18 de dezembro de 2014

Vírus Extraterrestre de Marte Ameaça a Terra

A futura missão que prepara a NASA para transportar seres humanos até Marte está levando à agência espacial norte-americana a considerar aspectos como o que fazer se um astronauta ficar doente durante a VIAGEM de volta e não se saiba se a infeção se produziu no planeta vermelho. Os especialistas propõem que os efeitos de um vírus extraterrestre podem ser realmente perigosos, já que poderiam desencadear uma praga mortal e incontrolável na Terra.

Pelo momento, a NASA propõe monitorar a saúde dos astronautas meticulosamente durante todas as fases da missão, com o fim de "poder justificar ante os habitantes da Terra que se um astronauta chega doente, não se trata de algo desconhecido de origem marciana, senão algo totalmente normal, dentro do previsível"; indicou Cassie Conley, do Escritório de Proteção Planetária na NASA. Por exemplo, já se sabe que estar confinado em ambientes pequenos durante centenas de dias provoca congestão nasal e erupções na pele.

Além disso, a NASA também trabalha para fazer todo o possível para reduzir ao mínimo as possibilidades de que os astronautas possam adoecer durante a missão. Por exemplo, os exploradores humanos terão que se afastar de "regiões especiais" , isto é, áreas em as que as condições permitiriam aos micróbios terrestres sobreviverem e se reproduzirem. E também não vão pôr o pé em um local marciano que não seja visitado e explorado em primeiro lugar por um robô.

Estas e outras diretrizes fazem parte de um protocolo de proteção planetária elaborado em 2008 pelo Comitê de Investigações Espaciais integrado no Conselho Internacional para a Ciência. Tanto a NASA como a Agência Espacial Europeia se comprometeram a seguir este protocolo, cuja máxima prioridade é proteger à Terra de qualquer possível "contaminação posterior" por algum vírus de Marte.
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