5 de novembro de 2014

Minha História Assombrada: O Trabalho de Magia Negra que deu Errado

Meu nome é Daniel S, tenho 17 anos, moro em Santa Catarina e sou filho de pais surdos/mudos. Uma vez meu pai hospedou duas surdas na minha casa, elas eram lésbicas, mas nunca tivemos preconceito perante a isso, então aceitamos elas dentro de casa (tinha 13 anos na época). Meu pai passava por problemas, por ser alvo de fofocas (adultério), o casamento dos meus pais quase acabou, mas meu pai é um homem de bem e nunca fez isso! Enfim. Quando essas surdas se hospedaram aqui em casa (devido a falta de dinheiro para alugar uma casa aqui na cidade), uma delas, que tem envolvimento em magia negra, tentou "ajudar" o meu pai, oferecendo uma proposta que poderia piorar a vida do meu pai sem que ele soubesse, afinal, o demônio prevalece de momentos desses na vida pra estragar e piorar mais ainda a situação! Nesse "trabalho" meu pai esperava que a pessoa que criava essas fofocas,experimentasse do seu próprio veneno. Meu pai aceitou a proposta e a surda ajudou meu pai a fazer todo o procedimento.

Primeiro ela pediu uma agulha, papel e caneta. Falou para meu pai escrever 20 vezes o nome completo da pessoa, em seguida dobrar a folha o máximo possível e depois pontilhar (escrever, porém pontilhando, até se formar a letra) a primeira letra do nome da pessoa na folha, com agulha (nesse caso a letra foi "A"). Tudo pronto, o trabalho era irreversível. Era a noite quando a surda pediu para meu pai guardar essa carta debaixo do colchão de onde meus pais dormiam. No dia seguinte, meu pai, apenas meu pai, poderia pegar a carta e ver o que havia acontecido com ela.

Pois bem, meu pai foi trabalhar e tarde da noite ele chegou e fomos ansiosos ver o que havia acontecido com a carta. No momento que meu pai pôs o braço debaixo do colchão pra pegar a carta, um forte estouro no forro da minha casa veio a acontecer. Fiquei muito assustado, meus pais e as duas surdas, como não ouvem,estranharam minha reação. Meu medo, meu calafrio, fiquei pálido na hora!

Meu pai pegou a carta e tirou debaixo do colchão. Ela tinha 16 rasgos em forma de garra, parecia que algum animal tinha pego a carta e rasgado ela toda, mas a carta permaneceu ali o tempo todo com o quarto trancado. Um rasgo muito estranho, pois não era reto, cheio de curvas, e sua aparência transmitia ira, parecia que quem tivesse ter feito aquilo estava com muita raiva, no caso, o espirito!

Estávamos muito assustados, minha mãe não é muito dessas coisas de espíritos, nem liga pra isso, mas eu e meu pai sim. Ficávamos nos perguntando se aquilo foi um espirito mesmo. Fomos dormir. Casa silenciosa e apenas eu escutava, apenas eu poderia presenciar o que o demônio poderia fazer naquela noite dentro da minha casa!

Estava pronto pra dormir, com muito medo, mas no dia seguinte tinha aula e tinha que dormir cedo. Dei boa noite para meus pais e para aquelas mulheres, me tranquei no quarto e tentei dormir. A sede atacou, tentei segurar engolindo saliva, fazia de tudo, mas não iria sair do quarto pois tinha medo do que poderia acontecer lá fora, na escuridão. Enfim,era uma sede inevitável de controlar e tive que ir a cozinha. Me levantei da cama, destranquei a porta e nessa hora me deu um arrepio intenso, como se eu soubesse que ia acontecer algo. Minha casa tem um corredor enorme, meu quarto é no final desse corredor, e a cozinha é no começo dele. Fiquei de olho fechado, mas tropecei num brinquedinho do meu cão que estava no corredor. Automaticamente levantei a cabeça, abri o olho e vejo no final do corredor uma sombra em forma de pessoa. Era alto (aparentemente dois metros e quinze). Gritar não era a solução, já que apenas eu escutava nessa casa. Fiquei parado em choque, olhando fixamente para aquilo e tentando me convencer que era coisa da minha cabeça. Mas aquilo ficava parado, seus olhos brancos e sua escuridão me convenciam de que não era coisa da minha cabeça. Não conseguia me mexer, apenas respirava e mordia meus lábios de tanto medo. Aquele espirito não demonstrou que queria algo comigo e então ele desapareceu. A sede tinha passado, eu não sei porque, mas tinha.

Não dormi o resto da noite e fui pra aula apavorado, aquilo não saia da minha cabeça,só queria saber de chegar em casa e dormir. Quando cheguei, meus pais estavam brigando, uma briga que nunca tinha visto, eles nunca brigaram, mas essa valeu por todas que não aconteceram. Meu pai cuspia na minha mãe, xingava ela de tudo quanto é coisa, só não agrediu ela por que aquelas surdas seguraram ele. Quando perguntei pra minha mãe o motivo da briga, ela disse que só tinha falado "não era pra tu ter feito aquilo ontem a noite" (o trabalho de magia negra).

Meu pai foi lavar a louça, estava entortando todos os talheres, e de jeito nenhum olhava pra mim, eu implorava pra me dizer o que estava acontecendo com ele, e ele não me dava respostas. Ele conseguiu entortar uma tampa de panela de pressão! Me impressionei e via que aquele não era meu pai. Foi quando tirei a toalha da mão dele, querendo que ele olhasse para mim, ele olhou, e eu não deveria ter feito aquilo... Os olhos do meu pai eram iguais ao do ser que vi madrugada passada, estava branco e olhou fixamente pra dentro dos meus olhos. Cerca de 6 ou 7 segundos depois, os olhos do meu pai voltaram ao normal,e ele ficou mais calmo, pediu desculpas a minha mãe e se acertaram.

Depois desse dia meu pai não era o mesmo, perdia emprego, brigava com minha mãe constantemente e era frio com todos. Meu pai se convencia que ele estava estranho mesmo, até que fui com ele numa igreja católica aqui do meu bairro,e pedi para que o padre benzesse meu pai,e contei a historia para o padre, ele não acreditou, mas não ia fazer a desfeita de não benzer meu pai.

Depois desse dia meu pai voltou ao normal e ficamos todos bem! Mas aquela pessoa que fez as fofocas,morreu de infecção no pulmão.Meu pai até hoje se culpa disso.

História assombrada enviada por Daniel S.

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