20 de dezembro de 2016

Uma Doença Misteriosa que Deixa a Urina com a Cor Preta Está se Espalhando por Diversas Cidades do Estado da Bahia? (Atualizado 12/01)

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Por Marco Faustino

No fim do ano passado, estava planejando escrever praticamente um dossiê sobre o vírus zika, visto que existia e ainda existe um grande volume de informações sobre essa doença que se alastrou por todo o país, e causou, como bem sabemos, a microcefalia em milhares de recém-nascidos. Porém, por motivos alheios a minha vontade, essa vontade não se concretizou. É importante ressaltar nesse ponto, que os casos relacionados ao zika, em abril do ano passado, eram mencionados pela imprensa brasileira como "uma doença benigna, porém ainda desconhecida", mas que havia casos recorrentes nas unidades de saúde de municípios do estado do Rio Grande do Norte, desde outubro de 2014. Sem maiores orientações, os médicos estavam registrando as ocorrências sempre em outras doenças: 80,8% eram notificados como dengue, 18% chikugunya, 0,1% sarampo e 1,1% rubéola. Para vocês terem uma ideia, o vírus zika era chamado de "Síndrome Exantemática a esclarecer" por causar manchas vermelhas pelo corpo, chamadas exantemas, algumas vezes associadas a coceira, inchaço e dores nas articulações e podendo apresentar febre baixa. Pouco tempo depois, em maio do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou a circulação do vírus zika no Brasil, e que seriam apenas 16 casos. Reparem na declaração de Arthur Chioro, então Ministro da Saúde, sobre o vírus zika naquela época: "O zika vírus não nos preocupa. Trata-se de uma doença benigna que tem uma evolução para cura. A febre é baixa, o maior incômodo é o prurido, manchas vermelhas. Requer muito pouco acesso dos pacientes ao prontos-socorros e serviços médicos. Toda a nossa preocupação é com a dengue, porque dengue mata". Em novembro do ano passado, a doença já estava presente em 14 estados, porém segundo o Ministério da Saúde, como a zika não era uma doença de notificação compulsória, não existia uma estimativa do número total de casos já confirmados no país. Isso tudo diante de um vírus, que era conhecido há decadas por parte da comunidade internacional.

Acho que não preciso dizer o drama monumental, que a incompetência do nosso governo provocou na vida de dezenas de milhares de famílias nos meses seguintes, e que ainda provoca. Segundo um boletim do Ministério da Saúde, de 1º de janeiro até o dia 11 de junho desse ano, o número de casos suspeitos de zika no Brasil, nesse período, chegavam ao impressionante número de 165.932 casos. Desses, 66.180 já tinham sido confirmados. Segundo o informe epidemiológico do monitoramento de casos de microcefalia no Brasil, desde outubro do ano passado até o dia 9 de julho desse ano, tinham sido notificados 8.451 casos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central relacionada ao zika. Desses, 1.687 (19,9%) tinham sido confirmados, 3.622 descartados (42,8%) e 3.142 (37,2%) permaneciam em investigação. A região Nordeste concentrava 72% dos registros e o estado de Pernambuco continuava com o maior número de ocorrências de microcefalia (2.048), seguido pela Bahia (1.187) e Paraíba (891). Em relação a dengue os números eram ainda mais impressionantes: 1.345.286 casos prováveis de dengue, um "pouco menor" do que o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.379.124. Em relação ao número de óbitos, foram confirmadas 318 mortes por dengue em 2016. Apesar do número de casos da doença estar quase tão alto quanto no ano passado, o número de mortes diminuiu cerca de 57,7% em relação a 2015. Os casos de febre chikungunya, no entanto, preocupavam especialistas e autoridades. Até o dia 11 de junho tinham sido registrados 137.808 casos prováveis da doença no país, dos quais 32.679 foram confirmados. Em todo o ano de 2015, o país registrou 38.332 casos prováveis da infecção, ou seja, houve um aumento de 259% nos registros de casos suspeitos da doença e ainda estávamos na metade do ano. É importante destacar que estamos citando apenas os números "oficiais", que sempre é motivo de questionamentos.

Diante de todo esse cenário que acabamos de mencionar para vocês, novamente nos deparamos, poucos dias atrás, com notícias publicadas em diversos sites de notícias aqui do Brasil, relacionadas a uma "nova doença misteriosa", que estaria deixando a urina das pessoas com a cor preta, podendo levar a insuficiência renal, além de fortes dores musculares. Aparentemente, no entanto, o surto dessa doença estaria limitado a algumas cidades do estado da Bahia (infelizmente, a região Nordeste estava sendo "destaque" em termos de supostas "novas doenças"). Uma vez que estamos em época de férias escolares, e ainda mais considerando a proximidade das festividades natalinas e de fim de ano, acredito que seja extremamente válido e justo trazer esse assunto para o conhecimento de vocês, para que possamos divulgar o caso e que vocês saibam o que devem temporariamente evitar, assim como o que devem fazer caso exista a suspeita de algum caso semelhante em suas famílias. Vamos saber mais sobre esse assunto?

Entenda o Caso Sobre a "Doença Misteriosa", que Teria Surgido no Estado da Bahia


Segundo uma notícia divulgada no Portal G1, em 15 de dezembro desse ano, os principais sintomas de uma "doença misteriosa", que já tinha levado ao menos 9 pessoas aos hospitais de Salvador e que, em casos mais graves, poderia levar a insuficiência renal, eram dor muscular extrema e urina na cor preta.

Imagem do Google Maps mostrando a localização de Salvador, capital da Bahia,
em relação aos demais estados brasileiros
Os principais sintomas de uma "doença misteriosa", que já tinha levado ao menos 9 pessoas aos hospitais de Salvador e que, em casos mais graves, poderia levar a insuficiência renal, eram dor muscular extrema e urina na cor preta
O Dr. Gúbio Soares, pesquisador do laboratório de Virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que estava à frente das investigações, afirmou que a enfermidade era causada por um vírus ainda não identificado. O especialista acreditava que a transmissão fosse via oral, através do aparelho respiratório. De qualquer forma, ele ainda destacou um outro sintoma da doença: o aumento da enzima "CPK" no organismo das pessoas acometidas por essa doença, que basicamente atuava na regulação do metabolismo dos tecidos contráteis, tais como os músculos esquelético e cardíaco.

"Nós já sabemos que é um vírus que causa a doença, mas ainda não determinamos qual o tipo. Precisamos de cerca 10 a 15 dias para conseguirmos fazer essa identifcação", disse o Dr. Gúbio.

"Teve paciente com índice de CPK de 100 mil unidades por litro de sangue, enquanto o normal é 200 unidades por litro. Por isso, como há risco de insuficiência renal, os pacientes devem ficar internados até a urina voltar à cor normal", completou.

O Dr. Gúbio Soares (na foto), pesquisador do laboratório de virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutor em Virologia, estava à frente das investigações, e afirmou que a doença era causada por um vírus ainda não identificado
Um médico infectologista chamado Antônio Bandeira, ao ser consultado pelo Portal G1, disse que o tratamento era realizado a base de hidratação e analgésico, e afirmou que a capital baiana, Salvador, vivia uma espécie de surto.

"O paciente não deve em hipótese alguma tomar anti-inflamatório, porque pode piorar a função renal. É um surto. Anteriormente não tínhamos registro da doença, e agora já são 9 casos. Isso configura um surto", disse Antônio Bandeira, acrescentando que o tempo de recuperação durava, em média, três dias.

Ainda de acordo com o médico, dos 9 pacientes confirmados, 3 ficaram com a urina preta e, desses, uma paciente evoluiu para a insuficiência renal. Segundo Antônio Bandeira, a insuficiência foi apenas temporária e a paciente acabou melhorando. Confira também uma reportagem feita pela BATV, da TV Bahia, emissora da TV afiliada da Rede Globo, em um canal de terceiros, no YouTube:



Uma estudante chamada Giovana Colavolpe, 24 anos, foi uma das pessoas que tiveram a doença em Salvador. Ela contou que o namorado dela, Tiago Pavan, também teve os mesmos sintomas, e coincidentemente no mesmo período que ela.

"Na última sexta (9), eu senti uma dor muito forte no corpo inteiro. Começou no pescoço, foi irradiando e pegou o corpo inteiro. Eu tomei um relaxante muscular e não fez efeito, depois tomei um segundo comprimido e senti uma leve melhora. Quando acordei na manhã de sábado (10), ainda estava com dor e fui para o hospital", disse Giovana, acrescentando que a dor era insuportável.

"Quando você pensa em se mover, dói todos os músculos que você utiliza para fazer o movimento que você quer. É uma dor que eu não quero para o meu pior inimigo", completou. Giovana ficou internada no hospital entre os dias 9 e 14 de dezembro, quando finalmente recebeu alta.

É muito interessante ressaltar nesse ponto, que o Dr. Gúbio Soares foi um dos primeiros cientistas a identificar o vírus zika no Brasil. Em abril de 2015, ao lado da também virologista Silvia Inês Sardi e com a colaboração do infectologista Antonio Bandeira, ele descobriu que o vírus zika tinha chegado ao país. Em março desse ano, no entanto, o Dr. Gúbio Soares reclamou que a falta de investimento financeiro em pesquisas não estava colaborando para o combate ao vírus no estado. Segundo ele, o laboratório do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA não tinha sequer condições estruturais para que as pesquisas pudessem avançar.

É muito interessante ressaltar nesse ponto, que o Dr. Gúbio Soares (à direita) foi um dos primeiros cientistas a identificar o vírus zika no Brasil. Em abril de 2015, ao lado da também virologista Silvia Inês Sardi (à esquerda) e com a colaboração do infectologista Antonio Bandeira. descobriram que o vírus zika tinha chegado ao Brasil
Com relação à estrutura física do laboratório, o cientista apontou cupins, ar condicionado quebrado e a quebra de uma das estufas onde os vírus eram cultivados. O freezer que conservava o material de pesquisa, inclusive o vírus, deveria ficar a -80°C, mas estava quebrado há três semanas, e estava sendo conservado em um refrigerador doméstico a -20ºC. Uma das linhas de pesquisa que seu grupo gostaria de seguir dizia respeito ao vetor da zika. Ele mencionou que Aedes aegypti estava sendo considerado o principal vilão, porque o vírus zika e a dengue eram da mesma família, mas ainda faltavam provas científicas no Brasil.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde disse que tratava como prioridade o desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias que contribuíssem para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Ainda segundo o Ministério da Saúde, o mesmo vinha firmando importantes parcerias e comprometendo recursos financeiros. Eles ainda destacaram que o investimento em pesquisas e novas tecnologias era uma das diretrizes do "Plano de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia", lançado em dezembro do ano passado pelo governo federal.

Enfim, de qualquer forma, em relação a essa "nova doença misteriosa" a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou através de nota, que já tinha sido notificada sobre a doença, e que estava investigando os casos.

Essa "Doença Misteriosa" Seria Causada Apenas Pelo Consumo de um Peixe Chamado "Olho de Boi"?


No dia seguinte a publicação dessa notícia no Portal G1 (16), o jornal Correio, através do seu site na internet, apontou uma possível causa para essa "doença misteriosa". Os especialistas estavam investigando se doença tinha alguma relação com o consumo de peixe chamado "Olho de Boi", também conhecido como "Arabaiana", no litoral baiano, ou seja, de alguma contaminação por produto químico ou então toxina proveniente desse peixe.

Segundo o infectologista Antônio Bandeira, os 11 pacientes que estavam recebendo acompanhamento médico (o número tinha aparentemente aumentado), relataram que consumiram carne de peixe antes ou durante o surgimento dos sintomas. O peixe tinha sido comprado fresco e tinha sido preparado em casa.

Segundo o infectologista Antônio Bandeira (na foto), os 11 pacientes que estavam recebendo acompanhamento médico (o número tinha aparentemente aumentado), relataram que consumiram carne de peixe antes ou durante o surgimento dos sintomas
"Uma família de quatro pessoas, que consome muito peixe, falou que, nos dias que antecederam o surgimento dos sintomas, não comeram. Porém, temos pelo menos cinco pessoas que se alimentaram de peixe em Guarajuba (praia do litoral norte da Bahia), que é um casal de namorados, a tia, uma mulher que comprou o alimento e também a empregada dela", disse Antônio Bandeira, acrescentando que a tia do casal chegou a confundir os sintomas com uma virose.

"Essas cinco pessoas que tiveram os sintomas comeram 'Olho de Boi', conhecido também como Arabaiana. E por isso essa é uma via de hipótese. A outra é que estamos procurando um vírus que possa estar causando isso", continuou. Ainda não havia certeza sobre as causas da doença, mas a orientação era de que, ao perceber os sintomas, os pacientes se hidratassem, evitassem a ingestão de anti-inflamatórios e que procurassem um médico. A identificação da toxina ou vírus que estava causando a doença misteriosa iria depender da análise clínica dos pacientes já registrados.

Mapa mostrando a localização da praia de Guarajuba, no litoral do estado da Bahia
"O risco que existe é a pessoa ter a urina escura, não se hidratar adequadamente, e acabar tendo uma insuficiência renal. E isso pode acontecer. É claro que, se afastarmos as causas virais, e aparecendo mais casos podem levar a crer que haja essa situação", completou Antônio Bandeira.

Ele ainda mencionou que a análise em relação ao pescado era mais difícil, uma vez que podia se tratar de uma toxina ou produto químico, algo mais complicado de descobrir do que uma bactéria ou vírus.

Os especialistas estavam investigando se doença tinha alguma relação com o consumo de peixe chamado "Olho de Boi", também conhecido como "Arabaiana", no litoral baiano
Ainda de acordo com o site do jornal Correio, os sintomas apresentados em Salvador, e em outra cidade chamada Valença se assemelhavam à Síndrome de Haff (também conhecida como doença de Haff), uma síndrome extremamente rara.

Vale ressaltar nesse ponto, que essa síndrome teria sido descrita pela primeira vez em 1924, na cidade de Königsberg, na Alemanha (atualmente Kaliningrad, na Rússia) na costa do Báltico, em moradores localizados na parte norte da Lagoa Vistula (em alemão, Frisches Haff). Ao longo dos quinze anos seguintes, cerca de 1.000 casos foram relatados em pessoas, aves e gatos, geralmente no verão e no outono, e uma correlação foi feita com o consumo de peixes (das espécies burbot, enguia e lúcio).

Em 1997, cerca de seis casos da Síndrome de Haff foram relatados nos estados norte-americanos da Califórnia e do Missouri, todos após o consumo de peixes-búfalos (Ictiobus cyprinellus). Casos semelhantes também teriam ocorrido em 2011 e 2014, nos Estados Unidos.

Vale ressaltar nesse ponto, que essa síndrome teria sido descrita pela primeira vez em 1924, na cidade de Königsberg, na Alemanha (atualmente Kaliningrad, na Rússia) na costa do Báltico, em moradores localizados
na parte norte da Lagoa Vistula (em alemão, Frisches Haff)
"Existe uma síndrome parecida que já foi demonstrada após a ingestão de peixe de água doce no Amazonas (um peixe chamado pacu-manteiga). Ela dá um quadro muito semelhante, mas a gente não tem registro de casos em Salvador. Tenho colegas em Natal que estão relacionando isso já há algum tempo com o consumo do peixe Arabaiana. Também já aconteceu em algumas regiões do Norte do Brasil", disse Antônio Bandeira.

O BATV também entrevistou o infectologista, que confirmou que o casal anteriormente mencionado era justamente Giovana Colavolpe e Tiago Pavan, que apresentaram os sintomas após terem ingerido o peixe. 

"O casal foi para Guarajuba, e comeu o peixe em uma moqueca. A tia deles estava lá com sintomas mas não sabia de nada disso, tomava remédios achando que o corpo estava moído. Eles estiveram com ela e a gente pensou que isso justificasse o contato de pessoa a pessoa", disse Antônio.

O BATV também entrevistou o infectologista, que confirmou que o casal anteriormente mencionado era justamente Giovana Colavolpe e Tiago Pavan, que apresentaram os sintomas após ter ingerido o peixe
Em relação aos dois novos casos acompanhados pelo infectologista, os mesmos eram de pessoas que estavam em Praia do Forte e compraram peixe em Guarajuba. "Nesse caso, uma famila composta pela mãe, filha e uma empregada se alimentaram desse peixe e tiveram sintomas", continuou, acrescentando que o sintoma de urina preta ocorria devido a rabdomiólise, causada pela lesão muscular. A rabdomiólise é basicamente uma desintegração das fibras do músculo esquelético, que começa a se dissolver e liberar mioglobulina, que chega aos rins e causa danos.

"A lesão musucular é tão grande, que sai pigmento do músculo, que é vermelho. O pigmento vermelho vai para o rim e o indivíduo tem a urina escurecida. Isso demonstra uma dor muscular muito intensa", finalizou.

Nesse mesmo dia (16), foi publicada um notícia no site do jornal Correio, no qual constava uma entrevista com a estudante Geovana Colavolpe. Ela disse que esteve no Litoral Norte da Bahia com o namorado e um casal de amigos quando perceberam o problema. Todos eles comeram peixe, mas só a estudante e o namorado apresentaram os sintomas. Eles compraram o peixe conhecido como "Olho de boi" na Praia de Genipabu, região de Guarajuba, na mão de um pescador e fizeram uma moqueca na casa de uma tia.

A estudante Geovana Colavolpe disse que esteve no Litoral Norte da Bahia com o namorado e um casal de amigos, quando perceberam o problema. Todos eles comeram peixe, mas só a estudante e o namorado apresentaram os sintomas.
"A gente comeu na última quinta e sexta, mas foi no segundo dia pela tarde que sentimos uma 'dorzinha' atrás do pescoço. À noite, começamos a sentir mais forte, e nas costas. Logo depois, passou para as pernas e braços. Quando percebemos, já estava pelo corpo todo", disse Geovana. Sobrinha de ortopedistas, ela tomou relaxante muscular, assim como o namorado.

"Fiquei com medo e pensei em ir ao hospital, mas como já era 22h, era difícil ficar rodando. Já sei que tomar anti-inflamatórios não cabe em um caso como é esse. Preferi tomar dipirona, beber muita água e, no dia seguinte, voltamos cedo para Salvador. Os médicos disseram que o que tomamos foi o certo", completou a estudante, que foi atendida pelo infectologista Antônio Bandeira, no Hospital Aliança.

Diferentemente de outros casos, Briana não consumiu
peixe durante ou depois da viagem
Entretanto, a notícia informava que uma mulher chamada Briana Jung, 27 anos, que estava de férias, e vinha da Europa, começou a sentir os sintomas um dia depois de retornar ao Brasil. Apesar dos conselhos da mãe, ela não quis ir ao posto médico do bairro onde mora.

"Sempre que vou lá eles dão um diagnóstico simples e não procuram saber o que está causando a dor. Então, eu preferi tomar muita água e usar Salonpas nas costas", disse Briana.

"Na terça-feira (6), a dor começou centralizada no centro das costas. Depois foi subindo para a nuca. Nos dias 8 e 9, a dor foi mais forte. Foi o auge. É uma dor intensa, que não parou e me deixou meio dura", completou.

Segundo Briana, o mal estar foi diminuindo e cessou no dia 12 deste mês. Ela também percebeu a urina amarela escura e sentia ardor ao urinar.

"A dor mais forte se concentrou na região muscular das costas e da nuca. Chegava a me dar leve dor na cabeça e no ouvido direito. Cheguei a pensar em meningite, mas como não tive febre ou outros sintomas, não me preocupei com isso", disse ela, que, apesar de não ter mais os sintomas, decidiu procurar um médico para investigar seu caso. Diferentemente de outros casos, ela não consumiu peixe durante ou depois da viagem.

Novos Casos da "Doença Misteriosa" Começaram a Ser Relatados


No último domingo (18), o site do jornal Correio informou que mais sete casos da "doença misteriosa" foram notificados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador. O balanço saiu no final da noite anterior (17), e foi coletado em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Com isso, o número de registros subiu de 11 para 18. Além de Salvador, a cidade de Valença, no Baixo Sul do estado, também havia registrado casos da "doença misteriosa", e já tinham sido coletadas amostras dos pacientes para identificar possíveis vírus ou agentes transmissores. Na ocasião, a questão estava sendo tratada como "surto de mialgia aguda a esclarecer".

A Secretaria Estadual da Saúde da Bahia chegou a informar que trabalhava com a possibilidade da doença ser uma possível variante de "mialgia epidêmica" ou "Doença de Bornholm", cujos sintomas são dor muscular entre o abdômen e o tórax, falta de ar, dor abdominal, febre, dor de cabeça e dor de garganta, causados por uma infecção viral.

Imagem do Google Maps mostrando a distância entre a cidade de Salvador e Valença
Na noite de ontem, o Portal G1 mencionou que coordenadoria da Vigilância à Saúde de Salvador informou que 19 casos suspeitos da doença "misteriosa" já tinham sido notificados na capital baiana. Apesar do surgimento de novos casos, o órgão informou que era necessário aguardar o resultado das pesquisas.

No entanto, o laboratório de virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), coordenado pelo professor Gúbio Soares, já teria analisado amostras de urina, fezes e sangue de quatro pacientes que apresentaram os sintomas, assim como fortes dores que começam no pescoço e nas costas, e que em 24 horas se espalhavam para braços e pernas.

A suspeita levantada pelas pesquisas é que a doença fosse causada pelo enterovirus tipo "b" ou pelo parechovirus humano. Os dois provocavam mialgia, que são as dores musculares. De acordo com o pesquisador, a suspeita maior é que parechovirus fosse o responsável pelo surto, já que as dores provocadas por ele são mais fortes. A forma de transmissão poderia ser tanto ar quanto pelas fezes de pessoas contaminadas, que são espalhadas no mar.

A suspeita levantada pelas pesquisas é que a doença fosse causada pelo enterovirus tipo "b" ou pelo parechovirus humano. Os dois provocavam mialgia, que são as dores musculares. De acordo com o pesquisador, a suspeita maior é que parechovirus fosse o responsável pelo surto, já que as dores provocadas por ele são mais fortes
Confira uma reportagem realizada pelo BATV, publicada por um canal de terceiros, no YouTube:



O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou que apesar de serem resonsáveis pela avaliação da qualidade da água no Litoral Norte, o assunto já estaria sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), que disse que o caso já estava sendo investigado. Já a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) disse que o esgoto da região é devidamente tratado e destinado ao Rio Pojuca, que desemboca no mar, entre as praias de Guarajuba e Praia do Forte.

A Defesa dos Pescadores de Guarajuba: A Denúncia de Ambulantes que Vendem Peixes com Formol


Devido a suspeita de que a "doença misteriosa" viesse do consumo de peixes em Guarajuba, os pescadores da região denunciaram ambulantes que vendiam pescado misturado com formol na praia. De acordo com pescadores e moradores de Guarajuba, os ambulantes utilizavam táticas para fingir que o peixe estava fresco.

"Um grupo de seis pessoas compra peixe de má qualidade em Salvador e traz até aqui para vender aos turistas. Vendem em baldes com água e formol. Eles chegam aqui (em Guarajuba) às 8h e saem às 16h, imagine a condição desses peixes. Eles vendem cabeçudo e charéu dizendo que é olho de boi. E piraboca como badejo", disse o presidente da Associação de Pescadores de Guarajuba e Monte Gordo, Raimundo da Cruz, mencionando que os vendedores mentem sobre as espécies dos peixes.

O pescador Alexandre Oliveira exibe peixe fresco
para as câmeras do jornal Correio
"Eles chegam em um balde. Aí mela ali na areia, molha no mar e dizem que é pescador", contou o líder comunitário Manoel Alves.

A associação tem uma peixaria, localizada ao lado dos restaurantes e barracas que funcionam na praia. Segundo Raimundo, os estabelecimentos compram os pescados nessa peixaria ou nas de Monte Gordo, distrito localizado do outro lado da rodovia.

"Trabalhamos apenas com vermelho, que compramos na peixaria (da associação), e pescado amarelo, que vem de Belém (no Pará). Os outros restaurantes também fazem a mesma coisa", garantiu Carlos Alberto Oliveira, dono do tradicional Bar do Carlinhos.

Tanto seu Carlinhos, quanto os pescadores reclamam da falta de fiscalização por parte do poder público. "Esses ambulantes que vêm para cá sujar o nome de Guarajuba, deveriam ser proibidos de vender aqui", disse Manoel Alves.

Uma turista de Goiás, que se identificou apenas como Patrícia, confirmou a presença dos ambulantes: "Ontem vi dois rapazes vendendo. Tinham uns vermelhos menores, e dois peixes do olho grande, que eles falaram ser olho de boi. Mas só comprei camarão", disse aliviada.

Alguns moradores de Monte Gordo não sabiam da notícia da doença, mas contaram a mesma história. "Isso aí deve ser aqueles peixes que vêm de fora, não é peixe de Guarajuba. Chega aqui já deteriorado, só não desmancha porque vem com o anzol preso na espinha", brincou o vendedor José Carlos, 46 anos.

"Trabalhamos apenas com vermelho, que compramos na peixaria (da associação), e pescado amarelo, que vem de Belém (no Pará). Os outros restaurantes também fazem a mesma coisa", garantiu Carlos Alberto Oliveira (na foto), dono do tradicional Bar do Carlinhos
Já a vendedora de "churrasquinho" Maria Silva, 47 anos, achava difícil que a doença viesse do peixe. "Eu como olho de boi toda semana, é um dos peixes que mais gosto. Já comprei nos ambulantes, na peixaria, e nunca tive nada", declarou, mas deixou escapar uma certa preocupação.

"Com esses casos, vou ficar cismada", completou.

De qualquer forma, a Unidade de Pronto Atendimento do local não recebeu nenhum paciente com os sintomas da doença misteriosa. "Chegou apenas um menino de uns 10 anos com dor articular, não conseguia se levantar. Mas deve ser outra coisa, desconfiamos de chikungunya", disse a médica da unidade de saúde, que preferiu não se identificar.

Atualização #1 - 23/12 as 11h30: Venda de Peixes Cai Drasticamente em Salvador/BA


Em uma notícia publicada pelo site do jornal Correio, no dia 21 de dezembro, foi mencionado que pescadores e vendedores de peixe em Salvador estavam tendo que convencer seus clientes de que a misteriosa doença, que pode estar relacionada com o consumo de pescados, não tinha origem na capital. Apesar dos mais de 60 quilômetros de distância da região de Guarajuba, onde pode ter começado o problema, os comerciantes de Salvador estavam convivendo de perto com as consequências dele e estimavam a queda de pelo menos 50% nas vendas.

"Ninguém está entrando aqui com medo. Tenho dois dias que, para não dizer que não vendi nada, vendi um quilo de Lula. Mas a gente tem cheque para pagar, tem nossas dívidas", lamentou o peixeiro Manuel Santos, que há 49 anos trabalha no setor e atualmente tem uma barraca no Mercado do Peixe, em Água de Meninos. Por lá, os comerciantes têm explicado para os clientes a origem dos peixes, que chegam de grandes redes atacadistas em caminhões com frigoríficos, principalmente de Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Em uma notícia publicada pelo site do jornal Correio, no dia 21 de dezembro, foi mencionado que pescadores e vendedores de peixe em Salvador estavam tendo que convencer seus clientes de que a misteriosa doença, que pode estar relacionada com o consumo de pescados, não tinha origem na capital
O presidente da Colônia Z1, Marcos Souza, o Branco, que acompanha 11 núcleos de pescadores de São Joaquim à Boca do Rio, ponderou que o surto agravou um problema já existente.

"Há muitos fatores, como a crise financeira. Estávamos tendo uma queda de 30% das vendas, mas agora, com essa patologia, já é mais de 50% de prejuízo. Está muito difícil vender", estimou. 

O presidente da Colônia de Pescadores de Itapuã, Arivaldo Santana, reforçou a estatística.

"Em uma época ruim a gente vende de sexta para sábado 100 quilos de peixe, mas estávamos com uma vendagem boa antes disso, de 150, 200 quilos no final de semana. Quando chegou no sábado passado, tivemos um baque, nem 50 quilos vendemos", disse Arivaldo.  

Branco e Arivaldo alertavam os consumidores e atribuíam o problema à falta de cuidados no manejo e na conservação, ou até mesmo à má fé de vendedores informais que oferecem peixes de consumo duvidoso como sendo iguarias famosas. "Não sou nenhum cientista, mas a experiência que a gente tem é que são peixes de águas profundas, no caso de olho de boi, ou de pedra, como o badejo, e que não seriam contaminados facilmente assim", mencionou Branco.

O setor também se sente prejudicado por "boatos na internet". "Nenhum especialista disse que não se podia comer peixe", disse Arivaldo. Na mesma linha, o peixeiro Roque Santana, que tem 30 anos de profissão e atua em Água de Meninos, cobrou cautela na hora de definir as causas da doença.

Apesar dos mais de 60 quilômetros de distância da região de Guarajuba, onde pode ter começado o problema, os comerciantes de Salvador estavam convivendo de perto com as consequências dele e estimavam a queda de pelo menos 50% nas vendas.
"O peixe por si só dificilmente cria problemas, lembro uma época que ficaram dizendo em plena Semana Santa que não era para comer peixe por causa de uma maré vermelha e quando foram ver, não tinha problema nenhum com o peixe", disse Roque Santana.

A Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fapesba) também emitiu uma nota na última quarta-feira (23) condenando o "boato" de que a causa da doença é o pescado em geral. Segundo o presidente da Fapesba, Raimundo Costa, os boatos alimentavam o pânico na população, que deixava de consumir peixes e causava impacto na renda dos trabalhadores que tinham a pesca como fonte de renda, sobretudo, no período da alta estação, que começava agora em dezembro.

"Nós já estamos passando por uma crise financeira nacional, e essa informação em plena véspera de Natal, Ano Novo, chegada do verão e o fluxo de turismo aumentando, impacta qualquer comércio ligado ao pescado. Isso interferiu na economia dos trabalhadores e na economia do estado também, sobretudo, de Salvador", disse Raimundo Costa.

A Fapesba destacou, na nota, que os casos registrados estão sendo investigados pelo Laboratório de Virologia da Universidade Federal da Bahia, que identificou a presença de vírus nas amostras de sangue dos pacientes. O pesquisador do laboratório, Gúbio Soares, disse à  Agência Brasil que as causas dos sintomas devem ser confirmadas até o fim do ano. Ele opinou que a associação da doença ao consumo de peixes é precoce, argumento utilizado, também, pela Fapesb. Ainda segundo a Federação a queda estimada era de 70% nas vendas.

Um Breve Reflexão Sobre Essa Situação


Sinceramente, chega a ser cruel apontar que a "doença misteriosa", cuja a absoluta maioria dos casos está localizada na cidade de Salvador, na Bahia, embora haja um caso na cidade de Valença, próximo da capital, seja decorrente do consumo de pescado justamente em uma época do ano, cuja lucratividade com o turismo inicia uma curva ascendente. Contudo, não podemos ignorar as informações fornecidas ao longo dos últimos dias, e não deixar de avisar que, caso você ou sua família esteja ou pretenda visitar a Bahia, que você, seus familiares ou amigos, evitem o consumo, no mínimo, do peixe da espécie "Olho de boi" ou "Arabaiana". Isso pelo menos enquanto não sai os resultados das análises que estão sendo realizadas. Isso não é bem uma medida preventiva, mas uma questão de bom senso diante de tantos casos suspeitos. Afinal, como não dizer para as pessoas evitarem o consumo desse peixe, quando as análises devem sair apenas na virada do ano, ocasião em que muitas famílias sequer se importam em consultar o que acontece na cidade onde escolheram passar o réveillon? As pessoas querem se distrair, ninguém viaja para se preocupar. Talvez daqui alguns dias seja emitido um laudo inocentando esse peixe ou as pessoas que o vendem, mas como aceitar correr esse risco? Você aceitaria? Acredito que não.

De qualquer forma, esse "engasgo" que vemos diante de tantas entrevistas para apontar um culpado em relação as de nossas mazelas, continua sendo a principal doença de nosso país. Aparentemente, dizer para as pessoas não comerem peixe poderia prejudicar os pescadores e o turismo. Porém, sabendo do possível risco, será que ninguém poderia dizer publicamente para temporariamente evitar o consumo? Diante do que assisti e li sobre essa "doença" misteriosa até o presente momento, sinto-me grato por termos pesquisadores como o Dr. Gúbio Soares, da Universidade Federal da Bahia, que não tem medo de dizer aquilo que pensa. Quando ele consegue uma única oportunidade, expõe o verdadeiro caos em que vivemos. Mesmo diante das dificuldades, ele permanece questionando e tentando analisar com os recursos disponíveis e que são bem escassos, o que aflige e o que realmente pode desencadear uma epidemia em nossa população. Por outro lado, infelizmente, ainda somos os culpados por eleger aqueles nos representam, muitos deles eleitos a base do cabresto e que não fiscalizam absolutamente nada. Os órgãos oficiais sempre dão declarações de que tudo está bem, não tem nada de errado. Foi exatamente assim que aconteceu em relação ao vírus zika, e sabemos muito bem o estrago que ele fez e continua fazendo. Aliás, também somos os culpados por não "abrirmos nossa boca", e mostrarmos quem ou aquilo que nos prejudica.

Enfim, manterei as informações atualizadas sobre esse caso tão logo seja possível, assim como o próprio blog AssombradO durante as festividades de Natal e Ano Novo. Continuarei buscando sempre expor a realidade, seja ela qual for, para todos aqueles que ainda apreciam uma bela leitura, e tenho a plena certeza de que são muitos. Fiquem tranquilos! Ficaremos de olho em relação a toda essa história, e caso sejam divulgadas novidades, atualizaremos vocês através dessa mesma postagem, combinado? Vale lembrar que a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia recomenda que a população procure imediatamente uma unidade de saúde caso apresente os sintomas citados, ou seja, evitem a automedicação. Todas as unidades de urgência e emergência estão orientadas a notificar imediatamente os casos suspeitos de Mialgia Aguda, o que possibilita acelerar o processo de investigação. Vamos aguardar ansiosamente pelos resultado das análises que, ao menos nesse caso, estão em boas mãos. 

Atualização #2 - 12/01 as 12h57: Número de Casos Aumenta e Duas Mortes São Atribuídas a Doença Misteriosa


Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgados na última terça-feira, o número de casos suspeitos da doença misteriosa, que provoca dor muscular intensa e deixa urina preta chegou a 52. No último boletim divulgado pelo órgão, com registros até 30 dezembro de 2016, os casos suspeitos eram 30. Até 19 de dezembro do ano passado, eram 22.

Segundo a Sesab, não é possível afirmar que as situações tenham ocorrido exatamente entre o último levantamento e o atual (de 31 de dezembro e 5 de janeiro), pois podem se tratar de notificações tardias. Todos os novos casos foram registrados em Salvador, que desde o ínicio do levantamento já contabiliza 50 suspeitas da doença. Além da capital, também há registros em Vera Cruz (um caso) e Lauro de Fretas (mais um caso).

Todos os novos casos foram registrados em Salvador, que desde o ínicio do levantamento já contabiliza 50 suspeitas da doença. Além da capital, também há registros em Vera Cruz (um caso) e Lauro de Fretas (mais um caso)
A primeira morte registrada como suspeita de ter sido em decorrência da "doença misteriosa", de um homem, em 31 de dezembro, no município de Vera Cruz, na região metropolitana de Salvador, tinha deixado as autoridades bem preocupadas em relação a mesma. A Vigilância Epidemiológica do Estado está apurando a causa da morte. Conforme a Sesab, além dos sintomas da mialgia, a vítima apresentava outros problemas de saúde, entre eles hipertensão.

Entretanto, recentemente, a Secretaria de Saúde da Bahia registrou a morte de uma segunda pessoa que estava com sintomas da "doença misteriosa". De acordo com o órgão, a segunda vítima novamente foi um homem, que não teve nome e idade divulgados. O óbito ocorreu no sábado (7), em Salvador. A informação foi divulgada pela Sesab na tarde da última quarta-feira (11).

Mais detalhes sobre as amostras de pacientes com sintomas da doenças são esperados para amanhã (13). Assim sendo, bamos aguardar por mais resultados das autoridades competentes e atualizaremos vocês assim que foi possível, combinado? Ficamos na expectativa, que não estejamos diante de uma nova doença para atormentar ainda mais a nossa população.

Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/03/cientista-da-ufba-critica-falta-de-investimento-para-combate-ao-zika.html
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/12/n-de-casos-suspeitos-de-doenca-misteriosa-em-salvador-sobe-para-19.html
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/12/peixe-pode-ter-relacao-com-doenca-que-causa-dor-muscular-e-urina-preta.html
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/12/salvador-tem-22-casos-de-doenca-misteriosa-que-causa-urina-preta.html
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/12/virus-misterioso-em-salvador-causa-dor-muscular-e-deixa-urina-preta.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/05/ministerio-da-saude-confirma-16-casos-de-zika-virus-no-brasil.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/11/zika-virus-ja-foi-registrado-em-14-estados-segundo-ministerio-da-saude.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/cientista-que-primeiro-detectou-zika-no-brasil-sofre-com-falta-de-verba.html
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/bahia/noticia/doenca-misteriosa-registra-mais-7-casos-na-capital-numero-chega-a-18
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/pescadores-de-guarajuba-denunciam-ambulantes-que-vendem-peixes-com-formol
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/saude/noticia/doenca-misteriosa-na-ba-causa-dores-e-deixa-urina-preta-peixe-pode-ser-causa/?cHash=b95fe84cdda412605ce6b0b901506ace
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/saude/noticia/nunca-tive-essa-dor-na-vida-relata-estudante-sobre-sintomas-da-doenca-misteriosa/?cHash=f7b729d36d91bdc9dc43a5097f2625d2
http://www.tribunadabahia.com.br/2016/12/19/doenca-de-haff-mal-que-esta-atacando-moradores-de-salvador
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/doena-a-a-misteriosaa-aparece-em-61-munica-pios-do-rn/312409
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