24 de maio de 2017

Conheça David Huggins: Esse Artista Plástico Teve Realmente sua "Primeira Vez" com uma Extraterrestre e Gerou Dezenas de Filhos Híbridos?

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Por Marco Faustino

Sempre tento trazer assuntos razoavelmente decentes para vocês em termos de Ufologia. Por outro lado, quase sempre os casos que ganham uma maior visibilidade são aqueles propagados de forma indiscriminada por canais que sabidamente manipulam digitalmente os vídeos ou deturpam completamente o conteúdo apresentado. Um exemplo claro disso foi aquela postagem dupla que fiz há quase 3 semanas atrás, mais precisamente no dia 6 de maio, onde abordei dois casos que tinham conseguido destaque de formas diferentes. O primeiro sobre um suposto "OVNI", que teria entrado em uma espécie de portal, onde houve uma forte disseminação através das redes sociais, principalmente no Facebook, em páginas de conteúdo duvidoso espalhadas pelo Sudeste Asiático e América Latina. Já o segundo caso era relativo a um outro suposto "OVNI", em formato de "charuto", que teria sido avistado em Paris, na França, assim como em diversos outros países como a China e a Austrália.

Como sempre faço questão escrever, ambos os casos foram devidamente destrinchados (na medida do possível, é claro). No primeiro, existia todo um conjunto de fatores indicando que o vídeo fosse uma farsa. Não havia nome, horário, local exato dentro da suposta cidade (supostamente a cidade de Sonora, no México), quem fez o registro, nenhum outro vídeo ou testemunha ocular que pudesse corroborar com o que foi apresentado, e nenhuma fonte credível. Já no segundo caso, o vídeo foi divulgado pelo famigerado canal "Secureteam10", que por sua vez é um maiores dos hoaxers do YouTube, ao lado de canais como "Section 51", "UFO Today", entre tantos outros de uma longa lista. Porém, mostrei a vocês a realidade por trás do que foi divulgado. Vale muito a pena conferir, para que vocês não sejam enganados tão facilmente por aí (leia mais: Um "OVNI" Entrou em um Portal nos Céus do México? Outros em Formato de "Charuto" Apareceram na França, China e Austrália?).

Agora, se tem algo que raramente comento é sobre supostos casos de abdução, principalmente aqueles que envolvem uma maior interatividade com seres supostamente extraterrestres, se é que vocês me entendem. Um dos casos mais famosos é de um homem chamado David Huggins, um artista plástico norte-americano, com 72 anos de idade, que começou a ficar relativamente famoso na última década. A razão para isso? Bem, David Huggins sempre afirmou categoricamente que teve a sua "primeira vez" aos 17 anos, com uma extraterrestre chamada "Crescent" (primordialmente traduzido e interpretado como uma fase lunar chamada "Quarto-Crescente" e não apenas "Crescente", como muitos sites assim traduzem), em uma "relação amorosa", que talvez não tenha havido muito consentimento por parte dele. A questão é que David vem contando essa mesma história ao longo de mais de 50 anos, e resolveu expor seus sentimentos e sua experiência através da arte, ou seja, ele costuma pintar quadros detalhando como foi seu encontro, e tudo o que lhe aconteceu naquele período de sua vida. Além disso, David afirma ser o pai de diversos filhos híbridos, que teve com a "Crescent". Contudo, será mesmo que David teve toda essa experiência amorosa? O que poderia ter acontecido com ele? Será que ele continua tendo tais experiências? Vamos saber mais sobre esse assunto?

Voltando um Pouco no Tempo Para Começar a Entender Esse Caso: O Livro de Farah Yurdozu Sobre David Huggins


Uma das primeiras referências que se encontra sobre David Huggins está em um artigo da ufóloga turca chamada Farah Yurdozu, que foi publicado no site holandês "Star People", em 10 de junho de 2010, onde ela comentava sobre o seu mais recente trabalho: "Love in an Alien Purgatory: The Life and Fantastic Art of David Huggins" ("'Amor num Purgatório Alienígena': A Vida e a Fantástica Arte de David Huggins", em um tradução livre para o português), um livro pictórico sobre uma história de amor através das pinturas de David Huggins. Resumindo? É um livro contendo basicamente ilustrações que contam uma narrativa do "amor entre um ser humano e um ser extraterrestre".

Na Amazon, por exemplo, o livro é mencionado por ter apenas 68 páginas, do tamanho aproximado de uma folha de A4, e cerca de 84 imagens relacionadas aos quadros de David Huggins. "Tudo isso" por cerca de US$ 19,90 (aproximadamente R$ 65,00 + frete, que é um valor salgado para muitos).

Na Amazon, por exemplo, o livro é mencionado por ter apenas 68 páginas, do tamanho aproximado de uma folha de A4, e cerca de 84 imagens relacionadas aos quadros de David Huggins. "Tudo isso" por cerca de US$ 19,90 (aproximadamente R$ 65,00 + frete, que é um valor salgado para muitos)
Nesse ponto vale destacar que Farah Yurdozu é apontada como uma escritora e autora de diversos livros, que estariam entre os mais vendidos em sua terra natal (não há nenhuma fonte corroborando com essa alegação). Ela seria fluente em turco, inglês e espanhol e até mesmo português, sendo conhecida em vários continentes como uma "autoridade em OVNIs, no universo do paranormal e no campo da metafísica".

O lado interessante é que provavelmente você nunca ouviu falar dela até esse presente momento ou então muito rapidamente em outro site de cunho ufológico. Aliás, na própria Amazon é possível encontrar apenas mais dois livros atribuídos a esse nome, lançados em 2007 e 2008. Nada além disso.

Farah Yurdozu (à esquerda) em uma festa no Hangar 84,
uma antiga instalação militar norte-americana, em 4 de julho de 2008
Para vocês terem uma ideia, as últimas menções a Farah Yurdozu, se encontram em uma entrevista para o questionável site "Project Camelot", em 2015, onde ela é apontada por "ter deixado sua marca na Ufologia como uma investigadora perspicaz e uma profunda observadora da natureza humana e do paranormal."

Na entrevista (disponível em inglês no YouTube, logo abaixo) foi discutida a suposta "extensa evidência" do papel desempenhado pelos "reptilianos" ao longo da história, assim como a evidência da existência em locais antigos e assentamentos, e no mundo moderno. Ela também falou sobre o modo como os turcos encaram o fenômeno OVNI, eventos paranormais, entre outros assuntos.



De forma bem rebuscada é mencionado que ela tem uma grande compreensão dos meandros e nuances envolvidas em encontros de alienígenas e seres humanos, juntamente com uma grande compreensão do cenário paranormal e exopolítico de que todos nós seríamos parte. Por fim, é citado que existem pouquíssimas investigadoras desse fenômeno no mundo mulçumano, e que sua coragem e inteligência eram de grande valia nesse campo. O lado curioso do vídeo é a utilização do termo "Reptilian Crescent", e a presença de uma lua na fase de quarto-crescente (conforme havíamos citado na introdução dessa postagem), algo bem semelhante ao termo usado por "David Huggins" para descrever a "alienígena com que mantinha relações amorosas". Desde então, aparentemente a melhor forma de encontrá-la é através de suas redes sociais ou em suas palestras.

Voltando ao artigo de 2010, Farah Yurdozu escreveu que o "amor" entre seres humanos e extraterrestres não era um conceito raro em casos de encontros e abduções alienígenas. A literatura ufológica oferecia uma diversidade muito rica de casos semelhantes. Farah disse ter conhecido David Huggins em um encontro ufológico em Nova York, por volta do ano de 2002. Durante esse encontro, ela teria descoberto que ele vinha sendo visitado por alguns seres interdimensionais desde que ele tinha 8 anos de idade.

Ilustração, que na verdade é uma pintura de David Huggins,
contida no livro "Love in an Alien Purgatory: The Life and Fantastic Art of David Huggins"
Farah disse ter conhecido David Huggins em um encontro ufológico em Nova York, por volta do ano de 2002. Durante esse encontro, ela teria descoberto que ele vinha sendo visitado por alguns seres interdimensionais desde que ele tinha 8 anos de idade
Segundo Farah, diferentes tipos de extraterrestres tornaram-se uma parte muito importante da vida de David em todos esses anos, até os dias de hoje. Sua infância, os primeiros anos de sua adolescência e até mesmo sua vida adulta teria sido controlada e moldada por eles. Enquanto ele procurava por respostas para esses estranhos encontros, David decidiu pintar cada experiência que ele estava tendo na visão de uma pessoa abduzida. No processo de criação de sua coleção de arte muito incomum, David começou a viver uma vida dupla.

David decidiu pintar cada experiência que ele estava tendo na visão de uma pessoa abduzida.
No processo de criação de sua coleção de arte muito incomum, David começou a viver uma vida dupla
Durante o dia ele era um homem "normal", um artista intelectual de Nova York. Contudo, durante a noite ele estava se apaixonando por uma "mulher extraterrestre híbrida", e tendo "relações amorosas" com ela. Assim sendo, ele teria se tornado pai de 60 crianças híbridas. Sim, isso mesmo que você leu. David teria sido escolhido e usado em um experimento genético, tal como muitos outros abduzidos (tanto homens quanto mulheres) ao redor do mundo. Essa seria a "notável história", que ele traz à vida com suas pinturas no livro "Love in an Alien Purgatory."

A História de David Huggins Contada por Farah Yurdozu e Sua Respectiva Ponderação Sobre Relações Amorosas com Extraterrestres


De acordo com Farah Yurdozu, a história de David começava em uma fazenda onde ele morava com sua família no estado norte-americano da Geórgia, em 1951. Os primeiros contatos eram durante o dia e ao ar livre onde David, com 8 anos de idade, costumava brincar como um menino "normal e saudável." Durante os primeiros contatos, David não estaria nem dormindo, e nem passando pela chamada "paralisia do sono." Ele se lembrava muito bem do "pequeno ser peludo", com grandes olhos brilhantes que saía do bosque. David o apelidou de "Little Hairy Guy" ("O Pequeno Cara Peludo", em português).

De acordo com Farah Yurdozu, a história de David (em pé, à esquerda) começava em uma fazenda
onde ele morava com sua família no estado norte-americano da Geórgia, em 1951
Os primeiros contatos eram durante o dia e ao ar livre onde David (na foto), com 8 anos de idade,
costumava brincar como um menino "normal e saudável."
Em outra visita, ele teve um encontro com uma espécie de louva-a-deus, que se tornaria um companheiro regular de David por muitos anos, durante os primeiros encontros ufológicos. O que qualquer outra criança veria somente em filmes de ficção científica ou em livros de fantasia tornou-se uma parte do cotidiano da vida de David.

Durante os primeiros contatos, David não estaria nem dormindo, e nem passando pela chamada "paralisia do sono." Ele se lembrava muito bem do "pequeno ser peludo", com grandes olhos brilhantes que saía do bosque. David o apelidou de "Little Hairy Guy" ("O Pequeno Cara Peludo", em português).
Em outra visita, ele teve um encontro com uma espécie de louva-a-deus, que se tornaria um companheiro regular de David por muitos anos durante os primeiros encontros ufológicos
Mais algumas pinturas de David Huggins mostrando seu encontro com insetos gigantes,
nesse caso específico, louva-a-deus.
Em questão de pouco tempo, os outros seres também começaram a aparecer durante a noite. David teria sido levado até um OVNI para se encontrar com uma "mulher híbrida", a "Crescent". Essa "mulher híbrida" acabou se tornando, no início, uma professora e uma espécie de guia para David. Porém, ao longo dos anos ela tornou-se sua esposa, amante e a mãe de seus muitos filhos híbridos.

Segundo Farah, David também teve encontros com seres extraterrestres em diferentes lugares. Depois que ele se mudou para Nova York, seus ilustres visitantes entraram em seu apartamento através de uma abertura na parede do seu quarto. Seria um portão interdimensional, talvez uma porta estelar, que estava se abrindo para um mundo completamente estranho. Quando entraram, David disse que era como se o tempo parasse.

Em questão de pouco tempo, os outros seres começaram a aparecer durante a noite também.
David teria sido levado até um OVNI para se encontrar com uma "mulher híbrida", a "Crescent". Essa "mulher híbrida" acabou se tornando, no início, uma professora e uma espécie de guia para David.
Porém, ao longo dos anos ela tornou-se sua esposa, amante e a mãe de seus muitos filhos híbridos
"Esses seres controlavam o tempo para entrar em nossa dimensão física? Eles eram viajantes do tempo?", questionou Farah Yurdozu acrescentando que, por mais que David envelhecesse ao longo do tempo, a "Crescent" sempre teria mantido a mesma aparência "ao longo de 50 anos de amizade".
Ainda segundo Farah, "Love in an Alien Purgatory" seria um livro muito corajoso onde, tanto David Huggins quanto ela própria, compartilhavam alguns detalhes muito íntimos vivenciados com os amantes interdimensionais. David contava a história sem censura através de suas pinturas, e Farah dava "sua própria interpretação da visão de uma investigadora do fenômeno OVNI baseada em seus próprios estudos."

Suas investigações mostravam, que o conceito de ter relações amorosas com seres interdimensionais existia muito antes do início da era "OVNI" e "discos voadores". As deusas e deuses sumérios teriam visitado os seres humanos com o mesmo propósito. De acordo com as lendas, os deuses não eram capazes de ter filhos. Porém, para continuar a sua raça, eles começaram a usar "fêmeas e machos humanos". Eles precisavam de uma nova raça híbrida que tivesse características humanas e extraterrestres. Segundo Farah, não sabemos o quão eles foram bem sucedidos. Nesse ponto é interessante notar a falta de coerência ou conhecimento de Farah, por exemplo, sobre a mitologia grega que também aborda com um pouco desse aspecto. O problema é que nunca houve uma prova sequer da existência física de Hércules ou Perseu, filhos híbridos de acordo com a mitologia.

Por mais que David envelhecesse ao longo do tempo,
a "Crescent" sempre teria mantido a mesma aparência "ao longo de 50 anos de amizade"
Enfim, diante desse aspecto, Farah disse que ser tocado por extraterrestres ou seres interdimensionais, jinns, anjos ou demônios nunca seria uma experiência fácil na vida humana, e os efeitos secundários variavam de acordo com cada indivíduo. Enquanto alguns contatados e abduzidos ficariam muito felizes por ter esse vínculo, outros sofreriam profundamente, até mesmo por gerações. Muitas vezes essas pessoas poderiam enfrentar sérios problemas em sua vida particular, no casamento e relacionamentos com seus companheiros. E, em muitos casos, o contato extraterrestre iria de uma geração para outra, como se o DNA do abduzido fosse codificado ou estigmatizado pelos "visitantes". Quando o DNA humano ou a alma humana é estigmatizada, uma pessoa poderia ter que enfrentar e lidar com um "karma muito infeliz" moldado pelas mãos daqueles que o abduziram.

Na parte final de sua postagem, Farah disse não saber a real finalidade das abduções extraterrestres (algo que já estava bem evidente antes). De acordo com os abduzidos e contatados, os seres extraterrestres evitavam dar explicações detalhadas e informações sobre o processo. Com base nos depoimentos limitados, aparentemente muitas das abduções estão servindo a um objetivo científico-genético, tal como a criação de uma nova geração híbrida usando tanto os pais humanos quanto extraterrestres. Assim como teria acontecido no caso de David, milhares de abduzidos teriam tido a chance de verem seus "bebês híbridos" dentro de "OVNIs".

O Surgimento de David Huggins na Imprensa Norte-Americana e Internacional


Antes de David Huggins ganhar destaque na imprensa norte-americana e internacional, existem pouquíssimas menções a sua história. Temos uma rápida citação de seu nome e uma de suas pinturas, que estava sendo usada na capa de uma edição de antiga revista norte-americana chamada "Saucer Smear", em um artigo do ano 2000, do escritor e psicólogo Robert Anton Wilson (falecido em 2007). Também temos uma menção a David e uma "vizinha próxima" (de Nova York), justamente a Farah Yurdozu, em uma página datada do ano de 2005, dentro do site de um antigo programa de "rádio pela internet" chamado "Jerry Pippin Show" (cujo apresentador, Jerry Bertrand Pippin, faleceu em 2015).

Posteriormente, vemos uma menção ao David em um vídeo publicado em 2007, no YouTube, onde mostra um antigo barzinho de Nova York chamado "Chama Teahouse", onde é possível notar alguns quadros do David pendurados nas paredes. A filmagem seria relativa ao ano de 2003.



Entretanto, David Huggins começou a ficar realmente "famoso" a partir de uma notícia publicada em 15 de fevereiro de 2011, no site de notícias NJ.com, escrita pela jornalista Summer Dawn Hortillosa. Na notícia intitulada "Hoboken artist shows paintings of 'real' alien abduction experiences in Jersey City" ("Artista de Hoboken apresenta quadros de experiências 'reais' de abdução alienígena em Nova Jersey", em português) foi mencionado que David Huggins iria expor seus quadros no "Balance Hair Salon" (basicamente um salão de cabeleireiro, que funcionava como galeria de arte) no sábado seguinte (19), das 18h às 21h, além de discutir sobre a vida extraterrestre. Sua exposição chamava-se "UFO Abductee Experiences Exhibition".

Confira um vídeo realizado cerca de um mês antes para promover essa exposição, que foi publicado no canal da usuária "carla anderson", em 4 de janeiro de 2011:



Vale lembrar nesse ponto que David Huggins morava e continua morando em Hoboken, uma cidade no condado de Hudson, no estado norte-americano de Nova Jersey.

Na notícia intitulada "Hoboken artist shows paintings of 'real' alien abduction experiences in Jersey City" ("Artista de Hoboken apresenta quadros de experiências 'reais' de abdução alienígena em Nova Jersey", em português) foi mencionado que David Huggins iria expor seus quadros no "Balance Hair Salon" (basicamente um salão de cabeleireiro, que funcionava como galeria de arte)
Imagem do Google Maps mostrando a localização da cidade de Hoboken. Vale lembrar nesse ponto que David Huggins morava e continua morando em Hoboken que, conforme vocês podem notar é uma cidade no condado de Hudson, no estado norte-americano de Nova Jersey
Foto mostrando uma parte do centro comercial da cidade de Hoboken
No texto é mencionado, que aos 8 anos de idade, David encontrou uma criatura misteriosa que ele chamou de "Little Big Foot" ("Pequeno Pé-Grande", algo que destoava do apelido citado pela Farah Yurdozu). Assustado, David Huggins disse que fugiu e contou para sua mãe o que acontecido. Como era de se esperar, ela não acreditou nele. David disse que os extraterrestres continuaram fazendo contato e que, após cada encontro, ele tinha o que considerou como "amnésia parcial".

Entretanto, na "Convergência Harmônica" (uma espécie de ato final promovido por um "conclave de seres cósmicos"), em 8 de agosto de 1987, ele disse que recuperou suas memórias extraterrestres. Desde então, o pintor vinha utilizando seu treinamento da Liga dos Estudantes de Arte (uma escola independente de artes) e da Faculdade Hunter, em Nova York, para mostrar ao mundo suas experiências.

Entretanto, na "Convergência Harmônica" (uma espécie de ato final promovido por um "conclave de seres cósmicos"), em 8 de agosto de 1987, ele disse que recuperou suas memórias extraterrestres.
Desde então, o pintor vinha utilizando seu treinamento da Liga dos Estudantes de Arte (uma escola independente de artes) e da Faculdade Hunter, em Nova York, para mostrar ao mundo suas experiências.
O trabalho de Huggins mostrava uma diversidade de acontecimentos. Uma pintura chamada "Leaving the House" mostrava diversos Grays (extraterrestres de pele cinzenta) puxando Huggins para cima, em direção a um "OVNI" brilhante. Em um outro trabalho, dessa vez intitulado "The Packaged Gray", era muito mais chocante: a pintura a óleo mostrava uma mulher cinzenta segurando um bebê humano-alienígena dentro de um recipiente, uma das mais de 60 crianças híbridas que David Huggins alegava ser pai, que teriam nascido de uma "mulher extraterrestre", que ele chamava de "Crescent".

"Ela tem cabelo preto que pode ou não ser uma peruca. Ela possui olhos grandes em formato de amêndoas. Seu rosto é um pouco pálido. Ela tem lábios finos e um nariz pequeno. Seu queixo é bem pontiagudo", disse David Huggins. Ele também disse, que ensinou os extraterrestres a cuidarem dos bebês e desenvolveu laços especiais com seus filhos. David prometeu compartilhar suas histórias em sua exposição naquele sábado e esperava chamar a atenção para algo que ele acreditava que poucos pesquisadores vinham abordando.

David prometeu compartilhar suas histórias em sua exposição naquele sábado
e esperava chamar a atenção para algo que ele acreditava que poucos pesquisadores vinham abordando
"A maioria, senão todas, as pessoas que conheci, e que estiveram envolvidas com isso... são muito criativas. Escritores, pintores, músicos, dê o nome que preferir. Parece ser um aspecto desse fenômeno que ninguém está observando seriamente", completou.

Aparentemente, sua exposição fez sucesso, tanto que o site NJ.com voltou a publicar uma notícia sobre o David Huggins, no dia 28 de fevereiro daquele mesmo ano, mas dessa vez de autoria da jornalista Kristyna Kane, que contou contou como foi a exposição, e que a mesma permaneceria até o dia 1º de maio. A jornalista destacou que cerca de 35 obras faziam parte da exposição que contavam com "pequenos Grays", a "Crescent", um "um pequeno cara peludo" e um inseto gigante, ou seja, todos os seres que David disse terem estado presentes desde o início dos seus encontros.

Aparentemente, sua exposição fez sucesso, tanto que o site NJ.com voltou a publicar uma notícia sobre o David Huggins, no dia 28 de fevereiro daquele mesmo ano, mas dessa vez de autoria da jornalista Kristyna Kane, que contou contou como foi a exposição, e que a mesma permaneceria até o dia 1º de maio daquele ano.
A jornalista destacou que cerca de 35 obras faziam parte da exposição que contavam com "pequenos Grays", a "Crescent", um "um pequeno cara peludo" e um inseto gigante, ou seja, todos os seres que David disse terem estado presentes desde o início dos seus encontros
Em um quadro chamado "Showing Me My Other Body", por exemplo, é uma pintura de Huggins olhando para si mesmo deitado, nu em uma mesa de exame. Em "Eight Greys Floating Down", por outro lado, eram retratados oito extraterrestres flutuando na floresta. A paleta de cores de David Huggins era dominada por muitos tons de azul e verde, um efeito que, pelo menos para um visitante de sua exposição, era "estranho e amedrontador".

"Sinto que alguns estão olhando para mim, mas no geral é muito legal e há uma história aqui", disse Andy, um cliente de salão de Nova Jersey. Aliás, a atmosfera no salão parecia ter sido projetada para transportar os convidados da galeria para o tipo de mundo, que poderia ser familiar para o de David Huggins. OVNIs luminosos e pendurados no teto piscando feixes de cores diferentes, assim como uma máquina de fumaça, que se misturava entre os visitantes.

Quadro chamado "Being Invited" da David Huggins
No quadro "Eight Greys Floating Down" eram retratados oito extraterrestres flutuando na floresta
Os funcionários e alguns responsáveis pelo salão se fantasiaram de alienígenas, enquanto discutiam o trabalho de David Huggins e desfrutavam de bebidas com nomes de outro mundo. Um visitante chamado Matt Figler, do condado de Westchester, explicou que estava visitando um amigo, e não sabia o que ele estava se metendo quando ele concordou em participar da inauguração da exposição.

"Acho muito interessante, especialmente as pessoas vestidas como alienígenas, mas estou feliz por ter vindo", disse Matt. Vale ressaltar que David Huggins não estava fantasiado, mas usava apenas um terno azul para compartilhar suas histórias. Ele praticamente repetiu a mesma versão anteriormente mencionada por Farah Yurdozu, incluindo que teve sua "primeira vez" aos 17 anos com a "Crescent". Ele disse que seus pais acreditavam que ele estava inventando tudo, mas ele acreditava ter gerado mais de 60 filhos híbridos com a "Crescent" e, possivelmente, já era avô.

Os funcionários e alguns responsáveis pelo salão se fantasiaram de alienígenas, enquanto discutiam o trabalho de David Huggins e desfrutavam de bebidas com nomes de outro mundo. Um visitante chamado Matt Figler, do condado de Westchester, explicou que estava visitando um amigo, e não sabia o que ele estava se metendo quando ele concordou em participar da inauguração da exposição.
A estilista Astro, que pertencia ao salão, vestiu-se "glamurosamente" para o evento,
que contou com uma máquina de fumaça
No texto também é mencionado que David Huggins teve períodos em que foi "deixado de lado", o que lhe deu uma chance de casar e ter um "filho humano" chamado Michael, embora ele não fosse mais casado. Ele disse novamente que havia recobrado sua memória em 1987, quando teria começado a pintar suas experiências, e passou a aceitar as "visitas" como uma parte contínua de sua vida, que permanecia até aquela data (sua última visita teria sido no mês anterior, em janeiro), bem como o ceticismo sobre a veracidade de sua história.

David Huggins durante sua exposição no "Balance Hair Salon", em 19 de fevereiro de 2011
David praticamente repetiu a mesma versão anteriormente mencionada por Farah Yurdozu, incluindo que teve sua "primeira vez" aos 17 anos com a "Crescent". Ele disse que seus pais acreditavam que ele estava inventando tudo, mas ele acreditava ter gerado mais de 60 filhos com a "Crescent" e, possivelmente, já era avô
"Estive em lugares diferentes, vivenciei coisas diferentes, isso tudo tem sido muito benéfico. O mais importante é que eu sei que há algo mais, e sei que eles existem. Não peço a ninguém para acreditar em mim", disse David Huggins.

A Entrevista de David Huggins Para o Site "Artblog"


Algo que raramente é mencionado sobre esse caso é uma entrevista de David Huggins para o site "Artblog", que existe até hoje. Essa entrevista foi publicada em 14 de agosto de 2011, e mencionava que David havia se divorciado há pouco menos de 10 anos, e tinha um filho de 27 anos que na época morava na Tailândia.  

Algo que raramente é mencionado sobre esse caso é uma entrevista de David Huggins para o site "Artblog",
que existe até hoje. Essa entrevista foi publicada em 14 de agosto de 2011.
Segundo o autor do artigo, o fotógrado Corey Armpriester, "David concentrava a maior parte de seu talento na criação de uma série de pinturas testemunhais sobre sua experiência de vida ao ter sido abduzido por um extraterrestre. David não estava usando nenhuma medicação e nunca foi internado em qualquer momento de sua vida. Ele disse que nunca ficou doente um dia sequer vida, nem mesmo um pegou um resfriado... Pessoas de todo o mundo relataram experiências semelhantes as de David, apenas para serem rotuladas de 'loucas', o que parecia ser um sinal de uma mente letárgica."
Ainda segundo Corey Armpriester, "condenação sem investigação é a sua própria forma de insanidade.". Ele também disse que "celebrava o mundo das ideias, não importava o quão longe algumas delas podiam parecer. Mesmo se aquela fosse uma história inventada a partir da mente de um homem delirante, o poder da ideia permanecia o mesmo. Além disso, as ideias eram essenciais para a mente curiosa e os artistas não podiam temer as ideias de outros artistas, não importava o quão estranhas soassem."

No texto foi mencionado que David havia se divorciado há pouco menos de 10 anos, e tinha um filho de 27 anos que na época morava na Tailândia. A foto mostra David juntamente com seu filho, o Michael, ainda pequeno.
Corey mencionou que, ao se sentar no estúdio de David, cercado por suas pinturas, havia uma sensação de ser observado, que o deixou nervoso. Ao longo da conversa, Corey passou a suspeitar que David sofria da Síndrome de Estocolmo, visto que ele aceitou sua escravidão vitalícia como uma espécie de dom. Ele se sentia protegido por esses seres, e afirmava que salvaram sua vida em mais de uma ocasião. Assim sendo, Corey, sendo um artista, deu algumas opções para tentar explicar o comportamento de David: as pinturas de David podiam ser obras de um louco, David podia ter sido vítima de abuso durante a infância ou o cenário mais radical de todos, ele poderia estar pintando a verdade. A entrevista entre Corey e David também foi publicada, algo que vocês podem conferir a seguir:

P: Há quanto tempo você vem pintando?
R: Venho pintando desde 1965 ou 1966, que foi quando comecei.

P: Você trabalha com tinta a óleo ou acrílica?
R
:
Eu trabalho com tinta a óleo.

P: Qual escola de arte você frequentou?
R: A Liga dos Estudantes de Arte.

David Huggins em sua casa, na cidade de Hoboken, nos Estados Unidos.
(imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers").
David Huggins admirando a vista para a cidade de Nova York
(imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers").
P: Seus pais apoiaram seu interesse pela arte? 
R: Não, eles não achavam que valesse a pena seguir esse caminho, pensando que eu nunca iria ganhar dinheiro com isso. Bastava arranjar um emprego e pronto.

P: Com que frequência você exibe seu trabalho?
R: Bem, houve uma exposição no início desse ano no Centro de Artes Monroe.

P: Com que frequência você vende essas pinturas testemunhais?
R: Com pouca frequência.

P: O que os ETs pensam da busca humana da arte?
R: A maioria das pessoas que eu conheci (outros abduzidos), que estão envolvidos com esses seres têm uma inclinação muito criativa em relação a eles. Eu meio que sinto que a arte e o aspecto criativo estão associados a eles (os ETs) de alguma forma.

David Huggins chegando para trabalhar em uma espécie de mercado e lanchonete em Hoboken
(imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers").
David aparenta estar feliz em seu emprego e ao mesmo tempo poder pintar os quadros relativos a sua experiência em termos de "abdução alienígena" (imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers".
P: Os ETs produzem arte, tal como a conhecemos?
R: Não sei dizer se vi isso.

P: Como suas memórias são acionadas?
R: Às vezes por outra pintura. Estou trabalhando em uma outra pintura e, de repente, me lembro de um outro incidente que ocorreu.

P: Em seu livro você fala sobre o cabelo nos híbridos fêmeas como sendo uma peruca. O que há com o cabelo que parece tão incomum para você?
R: É muito despenteado. Lembro-me de uma vez, que uma das fêmeas estava passando por mim e os cabelos não estavam penteados. Ela tirou o cabelo e fiquei tão surpreso com a situação que disse: "Devo raspar minha cabeça", para fazer com que ela soubesse que por mim estava tudo bem.

David segurando um caderno contendo alguns esboços
(imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers").
P: Como seus pais lidaram com suas experiências extraterrestres?
R: Quando criança, eu via um dos seres, corria para a casa e dizia: "Mãe, pai, tem algo no celeiro ou atrás da casa" E eles diziam: "Pare de inventar coisa. Não há nada lá." Certa vez falei isso e acabei apanhando... No dia seguinte, fui nos fundos da casa e lá estava a mulher (a "Crescent"), com alguns Grays e uma espécie de inseto. Lembro de ter dito para mulher "Meus pais não acreditam em mim, que eu vejo você, e acabo apanhando." Assim que eu disse isso, soube que ela não gostava disso. Ela olhou para mim e disse: "Então não diga a eles." Depois disso, nunca disse uma palavra.

P: Você tem absoluta confiança nesses seres?
R: Sim, eles me ajudaram de muitas formas.

P: Como?
R: Bem, eles salvaram minha vida diversas vezes. Houve um incidente com uma cobra no galpão de ferramentas. Houve um outro incidente em que eu quase me afoguei. Estava olhando para essa pessoa enquanto me afogava, e ouvi essa voz dizer: "Deixe-o viver". E assim como eles disseram, consegui voltar para a margem.

David mostrando um dos seus diversos quadros.
Quadro de David Huggins mostrando quando ele tomou conhecimento dos seus diversos filhos híbridos.
P: Como os ETs são organizados?
R: Existem os Grays; então tem a "Crescent" e um cara bem alto e magro, muito magro mesmo, que tem um coque na parte de trás da cabeça. Ele tem olhos vermelhos, e se comunica com os "seres insetos", assim como a "Crescent".

P: Você tem contato com eles atualmente?
R: Claro.

P: Quando foi seu último encontro com eles?
R: Talvez cerca de um mês atrás.

P: Você permanece em seu corpo físico durante esses encontros ou permanece fora do corpo?
R: É uma combinação de ambos. Às vezes eles vêm e me levam. Sei que tive um monte de experiências fora do corpo. Há momentos em que estou com eles, que sinto estar em um corpo humano, mas um corpo muito mais jovem.

David Huggins mostrando como ele foi "transportado" por extraterrestres para um "OVNI"
Mais detalhes do quadro mencionado anteriormente
P: Você se sente violado - você tem uma palavra para representar o que eles fazem com você?
R: Isso já aconteceu comigo. O "Little Hairy Guy" veio ao meu quarto uma vez e perguntou: "David podemos usar seu corpo?" E eu disse: "Sim, você pode usá-lo o quanto você quiser." Ele parecia muito feliz por minha resposta e saiu do quarto, meio que desapareceu.

P: Isso foi antes dos encontros amorosos?
R: Isso foi depois. Fiquei meio que, "Cara, por que você está perguntando isso agora?"

P: Eles praticam a lei do livre-arbítrio?
R: Existe livre-arbítrio.

P: Existe um homem equivalente a "Crescent"?
R: Não sei dizer. Vi muitos homens. Não faço ideia. Parece haver uma leve lembrança de outros homens, mas não me lembro muito.

David Huggins, já maior de idade, se encontrando com um dos seus filhos híbridos
P: Por que você acha que foi escolhido?
R: Boa pergunta, não sei.

P: Quantos filhos híbridos você teve com os ETs?
R: Fui levado para um quarto, que estava repleto de bebês e pude tocar em todos. O toque humano era realmente importante. A primeira vez que toquei um dos bebês, a eletricidade estática saltou da minha mão em direção ao bebê. Isso foi exatamente antes de eu tocá-lo. Recuei, e disse para o ser inseto "Uau, você viu isso?" Então, estendi a mão e toquei o bebê. Acordei cansado na manhã seguinte, totalmente exausto e dormi o dia todo. Porém, naquela noite, o ser inseto levou-me para essa porta; estávamos em frente dessa porta e havia essa luz brilhante, praticamente querendo sair pela porta. O ser inseto disse que eu tinha que entrar no quarto, então entrei e foi simplesmente incrível. A luz passava por mim. Fiquei lá por alguns minutos. Na manhã seguinte, quando acordei, senti uma energia incrível, e me senti muito energizado mesmo após semanas.

P: Você tem ideia para qual finalidade seus filhos estão sendo usados?
R: Não faço ideia.

P: Eles são homens e mulheres?
R: Sim.

David Huggins alega ter tido sua primeira vez com uma extraterrestre chamada "Crescent"
(imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers").
P: Do que as crianças híbridas-alienígenas são alimentadas?
R: Lembro-me de comer alguma substância parecida com chocolate escuro - era como pudim de chocolate. Havia um gosto estranho na minha boca na manhã seguinte e, depois que tomei um copo de água, o gosto sumiu.

P: Algum dos seus filhos alienígenas é artista?
R: Não sei, nunca pensei nisso. Você faz perguntas legais, vou tentar descobrir.

P: Você conhece algum dos seus filhos híbridos-alienígenas?
R: Tenho certeza que os conheço em algum nível.

P: O "órgão reprodutor" de uma ET é diferente de uma humana?
R: Não sei dizer ao certo. Você precisa lembrar que seus sentidos são subjugados quando você está com eles. Toda a intensidade que normalmente você sentiria é atenuada.

Quadro mostrando a extraterrestre chamada "Crescent"
(imagem extraída do trailer do documentário "Love and Saucers").
P: Você fica sedado?
R: Sim, você fica sedado para não perder o controle.

P: A "Crescent" tem um "ciclo mensal" tal como as mulheres?
R: Acho que não.

P: Seu filho humano sofrerá o mesmo destino que o pai?
R: Ele não demonstrou nada. Não posso dizer que vai acontecer. Se eles entraram em contato com ele, ele não disse nada.

P: Você já questionou sua sanidade?
R: No início.

P: Você fica frustrado por não ter muitas respostas para suas perguntas?
R: Apenas sigo o fluxo.

Mais Detalhes Foram Publicados pelo Site "Animal New York", Eventuais Explicações e o Documentário Sobre as Experiências de David Huggins


Após um longo período afastado dos holofotes, David Huggins voltou a ser notícia no dia 15 de outubro de 2014, no site "Animal New York", que por sua vez é basicamente um site de nova-iorquino que aborda temas culturais e sociais. "Não sei muita coisa, mas com certeza sei que tive minha primeira vez com uma mulher extraterrestre", disse David Huggins, que tinha 70 anos naquela época.

"Acredito que, o que ele vivenciou foi real para ele", disse o cineasta Brad Abrahams, em entrevista por telefone. As pessoas poderiam sentir isso profundamente em uma espécie de "trailer", de um documentário chamado "Love And Saucers" ("Amor e Discos Voadores", em uma tradução livre para o português), que estava sendo produzido pelo cineasta. Brad Abrahams encontrou Huggins através de seu vizinho, depois de ouvi-lo em uma entrevista de rádio com um "investigador de abduções". Em sua página pessoal, Brad menciona ter interesse em "ciência radical", "criptozoologia" e esoterismo em geral. Ele aparece como diretor ou produtor de pequenos documentários.

Durante alguns dias em que Brad passou na casa de David Huggins, o mesmo pintou e mostrou-lhe cenas impressionistas e surreais de seres com olhos brilhantes, feixes de luz saindo de naves espaciais e bebês intergalácticos. Confira o trailer abaixo no canal do Brad Abrahams, no Vimeo (em inglês):



Nenhuma de suas experiências foi tão angustiante, como aquelas descritas por pessoas nos encontros de pessoas abduzidas que David Huggins frequentava nas décadas de 1980 e 1990. Ele acabou deixando de comparecer, porque achava deprimente. Brad Abrahams mencionou que David dizia, que aquele era "um clube ao qual ninguém queria pertencer." Sua saída para expor seus sentimentos teria sido através da pintura.

Agora, leia o trecho mais interessante desse pequeno artigo: "Existiam explicações, é claro. Brad Abrahams se lembrava de um neurologista explicando, que tipos de específicos de convulsões epilépticas e de traumas, podiam desencadear visualizações e experiências que, a pessoa sente que é real. Existem cerca de 1.000 fitas de VHS de filmes de fantasia, ficção científica e terror na casa de David, mas ele mencionou que isso não tem nenhuma correlação."

Brad Abrahams (na foto) mencionou que David dizia, que aquele era "um clube ao qual ninguém queria pertencer."
Sua saída para expor seus sentimentos teria sido através da pintura.
No dia seguinte (16), a sucursal britânica do site de notícias "The Huffington Post" publicou o caso de David, assim como de outras pessoas, apresentando uma outra possível explicação para o que teria acontecido com o artista plástico. Foi mencionado que alguns cientistas estavam inclinados a acreditar, que as histórias sobre abdução alienígena eram causadas por paralisia do sono, que é uma espécie de transtorno, que ocorre logo após acordar ou no momento em que se está tentando adormecer, e que impede o corpo de mexer, mesmo quando a mente está acordada. Assim, a pessoa acorda mas não consegue se movimentar, causando angústia, medo e terror (um dia talvez comente sobre essa condição, que é muito pedida por vocês).

Em um artigo publicado pelo site do jornal "The New York Times", em julho de 1999, foi citado que a paralisia do sono era um transtorno que vinha crescendo entre a população e, além disso, um número cada vez maior de estudiosos acreditavam, que a paralisia do sono poderia ajudar a explicar antigos relatos de homens que sofriam ataques de bruxas ou alegações modernas de abduções por alienígenas. Na época, o Dr. James Allan Cheyne, professor associado de Psicologia na Universidade de Waterloo, no Canadá, contou ao jornal sobre uma pesquisa que ele havia realizado com mais de 2.000 pessoas identificadas como tendo paralisia do sono, com centenas descrevendo experiências semelhantes à abdução alienígena.

Na época, o Dr. James Allan Cheyne, professor associado de Psicologia na Universidade de Waterloo, no Canadá, contou ao jornal sobre uma pesquisa que ele havia realizado com mais de 2.000 pessoas identificadas como tendo paralisia do sono, com centenas descrevendo experiências semelhantes à abdução alienígena
"A sensação de uma presença, palavras sem nexo sussurradas no ouvido, criaturas sombrias movendo-se pelo ambiente, uma estranha imobilidade, uma pressão esmagadora e sensações dolorosas em diversas partes do corpo - não são apenas compatíveis com ataques de demônios primitivos, mas também pela sensação física de experimentos extraterrestres, assim como as narrativas sobre sensações de flutuar e voar dos relatos de levitação e transporte até naves alienígenas", disse o Dr. James Allan Cheyne.

Recentemente, o destaque ficou por conta do lançamento, após quase 3 anos, do documentário "Love and Saucers" que, de acordo com o site IMDB, foi lançado no dia 7 de março desse ano e possui aproximadamente 67 minutos de duração (uma hora e sete minutos). O documentário teria custado "apenas" US$ 20.000 (cerca de R$ 65.000 pela cotação atual) para ser produzido, e vem sendo divulgado em diversos festivais de filmes independentes, principalmente no Canadá e nos Estados, desde o começo do ano.

Poster do documentário "Love and Saucers" que, de acordo com o site IMDB, foi lançado no dia 7 de março desse ano e possui aproximadamente 67 minutos de duração (uma hora e sete minutos)
Brad Abrahams (à esquerda) durante a divulgação do documentário "Love and Saucers"
no Calgary Underground Film Festival 2017
Não encontrei esse filme disponível publicamente na internet, e nem mesmo para ser comprado online, mas o destaque fica por conta de algumas resenhas positivas, porém muito informativas sobre esse documentário.

Na resenha publicada pela revista britânica Starburst foi mencionado que David Huggins possuía uma grande sala de estar repleta de livros sobre discos voadores e o mundo paranormal. Ele também tinha uma coleção de 2.000 filmes, em VHS, de terror e ficção científica (o dobro de filmes mencionado em 2014). Uma das suas maiores influências seria o episódio "The Web Planet", de 1965, da série norte-americana Dr. Who, no qual aparecem formigas gigantes. David confessou que não consegue parar de assistir ao episódio.

David também assistiu ao filme "The Thing from Another World", de 1951, quando tinha 7 ou 8 anos de idade, o que claramente insinuava que isso tinha influenciado a sua infância. Aliás, o roteiro desse filme em questão menciona que uma tripulação da Força Aérea dos Estados Unidos e a cientistas encontram um disco voador que caiu e um corpo congelado, próximo ao Ártico. Voltando ao remoto posto de pesquisa com o corpo humanoide em um bloco de gelo, eles são forçados a se defender contra esse alienígena maligno, quando o mesmo é acidentalmente revivido.

Uma das suas maiores influência seria o episódio "The Web Planet" de 1965, da série norte-americana Dr. Who, no qual aparecem formigas gigantes. David confessou que não consegue parar de assistir ao episódio.
David também assistiu ao filme "The Thing from Another World", de 1951, quando tinha 7 ou 8 anos de idade, o que claramente insinuava que isso tinha influenciado a sua infância
No documentário "Love and Saucers" é apresentado Jeffrey Kripal, um professor de Filosofia e Pensamento Religioso da Universidade de Rice, no estado norte-americano do Texas, que considerou David uma pessoa sincera, e que ele estaria "apenas dizendo a verdade" com humildade ao colocar seus encontros no contexto de uma experiência sagrada. Nigel Watson, autor da resenha cita que "ao contrário de outros documentários que têm uma agenda para provar ou refutar a existência de OVNIs ou que sutilmente treinam os envolvidos para parecerem ou soarem ridículos, o diretor Brad Abrahams simplesmente permite que David conte sua história íntima, fascinante e incrível."

Já a resenha do site australiano Screen Space menciona que "Brad Abrahams não ignora os fenômenos de abdução, reconhecendo que grande parte das imagens e emoções que David Huggins transmite é comum entre os abduzidos." Enfim, agora será mesmo que as experiências de David Huggins foram mesmo reais? A Crescent realmente existiu? Esse é um assunto para os meus comentários finais.

Comentários Finais


É bom deixar claro desde o início, que não sou médico, psicólogo ou qualquer tipo de "especialista" (se é que posso chamar assim) sobre casos relacionados a supostas "abduções" por parte de eventuais seres extraterrestres. Porém, assim como a Farah Yurdozu disse que poderia dar "sua própria interpretação da visão de uma investigadora do fenômeno OVNI baseada em seus próprios estudos", algo bem sinuoso e evasivo, diga-se de passagem, por qual motivo eu não poderia comentar sobre esse caso diante da robusta pesquisa que fiz sobre o que já foi publicado e divulgado sobre o assunto, algo que ninguém se deu o trabalho de compilar e fazer, nem mesmo que fosse um "apanhado geral", até hoje? Portanto, me sinto plenamente à vontade para comentar sobre o caso, não necessariamente julgando o David Huggins. Aliás, quando alguém lê comentários sobre esse caso, logo pensam que David inventou tudo isso para vender quadros e ganhar dinheiro com sua história. Bem, podemos ver que ao longo tempo isso não aconteceu. Ele mesmo declarou na entrevista que raramente vendia algum quadro das dezenas que ele pintou até hoje. Resumindo? Não é possível perceber nenhuma motivação financeira. Aparentemente, ele trabalha em uma espécie de mercado e lanchonete para se sustentar, assim como qualquer outra pessoa, e nas horas vagas pinta, lê livros ou assiste filmes de terror e ficção científica. Ficou bem claro que esse vem sendo o mundo do David Huggins há um bom tempo.

Alguns detalhes, no entanto, chamam muito a atenção. Não sabemos exatamente a relação familiar que David tinha quando era criança, o que aconteceu ou onde estão seus irmãos (é possível ver outra criança em uma foto de família), não sabemos seu desempenho escolar, depoimento de antigos diretores, professores, colegas, amigos, nada. Existe um grande espaço de tempo entre a adolescência de David, até ele se casar e ter um filho, um espaço que pode chegar a 40 anos de completo silêncio. Quem era sua esposa? Ainda está viva? O que teria a dizer sobre David como marido e pai? Qual motivo da separação? E seu filho? Simplesmente não temos não temos nenhuma declaração de alguém que tenha convivido próximo ao David. Aliás, ele menciona que durante seus encontros ele sofria de amnésia parcial, e que só começou a lembrar do que lhe ocorreu em 1987 que, segundo um cálculo rápido, ele teria por volta de 42 anos. Teriam sido anos em que David nunca teria questionado os supostos extraterrestres em absolutamente nada, mesmo na fase adulta. Basta notar, que ele não sabe responder pontos específicos, apenas em termos gerais. Outro detalhe é que a "Crescent", a principal personagem dessa história, na absoluta maioria das vezes é retratada como tendo apenas um "rosto extraterrestre", uma espécie de máscara prateada, sendo que seu corpo é inteiramente humano. Será que David teria sofrido uma infância abusiva por parte dos pais ou de outras pessoas? Algo semelhante acontece com seus "filhos híbridos", que ora são retratados inteiramente extraterrestres e, em outra, são mostrados como crianças absolutamente humanas. Além disso, é questionável a alegação de Farah ao dizer que "Crescent" não mudou de aparência no decorrer dos anos, visto que é possível notar o traço envelhecido que David emprega na "Crescent" com o passar do tempo, principalmente quando ele se autorretrata em sua fase adulta. "Crescent" talvez não seja fictícia, mas alguém que ele tenha conhecido ou que ainda possa conhecer e ter contato.

Agora, o que mais chamou a minha atenção e talvez a sua ao tomar conhecimento desse caso é a inspiração de David Huggins no episódio "The Web Planet", de 1965, da série norte-americana Dr. Who, no qual aparecem formigas gigantes. É inegável a semelhança entre as formigas gigantes e os louva-a-deus retratados por David. Aquela imagem de um trecho do episódio, que consta na parte final dessa postagem, é muito emblemática, porque além do inseto gigante aparece uma espécie de lua ao fundo, muito semelhante a lua cheia que ele sempre faz questão de pintar na maioria dos quadros. Aliás, a repetição de elementos nos quadros me faz pensar que a experiência de David pode ter sido única ou então algumas poucas vezes em dias de lua cheia, mas suficiente para que lhe causasse um trauma, o qual tenta levar da melhor forma possível até hoje. Não quero e não pretendo julgar o David, mas infelizmente existem dezenas ou talvez centenas de perguntas, que nenhuma entrevista ou documentário foi capaz de responder até hoje. David Huggins é um ser humano, merece ser tratado com respeito e dignidade, por isso mesmo sua história deveria ser melhor investigada. Não para provar a veracidade ou não do que está dizendo, mas como uma maneira de se fazer justiça, caso esse seja o caso, e de devolver a liberdade para sua mente. Até hoje ele se agarra ao pensamento de que tais seres lhe fazem companhia, algo que, aparentemente, nenhum ser humano é capaz de fazer.

Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://animalnewyork.com/2014/alien-romance-art-documentary-david-higgins/
http://anomalistbooks.com/book.cfm?id=34
http://rawilsonfans.org/2000/12/
http://screen-space.squarespace.com/reviews/2017/5/18/love-and-saucers.html
http://weekinweird.com/2015/04/21/david-huggins-hybrid-father-abduction-painter/
http://www.bfi.org.uk/news-opinion/sight-sound-magazine/comment/festivals/great-escape-ten-best-sci-fi-london-2017
http://www.cosmopolitan.com/sex-love/news/a32325/see-the-aliens-this-man-claims-took-his-virginity/
http://www.huffingtonpost.co.uk/2014/10/16/alien-abductee-david-huggins-lost-virginity-extra-terrestrial-woman-crescent_n_5995334.html
http://www.huffpostbrasil.com/entry/david-huggins-alien-sex-video_n_6002934
http://www.jerrypippin.com/UFO_Files_david_huggins.htm
http://www.nj.com/hobokennow/index.ssf/2011/02/hoboken_artist_shows_paintings.html
http://www.nj.com/hobokennow/index.ssf/2011/02/hoboken_artist_shows_paintings_1.html
http://www.star-people.nl/index.php?module=news&id=5172
http://www.starburstmagazine.com/reviews/latest-reviews-of-movies/18154-movie-review-love-and-saucers
http://www.theartblog.org/2011/08/david-huggins-an-uncommon-life/
https://www.calgaryundergroundfilm.org/2017/love-and-saucers
https://www.loveandsaucers.com/
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