11 de janeiro de 2016

Vida Inteligente Fora da Terra? Será Mesmo que Civilizações Avançadas Podem Viver em Aglomerados Globulares?

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Por Marco Faustino

Quanto tempo eu não escrevia alguma coisa no âmbito da astronomia! Acho que não escrevo nada sobre isso desde as últimas revelações sobre o planeta-anão Ceres. Porém não é sobre ele, ao menos nessa postagem, que iremos comentar. E sim sobre o que foi comentado no 227º Encontro da Sociedade Astronômica Americana (AAS), que começou na última segunda-feira (4), e se encerrou na última sexta-feira (8). Esse evento que está aconteceu na cidade de Kissimmee, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, foi bem movimentada e com certas declarações que repercutiram nos veículos de imprensa do mundo inteiro.

Nesta postagem conheceremos um pouco sobre a pesquisa apresentada por uma astrofísica chamada Rosanne Di Stefano, que pertence ao departamento de Astronomia do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (CfA), que por sua vez disse que "um aglomerado globular pode ser o primeiro lugar, no qual a vida inteligente será identificada em nossa galáxia". Também saberemos as últimas descobertas do telescópio espacial Kepler, da NASA, que mesmo avariado conseguiu encontrar 234 novos exoplanetas, levando astrônomos a especularem que poderíamos ter, nada mais, nada menos, do que 1 bilhão de planetas como a Terra em nossa galáxia! Vamos saber mais sobre esse assunto?

Não Entendi Nada! O que é um Aglomerado Globular?

 
Fiquem calmos, antes de começarmos a comentar sobre esse assunto, é necessário explicar a vocês o que é um aglomerado globular, uma vez que isso vai soar grego para muitas pessoas. Nosso objetivo, como sempre, é simplificar o assunto ao máximo que pudermos para que vocês possam estar sempre muito bem informados.

Quando as estrelas se formam, elas o fazem a partir de grandes nuvens de gás molecular. Isso significa que elas se formam em grupos ou aglomerados de estrelas, já que as nuvens moleculares possuem milhões de massas solares de gás (são extremamente densas, "pesadas"). Após o gás remanescente da formação estelar ser aquecido e ejetado, as estrelas se aglomeram devido a gravidade. Ao interagirem gravitacionalmente, estrelas trocam energia mecânica umas com as outras e algumas podem eventualmente até mesmo ter energia suficiente para escapar desse aglomerado. As estrelas restantes se manterão ligadas ao sistema, compartilhando do mesmo campo gravitacional, e vão ficar orbitando entre si indefinidamente.

Para simplificar isso, imagine o nosso Sol. Imaginou? Agora imagine mais 1.000.000 de sóis sendo mantidos "próximos" pela ação da gravidade, formando um aglomerado (conjunto) que ao ser visto por telescópios, e até mesmo por olho nu, como se tivesse uma aparência "esférica". Conseguiu ter uma ideia? Nesses aglomerados globulares estão as estrelas mais antigas do universo, sendo que algumas podem ter cerca de 10 bilhões de anos de idade. Para vocês terem uma noção, estima-se que a idade da nossa estrela, a que chamamos de Sol, seja de 4,5 bilhões de anos.

Imagem mostrando a localização de aglomerados globulares na Via Láctea em relação ao nosso Sol
A parte mais curiosa é que se vivêssemos em um planeta no interior de um aglomerado globular, poderia simplesmente não existir a noite, devido a quantidade de luz e o número de estrelas próximas uma das outras. E pasme, nossa galáxia, a Via Láctea, abriga cerca de 150 aglomerados globulares dos mais diversos tamanhos, a maior parte deles em sua região periférica,  porém sempre sendo visto no mesmo formato esférico e bem distantes do plano galático.

Imagino que você possa estar se perguntando qual é o maior aglomerado globular que existe. Pois bem, o maior que se tem conhecimento é o Omega Centauri, que é considerado uma gigantesca "cidade estelar". De acordo com informações da NASA, o mesmo possui cerca de 10 milhões de estrelas, uma massa equivalente a 4 milhões de vezes a massa do nosso Sol, está a 18.000 anos-luz de distância, e seu diâmetro estimado é de 150 anos-luz.

Imagem de Omega Centauri obtida em 2013 pela NASA
Aliás, o ano-luz, como o próprio nome já diz, é a distância que a luz percorre no vácuo no período de um ano, ou seja, 9.461.000.000.000 de quilômetros. Resumindo, se apenas 1 ano-luz já é bem distante, multiplicar por 18.000 significa que está absurdamente longe de nós.

Agora que você tem uma base mais sólida sobre esse assunto, vamos voltar ao tema principal.

Será que Existem Civilizações Avançadas Vivendo em Aglomerados Globulares?


Por décadas os seres humanos tentam descobrir se existe realmente alguma civilização inteligente além da nossa, porém a grande dúvida sempre foi pelo que procurar e para onde apontar os nossos telescópios, que cada vez mais se tornam maiores, mais potentes e mais precisos. Cerca de 150 desses locais, os aglomerados globulares, nunca foram considerados pela maior parte dos cientistas como regiões onde pudesse haver algum tipo de civilização. Motivos, é claro, não faltam (vamos conhecê-los daqui a pouco).

Entretanto, apesar de serem considerados inabitáveis, uma nova pesquisa realizada por Rosanne Di Stefano do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, em Cambridge, nos Estados Unidos, e Alak Ray do Instituto Tata de Pesquisa Fundamental, em Mumbai, na Índia, sugerem que aglomerados globulares podem, de fato, ser os locais ideais para que civilizações avançadas possam surgir e evoluir.

Rosanne Di Stefano, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica
Como dissemos anteriormente, os aglomerados globulares podem ser muito antigos, remontando quase ao nascimento da própria Via Láctea (vale destacar que existem aglomerados globulares mais jovens). Assim sendo, suas estrelas possuem menos elementos pesados, tais como ferro e silício, necessários para "construir planetas". Tais elementos deveriam ter em maior quantidade em estrelas mais novas. Alguns cientistas argumentam, que isso faz com que os aglomerados globulares sejam menos propensos a hospedar planetas.

"Aglomerados globulares são muito antigos, e eles se formaram em um momento em que a quantidade de elementos pesados no universo era menor do que é hoje. Os planetas são ricos nesses elementos mais pesados, e não ficou claro, se você esperaria encontrar planetas nestes ambientes de baixa metalicidade", disse Rosanne Di Stefano, em entrevista ao site Gizmodo.

Não somente alguns astrônomos duvidam se aglomerados globulares têm os ingredientes certos para abrigar vida, outros dizem que esse tipo de ambiente cósmico é muito perigoso. Quando as estrelas estão em um espaço relativamente compactado, elas estão mais propensas a perturbar gravitacionalmente as demais. Vamos simplificar: se uma estrela errante estivesse simplesmente passando por um aglomerado globular, e que no passado pertencesse a um sistema planetário rochoso, poderia ser literalmente chutada para o espaço intergalático. E se isso acontecesse, bem, seria o fim de linha para qualquer possibilidade de surgimento de uma civilização.

Entretanto, Di Stefano e seu colega Alak Ray argumentam que esta visão é muito pessimista. Segundo eles, exoplanetas foram encontrados em torno de estrelas contendo apenas um décimo da riqueza de metais em relação ao nosso Sol. Além disso, enquanto planetas do tamanho de Júpiter são encontrados preferencialmente em torno de estrelas que contêm níveis mais elevados de elementos pesados, a pesquisa constata que os planetas menores, do mesmo tamanho da Terra, não mostram nenhum tipo de preferência.

"Agora sabemos que gigantes gasosos tais como Júpiter são dependentes de metal, mas hoje em dia, tendo em vista o resultado obtido pelo Kepler, também sabemos que os pequenos planetas, que orbitam na zona habitável de estrelas de baixa massa, não são", disse Di Stefano.

A pesquisa adiciona elementos observacionais interessantes a a partir de uma ideia que já é antiga. Em 1974, a primeira transmissão deliberada de um sinal humano enviada ao espaço, foi realizada pelo projeto SETI com o uso do radiotelescópio porto-riquenho Arecibo, e justamente direcionada para o aglomerado globular M13, também conhecido como "O Grande Aglomerado Globular de Hércules". A razão principal para isso era devido ao fato de que a região, tendo uma alta densidade de estrelas, teria uma maior chance de existência de vida inteligente habitando um planeta.

Imagem do Aglomerado Globular M13, conhecido como "O Grande Aglomerado Globular de Hércules"
Entretanto, o aglomerado já não vai mais estar em sua localização atual quando a mensagem chegar, foi mais uma demonstração tecnológica do que uma tentativa real de contatar uma civilização extraterrestre inteligente. Exceto pelo fato de não sabermos quem ou o quê estará naquele local quando a mensagem chegar.

"É prematuro dizer que não existem planetas em aglomerados globulares", disse Alak Ray.

Outra questão é sobre a zona habitável, que nada mais é do que a distância que uma estrela e seus respectivos planetas devem ter em relação a temperatura adequada para existência de água líquida, mas que varia de acordo com a estrela. Enquanto estrelas mais brilhantes têm zonas habitáveis mais distantes, os planetas que orbitam estrelas mais antigas, que possuem um brilho menor, podem estar muito mais próximos.

Além disso, estrelas muito brilhantes vivem vidas mais curtas. Como os aglomerados globulares são antigos, essas estrelas mais agitadas já deixaram de existir há muito tempo, deixando o ambiente muito menos conturbado. Vale destacar que as estrelas predominantes nos aglomerados globulares são anãs vermelhas antigas e com um brilho de baixa intensidade.

Comparativo de tamanho entre uma estrela anã amarela (nosso Sol) em relação a alguns tipos de estrelas,
incluindo uma anã vermelha.
Não entendeu nada? Vamos simplificar. As estrelas anãs vermelhas são bem menos brilhantes do que o nosso Sol, logo planetas habitáveis precisariam ficar bem mais perto para se manterem aquecidos. De acordo com os novos modelos propostos por Di Stefano, muitos planetas habitáveis em regiões de aglomerados globulares, provavelmente estão protegido contra "intrusos estelares", devido a suas órbitas extremamente curtas em relação as suas estrelas.

"Uma vez que os planetas se formam, eles podem sobreviver por longos períodos de tempo, até mais do que a idade atual do universo", disse Di Stefano. Assim sendo, se planetas habitáveis podem se formar nos aglomerados globulares e sobreviver por bilhões de anos, haveria tempo suficiente para a vida se tornar cada vez mais complexa e evoluir ao ponto de eventualmente desenvolver uma civilização inteligente.

As Vantagens de Eventuais Civilizações Avançadas em Aglomerados Globulares


Essas civilizações extraterrestres desfrutariam de um ambiente muito diferente do nosso. A estrela mais próxima do nosso Sistema Solar está a cerca de 4 anos-luz de distância (algo próximo de 40 trilhões de quilômetros). Em comparação, calcula-se que as estrelas mais próximas dentro de um aglomerado globular poderiam estar pelo menos 20 vezes mais próximas (cerca de apenas 2 trilhões de quilômetros).

Essa proximidade tornaria muito mais fácil a comunicação interestelar e a exploração espacial, o que forneceria um ambiente mais promissor para a interação entre civilizações extraterrestres, que poderiam obter para si os efeitos de sinergia em seu desenvolvimento, ou seja, uma espécie de cooperação mútua.

"Nós chamamos isso de 'oportunidade do aglomerado globular'", disse Di Stefano

"O envio de uma transmissão entre as estrelas não iria demorar mais tempo do que uma carta enviada dos Estados Unidos para a Europa no século 18", continuou.

"As viagens interestelares levariam menos tempo também. As sondas Voyager estão 160 bilhões de quilômetros da Terra, ou seja, cerca de um décimo do que seria necessário para alcançar a estrela mais próxima se nós vivêssemos em um aglomerado globular. Isso significa que enviar uma sonda interestelar é algo que uma civilização do nosso nível tecnológico poderia fazer em um aglomerado globular", completou.

As sondas Voyager estão 160 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de um décimo do que seria necessário para alcançar
a estrela mais próxima se nós vivêssemos em um aglomerado globular
De acordo com o site do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, o aglomerado globular mais próximo da Terra está a vários milhares de anos-luz de distância, o que torna difícil encontrar seus exoplanetas, e dificultando, é claro, provar essa teoria. Entretanto, poderia ser possível detectar planetas transitando na região periférica desses aglomerados globulares.

Os dois pesquisadores recomendam o uso do fenômeno das lentes gravitacionais, no qual a gravidade do exoplaneta amplia a luz de uma estrela ao fundo, para ajudar a identificá-los. Uma outra ideia mais viável seria utilizar métodos de pesquisa similares ao do SETI, que procura transmissões de rádio ou laser emitidas por civilizações inteligentes. Para isso, "bastaria apontar as antenas para os aglomerados globulares e ficar esperando a detecção de um sinal", disseram os dois astrofísicos.

Interessante, não é? Porém nossa postagem não para por aqui. Já que falamos sobre o telescópio espacial Kepler, que tal sabermos sobre as suas mais recentes descobertas?

Nossa Via Láctea Teria Cerca de 1 Bilhão de Planetas Semelhantes a Terra?


Se você pensou que os dias de glória do telescópio espacial Kepler tinham terminado após a falha da sua segunda roda de reação do seu sistema de direcionamento em 2013, bem, você se enganou. Na última quinta-feira (7) durante o 227º Encontro da Sociedade Astronômica Americana, astrônomos anunciaram que cerca de 234 novos candidatos a exoplanetas foram descobertos pelo Kepler em 2014. Qual a "melhor parte"? Todos eles estão apenas a algumas dezenas de anos-luz de distância.

De acordo com o site Gizmodo, os candidatos a exoplanetas que foram encontrados estão distribuídos por 208 sistemas estelares em nossa "vizinhança". Os candidatos ainda não foram confirmados, mas Andrew Vanderburg, que pertence ao Centro de Astrofísica de Harvard, e que apresentou os resultados, disse que é muito provável que muitos deles serão confirmados.

Andrew Vanderburg durante o 227º Encontro da Sociedade Astronômica Americana
Todos os 234 foram encontrados durante o primeiro ano da missão K2, a segunda fase de operações do telescópio Kepler, que é uma espécie de "varredura de estrelas através do plano de nosso sistema solar". Adicione estes "planetas K2" aos mais de 4.600 candidatos (sendo 1.918 planetas foram confirmados) descobertos durante a missão original de Kepler, sendo justo dizer que este pequeno telescópio tornou-se um verdadeiro caçador de planetas. A lista completa de todas descobertas até o presente momento você pode encontrar aqui: http://exoplanetarchive.ipac.caltech.edu/cgi-bin/TblView/nph-tblView?app=ExoTbls&config=k2candidates

De 2009 a 2013, o telescópio espacial Kepler olhou para um ponto fixo no céu, fazendo a varredura de alvos que estavam localizados de 500 a 1.000 anos-luz de distância. O mesmo tinha dois objetivos: descobrir planetas rochosos, do tamanho da Terra, na zona habitável de estrelas semelhantes ao nosso Sol, e obter a distribuição estatística global de todos os planetas em nossa galáxia.

Durante quatro anos, o telescópio cumpriu com eficiência a sua missão, descobrindo mais de mil planetas e milhares de candidatos. Três destes planetas, o Kepler-438B, Kepler-442b, e Kepler-452b são muito semelhantes à Terra em termos de tamanho e radiação estelar, levando à possibilidade tentadora que podem ser habitáveis. Aliás, já fizemos um vídeo sobre o Kepler-452b, assista ao clicar aqui.

Ilustração artística do telescópio espacial Kepler, da NASA
Extrapolando, o "censo cósmico" realizado pelo Kepler, os astrônomos acreditam agora que pode haver até 1 bilhão de mundos rochosos, do tamanho da Terra, em nossa galáxia. Isso mesmo que você leu, 1 bilhão de planetas semelhantes ao nosso. Em outras palavras, graças ao Kepler, encontrar provas da existência de vida fora da Terra, não é mais um sonho impossível.

Entretanto, em maio de 2013, a missão primária do Kepler terminou quando a segunda, de quatro rodas de reação, utilizadas para estabilizar a o telescópio espacial, falharam (a primeira havia falhado e parou de funcionar em 2012). Sem, no mínimo três rodas de reação funcionando o Kepler não podia ser apontado com precisão. Porém, ao invés de desistir do Kepler, uma equipe de cientistas e engenheiros desenvolveram uma estratégia para usar a pressão da luz do Sol como uma roda de reação virtual, para ajudar a controlá-lo.

Lista de planetas descobertos até julho de 2015 pelo Kepler na zona habitável em relação as suas respectivas estrelas.
O tamanho dos planetas foi ampliado cerca de 25 vezes em relação as estrelas com as quais estão correlacionadas.
Desde meados de 2014, Kepler se movimentou através do plano de nosso sistema solar, observando diferentes partes dos céus do hemisfério norte e sul em um período de 80 dias a cada passagem, e atualmente se encontra em sua oitava "campanha". Com um pouco de sorte, podemos esperar pelo menos mais dez campanhas ao longo dos próximos anos.

Esses exoplanetas mais próximos da Terra serão os primeiros a terem suas atmosferas analisadas pelo telescópio espacial James Webb, sucessor do Hubble e considerado o observatório mais potente que será lançado ao espaço (cerca de 100 vezes mais sensível que o próprio Hubble), previsto para ser lançado em 2018.

Uma vez que se possa decodificar a química de suas atmosferas, podemos começar a dizer com mais certeza se algum dos inumeráveis mundos além do nosso sistema solar são habitáveis, e se forem, finalmente termos a comprovação se há ou não vida, ainda que não seja inteligente. Sendo, é claro, que diante do vemos atualmente acontecendo em nosso mundo, podemos dizer o mesmo sobre nossa civilização.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes (acessadas 08/01/2005 as 16h00):
http://apod.nasa.gov/apod/ap130501.html
http://gizmodo.com/alien-life-may-be-hiding-in-these-brilliant-star-cluste-1751051471
http://vaztolentino.com.br/secao/20-Sobre-Aglomerados-Estelares
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3387144/Globular-star-clusters-hold-ALIEN-LIFE-Researchers-say-strange-areas-outskirts-Milky-Way-home-intelligent-civilisations.html
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3389422/Kepler-finds-234-new-exoplanet-candidates-Astronomers-estimate-billion-Earth-sized-alien-planets-galaxy.html
http://www.economist.com/news/science-and-technology/21685439-good-place-look-little-green-men-where-look-aliens
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=civilizacoes-alienigenas-aglomerados-estelares&id=010130160108
http://www.nature.com/news/alien-life-could-thrive-in-ancient-star-clusters-1.19124
http://www.on.br/ead_2013/site/conteudo/cap26-nossa-galaxia/nossa-galaxia.html
http://www.space.com/31535-advanced-alien-civilizations-globular-clusters.html
http://www.voanews.com/content/mht-globular-clusters-may-offer-best-chance-of-alien-life/3133915.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Omega_Centauri
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