18 de abril de 2017

A Casa dos Horrores de Oklahoma: A Crueldade de Pessoas ao se Vestirem de "Bruxa" e "Demônio" Para "Amedrontar" uma Menininha de 7 Anos



Por Marco Faustino

Ao longo de quase dois anos que escrevo para esse blog - inicialmente simplesmente por vontade de agregar conteúdo ao traduzir textos por mera liberalidade, e posteriormente sendo contratado para elaborar notícias e matérias com um conteúdo mais robusto - já vi praticamente de tudo. Porém, se tem algo que nunca vi ter qualquer tipo de limite, sem dúvida alguma é a natureza covarde e cruel de alguns seres humanos. Quando o caso é aqui no Brasil, mesmo estando muito claro que ocorreu maus-tratos contra crianças, principalmente abaixo dos dez anos de idade, existe todo um aparelhamento que, na prática, protege mais quem executou a perversidade do que aquele que sofreu e aquele que deseja repassar essa informação para as demais pessoas. Quem escreve a verdade sempre paga um preço caro que não deveria. Então, muitas vezes deixo de escrever sobre determinados casos nacionais, visto que não tenho cobertura ou apoio jurídico necessário (mesmo quando o conteúdo é meramente adaptado de fontes nacionais e com autorização para replicação de imagens, vídeos e textos). Essa situação, no entanto, é muito diferente em países como os Estados Unidos, onde a identidade do criminoso geralmente é prontamente divulgada e estampada em jornais e telejornais. Isso não é feito apenas como uma medida de mera exploração midiática, mas como forma de outras pessoas saberem e, quem sabe, conhecer alguém que possa ter informações úteis ou conhecer outras pessoas que sofreram nas mãos dessas pessoas. Chegamos ao ponto de pensar que muitas vezes passar uma vida inteira na prisão seria pouco diante do crime cometido. Assim sendo, quando algo acontece no exterior, é menos problemático para ser exposto, por assim dizer.

Recentemente, a mídia norte-americana passou a divulgar, que uma senhora chamada Geneva S. Robinson, 51 anos, moradora da cidade de Oklahoma, capital do estado norte-americano de mesmo nome, e seu namorado Joshua Granger, 33 anos, acabaram sendo condenados pela Justiça por abuso infantil. Os promotores disseram que Geneva Robison coordenava uma "casa os horrores" onde a vítima, uma menininha de apenas 7 anos de idade, tinha sido "repetidamente aterrorizada", e que "bruxas" e "criaturas" viviam no sótão no período em que a menina morou na casa, durante alguns meses no ano de 2014. Ainda de acordo com os promotores, Geneva muitas vezes se vestia como uma bruxa chamada "Nelda", enquanto Joshua se disfarçava como um demônio chamado "Coogro". Durante o julgamento, a promotoria revelou, pela primeira vez, um vídeo de partir o coração, no qual mostrava Geneva aterrorizava psicologicamente a menina, que era sua própria netinha, vestida como "Nelda". Para vocês terem uma ideia da gravidade do que aconteceu, Geneva foi condenada a prisão perpétua, enquanto Joshua foi condenado a 30 anos de reclusão por compactuar e permitir que todo aquele espetáculo de horrores continuasse acontecendo. De qualquer forma, para vocês entendam como tudo isso aconteceu é necessário voltar um pouco no tempo. Vamos saber mais sobre esse assunto?

As Primeiras Informações Sobre Esse Caso Monstruoso que Ocorreu no Estado Norte-Americano de Oklahoma


No dia 1º de outubro de 2014, uma quarta-feira, um site de notícias chamado "NewsOK" mencionou que uma mulher havia sido presa no dia anterior (30 de setembro), depois uma menina de apenas 7 anos de idade disse à polícia, que essa mulher em questão havia abusado dela de diversas formas, incluindo chicotadas e queimaduras (ao utilizar um cigarro, algo que só saberíamos quase três anos depois).

Na época, de acordo com a polícia, Geneva Robinson, com 49 anos, moradora da cidade de Oklahoma, acabou sendo presa quando levou essa menina, sob seus cuidados, até um hospital alegando que ela não "conseguia mais controlar a criança". Ainda segundo a polícia, a menina aparentava estar desnutrida, tinha hematomas e cortes por todo o corpo, e mostrava sinais de ter sido amarrada.

Imagem do Google Maps mostrando a cidade de Oklahoma em relação a outras cidades e estados norte-americanos
Visão aérea de uma parte da cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos
A menina contou a um funcionário do Departamento de Serviços Humanos (DHS) do Estado do Oklahoma, que Geneva se vestia como uma bruxa, usando uma máscara verde, um chapéu e um roupão, e a levava para a garagem, onde ela a amarrava e a fazia dormir em cima de calças jeans. A menina ainda disse que Geneva, ao se vestir de bruxa, dizia que se chamava "Nelda".

Para piorar a situação, Geneva amarrava uma coleira rosa de cachorro na menina, e ao mesmo tempo nas estruturas do teto da garagem, passando a guia por baixo de suas axilas. E se você já considera isso assustador, saiba que Geneva ainda dizia para a menina, que "as criaturas do sótão viriam para pegá-la". A menininha também disse, que algumas vezes Geneva batia nela com um chicote de cavalo na cor laranja e preto, e descreveu momentos onde ela foi queimada e ameaçada com uma faca.

A menina contou a um funcionário do Departamento de Serviços Humanos (DHS) do Estado do Oklahoma, que Geneva se vestia como uma bruxa, usando uma máscara verde, um chapéu e um roupão, e a levava para a garagem, onde ela a amarrava e a fazia dormir em cima de calças jeans
Quando a polícia chegou até a casa de Geneva, eles encontraram a coleira de cachorro e um chicote na garagem, além do traje de bruxa no quarto da mulher. Uma das outras três crianças que moravam com Geneva disse à polícia, que ela cortou seu dedo com uma tesoura (no sentido de ferido) e ameaçou cortá-lo fora, porque a criança (um menino) tinha cortado o cabelo de uma das bonecas.

Uma das crianças também teria dito que Geneva tratava a menina de 7 anos de forma diferente das demais ao fazê-la comer uma comida diferente ou então comer na garagem. Na época, a polícia não informou se a mulher era mãe de alguma daquelas crianças. De qualquer forma, todas as crianças ficaram sob custódia do Departamento de Serviços Humanos do Estado do Oklahoma.

Quando a polícia chegou até a casa de Geneva (na foto), eles encontraram a coleira de cachorro e um chicote na garagem, além do traje de bruxa no quarto da mulher. Uma das outras três crianças que moravam com Geneva disse à polícia, que ela cortou seu dedo com uma tesoura (no sentido de ferido) e ameaçou cortá-lo fora, porque a criança (um menino) tinha cortado o cabelo de uma das bonecas
Geneva tinha sido presa sob a acusação de abuso infantil e levada para a prisão do Condado de Oklahoma. Naquela mesma quarta-feira foi estabelecida uma fiança de "módicos" US$ 10.000 (aproximadamente R$ 32.000 pela cotação atual). Vocês também podem assistir a um vídeo publicado em um canal de terceiros, no YouTube, onde o sargento Gary Knight do Departamento de Polícia da Cidade de Oklahoma explica toda essa situação (em inglês):



Entretanto, a história não para por aí, até mesmo porque diversos veículos de comunicação dos Estados Unidos também cobriram essa história naquela época. Um deles foi a KFOR, emissora de TV local, afiliada da NBC. Em uma reportagem publicada naquele mesmo dia foi acrescentado que, Geneva, ironicamente levou a criança ao Hospital Memorial Griffin, um hotel psiquiátrico na cidade de Norman, que fica localizada a cerca de 32 km ao sul do centro da cidade de Oklahoma, justamente por "não conseguir controlá-la", como se a criança tivesse problemas psicológicos.

Em uma reportagem publicada naquele mesmo dia foi acrescentado que, Geneva, ironicamente levou a criança ao Hospital Memorial Griffin, um hotel psiquiátrico na cidade de Norman, que fica localizada a cerca de 32 km ao sul do centro da cidade de Oklahoma, justamente por "não conseguir controlá-la", como se a criança tivesse problemas psicológicos
Após uma conversa com a criança e estranhar toda aquela situação, no entanto, o hospital decidiu chamar o DHS. Disse ainda, que no boletim de ocorrência gerado pela polícia, constava que os tornozelos da criança apresentavam cortes e que os mesmos estavam infeccionados, além da presença de marcas nos pulsos, denotando que possivelmente estivesse amarrada. Assista essa reportagem realizada pela KFOR, que foi publicada em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês, mas comentaremos um pouco sobre ela a seguir):



Diversos vizinhos disseram que nunca tinham visto quaisquer comportamentos estranhos em relação a Geneva e que nenhuma das outras três crianças que moravam na casa apresentavam sinais de maus-tratos.

"É algo que simplesmente não acredito, porque eu via as crianças e elas pareciam bem, pareciam felizes", disse uma moradora chamada Campbell.

"Não acredito nisso. Ela é muito legal e cuida dessas dessas crianças", disse um outro morador chamado Finley.

Diversos vizinhos disseram que nunca tinham visto quaisquer comportamentos estranhos em relação a Geneva e que nenhuma das outras três crianças que moravam na casa apresentavam sinais de maus-tratos
"De maneira alguma isso é verdade", disse um morador chamado Joshua. Porém, aqui vai um pequeno detalhe. Esse Joshua é justamente o namorado de Geneva, e que recentemente foi condenado a 30 anos de reclusão. Na época ele negou que Geneva fizesse algo assim, e disse que a menina era uma criança problemática.

A casa onde Geneva e Joshua moravam e onde os crimes teriam sido cometidos
principalmente contra uma das netas de Geneva Robinson
"De maneira alguma isso é verdade", disse um morador chamado Joshua. Porém, aqui vai um pequeno detalhe. Esse Joshua é justamente o namorado de Geneva, e que recentemente foi condenado a 30 anos de reclusão
Aparentemente, a fiança foi paga e Geneva saiu em liberdade. De qualquer forma, ela não ficou livre por muito tempo. No último dia do ano de 2014, ou seja em 31 de dezembro, ela voltou a ser presa. E não foi somente ela, mas seu namorado, Joshua Granger, com 31 anos, também foi preso naquela ocasião. De acordo com a KWTV, emissora de TV local afiliada da CBS, a curiosidade é que eles não foram presos na mesma casa onde os abusos teriam sido cometidos. Eles tinham se mudado para uma outra casa, do outro lado da rua. Embora houvesse pessoas dentro da casa, eles inicialmente se recusaram a atender a porta.

"Bem, se isso vai proteger as crianças, façam tudo o que tiverem que fazer" disse Russell Humphries, um vizinho que morava do outro lado da rua. Tanto ele quanto os outros vizinhos disseram que nunca ouviram quaisquer gritos ou agitação vindos da casa, e ficaram chocados ao ouvir sobre as novas alegações.
No último dia do ano de 2014, ou seja em 31 de dezembro, Geneva voltou a ser presa. E não foi somente ela, mas seu namorado, Joshua Granger, com 31 anos, também foi preso naquela ocasião
De acordo com o mandado de prisão expedido naquele mesmo dia, em 7 de outubro, o Departamento de Polícia de Oklahoma recebeu um DVD de um assistente social do DHS contendo um vídeo extraído de um celular. Esse vídeo mostava Geneva Robinson usando um traje de bruxa, aterrorizando seus netos e segurando um deles pelo rosto e pelo cabelo. O vídeo também mostrava que Joshua Granger assistia tudo aquilo sem fazer absolutamente nada.

"Bem, se isso vai proteger as crianças, façam tudo o que tiverem que fazer" disse Russell Humphries,
um vizinho que morava do outro lado da rua
"Não consigo acreditar. Realmente pensei que tudo tinha sido investigado e acabado. Estava aqui quando a prenderam pela primeira vez. Acreditei que fosse simplesmente um engano", disse um vizinho que não quis ser identificado. Confiram a reportagem realizada pela KWTV, que foi publicada em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês):



"Estou literalmente sem palavras depois disso, Tenho dois filhos, e não consigo me imaginar fazendo isso com eles", disse Ruben Herrera, que mora do outro lado da rua. Dessa vez, a maior parte dos vizinhos não quis mostrar o rosto diante das câmeras, mas disseram que tinham visto recentemente diversos policiais disfarçados nas redondezas, vigiando a casa de Geneva Robinson. Eles disseram que a mulher nunca mais deveria ter contato com as crianças com idades entre 5, 6, 7 e 8 anos.

Imagem da garagem onde a menininha de 7 anos dormiu durante meses amarrada e sob constante terror psicológico
"Estou literalmente sem palavras depois disso, Tenho dois filhos, e não consigo me imaginar fazendo isso com eles", disse Ruben Herrera, que mora do outro lado da rua
O site de notícias "NewsOK" acrescentou que dessa vez que, na sexta-feira (2 de janeiro de 2015), foi estabelecida uma fiança de US$ 200.000 (aproximadamente R$ 640.000) para que cada um dos acusados fossem soltos e ambos foram encaminhados para a prisão do Condado de Oklahoma. De acordo com o site, em um dos depoimentos, a menina disse que Geneva tinha batido mais de 1.000 vezes nela com o chicote. Além disso, a menina disse que Geneva não a deixava ir para a escola, não a alimentava regularmente, e a fazia trabalha para comer, ter roupas limpas e tomar banho. De forma sombria, a menina acrescentou que Geneva usava um alicate para "puxar" os dedos das mãos e dos pés da menina.

Querem saber o tamanho das acusações que pesavam contra ambos? Pois bem, no dia 9 de janeiro de 2015, o site de notícias "NewsOK" publicou que Geneva Robinson e Joshua Granger tinham sido acusados pela Corte Distrital do Condado de Oklahoma em 17 acusações de abuso infantil e 10 de negligência infantil. Joshua também foi acusado de alguns outros crimes, incluindo fraturas no dedo e na região pélvica em uma das crianças.

A Negligência Cometida pelo Departamento de Serviços Humanos do Estado do Oklahoma (DHS) Vem à Tona: Geneva Robinson Teria Feito a Mesma Coisa com os Próprios Filhos


Até então existiam apenas as declarações de vizinhos, que alegaram que nunca tinham ouvido absolutamente nada de errado, e que não acreditavam que a "bondosa" senhora poderia fazer algo assim com crianças, "aparentemente felizes". Pois é, mas o lado negro dessa história era muito maior do que se imaginava, visto que uma névoa muito cinzenta pairou sobre o DHS. No dia 23 de fevereiro de 2015, o site de notícias "NewsOK" publicou que o DHS havia perdido uma oportunidade para minimizar o sofrimento da menina, ao longo de meses, quando nenhuma atitude foi tomada em relação a um vídeo onde mostrava sua avó, vestida de bruxa, segurando a menina com força. A mãe da menina havia ligado para o principal número de atendimento da DHS, em junho de 2014, explicando que sua filha, a pequena Katie, estava chorando no vídeo, dizendo que ela seria uma boa menina.

"Eles não fizeram nada. A investigação aponta que o Departamento de Serviços Humanos tinha conhecimento de um vídeo supostamente retratando o abuso psicológico e físico da criança", disse David Prater, então Promotor do Condado de Oklahoma, que estava processando Geneva Robinson e seu respectivo companheiro.

"Eles não fizeram nada. A investigação aponta que o Departamento de Serviços Humanos tinha conhecimento de um vídeo supostamente retratando o abuso psicológico e físico da criança", disse David Prater (na foto), então Promotor do Condado de Oklahoma, que estava processando Geneva Robinson e seu respectivo companheiro
"O DHS não fez nada até que o Departamento de Polícia da Cidade de Oklahoma abrisse uma investigação criminal, e questionasse a razão pela qual o DHS não tomou qualquer medida para proteger a criança", continuou.

Uma porta-voz do DHS defendeu a decisão da agência de não tomar nenhuma atitude em junho de 2014, dizendo que a pessoa que ligou deu apenas informações muito limitadas sobre o vídeo.

"A ligação... não descrevia qualquer abuso ou negligência ocorrendo no vídeo. Nós ouvimos novamente a ligação. Revisamos as informações fornecidas na ligação e analisamos que a pessoa em questão agia de forma apropriada", Sheree Powell, porta-voz do DHS, acrescentando que a pessoa que ligou disse somente que a avó tinha segurado a menina pela camiseta.

Uma porta-voz do DHS chamada Sheree Powell (na foto) defendeu a decisão da agência de não tomar nenhuma atitude em junho de 2014, dizendo que a pessoa que ligou deu apenas informações muito limitadas sobre o vídeo
Em depoimento a Justiça, um detetive de polícia disse que o vídeo mostrava que a avó segurava a menina de 7 anos pelo rosto e pelos cabelos, arrastando a garotinha pela sala. Já um promotor, em uma audência preliminar realizada na semana anterior, disse que outras crianças presentes na sala eram avisadas para que não olhassem para a "bruxa" durante o vídeo.

"Nós gostaríamos que a pessoa que ligou... tivesse dado maiores informações ou que ela acompanhasse de perto esse caso por conta própria, caso estivesse preocupada com essa questão. Infelizmente, isso não aconteceu", disse Sheree Powell. O DHS se envolveu apenas quatro meses depois, quando a avó levou a menina desnutrida, machucada e cheia de cicatrizes a um hospital psiquiátrico, dizendo que não podia mais controlar a menina. Uma enfermeira descreveu a menina estando tão magra, que parecia uma vítima do Holocausto.

Assim sendo, o DHS foi chamado pelos funcionários do hospital. Então, o DHS levou a menina sob custódia, além de uma irmã e dois irmãos. As quatro crianças estava morando com ela, por aproximadamente um ano, depois que seus pais se separaram.  As circunstâncias incomuns do caso de abuso infantil acabaram atraindo a atenção internacional naquela época, mas de forma muito limitada.

Uma enfermeira descreveu a menina estando tão magra, que parecia uma vítima do Holocausto.
Novas informações também foram surgindo, visto que novos depoimentos da menina revelavam que a avó abria a portão do sótão, com a menina amarrada pelos braços em uma coleira de cachorro, no teto da garagem, para que a "bruxa Nelda" pudesse sair para comê-la.  A menina também disse aos investigadores que Nelda morava no sótão, mas que possuía o corpo de sua avó e a obrigava a fazer coisas ruins. Ela contou que disseram para ela, que Nelda guardava sachês de ketchup e mostarda no bolso, porque a bruxa os usava para comer as crianças más, e que a ela tinha uma cova na Califórnia, repleta dos ossos dessas crianças. A polícia também informou, que Geneva Robinson após ser presa, admitiu se passar por "Nelda", mas ela alegou que estava tentando fazer com que as crianças se comportassem direito e fossem dormir cedo.

David Prater e demais promotores que estavam cuidando do caso, assim como a polícia da cidade de Oklahoma ficaram bem incomodados que o DHS não fez absolutamente nada depois de ser informado sobre o vídeo, em junho de 2014. O DHS sequer teria pedido para ver o vídeo naquela época.

David Prater e demais promotores que estavam cuidando do caso, assim como a polícia da cidade de Oklahoma ficaram bem incomodados que o DHS não fez absolutamente nada depois de ser informado sobre o vídeo, em junho de 2014. O DHS sequer teria pedido para ver o vídeo naquela época
"Acredito... que o Departamento de Serviços Humanos tinha informações suficientes para investigar", disse David Prater, lembrando que o DHS obteve o vídeo da mãe, Rebecca Charlene Wilson, 27 anos, no início de outubro de 2014, após a avó ter sido presa. Na época, a mãe morava na cidade de Altus, no Condado de Jackson, localizada a 220 km a nordeste da cidade de Oklahoma.

Um supervisor da Infância e da Juventude do DHS havia "deixado de lado" a queixa em junho de 2014, porque a mãe não tinha provas de que seus filhos "estavam realmente sendo feridos ou correndo risco naquele momento". Apesar da mãe ter admitido que ela e seu marido tinham se separado, e ela não tinha visto seus filhos durante 8 meses, ela disse durante a ligação para o DHS, que tinha visto a avó bater com uma colher de madeira e um mata-moscas, no bumbum das crianças, durante o verão de 2013. Ela descreveu que as repetidas batidas foram fortes o suficiente para deixar hematomas.

"Acredito... que o Departamento de Serviços Humanos tinha informações suficientes para investigar", disse David Prater, lembrando que o DHS obteve o vídeo da mãe, Rebecca Charlene Wilson, 27 anos, no início de outubro de 2014, após a avó ter sido presa. Na época, a mãe morava na cidade de Altus, no Condado de Jackson, localizada a 220 km a nordeste da cidade de Oklahoma
Apesar disso tudo, a porta-voz da DHS disse que os críticos estavam sendo injustos com eles.

"Você não pode usar o que aconteceu no passado para avaliar alguma coisa. Muitas vezes as pessoas que ligam para nós possuem informações que lhe são dadas naquele momento. Eles não sabem o que vai acontecer nos próximos três ou seis meses", disse Sheree Powell.

"Tudo o que a pessoa que ligou disse era que o vídeo mostrava a avó usando um traje de bruxa, que segurava a menina pela camiseta e que não parecia que a avó estava de brincadeira. A pessoa que ligou não descreveu nenhum abuso que ocorre no vídeo, apenas que encontraram o vídeo em um celular, que não tinha certeza a quem pertencia, e que não tinha nenhuma ideia de quando tinha sido gravado", completou.

"Você não pode usar o que aconteceu no passado para avaliar alguma coisa. Muitas vezes as pessoas que ligam para nós possuem informações que lhe são dadas naquele momento. Eles não sabem o que vai acontecer nos próximos três ou seis meses", disse Sheree Powell
A mãe não foi localizada para comentar o que exatamente ela se lembrava ter dito para o DHS em relação ao vídeo. As tentativas de entrar em contato com ela através de seu advogado e através do Facebook foram inúteis. Os números de telefone listados nos boletins de ocorrência, não estavam mais funcionando. Ela apenas disse aos investigadores, que o DHS informou em junho de 2014, que sua queixa não seria investigada, porque não havia data no vídeo.

Agora, como a mãe conseguiu o vídeo não ficou claro. A mãe disse ao DHS que encontrou o celular em sua casa. Por outro lado, uma das filhas de Geneva Robinson admitiu que gravou o incidente em 2013, e que iria mostrar o vídeo para o DHS, mas que estava com medo de retaliação por parte de Geneva. O pai das crianças disse aos investigadores, que Geneva Robinson havia feito essa "coisa de Nelda" para ele e seus irmãos quando eles estavam crescendo. Ele disse que deixou as crianças com ela, em 2013, porque ele pensou que ela tinha mudado. Na época, Geneva teria dito para o filho que estava tomando remédios. Resumindo, o contato familiar mais próximo da avó é o pai das crianças. Rebecca seria tão somente a nora de Geneva, o que poderia explicar a impotência de lidar com a mesma, visto que nem mesmo uma das filhas de Geneva tinha coragem para encará-la.

Em outubro de 2015, o site de notícias "NewsOK" informou que Geneva Robinson e seu parceiro Joshua Granger tinham renunciado ao direito de uma audiência prelimiar, onde um juiz ouviria as testemunhas de defesa e acusação para determinar se havia ou não provas suficientes para um julgamento. Os documentos em poder da Justiça indicavam que o abuso teria ocorrido entre junho e setembro de 2014, muito embora houvesse indícios que isso poderia estar acontecendo há mais tempo. Geneva estava sendo respondendo por 13 acusações de abuso infantil e cinco acusações de negligência infantil. Joshua estava respondendo por 4 acusações de abuso infantil e cinco acusações de negligência infantil.

Em outubro de 2015, o site de notícias "NewsOK" informou que Geneva Robinson e seu parceiro Joshua Granger tinham renunciado ao direito de uma audiência prelimiar, onde um juiz ouviria as testemunhas de defesa e acusação para determinar se havia ou não provas suficientes para um julgamento
Geneva estava sendo respondendo por 13 acusações de abuso infantil e cinco acusações de negligência infantil. Joshua (na foto) estava respondendo por 4 acusações de abuso infantil e cinco acusações de negligência infantil
Basicamente as acusações estavam centradas nos maus-tratos e nos abusos cometidos contra a pequena Katie de 7 anos e um irmão da menininha (neto de Geneva), cujo nome não foi mencionado, de apenas 6 anos. Nesse último caso, havia a acusação de que Geneva havia cortado (no sentido de ferido) um dedo do garoto ao utilizar uma tesoura. Na ocasião, os promotores acabaram retirando do processo uma criança, que não teria sido levada ao hospital ao fraturar o osso pélvico, uma vez que não havia sido constatada nenhuma fratura.

O Julgamento de Geneva Robinson e Joshua Granger


Após muito sem notícias sobre Geneva Robinson e Joshua Granger o site de notícias "NewsOK" publicou novidades sobre esse caso no dia 3 de fevereiro desse ano. No dia anterior (2), Geneva se declarou culpada diante de cinco acusações de abuso infantil. Ela admitiu que arranhava o pescoço da menininha, batia no seu rosto, golpeava a menina usando rolo para massas, e cortava seu cabelo enquanto ela dormia.

A juíza distrital Michele McElwee aceitou suas respectivas
declarações, sendo que ambos optaram para que
a própria juíza decidisse em relação as suas penas
"Geneva não estava fazendo uma pegadinha ou de brincadeira ao se vestir de bruxa para brincar com as crianças. Na verdade, ela acreditava ser mesmo uma bruxa, e realizava atos de terror ou perniciosos enquanto estava vestida de Nelda", declararam promotores do Condado de Oklahoma.

O namorado de Geneva Robinson, Joshua Granger, também se declarou culpado por uma acusação de abuso infantil, admitindo que ele ajudou Geneva a assustar a vítima "causando danos psicológicos".

A juíza distrital Michele McElwee aceitou suas respectivas declarações, sendo que ambos optaram para que a própria juíza decidisse em relação as penas que deveriam cumprir. A sentença estava prevista para sair no dia 28 de março, sendo que a juíza poderia fazer com que ambos passassem o resto de suas vidas na prisão. Como parte de um acordo realizado pela acusação, os promotores dispensaram oito acusações de abuso infantil e cinco acusações de negligência infantil contra Geneva. Eles também dispensaram três acusações de abuso infantil e cinco acusações de negligência infantil contra Joshua.

"Os acusados costumavam usar trajes assustadores para assustar as crianças. A ré Geneva usava um traje de bruxa e o réu Granger pode ser melhor descrito como algum tipo de traje de demônio", escreveu Merydith Easter, assistente da promotoria distrital, em um dos documentos do processo. Os promotores disseram que Joshua se autodenominava como "Coogro", quando usava a fantasia.

Geneva Robinson chegou a dizer para a juíza que estava recebendo tratamento na prisão por transtorno bipolar e esquizofrenia. Ela também disse que recebeu tratamento na década de 1970, no estado norte-americano Texas. Os promotores planejavam incluir o depoimento de um dos filhos adultos de Geneva, que apontou que esse mesmo comportamento dela já havia acontecido durante sua infância. Além disso, os promotores disseram que Geneva tinha "se envolvido na bruxaria desde muito cedo e tentava lançar feitiços contra as pessoas."

As Sentenças Aplicadas Contra Geneva Robinson e Joshua Granger e o Aterrorizador Vídeo, que Finalmente Foi Divulgado Após Quase Três Anos


Para ser bem sincero, apenas as emissoras de TV KFOR, KWTV e o site de notícias "NewsOK" que realmente podem ter dito que fizeram uma cobertura jornalística desse caso, visto que praticamente toda a mídia norte-americana ficou em silêncio diante desse absurdo. Porém, recentemente, o caso rapidamente ganhou a mídia internacional e foi amplamente propagado pelos quatro cantos dos Estados Unidos, porque finalmente saíram as sentenças do Geneva e Joshua, e houve a liberação do vídeo, que há quase três anos "a população aguardava para assistir". Afinal de contas, o que Geneva realmente aparecia fazendo?

Geneva Robinson chegando ao tribunal na quinta-feira passada (13)
Joshua Granger chegando ao tribunal na quinta-feira passada (13)
O vídeo gravado a partir de um celular foi mostrado a juíza durante a audiência para determinar a sentença de Geneva e Joshua, na quinta-feira passada (13). O vídeo mostrava Geneva vestindo o que parecia ser um "traje de bruxa". Era possível vê-la arrastando a Katie, uma menininha de apenas 7 anos, sua própria neta, pela sala enquanto os outros netos presenciavam a cena e chorando diante das cenas de verdadeiro terror. Até mesmo os cachorros se mostravam muito agitados com a situação. Também é possível ver Joshua Granger ao fundo, praticamente fornecendo apoio ao abuso.

A cena caótica tornou-se uma peça crucial nas evidências coletadas pela acusação. Vocês podem conferir o vídeo em questão, logo abaixo, no canal do site NewsOK, no YouTube (em inglês e possui cenas que podem ser fortes e impactantes para algumas pessoas):



Esse é um trecho do que foi mencionado durante a gravação:

Geneva Robinson (a avó): Você mente, mente, mente!
Katie (a menininha de apenas 7 anos): Eu prometo, bruxa, não vou fazer nada para a vovó. Não vou bater na vovó. Não vou ser má.
Geneva Robinson: Eu quero seu rosto.
Katie: Eu prometo que não vou bater na vovó
Geneva Robinson: Me dê um garfo e uma faca.

Também é possível ouvir Joshua Granger dizendo: "Vovó está doente por sua culpa. Você vai com a bruxa". Durante a audiência, Merydith Easter, assistente da promotoria distrital, contou a juíza sobre a "casa do horrores", que a vítima, a pequena Katie, morou durante meses em 2014. Confira também uma matéria realizada sobre esse julgamento pela KWTV, e publicada em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês):


Assim como essa outra matéria da emissora norte-americana KFOR (News Channel 4):



"O que ela fez foi horrível e afetará para sempre essa criança e seus irmãos. Ela merece ter a mesma quantidade de misericórdia que ela mostrou a essa criança, ou seja, nenhuma", disse Merydith Easter.

"A vítima foi chutada, golpeada, chicoteada, queimada e 'repetidamente aterrorizada'. A vítima também foi informada que bruxas e criaturas vivam no sótão", completou.

Antes de anunciar sua decisão, a juíza mostrou duas fotos da vítima: uma antes do abuso e outra depois do abuso sofrido na casa da avó. A juíza disse que foto tirada antes do abuso, quando a vítima tinha 5 anos de idade, mostrava a menina com o cabelo comprido, um largo sorriso e "olhos brilhantes". Já a foto tirada após o abuso, mostava a vítima com o cabelo cortado bem rente a cabeça, sem nenhum sorriso no rosto e coberta de hematomas e bolhas na pele.

"O que ela fez foi horrível e afetará para sempre essa criança e seus irmãos. Ela merece ter a mesma quantidade de misericórdia que ela mostrou a essa criança, ou seja, nenhuma", disse Merydith Easter.
"Você sabe o que morreu?", perguntou a juíza para Geneva Robinson. "Aqueles olhos brilhantes de uma menina inocente", completou a juíza. Geneva foi condenada a prisão perpétua e Joshua acabou sendo condenado a 30 anos de prisão por ter ajudado a companheira a assustar a vítima. Durante a audiência para determinar a sentença, Granger alegou que o incidente mostrado no vídeo tinha sido a única vez que ele viu Geneva vestida de bruxa. Ele disse que queria assustar a criança para que ela deixasse de se comportar mal.

"Elas são crianças inocentes, e foram simplesmente aterrorizadas. É de partir o coração vê-las contar o que aconteceu com elas", disse Merydith Easter, em entrevista para a KFOR. Merydith acrescentou que Geneva assombrou as crianças pelo resto de suas vidas, e que não entendia o horror que ela infligiu a vítima. A KFOR ainda informou que Geneva tinha sido condenada a três prisões perpétuas, ou seja, a punição por seus crimes teria sido realmente exemplar.

A advogada de defesa, Tanya Jones, disse a juíza que Geneva Robinson não tinha "recursos" para controlar a criança. Ele teria tido uma infância difícil e abusiva, e que isso a teria deixado sem capacidade de desempenhar um bom papel de mãe. Além disso a advogada disse que estavam procurando por misericórdia, visto que ninguém tinha morrido. Vejam bem algo muito peculiar que ela disse, logo abaixo:

"Ela entende que foi longe demais", disse Tanya Jones, acrescentando para a juíza, que Geneva "lidou com a situação com um punho de ferro, porque ela cresceu em uma época onde a disciplina física era comum." Tano Geneva quanto Joshua ainda podem recorrer em relação as sentenças. Porém, vocês acham mesmo que a culpa de Katie ter sofrido nas mãos da avó é da sociedade? Bem, esse é um assunto para os meus comentários finais.

Comentários Finais


Quando surgem casos assim sempre encontro dificuldades para começar a comentar sobre os mesmos, visto que é tão indignante e revoltante, que minha cabeça simplesmente fervilha em um caldeirão de palavras e sentimentos que se misturam, ou seja, é complicado ter que lidar com esses sentimentos e escrever de forma racional. No entanto, sei que não estou sozinho nessa jornada. Ao ler diversos comentários de leitores norte-americanos, nas notícias e artigos que foram publicados sobre esse assunto ao longo do tempo, pude perceber que dezenas de leitores faziam os mesmos questionamentos, que tive ao pesquisar para trazer esse caso para vocês. Onde estão os pais dessa criança? Fugiram? Se esconderam? Desapareceram do mapa? Onde estão as entrevistas deles? Ninguém foi atrás? Aliás, e os vizinhos, simplesmente nunca escutaram aqueles gritos sistemáticos e rotineiros de pavor durante as sessões de terror, e mais de mil vezes que a menina foi chicoteada? É um bairro residencial, não há comércio, as casas são feitas de madeira, ou seja, paredes finas que, durante a noite, deixariam facilmente passar o choro, a agonia e o desespero daquela menina. Sinceramente? Muito provavelmente ouviram sim, sabiam o que poderia estar acontecendo e num primeiro momento, diante da prisão de Geneva e a liberdade de Joshua, saíram em defesa da "bondosa senhora". Agora, quando ambos foram presos, e havia um vídeo provando tudo aquilo, muito além das palavras da menina e das evidências encontradas na casa de Geneva, bem, aí quase nenhum morador preferiu mostrar o rosto. Um rosto de vergonha, de descaso, porque sabiam que outras pessoas iriam questionar o porquê não falaram absolutamente nada. Ninguém naquela rua pode se atrever a dizer que sentia mais medo do que aquela garotinha constantemente amarrada na garagem de casa, sozinha, no escuro.

Para piorar a situação, os filhos de Geneva também já tinham sido aterrorizados quando eram crianças. Ela repetiu o mesmo comportamento sádico e doentio com os netos. Ela teve todo tempo do mundo para, no mínimo, refletir o que ela tinha feito, mas não fez absolutamente nada. O pai das crianças, filho de Geneva, simplesmente entregou seus filhos para aquele monstro disfarçado de ser humano, dizendo acreditar que ela tinha mudado. Lógico que ele sabia que Geneva não tinha mudado, provavelmente ele só não queria ter despesa e ter que cuidar, alimentar, dar banho, levar na escola, ou seja, ele não queria ser pai. Porém, ainda assim, ele teve quatro filhos com a Rebecca seguidamente entre 2009 e 2012, quatro gravidezes consecutivas. Na prática, ficou bem claro que os pais não queriam as crianças, visto que Rebecca, que ficou sem ver os filhos durante oito meses, já tinha visto os filhos apanhando e a única atitude que ela tomou foi ligar para DHS. Ela não recorreu a polícia, a nenhuma outra autoridade, nada. Por sua vez o DHS adotou o mesmo comportamento esperado quando se trata de "direitos humanos" ou "serviços humanos": protegeu o criminoso. Não investigou, não quis saber de nada, e nem mesmo pediu para um assistente social ou um policial ao menos dar uma olhada por "desencargo de consciência". Pelo contrário, eles esperavam que a pessoa que ligou investigasse e fizesse tudo por eles para depois aparecerem na mídia e dizer que estão fazendo um ótimo serviço. Aliás, nem mesmo se deram ao trabalho de pedir o vídeo e dar uma olhada, se é que não viram, visto que há uma certa névoa sobre essa questão, e ainda assim consideraram tudo aquilo normal: é apenas uma "brincadeirinha de vovó para netinha".

Outro detalhe que pode ter passado desapercebido é a declaração da porta-voz da DHS, a Sheree Powell, dizendo que não se pode utilizar o que aconteceu no passado para prever o futuro. Na visão dela, diante da proteção a um criminoso, se uma pessoa abusar de 10 crianças e for solta, não podemos imaginar que voltará a abusar de mais uma, e nem precisamos nos preocupar com isso. Entenderam a gravidade da declaração? Essa é a mentalidade dela e do local que ela representa. Além disso, também tivemos as declarações da advogada de defesa daquele monstro, a Tanya Jones, que tentou fazer a mesma coisa que aconteceu recentemente em relação a um ator, que não citarei o nome, que foi acusado de assédio sexual: a culpa não é de Geneva, é da geração que ela nasceu onde castigo físico era normal, ou seja, a culpa é de todos os norte-americanos da mesma idade que ela, não dela. Como assim normal? Normal para quem? Para a advogada? Quer dizer que todos avós da idade de Geneva se fantasiam de bruxa, queimam, amarram, e aterrorizam com alicate seus netos? Quer dizer que todos os pais antigamente faziam isso com seus filhos? É isso mesmo? Sério? A juíza, é claro, com extremo bom senso deu a sentença de prisão perpétua para Geneva e aplicou uma pena considerável em Joshua, que mal sabe falar, mas gostava de aterrorizar crianças. A advogada de defesa ainda tentou alegar, que não houve morte, mas houve sim. Geneva e Joshua assassinaram a sangue frio, sem chance de defesa das vítimas, de forma premeditada e cruel, e por motivo torpe, as inocências de todas aquelas crianças, principalmente de Katie. Eles assassinaram os sentimentos de afeto e carinho que elas tinham, assassinaram a infância delas, e dilaceraram seus corações. Particulamente, Geneva vem cometendo tais assassinatos ao longo de sua vida, mas agora passará o resto de seus dias na prisão, longe de qualquer chance de matar novamente. Ambos deveriam ter mais companhia nessa jornada atrás das grades, mas dessa vez o silêncio será um grito de dor e remorso, além de um forte lembrete para todos aqueles que se calaram.

Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://kfor.com/2014/10/01/oklahoma-city-woman-accused-of-dressing-as-witch-to-abuse-child/
http://kfor.com/2017/04/13/oklahoma-city-grandmother-who-pleaded-guilty-to-dressing-as-witch-to-abuse-child-sentenced-to-prison/
http://newsok.com/article/5347371
http://newsok.com/article/5381320
http://newsok.com/article/5383006
http://newsok.com/article/5395458
http://newsok.com/article/5452553
http://newsok.com/article/5536715
http://newsok.com/okc-woman-who-used-witch-persona-in-child-abuse-sentenced-to-three-life-terms/article/5545493
http://www.news9.com/story/26683352/child-says-okc-woman-dressed-up-as-witch-abused-her
http://www.news9.com/story/27739822/new-evidence-revealed-in-okc-witch-torture-case
http://www.news9.com/story/35155107/video-reveals-disturbing-abuse-of-child-by-witch-grandmother
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