12 de julho de 2015

O Monstro do Lago Ness: A Lenda Segue Viva

Viveria um monstro escondido nas águas do Lago Ness, na Escócia? Vamos mostrar fotos, buscas e vídeos na tentativa de provar de uma vez por todas que existe o Monstro do Lago Ness...

No final tem um vídeo meu sobre o assunto...

Fala Assombrados! Finalmente vamos falar do mítico Monstro do Lago Ness :) Quando pensava no assunto, logo me vinha a mente que teria pouca coisa para falar... Engano! O assunto é bem complexo e a pesquisa base feita pelo rusmea.com ficou muito boa. Lá no final deixo a minha conclusão dizendo se existe ou não o monstro...

O Lago Ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. É, por seu volume, o maior dos lagos de água doce da Grã-Bretanha, e o terceiro maior na Europa.

As rochas ao redor são puro granito. Muito duro para ser desgastado pela água. Isso impossibilita haver cavernas submarinas.

As Primeiras Referências

São Columbano
Corria o ano 565 d. C. quando São Columbano, o poeta irlandês que levou à Escócia a religião cristã, chegou ao lago Ness. Como a sua chegada se deu na praia onde encontrou com alguns nativos que falavam de um homem que "havia sido mordido com maldade" por um monstro marinho enquanto estava nadando, mandou um de seus colegas à outra margem para que apanhasse uma barca que ali estava afundada.

O enviado de São Columbano se armou de coragem e partiu; mas mal havia chegado na metade do trajeto quando um monstro, irritado com o nadador, se lançou contra ele "com um grande rugido e a boca descomunalmente aberta". O santo, ante semelhante aparecimento, fez o sinal da cruz e ordenou à criatura que se afastasse dele. O monstro fugiu aterrorizado "mais velozmente do que se fosse arrastado por cordas".

Com este episódio, mencionado por um escriba de nome Adamnan em uma biografia de São Columbano, escrita um século após a sua morte, é referenciada pela primeira vez uma misteriosa criatura oculta nas águas do Loche Ness, na Escócia.

No decorrer dos séculos, estabeleceu-se a lenda de que no lago vivia um Kelpie, isto é, um espírito maligno das águas com forma de cavalo (lenda que também circula referente aos demais lagos escoceses). Além disso, um viajante do século XVII fala de uma ilha flutuante que aparecia e desaparecia.

Ilustração artística do Kelpie

Recentemente, foi encontrado escondido dentro das páginas de um manuscrito do século 12, não só uma descrição, mas também um desenho do animal conhecido por milhões como Nessie.

Walter of Bingham (d. c. 1197) foi um clérigo menor de Nottinghamshire que, incapaz de cumprir sua promessa de ir para a Terceira Cruzada, fez uma peregrinação aos lugares santos da Escócia. No Itinerarium Scotiae figura a imagem de Bingham, um barco e seu barqueiro sendo atacados por uma besta descomunal. A imagem original estava quase apagada e foi recuperada através de uma restauração artística.

A descoberta foi feita em 2013 em um manuscrito do século 12.

Desde então, surgiram outros relatos escritos que falam de avistamentos de animais estranhos no lago Ness, mas é preciso esperar até o dia 2 de maio de 1933 para que "nasça" oficialmente o Monstro do lago Ness.

A Primeira Imagem

Naquele dia, Alex Campbell, um correspondente local do "Courier" de Inverness, reportou o depoimento do avistamento do animal por parte dos proprietários de um albergue próximo ao lago, em Drumnadrochit. O casal MacKay disseram ter visto "um enorme animal que se deslocava com movimento ondulatório, e que depois submergiu no lago".

Com a publicação da história, surgiu um fluxo de informações de desconhecidos avistamentos anteriores, tanto antigos como modernos. Durante meses, o tema encheu as páginas dos jornais e a fama do monstro estendeu-se para além dos confins do condado de Inverness. Aquilo provocou toda uma onda de caçadores do monstros que, pouco a pouco chegaram à zona do lago Ness.

Em 13 de novembro de 1933, Hugh Gray, um empregado da British Aluminium Company, realiza, a uma distância de 60 metros, a primeira fotografia de um grande objeto que aflora na superfície. Sua publicação faz subir a febre do monstro até níveis cada vez mais altos. A foto, no entanto era muito indistinta, e os céticos na época, sugeriram que poderia se tratar de um tronco de árvore ou de uma massa de vegetação, em vias de descomposição.

Em 21 de dezembro, o Daily Mail publica em letras garrafais: "O monstro de Loch Ness não é uma lenda mas sim uma realidade". O artigo dizia que Marmaduke A. Wetherell, notável especialista em caça, membro da Royal Geographical Society e da Royal Zoological Society, conseguiu fazer um reproduções das pegadas do monstro.

Foto de Hugh Gray.

A Mais Famosa Fotografia

O interesse pelo monstro esfria um pouco, até que novamente explode em 21 de abril de 1934, quando o Daily Mail publica uma fotografia em que se distinguem claramente a cabeça e o pescoço de uma estranha criatura que emerge da água. A fotografia teria sido feita pelo tenente coronel Robert Kenneth Wilson, um cirurgião de Londres, e seu negativo não mostrava nenhum traço de possíveis manipulações. A comunidade zoológica ficou desconcertada por aquela que se converteria na imagem mais famosa do monstro, conhecida como a "fotografia do cirurgião".

A Fotografia do Cirurgião
Primeiras Buscas: Observadores com Máquinas Fotográficas e Binóculos

No verão de 1934, a publicação de The Loch Ness Monster and Others, uma recompilação de crônicas, desenhos e fotografias, a cargo de um oficial retirado da marinha, Rupert Gould, estimula a primeira série de expedições de busca, financiada por sir Edward Mountain, o magnata dos seguros.
Mountain contrata vinte homens, depois de tê-los escolhido na lista dos desempregados locais, e posiciona-os, com máquinas fotográficas e binóculos em diferentes pontos estratégicos em torno do lago.

Acontece um que outro avistamento, mas o grande acontecimento é uma filmagem feita pelo capitão James Frazer, de Inverness. No entanto, depois verem o filme, os zoólogos da Linnaean Society, estavam de acordo ao afirmar que o animal que aparecia no registro, era uma foca ou uma grande lontra. Com esta enésima desilusão, apaga-se em todo o mundo o entusiasmo pelo monstro, já que surgiram preocupações mais importantes com os terríveis monstros alemães na ascensão do nazismo.

O interesse não volta até abril de 1957, quando é publicado o livro "More Than a Legend" de Constance Whyte.

Trata-se de uma coleção de todas as provas que sustentavam a autenticidade do monstro que, graças ao sucesso que chega a alcançar o livro, provoca um imprevisto renascimento do interesse pelo monstro do lago Ness. Desse modo, volta a aumentar o número de visitantes às terras altas escocesas. Um desses, o engenheiro aeronaval Tim Dinsdale, fica tão impressionado com todo o assunto, que decide imediatamente abandonar sua carreira de engenheiro e se dedicar exclusivamente ao enigma.

Em 1960, Dinsdale roda cerca de quinze metros de filme que mostra um objeto distante em movimento: o filme foi exibido no curso do programa Panorama da BBC e impressionou notavelmente os espetadores, deixando inclusive, os céticos perplexos. Assista um trecho da gravação:

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As Buscas Submarinas

A busca pelo monstro começa a mudar agora. Ao invés de pessoas estrategicamente colocadas nas margens para tirar fotos, entra em ação a busca submarina.

Em 1962, David James constitui oficialmente o "Bureau for Investigating the Loch Ness Monster Phenomenon", abreviado Loch Ness Investigation (LNI), uma sociedade que teve como objetivo, estabelecer diferentes pontos de observação permanentes em torno do lago. Dela fazem parte também Constance Whyte e sir Peter Scott (filho do famoso explorador antártico Robert Scott). No entanto, o trabalho da sociedade não conseguiu produzir nada concreto, exceto uma recompilação das provas já existentes.

Em 1969, talvez inspirada pelo célebre filme de desenhos animados dos Beatles Yellow Submarine, a LNI organizou uma expedição com um submarino amarelo a um local denominado Viperfish. O otimista objetivo da missão: arpoar o monstro ou, pelo menos, conseguir alguma amostra de seu tecido epidérmico para fazer uma análise. Depois de encalhar em sua primeira expedição, o submarino se mostrou ruidoso demais, lento e problemático para poder ser útil e por isso, o projeto foi abandonado.

Tentativa de arpoar o "monstro" usando um submarino no final da década de 1960.

Em 1972, uma equipe da Academy of Applied Science, dirigido pelo doutor Robert H. Rines, auxiliado por um estroboscópio subaquático e por um sonar, obteve imagens fotográficas e de sonar de um animal grande e compacto. Um acréscimo realizado por um computador da NASA de uma das fotos, mostrou um apêndice similar a uma barbatana anexada a um corpo robusto e rugoso. As provas fotográficas foram corroboradas pelas do sonar, que havia revelado a presença de grandes objetos móveis, constituindo desse modo na descoberta mais importante das investigações no lago Ness até aquele o momento.

Três anos depois, a equipe obteve outras provas fotográficas de um ou mais animais que vivem no Loch Ness. Em uma das fotos, se pode apreciar o que parece ser uma cabeça coberta por algum tipo de protuberância.

"Cabeça" com protuberâncias.
“Nessiteras Rhombopteryx”

Robert Rhines mostra uma foto que choca o mundo. Ela mostra o que seria uma aleta ou a cauda do monstro. Sir Peter Scott, do Bureau for Investigating the Loch Ness Monster Phenomenon, deram uma conferência à imprensa em que anunciaram ter dado um nome ao monstro: "Nessiteras Rhombopteryx", que vem a significar, mais ou menos, "a maravilha do Ness, com barbatana de forma triangular". A Imagem foi publicada na capa da prestigiosa revista Nature.

Por causa do formato do monstro da foto, as pessoas começaram a dizer que o monstro ela na verdade um Plesiossauro, um dinossauro enorme com quase 5 metros de comprimento extinto a mais de 65 milhões de anos!

Nessiteras Rhombopteryx
Entre um e outro balde de água fria, o interesse pela busca continuou no lago, até que em 1987 foi organizada uma expedição imponente, conhecida como a operação Deepscan.

Operação Deepscan

A operação Deepscan foi a investigação mais completa. Duas dúzias de barcos equipados com sonar de tipo médio, um ao lado do outro, rastrearam toda a superfície do lago em toda a sua extensão, palmo a palmo. As medições duraram três dias, mas apenas em uma ocasião foi registrado o movimento de algo a grande profundidade; no entanto, não foi possível identificar sua natureza.

Hoje, quando milhões de pessoas ouviram falar do monstro do lago Ness, mais de quatro mil afirmam tê-lo visto e uma centena tentaram caçá-lo, mas o mistério continua enquanto muitos dos quatro mil estranhos "avistamentos" podem ser explicados de alguma das maneiras mencionadas anteriormente, é difícil de recusar todas do mesmo modo.

Fantasmas ou discos voadores, em teoria, não são facilmente localizáveis e portanto, não é possível estabelecer antecipadamente planos de observação; mas no caso do monstro do lago Ness, a área a ser controlada, embora seja grande, resulta sempre geograficamente limitada. O fato que mais surpreende neste mistério todo, é que durante 1.400 anos, se partimos da suposta observação de São Columbano, ou que seja a partir de 1933, nunca foi obtida uma só prova convincente que superasse qualquer tipo de dúvida, sobre a existência de uma ou mais criaturas gigantes nas águas do lago.

Sugeriram alguns que as águas escuras e profundas, fazem a procura muito difícil, inclusive para alguém que estivesse vigiando constantemente seria difícil de observar qualquer tipo de movimento. Além disso, as possibilidades de estar no local certo na hora certa, para ver esse "monstro" em seu ambiente são extremamente escassas.

Mas talvez, antes de tentar explicar esse argumento sobre a razão de não conseguirem ver o monstro, seria melhor que tentemos compreender se as provas obtidas no decorrer do tempo, permitem afirmar com certeza que realmente existe tal monstro no lago.

Ilustração da operação Deepscan

Duas dúzias de barcos equipados com sonar rastrearam toda a superfície do lago em toda a sua extensão.
Atualidade

Apesar da Operação Deep Scan ter jogado um balde de água fria nos defensores do monstro, relatos, fotos e vídeos de avistamentos continuam a serem publicados regularmente por jornais até os dias de hoje.

Com o aumento da tecnologia, novas varreduras foram feitas no lago e não encontraram nada. O canal Animal Planet exibiu um destas buscas em 2007. Usaram 2 barcos com um sonar tão potente que seria a mesma coisa colocar 600 barcos com sonares antigos no lago e não encontraram nada. Aliás, encontraram sim. A equipe de filmagem escondeu no fundo do lago uma boia cheia de ar sem a equipe dos barcos saberem, como forma de controle. Foi localizada. Os sonares funcionavam :)

Quem quiser ficar por dentro de avistamentos, fotos e filmagens do mostro tem de acessar o site "The Official Loch Ness Monster Sightings Register". Ele cataloga todos os avistamentos feitos do Mostro desde o ano de 565. Curiosamente, em 2013 não foi registrado nada, ninguém viu, tirou uma foto ou filmou! Isso não acontecia desde 1925!

Avistamento feito em 2001 pelo fotógrafo James Gray e seu amigo Peter Levings quando eles estavam pescando no lago.


Em 2005, dois estudantes americanos divulgaram ter achado um dente de Nessie na encravado na carcaça de um veado nas margens do lago Ness. Mas especialistas em animais identificaram o "dente" como sendo o chifre de uma corça.
Em 2014, Jonathan Bright capturou imagem de suposto monstro do Lago Ness, após visualizar cabeça saindo da água.


Em 2014, o aplicativo Apple Maps revelou uma imagem que lembra um animal com duas nadadeiras e aproximadamente 30 metros de comprimento navegando em um canal do lago escocês, situado a 37 quilômetros da cidade de Inverness.









Mas se barcos mostram que não existe monstro no Lago Ness, como explicar os avistamentos, fotos e vídeos mostrados até aqui? Vamos analisa-los...

Analisando Alguns Personagens e Avistamentos

- São Columbano: Ao consultar o texto original da Vita Sancti Columbae em que é contado o episódio, se descobre que de fato, o autor não se refere ao lago Ness, mas sim ao Rio Ness. Um rio longo e pouco profundo, separado do lago Ness por outro lago, o Doch-four. A escassa profundidade da água do rio Ness, ainda que não impeça a navegação, faz improvável a ideia da presença de um monstro.

- Alex Campbell: Devemos olhar com cuidado também para Alex Campbell, o homem que escreve o artigo sobre o avistamento do monstro para um jornal local, desencadeou com sua matéria um interesse que rapidamente se alastrou pelo mundo.

Em seu artigo, Campbell relatava como John MacKay e sua mulher haviam visto "um enorme animal que se deslocava com movimento ondulatório e que depois submergia no lago". O detalhe de que o casal tivesse um pequeno hotel que, nos meses seguintes, foi tomado de assalto pelos curiosos para ver o lago, insinua uma legítima suspeita sobre a autenticidade de seu avistamento.

Independentemente das considerações deste tipo, as coisas não aconteceram como Campbell havia contado em seu artigo. A senhora MacKay logo explicou que seu marido não havia visto nada porque estava dirigindo, enquanto que ela apenas se sentiu atraída por uma agitação que havia na água e que lhe pareceu provocada por "duas lontras que brigavam entre si".

Portanto, foi Campbell, que também era o guarda do lago, quem teve o mérito de ter propagado pela primeira vez, a ideia da existência de um monstro. Desde criança, ele cresceu com a convicção de que uma criatura semelhante podia viver no fundo do Loch Ness. Por outra parte, explicava, "por que seus pais sempre tinham advertido para que não brincasse próximo demais do lago" O fato de que fossem muitos os que morreram afogados em suas gélidas e profundas águas não parecia ter sido considerado por Campbell motivo suficiente para as advertências de seus pais.

Campbell já havia escrito sobre o monstro e contado que havia avistados mais vezes, mas seus relatos eram limitados ao círculo de seus concidadãos. Mas depois de muitos anos, Campbell se converteu em uma celebridade entre os "caçadores" do monstro; na verdade, ninguém avistou tantas vezes como ele (ao menos dezoito vezes!) nem havia estado tão próximo do monstro.

Em certa ocasião, enquanto se encontrava no lago a bordo de uma embarcação, o monstro teria se aproximado e carregado o barco sobre suas costas durante um bom trecho. Campbell sempre se encontrava só nessas ocasiões em que aconteciam esses supostos encontros "de terceiro grau", e jamais pôde proporcionar uma só fotografia ou outra prova que pudesse confirmar suas histórias.

- Academy of Applied Science: Não tinha contato com nenhuma universidade e seus membros mais importantes não eram cientistas, mas sim advogados e homens de negócios. A credibilidade científica deste grupo, portanto, não havia sido demonstrada. Apesar de tudo, o bombástico nome da associação resultava suficientemente impressionante nas páginas dos jornais que se ocuparam de sua iniciativa.

Analisando a Filmagem de Dinsdale

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Ronald Binns, que escreveu o livro The Loch Ness Mystery Solved, uma indagação completa e documentada sobre o monstro do lago Ness, levou a cabo uma análise convincente da filmagem de Dinsdale, concluindo que a forma filmada pelo cinegrafista é, quase com certeza, uma lancha a motor. A grande distância e a velocidade com que se move o objeto, apontam nessa direção.

O particular estado psicológico em que se encontrava Dinsdale, poderia ter sido a causa da interpretação equivoca. Além disso, Binns frisa um detalhe particularmente revelador na filmagem original. Enquanto o suposto monstro está se movendo no lago, pelo caminho que vai pela costa, distante pouco menos de cem metros do ponto em que se encontra o "monstro", passa o que provavelmente era uma caminhonete.

O interessante é que, enquanto que tradicionalmente sempre disseram que o monstro reagia fugindo ante qualquer ruído, o misterioso objeto filmado por Dinsdale continua seu caminho sem a menor amostra de alteração pelo ruído causado por um motor que passa a algumas dezenas de metros de onde se encontra. O comportamento do motorista do veículo também se mostra muito interessante.

De fato, continua de forma tranquila pela estrada. Qualquer que passasse naquele momento, à velocidade a que ia e por uma estrada deserta, não poderia deixar de pelo menos ver um enorme monstro que se deslocava a algumas dezenas de metros de distância. O fato do veículo não se deter, sugere que o motorista viu provavelmente algo perfeitamente normal, como uma lancha a motor.

Ao comparar os fotogramas do registro de Tim Dinsdale com um experimento de controle, o resultado parece ser bastante evidente, mais ainda pelo ponto claro em frente ao objeto, podendo ser na verdade o disco de licença da embarcação, que normalmente é amarelo ou laranja e por isso é muitas vezes a parte mais brilhante do barco.

O objeto pálido na parte da frente do que seria uma embarcação na filmagem de Dinsdale, poderia ser um disco de licença. Na imagem acima, um disco semelhante em um barco.
Dinsdale é também conhecido por ter sido o primeiro que estabeleceu, em seu livro The Leviathans (1966), a ideia de que John Cobb, campeão de lancha a motor, morresse em 1952 devido a um impacto contra o "monstro", assustado pelo ruído do motor da lancha. Cobb encontrava-se no lago para bater o record mundial de velocidade, mas sua lancha, o Crusader, se desintegrou ao chocar contra uma massa d'água. Alguém afirmou que havia visto o rastro do monstro se afastar naquele preciso momento.

É absolutamente certo que a lancha de Cobb se desintegrou depois de ter chocado contra uma onda, mas esta havia sido provocada por uma das lanchas que a precediam, e não pelo "monstro" em sua fuga. Na velocidade que ia, o choque da lancha contra uma pequena onda foi uma catástrofe. Deste episódio existe uma filmagem, e a presença das ondas residuais procedentes das lanchas piloto foi confirmada por testemunhas presenciais do acidente.

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Analisando Algumas Fotos Famosas

- 3 Corcovas: Ronald Binns, em seu livro The Loch Ness Mistery Solved, realizou um detalhado exame de todas as fotografias mais importantes. Fora algumas já mostradas no decorrer deste artigo, Binns analisou a fotografia em que se vêem surgir da água três "corcovas".

Um monstro com essas caraterísticas estaria em contradição com todos os demais avistamentos; mas o que resulta mais importante é que na foto tomada não existe o menor movimento da água. Não só as "corcovas" estão imóveis mas também não se encontram estas alinhadas entre si; além disso estão bem perto da orla, onde há menos água.

Finalmente, Binns conseguiu fotografar algumas rochas que sobressaem do lago, de uma maneira que resultam muito parecidas às supostas "corcovas do monstro".

Fotografia de Binns mostrando rochas na beira do lago Ness.

- A Foto de MacNab: Em 29 de julho de 1955, o gerente de banco Peter MacNab tirou uma foto de algo grande em movimento através da água do lago perto de Castelo de Urquhart. Mas quando o pesquisador Roy Mackal estudou a foto, ele descobriu diferenças entre o negativo da imagem e da impressão que MacNab haviam mostrado originalmente para a mídia.

Especificamente, havia mais a imagem na impressão do que havia no negativo - a árvore no canto inferior esquerdo está faltando no negativo. Isso o levou a concluir que o "negativo" havia sido criado refotografando uma impressão. Em outras palavras, ficou claro que a imagem havia sido adulterada.

A foto de MacNab poderia ser uma foto tomada de uma impressão.


Em 21 de maio de 1977 o mágico Anthony "Doc" Shiels
 teria tomado a foto da "elefante lula".
- "Elefante-lula": Uma das fotos mais nítidas, e em cor, é claramente uma piada. Mostra o pescoço e a cabeça do monstro em que se distinguem nitidamente um olho e a boca aberta. A foto é notoriamente falsa, não só pelo aspecto fictício do monstro e pelo fato de que se acredita absolutamente imóvel na água (não estão de nenhum modo presentes as normais ondas circulares que deveriam existir, se naquele momento emergisse um objeto à superfície).

A foto é falsa porque foi feita por um conhecido ilusionista inglês chamado Anthony "Doc" Shiels, muito aficionado a este tipo de brincadeiras.

Outras fotos resultaram ser grandes ramos flutuantes, barcos tomadas desde longe, ondas... Um capítulo particularmente interessante no livro de Binns, mostram as fotografias de lontras, cabritos e cormorões que estão nadando no lago. Se não se sabe que se trata destes inócuos animais, resulta muito fácil dizer afirmar que são novas imagens do "monstro".

- Foto de Hugh Gray: lembra que mostrei lá no início a 1ª foto do mostro do lago Ness, feita em 1933 por Hugh Gray? Foi descoberto recentemente após aplicar filtros sobre a imagem, que ela mostra o que seria um cachorro segurando um galho na água.

A 1ª foto do Monstro do Lago Ness na verdade é um cachorro!
- “Nessiteras Rhombopteryx”: Foto feita pela Academy of Applied Science. Depois de examinar a foto, os cientistas concluíram que não demonstrava a existência de nenhum monstro. O que se via podia ser simplesmente bolhas de ar e a "cabeça" do monstro, poderia ser um cavalo morto ou o tronco de uma árvore.


Mais tarde, descobriram que o nome era também um anagrama: “Monster hoax by Sir Peter S” (a fraude do monstro por Sir Peter S.). Mais tarde revelou-se que a imagem havia sido produzida por computador.

Nessiteras Rhombopteryx


- Foto da Barbatana: Outra foto feita pela Academy of Applied Science. Robert Rhines exagerou sua publicidade e sua credibilidadeveio abaixo posteriormente, quando uma investigação realizada pelo Sunday Times revelou que o advogado havia tentado por todos os meios, conseguir um benefício econômico com as fotos.

Primeiro tentou vendê-las por cerca de 100.000 dólares à revista National Geographic, que recusou. Depois tentou provar, também sem sucesso, as fotos como sendo "Fraude". Finalmente havia conseguido encaixá-las nos jornais ingleses mais sensacionalistas.

As fotos, no entanto, e apesar de que foram apresentadas por Rhines como "o fato mais importante acontecido neste século", são uma desilusão, pois apesar de que as imagens que as mesmas câmeras haviam captado de salmões e enguias estivessem muito bem definidas e centradas, as do suposto monstro mostravam somente vagos contornos sem detalhes.

O relatório feito pelos zoólogos do British Museum sobre estas fotos é o seguinte: "As fotografias não constituem uma prova aceitável da existência de um grande animal vivo. Todas as fotografias mostram objetos diferentes, e não há razão para associá-las a fotografias anteriores. A confusão das imagens é tal que seria igualmente plausível uma vasta gama de interpretações especulativas."

O naturalista David Attenborough sugeriu que a "barbatana" poderia simplesmente pertencer a um peixe normal fotografado de um ângulo diferente.

A foto de Rhines - Seria apenas uma barbatana de peixe?

- Fotografia do Cirurgião: Durante muito tempo a foto mais conhecida do "monstro do lago Ness" foi considerada como tendo sido tomada pelo coronel Kenneth Wilson - também conhecido como o "cirurgião", porque ele praticava medicina perto de Harley Street. A imagem ficou ultra-famosa e é provavelmente uma das imagens fotográficas mais reconhecíveis no mundo.

A famosa "fotografia do cirurgião" de 1934.
Na verdade a foto foi tomada por Wetherell
Na verdade, a foto foi uma fraude encenada por Wetherell que foi um grande caçador contratado pelo Daily Mail em 1933, para investigar o monstro do lago Ness. Pouco depois de chegar ao lago ele descobriu pegadas. Ele pode ser visto na imagem "examinando-as" antes de fazer moldes de gesso que foram enviados para o Museu Britânico de História Natural.

O Museu Britânico de História Natural levou algum tempo para perceber que os moldes eram da pata traseira esquerda de um hipopótamo. Um dos motivos que pode ter tomado tempo para identificar o embuste, era porque havia sido feita a partir de um membro de hipopótamo seco, na verdade, um cinzeiro feito de um antigo troféu que ele havia caçado.

Na verdade, a foto foi uma fraude encenada por
Wetherell que pode ser visto à direita desta imagem.
Durante anos pensou-se que um porta guarda-chuvas com formato de de hipopótamo havia sido usado e somente quando David Martin e a pesquisa de Alistair Boyd, rastrearam o objeto real usado, a fraude do hipopótamo foi exposta, Wetherell foi publicamente humilhado e demitido pelo Daily Mail.

Ele decidiu então se vingar, fazendo com que o mundo todo acreditasse em uma excelente fotografia falsa sua, criada usando um submarino de brinquedo com a cabeça e pescoço feitos de madeira e plástico.

Marmaduke Wetherell, disse que afundou o falso monstro com o pé no lago e que poderia estar por lá ainda hoje. Contando com a ajuda de seu filho Ian Wetherell e de Maurice Chambers, um agente de seguros e a fim de aumentar a credibilidade, pediram a ajuda de um brincalhão, Robert Kenneth Wilson, "o cirurgião", quem vendeu as fotos ao Daily mail. O resto é história.

Um submarino de brinquedo, madeira e plástico.
- Foto do Apple Maps: Mick West, criador do site metabunk.org, especializado em destruir mitos, disse ter identificado e posto fim ao mistério: trata-se de uma simples embarcação. Ele postou no Twitter fotos que comprovam sua teoria.


Plesiossauro

Muitos acreditam que o mostro que vive no lago Ness seja um plesiossauro, um réptil extinto há setenta milhões de anos. Um problema surge imediatamente quando se considera que não existem restos de plesiossauro que sejam mais recentes que os que remontam o período mesozoico.

É evidente que para um plesiossauro chegar vivo até os nossos dias, não poderia ser através de um portal no tempo. No mínimo teria que ter sido um casal no início, depois, os filhotes precisariam ter seguido se reproduzindo até chegar ao monstro (ou monstros) atual do lago Ness, isso sem contar com a implacável atrofia genética (casamento entre irmãos).

Apresenta-se aqui, no entanto, outro problema; se esta teoria fosse verdadeira, o fundo do lago deveria estar coberto por esqueletos de dinossauros, enquanto todos os exames realizados demonstraram que o fundo do lago é plano, sem que existam nele cavernas em que os "plesiossauros" pudessem se esconder ou criar um cemitério...

Outro problema: o monstro teria que respirar! A cada 10 ou 15 minutos ele teria que subir a superfície! Depende do tanto que se movimentam. Um crocodilo pode ficar horas sob a água se ficar bem paradinho. As águas do Lago Ness são geladas, forçando o monstro a se movimentar para gerar calor. Com isso ele teria de subir regularmente para respirar. Se existe um ou uma população de monstros, veríamos eles regularmente emergir...



Uma Pontinha de Esperança

Assombrados, por tudo que foi mostrado fica fácil concluir que não existe Mostro no Lago Ness.
Mas façamos um esforço e deixemos de lado, por enquanto, todas as considerações relativas de que um ser de grandes dimensões não poderia viver provavelmente nas gélidas águas do lago, e suponhamos que um réptil desse tipo tivesse ficado isolado nessa porção d'água quando, após a última glaciação, o nível da terra começou a emergir, separando as águas do mar. Não poderia ser este um palco realista?

Por outra parte, não há muitos anos foi encontrado ao longo da costa de Madagascar, espécimes de celacanto, peixes que se acreditava estarem extintos há setenta milhões de anos.

O problema, não obstante, é que nenhum cientista se permitiria negar a sobrevivência de uma determinada espécie se baseando exclusivamente em conceitos pré-estabelecidos; principalmente, porque animais contemporâneos dos dinossauros, como os crocodilos, as tartarugas ou os tubarões, seguem existindo em nossos dias.

No caso do celacanto, os cientistas convenceram-se de que havia sobrevivido durante setenta milhões de anos pelo fato de que, depois de encontrar o primeiro espécime decomposto em 1938, foi capturado poucos anos depois, em 1952, um espécime vivo, com o qual foi dado como concluído o mistério.

Enquanto entre a observação de um celacanto e sua posterior captura, decorreu um tempo muito breve, com o monstro do lago Ness a coisa é muito diferente, pois temos aqui que essa hipotética espécie animal gigante escapou de não só uma simples captura mas nem sequer dispomos de um documento fotográfico, e tudo isso tratando de uma extensão de água relativamente pequena.

Conclusão

Os avistamentos feitos pelas pessoas são erros cometidos por nosso cérebro, que tenta adivinhar o que está vendo. Quando as pessoas veem algo no lago que não sabem o que é, é inevitável que tentem interpretar como sendo o monstro do Lago Ness. Muitos desses avistamentos, fotos e vídeos são na verdade lontras, focas, rocha ou galhos de árvores.

A verdade é que não existe qualquer monstro no Lago Ness.

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Tradução/Adaptação/Coordenação: rusmea.com & Mateus Fornazari

Fontes (acessadas dia 11/07/2015):
- BuzzFeeD Community: Loch Ness Monster Was a DOG ???
- Loch Ness Investigation
- AssombradO.com.br
- OperaMundi: Hoje na História: 1987 - Termina busca pelo Monstro do Lago Ness, na Escócia
- The Official Loch Ness Monster Sightings Register
- The Nessie Hunters
- Wired: Rines, Army Scientist and Monster Hunter, Dies at 87
- Arquivos do Insolito: Homem fotografa suposto monstro do Lago Ness após capturar imagem de cabeça de criatura saindo da água
- The Guardian: The hunt for the Loch Ness monster – 75 years and counting
- DailyMail: Is that Nessie emerging from the deep? 'Monster's head' pictured on surface of choppy Loch Ness
- Wikipedia.pt: Lago Ness
- International Business Times: Loch Ness Monster Sightings Rubbished: Nessie 'Just Floating Logs'
- Wikipedia.en: Loch Ness Monster
- Loch Ness Information Website: 1934 The Marmaduke Wetherell Photographs
- Loch Ness Investigation: A day, and a man, remembered.
- Hoaxes.org: The MacNab Photograph
- Medieval Manuscripts blog: Loch Ness Monster Found at British Library
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