13 de agosto de 2014

Minha História Assombrada: Marcas Sinistras

Isto aconteceu no início dos anos noventa, época que eu namorava um skatista.

Nós estávamos dando uns amassos em uma tarde de verão em um clube da cidade onde havia uma rampa para praticarmos nossas manobras. Brincamos um pouco e depois ficamos de bobeira, namorando um pouquinho. O sol estava forte e nos sentamos nos skates à sombra de um pé de jamelão.

Conversa vai, conversa vem... nós nos abraçávamos e beijávamos quando de repente ele deu um grito de dor. Eu me assustei e vi a cara de dor do meu ex-namorado e ele falou:

- Olha minhas costas! Tá sangrando!

Eu levantei sua regata e suas costas estavam marcadas com um arranhão parecido com uma varada ou chicotada: ela minava sangue e o corte era transversal e fazia uma curva marcando abaixo de sua escápula até o meio das costas do lado oposto. Devia ter uns quinze centímetros.

Eu perguntei a ele o que aconteceu, se ele caiu (lógico que caiu isto é comum, mas ele não se machucou a ponto de rasgar a pele, pois o piso da rampa é liso), enfim, o que foi aquilo e onde ele se feriu. Ele disse que achava que havia uma formiga andando nele, porque estava sentindo um leve roçar nas costas, mas não ligou. Nem é preciso falar que realmente EU NÃO O ARRANHEI.  

Levantamos e resolvemos ir embora porque ele disse que estava ardendo muito e ficamos com medo. Ele tirou a camisa, mas eu pedi a ele que a recolocasse porque o corte estava com mal aspecto, e a malha poderia proteger. Mas ele disse que o sangue iria colar nela e para tirar iria doer mais.

Quando parou de sangrar, eu fui olhando toda hora, ele recolocou a camiseta e fomos para a casa dele. Eu achei aquilo estranho, e mais ainda, fiquei apavorada porque aquilo não tinha explicação, e achei que iria levar uma bronca da mãe dele porque ela teria concluído que fui eu que o machuquei.

A casa dele era um tanto longe do Half e nós levamos uma meia hora até chegar, ele foi ao banheiro para se lavar e mostrar as costas à mãe. Mas ela olhou e disse que não havia nada, nem marca!

Eu corri e vi: não tinha absolutamente nada nas costas dele, somente a camiseta estava um pouco manchada do plasma e com algumas marquinhas de sangue espalhada. Mas as costas dele não estavam nem vermelhas, nem quente, nada! E ele disse que não sentia mais dor alguma, e que ela havia passado de uma hora para outra.

Foi muito estranho mesmo, até mesmo porque a ferida tinha um aspecto profundo, e as marcas de sangue fatalmente secariam sobre a pele e mesmo cicatrizada, entregariam o corte. Mas na pele dele não tinha nada, só mesmo na camiseta. Foi algo realmente sinistro.

História assombrada enviada por Troll-bem-gordo-do-bem

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