19 de junho de 2016

Devemos Esperar Sentados? Cálculo Aponta que o Contato com Seres Extraterrestres Possivelmente Ocorrerá Daqui a 1.500 Anos!

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Por Marco Faustino

Sei que muitos de vocês acreditam que nossa civilização já fez algum contato com seres extraterrestres, e que diversas raças estariam convivendo conosco. Não faltam relatos de pessoas que disseram ter sido abduzidas, que já viram discos voadores, que já atiraram ou que até mesmo tiveram relações sexuais com esses seres. Porém, para a maioria dos astrônomos - cientistas que estudam os corpos celestes, tais como planetas, estrelas e galáxias, observando e pesquisando os fenômenos que ocorrem no universo - esse contato nunca aconteceu. Basicamente, temos o chamado "Grande Silêncio", porque até hoje nossa civilização nunca foi capaz de ouvir nenhuma transmissão, que fosse considerada proveniente de outra civilização inteligente, através de ondas de rádio, de nenhum local da nossa galáxia. Fomos capazes de construir radiotelescópios cada vez mais poderosos para enviar e tentar receber esses sinais, e até agora nada. O que temos atualmente são somente especulações, assim como no caso do sinal WOW! (leia também: O Misterioso "Sinal Wow!" Pode Ter Vindo de Cometas, não de Civilizações Extraterrestres). Portanto, por mais você acredite que os "alienígenas" estejam sobrevoando vulcões, usinas nucleares e piscando luzes multicoloridas no céu durante a noite, bem, saiba que se eles estão por aí, eles simplesmente estão em completo e total silêncio ou então usam uma frequência extremamente incomum para o nosso conhecimento e nível tecnológico.

Para tentar prever quando esse "contato" entre seres humanos e seres extraterrestres irá acontecer, um estudante e um professor da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, divulgaram recentemente um trabalho, que foi posteriormente apresentado no 228º Encontro da Sociedade Astronômica Americana (sigla em inglês, AAS), no último dia desse evento, ou seja, no dia 16 de junho (quinta-feira passada). Essa edição do encontro ocorreu no hotel Hilton San Diego Bayfront, na cidade de San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos, entre os dias 12 e 16 de junho desse ano. Aliás, para quem não sabe, a AAS é uma sociedade norte-americana de astrônomos profissionais e outras pessoas interessadas, fundada em 1889, ou seja, secular, e sediada na capital norte-americana, Washington. O objetivo principal dessa sociedade consiste basicamente em promover o avanço da Astronomia e ramos afins da ciência, para aprimorar e compartilhar com a humanidade o conhecimento científico do Universo.

O trabalho foi apresentado no 228º Encontro da Sociedade Astronômica Americana (sigla em inglês, AAS), no último dia desse evento, ou seja, no dia 16 de junho (quinta-feira passada). Essa edição do encontro ocorreu no hotel Hilton San Diego Bayfront, na cidade de San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos, entre os dias 12 e 16 de junho
Vale destacar também que a Universidade de Cornell administrou o Radiotelescópio de Arecibo, o maior radiotelescópio fixo do mundo (em breve será o segundo maior, graças a China, que está construindo um outro com quase o dobro do diâmetro e deverá estar concluído em setembro desse ano), até 2011. A Universidade de Cornell também já teve um ilustre membro que pertenceu ao seu corpo docente, Frank Donald Drake, responsável pela famosa "Equação de Drake", que na década de 60 supervisionou a conversão do Observatório de Arecibo em radiotelescópio, e trabalhou como professor de Astronomia na Universidade Cornell entre 1964 e 1984. Resumindo, como vocês puderam perceber, tanto a AAS quanto a Universidade de Cornell tem muita visibilidade e prestígio quando se trata de assuntos envolvendo a Astronomia.

Nessa publicação, Even Solomonides, um estudante de apenas 19 anos, e Yervant Terzian, renomado professor do departamento de Astronomia, com especialização em Rádio e Radioastronomia, da Universidade de Cornell, combinaram o "Paradoxo de Fermi" com o "Princípio da Mediocridade" para mostrar que não devemos esperar ouvir qualquer espécie de transmissão de origem extraterrestre, ao menos pelos próximos 1.500 anos. O motivo está intrinsecamente relacionado com a imensidão da Via Láctea, o tempo que os sinais de rádio levam para se propagar através do espaço, bem como a aparente "mediocridade" da espécie humana no escopo maior do nosso universo. Obviamente, a publicação gerou uma certa polêmica, porque é necessário cautela em analisar seu conteúdo. Nessa mesma publicação, foi considerado que o discurso de Hitler nos Jogos Olímpicos de Berlim, na Alemanha, em 1936, teria sido o primeiro sinal de rádio com força suficiente que transmitimos para o espaço, ou seja, a voz de hitler poderia ser o primeiro contato que seres extraterrestres teriam com o nosso planeta. Seria isso mesmo possível? Vamos saber mais sobre esse assunto?

O "Paradoxo de Fermi" e o "Princípio da Mediocridade"


Não poderíamos começar a comentar sobre essa publicação sem explicar para vocês o que significa o "Paradoxo de Fermi" e o "Princípio da Mediocridade". No entanto, não se preocupem, explicaremos isso de uma maneira bem simples e didática para que compreendam exatamente o que querem dizer, combinado?

O "Paradoxo de Fermi" é a aparente contradição entre as altas estimativas de probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências para, ou contato com, tais civilizações. O paradoxo possui esse nome devido ao físico Enrico Fermi, porém Fermi nunca fez tal afirmação. Na verdade, ele estava discutindo com colegas sobre uma caricatura na revista "The New Yorker" mostrando alegres extraterrestres surgindo de um disco voador, e transportando latas de lixo roubadas das ruas de Nova Iorque. Dizem que em determinado momento, Fermi perguntou: "Onde está todo mundo?" Ele estava se referindo ao fato de que eles não tinham visto qualquer naves alienígenas, e a conversa se voltou para a viabilidade de viagens interestelares.

O físico italino, Enrico Fermi, ganhador
do prêmio Nobel de Física de 1938.
O primeiro aspecto do paradoxo, "o argumento da escala", é uma função dos números envolvidos: estima-se que existam aproximadamente entre 200 a 400 bilhões de estrelas em nossa Via Láctea, quase o mesmo número de galáxias no Universo observável. Então, para cada estrela da imensa Via Láctea, há uma galáxia inteira lá fora. Para vocês terem uma dimensão ainda mais impressionante disso, seria como dizer que para cada grão de areia na Terra, existem 10.000 estrelas no universo. Incrível, não é mesmo? Mesmo que a vida inteligente ocorra em uma minúscula porcentagem de planetas, ainda assim haveria um grande número de civilizações existentes na Via Láctea.

O segundo aspecto é uma resposta ao "argumento da escala": considerando a capacidade da vida inteligente de superar a escassez de recursos, e sua tendência a colonizar novos planetas, parece provável que pelo menos algumas civilizações, tecnologicamente avançadas, procurariam por mais recursos no espaço e então colonizariam primeiramente seu próprio sistema estelar e, posteriormente, os sistemas ao seu redor. Como não há provas conclusivas ou certificáveis da existência de outras formas de vida inteligente mesmo após 13,7 bilhões de anos de história do universo, diversas hipóteses foram feitas na tentativa de explicar a questão. Pode ser que a vida inteligente seja mais rara do que se pensa ou mesmo que nossas suposições sobre o comportamento geral das espécies inteligentes estejam erradas.

Alguns cientistas acreditam que nossa galáxia já foi colonizada, mas nós moramos em uma região despovoada. Outros dizem que uma civilização muito avançada pode ter visitado a Terra antes de estarmos aqui, assim como existem aqueles que mencionam que nossas tecnologias são muito primitivas e nós estamos procurando pelas coisas erradas. Também temos aqueles que falam que civilizações mais avançadas sabem sobre nós, estão nos observando, mas preferem permanecer ocultas, e que civilizações superiores existem à nossa volta, mas somos primitivos demais para percebê-las. Alguns mais radicais dizem que o universo pode aparentar ser de um jeito, e ser de outro completamente diferente, como um holograma, ou talvez nós sejamos os próprios seres alienígenas, e fomos plantados aqui como um experimento. Há até mesmo a chance de que sejamos parte de uma simulação de computador de algum pesquisador de outro mundo, e outras formas de vida simplesmente não foram programadas nessa simulação. Se for parar para analisar cada possibilidade, possivelmente você enlouqueceria.

Estima-se que existam aproximadamente entre 200 a 400 bilhões de estrelas em nossa Via Láctea, quase o mesmo número de galáxias no Universo observável. Então, para cada estrela da imensa Via Láctea, há uma galáxia inteira lá fora. Para terem uma dimensão ainda mais impressionante disso, seria como dizer que para cada grão de areia na Terra, existem 10.000 estrelas no universo
Resumindo, mesmo que tais civilizações inteligentes sejam raras, o argumento da escala indica que elas deveriam existir em algum lugar, e em algum momento da história do Universo. Já que elas seriam observadas de uma grande distância por um período considerável de tempo, diversos lugares potenciais para sua origem estariam ao nosso alcance de observação. Entretanto, nenhum sinal incontestável da existência de tais civilizações foi detectado até hoje. Portanto, o "Paradoxo de Fermi" traz à tona uma humildade mais mordaz, mais pessoal, do tipo que só acontece depois de passar horas de pesquisa ouvindo os mais renomados cientistas de nossa espécie nos apresentando as teorias mais insanas, mudando de ideia e contradizendo um ao outro freneticamente. Isso nos faz lembrar que as futuras gerações olharão para nós da mesma forma que nós olhamos para os antigos, que tinham certeza que as estrelas estavam sob o domo do céu. No futuro, lembrarão de nós dizendo: "Nossa, eles não tinham nenhuma noção do que estava acontecendo".

Já o "Princípio da Mediocridade é bem mais rápido para entender. Segundo esse princípio não há nada de especial com o ser humano ou com a vida na Terra, ou seja, não há nada muito incomum sobre a evolução do Sistema Solar, a história da Terra, a evolução da complexidade biológica, evolução humana ou de qualquer outra civilização. A ideia é pressupor a mediocridade ao invés de começar com a pressuposição de que determinado fenômeno é especial, privilegiado, excepcional, ou até mesmo superior.

O astrônomo e matemático polonês, Nicolau Copérnico,
no século XVI, declarou que a Terra não estava em uma
posição especialmente favorecida, ou central
A palavra medíocre é pesada para muitas pessoas, porém na grandeza do Universo, ela quer dizer que somos infinitamente pequenos diante de sua magnitude. Já que não há nada de especial em nossa existência, e já que somos apenas grãos de poeira embaixo das unhas do universo, deveríamos, por exemplo, começar a dar importância em preservar nosso legado, preservar nossas memórias, dar valor ao lugar em que vivemos e tentar ser pessoas melhores.

O "Princípio da Mediocridade" é um complemento daquele oriundo do astrônomo e matemático polonês, Nicolau Copérnico, no século XVI, onde o mesmo declarou que a Terra não estava em uma posição especialmente favorecida, ou central.

Entretanto, os filósofos do século XV aceitavam o geocentrismo, tal como estruturado por Aristóteles e Ptolomeu, sendo que esse sistema cosmológico afirmava que a Terra era esférica, mas também dizia que a Terra estaria parada no centro do Universo enquanto os corpos celestes orbitavam em círculos concêntricos ao seu redor. Essa visão geocêntrica tradicional foi abalada por Copérnico em 1537, quando ele começou a divulgar um modelo cosmológico em que os corpos celestes giravam ao redor do Sol, e não da Terra. Como Copérnico tinha por base apenas suas observações dos astros a olho nu, e não tinha a possibilidade de demonstração da sua hipótese, muitos cientistas da época acolheram com ceticismo as suas ideias. Curiosamente, uma mesma frase poderia ser invocada nesse momento: "Nossa, eles não tinham nenhuma noção do que estava acontecendo".

Enfim, esperamos que vocês tenham compreendido esses dois princípios, que não requerem muito conhecimento científico para assimilá-los. Uma vez superada essa parte, chegou o momento de conhecermos um pouco mais sobre essa mais recente publicação.

Uma Análise Probabilística do Paradoxo de Fermi


No estudo apresentado no 228º Encontro da Sociedade Astronômica Americana, Even Solomonides e Yervant Terzian desconstruíram o "Paradoxo de Fermi" e o compararam com o "Príncipio de Mediocridade" para gerar um novo cálculo. Eles utilizaram até mesmo a famosa "Equação de Drake" como uma espécie de parâmetro. Não iremos abordar os detalhes técnicos sobre esse cálculo, porque seria praticamente inviável explicá-lo mais detalhadamente, e provavelmente você iria se desinteressar rapidamente. Porém, iremos dizer a vocês, tudo o que precisam saber sobre essa publicação

Basicamente, a publicação é uma tentativa de explicar o "Paradoxo de Fermi" usando uma verdade que é amplamente conhecida, mas pouco compreendida: nossa galáxia é gigantesca. Apesar dos sinais de nossos meios de comunicação (como por exemplo, rádio e TV) viajarem à velocidade da luz, no espaço, as distâncias são enormes, e levaria décadas, séculos ou até mesmo milênios para atravessar a Via Láctea. Assim sendo, uma análise foi conduzida sobre o quão longe os sinais humanos já chegaram em nossa galáxia. A "esfera composta pelas localidades" no espaço em que a comunicação humana já alcançou foi analisada em relação ao número de estrelas, planetas e planetas semelhantes à Terra que ela contém, e a porção da Via Láctea que ocupa. A fração insignificante da galáxia que foi já alcançada foi oferecida como uma explicação intuitiva para o paradoxo de Fermi, ou seja, segundo essa publicação, nossas emissões de rádio só alcançaram bem menos de 1% da Via Láctea, quando a porcentagem ideal seria de pelo menos 50% dela.

Even Solomonides (à esquerda), um estudante de apenas 19 anos, e Yervant Terzian (à direita), renomado professor do departamento de Astronomia, com especialização em Rádio e Radioastronomia, da Universidade de Cornell

Segundo as fontes utilizadas para essa publicação, o primeiro sinal, forte o suficiente para conseguir escapar da nossa atmosfera, e se espalhar por toda a nossa vizinhança estelar, teria sido a voz e a imagem de Adolf Hitler. Sim, isso mesmo que você leu. A transmissão de seu discurso na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, ainda estaria percorrendo o espaço à velocidade da luz, a quase 80 anos, e figura "na borda de uma esfera de sinais", que foram quase constantemente emitidos desde então.

Embora muitos sinais tenham sido projetados para serem captados por uma inteligência extraterrestre de forma intencional (os sinais enviados pelo SETI, por exemplo, são sequências primordialmente matemáticas, que qualquer civilização avançada o suficiente para ter construído um receptor de rádio iria reconhecer, ou seja, a sequência de Fibonacci, números primos, raiz quadrada, enfim, tudo isso transmitidos em código binário), muitos simplesmente seriam indecifráveis.

Segundo as fontes utilizadas para esse publicação, o primeiro sinal forte o suficiente para conseguir escapar da nossa atmosfera e se espalhar por toda a nossa vizinhança estelar, teria sido a voz de Adolf Hitler. A transmissão de seu comentário dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, ainda estaria percorrendo o espaço à velocidade da luz, a quase 80 anos.
Simplificando, por mais que as mensagens transmitidas com o intuito de serem captadas por seres extraterrestres sejam concebidas para ser "facilmente interpretadas", outra civilização não teria nenhuma maneira de distingui-los, a partir da absoluta maioria dos sinais humanos. Apesar de serem identificáveis como "artificialmente produzidos", muito provavelmente não os sinais não fariam nenhum sentido aos extraterrestres, não importa o quão fossem avançados. Eles simplesmente não teriam os nossos algoritmos específicos de compressão de dados, formatos de arquivo ou acesso aos nossos idiomas.

A vanguarda da nossa comunicação então seria Adolf Hitler falando sobre a "inferioridade inerente de atletas não-arianos", e seguido por décadas e décadas de nada além de estática para outras civilizações. Essas transmissões seriam um sinal de que estamos aqui, porém elas significariam muito pouco até que os primeiros sinais fossem enviados pelo SETI cerca de 24 anos depois, ou seja, se alguém está escutando, vem tendo um imenso desafio para nos achar, isso se eles ainda estão se importando com isso. Nesse ponto é importante ressaltar que existe uma certa polêmica se o discurso de Adolf Hitler poderia mesmo ser o primeiro contato da humanidade com uma civilização extraterrestre, mas não se preocupem, abordaremos esse assunto na terceira parte dessa postagem!

A vanguarda da nossa comunicação seria Adolf Hitler falando sobre a "inferioridade inerente de atletas não-arianos", e isto é seguido por décadas e décadas do qual no seria nada além de estática para outras civilizações
A publicação aponta que todas as transmissões realizadas pelo homem seriam tão somente aleatórias, não passariam de estática, e não teriam nenhum sentido para qualquer outra civilização tecnologicamente avançada. Entretanto, o Universo não produz uma estática aleatória e sem sentido de maneira natural. Qualquer sinal proveniente de uma ocorrência natural seria periódica e previsível, viria de uma fonte natural identificável, e poderia ser explicada racionalmente. Portanto, apesar dos nossos sinais não fazerem nenhum sentido, eles podem ser como um farol indicando para outra civilização que estamos aqui. Resumindo, teríamos que esperar sentados para que qualquer civilização suficientemente avançada seja curiosa o suficiente para tentar continuar decifrando o que estamos querendo dizer, e ainda por cima queira nos responder da mesma forma.

Sabendo que qualquer sinal forte o suficiente para escapar da nossa atmosfera irá se propagar pelo espaço na velocidade da luz, nossas comunicações já teriam alcançado uma distância de cerca de 80 anos-luz (2016 - 1936 = 80 anos). Ainda segundo a publicação, existem 33 estrelas a uma distância de 12,5 anos-luz do nosso planeta, logo seria possível calcular a densidade estelar da nossa vizinhança. Even Solomonides e Yervant Terzian calculam que ao longo de 80 anos de transmissões, nossos sinais já teriam alcançado 8.531 estrelas e, portanto, cerca de 3.555 planetas semelhantes à Terra. Esses números são o que fazem o "Paradoxo de Fermi" ser tão contraditório. Chegamos a tantas estrelas e planetas, que certamente já teríamos alcançado alguém até agora, da mesma forma que alguém teria nos alcançado! Isso demonstra a razão pela qual parece que estamos sozinhos. Entretanto, estes números são insignificantes devido ao tamanho, e número de estrelas e planetas na Via Láctea.

Even Solomonides e Yervant Terzian calculam que ao longo de 80 anos de transmissões, nossos sinais já teriam alcançado 8.531 estrelas e, portanto, cerca de 3.555 planetas semelhantes à Terra. Esses números são o que fazem o "Paradoxo de Ferm" ser tão contraditório
Os pesquisadores também levaram em consideração a idade da Via Láctea, e calcularam que humanidade não estaria entre os primeiros, e nem os últimos 5% das civilizações que teriam desenvolvido a tecnologia de transmissão de rádio. De forma bastante pessimista, eles acreditam que tiveram cerca de 210 civilizações inteligentes na história da Via Láctea, que foram capazes de se comunicar (eles aplicaram o "Princípio da Mediocridade" à "Equação de Drake").

Um dos maiores problemas dessa publicação é que esses mesmos parâmetros teriam que se aplicar aos extraterrestres, ou seja, eles também teriam um tempo médio de radiodifusão semelhante ao nosso, cerca de 80 anos. Conforme mencionamos acima, segundo os autores, tivemos cerca de 210 civilizações inteligentes e com capacidade de se comunicar ao longo da história de nossa galáxia. Assim sendo, de acordo com os cálculos, cerca de apenas 0.125% da "área plana" da Via Láctea teria sido alcançada por algum sinal de qualquer uma dessas civilizações inteligentes (assim como a nossa). Então, para nós sermos alcançados por sinais de vida extraterrestre, teríamos que estar nessa região muito especial (dentro desse 0.125%), e proporcionalmente pequena da galáxia. Porém, ao aplicar o "Princípio da Mediocridade", sabemos que não somos especiais. Este cálculo é, portanto, oferecido como uma justificação numérica para o fato de que ainda não fomos alcançados, e como uma explicação conceitual para o "Paradoxo de Fermi".

Impressão artística da estrutura da galáxia, baseada nas mais recentes avanços no mapeamento da Via Láctea
Consequentemente, segundo Even Solomonides e Yervant Terzian, não devemos esperar ouvir sinais de outra civilização alienígena até que pelo menos metade da Via Láctea seja alcançada, o que não deve acontecer pelos próximos 1.500 anos. Isso não quer dizer que não faremos contato até lá; ou que, se não o fizermos, é porque não existem alienígenas. Os pesquisadores afirmaram simplesmente que é "pouco provável que ouviremos algo antes desse período".

Nesse ponto é interessante ressaltar, que para atravessar a Via Láctea "de uma ponta a outra", estima-se que seria necessário percorrer uma distância de 100.000 anos-luz. Portanto, a princípio 1.500 anos nem de longe cobriria metade dessa distância. A questão é que estamos falando de todas as supostas civilizações alienígenas inteligentes, que estejam enviando sinais em todas as direções da nossa galáxia, ao mesmo tempo que nós. Portanto, o espaço de tempo necessário seria bem diferente do que um simples cálculo de dividir toda essa distância pela metade. Simplificando toda essa história? Seria necessário 1.500 anos, a partir desse ano, para que alguém nos escutasse ou que escutássemos alguém. Tenso, não é mesmo?

O Discurso de Hitler nos Jogos Olímpicos de 1936 Poderá Ser o Primeiro Contato da Nossa Humanidade com Outra Civilização Extraterrestre?


Em 1895, o russo Aleksandr S. Popov inventou uma antena capaz de receber baixas frequências, na faixa de 30kHz. No mesmo ano, próximo à região da Bolonha, na Itália, Guglielmo Marconi conseguiu realizar o que ficou conhecido como a primeira transmissão de sinais sem fio por uma distância de 400 metros, e em seguida 2.000 metros. No ano seguinte, em 1896, o italiano Marconi registrou, na Inglaterra, uma patente para um sistema de comunicações sem fio, que mais tarde seria usada para receber e transmitir sinais em código Morse, em um raio de até 3km de distância. A tecnologia evoluiu rapidamente, e em 1901, ele conseguiu realizar a primeira transmissão transatlântica. Usando o código Morse, Marconi conseguiu fazer uma transmissão entre Poldhu na Comualha Britânica, na Inglaterra, e St. John, Newfoundland, no Canadá.

Usando o código Morse, Marconi conseguiu fazer uma transmissão entre Poldhu na Comualha Britânica, na Inglaterra, e St. John, Newfoundland, no Canadá
Considera-se, no entanto, que a voz humana foi transmitida por rádio pela primeira vez na véspera do Natal de 1906, pelo engenheiro canadense Reginald Fessenden. Ele transmitiu um "Concerto de Natal" para os tripulantes dos navios da "United Fruit Company", que cruzavam o Oceano Atlântico e o Mar do Caribe.

As primeiras emissoras de rádio surgiram após a Primeira Guerra Mudial. Em 1920, Frank Conrad, um engenheiro da "Westinghouse Electric", começou a transmitir notícias lidas de um jornal e músicas. A Westinghouse Electric era uma empresa que fabricava os rádios utilizados pelos militares americanos durante a guerra e, após o conflito, viu-se com uma grande quantidade de equipamentos "encalhados". Com o sucesso das transmissões de Conrad, a empresa decidiu investir nas transmissões e criou uma emissora: a KDK-A, em Pittsburgh, na Pensilvânia. Na mesma época, ela passou a vender os aparelhos de rádio para os milhares de cidadãos interessados em ouvir sua programação. A repercussão pública foi grande, e acabou servindo de parâmetro para outras emissoras que a sucederam. Em 1922, a KDK-A se somava a outras 300 emissoras.

As primeiras emissoras de rádio surgem após a Primeira Guerra Mudial. Em 1920, Frank Conrad (na foto), um engenheiro da "Westinghouse Electric", começou a transmitir notícias lidas de um jornal e músicas
A partir das primeiras emissões de radio, começaram a ser notados os primeiros fenômenos da radiopropagação. Ainda não se sabia da influência da ionosfera e da troposfera na propagação das ondas de rádio, e nem se conheciam os efeitos de reflexão ionosférica, espalhamento e canalização. Os fenômenos de radiopropagação começaram a empolgar técnicos e engenheiros, pois as emissoras começaram a receber cartas de que estavam sendo captadas em cidades e países distantes. De certa forma, isso acelerou as pesquisas e ajudou a disseminar ainda mais a radiodifusão. Interessante, não é mesmo? Enfim, após essa pequena introdução chegamos justamente ao ponto que queremos: os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936.

Em 1931, ao escolher Berlim como a cidade-sede das Olimpíadas de 1936, o Comitê Olímpico Internacional (COI) não percebeu, ou não quis perceber, "a nuvem marrom", que se aproximava no horizonte político da Alemanha. O próprio Rudolf Hess, um dos principais homens de confiança de Hitler, chegou a admitir que Berlim jamais teria sido escolhida em 1931, se o mundo soubesse quem estaria no poder na Alemanha alguns anos mais tarde. Fato é que, mesmo depois de Hitler chegar ao poder, o COI não revisou sua decisão de 1931. Alguns países, principalmente os Estados Unidos, convocaram o boicote dos Jogos Olímpicos, porém os apelos foram inúteis por uma série de razões políticas dentro do próprio COI.

Um sino gigante com a inscrição "Ich rufe die Jugend der Welt" ("Eu convoco os Jovens do Mundo", em português) celebrou a chegada da tocha na cidade olímpica. Dessa forma, o regime nazista tentava se apresentar como pacífico e aberta para o mundo
Os nazistas aproveitaram o evento para fazer propaganda de suas ideias, e não economizaram para isso. O orçamento dos jogos foi ampliado em cerca de 20 vezes. O resultado foi a construção do mais moderno complexo esportivo até então. O Reichssportfeld tinha como ponto central o Estádio Olímpico de Berlim, um monstro com capacidade para abrigar 100 mil pessoas. Aliás, o revezamento da tocha olímpica surgiu justamente nas Olimpíadas de 1936, quando 3.331 atletas percorreram uma distância de 3.187 quilômetros, durante 12 dias e 11 noites, entre Olímpia, na Grécia, e Berlim, na Alemanha, atravessando diversos países europeus. Um sino gigante com a inscrição "Ich rufe die Jugend der Welt" ("Eu convoco os Jovens do Mundo", em português) celebrou a chegada da tocha na cidade olímpica. Dessa forma, o regime nazista tentava se apresentar como pacífico e aberto para o mundo.

As novidades dos jogos de Berlim não se limitavam apenas aos mais modernos estádios, mas também à cobertura dos jogos. Pela primeira vez, mais de 41 países puderam acompanhar aos jogos através do rádio. Houve também uma programação ao vivo com cerca de 70 horas de transmissão dos jogos para uma mídia até então bem recente, a televisão. Apesar da transmissão ser de baixa qualidade, e de forma regional, isso representou um grande avanço para a mídia em geral naquela época. Assista a um trecho da abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, em um canal de terceiros no Youtube:



Na página 94, do livro de ficção científica chamado "Contato", escrito pelo astrofísico Carl Sagan em 1985, o mesmo menciona que a transmissão televisa da abertura dos Jogos Olímpicos de 1936 teria sido a primeira com força moderada para conseguir atravessar a ionosfera do nosso planeta e se propagar pelo espaço sideral, visto que antes disso as transmissões de rádio não tinham força suficiente para isso. Resumindo, provavelmente Hitler seria a primeira voz e o primeiro rosto, que seres extraterretre iriam escutar e ver. Contudo, seria mesmo verdade? Apesar da transmissão ter sido um avanço monumental, provavelmente não.

"Essa não foi a primeira transmissão, é claro, mas estava em uma alta freqüência, o que poderia fazer com que atravessasse a ionosfera. Entretanto, a mesma teria se propagado com uma potência muito baixa através de uma antena não-direcional. A ideia de que a transmissão pudesse ser captada por extraterrestres é bem absurda", disse Seth Shostak, astrônomo do Projeto SETI, em entrevista para o site RealClearScience, em 2013.

Na página 94, do livro de ficção científica chamado "Contato", escrito pelo astrofísico Carl Sagan em 1985, o mesmo menciona que a transmissão televisa da abertura dos Jogos Olímpicos de 1936 teria sido a primeira com força moderada para conseguir atravessar a ionosfera do nosso planeta e se propagar pelo espaço sideral, visto que antes disso as transmissões de rádio não tinham força suficiente para isso.
Uma vez que as ondas de rádio da Terra alcançam o espaço, eles viajam relativamente sem obstáculos à velocidade da luz. Contudo, chegar ao espaço sideral é a primeira parte mais complicada. Na ionosfera (entre 400 km e 500 km de altitude) existe grande e intensa quantidade de luz ultravioleta oriunda do Sol, gerando um emaranhado de interferências de íons, refletindo assim a maioria das transmissões de rádio até uma frequência de cerca de 50 MHz.

Entretanto, sinais de frequências mais baixas podem ocasionalmente conseguir escapar da ionosfera, sendo que o discurso de Hitler foi transmitido a uma frequência de cerca de 40 MHz. Ainda assim, conforme Shostak descreveu, esse sinal, bem como a maioria dos outros sinais de televisão, são enviados com uma baixa potência. Então, por mais que eles possam ser capazes de se propagar a distâncias de dezenas, centenas ou talvez milhares de anos-luz, o sinal será tão fraco, que uma raça alienígena teoricamente teria que estar incrivelmente atenta, e captando sinais de forma precisa em nossa direção. Resumindo, todas as probabilidades jogam contra essa hipótese sobre o discurso de Hitler. Uma frase é bem emblemática nesse sentido: "Não é impossível, apenas incrivelmente absurdo e improvável". Para efeitos de comparação, seria como detectar a partir do Japão, a pequena ondulação produzida por uma pedrinha que caísse no Oceano Pacifico, ao longo da costa da Califórnia, nos Estados Unidos.

Na ionosfera (entre 400 km e 500 km de altitude) existe grande e intensa quantidade de luz ultravioleta oriunda do Sol, gerando um emaranhado de interferências de íons, refletindo assim a maioria das transmissões de rádio até uma frequência de cerca de 50 MHz. Entretanto, sinais de frequências mais baixas podem ocasionalmente conseguir escapar da ionosfera, e o discurso de Hitler foi transmitido a uma frequência de cerca de 40 MHz


A segunda parte mais complicada é que os sinais de rádio se propagam em forma de ondas pelo espaço. Assim como acontece ao deixar uma pedra cair em um lago, as ondas se espalham, cobrindo distâncias cada vez maiores, porém vão perdendo força de forma exponencial. Uma vez que dobremos a distância de um sinal de rádio em relação a sua fonte, o sinal terá apenas 1/4 de sua potência original. Se aumentarmos a distância em 10 vezes, o sinal terá apenas 1/100 de sua potência original. Entenderam? Caso tenham entendido, vocês acabaram de aprender uma lei chamada de "Lei do Inverso do Quadrado". Se não entenderam, recomendo que assistam a esse vídeo no Youtube (clique aqui), que explica de uma forma mais dinâmica sobre esse assunto, que também se aplica a ondas de rádio.

Devido a esta mesma "Lei do Inverso do Quadrado", todos os nossos sinais de rádio terrestres tornam-se indistinguíveis por volta de alguns anos-luz da Terra, ou seja, imagem ou som se torna apenas estática.

Assim como acontece ao deixar uma pedra cair em um lago, as ondas se espalham, cobrindo distâncias cada vez maiores, porém vão perdendo força de forma exponencial. Uma vez que dobremos a distãncia de um sinal de rádio em relação a sua fonte, o sinal terá apenas 1/4 de sua potência original. Se aumentarmos a distância em 10 vezes, o sinal terá apenas 1/100 de sua potência original
De qualquer forma, os sinais de rádio podem ser concentrados, amplificados e enviados para uma única direção para atenuar a degradação do sinal em virtude da comunicação interestelar. Estes sinais também, eventualmente, perdem força, mas são capazes de viajar por muito e muito tempo antes de se tornarem apenas estática. Talvez centenas de anos-luz ou mais, dependendo da quantidade de energia utilizada. Porém, temos que saber para onde apontar nossas antenas, tanto para enviar sinais, quanto para escutá-los.

Vale a pena mencionar também, que no estudo recentemente divulgado, Even Solomonides e Yervant Terzian deram destaque para a famosa "Mensagem de Arecibo". No dia 16 de novembro de 1974, o radiotelescópio de Arecibo realizou a mais potente transmissão de rádio já enviada pelo nosso planeta. Esta transmissão também representou a primeira mensagem codificada intencionalmente enviada ao espaço sideral. O horário da transmissão foi escolhido para coincidir com a passagem do aglomerado globular M13 (também conhecido como o "Grande Aglomerado Globular de Hércules") sobre o radiotelescópio, de modo que ela estava "destinada" as milhares estrelas que integram esse aglomerado. Acontece que o M13 está a 25.000 anos-luz de distância do nosso planeta, e quando a mensagem chegar lá, o aglomerado inteiro terá se deslocado, assim como fazem todos os aglomerados globulares que estão em órbita ao redor do núcleo da Via Láctea. Então, a mensagem poderá simplesmente encontrar o vazio do espaço, ou não.

O horário da transmissão foi escolhido para coincidir com a passagem do aglomerado globular M13 (também conhecido como o "Grande Aglomerado Globular de Hércules") sobre o radiotelescópio, de modo que ela estava "destinada"
as milhares estrelas que integram esse aglomerado
A publicação menciona que o radiotelescópio de Arecibo teria realizado diversas transmissões individuais, que juntas seriam equivalentes a 20 terawatts de energia, utilizando uma antena omnidirecional (propagando-se em todas as direções), algo que seria suficiente para percorrer cerca de 9.232 anos-luz de distância. Entretanto, a mensagem de Arecibo teria alcançado até agora apenas cerca de 1.263 estrelas e, portanto, cerca de 526 planetas semelhantes à Terra.

Nesse ponto é interessante mencionar, que em 2008 a NASA transmitiu uma música chamada "Across the Universe", dos Beatles, em direção à Polaris, conhecida como a Estrela do Norte ou Estrela Polar, que está a cerca de 430 anos-luz de distância. A agência espacial norte-americana usou uma antena de 70 metros da Deep Space Network, com uma potência de 20kW, que na prática significaria que se houvesse vida inteligente nos arredores de Polaris, eles precisariam de uma antena de 800 km de diâmetro para captá-la em forma de música, isso considerando, é claro, nosso entendimento sobre a tecnologia atual.

A Publicação é Interessante, Porém...


Esse estudo apresentado no 228º Encontro da Sociedade Astronômica Americana, que ainda está para ser publicado em uma revista cientifíca, sendo revisado por pares, apresenta alguns problemas. Em primeiro lugar, ele assume exclusivamente que o método do SETI é o modo clássico de comunicação interestelar. Conforme o tempo passa, estamos aprendendo que existe um número significativo de formas, nas quais eventuais seres extraterrestres inteligentes podem nos informar sobre suas respectivas existências. Em segundo lugar, Even Solomonides e Yervant Terzian parecem subestimar o grau em que os sinais de rádio degradam ao longo de grandes distâncias. Para uma civilização extraterrestre detectar um sinal de rádio a milhares de anos-luz de distância, eles teriam que concentrar enormes antenas de rádios por períodos prolongados de tempo (meses ou anos) em um único ponto no céu. Parece improvável, e um desperdício de recursos, não é mesmo? Exceto é claro, que consigam interceptar tais sinais de alguma outra forma.

Os pesquisadores também não conseguiram resolver um aspecto importante do "Paradoxo de Fermi": a sugestão de que os extraterrestres realizariam a chamada "colonização interestelar". Cálculos anteriores demonstraram que a Via Láctea, devido a sua idade extrema, pode ter sido colonizada diversas vezes até agora (um trabalho recente mostra que isso deve levar menos de um bilhão de anos, talvez até algumas dezenas de milhões de anos). Esta possibilidade é ignorada nessa nova publicação. Assim sendo, mesmo que seja encorajador, essa publicação ainda não oferece uma solução definitiva para o "Paradoxo de Fermi". O estudo basicamente leva as probabilidades e as estatísticas ao extremo. Não se pode dizer que estão errados, porém são demonstradas tantas suposições, que apenas uma novidade no campo da Astronomia pode mudar toda a visão que temos sobre nossa vizinhança estelar, nossa galáxia e até mesmo o Universo.

Sinceramente, prefiro entender essa publicação como um incentivo em nos demonstrar como somos extremamente pequenos diante de nossa própria galáxia, e que o caminho pecorrido até agora, por melhor que tenha sido nossa evolução tecnológica, não passa de um pequeno passo rumo a uma longa jornada que temos pela frente. Se quisermos saber se existe vida inteligente além de nós mesmos, na imensidão de nossa galáxia, uma única coisa é certa: devemos continuar escutando e procurando sinais de civilizações que estejam buscando a mesma resposta que nós. Já em relação a nossa atitude de continuar enviando sinais de nossa existência e localização, precisaremos saber exatamente para onde enviá-los, e o que realmente estamos querendo ao indicar que estamos aqui, esperando por respostas. A tarefa de escutar ao longo das próximas décadas, séculos ou milênios pode ser árdua. Porém, será ainda mais complicado, que ao traduzir uma eventual resposta captada por nossas antenas ou nossa futura tecnologia, independentemente de qual venha a ser, saibamos que não estamos sozinhos, porém que possamos estar prestes a ser colonizados. Se isso acontecer, bem, é melhor começar a rezar.

Até a próxima, AssombradOs!

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://carporia.com/2016/03/24/ha-120-anos-ocorria-a-primeira-transmissao-de-radio/
http://gizmodo.com/new-calculation-shows-we-ll-make-contact-with-aliens-in-1782029426
http://historia-da-comunicacao.blogspot.com.br/2012/03/o-surgimento-do-radio.html
http://mediarelations.cornell.edu/2016/06/14/possibility-of-alien-contact-could-be-1500-years-away/
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/magazine/7544915.stm
http://www.comicb.com/fatos-dos-jogos-olimpicos-de-verao-de-1936/
http://www.dw.com/pt/1936-abertura-dos-jogos-olímpicos-de-berlim/a-601469
http://www.iflscience.com/space/we-might-not-talk-to-aliens-for-1500-years/
http://www.mc.gov.br/component/content/article/44-historia-das-comunicacoes/22465-historia-da-radiodifusao
http://www.realclearscience.com/blog/2013/09/will-hitler-be-the-first-person-that-aliens-see.html
http://www.sarmento.eng.br/Telecomunicacoes.htm
http://www.sciencealert.com/scientists-have-figured-out-we-ll-need-to-wait-1-500-years-before-alien-contact-becomes-likely
http://www.seti.org/seti-institute/project/details/arecibo-message
http://zidbits.com/2011/07/how-far-have-radio-signals-traveled-from-earth/
https://arxiv.org/ftp/arxiv/papers/1604/1604.07687.pdf
https://books.google.com.br/books?id=Q6o51-W_z8MC&pg=PA95&lpg=PA95&dq=Carl+Sagan+Hitler&source=bl&ots=BIyNc_deb2&sig=IzkLKSPFdR_-kD1oddox5xSQDr8&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwjgx937pa7NAhUDE5AKHaq3C5UQ6AEISDAI#v=onepage&q=Carl%20Sagan%20Hitler&f=false
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