11 de março de 2015

O Desaparecimento do Povoado de Anjikuni

O mistério começou em 1930 quando o caçador Arnand Laurent e seus dois filhos viram um estranho brilho que cruzava o céu setentrional do Canadá. Laurent declarou que a luz mudava de forma por momentos, de maneira que em um instante era cilíndrica, e ao seguinte, parecia uma bala enorme.

Poucos dias depois, dois membros da polícia montada que iam a caminho do lago Anjikuni, se detiveram na cabana de Laurent em busca de abrigo. Um deles explicou que no lago havia "algo assim como um problema". Laurent menciono-lhes o estranho avistamento. O policial perguntou ao confuso Laurent se a luz que ele havia visto se dirigia para o lago e este lhe respondeu afirmativamente, O policial moveu a cabeça sem mais comentários, durante os anos seguintes os Laurent não voltaram a ser interrogados.

Esse foi um descuro compreensível pois a Real Policial Montada do Canadá já estava ocupada nessa época com o caso mais estranho de sua história.

Um caçador, chamado Joe Labelle, andava com suas "raquetes" de neve para o povoado junto ao lago Anjikuni, sentindo-se pressionado por uma estranha sensação de pavor. Normalmente, aquele era um ruidoso núcleo rural de 1200 pessoas e naquele dia, Joe esperava ouvir os cães de trenó que ladravam dando-lhe sua habitual boas-vindas. Mas as choças rodeadas pela neve estavam enclausuradas no silêncio, e não saía fumaça de nenhuma chaminé. Ao passar pela beira do lago Anjikuni, o caçador viu que os botes e os caiaques ainda se encontravam amarrados à orla.

No entanto, quando foi de porta em porta, encontrou apenas uma solidão misteriosa. Ainda estavam apoiados nas portas, os apreciados rifles dos homens. Nenhum viajante esquimó jamais deixaria seu rifle em casa. Dentro das cabanas, as panelas de guisado de caribu estavam mofadas sobre os fogos apagados há muito tempo. Sobre uma cama, havia um anorak (jaqueta) inacabado e duas agulhas de osso juntas da peça de roupa.

Mas Labelle não encontrou corpos, nem vivos nem mortos, nem tampouco sinais de violência. Em algum momento de um dia normal - próximo da hora do almoço segundo parecia - foi produzida uma repentina interrupção no trabalho diário, como se a vida e o tempo houvessem parado de súbito. Joe Labelle foi ao escritório de telégrafos e transmitiu seu relatório ao quartel general da Real Polícia Montada do Canadá. Todos os oficiais disponíveis foram enviados à zona de Anjikuni.

Ao cabo de algumas poucas horas de busca, os policiais montados encontraram os cães dos trenós perdidos. Estavam amarrados às árvores, próximo do povoado e seus corpos se encontravam sob uma sólida camada de neve. Haviam morrido de fome e de frio.(em outra versão, menciona-se que haviam sido mortos.)

No que era o cemitério de Anjikuni, fizeram uma outra descoberta assustadora. As tumbas encontravam-se abertas, das quais, sob uma temperatura glacial, alguém havia levado os cadáveres.
Não se viam rastros pelo povoado, nem tampouco possíveis meios de transporte pelos quais às pessoas pudesse ter fugido. Sem poder acreditar que mil e duzentas pessoas pudessem ter se desvanecido da face da terra, a Real Polícia Montada do Canadá aumentou a sua busca. Com o tempo, a investigação cobriu todo Canadá e continuaria durante anos. Mas após tantos anos, o caso segue sem solução.

Atualmente a RCMP (Royal Canadian Mounted Police, Real Polícia Montada do Canadá) nega a história sobre o desaparecimento e nega que uma aldeia com uma população tão grande pudesse existir em uma área tão afastada dos territórios do noroeste.

No entanto, em uma carta enviada pelo RCMP naquele momento ao jornal "The Toronto Daily Star", confirma a história do caçador.

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