21 de março de 2017

Homem Assassina Esposa Grávida Por Acreditar que Ela Fosse um "Ser Humano Híbrido", em Jackson Township, nos Estados Unidos

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Por Marco Faustino

Lembro que no ano passado, mais precisamente no dia 14 de novembro, fiz uma matéria extremamente completa sobre um cidadão norte-americano chamado Jeffrey Alan Lash, que havia sido encontrado morto em seu próprio carro, em estado avançado de decomposição, em Los Angeles, nos Estados Unidos, no ano anterior. O Departamento de Polícia de Los Angeles, no entanto, se surpreendeu ao se deparar com cerca de 1.200 armas de fogo, que incluíam rifles, escopetas e pistolas, aproximadamente 6,5 toneladas de munições, arcos, flechas, facas e, aproximadamente cerca de US$ 230.000 em dinheiro vivo. Muitas dessas armas ainda se encontravam em suas respectivas caixas, com as etiquetas dos preço, além de diversos veículos, alguns modificados para serem utilizados nos mais diversos tipos de terrenos, e todos em nome desse homem. A situação ficaria ainda mais estranha, quando o advogado de uma mulher chamada Catherine Nebron, teria declarado que Jeffrey, que na época possuía 60 anos, afirmava ser um "humano-alienígena", uma espécie "híbrida", que trabalhava como agente secreto para diversas agências governamentais dos Estados Unidos. Curiosamente, Catherine alegava que estava ao lado de Jeffrey ao longo dos últimos 17 anos, mas o homem não tinha renda mensal compatível, que pudesse justificar o patrimônio bélico que tinha sido encontrado.

O problema é que Catherine Nebron não era o único "amor" de Jeffrey Alan Lash, e ao longo das investigações outras mulheres apareceram, e aparentemente todas sustentavam os caprichos e manias desse homem. Jeffrey chegou a dizer que era um super-espião, e que estava lutando para salvar o mundo. Ele teria confidenciado isso a poucas pessoas. Disse que trabalhava para uma agência secreta, uma que lidava com alienígenas. E, então, ao longo da postagem podemos perceber que Jeffrey não colecionava apenas armas e carros, mas dezenas de milhares de DVD's, CD's e livros, entre outras milhares de bugigangas, sendo que muitas ainda estavam em suas respectivas caixas, intactas. Além disso, ele fez com que sua suposta última companheira, a Catherine Nebron, vivesse praticamente em cativeiro dentro de sua própria casa, dormindo em péssimas condições em um pequeno banheiro, ao seguir fielmente as instruções dadas por Jeffrey. Assim sendo, tentei coletar a maior quantidade possível de informações para tentar traçar um perfil desse homem, e responder como ele conseguiu fazer tudo isso sem praticamente ser notado por nenhuma autoridade norte-americana, e sem que suas "vítimas" conseguissem escapar do envolvimento emocional, que tiveram por ele. Portanto, vale muito a pena ler todo aquele material, que foi feito, escrito e pesquisado com muito carinho para vocês (leia mais: O Caso Jeffrey Alan Lash: Um Híbrido Reptiliano, um Agente Secreto Norte-Americano ou um Estelionatário de Mulheres?).

Apesar de toda a estranheza relacionada ao caso do Jeffrey Alan Lash, aparentemente não houve uma única morte sequer atribuída ao mesmo, exceto sua própria morte. Agora, imaginem se a crença em uma "raça híbrida de seres humanos" levasse alguém a matar. Seria algo assustador, não é mesmo? Agora, imaginem alguém carregando essa crença consigo e de repente passasse a ver sua própria esposa como um "ser híbrido", e que deveria matá-la para salvar a humanidade. Surreal, não? Agora, imagine apenas mais uma coisa: essa esposa grávida de 24 semanas (aproximadamente 6 meses), e o filho do casal de apenas 2 anos de idade, que estava dentro da casa quando tudo aconteceu. É, eu consigo imaginar como isso soa triste, absurdo e inacreditável na cabeça de vocês. Sinceramente, não tenho prazer em trazer casos assim ao conhecimento de vocês, porém acho importante que tenham ciência dos mesmos, visto que algumas vezes isso é apenas uma desculpa para ocultar o verdadeiro motivo de um crime. Porém, de vez em quando, ainda mais com a crescente onda de notícias falsas e teorias conspiratórias cada vez mais infundadas sendo propagadas aos quatro ventos, a crença exacerbada em algo pode levar a situações impensáveis. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Como Tudo Começou: A Morte de Diana Ziegler no Mês de Janeiro Desse Ano, em Jackson Township, no Estado Norte-Americano da Pensilvânia


No dia 27 de janeiro desse ano, o site do jornal "York Daily Record" noticiou algo assustador. De acordo com a Polícia Regional do Condado de Northern York, uma mulher havia sido morta naquela mesma tarde, depois que seu marido a agrediu dentro da casa onde moravam, na pequena cidade de Jackson Township, no estado norte-americano da Pensilvânia. É interessante mencionar que, de acordo com o último censo realizado em 2010, essa cidade possui pouco mais de 7.400 habitantes, em uma área de apenas 59 km².

De acordo com a Polícia Regional do Condado de Northern York, uma mulher havia sido morta naquela mesma tarde, depois que seu marido a agrediu dentro da casa onde moravam, na pequena cidade de Jackson Township, no estado norte-americano da Pensilvânia
Foi o próprio marido dessa mulher, John D. Ziegler III, de 31 anos, que ligou para o 911 (o mais famoso número do serviço de emergências dos Estados Unidos), por volta das 16h15, e relatou que havia golpeado sua esposa com uma espada do "estilo cimitarra", matando-a em seguida. O nome da mulher era Diana Ziegler, 25 anos, que estava grávida. O bebê que ela estava esperando também veio a óbito.

Foi o próprio marido dessa mulher, John D. Ziegler III, de 31 anos, que ligou para o 911 (o mais famoso número do serviço de emergências dos Estados Unidos), por volta das 16h15, e relatou que havia golpeado sua esposa com uma espada do "estilo cimitarra", matando-a em seguida
Vale ressaltar nesse ponto que as espadas "cimitarra" possuem uma lâmina curva mais larga na extremidade livre, com gume no lado convexo, utilizada por certos povos orientais, tais como árabes, turcos e persas, especialmente pelos guerreiros muçulmanos. É a espada mais típica do Oriente Médio e da Índia muçulmana, porém existem algumas variações.

As espadas "cimitarra" possuem uma lâmina curva mais larga na extremidade livre, com gume no lado convexo, utilizada por certos povos orientais, tais como árabes, turcos e persas, especialmente pelos guerreiros muçulmanos. A imagem acima é meramente ilustrativa.
A polícia disse que Diana foi encontrada em uma varanda, na parte de trás da casa, e de acordo com o Escritório do Médico-Legista do Condado de York, ela possuía "múltiplas" lesões fatais. Ainda segundo a polícia, John Ziegler morava na casa, que ficava bem no final de uma rua sem saída, do bloco 1100 da Ledge Drive (o casal morava na Ledge Drive nº 1157), na comunidade de Jackson Heights.

Imagem do Google Maps mostrando a localização da pequena Jackson Township
em relação a outras cidades norte-americanas

Imagem do Google Street View mostrando o local a visão que uma pessoa teria ao estar no final da Ledge Drive.
A casa onde tudo aconteceu é uma das que estão à direita da imagem.
De acordo com o tenente David Lash (qualquer semelhença com o outro Lash é mera coincidência), só havia mais uma pessoa dentro da casa: uma criança de apenas 2 anos de idade. A criança não estava ferida e, ao menos naquela época, ficou sob custódia do Serviço de Proteção à Criança, ao Adolescente e Família do Condado de York.

"O que o levou a fazer isso, e o que ocorreu durante esse período ainda está sob investigação", disse David Lash, sobre a morte de Diana Ziegler. Vocês também podem conferir as declarações desse tenente, através de um vídeo publicado em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês):



Aliás, quando John Ziegler ligou para o 911, ele disse que estava esperando que a polícia chegasse, juntamente com seu filho de 2 anos. De qualquer forma, John Ziegler foi encaminhado para a Central de Polícia de Condado de York, e acabou sendo acusado formalmente de homicídio doloso de sua esposa, e do bebê que ela estava esperando. O crime, como era de se esperar, chocou a comunidade local.

Uma moradora chamada Chrystal Bixler, que mora na mesma rua que o casal morava, disse que estava voltando do trabalho quando viu diversos carros da polícia indo em direção à casa.

De acordo com o tenente David Lash (qualquer semelhença com o outro Lash é mera coincidência),
só havia mais uma pessoa dentro da casa: uma criança de apenas 2 anos de idade
"A única coisa que sei depois disso é que vi a fita de isolamento da polícia sendo colocada. Isso definitivamente não era algo bom", disse Chrystal Bixler. Ela disse que conseguiu ver a polícia levando um homem sob custódia e segurando uma criança, que estava do lado de fora. O tenente David Lash disse que o homem "se rendeu ao primeiro oficial que chegou".

Chrystal Bixler, no entanto, assim como diversos outros moradores, descreveram a vizinhança como sendo bem pacata. O Parque Stone Ledge fica do outro lado da rua sem saída, onde a agressão aconteceu. Há um parque infantil, uma quadra de basquete, um pista para caminhar e correr, e um pavilhão.

Documento público divulgado pelo Escritório do Médico-Legista do Condado de York a respeito desse incidente,
que possui praticamente as mesmas informações que vocês terão em nossa postagem
Segundo uma outra moradora chamada Cheryl Brunner, durante o verão os vizinhos lotam o parque e são muito amigáveis uns com os outros. Aliás, ela morava apenas a três ou quatro casas de distância da Ledge Drive.

"Algo assim acontecendo, é bem chocante", disse Cheryl Brunner, acrescentando que não estava em casa no momento da agressão, mas ao voltar para casa notou a presença dos carros de polícia e diversas ruas fechadas. A polícia tinha colocado a fita de isolamento desde o final da rua sem saída até a frente da casa onde tudo aconteceu.

Oficiais de polícia juntamente com o Escritório do Médico-Legistra do Condado de York entravam e saíam da casa. Em determinado momento, um homem removeu o assento de um carro estacionado próximo a residência. Por volta das 18h, oficiais entraram na parte de trás de uma ambulância estacionada na Ledge Drive.

Oficiais de polícia juntamente com o Escritório do Médico-Legistra do Condado de York entravam e saíam da casa. Em determinado momento, um homem removeu o assento de um carro estacionado próximo a residência (na foto).
Um homem carregava uma criança, que estava enrolada em um cobertor, e a afastou do local do crime. De acordo com Cheryl Brunner, era possível notar que ele estava conversando calmamente com a criança. Cheryl, assim como um outro vizinho chamado Antonio Solis, disse que as pessoas que moravam na casa tinham se mudado há apenas dois meses.

A família Ziegler, o pequeno J.D. de apenas dois anos (à esquerda), John Ziegler III (no centro) e Diana Ziegler (à direita)
Diana Ziegler (à esquerda) e John Ziegler III (à direita)
No dia seguinte (28), no entanto, mais detalhes sobre a morte de Diana Ziegler começaram a ser revelados. Novamente as informações vieram do site do jornal "York Daily Record", que divulgou que Diana Ziegler estava grávida de 24 semanas, e estava esperando uma menina. O marido e acusado de ter a assassinado, John D. Ziegler III, permanecia preso na Prisão do Condado de York, sem direito a fiança.

Na queixa criminal relativa ao caso, o detetive Mark E. Baker declarou que o corpo de Diana Ziegler foi encontrado nos fundos da residência. Juntamente com ela havia uma "espada negra, de aproximadamente 10 cm de largura, que estava coberta de sangue." Ele relatou que sangue e fragmentos de crânio foram encontrados no local. Mark também escreveu que Diana "aparentava ter sofrido diversos golpes em sua cabeça e pescoço" resultando assim em sua morte.

John Ziegler III dando entrada na Prisão do Condado de York
O detetive chegou a interrogar John Ziegler por volta das 21h do dia 27 de janeiro, e ele admitiu ter golpeado sua esposa cerca de três vezes com a espada, que conforme dissemos anteriormente seria de estilo "cimitarra". Na queixa criminal, no entanto, não constava a motivação do crime, ou seja, não foi divulgada a razão pela qual John matou sua esposa. Apesar de uma autópsia ter sido agendada para a segunda-feira seguinte (30), o resultado (que acabou não acrescentando nada ao que já sabíamos) ficou em segundo plano em relação ao que aconteceria ao anoitecer de domingo (29).

A Vigília em Memória de Diana Ziegler por Parte de Colegas de Trabalho, Amigas e da Comunidade Local


No dia 29 de janeiro, um domingo, vizinhos, amigos e colegas de trabalho reuniram-se em frente ao local onde Diana Ziegler tinha sido golpeada até a morte com uma espada pelo seu próprio marido, John Ziegler. Uma das emissoras de TV que cobriram essa homenagem foi a WPMT, emissora afiliada da FOX (FOX43), que inclusive realizou uma matéria bem interessante sobre o assunto, e que vocês podem conferir logo abaixo, em um canal de terceiros, no YouTube (em inglês, mas iremos comentar sobre ela a seguir):



"Quando descobrimos o que aconteceu foi como um sonho ruim, mas você continua acordando e percebendo que não é apenas um sonho ruim. É real", disse Deb Mayer, 62 anos, diretora de enfermagem do Centro de Enfermagem de Dallastown, e colega de trabalho da Diana. Aliás, os próprios colegas mencionaram que na sexta-feira (27), por volta de 2h da tarde, tinha sido agendado um ultrassom, e que Diana estava muito animada, porque seu marido levaria o filho deles na consulta, ou seja, para ver sua irmãzinha, que ela estava esperando.

"Ela era jovem. Ela estava esperando seu segundo filho, que ela iria chamar de Charley. E o seu filho era tudo para ela", continuou. Os moradores da comunidade se reuniram no parque do outro lado da rua para lembrarem de Diana.

"Quando descobrimos o que aconteceu foi como um sonho ruim, mas você continua acordando e percebendo que não é apenas um sonho ruim. É real", disse Deb Mayer, 62 anos, diretora do setor de enfermagem do Centro de Enfermagem de Dallastown
"Ela era uma enfermeira maravilhosa. Ela era uma mãe fabulosa. Ela perderia o sono para cuidar de seu filho. Quando ela deveria estar dormindo ela estava meio que passando um tempo com ele. Ele gravava vídeos curtos e nos mostrava todas as noites", acrescentou.

Amigos disseram que o filho de apenas 2 anos de idade já estava na casa de parentes da Diana. Na vigília, uma de suas amigas, Jessica Nupponen, moradora da cidade de Harrisburg, cantou uma canção que Diana certa vez cantou em um acampamento de música e artes. Porém, nem todos que foram homenagear a vida de Diana a conheciam. Alguns eram apenas vizinhos, que nunca sequer a conheceram.

Na vigília, uma de suas amigas, Jessica Nupponen, moradora da cidade de Harrisburg, cantou uma canção
que Diana certa vez cantou em um acampamento de música e artes
"Se há algo bom que pode sair de uma tragédia como essa, é ouvir as pessoas dizendo que precisamos nos conhecer melhor. Precisamos nos apoiar mutuamente, quero que saibam que tiverem algo que precisem conversar, que vocês podem vir falar comigo. Acredito que se a Diana visse isso, e acredito que irá, é como um pequeno legado que talvez ela tenha deixado para trás", disse Jessica Nupponen.

Os vizinhos disseram que queriam ter encontros como aquele, com mais frequência na comunidade, para dar as pessoas a oportunidade de conhecer uns aos outros e discutir quaisquer problemas que possam ter. Eles querem ajudar a garantir que tragédias como aquela não voltassem a acontecer.

Chrystal Bixler (à direita) discursando durante a vigília em memória de Diana Ziegler

A adolescente Lexey Eckles, 17 anos, moradora de Jackson Heights distribuindo cartões de condolências
para que as pessoas que participaram da vigília pudessem assinar
Quem contou mais detalhes sobre essa vigília foi o site do jornal "York Daily Record", que também esteve no local para registrar imagens e entrevistar as pessoas que compareceram a pequena homenagem, e que talvez rendesse frutos para tentar evitar que algo assim acontecesse novamente.

De acordo com o "York Daily Record", a comunidade de Jackson Heights era considerada uma localidade bem tranquila da pequena Jackson Township, uma espécie de lugar onde era esperado que todo mundo se conhecesse, e onde crianças poderiam ser vistas brincando livremente, todas juntas, no parque local. Um cenário onde ninguém imaginaria que nada pudesse dar errado.

Apesar disso, poucas pessoas na comunidade conheciam Diana Ziegler ou sua família. Isso era algo que um grupo de mais de 50 pessoas, que compareceram a homenagem realizada para ela, sentiam um profundo arrependimento.

De acordo com o York Daily Record, a comunidade de Jackson Heights era considerada uma localidade bem tranquila da pequena Jackson Township, uma espécie de lugar onde era esperado que todo mundo se conhecesse, e onde crianças poderiam ser vistas brincando livremente, todas juntas, no parque local. Um cenário onde ninguém imaginaria que nada pudesse dar errado

Apesar disso, poucas pessoas na comunidade conheciam Diana Ziegler ou sua família. Isso era algo que um grupo de mais de 50 pessoas, que compareceram a homenagem realizada para ela, sentiam um profundo arrependimento

Leeila Inkrote, de apenas 3 anos de idade, segurando uma vela
juntamente com sua mãe, Amanda, na vigília em homanagem a Diana Ziegler
"Gostaria de ter podido conhecê-la. Diana parecia ser uma ótima pessoa", disse Ivy Leach, uma moradora local.

E foi assim, que em um domingo gelado no estado da Pensilvânia, as pessoas permaneceram por cerca de uma hora, em uma vigília para tentar conhecer alguém que infelizmente nunca mais verão. A vigília foi uma oportunidade para os amigos de Diana compartilharem histórias sobre a jovem mãe, e uma oportunidade para a comunidade em luto conhecer mais sobre quem era Diana.

"Nós a amamos e sentimos sua falta. Ela superou muitos obstáculos e não desistiu quando as coisas se tornaram mais difícies", disse Deb Mayer, acrescentando que Diana era uma enfermeira de turno de noite no Centro de Enfermagem de Dallastown, nos últimos dois anos. Ela e outros colegas ficaram sabendo da triste notícia ainda na sexta-feira (27), quando Diana não apareceu para seu turno.

Alguns presentes, tais como ursinhos de pelúcia foram deixados no local onde a vigília foi realizada
em memória da menininha que Diana Ziegler estava esperando

E foi assim, que em um domingo gelado no estado da Pensilvânia, as pessoas permaneceram por cerca de uma hora, em uma vigília para tentar conhecer alguém que infelizmente nunca mais verão
"Sabíamos que algo estava acontecendo. Ela sempre foi pontual. Parece um pesadelo no qual você não consegue acordar", continuou, dizendo que Diana era uma enfermeira muito alegre e tinha uma ótima relação com os pacientes. De acordo com uma outra colega de trabalho, além de ser enfermeira, Diana tentava ganhar uma renda extra ao tricotar cobertores para seus colegas de trabalho e para ela mesma, uma vez que ela sempre estava com frio no trabalho.

"Nas horas livres ela usava o tempo que tinha para cuidar do filho de apenas 2 anos, o J.D., e isso talvez explique o porquê os vizinhos não a conheciam", completou. Entre seus amigos, Diana foi lembrada como uma cantora apaixonada pelos musicais da Broadway.

"Tenho certeza que o J.D ouviu um monte de canções quando estava com sua mamãe", disse Jessica Nipponen, que era diretora de um acampamento de música e artes na cidade de Milroy, no qual Diana compareceu por anos. Jessica estava acompanhada de Sara Behm, moradora de Spring Grove, que participou do acampamento entre 2008 e 2010, juntamente com Diana. Ambas lembraram de sua amiga como uma mulher brincalhona, que era cheia de amor.

Diana era uma enfermeira de turno de noite no Centro de Enfermagem de Dallastown, nos últimos dois anos. Ela e outros colegas ficaram sabendo da triste notícia ainda na sexta-feira (27), quando Diana não apareceu para seu turno.
"Ela adorava as brincadeiras que fazíamos. Ficávamos até as primeiras horas da madrugada contando histórias que não faziam sentido algum", disse Jessica Nipponen.

"Ela nunca teve medo de ser ela mesma", acrescentou Sara Behm.

Acima de tudo, o amor de Diana por seus filhos - J.D. e sua filha, Charley, que logo nasceria - brilhavam como as velas na vigília. Deb Mayer voltou a dizer que o filho era a vida de Diana, e que ela sempre mostrava fotos dele para os colegas de trabalho. Aqueles da comunidade de Jackson Heights, que falaram na vigília expressaram pesar e tristeza, lutaram para não derramar lágrimas e desejaram que pudessem ter feito mais por Diana.

Da esquerda para direita, as moradoras Lexey Eckles, Chrystal Bixler e filha de Chrystal, Gracie, durante a vigília

Acima de tudo, o amor de Diana por seus filhos - J.D. e sua filha, Charley,
que logo nasceria - brilhavam como as velas na vigília
"Se alguém precisar de qualquer coisa, estarei sempre aqui para qualquer pessoa. Lamento que não tenha podido conhecê-la melhor", disse Chrystal Bixler segurando as lágrimas em seus olhos.

Uma das pessoas da multidão que se formou, deixou para os demais uma simples mensagem, que deveria sevir não apenas para Jackson Township, mas para as pessoas do mundo inteiro: "Fale mais. Compartilhe mais. Ame mais."

A Motivação do Assassinato de Diana Ziegler: Marido Diz Acreditar que a Esposa Pertencia a uma "Raça de Seres Humanos Híbridos", que Queriam Controlar o Mundo


Na sexta-feira passada (17), o site do jornal "York Daily Record" publicou uma revelação surreal, que teria sido proferida por John Ziegler III, o homem acusado de assassinar sua esposa grávida de 24 semana com uma espada, em Jackson Township. John teria mencionado acreditar que havia uma conspiração global envolvendo "seres humanos híbridos", e que ele precisava matá-la para salvar o mundo. Sim, isso mesmo que você leu.

Quando a polícia regional do Condado de Northern York interrogou John Ziegler III, ele disse que estava se sentindo "indisposto" e até mesmo "fora de si" nos últimos 3 meses. Ele também expressou uma crença, que ele podia mudar o tempo com suas emoções.

"Ele não conseguiu nos explicar sobre isso", disse o detetive Mark Baker, o principal investigador do caso, acrescentando que Ziegler estava muito chateado e afirmou que sua esposa "não merecia" o que aconteceu. Ele pensou que sua esposa fosse a "abelha rainha", e acreditava que tudo aquilo mudaria - sendo que isso não era uma declaração política - com a eleição do Donald Trump.

O detetive Mark Baker (à esquerda e à frente de terno cinza) é o principal investigador do caso
Após menos de 30 minutos de depoimento, o Juiz Distrital Thomas Reilly ordenou que John Ziegler fosse julgado diante das acusações de homicídio doloso da esposa e do bebê que ela estava esperando. Os promotores chamaram três testemunhas durante a audiência preliminar de Ziegler, incluindo Michael Johnson, especialista em patologia forense que realizou a autópsia. Ele testemunhou que a causa da morte foi devido a "múltiplos traumas por objeto perfurocortante".

Posteriormente, o detetive regional Robert Ryman disse se lembrar de John Ziegler perguntando à polícia se ele "tinha feito a coisa certa". Ele não expressou nenhuma raiva em relação a esposa. Robert disse que John foi muito cooperativo, e agiu de forma absolutamente normal.

Fora da sala do tribunal, o procurador-adjunto Chuck Murphy disse que as provas saíram "como esperado" na audiência. Agora, ele disse que a comunidade começará a se preparar para o julgamento. Já Jay Abom, advogado de defesa de Ziegler, recusou a dar quaisquer entrevistas. Espera-se que Ziegler seja julgado no dia 21 de abril, e continuará preso na Prisão do Condado de York, sem direito a fiança.

A audiência preliminar foi realizada no Centro Judiaciário do Condado de York
Evidentemente, a motivação é tão surreal, que tive que procurar por maiores informações, e para isso encontrei um site de um jornal local chamado "York Dispatch". Tentarei não ser repetitivo e ao mesmo tempo acrescentar mais informações do que foi mencionado pelo "York Daily Record".

Em declaração para o "York Dispatch", o detetive Mark Baker disse que John precisava "destruir a esposa, para salvar o mundo", acrescentando que ele acreditava estar fazendo a coisa certa. Esse site também mencionou, que a filha que Diana estava esperando, se chamaria Charlotte (provavelmente, Charley fosse uma espécie de apelido).

"Ele acreditava que o mundo estava sendo controlado por seres humanos híbridos, e que sua esposa precisava ser morta, porque era a 'abelha rainha' desses híbridos", disse Mark Baker, ressaltando que por diversas vezes John disse que sua esposa não merecia aquilo, embora ele acreditasse, ou pelo menos estava tentando acreditar, que tivesse feito a coisa certa.

Em declaração para o "York Dispatch", o detetive Mark Baker disse que John precisava "destruir a esposa, para salvar o mundo", acrescentando que ele acreditava estar fazendo a coisa certa
Ainda de acordo com o detetive, John acreditava que podia mudar o tempo de acordo com suas emoções. Ele chegou a dizer que observou flocos de neve começando a cair e, em seguida, parou de cair, conforme suas emoções oscilavam.

"O interrogatório dele comigo foi bem confuso", continuou Mark, porém acrescentou que o acusado não teve quaisquer problemas para se lembrar do que ele tinha feito, e foi capaz de responder as perguntas de uma forma coerente.

"Ele acreditava que tudo era uma grande conspiração, e que tudo mudaria com a eleição do Donald Trump", completou. Ele não aparentava ter raiva alguma da Diana, e continuava repetindo "não acredito no que fiz" e "ela não merecia isso". Após a audiência preliminar, o advogado de defesa de John se recusou a dizer se iria alegar alguma doença mental no julgamento que, conforme o "York Daily Record" mencionou, deve ser realizado no fim do mês de abril.

Comentários Finais


Quando acessei as redes sociais de Diana Ziegler, e diante das poucas fotos disponíveis publicamente, tudo o que vi foi uma família feliz. E nisso fiquei pensando: como algo assim simplesmente desmorona da noite para o dia? Talvez essa também seja a sua primeira impressão antes de sugerir, que John estivesse "louco". O caso é tão bárbaro, cruel e chocante, que pode nos fazer esquecer de questionar como era o relacionamento desse casal, que desde janeiro nenhum veículo de imprensa local fez questão de mencionar. Não há nenhuma declaração sobre John, seu relacionamento com Diana e com o filho J.D., e nenhum veículo de imprensa foi atrás para saber onde eles moravam anteriormente. Seria interessante entrevistar antigos vizinhos, puxar o histórico de John, saber o que ele fazia para ganhar dinheiro, assim como suas respectivas amizades. Aliás, não há nenhuma notícia mencionando que tentaram sequer falar com os familiares, nem de Diana ou de John, nem mesmo para dizer que eles não estavam dispostos a dar entrevistas. A polícia local não cita os familiares ou depoimentos de amigas ou colegas de trabalho. Para piorar a situação, apesar da fábula contada por John Ziegler, que achava que podia controlar o tempo conforme se sentia, e que o planeta era controlado por uma raça de seres híbridos, essa mesma polícia alegou que John foi muito cooperativo e agiu de forma "coerente" e "normal" sobre o que aconteceu no dia 27 de janeiro de 2017. O problema é que também não sabemos o que aconteceu nas horas que antecederam a tragédia, visto que não foi divulgado. São dezenas de lacunas, não mencionadas ou terrivelmente investigadas, sendo que a suposta motivação divulgada é basicamente a mais improvável e surreal de acreditar.

Infelizmente, para saber mais sobre Diana, foi necessário recorrer a obituários. Em um deles, que foi publicado no site de notícias "Lancaster Online", começava com a seguinte frase: "Diana Meredith Ziegler, 25 anos, morreu inesperadamente na sexta-feira, 27 de janeiro de 2017. Nascida em Lancaster, na Pensilvânia, ela era filha de Gerald Heilner II e da falecida Karen Heilner." Na época da escola, Diana gostava de participar de atividades musicais, cantar e tocar violoncelo para muitas produções escolares, e era membro de uma congregação protestante chamada Igreja Unida de Cristo. Ela chegou a cantar no coral quando era jovem, gostava muito de crianças e era uma mãe devotada. Diana morava com o marido, John Ziegler, e o filho, o J.D. (mencionado como John Daniel Ziegler IV), sendo que o pai de Diana, o Gerald, é casado com uma nova mulher chamada Lisa, e aparentemente Diana ainda contava com a presença de seus avós. Acredito que você já saibam o que mais me chamou a atenção em toda essa história, não é mesmo? Aquele "inesperadamente". Será que era realmente inesperado? Era realmente um casal feliz e sem problemas graves? Ninguém nunca ouviu ou ficou sabendo de absolutamente nada? Será que todas aquelas pessoas que compareceram a vigília têm realmente a consciência pesada por não terem sido capazes de evitar uma tragédia, porque não se importavam com quem morava a sua volta ou porque ignoravam um possível relacionamento abusivo, ainda que psicologicamente falando, e achavam isso "coisa de casal"? Assim como vocês devem estar tentando entender esse caso, também estou fazendo a mesma coisa.

Outro ponto a se considerar, mesmo sendo improvável, é nos questionar se crescente disseminação dos mais variados tipos de conteúdos absurdos pela internet, a massificação detuparda de teorias conspiratórias grotescas, e sem qualquer tipo de fundamentação ou teor científico, possa ter colaborado para a morte de Diana. Será que o envolvimento e a crença exacerbada em algo totalmente ilusório poderia ter funcionado como um gatilho, e ter sido a gota d'água que faltava para transbordar o copo de uma mente que já estava sendo comprometida ao longo do tempo? Chega a ser tentador querer atribuir uma culpa, porém esse não é um caso que vemos com frequência na mídia. Soa apenas algo pontual e isolado, não a ponta de um iceberg. Se bem que essa não seria a primeira vez que alguém morre de maneira brutal e torpe devido ao que é postado indevidamente na internet. Alguém se lembra daquela mulher que foi espancada até a morte no Guarujá, litoral de São Paulo, em 2014, depois que boatos circularam que ela sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra? Pois é, no começo desse ano, três acusados foram condenados a 40 anos de prisão, e outro a 26 anos de reclusão. Enfim, de qualquer forma só nos resta esperar por 21 de abril, justamente daqui um mês, feriado aqui no Brasil, para ver se maiores detalhes surgem sobre esse caso, que até então vem se mostrando uma incógnita. A única coisa que sei, é que boa parte da população cada vez mais acredita e compartilha assuntos cada vez mais estúpidos e grotescos, oriundos de sites sem um pingo de credibilidade, aceitam cada vez mais "teorias" em que não há uma prova sequer do que é mencionado, e pensam cada vez menos. Parafraseando uma moradora local durante a vigília: "Converse mais pessoalmente. Compartilhe menos idiotice. Abrace Mais. Ame mais." Hoje, a tragédia é em Jackson Township, amanhã pode acontecer em nosso vizinho. E se tem algo mais contagioso que um conteúdo viral, com certeza é o amor.

Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://abc27.com/2017/01/30/coroner-releases-autopsy-findings-in-sword-death-of-woman-unborn-child/
http://fox43.com/2017/01/27/man-allegedly-kills-his-pregnant-wife-with-a-sword-waits-with-toddler-son-for-police-to-arrive/
http://fox43.com/2017/01/29/community-honors-york-co-woman-reportedly-stabbed-to-death-by-husband/
http://nycrpd.org/?p=11265
http://www.inquisitr.com/3931194/pennsylvania-husband-john-ziegler-iii-allegedly-murders-24-week-pregnant-wife-with-sword/
http://www.pennlive.com/news/2017/01/coroner_releases_name_of_pregn.html
http://www.pennlive.com/news/2017/01/man_charged_with_2_counts_of_h.html
http://www.ydr.com/story/news/2017/01/28/murdered-woman-24-weeks-pregnant/97184392/
http://www.ydr.com/story/news/2017/01/29/joyful-loving-mother-remembered-jackson-township/97198806/
http://www.ydr.com/story/news/crime/2017/01/27/coroner-called-jackson-township-home/97155508/
http://www.ydr.com/story/news/crime/2017/03/17/man-accused-of-murdering-his-pregnant-wife-in-jackson-township-believed-he-needed-to-kill-her-to-save-the-world-police-testify/99162072/
http://www.yorkdispatch.com/story/news/2017/03/17/police-jackson-homicide-wife-pregnant-ziegler/99301154/
http://www.yorkdispatch.com/story/news/local/2017/01/29/neighbors-hold-vigil-slain-jackson-twp-mother/97230252/
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