18 de dezembro de 2016

Caso Ubatuba: Um OVNI Explodiu em 1957 e Deixou Fragmentos?

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Em setembro de 1957, na praia das Toninhas em Ubatuba-SP, banhistas e pescadores observaram um estranho objeto descer rapidamente dos céus, e um pouco antes de se chocar com o mar explodir, liberando diversos fragmentos que se espalharam pelo oceano e praia. Alguns foram recolhidos e acabaram sendo realizados exames, que indicaram ser de magnésio com 99% de pureza, algo impossível de se encontrar na natureza. Quase 50 anos depois, o ufólogo Edson Boaventura recebe uma carta misteriosa, de um homem que se diz filho de um militar, contendo quatro fragmentos que ele diz serem da explosão ocorrida em 1957. Vamos saber mais dessa história....

Fala Assombrados. Para encerrar o ano de 2016 eu resolvi falar de algo bombástico, pois pode estar com os ufólogos brasileiros Edson Boaventura Júnior e Josef Prado fragmentos de um disco voador! Edson recebeu uma misteriosa carta com os fragmentos e junto com Josef estão realizando testes para ver se é realmente um fragmento da explosão de 1957 ocorrida em Ubatuba-SP. Esses fragmentos foram destruídos em análises ou simplesmente perdidos, então encontrá-los quase 50 anos depois é algo incrível. Vamos conhecer o caso e saber as análises que estão sendo feitas nos fragmentos descobertos.


O Caso Ubatuba


Em Setembro de 1957 vários banhistas observaram um OVNI descer rapidamente dos céus, manobrar sobre a Praia das Toninhas e posteriormente explodir liberando diversos fragmentos de metal, que foram coletados e enviados para análise em laboratórios especializados. O objeto vinha numa velocidade incrível, e quando estava prestes a se chocar contra a água, deu uma guinada para cima, explodindo em seguida, liberando chamas e fragmentos sobre o mar, próximo aos banhistas. Algumas testemunhas recolheram pedaços do objeto, constatando ser de um material tão leve, que parecia papel, de aparência metálica.

O caso foi publicado na revista O Cruzeiro de 1957. O ufólogo Edson BoaVentura tem essa revista e nos mandou gentilmente as imagens da reportagem.

Capa da revista Cruzeiro de 1957 que divulgou o caso Ubatuba-SP


Revista Cruzeiro de 1957 pulica sobre o caso.


A Carta do Pescador

Uma das testemunhas enviou uma carta para o colunista do jornal O Globo, Ibrahim Sued, relatando:

“Como leitor assíduo do jornal, quero proporcionar-lhes um verdadeiro furo jornalístico a respeito dos discos voadores; se é que acredita na existência deles. Até alguns dias atrás eu mesmo não acreditava. Mas enquanto pescava na companhia de vários amigos, em Ubatuba, vi um disco voador aproximando-se da praia numa velocidade incrível, prestes a chocar-se contra as águas, quando, num impulso fantástico, elevou-se rapidamente e explodiu. 

Atônitos, acompanhamos o espetáculo, de chamas e fragmentos que mais pareciam fogos de artifício. Esses pedaços caíram quase todos sobre o mar, mas muitos caíram perto da praia, o que facilitou o recolhimento de uma parte do material. Aqui, anexo uma pequena amostra do material, que não sei a quem devo confiar para análise. Nunca li artigos que relatassem sobre pedaços desprendidos de UFOs, a menos que as autoridades militares tenham também impedido essas publicações. Certo de que este assunto muito lhe interessará, mando-lhe duas cópias desta.”

A assinatura na carta era ilegível e por isso não se pode identificar a pessoa que a envio. E esse viria a ser o maior problema do caso, pois sem conhecer essa pessoa e pegar seu depoimentos, não havia como provar que o material enviado fora encontrado na praia.

Mesmo assim a carta foi publicada na coluna de Ibrahim Sued, e isso chamou a atenção de Olavo Fontes, médico e ex-membro da Aerial Phenomena Researh Organization (APRO). Ele de início não acreditou na história, mas mesmo assim entrou em contato com Ibrahim para se encontrarem. O encontro ocorreu, eles conversaram e Ibrahim disse que não acreditava em OVNIs e nem tinha interesse no caso, e entregou as três amostras.

Foto dos fragmentos publicados na revista Cruzeiro de 1957


A Análise Realizada no Fragmento 1

Olavo Fontes.
Crédito Arquivo Revista UFO
Olavo então não perdeu tempo e começou a realizar testes nos fragmentos para descobrir a sua natureza. A amostra nº 1 foi enviada para o Laboratório de Produção Mineral, uma divisão do Ministério da Agricultura e analisada pela doutora Maria Luisa Barbosa, que o submeteu a análises de espectroscópio, determinando assim que o metal do fragmento era magnésio. Ela assim escreveu no relatório:

"Trata-se de magnésio com alto grau de pureza, sem a contaminação de qualquer outro elemento metálico. Isso não significa que não existam outros metais na amostra, eles somente não foram acusados neste teste. Isso poderia ocorrer se as linhas características de contaminação de outros metais fossem escondidas pelas linhas do espectro".

É intrigante ser magnésio quase puro porque o magnésio não é encontrado livre na natureza, porém entra na composição de mais de 60 minerais, sendo os mais importantes industrialmente os depósitos de dolomita, magnesita, brucita, carnallita, serpentina, kainita e olivina.

Outros testes foram realizados na amostra 1, como microscópio, de raio-X e mais testes espectrométricos, confirmando a pureza do magnésio. E algo importante tem de ser ressaltado. Os testes consumiram a amostra número 1, portanto ela foi destruída.

Resultado da análise do Fragmento 01


Análise Realizadas nos Outros Fragmentos


Ainda haviam mais dois fragmentos, que foram enviadas para a sede da Aerial Phenomena Research Organization (APRO). Coral Lorenzen, uma das diretoras da organização, então ao invés de enviar o fragmento inteiro para análise,enviou pequenos pedados dos fragmentos para a Força Aérea Americana, mas o operador do espectograma destruiu a amostra sem conseguir dados. Eles pediram mais pedaços, o que foi negado. Então a APRO enviou para a Comissão Norte-Americana de Energia Atômica, que realizou os testes e descobriu:

- Densidade específica de 1,7513, um pouco maior que do magnésio normal. Esse resultado interessante pode ser explicado pela presença de oxigênio no metal.
- Vários elementos foram encontrados, mas os técnicos disseram que era devido a contaminação pelos eletrodos
- O metal veio de um objeto que se quebrou rapidamente. Não existia evidência de derretimento, então se acreditava que uma explosão tenha estilhaçado o objeto.

A APRO também mandou pequenos pedaços retirados do mesmo fragmento analisado pela Comissão Norte-Americana de Energia Atômica para o doutor R.S. Busk, diretor do Laboratório de Metalurgia da Companhia Dow Metal Products, em Midland, Michigan. E para espanto, os resultados tiveram diferenças bem significavas entre eles!

Amostras dos fragmentos foram novamente examinadas no final dos anos 60, como parte do Comitê Condon, um projeto de estuda da ufologia da Universidade do Colorado, e os resultados basicamente foram:

- O fragmento que não era tão puro como afirmavam,
- Haviam grande concentração de estrôncio, algo bastante interessante, pois alguém teve de adicionar artificialmente ele na amostra. Eles descobriram que a Companhia Cow tinha tecnologia para fazer isso, mas não explicaram como a amostra chegou ao Brasil.
- Não eram originários de um grande objeto e que o material não faria parte de um objeto metálico artificial.

Portanto, resultados nada animadores... Depois de tudo, foi concluído que o fragmento número 1, o que foi destruído, era o único que poderia comprovar as pistas para uma conclusão positiva.

O que Seriam os Fragmentos?


O que poderiam ser esses fragmentos? Existem algumas explicações possível:

- O metal seria de um meteoro. Problema: Se o magnésio não ocorre naturalmente na natureza, não existe razão para existir no Sistema Solar.
- Avião ou um míssil. Problema: Opção descartada pela pureza do magnésio, já que não ocorre naturalmente , pois é muito reativo. Necessita ser fabricado.
- Originário de uma nave extraterrestre. Se um disco voador tem uma fuselagem de magnésio puro e fundido, leve e tecnicamente puro, a evidência metalográfica e consistente.
- Fraude. O fato de nunca terem descoberto quem enviou a carta a Ibrahim Sued, do jornal O Globo, pesa bastante para que tenha sido uma fraude.

Edson Boa Ventura Recebe uma Misteriosa Carta com Fragmentos!


Já se passaram quase 50 anos do caso, e os fragmentos restante estão perdidos ou guardados pelo mundo. Foi descoberto que um museu na Argentina diz que tem fragmentos da explosão de 1957, mas os proprietários não deixam realizar estudos neles e os ufólogos ficam meio com o pé atrás por causa do tamanho dos fragmentos.

Eis então que o ufólogo Edson Boaventura Junior recebeu em maio de 2016 uma carta, escrita por alguém que se identificou como sendo filho de um militar, que manteve o anonimato, e que enviou junto quatro fragmentos que ele diz ser do caso Ubatuba!

Josef Prado e Edison Boaventura Júnior, do BURN - Brazilian UFO Research Network entraram em contato comigo me informando sobre o caso.

Imagens dos quatro fragmentos recebidos pelo ufólogo Edson Boaventura Junior, do BURN.

Detalhes dos Fragmentos

Tamanho dos Fragmentos
Como não conseguiu contato com o rapaz, foi necessário realizar testes para saber se esses fragmentos são feitos de magnésio quase puro, assim como eram os fragmentos analisados por Olavo Fontes.

Edson junto com Josef Prado arrecadaram fundos, cerca de R$ 350,00 e fizeram uma amostra qualitativa, no Laboratório de Análises Químicas, vinculado ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP. Foram analisados os quatro Fragmentos. O resultado: Preponderância de Magnésio! Portanto, os fragmentos estão ligados ao caso de 1957.

Resultado qualitativo dos fragmentos mostrou a predominância de Magnésio


Agora vem o próximo passo, a análise quantitativa, onde vão ver alguns poucos detalhes de estrutura, mas vai dar com precisão a composição química do fragmento. Isso tem um custo de aproximadamente R$ 1.000,00 e para arrecadar essa quantia os ufólogos criaram uma campanha de financiamento coletivo lá no Catarse. As recompensa para quem ajudar são muito legais, como livros, DVDs e até um busto de ET! Eu vou fazer uma contribuição!

Se for algo próximo de 99% eles vão para a análise da estrutura, muito mais cara, mas reveladora.

Projeto no Catarse visa arrecadar fundos para a análise quantitativa dos fragmentos


Atualização: Saiu o Resultado


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Conclusão
Assombrados, tenho que revelar que este caso era desconhecido para mim. Nunca tinha ouvido falar. Tomei conhecimento através do Josef Padro, que me ligou e contou a história, falando das análises e do projeto de financiamento coletivo. Era nítida a empolgação em sua voz! Eu fico muito feliz em poder ajudar uma pesquisa e espero que os resultados sejam os esperados.

Sobre o caso em si, é muito interessante e para mim fica muito complicado ligar os fragmentos a explosão de um OVNI, mas como disse, acabei de descobrir o caso. Vamos aguardar maiores resultados e informações divulgadas pelos ufólogos Edson Boaventura e Josef Padro.

Fontes (acessadas em 17/02/2016):
- Livro Quedas de UFOS II de Thiago Luiz Ticchetti, páginas 105-112
- Youtube.com: Cosmos XII - Palestra OVNIS: antigos enigmas x novas descobertas
- Youtube.com: Canal Medos e Segredos - Caso Ubatuba
- Youtube.com: Portal Burn - Explosão de OVNI em Ubatuba (1957) - Análise Qualitativa dos Fragmentos
- Catarse: Análise de fragmento de OVNI
- Curiosidades de Ubatuba: Explosão de OVNI na Praia das Toninhas em 1957
- Wikipedia.pt: Magnésio
- Ufo.com.br: Uma Explosão em Ubatuba
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