no período em que foi fabricado e vendido nos Estados Unidos, e foi apresentado ao público com um slogan bem imponente: "A Arma que Conquistou o Oeste". Aliás, algum tempo atrás, um rifle Winchester de 1886, chegou a ser leiloado por US$ 1,2 milhão. Assim sendo, muito provavelmente, se você já viu um filme de faroeste já se deparou com um rifle Winchester. De qualquer forma, não estamos aqui para falar de armas, mas para contar tudo o que você precisa saber sobre a mansão Winchester, seus mistérios, histórias, lendas, as recentes novidades em um dos locais mais estranhos e sombrios dos Estados Unidos, e a suposta verdade por trás de tudo isso: a mansão seria uma espécie de grande templo com inspirações maçônicas?

No ano passado, uma equipe responsável pela preservação e manutenção da residência teria descoberto um novo cômodo, o de nº 161 da mansão, que estaria fechado desde a morte da primeira proprietária, Sarah Winchester, em 1922. Na época, Sarah teria trancado e ocultado o cômodo localizado no sótão, por ter ficado presa no mesmo após o terremoto de 1906, um fenômeno natural bem conhecido atualmente, mas que ela teria atribuído a responsabilidade aos espíritos malignos. Além disso, recentemente novos cômodos e corredores foram abertos a visitação pública! O que será que foi descoberto, e quais são as novidades sobre a mansão Winchester? Será que toda a história que contam oficialmente é verdade? Vamos saber mais sobre esse assunto?

Conheça a Principal Versão Contada Sobre a História da Mansão Winchester


Antes de começarmos é importante mencionar que já falamos sobre a mansão Winchester nos anos de 2013 (através de uma postagem) e 2014 (através de um curto vídeo sobre a mansão). Contudo, naquela época, ainda estávamos começando a engatinhar em termos de público e, obviamente, não tínhamos a quantidade de público que temos atualmente. Portanto, nada mais justo do que trazer um material bem completo sobre a mansão Winchester, assim como as mais recentes novidades sobre a mesma para vocês, não acham? Essa primeira parte não será muito longa, e será muito importante que você acompanhe para poder entender direitinho toda a história, combinado?

Bem, a chamada "Winchester Mystery House" ("Casa Misteriosa dos Winchester", em português) é uma mansão na cidade de San Jose, no estado norte-americano da Califórnia, que um dia serviu como residência pessoal de Sarah Winchester, a viúva de William Wirt Winchester, um magnata da indústria bélica. Localizada no Boulevard South Winchester nº 525, a mansão vitoriana do estilo Rainha Anne é conhecida pelo seu tamanho, suas curiosidades arquitetônicas e sua falta de qualquer plano mestre de obras. A mansão é listada como um Marco Histórico da Califórnia e também consta no Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos.

A chamada "Winchester Mystery House" ("Casa Misteriosa dos Winchester", em português) é uma mansão na cidade de San Jose, no estado norte-americano da Califórnia, que um dia serviu como residência pessoal de Sarah Winchester, a viúva de William Wirt Winchester, um magnata da indústria bélica
Desde que a construção da mansão começou em 1884, a propriedade e a mansão começou a sofrer alegações, incluindo da Sarah Winchester, de que o local era assombrado pelos fantasmas daqueles que tinham sido mortos com os rifles Winchester. Sob a supervisão diária de Sarah Winchester, a mansão teria sido construída a partir do zero, e as obras teriam sido realizadas 24h por dia, sem qualquer interrupção, até sua morte em 5 de setembro de 1922, ocasião na qual o trabalho foi interrompido imediatamente.  

Mary Jo Ignoffo, biógrafa de Sarah Winchester, que lançou um livro chamado "Captive of the Labyrinth: Sarah L. Winchester, Heiress to the Rifle Fortune", em 2010, no entanto, alega que Sarah rotineiramente dispensava os operários a cada alguns meses, para poder aproveitar o tempo que ainda lhe restava de vida. Ela também observa que é totalmente contrário ao que é alegado pelos atuais proprietários da mansão Winchester, uma vez que eles insistem em dizer que o trabalho foi totalmente incessante durante 38 anos.

Mary Jo Ignoffo, biógrafa de Sarah Winchester, que lançou um livro chamado "Captive of the Labyrinth: Sarah L. Winchester, Heiress to the Rifle Fortune", em 2010, no entanto, alega que Sarah rotineiramente dispensava os operários a cada alguns meses, para poder aproveitar o tempo que ainda lhe restava de vida
Após a morte de seu marido, vítima de tuberculose em 1881, Sarah Winchester herdou mais de US$ 20.5 milhões (uma verdadeira foturna). Ela também recebeu quase 50% de participação na "Winchester Repeating Arms Company", gerando-lhe uma renda de cerca de US$ 1.000 por dia, o que seria equivalente a aproximadamente US$ 23.000 por dia (cálculo utilizado com base no ano de 2013). Toda essa herança proporcionou-lhe uma imensa riqueza, que ela acabaria usando para financiar a construção da mansão Winchester.

Sob a supervisão diária de Sarah Winchester, a mansão teria sido construída a partir do zero, e as obras teriam sido realizadas 24h por dia, sem qualquer interrupção, até sua morte em 5 de setembro de 1922, ocasião na qual o trabalho foi interrompido imediatamente
Os tabloides daquela época alegaram que, em algum momento da linha do tempo, depois que sua filha e marido morreram, um(a) médium da cidade de Boston disse para Sarah Winchester (enquanto supostamente estava em contato seu falecido marido), que ela deveria deixar sua casa na cidade de New Haven, no estado norte-americano de Connecticut, e viajar rumo ao Oeste, onde ela deveria continuamente construir um local de repouso para ela mesma, e os espíritos das pessoas que tinham sido vítimas dos rifles Winchester.

Assim sendo, Sarah seguiu essas orientações e foi para a Califórnia. Embora fosse possível que ela estivesse simplesmente buscando uma mudança em relação ao local onde morava e suas respectivas memórias ou então uma espécie de "hobby" durante sua longa depressão, outras fontes alegam que Sarah Winchester chegou a acreditar que sua família e fortuna estivessem assombradas por fantasmas, e que apenas se mudando para o Oeste e, continuamente construindo uma casa, ela poderia acalmar esses tais espíritos.

Antigo mobiliário e louças da Mansão de Sarah Winchester
Em 1884, ela comprou uma casa de campo inacabada no Vale de Santa Clara, e começou a construir sua mansão. Carpinteiros foram contratados e supostamente trabalharam na casa, "dia e noite", até que ela se tornasse uma mansão de sete andares. Sarah não contratou um arquiteto, o que acabou atribuindo a mansão um "toque um tanto quanto casual", ou seja, a residência possui inúmeras estranhezas tais como: portas e escadas que não levam a lugar algum, janelas com vista para outros quartos e escadas com degraus de tamanhos bem estranhos.

Alguns relatos atribuem essas estranhezas à sua criança em fantasmas. Porém, sem um plano mestre ou um arquiteto responsável, ficaria meio difícil construir algo desse porte de forma contínua, e não ter algumas coisas estranhas no meio do caminho, não é mesmo?

Sarah não contratou um arquiteto, o que acabou atribuindo a mansão um "toque um tanto quanto casual", ou seja, a residência possui inúmeras estranhezas tais como: portas e escadas que não levam a lugar algum, janelas com vista para outros quartos e escadas com degraus de tamanhos bem estranhos
Alguns relatos atribuem essas estranhezas à sua criança em fantasmas. Porém, sem um plano mestre ou um arquiteto responsável, ficaria meio difícil construir algo desse porte de forma contínua, e não ter algumas coisas estranhas no meio do caminho, não é mesmo?
Vale destacar nesse ponto que, antes do terremoto de 1906, a mansão tinha sete andares, mas atualmente possui apenas quatro. A residência é predominantemente construída com madeira vermelha (sequoia canadense), uma vez que Sarah preferia madeira. Contudo, ela não gostava da aparência da mesma. Assim sendo, ela ordenou que fosse aplicada uma técnica de pintura em toda a casa e que a mesma fosse envernizada (cerca de 78.000 litros de tinta foram utilizadas). A mansão também foi construída usando uma "fundação flutuante", razão pela qual acredita-se que a mesma tenha se mantido em pé após o terremoto de 1906 e após o de Loma Prieta, em 1989. Esse tipo de construção permite que a casa desloque-se livremente, uma vez que a mesma não está completamente unida a base de tijolos.

Existem cerca de 161 cômodos, incluindo 40 quartos, 2 salões de baile (um finalizado e outro inacabado), assim como 47 lareiras, mais de 10.000 painéis de vidro, 17 chaminés (embora haja evidências de mais outras duas), 2 porões e 3 elevadores. A propriedade chegou a ocupar um espaço de 162 acres (aproximadamente 655.000 m²), porém o espaço foi sendo reduzido ao longo do tempo até chegar a 4,5 acres (aproximadamente 182.000 m²), o mínimo necessário para abrigar a mansão e seus respectivos anexos. A mansão possui lustres de ouro e prata, além de pisos de parquet e uma grande variedade de cores e materiais.

Existem cerca de 161 cômodos, incluindo 40 quartos, 2 salões de baile (um finalizado e outro inacabado), assim como 47 lareiras, mais de 10.000 painéis de vidro, 17 chaminés (embora haja evidências de mais outras duas), 2 porões e 3 elevadores
Devido à artrite debilitante da Sra. Winchester, foram instaladas escadas especiais, com degraus mais baixos, em substituição ao degraus mais altos originalmente construídos. Isso permitiu que ela se movimentasse livremente pela sua casa, uma vez que ela só conseguia levantar os pés a alguns centímetros de altura. Como curiosidade, havia apenas um banheiro funcionando, visto que os outros eram apenas "chamarizes" para confudir os espíritos. Essa também era a razão pela qual conta-se que Sarah Winchester dormia em um quarto diferente todas as noites.

Cômodo onde Sarah Winchester supostamente realizava sessões mediúnicas com os espíritos
As conveniências domésticas típicas de uma casa, ou seja, tudo aquilo que serve para proporcionar um maior conforto aos moradores de uma residência, eram raras na época da construção da mansão. Na mesma havia sistema de aquecimento a vapor e ar quente forçado, banheiros e encanamentos modernos, e chuveiro com água quente (somente no banheiro utilizado pela Sarah Winchester). Havia também três elevadores, incluindo um Otis elétrico, e um dos quais era acionado por um raro pistão hidráulico horizontal (a maioria dos pistões para elevadores são verticais para economizar espaço, mas Sarah Winchester preferia a funcionalidade aprimorada da configuração horizontal.)

Ao pesquisar um pouco sobre a mansão Winchester na Internet, é possível notar que alguns sites alegam que Sarah Winchester nunca teria economizado na decoração da mansão, visto que ela acreditava que contribuía para sua beleza arquitetônica. Muitos dos vitrais teriam sido criados pela Tiffany Company (empresa que existe desde 1837). Alguns teriam sido projetados especificamente para ela, e outros por ela mesma, incluindo uma janela "teia de aranha", que caracterizava seu design favorito, além da repetição do número 13, outra de suas preocupações. Confira também uma espécie de passeio por essa mansão que foi publicado pelo canal rumwomenandguns, no YouTube, em novembro de 2014 (vale muito a pena conferir):



Assim como uma espécie de reportagem um pouco mais longa realizada pelo canal It Is Written Oceania, no YouTube, em fevereiro de 2015 (em inglês):



Além de um documentário histórico, realizado em 1963, pela CBS, que foi publicado pelo canal stevers62, no YouTube (em inglês):



Aliás, essa janela em questão nunca teria sido instalada, mas existe no chamado "Quarto de US$ 25.000" (assim chamado, porque seu conteúdo foi originalmente avaliado em US$ 25.000, que teria sido equivalente a pouco mais de US$ 350.000, em 2016. Uma segunda janela teria sido projetada pelo próprio Tiffany de modo que, quando a luz solar atinge os cristais prismáticos, um arco-íris seria lançado em todo o cômodo. No entanto, a janela teria sido instalada em uma parede interna de um cômodo sem exposição à luz, impedindo que o efeito fosse visto.

As conveniências domésticas típicas de uma casa, ou seja, tudo aquilo que serve para proporcionar um maior conforto aos moradores de uma residência, eram raras na época da construção da mansão. Na mesma havia sistema de aquecimento a vapor e ar quente forçado, banheiros e encanamentos modernos, e chuveiro com água quente (somente no banheiro utilizado pela Sarah Winchester)
Havia também três elevadores, incluindo um Otis elétrico, e um dos quais era acionado por um raro pistão hidráulico horizontal (a maioria dos pistões para elevadores são verticais para economizar espaço, mas Sarah Winchester preferia a funcionalidade aprimorada da configuração horizontal.)
Conta-se ainda que, quando Sarah Winchester morreu, todas os seus bens (além da casa, é claro) foram deixados com sua sobrinha e secretária pessoal. Sua sobrinha, em seguida, teria levado tudo o que ela queria e vendido o resto em um leilão particular. Supostamente, teria sido necessário 6 caminhões trabalhando 8h por dia, durante 6 semanas para remover todos os móveis, algo que é calorosamente discutido por Mary Jo Ignoffo. A Sra. Winchester não mencionou a mansão em seu testamento, e os avaliadores consideraram a casa inútil devido aos danos causados pelo terremoto, ao projeto inacabado e à natureza impraticável de sua construção.

A mansão acabou sendo vendida em um leilão a um investidor local por mais de US$ 135.000, e posteriormente alugada por 10 anos para o casal John e Mayme Brown, que eventualmente compraram a residência. Em fevereiro de 1923, cinco meses após a morte de Winchester, a casa foi aberta ao público, com Mayme Brown servindo como seu primeiro guia turístico. Até mesmo Harry Houdini teria visitado a mansão em 1924, e o relato de um jornal sobre sua visita (exibido no chamado "Museu do Rifle" dentro da propriedade), chamava a residência de a "Casa Misteriosa" (ou "Casa do Mistério", como queiram).

Alega-se que esses espíritos a inspiraram diretamente no modo de como a casa deveria ser construída. O número 13 e a temática relacionada a "teia de aranha", teria carregado um significado espiritual para ela e estaria presente em toda a casa
Atualmente, a casa é de propriedade da "Winchester Investments LLC", uma empresa privada que representa os descendentes de John e Mayme Brown. É mencionado que a casa mantém particularidades que refletem as crenças da Sra. Winchester e sua preocupação em afastar espíritos malignos. Alega-se que esses espíritos a inspiraram diretamente no modo de como a casa deveria ser construída. O número 13 e a temática relacionada a "teia de aranha", teria carregado um significado espiritual para ela e estaria presente em toda a casa.

Por exemplo, um lustre importado que originalmente tinha 12 castiçais teria sido alterado para acomodar 13 velas, ganchos de roupas nas paredes seriam múltiplos de 13, e os ralos das pias também teria 13 buracos. Em homenagem a essa suposta mania de Sarah Winchester, os proprietários atuais da casa criaram uma árvore topiária em formato de número 13. Além disso, todas as sextas-feiras 13, o grande sino da propriedade seria badalado 13 vezes às 13h em homenagem a Sarah Winchester.

O Site da Mansão Winchester: Um Empreendimento Muito Lucrativo na Costa Oeste dos Estados Unidos


Nem todos os lugares supostamente assombrados ou misteriosos ao redor do mundo possuem uma estrutura midiática tão forte quanto a "Winchester Mystery House", que possui um site bem completo sobre a suposta paranormalidade da casa, uma grande equipe para conduzir passeios turísticos (evidentemente pagos), além de uma loja bem completa de lembrancinhas, que os turistas podem comprar como recordação de que estiveram na mansão Winchester.

De acordo com o site, oficialmente, a casa possui alguns "mistérios". Vamos citá-los de acordo como está escrito no site, combinado?
  • Atividade Paranomal: Se alguém acredita em espíritos ou não, não há como negar a presença de alguém (ou alguma coisa) na "Casa Misteriosa de Winchester". Inúmeros visitantes, guias turísticos e funcionários experimentaram um fenômeno estranho, incluindo o registro de orbes e imagens em fotografias e vídeos.
Inúmeros visitantes, guias turísticos e funcionários experimentaram um fenômeno estranho,
incluindo a captura de orbes e imagens em fotografias e vídeos
  • Teias de Aranha: A Sra. Winchester projetou pessoalmente muitas das janelas "teia de aranha" vistas em toda a casa, mais notavelmente aquelas encontradas no 13º banheiro. O "desenho" da teia de aranha também aparece nas grades de lareiras dentro da mansão.
O "desenho" da teia de aranha também aparece nas grades de lareiras dentro da mansão
  • A Porta para Lugar Nenhum: Localizada no segundo andar, próxima da parte da frente da casa e do "Quarto das Margaridas", essa porta se abre diretamente para uma queda de dois andares em linha reta! Por quê? Nós nunca saberemos, mas temos certeza de que esta porta não atrairá visitantes.
Localizada no segundo andar, próxima da parte da frente da casa e do "Quarto das Margaridas",
essa porta se abre diretamente para uma queda de dois andares em linha reta!
  • Escadaria até o Teto: A pequena escada que leva até o teto estão entre as muitas escadas estranhas que aparecem na casa. Essas escadas foram exibidas na popular série de TV "Ghost Adventures" do "The Travel Channel". Uma pequena mão verde em forma de vapor foi registrada na câmera colocada na base da escada, aparentando ser o polegar ou algo apontando para cima.
A pequena escada que leva até o teto estão entre as muitas escadas estranhas que aparecem na casa
  • O Número "13": É difícil não notar as ocorrências do número 13 em toda a mansão. Muitas janelas têm 13 painéis, existem 13 banheiros (com 13 janelas no 13º banheiro), 13 degraus em muitas escadarias, 13 painéis de teto em vários tetos. O testamento da Sra. Winchester foi dividido em 13 partes e ela até mesmo assinou 13 vezes!
Muitas janelas têm 13 painéis, existem 13 banheiros (com 13 janelas no 13º banheiro),
13 degraus em muitas escadarias, 13 painéis de teto em vários tetos
  • Escadaria 7-11: Essa escadaria incomum foi construída na forma de uma letra "Y", permitindo que os empregados chegassem rapidamente a três níveis diferentes da casa. Um conjunto tem sete degraus enquanto o outro tem 11, ambos com destinos diferentes.
Essa escadaria incomum foi construída na forma de uma letra "Y",permitindo que os empregados chegassem rapidamente a três níveis diferentes da casa
Atualmente, a empresa administradora oferece alguns passeios turísticos para que os visitantes possam conhecer melhor a casa e sua história (pelo menos a versão "assombrada" que contam). Confiram quais são esses passeios turísticos:

Mansion Tour


Para apresentar esse passeio é mencionado , ue Sarah Winchester era uma verdadeira mulher independente, motivada e corajosa, que permanece viva na lenda, como uma viúva aflita que construiu de forma contínua sua primeira casa de campo, inicialmente pequena, de dois andares, para apaziguar os espíritos daqueles que foram mortos pelas armas fabricadas pela empresa do marido.

Atualmente, você pode visitar 110 dos 160 quartos da mansão de Sarah, conhecida mundialmente como a "Casa Misteriosa de Winchester", e ver os estranhos atributos que fazem jus ao seu nome: uma janela embutida no chão, escadas que levam até o teto, portas que se abrem para paredes, uma aparente obsessão com o número "13", desenhos de teias de aranha etc.

Atualmente, você pode visitar 110 dos 160 quartos da mansão de Sarah, conhecida mundialmente como a "Casa Misteriosa de Winchester", e ver os estranhos atributos que fazem jus ao seu nome: uma janela embutida no chão, escadas que levam até o teto, portas que se abrem para paredes, uma aparente obsessão com o número "13", desenhos de teias de aranha etc
Originalmente apelidada de "Llanada Villa", a "Casa Misteriosa de Winchester" é conhecida por suas muitas curiosidades de design, inovações (muitas à frente do seu tempo) e atividade paranormal. Os destaques do passeio de 65 minutos incluem o "quarto de U$ 25,000", o sótão, o quarto de Sarah, o quarto da sessão mediúnica, o quarto da manhã, o "Grande Salão de Baile", a sala de jantar veneziana, a área de recepção de convidados, entre muitos outros destinos.

O "Mansion Tour" também inclui a ida aos Jardins Vitorianos, o Museu Histórico de Armas e o Museu de Presentes Especiais e Antigos.

Duração do passeio: 1 hora e 5 minutos
Os preços variam entre US$ 26,00 e US$ 36,00 (entre R$ 84 e R$ 117 pela cotação atual) e os ingressos podem ser comprados no site

Explore More Tour


No primeiro passeio totalmente novo, que passou a ser oferecido na "Casa Misteriosa de Winchester" em mais de 20 anos, essa nova e emocionante experiência leva os visitantes a áreas da casa nunca antes abertas ao público ou que estão fora dos limites permitidos há décadas. Disponível apenas por tempo limitado (mas não foi mencionado por quanto tempo), esse novo passeio é apresentado juntamente com o "Mansion Tour", que fornece uma visão histórica de Sarah Winchester e sua incrível casa.

Após o "Mansion Tour" e uma breve pausa, os hóspedes embarcam no "Explore More Tour", onde eles irão se aventurar desde a parte inferior da grande mansão até os telhados, entre os corredores solitários, os refúgios escuros e os espaços do sótão, que passam a sensação de um mau presságio.

No primeiro passeio totalmente novo, que passou a ser oferecido na "Casa Misteriosa de Winchester" em mais de 20 anos, essa nova e emocionante experiência leva os visitantes a áreas da casa nunca antes abertas ao público ou que estão fora dos limites permitidos há décadas
Disponível apenas por tempo limitado, esse novo passeio é apresentado juntamente com o "Mansion Tour", que fornece uma visão histórica de Sarah Winchester e sua incrível casa.
Essa casa tem a reputação de ser assombrada. Qualquer espírito que possa assombrar a mansão, sem dúvida, faz isso silenciosamente, na escuridão, nos quartos e nas áreas que você visitará nesse passeio, a maioria dos quais não foi perturbado há mais de um século. Se você é sensível ao paranormal, os destinos nesse passeio devem ser do seu agrado. No passeio, você gradualmente tornará seu caminho cada vez mais profundo nos espaços inacabados, inexplicáveis e alguns outros que dizem causar nervoso e ansiedade.

Por questões de segurança, crianças menores de 10 anos não são permitidas no "Explore More Tour."

Duração do passeio: 2 horas e 15 minutos
Os preços variam entre US$ 20,00 e US$ 47,00 (entre R$ 65 e R$ 152 pela cotação atual)

Hallowe’en Candlelight Tours


Em uma atmosfera descontraída e gótica, você contará apenas com a trêmula luz de uma vela e sua imaginação para guiá-lo(a) através da mansão vitoriana de 160 quartos, conhecida por sua "atividade".

Nesta visita guiada, a luz das velas fornece uma iluminação singular através do labirinto desconcertante dos quartos, congelados e presos no tempo, em estado de decomposição ou ainda resplandecentes diante da grandeza vitoriana. Embora elementos festivos de Halloween estejam por todos os lados, a atmosfera é pesada e de mau presságio, pois uma presença invisível parece estar sempre observando. Você nunca sabe quem decidiu ficar permanentemente para atrás ou o que pode se materializar.

Em uma atmosfera descontraída e gótica, você contará apenas com a trêmula luz de uma vela e sua imaginação para guiá-lo(a) através da mansão vitoriana de 160 quartos, conhecida por sua "atividade"
Almas corajosas podem experimentar o passeio à luz de velas na "Casa Misteriosa de Winchester" durante apenas 20 noites entre setembro e outubro de 2017.

Duração do passeio: 1 hora e 5 minutos

Setembro: 29, 30
Os preços variam entre US$ 15,00 a US$ 46,00

Outubro: 6, 7, 8, 13, 14, 15
Os preços variam entre US$ 15,00 a US$ 46,00

Outubro: 18, 19, 20, 21, 22, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31
Os preços variam de US$ 20,00 a US$ 49,00 (entre R$ 65 e R$ 160)

Os ingressos estarão à venda a partir de 30 de junho de 2017, sendo que os ingressos se esgotam rapidamente, portanto quem resolver visitá-la precisa comprar com antecedência.

Friday the 13th Flashlight Tour


Uma vez que a próxima sexta-feira 13 cai durante o "Hallowe'en Candlelight Tours", esse passeio não será mais oferecido em 2017. Porém, os próximos serão nos dias 13 de abril e 13 de julho de 2018! Anote na sua agenda!

Uma vez que a próxima sexta-feira 13 cai durante o "Hallowe'en Candlelight Tours", esse passeio não será mais oferecido 2017
Aliás, é interessante notar, que no verdadeiro complexo que montaram em razão dos mistérios da antiga casa de Sarah Winchester, o local ainda conta com um estande de tiro, onde você pode atirar em até 38 alvos conhecidos (um para cada ano que a incrível mansão permaneceu em construção), e que desencadeiam algo "sobrenatural".

Aliás, é interessante notar que no verdadeiro complexo, que montaram em razão dos mistérios da antiga casa de Sarah Winchester...
...o local ainda conta com um estande de tiro, onde você pode atirar em até 38 alvos conhecidos (um para cada ano que a incrível mansão permaneceu em construção), e que desencadeiam algo "sobrenatural"
Também existe o "Winchester Cafe" onde as pessoas podem comer ou beber alguma coisa, além da loja de lembrancinhas e dois museus. Enfim, independentemente de qual seja a verdade por trás da casa (e iremos conferir uma fortíssima e longa hipótese daqui a pouco), com certeza vale a pena visitar a mansão como forma de entretenimento.

Um Novo Cômodo Secreto Foi Descoberto em Outubro do Ano Passado?


Essa história é bem polêmica e vou explicar o porquê disso. No dia 9 de outubro do ano passado, a KRON 4, uma emissora de TV de São Francisco, na Califórnia, divulgou que um novo cômodo tinha sido descoberto na "Casa Misteriosa de Winchester", uma mansão vitoriana que tinha sido o lar de uma viúva da fortuna produzida pelo rifle Winchester. A equipe de preservação da casa tinha aberto o quarto recentemente para o público.

O quarto recentemente descoberto era um espaço do sótão, que estava trancado desde que Sarah Winchester morreu em 1922. Ela teria trancado o cômodo após o terremoto de 1906, porque teria ficado presa no mesmo, e achava que espíritos malignos eram responsáveis pelo terremoto. A equipe encontrou inúmeros itens no cômodo, incluindo um órgão (instrumento), um sofá vitoriano, vestidos, máquina de costura e quadros.

O novo cômodo significava, que 161 quartos tinham sido encontrados na mansão, que possuía 10.000 janelas, 2.000 portas, 47 lareiras, 40 escadas, 13 banheiros e 9 cozinhas. Confira a reportagem realizada pela KRON 4, em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês):



O site do jornal "San Francisco Chronicle" chegou a mencionar que, Al Guthertz, que vem representando a mansão por muitas décadas, disse que o cômodo havia sido descoberto cerca de dois meses antes (seria mesmo 161º quarto, conforme a KRON 4 tinha noticiado).

Entretanto, o jornalista  Caleb Pershan, do site de notícias e entretenimento "SFist.com", desconfiou dessa história e por uma razão bem simples: era notável que o sótão de Sarah não estava sendo apresentado em seu local original - em vez disso, seus itens foram movidos para outro local. Veja o que um representante do empreendimento disse através do Facebook: "Nós mudamos o 'sótão' para o pátio central."

"Nós mudamos o  'sótão' para o pátio central", disse um representante da Winchester Mystery House
Resumindo? Além de não existir nenhuma foto que mostrasse a real localização do novo cômodo, tudo parecia ser mais uma "nova atração" do que realmente um "novo cômodo", que havia sido descoberto. Aliás, a data da divulgação não podia ser mais oportuna, justamente no mês do Halloween (o famoso "Dia das Bruxas"). Estranho, não é mesmo?

O Filme "Winchester" e a Recente Divulgação da Mansão Winchester na Mídia Norte-Americana


No dia 8 de maio desse ano, o site do jornal "San Francisco Chronicle" disse, que os fantasmas talvez estivessem menos propensos a sair na ensolarada manhã do dia 5 de maio, uma sexta-feira, na famosa "Casa Misteriosa de Winchester."

Isso porque uma equipe de filmagem, após cerca de três dias, estava terminando de gravar algumas cenas para um "suspense sobrenatural", que será lançado no ano que vem (segundo o site Hollywood Reporter, o filme será lançado no dia 23 de fevereiro de 2018, e está sendo promovido pela CBS films). A atriz Dame Helen Mirren estava no set de filmagens, da maior atração turística da cidade de San Jose, juntamente com o ator Jason Clarke.

A atriz Dame Helen Mirren estava no set de filmagens, da maior atração turística da cidade de San Jose,
juntamente com o ator Jason Clarke.
O filme "Winchester" se passará no ano de 1906, e irá retratar Sarah Winchester (Dame Mirren), a herdeira da fortuna promovida pelos rifles Winchester. Ela acreditava estar atormentada pelos espíritos daqueles que morreram pelas armas fabricadas pela família, após as mortes de seu marido, e de sua filha com apenas 6 semanas de idade. Com o objetivo de acalmar e combater os fantasmas, Winchester supervisionou a construção obsessiva, ao longo de décadas, de sua misteriosa mansão labiríntica.

"Não há nada parecido em nenhum lugar, que eu já tenha visto. Isso surgiu de circunstâncias tão específicas, que é difícil de acontecer novamente", disse Dame Mirren, provavelmente mais conhecida por papéis, tais como a Rainha Elizabeth II no teatro e no cinema e "Jane Tennison" na série de TV "Prime Suspect", em um cômodo escuro, um dos 160 (que oficialmente seriam 161") cômodos da casa.

O filme "Winchester" se passará no ano de 1906, e irá retratar Sarah Winchester (Dame Mirren), a herdeira da fortuna promovida pelos rifles Winchester. Ela acreditava estar atormentada pelos espíritos daqueles que morreram pelas armas fabricadas pela família após as mortes de seu marido, e de sua filha com apenas 6 semanas de idade
Com o objetivo de acalmar e combater os fantasmas, Winchester supervisionou a construção obsessiva,
ao longo de décadas, de sua misteriosa mansão labiríntica
Embora tenha uma certa pitada de medo, "Winchester" não seria bem classificado como um filme de terror, uma opinião compartilhada por Mirren e os diretores do filme. Em vezes disso, a inspiração do filme surgiu do mito e da psicologia da viúva afligida, juntamente com a rica história por trás de sua herança. Winchester dedicou quase 40 anos, até sua morte em 1922, a uma expansão de 24 horas da fazenda original de oito quartos, em uma estrutura maciça repleta de excentricidades: escadarias que levam a lugar nenhum; padrões repetidos envolvendo o número 13; uma sala cônica e com painéis de madeira, que rumores apontam que o local das sessões noturnas de Winchester, entre outras.

Além disso, no meio de seus 2.200 m² (parece bem maior do que isso, não?), 10.000 janelas e 2.000 portas, a casa continha um cofre altamente reforçado que, após a morte de Winchester, encontraram apenas um chumaço de cabelo da bebezinha falecida, e os obituários de seus dois entes queridos.

"É como ser um rato em um pequeno labirinto", disse um membro de um grupo de passeio, logo pela manhã, descendo uma escadaria impossivelmente estreita e em ziguezague, cujos degraus individuais mal diferiam em altura. Na verdade, a casa foi feita com a intenção de ser intransitável, com portas e passagens secretas em todos os lados, para confundir os espíritos.

O ator Clarke interpreta um psiquiatra, que chega na casa para avaliar o estado mental de Winchester, apenas para começar a questionar suas próprias crenças dentro das paredes de Winchester
Quando Mirren chegou para ser entrevistada, ela abriu uma porta aleatória, que parecia não levar a lugar algum. "Por quê?", perguntou, perplexa. "Toda essa questão com a Sarah é: 'Por quê?'", completou.

"Ela construía quartos e derrubava-os quase que instantaneamente, então é muito difícil saber exatamente o que foi feito naquele período", disse o co-diretor Peter Spierig. A maior parte do filme já havia sido filmada na Austrália usando recriações precisas da casa, em parte devido às restrições físicas, muitas vezes claustrofóbicas, de sequências de filmagem por toda a mansão.

A atriz Dame Mirren interpretará Sarah Winchester no cinema
"Eu sempre comparo isso ao castelo de Bram Stoker", disse Clarke, que chegou à casa pela primeira vez na manhã de sexta-feira, e deu uma espiada dentro e fora dos quartos para observar os estranhos detalhes. Clarke interpreta um psiquiatra, que chega na casa para avaliar o estado mental de Winchester, apenas para começar a questionar suas próprias crenças dentro das paredes de Winchester. Mirren e Clarke, por sua vez, não acreditam em fantasmas, embora Mirren tenha dito que reconhece o imenso "poder de crença." No entanto, dentro dos limites da casa de Winchester, que produziram inúmeros relatos de aparições sombrias, vistas em corredores, gavetas e coisas parecidas, a sensação física pode naturalmente oscilar.

"Acho que se estiver assombrado, o que pode estar, é assombrado por um espírito muito doce, que realmente acho que seja o espírito de Sarah Winchester. Sinto que é muito, muito benigno. Muito doce, e até mesmo com senso de humor", disse Dame Mirren.

Alguns dias depois, por volta do dia 17 de maio, o "Winchester Mystery House" liberou um comunicado de imprensa falando justamente sobre o novo passeio o "Explore More Tour", onde mais cômodos teriam sido liberados ao público, acrescentando mais 1h de passeio guiado. Confira algumas imagens abaixo:

Alguns dias depois, por volta do dia 17 de maio, o "Winchester Mystery House" liberou um comunicado de imprensa falando justamente sobre o novo passeio o "Explore More Tour"...
...onde mais cômodos teriam sido liberados ao público, acrescentando mais 1h de passeio guiado
Finalmente, no dia 25 de maio, o novo passeio foi inaugurado e recebeu, é claro, uma atenção especial da mídia norte-americana, principalmente da Costa Oeste. Confira abaixo a reportagem da KPIX 5, emissora de TV afiliada da CBS, em São Francisco, que foi publicada em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês, mas vamos contar o que foi basicamente mencionado para vocês):



De acordo com a KPIX 5, seria a primeira vez que os turistas poderiam entrar na casa através da porta da frente, apenas uma das inúmeras áreas que tinham sido abertas ao público através do corte de uma fita cerimonial. Foi alegado que Sarah Winchester não queria que ninguém visse o hall de entrada, atrás da porta da frente, porque não estava mobiliado e devidamente decorado.

"Existe uma história sobre Teddy Roosevelt batendo na porta, e ela não o deixa entrar", disse o Gerente Geral, Walter Magnuson.

"Existe uma história sobre Teddy Roosevelt batendo na porta, e ela não o deixa entrar", disse o Gerente Geral, Walter Magnuson
Outro quarto, conhecido como "South Witches Cap", era apenas um dos 40 quartos da casa, que passaram a ficar abertos ao público. Os corredores do terceiro andar fazem parte da casa, que é visitada pelos fantasmas

"Sei que há diversas pessoas que gostariam de realizar uma sessão mediúnica aqui, porque tem uma energia bem concentrada. Algumas vezes, você ouvirá alguém sussurrando seu nome e não há ninguém lá", disse a historiadora da casa, Janan Boehme.

"Sei que há várias pessoas que gostariam de realizar uma sessão mediúnica aqui, porque tem uma energia bem concentrada. Algumas vezes, você ouvirá alguém sussurrando seu nome e não há ninguém lá", disse a historiadora da casa, Janan Boehme
Já na ala norte, os visitantes poderiam ver resquícios dos prejuízos causados e dos artefatos da época do "Grande Terremoto de São Francisco de 1906."

Entretanto, será que toda essa história é real? Será que Sarah Winchester estava mesmo sendo pertubada pelos espíritos? É justamente sobre isso que vocês vão poder conferir a partir de agora. Acredite, tenha muita calma, porque a suposta verdade sobre a Mansão Winchester com certeza vai surpreender e deixar muitos de vocês com os olhos arregalados!

A Suposta Verdade Por Trás da Misteriosa Mansão Winchester


Para tentar mostrar a vocês um ponto raramente mencionado sobre a Mansão Winchester, além do que é amplamente divulgado pela imprensa e pela própria empresa responsável por administrar a mansão atualmente, vou utilizar um texto, no mínimo inusitado, escrito por filósofo e escritor Richard Allan Wagner, que alega possui o 32º Grau do Rito Escocês da Maçonaria Livre e ser um Frater na Ordem Rosacruz AMORC.

Para tentar mostrar a vocês um ponto raramente mencionado sobre a Mansão Winchester, além do que é amplamente divulgado pela imprensa e pela própria empresa responsável por administrar a mansão atualmente, vou utilizar um texto, no mínimo inusitado, escrito por filósofo e escritor Richard Allan Wagner (na foto)
Richard é um tanto quanto excêntrico em suas convicções ao escrever alguns livros de ficção científica sobre Deuses e Reis, Planeta Marte e até mesmo um livro que pretende revelar a verdade por trás do poeta inglês William Shakespeare. Portanto, recomendo muita cautela ao ler essa última parte da postagem, que é mais voltada para aqueles que gostam de uma boa teoria conspiratória e de desvender mistérios. Será que Richard teria razão em suas análises? Vamos começar a saga!

A Bela de New Haven, no Estado Norte-Americano de Connecticut


Seu nome de nascimento era Sarah Lockwood Pardee. Ela era a quinta de sete crianças nascidas de Leonard Pardee e Sarah Burns. Não existem registros ou qualquer outra forma de informação, que seja completamente verdadeira ou fatual, que estabeleça uma data de nascimento para Sarah - até mesmo o ano permanece desconhecido. A escassa informação que sobrevive do registro histórico indica que seu nascimento deve ter ocorrido entre 1835 e 1845. Nesse sentido, muitos sites apontam que ela teria nascido em 1839.

Na época do nascimento de Sarah, os Pardees eram uma respeitável família de classe média alta de New Haven. Seu pai, Leonard, era um marceneiro, cujo senso de negócio se encontrava em ascensão na sociedade que possuía ensino, como um bem-sucedido fabricante de carruagens. Posteriormente, durante a Guerra Civil, ele fez fortuna fornecendo ambulâncias para o Exército da União.

Ambrótipo pintado a mão de Sarah Winchester, realizado em 1865
pela Taber Photographic Company de São Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos
A característica mais proeminente de Sarah é que ela era tudo, menos comum. Assim como Francis Bacon, ela era uma criança prodígio. Além disso, pelo que tudo indica, ela também foi considerada muito bonita. Aos doze anos, Sarah já era fluente em latim, francês, espanhol e italiano. Além disso, seu conhecimento dos clássicos (notavelmente Homer e Shakespeare), juntamente com um talento notável para música era bem conhecido. Não seria de se estranhar que a sociedade de New Haven, eventualmente apelidaria a jovem de "A Bela de New Haven".

Além do brilho de Sarah e do lugar respeitável na sociedade, havia diversos fatores sobre New Haven, que apresentavam uma influência original em sua educação. Para começar, havia a Universidade de Yale (originalmente conhecida como Faculdade Yale). Desde o seu início, Yale (e New Haven) foi um centro progressivo do pensamento e das atividades da Maçonaria Livre e da Ordem Rosacruz.

Além do brilho de Sarah e do lugar respeitável na sociedade, havia diversos fatores sobre New Haven, que apresentavam uma influência original em sua educação. Para começar, havia a Universidade de Yale (originalmente conhecida como Faculdade Yale). A foto acima mostra justamente Yale por volta do ano de 1901
Consequentemente, Sarah cresceu e foi educada em um ambiente tomado por essas vertentes filosóficas. Diversos tios e primos de Sarah eram maçons. Mais importante ainda é que, quando jovem, ela foi admitida na única instituição escolar feminina de Yale, conhecida como "Young Ladies Collegiate Institute" (algo como "Instituto Colegiado de Jovens Senhoras", em português). Dois dos administradores e professores mais influentes, Judson A. Root e seu irmão N.W. Root de Taylor eram tanto da "Maçonaria Livre", quanto da Ordem Rosacruz. Além das artes liberais, os Roots estabeleceram um currículo rigoroso, que consistia em ciências e matemática.

Além disso, duas das colegas de Sarah, Susan e Rebecca Bacon, eram filhas do reverendo Dr. Leonard Woolsey Bacon, de New Haven, mas que não tinham nenhuma relação com Francis Bacon. Enquanto Sarah e as meninas Bacon estavam frequentando o instituto, a irmã do Dr. Bacon, Delia, também moradora de New Haven, atraiu uma fama e atenção consideráveis por escrever seu famoso tratado em que Sir Francis Bacon (com a ajuda de um círculo das melhores mentes literárias da "Era Isabelino-Jacobiana") foi o verdadeiro autor e editor das obras originais de Shakespeare. Seu trabalho foi patrocinado pelo autor Nathaniel Hawthorn, e posteriormente foi apoiado por pessoas como Ralph Waldo Emerson e Mark Twain. Além de sua escrita, Delia Bacon deu inúmeras palestras públicas aos cidadãos de New Haven. Assim sendo, New Haven, no estado norte-americano de Connecticut foi o berço real da doutrina "Bacon é Shakespeare".

Grade curricular da única instituição escolar feminina de Yale, conhecida como "Young Ladies Collegiate Institute" (algo como "Instituto Colegiado de Jovens Senhoras", em português)
Dada sua exposição direta à Doutrina Baconiana, juntamente com sua paixão pelas obras de Shakespeare, era inevitável que Sarah Pardee fosse atraída como uma força irresistível para um interesse mais que passageiro no novo teorema. Além disso, a preocupação Baconiana-Maçônica com técnicas secretas de criptografia usando sistemas de cifra numeradas, certamente influenciou a visão de mundo da jovem Sarah. Esse pano de fundo original para o desenvolvimento inicial de Sarah desempenhou um papel crucial que, essencialmente, definiu o que se tornaria o trabalho de sua vida.

Assim conforme veremos mais adiante, a "Bela de New Haven" tornaria-se uma "baconiana leal" pelo resto de sua vida. Ela também adquiriu um vasto e estranho conhecimento do ritual maçônico-rosacruziano e também sobre simbologia. Além disso, ela gravitava para a Teosofia. O autor e historiador Ralph Rambo (quem teoricamente e realmente conhecia Sarah) escreveu: "Acredita-se que a Sra. Winchester era Teosofista." Rambo não elaborou o assunto, porém como ele estava próximo de Sarah, ele provavelmente estava em posição de conhecer algumas coisas sobre ela. Deve-se notar que a maioria dos rosacruzes são teosofistas.

Ralph Rambo (na foto) trabalhou na Muirson Label Company de 1916 a 1964. Durante a maior parte desse tempo, ele foi diretor de arte da empresa. Posteriormente, ele passaria a escrever livros sobre a vida no Vale de Santa Clara.
Sarah aderiu tanto à teosofia cabalística de Bacon quanto à perspectiva teosófica de Rudolph Steiner (1861-1925). Steiner encarava o universo como um vasto organismo vivo, no qual todas as coisas são comparadas a unidades ou células, que evoluem individualmente, e que compreendem um corpo universal e sinérgico maior, que está "sempre em construção". Conforme veremos mais adiante, o tema "sempre em construção" foi o cerne da metodologia de Sarah.

William e Annie Winchester


William Wirt Winchester nasceu em Baltimore, no estado
norte-americano de Maryland, em 22 de julho de 1837.
William Wirt Winchester nasceu em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland, em 22 de julho de 1837. Ele era o único filho de Oliver Fisher Winchester e Jane Ellen Hope. Em consonância com uma tendência popular da época, ele recebeu o nome de William Wirt, um procurador-geral muito popular e o mais antigo dos Estados Unidos.

Logo após a chegada de William, os Winchesters se mudaram para New Haven, onde o empreendedor Oliver, juntamente com seu parceiro John Davies, fundou, com sucesso, uma empresa de fabricação de roupas. Gradualmente, o patriarca de Winchester acumulou uma fortuna considerável. Posteriormente, Oliver canalizou seus esforços em uma empresa de fabricação de armas, que então (em 1866) evoluiu para a famosa Winchester Repeating Arms Company.

De acordo com documentos históricos, os Winchesters e os Pardees estavam bem familiarizados entre si, particularmente através dos auspícios da Primeira Igreja Batista de New Haven. Além disso, Sarah Pardee e a irmã de William, Annie, eram colegas de classe no Instituto Colegiado de Jovens Senhoras. Não muito distante, William frequentou o Instituto Colegiado e Comercial de New Haven, outro braço da Faculdade de Yale.

No local, os professores de William incluíam N.W. Taylor Root (um dos instrutores de Sarah) e Henry E. Pardee, que era outro dos primos de Sarah. Assim sendo, a jovem Sarah e William encontraram-se estudando praticamente a mesma grade curricular, em circunstâncias muito semelhantes. Além disso, tal como os Pardees, a família Winchester estava repleta de maçons.

Posteriormente, Oliver canalizou seus esforços em uma empresa de fabricação de armas, que então (em 1866) evoluiu para a famosa Winchester Repeating Arms Company
Sarah e William se casaram em 30 de setembro de 1862. Sua única filha, Annie Pardee Winchester veio ao mundo em 12 de julho de 1866. Infelizmente, devido a uma complicação conhecida como "marasmo" (uma grave desnutrição devido à incapacidade do corpo em metabolizar proteínas), Annie morreu 40 dias depois. Em 1880, Oliver Fisher Winchester morreu, deixando a sucessão da Winchester Repeating Arms Company para seu único filho. Um ano depois, William morreu de tuberculose aos 43 anos.

Jazigo da família Winchester no Cemitério Evegreen, na cidade de New Haven
A dupla perda de Annie e William foi um profundo golpe para Sarah. No entanto, a perda deixou a viúva Winchester com uma herança de 20 milhões de dólares (o que era uma gigantesca fortuna na época), e quase 50% do controle acionário da Winchester Arms que, por sua vez, lhe rendia aproximadamente US$ 1.000 dólares por dia em royalties pelo resto de sua vida. Isso tudo fez de Sarah Winchester uma das mulheres mais ricas do mundo.

A Viagem para a Europa e a Posterior Mudança para o Estado Norte-Americano da Califórnia


De acordo com Ralph Rambo, Sarah fez uma viagem pelo mundo durante três anos antes de se instalar na Califórnia em 1884. O jornal "The New Haven Register", de 1886, mencionou Sarah como se a mesmo tivesse se "mudado para a Europa." Nenhuma outra informação sobreviveu para nos dizer exatamente onde a Sra. Winchester foi durante esses anos ou em que suas atividades consistiram. Porém, podemos projetar algumas teorias bem interessantes.

Embora a Maçonaria tenha tradicionalmente proibido as mulheres de sua filiação, há numerosos casos documentados em que algumas mulheres de forte expressão conquistaram uma posição em lojas liberais maçônicos, já no século XVIII. Um movimento iniciado na França chamado "Co-Maçonaria", que permitia a participação masculina e feminina já estava em andamento quando Sarah chegou naquele país. Considerando sua condição social, uma predileção em relação aos princípios maçônicos e um domínio dos idiomas europeus, Sarah poderia facilmente ter sido admitida em qualquer uma das permissivas lojas maçônicas francesas.

Um movimento iniciado na França chamado "Co-Maçonaria", que permitia a participação masculina e feminina já estava em andamento quando Sarah chegou naquele país
Outro cenário possível envolvendo as atividades da Sra. Winchester no exterior poderia ter incluído visitas a marcos esotéricos e arquitetônicos, assim como a Catedral de Chartres, na França. O interesse maçônico-rosacruziano de Sarah em labirintos a teria atraído para Chartres, que possui seu labirinto de 11 circuitos, uma característica semelhante a um quebra-cabeças, que enfatiza a disciplina da tradição iniciática das antigas escolas de mistério.

Da mesma forma, ela também poderia ter encontrado inspiração na simbologia maçônica e na estrutura misteriosa (incluindo uma escada que não leva a lugar nenhum) da Catedral de Rosslyn, na Escócia.

Outro cenário possível envolvendo as atividades da Sra. Winchester no exterior poderia ter incluído visitas a marcos esotéricos e arquitetônicos, como a Catedral de Chartres, na França
Da mesma forma, ela também teria encontrado inspiração na simbologia maçônica e na estrutura misteriosa (incluindo uma escada que não leva a lugar nenhum) da Catedral de Rosslyn, na Escócia.
Em 1884, Sarah passou a residir na área da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos, eventualmente se mudando para o interior do Vale de Santa Clara (atualmente a cidade deSan José) para comprar uma casa de 8 quartos de um tal Dr. Robert Caldwell. O motivo aparente para essa mudança era para viver próxima a seus inúmeros parentes da família Pardee, quando muitos deles foram para a Califórnia durante a "Corrida do Ouro" de 1849, e se espalharam desde Sacramento até a área da Baía de São Francisco.

Um desses parentes de Pardee, Enoch H. Pardee, tinha-se tornado um médico altamente respeitado e um político ao viver em Oakland. Posteriormente, seu filho George C. Pardee seguiu os passos de seu pai alcançando o cargo de Governador da Califórnia (1903-1907).

Um destes parentes de Pardee, Enoch H. Pardee, tinha-se tornado um médico altamente respeitado e um político ao viver em Oakland. Posteriormente, seu filho George C. Pardee seguiu os passos de seu pai alcançando o cargo de Governador da Califórnia (1903-1907)
É interessante notar que Wikipedia destaque que Enoch Pardee foi "um ocultista proeminente". Provavelmente, a referência ocultista tem a ver com o fato de que tanto Enoch, quanto seu filho George eram membros do altamente secreto e misterioso "Bohemian Club", que era um braço da Sociedade "Skull and Bones" de Yale. Além disso, Enoch e George eram Cavaleiros Templários da Maçonaria Livre.

Também é interessante notar o fato de que o presidente Theodore Roosevelt (outro membro do "Bohemian Club") foi até Califórnia em 1903 para pedir ao governador Pardee para ser candidato a vice-presidente na eleição nacional de 1904. A oferta foi recusada. Durante a mesma viagem, Roosevelt tentou visitar Sarah Pardee Winchester. Mais uma vez, a oferta de Roosevelt foi recusada.

A Mansão Winchester


Após comprar a casa do Dr. Caldwell juntamente com seus 161 acres de terras agrícolas, a Sra. Winchester contratou uma equipe de aproximadamente 20 carpinteiros, e começou a implementar um grandioso projeto de construção, que durou até sua morte 38 anos depois. A obra era um verdadeiro empreendimento "sempre em construção", no qual os operários trabalhavam 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Com a Sra. Winchester sendo sua única arquiteta, a casa cresceu gradualmente para fora e para cima, alcançando uma altura de 7 andares em alguns lugares, e possuindo entre 500 e 600 quartos. O terremoto de 1906 reduziu a casa a 4 andares. Posteriormente, Sarah se absteve de aventurar-se mais alto.

Além de seu imenso tamanho e arquitetura de estilo vitoriano, a casa tem inúmeras características únicas. Para começar, é inegavelmente um labirinto. Existem literalmente quilômetros de corredores como labirintos e corredores retorcidos, alguns dos quais têm becos sem saída, forçando o visitante a dar meia volta e voltar. Há também algumas passagens e escadas centralmente localizadas, que servem como atalhos permitindo um salto virtual de um lado da casa para o outro. Atravessar o labirinto é verdadeiramente vertiginoso e desorientador para a própria sensibilidade.

Antiga foto mostrando a casa de Sarah Winchester antes do terremoto de 1906. Com a Sra. Winchester sendo sua única arquiteta, a casa cresceu gradualmente para fora e para cima, alcançando uma altura de 7 andares em alguns lugares, e possuindo entre 500 e 600 quartos. O terremoto de 1906 reduziu a casa a 4 andares. Posteriormente, Sarah se absteve de aventurar-se mais alto.
A casa possui dezenas de esquisitices e características anômalas. Há quartos dentro de quartos. Há uma escadaria que não leva a lugar algum, abruptamente parando no teto. Em outro lugar, há uma porta que se abre para uma parede sólida. Algumas das 47 chaminés da casa têm um teto alto, enquanto em alguns lugares há claraboias cobertas por um telhado.

Algumas claraboias são cobertas por outra claraboia e, em um lugar, há uma claraboia embutida no chão. Há pequenas portas que levam a grandes espaços, e grandes portas que levam a espaços muito pequenos. Em outra parte da casa, uma porta no segundo andar se abre para a parte externa, que faria qualquer um ter uma forte queda no gramado do lado de fora da casa.

Há pequenas portas que levam a grandes espaços, e grandes portas que levam a espaços muito pequenos. Em outra parte da casa, uma porta no segundo andar se abre para a parte externa (na foto), que faria qualquer um ter uma forte queda no gramado do lado de fora da casa.
Além disso, pilares invertidos podem ser encontrados em toda a casa. Muitos visitantes da mansão Winchester compararam, e com certa razão, seu estranho design com o trabalho do artista holandês M.C. Escher. Os números primos 7, 11 e 13 são repetidamente exibidos de várias formas em toda a casa, sendo que o número 13 é o mais proeminente. Esses números apresentam-se no número de janelas em muitos dos quartos, no número de degraus nas escadas, no número de barras nas grades, no número de painéis nos pisos e paredes, no número de velas em um lustre etc. Inquestionavelmente, esses três números primos eram extremamente importantes para Sarah (e para Francis Bacon).

Bem à frente de seu tempo, Sra. Winchester empregou muitas invenções de alta tecnologia para a sua época. Acredita-se que ela tenha sido a primeira construtora a usar isolamento térmico de lã. A casa era iluminada por luminárias de gás carbide, que foram fornecidas pela sua própria fábrica de gás. Painéis de botões elétricos foram utilizados ​​para operar as luminárias por meio de um sistema, que gerava uma faísca para acendê-las. Sarah também estava entre as primeiras a usar um chuveiro, e elevadores (dois hidráulicos, e um terceiro elétrico).

Antiga foto mostrando Sarah Winchester, já com uma certa idade, em uma carruagem
Em meio a uma pequena cidade, a propriedade de Winchester era praticamente autossuficiente com um local para abastecimento de água e energia elétrica, além de um sistema de drenagem de esgoto. A notícia da morte da Sra. Winchester, em 5 de setembro de 1922, fez com que seus trabalhadores interrompessem a construção, deixando pregos batidos pela metade nas paredes.

De acordo com seu testamento, assinado 13 vezes por Sarah, ela teve toda a sua propriedade dividida em porções generosas para ser distribuída entre algumas instituições de caridade e pessoas que tinham dedicado seu tempo a seu serviço ao longo dos anos. Sua sobrinha favorita e secretária, Marian Marriott, supervisionou a remoção e venda de todos os móveis de Sarah e bens pessoais. Roy Lieb, advogado da Sra. Winchester de muitos anos, tinha sido nomeado em seu testamento como executor de sua propriedade.

Foto antiga mostrando uma família visitando a "Casa Misteriosa" dos Winchester.
Existe uma grande imprecisão em relação a dara dessa foto, mas estima-se que seja entre 1925 e 1935
Assim sendo, Roy Lieb vendeu a mansão às pessoas que, em 1933, a preservaram como um museu "vivo", atualmente conhecido como a "Casa Misteriosa de Winchester" ou Marco Histórico da Califórnia nº 868.

O Suposto Folclore Envolvendo a Mansão Winchester


De acordo com Richard Allan Wagner, apesar do fato de Sarah Winchester ter sido extremamente secreta sobre si mesma, quase tudo o que as pessoas acham que sabem sobre ela é quase uma "fofoca". Richard se referiu a essa "desinformação" como "folclore". Ele disse que, em uma de suas muitas visitas de pesquisa até a "Casa Misteriosa de Winchester", um antigo guia turístico lhe informou que "no passado, os guias turísticos foram encorajados a inventar coisas só para dar apimentar um pouco à história."

O folclore sobre Sarah é contado que, após a morte de William em 1881, a Sra. Winchester, altamente perturbada. procurou o conselho de Adam Coons, um famoso médium da cidade de Boston. Durante uma sessão com Coons, Sarah foi informada que, devido as muitas pessoas que tinham sido mortas pelos rifles Winchester, ela tinha sido amaldiçoada pela fortuna do marido. Adam Coons ainda teria instruído Sarah, que os espíritos irritados exigiam que ela se mudasse para a Califórnia e construísse uma casa para eles.

O folclore sobre Sarah é contado que, após a morte de William em 1881, a Sra. Winchester, altamente perturbada. procurou o conselho de Adam Coons, um famoso médium da cidade de Boston. Durante uma sessão com Coons, Sarah foi informada que, devido as muitas pessoas que tinham sido mortas pelos rifles Winchester, ela tinha sido amaldiçoada pela fortuna do marido
Após sua chegada à Califórnia, Sarah teria começado a realizar suas próprias sessões, sempre a meia-noite, para que ela pudesse receber as "instruções de construção" dos espíritos para o dia seguinte. Suas sessões envolviam supostamente o uso de uma tábua Ouija e uma planchette, e diversas roupas coloridas, que ela usaria ritualisticamente todas as noites (para a edificação dos espíritos) dentro dos limites de sua "Quarto de Sessão Mediúnica." Para apaziguar ainda mais os espíritos irritados, a Sra. Winchester teria feito com que a construção da casa continuasse, sem parar, 24 horas por dia, 365 dias por ano, por medo de que, se as obras parassem, ela poderia morrer.

Por alguma razão inexplicável, no entanto, a Sra. Winchester teria tomado precauções no projeto da casa para incorporar características estranhas na mesma, de modo a "confundir os espíritos malignos." Além disso, ela teria tocado o sino todas as noites, sempre à meia-noite, para sinalizar aos espíritos o horário de início da sessão mediúnica, e depois novamente às 2h da manhã, sinalizando aos espíritos, que era hora de partir. Algumas perguntas, no entanto, não querem calar: "Quem estava no comando de quem?", "Por que os espíritos teriam uma incapacidade ou necessidade de manter o controle do tempo?"

Foto da Torre do Sino da Mansão Winchester. Sarah teria tocado o sino todas as noites, sempre à meia-noite, para sinalizar aos espíritos o horário de início da sessão mediúnica, e depois novamente às 2h da manhã, sinalizando aos espíritos, que era hora de partir.
Aliás, você pode escutar o sino sendo tocado em um vídeo publicado em um canal de terceiros, no YouTube. É um vídeo bem curtinho, apenas para ilustrar um pouco a situação e não tornar todo esse texto muito cansativo para vocês:



Além disso, Sarah infundiu os números 7 e 11 na arquitetura porque eles seriam números de sorte. E o número 13? Bem, conforme todos sabem, esse é um "número de azar", que a Sra. Winchester teria usado para afastar os fantasmas malignos. Ela também dormiria em um quarto diferente todas as noites como uma medida extra para afastar os espíritos. Richard Allan Wagner disse que muitas pessoas continuam pensando até hoje que Sarah era uma pessoa perturbada, algo que é alimentado por dezenas de programas de TV, que grosseiramente reforçam o folclore.

Richard Allan Wagner disse que muitas pessoas continuam pensando até hoje que Sarah era uma pessoa perturbada, algo que é alimentado por dezenas de programas de TV, que grosseiramente reforçam o folclore
A "Casa Misteriosa de Winchester" se tornou uma grande fonte de renda para os atuais proprietários
A desinformação ainda seria agravada pelo empreendimento turístico sobre a casa, cuja lucratividade perpetuaria o folclore. Apesar da Sra. Winchester ser apresentada de forma positiva, os seus passeios de Halloween, juntamente com folhetos, cartões postais, canecas e outros diversos itens, que são vendidos na loja de souvernirs com o slogan "A Mansão Projetada Pelos Espíritos" só estaria alimentando a versão folclórica da vida de Sarah Winchester. Essa seria tão somente uma estratégia de marketing altamente eficaz para um negócio muito lucrativo. De qualquer forma, esse não seria o legado que Sarah queria deixar para a posteridade.

Desfazendo o Mito em Torno de Sarah Winchester


Assim como teria acontecido com Francis Bacon, o legado de Sarah Winchester teria sido vítima do "The Liberty Valance Effect", ou seja, "quando a lenda torna-se um fato." Segundo Richard Allan Wagner, fundamentalmente os guias turísticos sabem que as informações transmitidas aos turistas não passariam de folclore. Porém, qual seria a razão de se preocupar em olhar além do folclore "ortodoxo" superficial, quando é muito mais conveniente abraçar o mito e continuar recitando o mantra: "nunca saberemos o que pensamentos e motivos da Sra. Winchester?" No entanto, historiadores e arqueólogos discordariam amplamente sobre isso, particularmente quando a pessoa de interesse foi deliberadamente muito longe para deixar um rastro bem elaborado de pistas e artefatos para serem seguidos. Portanto, torna-se uma questão de separar o fato da ficção, começando com o processo de eliminação.

Vamos começar com as alegações sobre Sarah e Adam Coons. Não há registro ou evidência de que a Sra. Winchester tenha conhecido esse homem. Também não há nenhuma evidência que sustente a ideia de que ela era uma espiritualista ou tinha qualquer inclinação para acreditar na comunicação com os mortos. Além disso, não há absolutamente nenhuma base fatual para sustentar a ideia de que Sarah alguma vez usou o chamado "Quarto de Sessão Mediúnica" com a finalidade de conduzir sessões. Sua companheira mais íntima e enfermeira de muitos anos, Henrietta Severs, negou firmemente que a Sra. Winchester tivesse qualquer inclinação espiritualista.

Segundo Richard Allan Wagner, fundamentalmente os guias turísticos sabem que as informações transmitidas aos turistas não passariam de folclore. Porém, qual seria a razão de se preocupar em olhar além do folclore "ortodoxo" superficial, quando é muito mais conveniente abraçar o mito e continuar recitando o mantra: "nunca saberemos o que pensamentos e motivos da Sra. Winchester?"
Além disso, por qual as características estranhas construídas em uma casa confundiriam os espíritos malignos? Talvez fosse melhor perguntar: Por que qualquer coisa estranha, ou não compreendida, deve ser explicada como estando relacionada ao "mundo espiritual"? E finalmente, se a Sra. Winchester realmente acreditasse que ela era amaldiçoada pela fortuna de Winchester, por que ela exacerbaria o assunto ao se manter como uma grande acionista da Winchester Repeating Arms Company, para posteriormente adquirir ainda mais ações ao longo da vida?

Inquestionavelmente, para muitas pessoas, o folclore é divertido, mas é uma completa invenção. No que diz respeito à razão de Sarah para construir a casa da maneira que fez, o autor Ralph Rambo declarou: "A grande questão ainda está para ser respondida: Por que? Por que?"

O Mistério Será Resolvido?


De acordo com Richard Wagner, uma vez que o folclore é posto de lado, os mistérios envolvendo Sarah são mais fáceis de serem analisados. De fato, o termo "mistério" é muito etéreo, o que implica uma qualidade inacessível, que não pode ser determinada. Sarah garantiu que seu legado estava bem ao alcance e capaz de ser compreendido. Portanto, tal como o folclore, o termo "mistério" também deve ser posto de lado e substituído pelo termo mais apropriado "quebra-cabeças".

Assim como a Catedral de Chartres, na França, ou Catedral de Rosslyn, na Escócia, o legado arquitetônico de Sarah é um enigma artístico. Assim, a solução para a pergunta de Ralph Rambo ("Por que? Por que?") Seria apenas uma questão de conectar os pontos e reunir adequadamente as partes do quebra-cabeça que Sarah generosamente deixou. Além disso, ela teria começado a elaborar seu quebra-cabeça muito antes da construção da mansão.

Códigos de Criptografia: A Conexão Winchester-Bacon


Conforme observado anteriormente, a jovem Sarah Pardee foi criada em um ambiente educacional no qual ela teve exposição direta à influência de conceitos maçônicos, rosacruzianos e baconianos. Um desses conceitos envolve o aspecto labiríntico do projeto da casa. As antigas escolas de mistério enfatizavam a tradição do iniciado. O aluno novato, chamado de iniciado ou candidato, era obrigado a submeter-se a uma série de testes para provar que ele estava pronto e digno de avançar para níveis sucessivamente mais elevados de aprendizagem. Esses níveis são chamados de "graus".

Nos tempos antigos, o iniciado era submetido a um teste chamado "labirinto". O labirinto era geralmente uma estrutura subterrânea ou fechada consistindo em escadas escuras e sinuosas, além de passagens. O iniciado tinha que encontrar o caminho correto através das inúmeras armadilhas, obstáculos e armadilhas do labirinto. O objetivo do teste era forçar o iniciado a desenvolver e aperfeiçoar seus poderes de intuição e percepção.

O labirinto de 11 circuitos da Catedral de Chartres, na França
Embora a casa labiríntica de Sarah sirva a mesma função, que os antigos protótipos, seu labirinto é mais um passo introdutório simbólico em seu quebra-cabeça. O maior teste para o iniciado reside na sua capacidade de compreender e identificar o mistério notável da Sra. Winchester de símbolos e código envolvendo números. O amor de Sarah pela geometria e números simétricos específicos é exibido de forma proeminente em toda a casa. Porém, o mais importante, conforme veremos a seguir, é que Sarah adotou as técnicas numéricas e criptográficas de Francis Bacon, incorporando-as à sua arquitetura juntamente com símbolos específicos de Bacon.

Uma das muitas realizações de Francis Bacon no campo da criptografia foram suas diversas técnicas de criptografia. De fato, sua "Cifra Bilateral" foi tão eficaz, que se tornou o modelo do Código Morse moderno e dos sistemas operacionais de computadores. Bacon infundiu mensagens de cifras codificadas em todas as suas obras, incluindo as peças e sonetos de Shakespeare, e seu trabalho traduzido conhecido como a "Bíblia do Rei James."

A Cifra Bi-lateral de Francis Bancon
(De dignitate & augmentis scientiarum libros IX. Londres, 1623)
A maioria das cifras de Bacon envolvia o uso de tabelas numerológicas e gematria. Tais tabelas correspondiam às 24 letras do alfabeto isabelino-jacobino com números específicos. Geralmente, os códigos usados ​​por Bacon eram uma mistura de cinco tabelas diferentes: Cifra Simples, Cifra de Kaye, Cifra Reversa, Cifra Curta e Cifra Pitagórica. Posteriormente, quando o alfabeto inglês expandiu para 26 letras, a "Tabela pitagórica (1 a 9)" tornou-se o paradigma usado pelos numerologistas modernos. Sarah Pardee teria adotado todas as "Tabelas de Criptografia de Bacon". Contudo, a "Tabela Pitagórica (1 a 9)" teria sido principal escolha de cifra.

Usar a "Tabela Pitagórica" é uma simples questão de combinar as letras de um nome ou palavra com seus números correspondentes. Posteriormente, basta somar os números até obter um outro número simplificado. Por exemplo, o nome Sarah = 20, que então simplifica para 2, porque os zeros são considerados como nulos (e, portanto, não são contabilizados). Pardee = 31, que resulta em 4. Assim sendo, Sarah Pardee = 6 (2 + 4). Entenderam o esquema? O nome completo de Sarah, no entanto, era Sarah Lockwood Pardee. Então, seu nome do meio, equivale a 25, que simplifica para 7. Portanto, 2 + 7 + 4 = 13, que por sua vez é simplificado para 4 (ou seja, 1 + 3 = 4). Legal, não é mesmo? Você até aplicar isso ao seu próprio nome, conforme a tabela abaixo:

A "Tabela Pitagórica (1 a 9)" (na foto) tornou-se o paradigma usado pelos numerologistas modernos
Francis Bacon não aderiu à aplicação estrita da "regra de simplificação". O nome de Bacon, em "Cifra Simples", somava 33. Por razões pessoais e matemáticas, ele optou por esse número para representar o seu sobrenome em vez do número 6. Da mesma forma, o nome de Bacon, de acordo com a Tabela da Cifra de Kaye, somava 111. Esse se tornou o segundo número, que ele usou para representar seu sobrenome.

Richard Allan Wagner disse que, com certeza, a jovem Sarah teria seguido o exemplo de Bacon. Na verdade, o enredo engrossaria quando notamos que os nomes de Sarah Pardee e Francis Bacon correspondem (na Cifra Pitagórica) com o número 51. Além disso, quando ela incluiu sua inicial do meio (L), os números no nome de Sarah resultam em 54 que, quando invertido (45), corresponde ao nome Shakespeare. Incrível, não é mesmo? Você pode fazer esses cálculos através de um conversor ao clicar aqui (a Cifra Pitagórica está identificada como "Short").

As Cifras Simples e de Kaye considerando o antigo alfabeto inglês de 24 letras
Quando Sarah conheceu William Wirt Winchester, ela teria encontrado seus números milagrosos. Primeiramente, seu nome resultou (na Criptografia Pitagórica) no número 111 (assim como Bacon na Cifra de Kaye). E, em segundo lugar, quando cada um dos nomes de William é simplificado, eles se tornam 777, ou seja, William = 34 (3 + 4 = 7), Wirt = 25 (2 + 5 = 7) e Winchester = 52 (5 + 2 = 7). O número 777 é extremamente importante para os cabalistas, rosacruzes e maçons. Além disso, o nome completo de William equivale a 21 letras. Agora, repare que 21 é composto por 3 vezes o número "7", e, conforme veremos, este é um tema consistente com todos os nomes da família Winchester. Além disso, as iniciais W.W.W. (que aparecem no jazigo dos Winchesters, e que comentaremos daqui a pouco) equivalem a 555, outro número cabalístico-maçônico crucial.

Muitos casais gostam de dizer que sua união é o produto de algum tipo de destino inefável. O destino de Sarah e William não era bem assim. Não obstante o amor mútuo, sua união foi "predestinada" por números. Imagino que vocês devem estar bem impressionados, porém a história vai ainda mais longe. Após o casamento com William, os números de Sarah alcançaram um nível mais alto de realização. Tal como com Francis Bacon, Sarah percebeu que a "sincronicidade numérica" incorporava a dinâmica subjacente mais profunda do destino. Assim sendo, o número 51 (Sarah Pardee) se encontrando com o número 52 (Winchester) resultava em 103, ou seja, 13!

O número 777 é extremamente importante para os cabalistas, rosacruzes e maçons
O nascimento da filha de Winchester, Anne Pardee Winchester, em 1866, resultou em um novo conjunto de números para Sarah para lidar. A Sra. Winchester cuidadosamente selecionou dois números primários para representar o nome de sua filha, "11" e "77". Conforme veremos, a preferência de Sarah pelos nomes Annie Pardee (56) e Annie Winchester (77) eram importantes, porque demonstravam um parentesco numérico entre Annie e Sarah, e Annie e William. Por exemplo, os nomes "Sarah Pardee" e "Annie Pardee" consistem em 5 letras seguidas por 6 letras, resultando em um total de 11 letras. Além disso, o nome Annie Pardee corresponde ao número 56 na Cifra Pitagórica. De forma diferente, cada um dos nomes William (34) Winchester (52) e Annie (25) Winchester (52) quando simplificados, equivalem ao número 77. Entretanto, o nome Annie Winchester (simplificado ou não) ainda corresponde ao número 77 (na Cifra Pitagórica). Além disso, os nomes Sarah Pardee Winchester, William Wirt Winchester e Annie Pardee Winchester consistem cada um em 21 letras. E, conforme já vimos anteriormente, 21 consiste em três "7", ou "777".

A razão pela qual sabemos que Sarah adotou a metodologia numerológica de Bacon está na evidência concreta que deixou para trás como testemunho de seus pensamentos e intenções. Por exemplo, é certo que Sarah considerou 52 como o número codificado, que representa o nome de Winchester conforme evidenciado pelas 52 claraboias em sua casa. Isso sem contar os seus restos mortais, juntamente com os de William e Annie, estão enterrados na quadra nº 52 do Cemitério Evergreen de New Haven. E, apenas para garantir que entenderíamos que a conexão entre o número 52 e o nome de Winchester, não foi à toa que Sarah deliberadamente colocou inscrições codificadas nas três lápides da família. Nelas é possível ler: "BABY ANNE", "SLW" e "WWW". De acordo com a Cifra Pitagórica, essas três inscrições somam 52 (5 + 2 = 7). Além disso, ou seja, além do número 111, Sarah adotou o número cabalístico 777 como um número codificado representando o nome "William Wirt Winchester". Sabemos disso porque, na década que seguiu a morte de William, ela manteve precisamente 777 ações na "Winchester Repeating Arms Company". Essas não são coincidências, e sabemos o que esses e outros números significavam para Sarah.

E, apenas para garantir que entenderíamos que a conexão entre o número 52 e o nome de Winchester, não foi à toa que Sarah deliberadamente colocou inscrições codificadas nas três lápides da família. Nelas é possível ler: "BABY ANNE", "SLW" e "WWW". De acordo com a Cifra Pitagórica, essas três inscrições somam 52 (5 + 2 = 7)
Isso sem contar os seus restos mortais, juntamente com os de William e Annie,
estão enterrados na quadra nº 52 do Cemitério Evergreen de New Haven
Conforme foi notado, Sarah estava tecendo sua tapeçaria de números muito antes de começar a construção de sua casa. Sua conexão com Francis Bacon é inegável. Conforme veremos mais adiante, Sarah tinha todas as razões para se identificar com Bacon, filosófica, artística e espiritualmente.

Observamos ainda, que praticamente todo o trabalho de Bacon foi codificado como um enigma de várias camadas para futuras gerações de indivíduos "esclarecidos" descobrirem. Seu trabalho dentro de seu círculo rosacruziano, durante a redação do "Fama Fraternitatis" (o primeiro dos três manifestos rosacruzes de Bacon), reflete o uso do seu codinome "F. B. Arquiteto." E, de fato, Bacon se viu (pelo menos metaforicamente) como um Arquiteto. O tema Arquiteto aparece em praticamente tudo o que ele produziu. É o seu fundamento para o que mais tarde se tornaria a Maçonaria Especulativa, e estaria onipresente em toda a obra de Shakespeare.

Observamos ainda, que praticamente todo o trabalho de Bacon (à esquerda) foi codificado como um enigma de várias camadas para futuras gerações de indivíduos "esclarecidos" descobrirem. Seu trabalho dentro de seu círculo rosacruziano, durante a redação do "Fama Fraternitatis" (à direita, o primeiro dos três manifestos rosacruzes de Bacon), reflete o uso do seu codinome "F. B. Arquiteto."
A arquitetura como legado da arte foi transmitida pela primeira vez pelo arquiteto e filósofo romano Marcus Vitruvius Pollio. Foi Vitruvio quem expôs pela primeira vez a virtude do valor matemático de Pi (a Divina Proporção, Proporção Áurea etc.). Ele considerou que a arquitetura era a mais nobre e perfeita de todas as formas de arte. O conhecimento sagrado da arquitetura foi legado apenas ao "iniciado" que provou ser "digno". Mais tarde, no século XIII, o matemático italiano, Leonardo Fibonacci, traduziu Pi em números reais. Este sistema racional de números é conhecido como a "Sequência de Fibonacci". O conhecimento arcano de Pi e sua relação com a arquitetura foram adotados e protegidos pelos Cavaleiros Templários, apenas para acabar no submundo após sua queda em 1307, remontando como o "Colégio Invisível" do Movimento Rosacruz.

Em seu livro "The Templar Revelation", os autores Lynn Picknett e Clive Prince apontam o fato bem obscuro de que "o movimento rosacruz foi a causa do Renascimento". Aquela teria sido a "Era de Ouro dos Gênios" e, de todos os gênios que o Renascimento gerou, ninguém foi mais influente ou tão produtivo quanto Francis Bacon. Ele foi o autor intelectual que, sozinho, teria criado o "Renascimento Inglês" e a "Era da Iluminação" que se seguiriam. Além disso, teria sido Bacon quem deu o nome ao movimento e articulou seu propósito. Ele também criou um novo ramo da Ordem Rosacruz chamado "Maçonaria Especulativa."

A arquitetura como legado da arte foi transmitida pela primeira vez pelo arquiteto
e filósofo romano Marcus Vitruvius Pollio (à direita, na gravura de 1684)
As inovações revolucionárias de Bacon nas artes e nas ciências foram construídas sobre o sólido fundamento da "sabedoria antiga". Assim como com os Templários, esse conhecimento deveria ser preservado e propagado através da tradição do "iniciado". A filosofia de Bacon manteve ainda mais os princípios fundamentais das antigas escolas de mistério, ou seja, a arquitetura como a arte, a unificação dimensional maior e, o mais importante, a questão do "encobrimento".

O conceito de ocultação de Bacon originou-se com sua visão de Provérbios 25 (no Antigo Testamento): "A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las". Esse é o princípio subjacente que evoluiu para o "método científico moderno", e a lenda maçônica de Hiram Abiff. Além disso, Bacon aplicou o tema do encobrimento em tudo o que ele tocou, incluindo sua própria vida (o mesmo seria igualmente verdadeiro para Sarah Winchester).

O "Quebra-Cabeça" de Sarah Winchester


Francis Bacon e Sarah Winchester entendiam que a única maneira de revelar tudo o que a natureza escondia era através da ciência transcendental dos números. Portanto, após a perda de Annie e William, Sarah começou a escrever não com palavras (conforme Bacon fazia), mas através da tradição vitruviana, que escolheu nos falar na pura linguagem dos números, e da arquitetura em um pano de fundo servindo de ocultação.

Assim como a Catedral de Rosslyn, a Mansão Winchester serve como um enigma dimensional maior. Para descobrir o seu significado subjacente, é preciso seguir o caminho do iniciado. Para esse fim, Sarah preparou cuidadosamente características maçônicas e rosacruzes na estrutura de sua casa labiríntica. Seu conceito de iniciação é paralelo ao método maçônico e rosacruziano de submeter o iniciado a uma série de etapas progressivas ou graus, em que ele é forçado a desenvolver seus poderes de intuição e percepção. No início de cada grau maçônico, o iniciado (candidato) expressa seu desejo de receber a "Luz". Com isso em mente, vamos tentar começar a jornada do iniciado no caminho que Sarah descreveu.

Para começar, a parte da frente da casa, assim como o Templo de Salomão, está volta para o leste verdadeiro. Isso é simbolicamente importante, uma vez o Oriente representa a fonte da "Luz" (conhecimento e sabedoria). Além disso, tal como uma loja maçônica, a casa possui a emblemática do Templo de Salomão. A Sra. Winchester considerou todos os que entrassem em sua propriedade fossem um possível iniciado. Então, naturalmente, a jornada do iniciado começava em frente dos portões de ferro fundido. Cada portão é decorado com o símbolo do Sol (com 16 raios). Esse símbolo foi usado por Bacon em muitas de suas gravuras. A única diferença em relação aos símbolos de Sarah é que, em vez de um rosto no centro, Sarah inseriu a imagem de uma margarida com oito pétalas (daqui a pouco comentaremos sobre as oito pétalas).

Cada portão é decorado com o símbolo do Sol (com 16 raios). Esse símbolo foi usado por Bacon em muitas de suas gravuras. A única diferença em relação aos símbolos de Sarah é que, em vez de um rosto no centro, Sarah inseriu a imagem de uma margarida com oito pétalas (daqui a pouco comentaremos sobre as oito pétalas)
O significado dos 16 raios possui múltiplas camadas. Porém, o mais importante aqui é saber que o "par de 16" (lado a lado) é uma referência ao ano civil 1616. Esse foi, talvez, o ano mais crucial na vida de Francis Bacon. Ele marcou a morte de seu líder, Will Shaksper, e o nascimento de sua nova e secreta sociedade da "Maçonaria Especulativa". Esse foi o ano em que Bacon escreveu e publicou seu terceiro e último "Manifesto Rosicruziano": "As Núpcias Químicas de Christian Rosenkreuz". Em segundo lugar, o número 16 pode ser simplificado para "7", deixando assim com um "par de 7."

A inserção das margaridas de Sarah no centro dos dois símbolos do Sol, na frente dos portões de ferro fundido são importantes, porque a margarida representa as duas qualidades essenciais do iniciado: inocência e fidelidade. Além disso, o símbolo do Sol é a insígnia do Diácono Sênior de uma Loja Maçônica. É o Diácono Sênior que atua como o guia do iniciado ao longo de sua iniciação em todos os três graus da "Loja Azul". Ao passar pelos portões de Sarah, o iniciado se torna seu próprio guia e persegue o caminho da "Iniciação de Si Mesmo."

É o Diácono Sênior que atua como o guia do iniciado ao longo de sua iniciação em todos os três graus da "Loja Azul". Ao passar pelos portões de Sarah, o iniciado se torna seu próprio guia e persegue o caminho da "Iniciação de Si Mesmo."
Após passar pelos portões, e olhando para a frente, vemos a frente da casa através do enquadramento de duas palmeiras, que representam os pilares gêmeos conhecidos como "Boaz" e "Jachin" na entrada do Templo de Salomão. Para todos os iniciadores maçônicos (candidatos), esses são os primeiros elementos pelos quais passarão ao entrar no ambiente da loja.

Depois de passar pelos pilares, o iniciado sobe simbolicamente uma "escadaria em espiral", que conduz ao Templo. Em vez de permitir a entrada pela parte da frente de sua casa, a Sra. Winchester exigia que as pessoas entrassem pelos fundos, através de uma entrada estrategicamente localizada próximo ao canto noroeste. Sua razão para isso tem a ver com o fato de que todos os iniciadores maçônicos devem entrar na sala da loja pelo canto noroeste.

Após passar pelos portões, e olhando para a frente, vemos a frente da casa através do enquadramento de duas palmeiras...
...que representam os pilares gêmeos conhecidos como "Boaz" e "Jachin" na entrada do Templo de Salomão
(a figura acima não representa o Templo de Salomão em si, mas figurativamente os tais pilares do templo)
A passagem a que se referem os guias turísticos como a "Escadaria Switchback" foi construída na forma de uma espiral de Arquimedes até chegar ao segundo andar . A escada possui 44 degraus bem baixos, visto que cada um possui menos de 5 cm de altura. Assim sendo, o efeito é mais como subir uma rampa do que escalar um conjunto de degraus. Além disso, a escada tem 7 voltas.

Aqui, Sarah combinou engenhosamente o simbolismo da "Escadaria em Caracol" do 2º grau maçônico com o simbolismo da "Escadaria de Jacó". De acordo com as tradições cabalísticas e maçônicas, a "Escadaria de Jacó" é uma rampa que serpenteia em torno de 7 voltas, ascendendo até o Céu. Além disso, cada uma das 7 voltas representa um "grau" progressivamente maior de iluminação. Além disso, as 7 voltas simbolizam as 7 artes e ciências liberais, assim como explicado ao iniciado.

A passagem a que se referem os guias turísticos como a "Escadaria Switchback" (apelidada por Richard de "Escadaria de Jacó") foi construída na forma de uma espiral de Arquimedes até chegar ao segundo andar . A escada possui 44 degraus bem baixos, visto que cada um possui menos de 5 cm de altura. Assim sendo, o efeito é mais como subir uma rampa do que escalar um conjunto de degraus.
Mais detalhes dessa mesma "Escadaria Switchback" (apelidada por Richard de "Escadaria de Jacó")
A sala mais crucial em que Sarah queria que o iniciado começasse sua jornada de descoberta é o "Grande Salão de Baile". Este é o único cômodo da casa que foi construído quase que completamente sem pregos, uma característica importante que imita a construção do Templo de Salomão. Entrando no "Grande Salão de Baile", notamos um lindo parquet com quadrados claros e escuros, uma semelhança impressionante com os pisos "xadrez" das salas de lojas maçônicas.

Entrando no "Grande Salão de Baile", notamos um lindo parquet com quadrados claros e escuros, uma semelhança impressionante com os pisos "xadrez" das salas de lojas maçônicas.
Avançando ainda mais na sala, não temos escolha senão notar os óbvios "elefantes", que Sarah usa para captar nossa atenção: são duas janelas de vitrais alongadas que flanqueiam os dois lados da lareira da sala.

As duas janelas de vitrais incorporam desenhos que foram usados por Francis Bacon, incluindo sua conhecida faixa sinuosa. Com exceção das inscrições escritas nas faixas, as janelas são imagens espelhadas exatas entre si. Conhecendo a mente ocidental, ou seja lendo da esquerda para a direita, Sarah quer que o iniciador comece com a janela da esquerda.

Avançando ainda mais na sala, não temos escolha senão notar os óbvios "elefantes", que Sarah usa para captar nossa atenção: são duas janelas de vitrais alongadas que flanqueiam os dois lados da lareira da sala (em destaque na foto acima)
É possível ler as seguintes frases: "WIDE.UNCLASP", "THE.TABLES.OF.", e "THE.THOUGHTS"

Esta linha é do Ato 4, Cena 5 da peça de Shakespeare "Troilus e Cressida". Não deveria nos surpreender que Sarah tenha escolhido iniciar a jornada de descoberta do iniciado com palavras dessa peça em particular. Claramente, Sarah estava ciente da colocação de Bacon, do nome Winchester, como sendo a 20ª palavra do final da peça. Seria ingênuo pensar que não foi vista a correspondência precisa com o nome dela, ou seja, 20 = Sarah (Cifra Pitagórica). Conforme veremos, Sarah forneceu inúmeras mensagens codificadas para confirmar sua conexão com Bacon.

Na faixa da janela à direita é possível ler: "THESE.SAME.", "THOUGHTS.PEOPLE", e "THIS.LITTLE.WORLD".

Essa linha é do Ato 5, Cena 5 da peça de Shakespeare "Richard II". No texto expandido a partir do qual essas palavras aparecem, é possível ler:
"My brain I’ll prove the female to my soul,
My soul the father: and these two beget
A generation of still-breeding thoughts,
And these same thoughts people this little
world,
In humours like the people of this world,
For no thought is contented. The better sort,—
As thoughts of things divine,—are intermix’d."
Detalhes das duas janelas localizadas no "Grande Salão de Baile"
Essa passagem é uma síntese eloquente da visão teosófica de Bacon sobre a reencarnação. Novamente, não deveríamos nos surpreender, que Sarah nos apresentasse em seu enigma, ao demonstrar sua visão de seu relação com Bacon. Ela não apenas se identificou com ele, mas, provavelmente, viu a si mesma como a reincarnação de Bacon. Conforme veremos, Sarah manifesta essa visão incorporando o "Winchester Goose", como uma mensagem numerada, e codificada nas duas janelas.

A reação típica que as pessoas têm quando analisam essas inscrições é que elas não parecem fazer sentido. Juntamente com a inclusão de Sarah de um dos códigos de Bacon chamado "stops" ("paradas", em português), ou seja, períodos ou decimais, as palavras e a maneira como elas são organizadas têm a aparência de estarem incompletas. Esse é precisamente o efeito que Sarah queria que as inscrições tivessem sobre nós. Sarah sabia que a maioria das pessoas simplesmente daria as costas e se afastaria. Além disso, ela também sabia que esse seria o primeiro "julgamento" ou "momento da verdade" do iniciado.

Então, somos obrigados a sair ou ficar e dar uma olhada mais profunda. Na verdade, estamos lidando com uma escolha entre duas opções: ou a Sra. Winchester ficou louca ou então ela nos orienta habilmente para uma compreensão da metodologia, que emprega com o único objetivo de resolver seu enigma. No entanto, uma vez que você conclui que Sarah era sã, e você opta pela segunda opção, você é obrigado a ver que há um propósito racional por trás de todas essas características aparentemente insanas construídas na estrutura da casa. Além disso, você deve concluir que essas "janelas de Shakespeare"  funcionam como um passo introdutório do complicado "quebra-cabeça" da Sra. Winchester. Ela está convidando você (o iniciado) a participar ativamente (não passivamente) na solução do enigma.


Então, somos obrigados a sair ou ficar e dar uma olhada mais profunda. Na verdade, estamos lidando com uma escolha entre duas opções: ou a Sra. Winchester ficou louca ou então ela nos orienta habilmente para uma compreensão da metodologia, que emprega com o único objetivo de resolver seu enigma
Assim como todas as outras características anômalas que encontramos na casa, Sarah queria a exibição de irregularidades aparentes nas "janelas de Shakespeare" impressionassem completamente nossa sensibilidade. Claramente, o que vemos diante de nós não foi colocado por pura diversão de Sarah. Essas janelas foram destinadas a outras pessoas! E, elas não estão apenas conversando conosco, elas estão gritando para nós! Sarah deixou instruções. Ela quer que conheçamos e entendamos certas coisas. Ela teve grandes complicativos para deixar um rastro de pistas, que nos levará à verdade. Tudo o que temos a fazer é prestar muita atenção e seguir essas pistas.

Em um nível superficial, a inscrição à esquerda é a maneira de Sarah de dizer "Abra-te Sésamo" para nossas mentes, e "Bem-vindo ao meu quebra-cabeça". A inscrição na janela da direita é a maneira de Sarah dizer "Uma vez que você resolver o meu quebra-cabeças, passe a verdade para outros." Observe que, ao escolher usar essas duas linhas em particular, ela está realizando várias coisas em níveis diferentes e mais profundos. Primeiramente, Sarah quer que consigamos uma melhor compreensão dela, comparando-a com "Cressida" e "Richard II".

No que diz respeito a "Cressida", a maioria das pessoas presume que Sarah está aludindo à "natureza sexual" da jovem solteira. Na verdade, a visão tradicional, ortodoxa e escolástica de Cressida, é que ela era uma "prostituta". Porém, esse não é o ponto que Bacon (escrevendo como Shakespeare) está tentando fazer, nem é o ponto que Sarah está tentando fazer. A verdade mais profunda sobre "Cressida" é que ela faz o que quer que seja para sobreviver e Sarah, à sua maneira, viu-se como uma sobrevivente. Quanto a "Richard II", Sarah se identifica com a ironia de Richard como um rei preso e solitário. No entanto, Richard e Sarah resolveram superar sua situação com a frase: "No entanto, não vou martelar." Para Richard, isso é mais figurativo, mas para Sarah, a interpretação assumiu um significado mais literal.

Observe que, ao escolher usar essas duas linhas em particular, ela está realizando várias coisas em níveis diferentes e mais profundos. Primeiramente, Sarah quer que consigamos uma melhor compreensão dela, comparando-a com "Cressida" e "Richard II"
Agora que tivemos uma noção do significado superficial das "janelas de Shakespeare", vamos analisar o assunto mais profundamente. Claramente, a Sra. Winchester não está brincando com essas passagens em particular de Shakespeare. Assim como todas as coisas na casa, há mais, aqui, do que podemos ver. Assim como Bacon, o uso de números de Sarah sempre nos leva a um núcleo mais profundo de significado.

A seleção cuidadosa dessas linhas do Ato 4, Cena 5 (Troilus e Cressida) e o Ato 5, Cena 5 (Richard II) ultrapassa o amor de Sarah pela sincronicidade. Tomando emprestado a metodologia de Bacon, ela mostra-nos propositadamente os números "45" e "55". Lembrando que o número 45, em relação à Cifra Pitagórica, corresponde ao nome de Shakespeare. Além disso, o número 55 (Cifra Pitagórica) corresponde ao nome de Hiram Abiff. Quando combinamos o número 45 (Shakespeare) com o número 55 (Hiram Abiff), o resultado é 100, que é a Cifra Simples para o nome de "FRANCIS BACON". Em um golpe brilhante, o código de Sarah revela que Shakespeare, Hiram Abiff e Francis Bacon são uma única e mesma pessoa! Isso é fundamental para entender a motivação e o pensamento de Sarah.

Além disso, no que diz respeito às duas inscrições de Shakespeare, Sarah omitiu deliberadamente a primeira palavra em cada linha de 8 palavras, de modo a deixar apenas 7 palavras em cada linha. Conforme vimos com os portões de ferro fundido da parte da frente, ficamos novamente com dois números "7". Inquestionavelmente, ela falando em um código numerado. Assim como Bacon, Sarah usa o código de criptografia para nos orientar para níveis mais altos de percepção. Somos obrigados a perguntar: Sarah quer que vejamos isso como "dois números 7 separados" ou sendo "o número 77"?

Em um golpe brilhante, o código de Sarah revela que Shakespeare, Hiram Abiff (representado no centro, e lembrando que não passa de uma lenda) e Francis Bacon são uma única e mesma pessoa! Isso é fundamental para entender a motivação e o pensamento de Sarah.
Além disso, quando examinamos mais de perto as palavras "UNCLASP" e "TABLES", percebemos que, na época de Bacon, as únicas coisas a serem decifradas eram livros - livros secretos - contendo códigos de criptografia com uma tabela de criptografia para decifrar tais códigos. Na verdade, algumas das gravuras de Bacon o mostram segurando livros com "CLASPS" (no sentido de "códigos"). Porém, onde devemos encontrar tal livro? E as mesas? Onde está a tabela de criptografia?

Naturalmente, Sarah sabia que, eventualmente, olharíamos para o magnífico teto do seu "Grande Salão de Baile". Com a exceção do painel central decorativo, que fornece suporte ao lustre de 13 velas, observamos 9 painéis principais. Uma vez que já estamos familiarizados com as tabelas numerológicas, sabemos que, ao exibir os números "1 a 9", Sarah faz alusão à "Tabela de Pitágoras". No entanto, ela engenhosamente elevou o nível incluindo 13 painéis secundários em cada um dos 9 painéis principais.

De qualquer forma, ela fez algo inesperado. Mostrando-nos 9 conjuntos do número 13, ela nos forçou a multiplicar. Na verdade, ela já fez isso por nós. Com certeza, 9 x 13 = 117 (número do "Código de Bacon" para "John Dee"). Além disso, temos os números 11 e 7, lado a lado. Assim sendo, Sarah nos induziu a multiplicar 11 x 7 = 77. Voltando às janelas, agora temos a resposta para a nossa pergunta original. Devemos ver os dois "7" sendo "o número 77". Além disso, quando consultamos a "Tabela de Pitágoras", percebemos que o número 77 corresponde tanto às palavras "Winchester Goose", quanto ao nome de "Annie Winchester".

Naturalmente, Sarah sabia que, eventualmente, olharíamos para o magnífico teto do seu "Grande Salão de Baile". Com a exceção do painel central decorativo, que fornece suporte ao lustre de 13 velas, observamos 9 painéis principais
Em uma simples lição, Sarah apresentou habilmente ao iniciado as primeiras noções de seu sistema de números. Além disso, ela empregou um dispositivo brilhante nas "janelas de Shakespeare" para conduzir a conexão entre Shakespeare, Hiram Abiff, Francis Bacon e ela mesma.

Ao examinar mais de perto as janelas, percebemos que cada uma tem três partições. Assim, temos o número 3 em ambas as janelas, representando o número 33 de Bacon. Além disso, o uso de Sarah das "paradas" de Bacon (decimais ou períodos) nas inscrições indica que algo a mais está escondido no código. Com a exceção das inscrições nas faixas, as imagens simbólicas nas janelas da "esquerda e da direita" são espelhos exatos um do outro. Na verdade, os mais diversos símbolos são distintamente baconianos. No centro de cada janela, vemos o "espelho" preferido de Bacon, da deusa "Atena". Vale apenas ressaltar, que o seu vidro (o "espelho") reflete a luz do conhecimento e da sabedoria.

Ao examinar mais de perto as jenelas, percebemos que cada uma tem três partições. Assim, temos o número 3 em ambas as janelas, representando o número 33 de Bacon. Além disso, o uso de Sarah das "paradas" de Bacon (decimais ou períodos) nas inscrições indica que algo a mais está escondido no código
Em outros lugares nas janelas, vemos inúmeras "linhas tortuosas" conectadas entre si, como os galhos que crescem da mítica oliveira de Atena. Esses galhos e suas curvas distintas são uma alusão direta ao chifre curvo de Pã, que também é brandido (tal como a lança de Atena) contra a serpente da ignorância. Também nos lembramos da imagem de Francis Bacon (no livro de emblemas de Whitney), que estampa a serpente com um formato similar. Um exame minucioso da parte inferior das janelas de Shakespeare é que ela revela as linhas emaranhadas de uma criatura semelhante a uma serpente. Além disso, Sarah habilmente fornece pistas sutis da presença de Pã, enquanto vislumbramos seu chifre misturando-se com o design geral da janela.

O uso do "espelho" de Atena e do chifre de Pã indicam que algo mais está escondido no design das "janelas de Shakespeare". Além disso, ela está aludindo à premissa filosófica subjacente de Bacon, conforme mencionado em Provérbios 25, ou seja, "A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las." Na verdade, na página 46 de sua cópia pessoal do "The Advancement and Proficience of Learning" ("O Avanço e Proficiência da Aprendizagem", em português, e atualmente no Museu Britânico), Bacon fez um desenho do chifre de Pã, na margem ao lado, no texto do livro, sobre Provérbios 25, e logo abaixo do desenho, ele escreveu as palavras "Hide and Seek" ("Esconder e Procurar", em português).

Adicionando ainda mais a temática de ocultar as coisas, Sarah introduziu outro elemento atraente para o design das janelas. Nós percebemos que uma bola minúscula foi colocada na curvatura de cada um dos chifres de Pã. Sarah intencionalmente sombreou cada bola de modo a dar um efeito tridimensional. Podemos ver claramente que esta é uma característica semelhante a uma bola, e não um círculo. Este símbolo deve ser parcialmente reconhecível para o Mestre da Maçonaria Livre, mas falta algo.

Cópia do livro "The Advancement and Proficience of Learning"
("O Avanço e Proficiência da Aprendizagem", em português) de Francis Bacon
Não nos esquecemos das "paradas Baconianas", que Sarah incorporou nas inscrições de Shakespeare. No entanto, essas paradas são moldadas como pequenas pontas de flecha apontando para as partições acima. Sarah está exortando-nos a reorganizar a ordem das partições. Usando fotografias das duas janelas de Shakespeare, cortamos elas em 1/3, resultando em seis painéis de janelas. Em seguida, podemos mover as partes como pedaços de um quebra-cabeças. Quando eles são devidamente realinhados, um padrão impressionante e novo emerge. Usando a imagem da "Letra C" de Bacon em seu design de "duplo A", Sarah criou uma maneira engenhosa de nos mostrar uma outra palavra ou nome que é importante para todos os mestres maçônicos. É um nome do Antigo Testamento, "Tubal-Caim".
O cabeçalho utilizado por Francis Bacon mostrando um "Duplo A" com design de flor de lis
e as letras "C" voltadas uma para a outra
A suposta assinatura secreta de John Dee (um matemático inglês, astrônomo, astrólogo, filósofo ocultista e conselheiro da Rainha Elizabeth I) era um número alongado, um "7" com dois círculos logo abaixo dele, representando sua identidade "007". Isso tornou-se a base para um jogo de palavras, que acabou se tornando o bastão sendo flanqueado por duas bolas, e representando Tubal-Caim. Ao longo dos séculos, o símbolo de Tubal-Caim empregou um bastão em forma de um número 7 ao contrário, ou uma bengala com uma alça torta simples. Naturalmente, Sarah está fazendo uso da última forma.

Os painéis superior e inferior são adequadamente reorganizados mostrando os símbolos Tubal-Caim de Sarah. Historicamente, o símbolo Tubal-Caim gerou controvérsia por causa de sua conotação fálica. É altamente provável que a Sra. Winchester tenha achado o símbolo demasiadamente picante para o seu uso. Assim sendo, ela inventou um novo símbolo representando Tubal-Caim, no formato da "Letra C" com duas bolas. O número romano 100 representa o nome de Francis Bacon (na "Cifra Simples"). Duas letras "C" voltadas uma para a outra resultam no número 33 (Bacon na "Cifra Simples").

A suposta assinatura secreta de John Dee era um número alongado, um "7" com dois círculos logo abaixo dele, representando sua identidade "007" (à esquerda). Ao longo dos séculos, o símbolo de Tubal-Caim empregou um bastão em forma de um número 7 ao contrário, ou uma bengala com uma alça torta simples (à direita)
Outro símbolo significativo associado ao mestre maçônico, que se materializa com o realinhamento adequado dos seis painéis das "janelas de Shakespeare" é o "Hourglass" (a famosa "Ampulheta", em português). Tanto nas tradições rosacruzianas quanto maçônicas, a ampulheta é a "emblemática da vida humana". Além disso, o realinhamento desses dois painéis resulta na frase "THE TABLES OF THOUGHTS PEOPLE". Não é coincidência que essas palavras em particular, assim reorganizadas, somem 111 (na Cifra Pitagórica).

Outro símbolo significativo associado ao mestre maçônico, que se materializa com o realinhamento adequado dos seis painéis das "janelas de Shakespeare" é o "Hourglass" (a famosa "Ampulheta", em português)
Há outros lugares na casa onde o iniciado aprenderá mais lições. Por exemplo, no segundo andar, próximo a parte da frente da casa, há uma galeria de janelas com vitrais e chanfradas com o design de flor-de-lis associado ao Príncipe de Gales e à Casa de Tudor. Além disso, Sarah adicionou um toque de romance à sua invenção de Tubal-Caim juntando-se a eles de maneira a formar o número 3. Assim sendo, ela tem um (Tubal-Caim) número 3 exibido no lado direito das janelas, e um segundo (invertido) número 3 mostrado no lado esquerdo, representando o número 33 com o padrão de flor-de-lis e ocupando a parte do meio de cada janela. É um santuário virtual para Bacon.

Um (Tubal-Caim) número 3 exibido no lado direito das janelas, e um segundo (invertido) número 3 mostrado no lado esquerdo, representando o número 33 com o padrão de flor-de-lis e ocupando a parte do meio de cada janela
Detalhe da parte interna, mostrando os detalhes do número 3, e de outro número 3, porém, dessa vez, ele aparece invertido
Não muito distante das "janelas flor-de-lis" de Bacon, Sarah exibe o vitral mais ornamentado de toda a casa. É exibido de forma proeminente no topo de uma escada de 13 degraus. Foi fabricado de acordo com as especificações de Sarah pela famosa "Tiffany Glass Company", a um custo aproximado de US$ 1.500. Para tornar as coisas mais interessantes, Sarah colocou a janela virada para o norte, sem uma fonte de luz perceptível.

Uma parte importante do quebra-cabeça remonta ao início dos rosacruzes no Antigo Egito. Os egípcios viram o caminho para o céu como uma escada de 12 passos com uma porta magnífica no topo. O portão para o céu seria verdadeiramente o mais esplêndido de todos. Embora os 12 passos fossem suficientes para levar alguém até a porta celestial, eles eram insuficientes para levar alguém até o paraíso. O enigma estava com o ascendente digno, ao perceber que havia um 13º passo invisível, que só poderia ser cruzado uma vez que a porta tinha sido aberta para ele por uma fonte divina, vindo de dentro. O motivo da orientação norte da janela, é que ela leva à "estrela imortal" Sirius. Para a mente egípcia antiga, é aqui que o céu está localizado. Também deve notar-se que o Templo de Salomão tinha uma magnífica "Grande Janela Dourada" que era voltada para o norte.

Os dispositivos baconianos mais óbvios na "janela Tiffany" são os símbolos Tubal-Caim de Sarah. Contudo, Sarah introduziu outro design inteligente na forma de fitas sinuosas localizadas no centro superior, que tomam a forma das letras W (na parte superior) e S (logo abaixo). Observe como elas se espelham. As letras "W" e "S" representam "William Shakespeare" e "Winding Stairs" ("Escadas em Caracol" ou "Escadas em Espiral", em português), enquanto as letras "S" "W" representam "Sarah Winchester". Observe que a letra W é equivalente ao número 5 (na Cifra Pitagórica), e a letra "S" é equivalente é o número 1, portanto, 51. De acordo com a "Cifra Pitagórica", o número 51 corresponde aos nomes Francis Bacon e Sarah Pardee. Além disso, no que diz respeito ao nome William Shakespeare, existem 7 letras em William e 11 letras em Shakespeare. Portanto "711", o que resulta em 72, Sarah (20) Winchester (52).

Não muito distante das "janelas flor-de-lis" de Bacon, Sarah exibe o vitral mais ornamentado de toda a casa. É exibido de forma proeminente no topo de uma escada de 13 degraus. Foi fabricado de acordo com as especificações de Sarah pela famosa "Tiffany Glass Company". Para tornar as coisas mais interessantes, Sarah colocou a janela virada para o norte, sem uma fonte de luz perceptível
O quarto de Sarah está localizado no lado sul do segundo andar. O teto é uma grade perfeitamente quadrada que consiste em 49 (7 elevado ao quadrado) quadrados individuais, remanescentes de uma tabela matemática inventada por John Dee. Quando Sarah olhou para essa grade, ela viu uma série de números significativos. Primeiramente, ela viu o número 13, ou seja, 4 + 9 = 13. Em seguida, ela observou 7 quadrados horizontais, 7 quadrados verticais e 7 quadrados diagonais, representando o número 777. E, simplesmente multiplicando 777 x 13, ela produziu o número 10101, ou seja, 111.

O quarto de Sarah está localizado no lado sul do segundo andar
O teto é uma grade perfeitamente quadrada que consiste em 49 (7 elevado ao quadrado) quadrados individuais,
remanescentes de uma tabela matemática inventada por John Dee
As janelas viradas para o sul do quarto têm vista para um lindo gramado e um jardim. No meio do gramado, vemos uma magnífica cobertura em forma de Lua crescente, acentuada com crisântemos brilhantes e amarelos. O significado dessa característica incomum tem que ser primeiramente analisada, com Sarah prestando homenagem a Francis Bacon, uma vez que a Lua crescente, como estamos prestes a ver, está enaltecida como uma marca ao lado do javali no brasão de Bacon.

Uma vez que é moldado tal como o número romano 100 ("Lunate Sigma"), Bacon usou a lua crescente como outra ideia para representar seu nome (lembrando as palavras de Bacon em Sonnet 111: "E daí que meu nome recebe uma marca." Em segundo lugar, "The Crescent" foi um periódico de prosa e poesia escrita sob diversos pseudônimo  por Sarah e seus colegas de turma, e publicada no "Instituto Colegiado de Jovens Senhoras" de New Haven. A arte da capa do periódico apresentava uma lua crescente.

As janelas viradas para o sul do quarto têm vista para um lindo gramado e um jardim. No meio do gramado, vemos uma magnífica cobertura em forma de Lua crescente, acentuada com crisântemos brilhantes e amarelos
O "The Crescent" foi um periódico de prosa e poesia escrita sob diversos pseudônimo  por Sarah e seus colegas de turma, e publicada no "Instituto Colegiado de Jovens Senhoras" de New Haven. A arte da capa do periódico (na foto) apresentava uma lua crescente.
Outra função importante é enfatizar a relação da Lua com o número 13. É o número lunar, porque sempre há 13 luas cheias em um ano. Por esse motivo, os maias e os chineses tinham calendários de 13 meses. Até hoje, o calendário de 13 meses é mais preciso do que o gregoriano.

Além disso, Sarah cobriu as paredes de seu quarto com papel de parede especial exibindo o símbolo "Triquetra". De acordo com a tradição celta, "Triquetra" representa as três deusas lunares que, por sua vez, representam as três fases da Lua. Sarah também quer ressaltar a relação entre a luz reflexiva da Lua e a "luz astral" ("luz akáshica"). Assim sendo, ela afirma seu ponto de vista teosófico.

Além disso, Sarah cobriu as paredes de seu quarto com papel de parede especial exibindo o símbolo "Triquetra" (na foto)
Foto mostrando uma visão mais ampliada da parede e os desenhos referentes a "Triqueta"
No centro exato da mansão, encontramos o chamado "Quarto de Sessão Mediúnica". É importante lembrar que isso, de acordo com o folclore, é onde Sarah supostamente realizava sessões à meia-noite para receber instruções de construção dos espíritos. Tal noção, assim como qualquer conhecedor rosacruz sabe, é totalmente absurda. Todos os rosacruzes têm uma sala ou espaço como esse situado (o mais próximo possível) do centro de suas casas. Isso serve o propósito prático de estar longe da distração do ruído externo. A sala é chamada de "Sanctum". Os maçons referem-se a ela como a "Câmara das Reflexões". O santuário é onde os rosacruzes estudam, meditam e realizam rituais particulares.

O "Sanctum" de Sarah tem a forma de um cubo, imitando o "Sanctum Sanctorum" do Templo de Salomão. O quarto mede 11 pés x 11 pés x 11 pés. As dimensões não são acidentais. Sarah usa o cubo 11, 11, 11 por vários motivos. Primeiramente, assim como a jogada de Bacon nas letras L, L, L em "Love's Labors Lost" (11, 11, 11) que, combinadas, tornam-se o número 33. Em segundo lugar, 11 x 11 x 11 resulta em um número primo palíndromo: 1331. Observe a metáfora maçônica do número 33 que está dentro do número 11, uma vez que está flanqueado pelos pilares gêmeos, ou seja: 1 33 1. Além disso, 13 e 31 possuem a qualidade única de gerar palíndromos, quando são elevados ao quadrado, ou seja, 13² = 169 e 31² = 961. Finalmente, o uso de Sarah do número 11 ilustra a simplicidade da simetria do cubo. A expressão matemática mais simples da simetria cúbica é 111111, que Sarah esperava que descobríssemos simplesmente multiplicando o número 11 x 777 x 13 = 111111.

O "Sanctum" de Sarah tem a forma de um cubo, imitando o "Sanctum Sanctorum" do Templo de Salomão
O quarto mede 11 pés x 11 pés x 11 pés. As dimensões não são acidentais. Sarah usa o cubo 11, 11, 11 por vários motivos. Primeiramente, assim como a jogada de Bacon nas letras L, L, L em "Love's Labors Lost" (11, 11, 11) que, combinadas, tornam-se o número 33. Em segundo lugar, 11 x 11 x 11 resulta em um número primo palíndromo: 1331
Originalmente, o "Sanctum Sanctorum" de Sarah foi pintado inteiramente azul. Isso é importante porque imita o conceito maçônico do "Canopy of Heaven" ou "Heavenly Arch", que é amplamente divulgado como parte da decoração em salas de casas maçônicas. Finalmente, Sarah tinha 13 "ganchos" instalados em uma das paredes do Sanctum. Cada peça segurava uma túnica colorida diferente, consistente com a prática rosacruz de vestir uma túnica colorida diferente para cada mês lunar.

No piso térreo, não muito longe da "Escadaria de Jacó", há uma sala inacabada, que Sarah planejava usar como um segundo "salão de baile". Ao entrar na sala percebemos um feixe horizontal irregular, que se estende pela parte superior da parede sul . Para um olho não treinado, o feixe aparenta ser apenas outro pedaço de madeira. No entanto, qualquer maçom astuto reconhecerá sua semelhança notável com o "Calibre de 24 polegadas" do 1º grau maçônico. Porém, isso foi feito em escala, abrangendo um comprimento de aproximadamente 16 pés (cerca de 5 metros). Além disso, o feixe manchado de maneira escurecida tem 46 linhas de marcação verticais, levemente coloridas, que dividem o medidor em 47 segmentos uniformemente espaçados. Sarah claramente usa esse dispositivo para exemplificar a mensagem codificada de Bacon no "Salmo 46", da Bíblia do Rei James.

O número 46 (isto é, 406) representa Christian Rosenkreutz (na "Cifra de Kaye"), e o número 47 se refere tanto ao mestre maçônico (ou seja, a 47ª proposição dos Elementos de Euclides, conhecido como o "Teorema de Pitágoras") e ao nome Hiram (na "Cifra Simples"). Recordamos ainda mais como Bacon desenhou o texto para que a palavra "shake" ("agitar"), a 46ª sexta palavra do início do "Salmo 46" está ligada à palavra "spear" ("lança"), a 47ª palavra do final do "Salmo 46", com exatamente 111 palavras. Além disso, quando colocamos os números lado a lado, ou seja, 4746, e então revertemos sua ordem de acordo com a "Cifra Atbash", ou seja, 6447, e depois somamos 64 com 47, o resultado é 111.

Sarah claramente usa esse dispositivo para exemplificar a mensagem codificada
de Bacon no "Salmo 46", da Bíblia do Rei James.
Em outra parte da casa, o iniciado chega a até duas escadarias, cada uma conduzindo a diferentes cômodos do segundo andar. A escada à esquerda tem 7 degraus, enquanto a da direita tem 11 degraus. Este recurso é referido como a "Escadaria 7/11". Observe como 711 é o inverso de 117, exibidos no teto do "Grande Salão de Baile" e, conforme já vimos, Sarah também viu como outra maneira de expressar seu nome como 711 simplificando para o número 72, correspondente a Sarah (20) Winchester (52) na "Cifra Pitagórica". Além disso, temos que lembrar, que o nome de William Shakespeare resulta em números 7/11, pois existem 7 letras em William e 11 letras em Shakespeare.

Outro aspecto importante da "Escadaria 7/11" é que ela forma uma grande letra Y, que simboliza a "encruzilhada na estrada". O iniciante deve fazer uma escolha entre viajar o caminho mais fácil da esquerda ou subir o caminho certo e mais difícil. Naturalmente, o caminho certo é a escolha correta. Se um homem passasse por essas escadas do segundo andar, da esquerda para a direita, ele viajaria de oeste para leste. Em todas as lojas maçônicas, sempre se considera viajar a partir do oeste para a fonte da luz no leste. Além disso, Sarah acrescenta uma lição de "matemática de dimensões superiores". Quando um homem desce 7 degraus e, em seguida, sobe 11 degraus, o que ele ganhou? A resposta óbvia é 4. Porém, em "matemática de dimensões superiores", o número 4 pode traduzir ou girar em múltiplas variações de si mesmo, ou seja, 13, 31, 22, 112, 211 ou 1111. Conforme veremos, existe uma relação única entre os números 7, 11 e 13. Assim sendo, em um mundo governado por dinâmicas dimensionais superiores, a diferença entre 7 e 11 é o número primo 13 (1 + 3 = 4).

Outro aspecto importante da "Escadaria 7/11" é que ela forma uma grande letra Y, que simboliza a "encruzilhada na estrada". O iniciante deve fazer uma escolha entre viajar o caminho mais fácil da esquerda ou subir o caminho certo e mais difícil
Naturalmente, o caminho certo é a escolha correta. Se um homem passasse por essas escadas do segundo andar, da esquerda para a direita, ele viajaria de oeste para leste. Em todas as lojas maçônicas, sempre se considera viajar a partir do oeste para a fonte da luz no leste
Richard ainda conta que, ao caminhar pela primeira vez na escada 7/11, ele teve essa visão sobre o número 13, então voltou ao "Grande Salão de Baile". Ele sabia que Sarah tinha ocultado o número 13 no meio, entre as janelas de Shakespeare, de uma forma dimensional superior. E lá estava... onde ninguém normalmente pensaria em procurá-lo. A imagem no espelho acima da lareira era um reflexo do lustre de 13 velas. Exatamente como Sarah teria planejado.

A Geometria de Dimensão Superior: Por que a Casa de Sarah Winchester Parece Tão Misteriosa?


No momento em que Sarah Pardee nasceu, o método científico moderno de Francis Bacon explodiu em um catálogo virtual de teorias novas e revolucionárias sobre o intrincado funcionamento do Universo. A pesquisa de Bacon para o "Graal de todo o Graal", ou seja, a "Teoria de Tudo" estava bem encaminhada. A descoberta de Hans Christian Oersted sobre a unificação da eletricidade e do magnetismo (1820), juntamente com a Teoria da Evolução de Charles Darwin (1838), provocou o novo caldeirão científico a tal ponto, que as forças naturais foram explicadas como um fenômeno evolutivo dinâmico em vez de uma entidade estática e passiva.

Ninguém tinha entendido a dinâmica subjacente do universo melhor do que Francis Bacon, que considerava a natureza como um modelo do Universo, com base em um conjunto de regras e leis fundamentais desde o início, na sua relação, ordem, estrutura, medida e correspondentes simetrias. Assim, a "Teoria de Tudo" teve (no sentido Baconiano) uma busca por uma "Grande Teoria Unificada" de todas as forças da natureza.

A descoberta de Hans Christian Oersted (à esquerda) sobre a unificação da eletricidade e do magnetismo (1820), juntamente com a Teoria da Evolução (1838) de Charles Darwin (à direita), provocou o novo caldeirão científico a tal ponto, que as forças naturais foram explicadas como um fenômeno evolutivo dinâmico em vez de uma entidade estática e passiva
A grade curricular do "Instituto Colegiado de Jovens Senhoras" colocou uma grande ênfase em estudos científicos. A aplicação, pela Sra. Winchester, das mais recentes inovações tecnológicas em sua mansão, demonstra tanto a formação científica quanto a paixão por manter novas descobertas. Como ela claramente considerava sua casa como um enigma vivo e uma obra de arte arquitetônica, somos compelidos a examinar o ambiente que influenciava suas visões e seu trabalho.

Os assuntos científicos que Sarah estudou incluíram o trabalho seminal de Michael Faraday sobre campos eletromagnéticos, juntamente com as obras científicas e matemáticas de William Thompson, Georg Bernhard Riemann e William Rowan Hamilton. O desenvolvimento científico mais revolucionário da época da jovem Sarah foi a descoberta de que as forças da natureza são um produto da "dinâmica dimensional superior" da geometria do espaço. Conforme veremos, as características anômalas em toda a mansão da Sra. Winchester são um testemunho do impacto profundo que a "geometria dimensional superior" teve em seu projeto.

A Revolução Riemanniana


O matemático alemão Georg Bernhard Riemann (1826-1866) percebeu que as forças da natureza não poderiam ser mais do que uma manifestação da geometria do espaço. Ele argumentou que as forças podiam ser melhor explicadas em termos de urdiduras em uma dimensão superior. Se o espaço pudesse dizer à massa como se mover, a massa, por sua vez, afetaria o espaço. Além disso, Riemann percebeu que todo o espaço transcende a geometria plana e bidimensional de Euclides.

Portanto, ao descrever a dinâmica do espaço, era necessário um novo modelo dimensional superior. Se as urdiduras no espaço eram a causa de forças naturais, como o eletromagnetismo e a gravidade, a estrutura do espaço devia estar em conformidade com uma maior curvatura dimensional. Assim sendo, Riemann desenvolveu uma nova geometria dimensional superior, que demonstrava como as linhas paralelas podiam se cruzar, e arcos, em vez de linhas retas, podiam ser a menor distância entre dois pontos. Além disso, a nova visão de Riemann previu a existência de uma quarta dimensão espacial.

A revolução riemanniana teve um profundo impacto tanto na ciência do século XIX, quanto em Sarah Winchester. Uma visão nova e simplificada do Universo se abriu em que as forças invisíveis, desde a estrutura dos átomos até a dinâmica da gravidade, estavam se tornando melhor compreendidas na perspectiva do espaço dimensional superior.

O matemático alemão Georg Bernhard Riemann (1826-1866) percebeu que as forças da natureza não poderiam ser mais do que uma manifestação da geometria do espaço. Ele argumentou que as forças podiam ser melhor explicadas em termos de urdiduras em uma dimensão superior
A geometria riemanniana, juntamente com as equações matemáticas de William Thompson e William Rowan Hamilton, demonstraram conclusivamente a existência de dimensões mais elevadas. O conceito de uma vasta dimensão tornou-se uma obsessão que permeava as comunidades científicas e acadêmicas do último século XIX. Artistas e intelectuais começaram a expressar suas opiniões sobre como a dinâmica do espaço dimensional superior poderia funcionar.

Um matemático inglês chamado Charles Dodgson, escrevendo sob o pseudônimo de Lewis Carroll, escreveu um livro para crianças, que descrevia as propriedades incompatíveis que se encontraria numa dimensão espacial. O livro, é claro, foi o "Through the Looking Glass" (Através do Espelho, em português) - um título apropriado, considerando que o vidro ou o espelho foram considerados como um portal para dimensões mais elevadas desde o tempo de Dee e Bacon. No "País das Maravilhas" de Carroll, tudo parecia desafiar o senso comum.

A distinção entre grande e pequeno parecia se dissolver. O tempo poderia acelerar, diminuir a velocidade ou ficar quieto. "Through the Looking Glass" tinha muitas das qualidades, que eventualmente seriam entendidas como as características da Teoria da Relatividade de Einstein. Sarah parece pegar emprestado das páginas de Lewis Carroll, ao nos mostrar grandes portas que levam a um espaço pequeno e pequenas portas que se abrem para um espaço ridiculamente grande.

Um matemático inglês chamado Charles Dodgson, escrevendo sob o pseudônimo de Lewis Carroll, escreveu um livro para crianças, que descrevia as propriedades incompatíveis que se encontraria numa dimensão espacial
A distinção entre grande e pequeno parecia se dissolver. O tempo poderia acelerar, diminuir a velocidade ou ficar quieto. "Through the Looking Glass" tinha muitas das qualidades, que eventualmente seriam entendidas como as características da Teoria da Relatividade de Einstein. Sarah parece pegar emprestado das páginas de Lewis Carroll, ao nos mostrar grandes portas que levam a um espaço pequeno e pequenas portas que se abrem para um espaço ridiculamente grande
As dimensões mais superiores consistem em um conjunto único de "super mecânica", que transcende a estrutura limitada, na forma de caixa em termos de comprimento, largura e altura. Para formar uma ideia do que isso implicaria, tente pensar em sentido inverso. Tente imaginar o que seria viver (e perceber) em um espaço bidimensional. Tudo seria completamente plano. Você não conseguiria atravessar uma linha. Objetos tridimensionais como cubos, esferas e pirâmides pareceriam impossíveis, porque nossa percepção limitada só nos permitiria observar esses objetos como quadrados, círculos e triângulos bidimensionais. E, se alguém tentasse descrever cubos, esferas e pirâmides para nós, iríamos dizer que eles estavam loucos. Isso é o que estamos lidando quando tentamos imaginar as propriedades do espaço dimensional superior.

O reino das dimensões mais elevadas é, de fato, uma espécie de "Super Espaço", onde as coisas que parecem desafiar o senso comum em três dimensões realmente fazem sentido a partir da perspectiva das dimensões superior. Por exemplo, quando visto a partir de uma perspectiva dimensional superior, uma parede sólida se parece mais uma linha quebrada. Não apenas poderíamos caminhar sobre ela, também poderíamos caminhar através e em torno dela de maneiras que, de outra forma, não imaginaríamos sendo possível. Além disso, distinguir entre grande e pequeno, para cima e para baixo, frente e verso, esquerda e direita, dentro e fora, entre outros, pareceria igualmente absurdo para nós. Assim sendo, o que parecem ser pilares invertidos, chaminés e claraboias, que têm telhados aéreos e portas ou escadas que levam a paredes sólidas fazem todo o sentido quando vistas de dimensões superiores. Sarah Winchester estava plenamente consciente da geometria riemanniana quando incorporou propriedades dimensionais superiores na arquitetura de seu incrível quebra-cabeça.

M.C. Escher


Naturalmente, Sarah estava em boa companhia em relação à expressão do novo ponto de vista. Artistas como Georges Braque e Pablo Picasso estavam pintando imagens deslumbrantes retratando uma visão de mundo dimensional, apropriadamente chamada de "cubismo". No entanto, ninguém estava progredindo mais com a perspectiva de Sarah Winchester, do que o artista gráfico holandês M.C. Escher (1898 - 1972). Não se sabe se Sarah e Escher já se conheciam.

No entanto, sua abordagem para expressão dimensional superior é notavelmente similar. É como se estivessem lendo o mesmo livro. Ambos fizeram uso de dispositivos arquitetônicos, e recursos que desafiam as convenções do espaço tridimensional comum. Na verdade, Escher, assim como Sarah, nos mostra escadas e pilares aparentemente impossíveis.
Na verdade, Escher, assim como Sarah, nos mostra escadas e pilares aparentemente impossíveis
(Relatividade por M. C. Escher. Lithografia, 1953)
Escher também viu as imagens reflexivas nos espelhos como representações verdadeiras do espaço dimensional superior. Escher escreveu:
"O mundo esférico não pode existir sem o vazio em torno dele, não só porque 'dentro' presume 'fora', mas também porque no 'nada' se encontram os pontos médios imateriais estritos, geometricamente determinados e imateriais ... Há algo em tais leis de tirar o fôlego. Não são descobertas ou invenções da mente humana, mas existem independentemente de nós"
É interessante notar que Escher sentiu uma maior familiaridade com a matemática do que com outros artistas. Outro elemento crucial que Escher e Sarah Winchester compartilharam foi a compreensão da natureza unificadora da simetria matemática, que constitui a base para toda a estrutura dimensional superior. As características que Sarah e Escher nos mostram são apenas vislumbres de sombras dimensionais superiores. Uma vez que ainda não evoluímos para seres capazes de uma maior percepção dimensional, somos forçados a compreender a dinâmica de dimensões superiores através da linguagem precisa dos números.

É interessante notar que Escher sentiu uma maior familiaridade com a matemática do que com outros artistas. Outro elemento crucial que Escher e Sarah Winchester compartilharam foi a compreensão da natureza unificadora da simetria matemática, que constitui a base para toda a estrutura dimensional superior
Qual o valor que a matemática dimensional maior tem para nós? A resposta é que, sem uma matemática dimensional maior, assim como as inovações matemáticas de William Rowan Hamilton ou Sophus Lie, muitas das tecnologias atuais envolvendo computadores, telefones celulares, equipamentos robóticos em Marte etc., não seria possível.

O sonho de Bacon de desbloquear todos os segredos da natureza exige nossa compreensão da dinâmica da matemática dimensional superior. Parece complicado, mas não é. Assim como Sarah e Escher viram, a beleza dos números dimensionais superiores reside na sua simplicidade e simetria. Conforme veremos, a simplicidade e a simetria estão interrelacionadas. É o material do qual o nosso Universo é feito. O quebra-cabeça de Sarah pode, em última instância, nos ajudar a descobrir a "Teoria de Tudo". Contudo, a chave final para desbloquear o quebra-cabeça de Sarah está em seus números.

Os Números de Winchester


Conforme vimos, a família dinâmica dos números primos 7, 11 e 13 forma a base do sistema de números de Sarah. Não importa onde vamos, tanto na casa quanto fora dela, Sarah fez grandes esforços para colocar seus números em exibição. Por uma questão de praticidade, vamos nos referir a eles como "Números de Winchester".

Ao longo de sua vida, Sarah viu principalmente o "13" como sendo o número. No entanto, ela também uso o "11" como "número mestre", uma vez que o mesmo se aplica ao seu nome. Isso foi feito por ela ao contar o número de letras em seu nome, ou seja, Sarah = 5, Pardee = 6. Assim sendo, 5 + 6 = 11. Além disso, ela preferiu o nome de Annie Pardee para sua filha, confome evidenciado pela maneira como ela se referiu a Annie em seu obituário: "Winchester, ANNIE PARDEE". A parte em letras maiúsculas do nome coincide precisamente ao número de letras no nome de Sarah Pardee. Além disso, o nome de Annie Pardee corresponde (na Cifra Pitagórica) ao número 56. Isso é importante, pois revela o vínculo estreito que Sarah sentiu por sua filha.

Um dispositivo arquitetônico que Sarah usou para ilustrar sua visão da relação entre os números 11 e 56 é o arranjo dos pilares de madeira decorativos, que alinham as grades externas das duas varandas do terceiro andar, bem acima da varanda frontal da casa. Os pilares são alternados: um para cima, outro para baixo, outro com o lado para cima, outro para baixo, e assim por diante. Isso resulta em 5 pilares com o lado correto para cima e 6 pilares invertidos, ou seja, 56. Além disso, 5 + 6 = 11.

Um dispositivo arquitetônico que Sarah usou para ilustrar sua visão da relação entre os números 11 e 56 é o arranjo dos pilares de madeira decorativos, que alinham as grades externas das duas varandas do terceiro andar, acima da varanda frontal da casa
Foto mostrando uma grade semelhante em outro ponto da casa. Os pilares são alternados: um com o lado correto para cima, outro invertido, outro com o lado correto para cima, e assim por diante, resultando em 5 pilares com o lado correto para cima e 6 pilares invertidos
Em outros lugares da casa, Sarah lança outros números nessa mistura, e começamos a ver que os números de Winchester, embora geralmente ligados aos nomes de família, acabam por ter um significado muito mais profundo. Por exemplo, lembramos que Sarah exibe o número 49 (7 elevado ao quadrado), juntamente com o número 777 no teto do quarto. Além disso, a casa possui 47 chaminés. Observamos facilmente a correlação com os nomes Anne Pardee (47 na Cifra Pitagórica) e Hiram (47 na Cifra simples). Além disso, esse também é o número emblemático do 3º grau maçônico, pois o Mestre Maçônico recém-formado é informado duas vezes que o número se refere à 47ª proposição dos Elementos de Euclides, mais conhecida como "Teorema de Pitágoras". E, apenas para garantir que entendamos que a exibição desse número não foi acidental, Sarah repetiu o número (de acordo com com o texto fornecido pela "Casa Misteriosa de Winchester"), construindo 47 escadarias. Assim sendo, Sarah emula a dupla alusão ao número 47, exibindo o número duas vezes.

Isso, é claro, não é a única vez em que Sarah juntou os números 4 e 7. Conforme vimos na "Escadaria de Jacó", ela combinou 44 degraus com 7 voltas, resultando no número 51 (44 + 7), que coincide com os nomes de Sarah Pardee e Francis Bacon (na Cifra Pitagórica). Porém, o assunto ainda é mais profundo quando consideramos que, ao mostrar o número duas vezes, Sarah também está revelando uma perspectiva diferente à medida que 47 47 se transforma (ao inverter) em 44 77 e, quando esses dois números se combinam, temos o número 121 (11 ao quadrado), que então se transforma no número 13 (12 + 1 = 13).

Margaridas, O Número 13, e a Chave para Pi


Conforme vimos nos portões de ferro fundido em frente à casa, Sarah exibe duas margaridas de oito pétalas cada. Na verdade, Sarah nos mostra margaridas em todos os lugares, tanto no interior quanto ao redor da casa. Eles são esculpidos em acessórios de madeira, e aparecem na maioria dos vitrais. Aliás, muitas espécies de margaridas podem ser encontradas florescendo nos jardins da casa.

A margarida foi especial para Sarah por dois motivos essenciais. Primeiramente, simboliza o iniciado. E, em segundo lugar, é, sem dúvida, um dos melhores exemplos da natureza da simetria unificadora "oculta" do número 13. Muitas espécies da margaridas possuem 13 pétalas. Além disso, a maioria das espécies de margaridas tem 13 ramificações crescendo a partir de seus talos (quando amadurecem), e possuem outra característica notável: o topo de cada flor de margarida forma uma "Espiral de Fibonacci" composta de 34 floretes minúsculos em espiral no sentido horário, a partir do anel externo em direção ao centro, e 21 floretes em espiral, no sentido anti-horário a partir do centro em direção ao anel externo. A "diferença invisível" é justamente o 13 (34 - 21 = 13).

Nos portões de ferro fundido em frente à casa, Sarah exibe duas margaridas de oito pétalas cada.
Na verdade, Sarah nos mostra margaridas em todos os lugares, tanto no interior quanto ao redor da casa. Eles são esculpidos em acessórios de madeira, e aparecem na maioria dos vitrais
O valor de Pi, cuja sequência matemática foi descoberta pelo matemático Leonardo Fibonacci, não foi inventado pelo homem. É o modelo arbitrário da natureza pelo qual todas as estruturas naturais, de átomos, flores, árvores, conchas e galáxias estelar, cumprem parâmetros simétricos específicos. Essa simetria é regida por harmônicos de "função de onda", em que o crescimento de qualquer padrão de onda se aplaina, quando atinge o 8º ponto ordinal na sequência de Fibonacci, que corresponde ao número 13. É uma lei imutável.

Conforme estamos prestes a ver, Sarah sempre mostra 8 margaridas petalizadas em pares. Uma vez que não há espécies verdadeiras da família das margaridas tendo apenas 8 pétalas, é evidente que Sarah usa as margaridas de 8 pétalas como um dispositivo para enfatizar a relação Fibonacci entre os números 13 e 8. O número 13, portanto, manifesta o limite máximo (invisível) de todas as simetrias coerentes a partir das quais a estrutura do Universo é formada. É literalmente a chave para Pi.

Leonardo Fibonacci, traduziu Pi em números reais. Esse sistema racional de números é conhecido como a "Sequência de Fibonacci".
Na imagem acima vemos a chamada "Espiral de Fibonacci"
Muito notavelmente, na física teórica, os principais candidatos para a "Grande Teoria Unificada", também chamada de "Teoria de Tudo" são a "Teoria das Cordas" e a "Teoria M", sendo que ambas baseadas em uma equação simples envolvendo um par de 8, ou seja E (8) x E (8). O "E" significa "Excepcional", enquanto o 8, é claro, se refere ao oitavo ponto ordinal (ocupado pelo número 13) na sequência de Fibonacci. Conforme vimos, o que torna o E (8) excepcional é que ele define o limite máximo da natureza para o crescimento simétrico. Sem simetria, o Universo e tudo nele não seria coerente, seria caótico. Além de ser a chave para Pi, 13 também é o dominante dos três números primários de Winchester (ou seja, 7, 11 e 13). No entanto, é necessária a aplicação sinérgica de todos os três números (ou suas variantes) para obter o produto de sua simetria dimensional superior. E, conforme vimos, as dinâmicas dimensionais superiores envolvem a simples multiplicação.

A evidência mostra que Sarah fez uso de um sistema algorítmico em que seu trio de números primos simétricos produz resultados surpreendentes. Por exemplo, vamos multiplicar (pegue sua calculadora) os números 7, 11 e 13 por qualquer número de dois dígitos. Nesse caso vamos usar o número 12. Nós multiplicamos: 7 x 12 = 84. Então, 84 x 11 = 924. Então, 924 x 13 = 12012. Voilá, um, nível dinâmico da simetria é revelado. Agora, vamos aumentar o nível usando o triplete simétrico 777. Portanto, 777 x 12 = 9.324. Então, 9.324 x 13 = 121212. Vamos aumentar ainda mais o nível ao multiplicar 12 por 7 ao quadrado (49). 12 x 49 = 588. Então, 588 x 121 (11 ao quadrado) = 71.148. Então,  71.148 x 169 (13 ao quadrado) = 12024012. Observe que, ao centro, o valor de 12 dobrou para 24. Outra simetria notável ocorre simplesmente multiplicando: 11 x 777 = 8.547 e, então, 8.547 x 13 = 111111. Interessante, não é mesmo?

O valor de Pi, cuja sequência matemática foi descoberta pelo matemático Leonardo Fibonacci, não foi inventado pelo homem. É o modelo arbitrário da natureza pelo qual todas as estruturas naturais, de átomos, flores, árvores, conchas e galáxias estelar, cumprem parâmetros simétricos específicos.
Essas simetrias deslumbrantes derivadas da aplicação do trio dinâmico dos números primos de Winchester revelam um princípio unificado subjacente, que indica uma verdade superior e transcendental está sendo empregada. Richard Feynman, ex-físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) disse: "Você pode reconhecer a verdade por sua beleza e simplicidade... porque a verdade sempre se torna mais simples do que você pensava."

O Algoritmo de Winchester


Conforme mencionado anteriormente, a Sra. Winchester, sem dúvida alguma, teria descoberto o trio dinâmico de primos simétricos ao estudar o uso de Bacon deles. Além disso, ela estudou a matemática de dimensão superior de William Thompson (Lord Kelvin) e William Rowan Hamilton.

William Thompson (1824-1907) teorizou a existência de "átomos-vórtices". Esses são átomos no sentido comum, mas comportam-se como pequenos "redemoinhos" subatômicos, que ressoam e se estendem em vários modos de simetria, em uma grande dimensão superior de espuma ou éter. O que Thompson estava descrevendo (quase um século e meio atrás) era, essencialmente, a mecânica do que agora é chamado de "Teoria das Cordas". O problema fundamental com os "átomos-vórtices" (assim como sabemos atualmente) é que, teoricamente, funciona como uma "gota". Para ser autoconsistente, o mesmo teria que ressoar na velocidade da luz, o que agora sabemos é uma façanha impossível para uma estrutura semelhante a uma "gota". No entanto, posteriormente foi demonstrado que uma estrutura semelhante a uma corda poderia ressoar na velocidade da luz, daí o nome "Teoria das Cordas".

William Thompson (1824-1907) teorizou a existência de "átomos-vórtices"
A foto mostra William dando sua última aula na Universidade de Glasgow, no Reino Unido
A teoria atômica de dimensão superior da última parte do século XIX exigia bem mais que a matemática para descrever suas funções. Thompson nunca alcançou completamente essa finalidade. No entanto, o matemático irlandês William Rowan Hamilton (1805 - 1865) formulou um sistema, no qual as simetrias que governam a função das ondas em um espaço de quatro dimensões podem ser reveladas. Ele chamou sua invenção "Quaternions".

O algoritmo de Winchester é uma variação simplificada dos "Quaternions", exceto que ele usa apenas números reais (em vez dos números imaginários de Hamilton). Além disso, dois números são sempre multiplicados um pelo outro, deixando um produto que é então particionado, e os números particionados são então somados, resultando em um valor final. Por exemplo, 52 x 88 = 4.576. Este produto pode então ser particionado como "45 76", que, quando somados, torna-se 121 (11 ao quadrado), ou pode ser particionado (de dentro para fora) como "57 46", que, quando somados, equivalem a 103 (13). Também pode ser particionado em sentido inverso, ou seja, "67 54", que, quando somados, também resultam em 121 (11 ao quadrado).

O matemático irlandês William Rowan Hamilton (1805 - 1865) formulou um sistema, no qual as simetrias que governam a função das ondas em um espaço de quatro dimensões podem ser reveladas. Ele chamou sua invenção "Quaternions"
Observe que 52 x 88 é realmente uma variante de 7 x 7, porque "52" (5 + 2 = 7) e 88 (8 + 8 = 16 | 1 + 6 = 7) podem ser simplificados para o número 7. Assim sendo, o produto tem que ser uma variante de 49 (isto é, 7 ao quadrado). Nesse caso, a variante de 49 é 4.576 (isto é, 52 x 88). Esse número ou qualquer outra variante de 7 ao quadrado sempre equivale ao número 13 (ou variantes de 13), que então pode ser simplificado para número 4. Ao particionar esse conjunto de números e combinar as partições, a relação simétrica entre 7 ao quadrado, 11 ao quadrado, e o número 13 é exibido.

A importância do algoritmo de Winchester é que ele revela simetrias ocultas que, de outra forma, não seriam vistas ou compreendidas. Conforme veremos, a dinâmica do algoritmo é essencial para a aplicação da matemática dimensional superior. Naturalmente, quando os números de Winchester são aplicados no algoritmo, sempre são geradas simetrias deslumbrantes. A razão pela qual sabemos sobre o algoritmo de Sarah é porque ela incorporou um dispositivo de cálculo engenhoso na casa, que demonstra claramente como funciona uma matemática dimensional superior. Além disso, qualquer criança de 10 anos, armada com uma calculadora, pode facilmente se tornar um mestre do sistema de números de Sarah.

A Janela "Teia de Aranha"


A Mansão Winchester tem 13 banheiros. O 13º banheiro tem 13 degraus, que levam até a sua entrada. A parede externa ao redor da entrada possui 13 painéis de madeira. No interior, encontramos seis janelas idênticas, todas com um design único de "teia de aranha". Embora existam outras janelas "teia de aranha" localizadas em outras partes da casa, esse é o último lugar onde Sarah claramente queria que o "iniciado esclarecido" viesse. Aqui, Sarah incorporou engenhosamente seu design "teia de aranha" na arquitetura como um dispositivo de cálculo, que funciona tanto como uma ferramenta educativa, que mostra como funciona seu algoritmo, quanto um modelo que revela a estrutura simétrica fundamental do Universo.

O design da janela "teia de aranha" é importante por diversos motivos. Por um lado, ela realmente possui a qualidade de cativar aqueles que se arriscam. Porém, mais importante, representa a confusão entrelaçada de todas as coisas. Esses não são meros desenhos geométricos, que se cruzam em um painel de vidro. Antes, os mesmos devem ser vistos como fios vivos de cordas fibrosas, que não só conectam os pedaços individuais de vidro, mas também, através da dinâmica da "simetria de calibre", unificam todas as coisas em um todo.

A Mansão Winchester tem 13 banheiros. O 13º banheiro tem 13 degraus, que levam até a sua entrada. A parede externa ao redor da entrada possui 13 painéis de madeira. No interior, encontramos seis janelas idênticas, todas com um design único de "teia de aranha"
Sarah incorporou engenhosamente seu design "teia de aranha" na arquitetura como um dispositivo de cálculo, que funciona tanto como uma ferramenta educativa, que mostra como funciona seu algoritmo, quanto um modelo que revela a estrutura simétrica fundamental do Universo
Parte externa mostrando a aparência das janelas "teia de aranha".
Notam alguns elementos como dois quadrados sendo pilares e o símbolo da Lua crescente?
O que mais devemos ver nesta janela? Sarah sabia que notaríamos os perímetros externos da teia (ao contrário das redes que observamos na natureza) formam um quadrado. Ela incorporou de propósito quatro pedaços de vidro na borda externa de cada um dos quatro lados, ou seja, 4444. Lembre-se de que a "janela" está apenas mostrando-nos uma visão bidimensional da teia de aranha de Sarah (a ser discutida mais tarde). A próxima coisa que Sarah quer que notemos é que a teia contém 49 pedaços de vidro separados. Lembre-se do significado desse número em relação ao número 13, e sua exibição proeminente na grade do teto do quarto de Sarah.

Em seguida, Sarah volta nossa atenção para o número 52 (Winchester). Porém, onde devemos encontrá-lo? Temos que olhar entre os pedaços de vidro e, claramente, as 49 peças estão unidas em exatamente 52 pontos diferentes. No centro da teia existe um círculo. É o único círculo no desenho da janela. O círculo não é interceptado ou dividido, nem mesmo possui nenhuma das características da teia, que vemos distribuídas sobre o restante da superfície da janela. No entanto, tudo leva ao círculo, e tudo emana disso. Existem três anéis de teias de aranha, que fluem para fora do círculo como ondas concêntricas em uma lagoa. Sua natureza é o resultado de inverter todos os arcos que conectam os três pontos de cada anel. Além disso, cada um dos anéis consiste em 16 pedaços de vidro. No entanto, o terceiro, o anel mais externo é quadrado, o que forma o limite externo da teia.

O design da janela "teia de aranha" é importante por diversos motivos. Por um lado, ela realmente possui a qualidade de cativar aqueles que se arriscam. Porém, mais importante, representa a confusão entrelaçada de todas as coisas.
Uma vez que o número 16 simplifica para 7 (1 + 6 = 7), podemos ver esses três anéis concêntricos como 777 (em vez de 16 16 16). Vale lembrar que o número 777 também corresponde ao nome William (34) Wirt (25) Winchester (52). Sarah ainda sabia que multiplicaríamos 49 x 777, o que equivale a 38.073. Então, 38 + 73 = 111 (isso é Bacon, na Cifra de Kaye, e William Wirt Winchester, na Cifra Pitagórica).

Além disso, ela sabia que veríamos que o número 49 simplificado para 13, portanto, 13 x 777 = 10101 (111). Para completar, o número primo palíndromo de 13 é 31, portanto, 31 x 777 produz o mesmo resultado, ou seja, 31 x 777 = 24.087. Portanto, 24 + 87 = 111. Na verdade, qualquer variante do número 13 (ou seja, 4 , 22, 31, 58, 85, 67, 76, 49, 94, 121, 112, 211 ou 1111), quando multiplicado pelo número 777 sempre renderizará a simetria de 111.
Uma vez que o número 16 simplifica para 7, podemos ver esses três anéis concêntricos como 777 (em vez de 16 16 16). Vale lembrar que o número 777 também corresponde ao nome William (34) Wirt (25) Winchester (52)
Sarah também sabia, que aplicaríamos as tabelas de nossos pensamentos ao número 52. Então, agora multiplicamos 52 x 777, resultando em 40.404, ou seja, 444 (o valor combinado dos selos "Rossi Crosse" de Bacon). Naturalmente, quando o número 7 ou qualquer variante desse número é multiplicado por 777, o resultado (através do Algoritmo do Winchester) será sempre 444. E, claro, o número 13 ou qualquer variante de 13, multiplicada por 444, sempre resultará em 777. Observe a beleza do produto de 13 x 444, que é 5.772. Isso equivale a inserir o termo "Winchester Goose" (77) dentro do nome "Winchester" (52). Tanto Bacon quanto Sarah deveriam ter consciência disso. Para completar, o nome Winchester aparece precisamente 27 vezes nas obras de Shakespeare. Lembramos que a "super palavra" de Bacon em "Loves' Labour's Lost" (honorificabilitudinitatibus), consiste em 27 letras. 27 se transforma em 117 (John Dee) e, quando invertido, é 72 (Sarah Winchester) ou 711.

Para Sarah e Bacon, 444 foi uma expressão simplificada de 131313. Isso é igualmente verdadeiro para a relação entre 777 e 161616. Os tripletes simétricos de 777, 111 e 444 são, na verdade, expressões dimensionais superiores de 7, 11 e 13. Dentro da estrutura da teia, as simetrias dimensionais mais complexas estão agindo. No entanto, nenhuma das simetrias pode existir sem o poder unificador do círculo no centro da teia.

Outra característica importante da janela "teia de aranha" é que cada um dos seus quatro lados forma um triângulo apontando para o centro circular. Contamos 12 pedaços de vidro em cada triângulo. No entanto, os quatro triângulos não estão completos, a menos que seus pontos se fundam, de maneira invisível, no círculo. Então, vemos os triângulos, todos compartilhando uma 13ª peça dentro do círculo. Além disso, 4 x 13 resulta no número 52 (Winchester).

Outra característica importante da janela "teia de aranha" é que cada um dos seus quatro lados forma um triângulo apontando para o centro circular. Contamos 12 pedaços de vidro em cada triângulo. No entanto, os quatro triângulos não estão completos, a menos que seus pontos se fundam, de maneira invisível, no círculo
O círculo (bidimensional) que reside no núcleo da teia parece possuir um tipo de qualidade mística e mágica, que parece capaz de manifestar qualquer valor necessário para completar ou cumprir qualquer simetria dada. Ele manifesta claramente o valor de todos os três números primos simétricos de Sarah, que começa com a chave para Pi, o número 13, que invisivelmente completa a estrutura dos quatro triângulos da janela. Então, o processo de completar os quatro triângulos resulta em quatro conjuntos do número 13, resultando em 52 que, simplificando, resulta no número 7. E, finalmente, a combinação dos números 49 e 52 (que representa a estrutura fundamental da janela) nos apresenta o número 101, ou seja, 11.

Sem a aplicação do "Algoritmo de Winchester", as janelas teias de aranha não terão sentido. Estamos em dívida com o desenvolvimento dos "Quaternions" de William Rowan Hamilton, para estabelecer o princípio dinâmico, que rege o intrincado funcionamento da teia de aranha.

A Simetria da "Teia de Aranha" e a Grande Teoria Unificada


Muito notavelmente, lidamos com números de Winchester e simetria dimensional superior do ponto de vista de uma janela bidimensional. No entanto, para conceituar a geometria dimensional superior do Universo, Sarah sabia que precisávamos avançar para uma visão tridimensional da janela teia de aranha, sendo por isso que o 13º banheiro possui seis janelas "teia de aranha". Contudo, por que seis? É porque Sarah quer que formemos uma imagem das janelas como um cubo.

Além de estar em sintonia com as ideias de um "Universo sempre em construção" e a "agricultura dinâmica" do famoso teósofo rosacruz, matemático e filósofo Rudolph Steiner (1861-1925), parece claro que Sarah adotou seu conceito de "cubo" como a estrutura geométrica mais simples para a dinâmica dimensional superior do Universo. Essa ideia está totalmente de acordo com os "Quaternions" de William Rowan Hamilton, o movimento artístico cubista, e o algoritmo de Winchester.

Além de estar em sintonia com as ideias de um "Universo sempre em construção" e a "agricultura dinâmica" do famoso teósofo rosacruz, matemático e filósofo Rudolph Steiner (1861-1925), parece claro que Sarah adotou seu conceito de "cubo" como a estrutura geométrica mais simples para a dinâmica dimensional superior do Universo
Em três dimensões no entanto, a topografia da janela teia de aranha muda. Sua forma geométrica é agora piramidal. Na verdade, o cubo consiste em seis pirâmides inversas, todas apontando para dentro, em direção ao centro. Em vez de um círculo bidimensional, agora vemos um tubo esférico, no qual os pedaços das seis pirâmides invisivelmente se fundem em um só. Vale lembrar que, o limite externo da janela "teia de aranha" tem quatro lados ou um valor de 4. Isso é igualmente verdadeiro para a base de uma pirâmide tridimensional. Portanto, seis bases piramidais equivalem ao número 24.

Se a "teia de aranha" de Sarah também for um modelo dimensional superior para a estrutura do Universo, seria bastante consistente com as operações fundamentais da "Teoria das Cordas", já que 24 governa o número exato de maneiras pelas quais a "corda" vibrante pode esticar, dobrar e contrair Essa dinâmica crucial da "Teoria das Cordas", conhecida como "Função Modular", foi descoberta por outro dos contemporâneos de Sarah, o matemático Srinivasa Ramanujan (1887-1920). Na verdade, os "números Ramanujan" têm uma semelhança impressionante com os números de Winchester. As mesmas simetrias, que encontramos no trabalho de Ramanujan, culminando na simetria E (8) x E (8), também parecem estar de acordo com as simetrias que dominam o modelo de Winchester.

Essa dinâmica crucial da "Teoria das Cordas", conhecida como "Função Modular", foi descoberta por outro dos contemporâneos de Sarah, o matemático Srinivasa Ramanujan (1887-1920). Na verdade, "os números Ramanujan" têm uma semelhança impressionante com os números de Winchester
O co-descobridor da "Teoria das Cordas", o Dr. Michio Kaku, disse: "É como se houvesse algum tipo de numerologia profunda manifestada nessas funções, que ninguém entende". Adequadamente, os físicos teóricos gostam de descrever a "corda" (ou membrana), como uma matriz subatômica ressonante de redes emaranhadas formando a estrutura do universo, em uma configuração unificada semelhante a uma grande teia de aranha.

O Legado de Sarah Winchester


Não é nenhum segredo que a parte de trás da nota de um dólar norte-americano é uma obra-prima do código maçônico e do simbolismo. Muito notavelmente, o projeto da nota incorpora uma extensa estrutura de teia de aranha, que serve como uma estrutura abrangendo todos os diversos componentes no padrão geral. A pirâmide truncada, com suas letras maiúsculas e o "Olho que Tudo Vê", representa o "trabalho inacabado" na busca para espelhar o "modelo divino" de acordo com Provérbios 25. É a peça final do quebra-cabeça universal a ser concluída. Da mesma forma, a Mansão Winchester é a encarnação desse mesmo trabalho inacabado, que Sarah sabia que não seria alcançado em sua vida.

O legado de Bacon parece estar intrincadamente enredado com o destino de Sarah, conforme demonstrado na mensagem críptica de "Winchester Goose" contida na última frase de "Troilus e Cressida". Francis Bacon, cujos contemporâneos se referem como "o homem que podia ver através do tempo", realmente previu Sarah Winchester? A conexão é incomum e convincente. A evidência clara demonstrada pelo design engenhoso de Sarah de suas janelas de Shakespeare, indica que ela entendeu (ou pelo menos interpretou) a mensagem de Bacon para ser um prenúncio de sua própria existência, pela qual ela continuaria seu legado.

A Mansão Winchester é a encarnação desse mesmo trabalho inacabado,
que Sarah sabia que não seria alcançado em sua vida
O fato do quebra-cabeça de Sarah ainda se manter preservado conforme ela o deixou, é um testemunho de sua intenção: de que alguém acabaria chegando para pegar sua pira olímpica. Ela previu alguém, que posteriormente aparecesse como uma encarnação ou reincarnação de si mesma? Ele imitava Bacon ao deixar as pistas, indicando alguém a quem seu legado seria passado? Nesse caso, como ela teria transmitido essa mensagem? A resposta, é claro, está nos números. O "herdeiro" do legado teria uma compreensão completa desses números e, em algum lugar em toda a exibição dos números de Sarah, deve residir um conjunto de números que revelam especificamente a identidade do herdeiro tanto em relação ao seu nome, quanto sua data de nascimento. Assim sendo, talvez a casa esteja há décadas esperando pacientemente o seu verdadeiro herdeiro: o "iniciante esclarecido", que seja capaz de completar o quebra-cabeça! Seu nome, no entanto, é um verdadeiro mistério!

E aí, AssombradOs, será que Richard Allan Wagner tem razão em toda essa análise ou então seria melhor acreditarmos que tudo isso é uma grande viagem de ficção científica, uma viagem através de números , que inconscientemente fazem algum sentido, assim como acontece em diversos casos relacionados a desastres de grandes proporções? Será que tudo isso é loucura, ou seja, será que Sarah era louca e estava apenas fugindo de espíritos? Isso é um assunto para os meus comentários finais.

Comentários Finais


Sinceramente, não faço ideia de como está o seu psicológico após ler essa matéria. Ao terminá-la, lembro que fui procurar mais fotos da mansão Winchester, além das mais de 120 fotos que compõe essa postagem, e comecei a perceber elementos similares aqueles que foram citados. Para piorar a situação, também comecei a contar alguns elementos que apareciam nas fotografias. Parece que a engenhosidade de Sarah é um caldeirão borbulhante de números e ao mesmo tempo viciante, inclusive para aqueles que não são muito fãs de matemática ou que são naturalmente céticos, assim como sou, sempre que preparo um material para vocês. Afinal de contas, não posso transmitir deliberadamente a minha crença sem analisar todas ou pelo menos a maior parte das possibilidades envolvidas em um determinado assunto. Provavelmente, assim como aconteceu comigo, você também notará que a versão oficial dada pelos atuais proprietários da mansão, que ao mesmo tempo é controlada por uma empresa, que soube muito bem promovê-la ao redor mundo, apequenou-se diante das cifras e códigos utilizados por Sarah. Para vocês terem uma ideia, desde a morte de Sarah Winchester, estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas, de todas as partes do mundo, tenham visitado o local, muito embora não seja informado exatamente qual é a média anual de visitantes. Contudo, não é difícil imaginar que sejam dezenas de milhares de pessoas, que não apenas pagam um ingresso, mas que consomem alimentos, bebidas e compram algo para servir de recordação para si mesmos, parentes ou amigos. É um negócio, e como sabemos, dinheiro está acima de crenças.

O texto de Richard Allan Wagner é fascinante, muito embora haja alguns pontos questionáveis sobre a relação de Francis Bacon e Shakespeare, além de algumas afirmações "científicas", que podem ser amplamente discutidas, porém isso não reduz a credibilidade do que escreveu, muito pelo contrário. Assim como até hoje se discute se Shakespeare existiu ou não, ou quem era a pessoa por trás de Shakespeare, muito provavelmente Sarah também acreditava nessa corrente de pensamento e assim seguiu de acordo com suas próprias convicções e estudos. A mansão Winchester reflete os pensamentos, ideias, ensinamentos e algoritmos de Sarah. Nenhuma outra verdade importa, senão a verdade em que Sarah acreditava, entendem onde quero chegar? Portanto, aparentemente, poderíamos dizer que a mansão Winchester seria realmente a encarnação desse trabalho inacabado, que Sarah sabia que não seria alcançado em sua vida e que, talvez, ela até mesmo soubessse o nome do seu sucessor. E, após esse material, é impossível dizer que Sarah fosse louca, muito pelo contrário, ela tinha muito dinheiro, uma inteligência acima da média e, se não fosse o terremoto de 1906, se não estivesse em um local sujeito a intensos tremores de terra, ela teria construído o maior templo de aprendizado, iluminação e elevação espiritual do mundo. Arrisco a dizer, que seu legado não seria apenas um marco histórico, provavelmente seria um patrimônio da humanidade.

Aparentemente, Sarah não deixou nenhuma fórmula mágica ou textos contando exatamente o que estava fazendo. Se deixou, tais documentos estão muito bem guardados ou escondidos em algum lugar, que talvez já tenha sido descoberto e foi devidamente silenciado ou ainda descobriremos daqui algum tempo ou daqui algumas décadas, caso outro terremoto não aconteça e coloque tudo abaixo. Não consigo ter outras palavras para definir Sarah, exceto em dizer que ela foi simplesmente fantástica. O único espírito, no sentido mais amplo da palavra, e que não podemos ver se nossos olhos não tiverem a clareza necessária é o de Sarah Winchester. A mansão é um abrigo para sua alma, seus sentimentos, suas dores. Talvez, Sarah tivesse alcançado a Verdade, talvez ela quisesse que qualquer pessoa, independentemente de sua crença ou cor entrasse algum dia e conhecesse tudo aquilo que ela alcançou em vida. Acima de tudo, Sarah foi generosa em nos deixar enigmas e um verdadeiro labirinto onde ela acreditava que poderíamos conhecer a nós mesmos. Realmente, era uma época de ouro onde, apesar da precária condição de vida de boa parte da população, havia muito tempo para se dedicar aos estudos, e tentar responder aos dilemas da vida. Aliás, Sarah perdeu tudo o que mais lhe importava na vida e de forma abrupta. As pessoas vivem na época que podem e diante das condições que possuem, portanto, não seria tão errado dizer que o destino levou seu marido, sua filha e sua felicidade. Sarah transformou sua dor em Luz, transformou seu conhecimento em um templo, que permanece erguido além do seu tempo, e acima de tudo, nos mostrou que não importa o quão tentemos alcançar o Céu, a vida é uma eterna busca por algo que lhe complete, seja a verdade, seja a felicidade, ou seja simplesmente ensinar alguém sobre a vida, e que ela vale a pena ser vivida. Talvez, só consigamos verdadeiramente alcançar a Luz, quando alcançarmos o Céu, uma vez que, se somarmos ambos pela cifra mais usada por Sarah, o resultado simplificado é o número primo 7.

Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://frolickinggypsies.com/wordpress_1/the-winchester-mystery-house/
http://kron4.com/2016/10/09/new-room-found-at-winchester-mystery-house-in-san-jose/
http://michelelouise.blogspot.com.br/2005/06/winchester-mystery-house.html
http://sanfrancisco.cbslocal.com/2017/05/25/winchester-mystery-house-opens-rooms-public-first-time/
http://sfist.com/2016/10/10/winchester_mystery_house_claims_new.php
http://sfist.com/2017/05/26/video_winchester_mystery_house_open.php
http://thetruthaboutsarahwinchester.com/
http://touch.latimes.com/#section/-1/article/p2p-93257235/
http://www.americas-most-haunted.com/2016/11/23/what-motivated-sarah-winchester-to-build-the-winchester-mystery-house/
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https://en.wikipedia.org/wiki/Winchester_Mystery_House
https://www.bustle.com/articles/189236-what-is-the-winchester-mystery-house-a-new-room-was-just-discovered-in-the-famously-creepy
https://www.littlethings.com/winchester-mystery-house/
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