7 de agosto de 2014

Crítica de Filme: Caso 39

* Crítica escrita por Andrea Carvalho

Caso 39 (2009) - Case 39. Por incrível que pareça no Brasil não ganhou nenhum título estranho. Apenas a tradução literal.

O caso em questão é o de uma menina que sofria maus tratos nas mãos dos pais e foi "salva" por uma assistente social. A assistente fica tão apegada à menina que consegue autorização para levá-la para casa até que apareça um lar adotivo. Ao investigar o passado da criança, a assistente percebe um histórico muito misterioso, no qual todos que entram em contato com a menina ficam meio loucos, ou morrem.

No elenco, a linda Renée Zellweger dá vida à assistente social. Uma personagem que se convence facilmente de que a menina é possuída pelo demônio. Em uma vida real, assistente nenhuma seria convencida tão rapidamente. Acredito que o grande furo do filme está ai. Basta a menina dar uma olhada diferente e a "mãe adotiva" já acha que a criança tá possuída. Calma, né? Acredito que deveria ter acontecido muito mais para a mulher entrar em pânico. Enfim, no frigir dos ovos, a atriz convenceu.

A atriz Jodelle Ferland interpreta a menina misteriosa Lilith Sullivan. Só de a menina entrar em cena já dá arrepios. A garota tem 19 anos e um longo currículo de filmes sombrios e papéis bem macabros. Eu sou fã. Basta lembrar que além do "Terror em Silent Hill" ela já fez “Kingdom Hospital”, “O Segredo da Cabana”, “O Homem das Sombras”, “ParaNorman”, “Os Mensageiros” e tantos outros. Um detalhe: prestou atenção no nome da personagem? Lilith, uma clara referência ao demônio.

Uma aparição rápida de Bradley Cooper dá mais beleza ao filme (meninas, aqueles olhos azuis...). Enfim, ele faz um médico que também é facilmente convencido que a menina é um demônio.

Fora esse fato, que incomoda bastante, o resto do filme segue normal. Bons efeitos especiais, bom desenvolvimento da trama - apesar de personagens fracos - e um final surpreendente. Muitas cenas extremamente bem feitas prendem pelo medo e suspense. Como a cena em que a menina "pede" para entrar no quarto da assistente ou quando Renée Zellwege sai correndo em direção ao ônibus para pedir socorro. São bons sustos.

Não é uma obra-prima mas cumpre ao que se propõe: diverte, assusta e não decepciona.





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