25 de março de 2015

Investigação Revela que os Animais Podem Prever Terremotos

Um estudo realizado durante 23 dias antes de um terremoto de grau 7 no Peru, demonstrou a capacidade de alguns animais para prever com uma semana de antecipação um abalo sísmico, mesmo a mais de 320 Km do epicentro.

Pela primeira vez, cientistas registraram em vídeo o comportamento dos animais antes de um terremoto. Os resultados poderiam ajudar a melhorar os sistemas de predição sísmica em curto prazo. Se os animais podem ou não prever os terremotos foi um tema de debate por anos. Uma das primeiras referências ocorre na Grécia no ano 373 antes de Cristo, quando "ratos, doninhas, serpentes e centopeias abandonaram seus lares vários dias antes de um terremoto".

Adiante na história, não se chegou a uma conclusão satisfatória e embora existam milhares de casos de condutas estranhas por parte de alguns animais antes de um tremor, não foi possível encontrar um padrão que possa ser ratificado pela ciência, como o latido característico de um cão ou o movimento dos pássaros.

O que sim se conhece é a capacidade de detectar ondas de baixa frequência, mas as ondas primárias e secundárias (que provocam o desastre) só vêm alguns poucos segundos depois. No entanto, uma nova investigação divulgada por cientistas da universidade britânica de Anglia Ruskin tem revisado o fenômeno, obtendo resultados surpreendentes.

Em um estudo realizado no parque nacional de Yanachaga-Chemillén, no Peru, usaram câmeras ocultas para visualizar como diminuía a quantidade de animais que perambulavam pela zona, utilizando como referência um registro de 23 dias antes de um terremoto de magnitude 7 na escala Richter, ocorrido em 2011.

Pesquisadores usaram câmeras para registrar
a atividade dos animais antes de um terremoto.
Durante cinco dos sete dias prévios ao evento, as câmeras não registraram nenhum animal, algo "totalmente inesperado", afirma Rachel Grant, diretora do estudo publicado na revista Physics And Chemistry Of The Earth. "As análises mostram que justo antes do terremoto a atividade dos animais decaiu", comentou Grant, frisando que o parque nacional se encontrava a 320 quilômetros do epicentro.

Os pesquisadores detectaram além disso, que nos dias prévios ao terremoto o ambiente nessa zona estava carregado de ions positivos, o que segundo os cientistas pode provocar agitação, hiperatividade e confusão nos animais.

"A atividade sísmica provoca stress na crosta terrestre, o que, entre outros efeitos, leva a uma ionização em massa do ambiente", assinalou Grant. O estudo sustenta que os animais que habitam normalmente no parque, em sua maior parte roedores, abandonaram o local ao se sentirem desconfortáveis em uma zona carregada de eletricidade.

"Os animais mais sensíveis aos ions positivos são aqueles que vivem mais próximos ao chão; sendo bem mais fácil que possam sentí-lo", explicou a pesquisadora. "Não se trata de que os animais desenvolvam a capacidade de predizer terremotos, mas sim que, de modo geral, tendem a se afastarem dos estímulos pouco prazeirosos". Grant considera que sua investigação pode contribuir para encontrar métodos fiáveis em predizer atividades sísmicas.

Inscreva-se no canal clicando no botão abaixo:
.
Gostou? Então inscreva-se no canal para acompanhar os novos vídeos que for lançando. Eles são lançados primeiro lá, depois que vem pra cá :) Basta clicar neste link: http://goo.gl/CWAIes

Tradução/Adaptação: rusmea.com & Mateus Fornazari
Fonte
Comentários