2 de julho de 2014

Minha História Assombrada: Proteção do Anjo de Deus

Há muito tempo não sei se estou sendo um bom católico, porém sempre acreditei em Deus e no amor que Ele tem por cada um de nós, independentemente de nossas escolhas. Talvez seja esse tipo de pensamento que eu use como justificativa para não ir às missas.

Costumo me aventurar perigosamente, e como todo aventureiro, estou propenso a riscos maiores. Mas sempre que me metia em algo sério, sempre pedia a Deus para me livrar da enrascada, e sempre me saia, e nunca me gabava pois no fundo sentia que aquilo não era sorte, era algo a mais.

Sempre quando eu saio de Fortaleza-CE para um interior chamado Cariré, vou de moto, e em alta velocidade, sempre marcando o tempo. Só que antes de sair eu sempre rezo em tom de voz médio:

"Senhor Jesus Cristo Nazareno, atravéz do Senhor peço proteção ao Pai (como está escrito, não há como chegar ao Pai senão pelo Filho) nessa minha aventura insana de moto pelas estradas, em nome do`Pai, do Filho, e do espírito Santo. Amém."

Lembro bem, quando retornava do interior para a capital, antes mesmo de rezar e subir na moto, senti minha consciência dizer para eu nem rezar pois não deveria ir porque já estava tarde. Rezei e teimoso me mandei.
Nas duas primeiras horas de viajem estava tudo tranquilo, até que começou a escurecer. Logo numa velocidade de 110 km/h é bastante ruim controlar uma moto, porém ia confiante na oração que havia feito a duas horas atrás. Cantando musicas mentalmente, quando de repente bateu um vento lateral muito forte a ponto de quase expulsar meu capacete, me empurrando para o lado direito da pista, sem perceber que no mesmo instante uma Hilux tinha me ultrapassado com extrema velocidade, só que este carro não foi pela mão da esquerda, simplesmente não me viu ou me ignorou e avançou em linha reta, tirando apenas um palmo de mim, e eu nos 110 km/h sendo salvo pelo vento lateral, naquele ambiente escuro.

Poxa, quando me dei conta do que tinha acabado de escapar, comecei a vibrar, e rir bem alto, dizendo:
"Ca#@$% po@#$*, motorista FDP, tô protegido por Deus...!!! Excelente to nem vendo, excelenteeeee!!!!"

Sorrindo continuei a viagem sem alterar a velocidade. Einsten falava que duas coisas eram infinitas, o "Universo e a estupidez do homem". Falo isso pois sabendo do erro de segurança que estava fazendo e persistindo ainda continuava no erro. Faltando apenas 24 km para chegar em Fortaleza, a estrada já estava totalmente escura e cheia de buracos, e eu agora nos 100km/h, brincando de esquivar dos buracos. Até hoje isso me abala, mas conto com gosto e muito orgulho. Nessa brincadeira de esquivar de buraco escutei uma voz que vinha de dentro da minha mente para fora, muito comum como um simples pensamento, porém falava:

- Diminua a velocidade, você já ta arriscando demais.

Respondi pensando:

- To quase chegando, e a buracadeira já acabou.

- Neto, diminua por favor. Você não está vendo o perigo iminente.

- Vou diminuir quando chegar próximo à PRF

- Vá devagar, vá devagar, vá devagar, você está para se acidentar.

Pensei em dar só mais uma esticada e teria sido a minha ultima esticada, quando dentro da viseira do meu capacete vi um besouro de 2 cm andando, por dentro da viseira! Na hora me arrepiei pensando que fosse um marimbondo (um inseto venenoso).

Reduzi instantaneamente de 100 para 30 km/h, sacudindo a cabeça querendo espantar o besouro. No momento que o ponteiro da moto caiu para os 30 km/h, senti a moto descer e subir de novo, igual a uma onda. Assustado parei a moto, tirei o capacete examinei e não tinha nenhum besouro. Olhei para trás e vi que no caminho tinha um buraco enorme no meio da pista, na qual acabara de descer e subir e era grande, largo, e fundo, se duvidar suficiente para derrubar até um carro a 60km/h.

Senti o medo profundo, vi que se não tivesse reduzido, a morte era certa. Para se ter noção, a noite na estrada dava para ver alguns buracos devidos à luz da Lua, porém este, justo este, estava bem camuflado nas sombras de uma árvore grande. Respirei fundo, a voz que vinha de dentro se calou, meus braços tremiam e eu olhava para o capacete imaginando que ele, por pouco, não estava coberto de sangue. Me perguntava:

- Como aquele inseto entrou na viseira, comigo naquela velocidade?

Antes de ligar a moto, lembro que ainda falei em baixa voz, em resposta a outra voz:

- Senhor, peço desculpas pela minha ponderação, seguirei conforme o Senhor me indicar. Anjo, você não é só um anjo, é também um amigo.

Não foi a primeira aventura, tampouco será a ultima. Amo a vida e seus mistérios, não nego minha natureza, mesmo que nada faça sentido, cada ser humano tem um tempo sobre a terra, cabe a nós escolher como será esse tempo.

Abraço a todos.


História assombrada enviada por Neto Ulukai

* Minha História Assombrada trás para você relatos assustadores vividos por usuário do site AssombradO.com.br e Sobrenatural.Org - Veja com estes relatos que o mundo sobrenatural está a nossa volta e pode acontecer algo estranho com qualquer um! Tem algum caso e deseja que ele seja publicado? Clique aqui. Toda quarta-feira as histórias aprovadas são publicadas!

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