15 de outubro de 2014

Minha História Assombrada: Havia Alguém em meu Apartamento

Acompanho todos os vídeos de relatos que vocês postam, e finalmente me animei para contar o que aconteceu comigo. Eu evito contar essa história porque as pessoas sempre me olham com desconfiança, mas é bom finalmente ter alguém que não vai duvidar do que vivi.

Eu tinha 15 anos em 2007. Morávamos eu, meus pais, minha irmã e D., a empregada que estava conosco há mais de 11 anos. Ela era muito mais que apenas uma funcionária, era parte da nossa família; eu mesmo a considerava uma segunda mãe. Pra que se tenha uma ideia, quando nos mudamos de Recife para João Pessoa, em 2002, D. resolveu deixar a própria família para nos acompanhar, pois a ideia de se separar de nós era para ela muito dolorosa. Acabou conhecendo na cidade um novo marido, mas não duvido que, se resolvêssemos partir novamente, ela decidiria ir conosco - mesmo que para isso tivesse que largá-lo ou levá-lo junto. Ela nos amava, e o sentimento era totalmente recíproco.

O fato é que em 2007 D. teve câncer e não resistiu, deixando toda a minha família absolutamente desolada. Decidimos mudar de apartamento, pois seria doloroso demais continuar naquele em que as lembranças dela estavam tão nítidas.

Quando nos mudamos, porém, percebi de imediato que havia alguma coisa diferente ali. Comecei a ouvir barulhos nas madrugadas, em locais do apartamento em que eu sabia não haver ninguém. Às vezes sentia que alguém me acompanhava quando ia de um cômodo a outro, ou quando estava sozinho na sala.

Era tudo muito abstrato e poderia ser coisa da minha cabeça, considerando tudo que eu tinha vivido recentemente. Mas aí coisas concretas começaram a acontecer.

Certa noite estava eu no meu quarto, acessando a internet, quando minha irmã entra correndo, assustada. Ela me diz:

- T., tem alguma coisa no meu quarto.

- Que foi, menina?

- Eu deixei Lilica (nossa cadelinha na época) de castigo no meu quarto enquanto eu estava na sala.
Ela começou a latir demais, e quando fui soltá-la, a luz estava acesa.

- Provavelmente você deixou a luz acesa, né?

- Não! Tenho certeza que não! O castigo dela era justamente ficar presa no escuro.

Fui ao quarto dela e, de fato, a luz estava acesa, mas não vi nada demais.

Ela dormiu no meu quarto naquele dia.

Em outra noite, um tempo depois, estava eu novamente no meu quarto quando mais uma vez minha irmã entra correndo.

- É sério, T., tem alguém na sala. Eu escutei.

- É Lilica.

- Lilica estava no quarto comigo.

Não dei muita atenção. Prometi que ia olhar e sugeri que ela fosse dormir na cama dos meus pais, o que ela fez sem pensar duas vezes. Pra ser sincero, o que ela tinha me contado saiu da minha cabeça no momento em que ela saiu do quarto, e não fui conferir nada. No meio da madrugada, porém, fiquei com sede e resolvi ir à cozinha beber água. Para chegar à cozinha, era necessário passar pela sala, que estava um breu. Parei no fim do corredor, no limite com a sala, e fiquei tateando a parede em busca do interruptor. Antes de conseguir achá-lo, eu olhei pra frente e vi.

Próximo a porta da sala, estava algo que eu nunca havia visto na vida. O medo faz essa lembrança ficar um pouco confusa na minha cabeça, como você fica ao tentar lembrar de um sonho, mas eu LEMBRO que vi uma figura alta, não-humana, não-física. Era como se fosse formada por uma névoa, mas ela era muito nítida através da escuridão. Eu congelei. Fiquei vários segundos sem conseguir fazer nada, até minha mão ainda estava encostada na parede, por ter estado procurando o interruptor um pouco antes. Eu apenas encarava aquele vulto, apavorado, e sentia como se ele me encarasse também, embora não tivesse um rosto. Percebi então que o vulto estava se aproximando - mas não era uma aproximação comum. Não é como se eu visse seu corpo caminhando até mim, ele simplesmente estava cada vez mais perto. Não sei explicar ao certo, porque não era algo físico. Era como se aquela imagem, que antes estava próxima à porta, estivesse cada vez mais perto de mim. Mesmo com a aproximação, meu corpo não reagiu. Apenas quando o vulto estava MUITO próximo a mim, meu corpo foi liberado como num estalo. Não hesitei e saí gritando pelo corredor, correndo em direção ao quarto dos meus pais. Minha mãe e minha irmã acordaram assustadas, perguntando o que havia acontecido, e eu não conseguia responder. Apenas olhava para o corredor com medo de que aquilo que vi estivesse vindo atrás de mim - mas já não estava.

Quando me acalmei, expliquei pra minha mãe o que tinha acontecido. Ela nunca acreditou nessas coisas de espírito, então não me levou a sério. Disse que era coisa da minha cabeça, mesmo que eu estivesse acordadíssimo o tempo todo e tudo tivesse acontecido alguns segundos antes. Diante da minha insistência, ela fez uma vistoria comigo em todo apartamento e, claro, não encontrou nada. Mas eu sei que, de fato, vi algo naquela noite.

Quando penso no assunto, me pergunto se aquela presença era de D., querendo continuar próxima da minha família. Talvez. O que eu sei é que fiquei assustado porque aquele vulto não tinha a forma de um corpo humano. Se fosse a figura de D., talvez não tivesse medo.

Porém, não sei se acredito que era ela, porque começamos a ouvir coisas, sentir presenças e, nesse caso, ver o vulto, quando chegamos nesse apartamento, e desde que fomos embora dele, nada nunca mais aconteceu. Ora, D. nunca havia estado ali, e se ela estivesse acompanhando nossa família, acho que a veríamos nos outros locais em que moramos depois também, não é? Por isso acredito que aquele ser era alguém que já morava ali antes de chegarmos e que continuou quando partimos.

O que sei é que gostaria de algum dia entender o que aconteceu naquela noite.

Obrigado por ler,

História assombrada enviada por um usuário que preferiu o anonimato

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