14 de abril de 2015

Aumentam para Dez os Misteriosos Pontos Brilhantes no Planeta Anão Ceres


Um novo mapa em cores do planeta anão Ceres, revelou até dez pontos brilhantes em sua superfície. Diferenças na morfologia e na cor da superfície, sugerem que Ceres foi uma vez um corpo ativo.

Estas (acima) imagens tomadas pela sonda Dawn, destacam duas regiões de Ceres que contêm pontos brilhantes. O principal cientista desta investigação, Chris Russell, explicou que este planeta anão não foi uma rocha inerte ao longo da história. "Era ativo, com processos que deram lugar a diferentes materiais em diferentes regiões", assinalou durante a apresentação destes resultados na Assembleia Geral da União Europeia de Geo-ciências em Viena.

A missão Dawn da NASA, que orbita Ceres desde o passado mês de março, determinou durante esse tempo que esse planeta está constituído por 25 por cento de gelo d'água, e sua superfície está cheia de crateras que agora sabem que são mais pequenos do que se pensava. Também foram detectados alguns pontos ou regiões muito brilhantes em seu hemisfério norte. Graças ao espectrômetro visível e infravermelho (VIR), que examina Ceres em luz visível e infravermelha, os cientistas têm estado observando as temperaturas relativas às caraterísticas da superfície de Ceres.

Mapa panorâmico criado a partir de imagens tomadas pela sonda Dawn antes de ser capturada pela órbita de Ceres. Março, 2015. 

O exame preliminar sugere que existem ao menos dez pontos brilhantes na superfície de Ceres que se comportam de maneira estranha, informa em um comunicado o Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA. Os especialistas indicaram que terão mais detalhes a respeito desses novos dados quando a nave espacial comece sua primeira fase científica intensiva (Em 23 de abril) e se aproxime a uma distância de 13.500 quilômetros do planeta anão. "Os pontos brilhantes seguirão fascinando a equipe científica, mas teremos que esperar até nos aproximar e sermos capazes de resolvê-los antes de que possamos determinar sua origem", apontaram os pesquisadores.

Tradução/Adaptação: rusmea.com & Mateus Fornazari

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