10 de dezembro de 2014

Minha História Assombrada: Aconteceu no Terreiro

O fato que vou relatar é forte e aconteceu a mais ou menos uns 8 anos.

No terreiro que frequento, não se faz nenhuma prática religiosa que seja contra a caridade e a benevolência. Usamos da caridade para que em contatos com guias e entidades, as pessoas que passem por consultas, tenham um breve conforto nas situações as quais procuram receber orientações. São orientações que podem variar desde um banho de ervas para desiquilíbrios psicológicos e espirituais, como passes, conversas e etc...

Sabemos que nem todas as casa funcionam dessa maneira, existem muitos charlatões que cobram por aquilo que pessoas sérias fazem de forma gratuita, que verdadeiramente praticam a caridade. É muito importante ressaltar isso, porque quando se trata de cultos afro-brasileiros, até mesmo simpatizantes de assuntos "assombrados" podem pautar em suas interpretações um pouco de preconceito.

Da mesma forma que existe charlatões, existem também pessoas que sabem o que estão fazendo e utilizam de seu conhecimento para a pratica de desejos mundanos, comercializando assim vinganças, desavenças e todo o tipo de crueldade.

Certo dia, durante os trabalhos, os quais chamamos de "gira", onde os médiuns, incorporados de seus guias dão consultas e passes, aconteciam de forma normal.

A pessoa responsável pela coordenação de consulentes a adentrar ao recinto, chamava os números de senhas uma a uma, a pessoa era chamada, levantava, tirava os calçados e adentrava ao salão onde os trabalhos ocorriam e então assim seria atendida pelo primeiro médium que estivesse desocupado.

Lembro me bem desse dia, pois minha mediunidade é extremamente consciente, essa história de que as pessoas "apagam" quando incorporam é extremamente rara nos dias de hoje, porém é uma muleta para aqueles que ainda são inseguros e precisam afirmar que são inconsciente para que tenham mais segurança aos olhos de terceiros. As pessoas adentravam uma a uma a medida que iam sendo chamadas, caso fosse a primeira vez dela, ela seria encaminhada ao "guia-chefe" dos trabalhos, os guias do dirigente da casa.

Tudo estava normal até uma senhora entrar e ser encaminhada para o guia-chefe, era a primeira vez dela.

Essa senhora, estava com a barriga extremamente inchada, como a de uma gestante, andava com ajuda de outras pessoas, seus pés também inchados mau entravam no chinelo, a coloração dela era branca com tons esverdeados perto do pescoço, olheiras bem profundas e escuras, um semblante de puro sofrimento.

Assim que essa senhora ficou a frente do guia, era um Caboclo um índio, pediu para que arrumassem uma cadeira para que a mulher se sentasse.

Algumas coisas acontecem durantes os trabalhos, que são explicitas provas de que a espiritualidade é presente mesmo. Como que de forma organizada e como se todos os guias estivem em conexão, sem ser dita uma palavra, todos os caboclos, deixaram de atender os consulente que com eles estavam, orientaram que os mesmos voltassem na próxima semana, já desocupados, todos os caboclos que estavam presentes, posicionaram se numa "meia lua" atras da cadeira onde a senhora aparentemente doente estava sentada. Posicionando suas mãos (as mãos dos médiuns) em direção da cabeça, (atras da nuca), o caboclo chefe, entoava cantigos, e passava ramos de folhas e ervas na senhora.

A cantiga era assim:

"Katendê ÊÊ Katendê"

Katendê, é uma divindade cultuado no candomblé de origem Bantu, representa a força das folhas e das ervas.

Apesar de os trabalhos serem de umbanda, aquele caboclo estava cantando, e rogando a katendê a ajuda necessária para a ocasião.

Prontamente a senhora que alis estava sentada, começa a demonstrar espasmos de ânsia, porém sem nada a vomitar eles pararam conforme as ervas eram passadas em seu corpo. Então o seguinte dialogo acontece entre o Caboclo e ela.

- Fui a diferentes médicos, fiz diversos exames e nada me foi diagnosticado. 
- Não sou adepta a "macumbarias" (foi exatamente esse o termo utilizado), nem acredito em nada disso, mas diante do meu estado, essa é a única opção que me resta, fui em diversas igrejas, já tentei exatamente de tudo. 
- Meus órgãos estão inchados, meus rins não estão funcionando mais, tenho feito hemodialises dias sim e dias não.

Mediunicamente, digo por mim, que registei o ocorrido e incorporado, sentia um cheiro muito forte, um cheiro parecido com aquele que sentimos de jaulas no zoológico.

A senhora, foi relatando tudo o que estava sentindo por meses e o caboclo ouvindo pacientemente, enquanto ainda passava as ervas.

Após ouvir toda aquela lamentação, o caboclo pergunta a ela:

- Peço que a senhora, que nesses próximos minutos, entre em contato com Deus, e da forma mais sincera que se coração conseguir, reveja toda sua vida, preste muita atenção naquilo que no fundo do seu coração mais te incomoda. 

Enquanto a senhora fazia o que lhe havia sido pedido, o caboclo novamente passa folhagens e ervas nos braços e pés.

Passado alguns minutos, um choro compulsivo toma conta dela, ela havia encontrado em seu intimo aquilo que precisava.

E então o caboclo pergunta o por que estava chorando.

A senhora responde que quando ainda era moça, foi pivô de um desentendimento com sua irmã, por motivos banais os quais ela não queria revelar ali. E que desde então sua consciência nunca fora a mesma, por mais que essa sútil lembrança fosse enterrada no lodo do esquecimento do inconsciente, ela ainda ficou de certa forma viva.

O caboclo então perguntou a quanto tempo isso tinha ocorrido, e obteve a resposta que há mais 35 anos.

A entidade de olhos fechados, parecia estar visualizando todo o ocorrido e então começa a dizer.

- Não faz muito tempo, mas antes de adoecer a senhora visitou essa sua irmã ? 

Obtendo resposta positiva.

Então o caboclo pega metade de uma vela, passa pela barriga desta senhora, e diz, quando essa vela acabar o sofrimento da senhora estará terminado.

O mesmo pede para que todas as outras entidades sejam desincorporadas dos outros médiuns, logo após isso, o caboclo deixa a mulher sentada na cadeira com a vela em sua frente fixa ao chão e pede para que todos os médiuns vão para o salão de espera, o qual já se encontrava vazio, como acontece perto do encerramento.

O caboclo então fala, que aquele dia, ele ia precisar muito do discernimento e da fé de todos os presentes, que aquele seria uma das situações mais sérias que poderiam ter visto ali.

Ele explica que aquela senhora, comeu um alimento preparado por sua irmã, um simples bolo em sua ultima visita, esse bolo havia sido feito com o objetivo de prejudica-la, haviam ingredientes para isso e também havia sido "encantado" para isso. Nos termos comuns de terreiro "era um alimento rezado".

O objetivo daquilo tudo era fazer a irmã sofrer, sofre e sofrer com doenças e moléstias, porém que jamais conseguisse o alivio da morte, ela iria sofrer tanto que somente a morte conseguiria aliviar, mas o feitiço também consistia em mante-la viva para que o alivio nunca a alcançasse.

Todos chocados com a gravidade do caso e pela seriedade e teor de tristeza que o caboclo colocará na notícia, ouviram no outro salão aquele barulho de vômito e regurgitação.

A senhora estava vomitando e todos foram acudi-la. O que havia sido expelido dela, era muita água, com um cheiro muito forte. E logo após seus vômitos terminarem ela cai desfalecida.

Todos os médiuns, chamando e tentando reanima-la, sem nenhum sucesso. O caboclo, disse que iria cuidar daquela alma e que o sofrimento dela teria acabado, desincorporando de forma abrupta.

O médium dirigente, estava completamente perplexo, com tudo aquilo que estava acontecendo, voltando do transe, viu uma senhora falecida em sua frente, os médiuns desesperado e o familiar daquela senhora ainda mais desesperado.

Foi chamada a ambulância, onde os para-médicos, haviam confirmado o óbito. A policia civil e também a pericia, foi foram chamadas ao local, tudo foi investigado e também visto pelas câmeras de segurança que ficavam em todos os salões do terreiro. Não houve processos criminais, nem nada por conta do falecimento, ninguém foi indiciado, não sei o que constou como a causa da morte na autópsia no IML, mas só quem presenciou tudo isso sabe realmente como foi e o que foi.

Quando o Caboclo havia dito que quando a vela terminasse o sofrimento dela iria acabar, já sabia o que iria acontecer.

Foi um dia que nunca mais esquecerei.

A história é essa, sei que é um pouco forte. Caso não seja aprovada, terei o prazer de aqui escrever outras.

História assombrada enviada por R.A.

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