1 de julho de 2015

Minha História Assombrada: Brincando com Espelhos

Meu nome é Anna e tenho 17 anos e sou uma grande fã do blog de vocês. Sou de São Paulo capital. Minha história começou alguns anos atrás, eu e meu irmão temos 8 anos de diferença, portanto muitas coisas que vieram a acontecer meus pais esconderam de mim, quando meu irmão fez por volta de 4 a 6 anos eu percebi que ele passava muito tempo na frente do espelho, brincando com seus bonecos e carrinhos e esse tipo de coisa. Dia sim, dia não eu o via brincar e falar com o espelho, com ele mesmo, eu imaginava. Aparentemente não, ele começou a se demonstrar agressivo com o passar dos meses, e sempre que passava na frente do espelho, ou de algo que o refletisse ele fechava a cara, olhava pro outro lado, e chegava a sussurrar coisas inaudíveis.

Aquilo começou a me incomodar e eu comentei com a minha mãe o que havia percebido, e até então ela nunca tinha notado nada estranho.

Ela conversou com ele e ele começou a se conter um pouco, mas ainda assim eu sentia que ele ainda parecia nervoso com espelhos.

Uma vez, ao vê-lo em cima da pia do banheiro tocando no espelho e falando, eu cheguei vagarosamente pra conseguir ouvir o que ele falava, os olhos pareciam estáticos e ele sussurrava e sussurrava sem parar, porém muito baixo.

Quando ele percebeu minha presença se assustou e desceu da pia rapidamente me olhando e esperando que eu dissesse algo, até que eu perguntei: Com quem você estava falando?

E ele, ainda com os olhos arregalados respondeu: Com ninguém -  e saiu correndo.

Eu fiquei algum tempo olhando pro espelho, sem entender e aquilo me gerou certo desconforto.
Não cheguei a comentar om a minha mãe, mas vi aquilo se repetir algumas vezes, sempre com a mão direita no espelho ele ficava com os olhos quase que sem piscar sussurrando.

Um dia eu o vi rindo pro espelho e deduzi que seria alguma brincadeira que envolvia careta ou algo do tipo, minutos depois ele estava encarando muito feio o espelho, o que mais me incomodou foi o riso que parou subitamente e o olhar feio que ele começou a lançar pro espelho, rapidamente ele virou a cabeça pra mim e me olhou da mesma maneira, o olhar dele estava cheio de raiva e aquilo me amedrontou muito. Cheguei a imaginar se era ele mesmo quem me olhava assim. Sai correndo e abracei minha mãe, eu tremia muito, estava aterrorizada com a maneira que ele me olhou, não parecia ele, sequer parecia com o olhar de uma criança, estava cheio de ódio, como se não gostasse de ser observado, aquilo realmente me marcou e se eu fechar os olhos consigo sentir o mesmo peso que senti quando ele me lançou aquele olhar ainda hoje.

Depois disso, eu passei a me distanciar dele, não falava com ele, não chegava perto dele com medo de que ele me olhasse daquela maneira novamente, ou fizesse algo.

Semanas depois, por volta das seis da tarde ouvi alguns gritos no andar debaixo da casa, e sai do quarto pra ver o que era e ele estava gritando de olhos fechados na frente do espelho repetidas vezes ''Eu não quero mais brincar''.

Quando minha mãe finalmente chegou no lugar e o abraçou ele estremeceu e gritou muito alto, como se estivesse em dor, não gritou nada em especial. Ele também deveria estar aterrorizado, mais do que eu que apenas observava ele quem estava vendo e vivendo aquilo, ele chorou por alguns minutos e continuou com os olhos fechados.

Minha mãe o levou  numa benzedeira, conhecida da família, Dona Maria, uma senhora que já veio a falecer, e me disse apenas que: Ele tinha a áurea aberta, por ser criança as coisas chegavam nele com mais facilidade, tanto pra falar quanto pra ver, que o que ele via era real, mas que estava fechando e que ela já havia feito algo pra que passasse. E que nunca mais eu deveria tocar no assunto.

E desde então nunca mais o vi olhando-se ou conversando com o espelho, nunca mais toquei no assunto, mas espelhos até hoje me dão calafrios, e me deixam um pouco perturbada, hoje sou próxima do meu irmão e nada nunca mais aconteceu com ele, nunca mais me olhou daquela forma e que eu saiba aquilo não o afeta mais, de maneira que provavelmente ele nem lembre do ocorrido por ser muito pequeno quando aconteceu. Não sei o que ela fez para que essa áurea fechasse, também não sei o que ele via no espelho, não sei do que ou com quem brincava, e não perguntarei por medo de que um dia volte a acontecer.

É isso, espero que gostem e façam bom uso.

Abraços, parabéns pelo incrível trabalho de vocês.

História assombrada enviada por Anna

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