5 de maio de 2015

Arquiteto Reconstroi a Grande Pirâmide e Descobre Coisas Incríveis


Sua reconstrução tridimensional permitiu descobrir suas medidas originais (100.000 vezes o número pi) e demonstrar que estava coroada por uma esfera de mais de dois metros.

As investigações do arquiteto catalão Miquel Pérez-Sánchez durante mais de dez anos permitiram reconstruir por computador, com grande exatidão, a pirâmide de Quéops e determinar que estava coroada por uma esfera de mais de 2 metros. Pérez-Sánchez, que apresentou no dia 17 de abril de 2015 a publicação do livro que compila sua tese de doutorado, explicou na apresentação que "da análise da pirâmide se deduz que era uma espécie de enciclopédia do saber de seu tempo".

A Grande Pirâmide, a edificação mais importante do Reino Antigo, foi construída durante o reinado de Khufu (Quéops - 2550 a.C. a 2527 a.C.), segundo faraó da IV Dinastia, a quem Heródoto chamou Quéops. Foi a primeira das 7 Maravilhas do Mundo Antigo e a única que permaneceu em pé, e na atualidade se encontra desprovida de seu recobrimento original de blocos de pedra calcária branca e seu cume perdeu 9 metros de altura e portanto, até agora não se conhecia sua forma exata, afirma Pérez-Sánchez. A esfera que coroava a pirâmide, diz o arquiteto, simbolizava o Olho de Hórus e tinha um diâmetro de 2,718 côvados reais (2,7 metros), a medida do número de Euler. Acrescenta que esta esfera de coroação estava, ao mesmo tempo, proporcionada com o Sol e com Sirius, a estrela mais brilhante do céu, que estava associada a Ísis.

As investigações do arquiteto, que contou com o apoio de uma equipe pluridisciplinar, permitiram desenhar o monumento por computador com uma exatidão de 4 decimais, o que representa "100 vezes superior à precisão habitual em arquitetura". O desenho tridimensional da Grande Pirâmide permitiu descobrir suas medidas originais, analisá-la e entender o significado histórico do monumento.

Conhecimentos científicos inesperados

Pérez-Sánchez explicou que, além da esfera de coroação, hoje desaparecida, esta reconstrução possibilitou conhecer "o ângulo de inclinação, de 51,84º; a plataforma de apoio da esfera, de perímetro pi (µ) côvados reais; e a altura do vértice piramidal, de 277.778 côvados reais, igual ao quociente de dividir 1.000.000 entre 3.600".

Em seu julgamento, a descoberta da forma e medidas originais da Grande Pirâmide, e sua reconstrução e análise, revelou "uma arquitetura feita de pura matemática e geométrica, geodésica e astronômica".

A superfície original da pirâmide, "hoje em ruínas", era 100.000 vezes o número pi (µ), o que avançava em aproximadamente 3.000 anos o conhecimento do µ. Os egípcios que criaram Quéops possuíam "conhecimentos científicos inesperados", entre os que cabe destacar o uso do Teorema de Pitágoras dois milênios antes do sábio de Samos, uma precisão na definição do número pi com 6 decimais que se adiantou em 3 milênios, assim como o conhecimento do número e das medidas da Terra, do Sol e de Sirius que se anteciparam em mais de 4 milênios".

Tumba... E Cenotáfio comemorativo

A dependência geodésica da Grande Pirâmide foi confirmada por relações de escala baseadas no sistema sexagesimal: "o meridiano terrestre pode ser obtido como 43.200 vezes o perímetro da base em contato com a terra; o raio polar, como 43.200 vezes a altura total do monumento, e o perímetro médio da Terra, como 21.600 vezes o perímetro total da base".

A partir dos dados astronômicos contribuídos por Plutarco, permitiram situar o monumento em seu contexto histórico: "Na Grande Pirâmide, o faraó Quéops (Khufu), ao mesmo tempo em que construiu sua tumba, edificou um cenotáfio, um monumento comemorativo em celebração aos mil anos do Dilúvio e em homenagem a seus antepassados mortos". Este fato explica a causa de que Seneferu, o pai de Quéops (Khufu), construísse durante seu reinado três pirâmides em busca da pirâmide perfeita: "Tinha um compromisso com a história e este fato explica o esforço dos arquitetos de Khufu para incluir dentro da Grande Pirâmide os conhecimentos do passado".

O arquiteto aponta dessa forma em seu estudo que "a Grande Esfinge não é contemporânea das pirâmides que a rodeiam, mas sim que seria de uma civilização anterior que a esculpiu com forma de leão no oitavo milênio a.C.".

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Tradução/Adaptação: rusmea.com & Mateus Fornazari
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