29 de outubro de 2014

Minha História Assombrada: Fantasma na Estrada

Segue relato que aconteceu comigo, no segundo semestre de 2012. O que difere este relato dos outros que vejo no site e canal de vcs, é que este contato durou pelo menos duas horas! Vamos lá...

Eu morava em Brasília, a trabalho, e estava saindo de férias para minha cidade natal, Rio de Janeiro. Era uma quinta feira e me planejei para pegar estrada logo na sexta feira pela manhã. Estava extremamente ansioso e tive dificuldade para pegar no sono. Por volta de 1h da manhã, percebi que não dormiria mais e resolvi pegar a estrada. Como trabalho visitando clientes e em algumas ocasiões, à noite por causa dos plantões, estou habituado a pegar estrada em horários estranhos, então não tive nenhum tipo de receio, até porque conhecia bem o caminho.

Peguei a BR-040, e por volta das 3h da manhã, já havia passado da divisa entre Goiás e Minas Gerais (o carro era esportivo, a estrada estava vazia e eu estava em clima de férias... estava correndo sim, não me julguem :P). Criei, graças ao meu pai, o hábito de, enquanto à noite, piscar com a luz alta a cada 10 segundos, para ver o que há pela frente sem correr o risco de ofuscar outro motorista que por ventura possa vir na contra mão.

Logo depois de passar pela cidade mineira de Paracatu, havia uma placa refletiva amarela, bem alta, que é praxe nesse tipo de rodovia e serve para informar aonde darão as próximas saídas que virão pela frente. Enfim, ao jogar luz alta para essa placa, vi um homem, de chapéu, caminhando na direção dela, mas, como não estava com a atenção voltada pra ele e sim para a placa, a única coisa que pude notar foi que o mesmo usava um chapéu. Fiquei curioso e tornei a jogar luz alta. Tive tempo de ver parte da imagem do homem se desfazer no ar, como fumaça. Gelei com a situação inusitada, e por reflexo, me benzi e toquei um crucifixo de madeira que tenho pendurado no retrovisor interno do carro. Quando toquei no crucifixo, instantaneamente senti descer pela minha mão um calafrio que me percorreu o corpo inteiro e deixou minhas solas do pé formigando. Imediatamente o carro ficou GELADO de uma forma tão brusca que fica difícil explicar de forma científica. Deste momento em diante, o aquecedor do carro e seus ventiladores ficaram ligados no máximo (este é um detalhe importante na história).

No momento, lembrei-me das histórias de assombração que cresci ouvindo da minha mãe, que cresceu em fazenda interior do interior de Minas. Em todas as histórias de fantasma que pega carona, a história sempre termina (e mal) quando o motorista olha pro banco do carona.

A estrada não tinha nenhum tipo de iluminação que não viesse do meu carro e dos que vinham na contra mão, e estes eram raros. Não havia nada ao meu redor que não fosse mato e fazenda, e ao passar por Paracatu, sofri uma tentativa de assalto quando parei procurando por um banheiro. Apesar da sensação de liberdade e tranquilidade, viajar sozinho de madrugada é um tanto quanto perigoso. Desta forma, mesmo com a situação que estava acontecendo na hora, passaram um milhão de coisas pela minha cabeça e tomei a decisão de manter a calma e simplesmente não olhar para o banco do carona, mas de forma alguma parar o carro.

Depois de tocar o crucifixo e sentir o carro esfriar, comecei a rezar um Pai Nosso, em voz alta, com as mãos fixas ao volante. Conforme rezava, o calafrio aumentava. Na quinta estrofe ("assim na terra como no céu"), sentia o calafrio insuportável e parei de rezar. "Seja lá o que for, está aqui comigo, e não gostou da oração. A última coisa que quero numa estrada deserta é uma entidade hostil com a minha atitude de rezar" - Pensei. Decidido a não olhar, virei o retrovisor interno (que usava pouco devido a velocidade somado ao fato da estrada estar deserta) para o teto para não ser surpreendido por uma visão do banco de trás. O carro estava muito frio, mesmo com o aquecedor ligado no máximo. A posição das saídas de ar estavam arrumadas de forma a fazer o ar correr pelos meus braços e terminar no peito, porque eu achava cômodo e refrescante no calor do cerrado. O calor do ar quente nos dedos da minha mão incomodavam muito, mas o resto do corpo sentia tanto frio que era inviável reduzir a potência do aquecedor.

Eu não parei de dirigir, tampouco me dispus a olhar pro banco do carona enquanto o sol não nasceu. A partir daí e antes do sol nascer, fora o frio, aconteceram 4 situações gostaria de destacar:

1 - Ao trocar de marcha, acabei relaxando e deixando a mão descansar sobre o câmbio. Senti minha mão, que estava quente, esfriar só no dorso. A impressão é que a entidade havia colocado a mão sobre a minha. Minha única reação foi soltar o câmbio e voltar com ela pro volante.

2 - Em outro momento, levei a mão direita ao pescoço pra coçar, e senti os pelos deste braço se mexerem num trecho pequeno e com uma direção definida, como se alguém tivesse passado o dedo no meu braço e deslocado os pelos. Novamente voltei a mão ao volante e tentei não pensar nisso.

3 - Pouco antes das 5h, fui acometido por um surto de coragem e curiosidade e resolvi, sem olhar, tocar o banco do carona. Não havia nada lá, mas eu não sentia o vento do aquecedor bater no meu braço, como se algo estivesse na frente. Outro detalhe é que o banco estava fresco: nem quente, nem frio. Meu carro tinha bancos de couro e as saídas de ar do banco do carona ficam direcionadas para o centro do banco.

4 - Por volta das 5:15h, o calafrio passou e o carro ficou abafado muito rápido. Me sentia menos angustiado e resolvi ligar o ar condicionado mais uma vez. Ainda não tinha coragem de olhar pro banco do carona.

Depois disso o dia amanheceu muito rápido. Cerca de 20 minutos depois encontrei uma parada que parecia amigável e encostei para respirar ar puro. Depois de comer algo e revisar mentalmente tudo pelo qual havia passado, resolvi voltar ao carro e testar tudo para entender o que de fato havia acontecido e o que poderia ter sido fruto da minha imaginação. Com o aquecedor ligado da mesma forma, e com o carro parado, constatei o seguinte:

1 - Não havia nenhuma posição, nem fluxo de ar que pudesse direcionar ar, nem frio, nem quente, pro dorso da minha mão enquanto ela estava sobre o câmbio. A temperatura com o carro fechado e o aquecedor no máximo era insuportável, tanto que eu acabei queimando os dedos, que ficaram praticamente em cima das saídas de ar.

2 - Repetindo o ato de coçar o pescoço, não encontrei posição em que o fluxo de ar fizesse os pelos do meu braço sequer se mexerem. Quiçá daquela forma. Tentei por 10 minutos.

3 - Toquei o banco da mesma forma que havia feito de madrugada. O banco estava quente no local, e o ar do aquecedor chegava com força no meu braço. Vale lembrar: bancos de couro (que absorvem calor com mais facilidade) e aquecedor ligado no máximo por pelo menos, 10 minutos neste momento.

4 - Eu suava em bicas! O carro estava muito quente e não havia mudança climática durante a madrugada que justificasse tamanho frio, ainda mais de forma tão brusca. O céu estava limpo, tanto de noite quanto naquela manhã, e o sol havia acabado de nascer.

A primeira vez que tive coragem de olhar pro banco do carona foi quando saí da parada, já depois de tomar café. Eu estava fora do carro.

O resto da viagem correu tranquila, graças a Deus.

Eu voltei a passar por aquele trecho em outras duas ocasiões, ambas durante o dia: Voltando de férias e na minha mudança definitiva. Não voltei a ter experiências semelhantes na mesma estrada.

História assombrada enviada por Diego A.

* Minha História Assombrada trás para você relatos assustadores vividos por usuário do site AssombradO.com.br e Sobrenatural.Org - Veja com estes relatos que o mundo sobrenatural está a nossa volta e pode acontecer algo estranho com qualquer um! Tem algum caso e deseja que ele seja publicado? Clique aqui. Toda quarta-feira as histórias aprovadas são publicadas!
Comentários