23 de julho de 2014

Minha História Assombrada: Visita Insólita ao Cemitério

Leandro era um rapaz de 25 anos que havia perdido seu irmão em um acidente de moto. Ele tinha o hábito de ir ao cemitério para visitar o túmulo dele, a fim de levar flores e fazer orações. Com o passar do tempo, a sepultura de Paulo começou a sofrer desgastes, o que motivou Leandro a querer fazer uma reforma. Ele então foi ao cemitério levando consigo uma câmera fotográfica, pois havia decidido tirar algumas fotos do túmulo a fim de resolver como iria reformá-lo. Quando revelou as fotos (esta história aconteceu há muitos anos, quando ainda não havia câmeras de celulares), Leandro se deparou com algo inusitado: em uma das fotos, havia uma mulher sentada no túmulo de seu irmão! Ele jurava que não tinha visto aquela mulher na hora de tirar a foto, já que estava sozinho no cemitério. Era uma moça jovem e bonita, e estava sorrindo. Leandro examinou a foto por vários minutos, sem entender como aquela garota havia ido parar ali. Impossibilitado de resolver o mistério, ele guardou a foto e foi dormir.

No meio da noite, acordou com o barulho da maçaneta da porta de seu quarto. Ainda meio dormindo, divisou na penumbra a imagem de uma mulher, que se deitou em sua cama e começou a fazer carinhos bastante ousados, que o deixaram excitado. Leandro pensou que era sua prima, que estava passando uma temporada em sua casa e que já tinha flertado com ele algumas vezes. Sem conseguir resistir, ele se entregou aos carinhos e começaram a fazer amor. A janela de seu quarto dava para a rua, e nesse momento passou um carro dando luz alta, o que iluminou o rosto da moça. Foi então que Leandro saltou da cama apavorado, dando um grito de pânico, pois havia reconhecido ninguém mais, ninguém menos, do que a misteriosa mulher da foto, a mulher que estava sentada inexplicavelmente no túmulo de seu irmão!

Quando sua mãe, que tinha ouvido seus gritos, acendeu a luz, a moça havia sumido. Sua prima também apareceu, levando-o a perceber que não era ela que havia entrado em seu quarto. Leandro tinha o costume de dormir sem camisa em noites quentes como aquela, e qual não foi sua surpresa quando percebeu que suas costas estavam todas arranhadas, vertendo sangue! Alegou que havia tido um pesadelo, mas não conseguiu explicar para sua família o motivo pelo qual suas costas estavam feridas. Não dormiu o resto da noite, perguntando-se quem era aquela moça. No entanto, mais uma surpresa o aguardava. Quando foi olhar novamente a foto do túmulo de Paulo, percebeu que a mulher não estava mais lá! Começou a duvidar de sua sanidade e, com muito medo, acabou não voltando ao cemitério, deixando de lado a reforma do túmulo, coisa que poderia muito bem fazer depois.

Um ano se passou. Leandro havia esquecido o incidente por completo quando reencontrou, na rua, uma moça de nome Renata, que havia sido sua vizinha quando ele e seu falecido irmão eram crianças. Ela então contou que sua irmã havia morrido de câncer há três anos, coisa que Leandro lamentou, pois se recordava da menina. Renata então contou que Regina, em seu leito de morte, pedira para ver Leandro uma última vez. O rapaz achou estranho e perguntou porque ela tivera este desejo, ao que Renata respondeu: Ela era apaixonada por você, mas nunca teve coragem de se declarar. Leandro ficou muito surpreso, pois Regina sempre o tratara muito mal. Ele perguntou então onde a moça estava enterrada, obtendo como resposta que ela havia sido sepultada no mesmo cemitério onde enterraram seu irmão. Leandro se despediu de Renata e prometeu que, da próxima vez que fosse visitar Paulo, levaria flores para Regina. No entanto, ele mal poderia imaginar que esta nova ida ao cemitério seria a solução para o misterioso incidente ocorrido há um ano atrás, incidente que ele havia esquecido mas que o fizera dormir de luz acesa por alguns meses.

Quando foi ao cemitério, Leandro se encaminhou primeiro para o túmulo de Paulo para, em seguida, procurar a sepultura de Regina. Calafrios percorreram seu corpo quando ele identificou, na lápide do túmulo ao lado, a foto da moça que tentara fazer amor com ele naquela noite fatídica, a mesma moça que também havia saído, de forma misteriosa, naquela foto que tirara da tumba de seu irmão! Era sem dúvida a mesma garota, de nome Regina, falecida anos antes do acidente que tirara a vida de Paulo. Sabendo agora que ela havia sido apaixonada por ele, Leandro resolveu que sempre rezaria por ela, pois imaginou que seu espírito estivesse perturbado e que, por isso, ela tinha aparecido, tanto na foto quanto em seu quarto, para satisfazer seu último desejo.

Desde esse dia, Leandro nunca deixou de rezar e pedir paz para o espírito de Regina, e sempre manda rezar uma missa no dia do aniversário de sua morte, para que ela nunca mais volte a perturbá-lo.

História assombrada enviada por um usuário que preferiu o anonimato.

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