31 de julho de 2014

Crítica de Filme: Transcendence: A Revolução (2014)

* Crítica escrita por Andrea Carvalho

Transcendence: A Revolução (Transcendence) 2014 - No Brasil o título ganhou o  complemento "A Revolução". Não entendi o porquê da revolução, mas é aquela coisa, por aqui, eles sempre nos surpreendem com títulos "criativos".

Não é um filme de terror. É de suspense e ficção científica.

Em resumo, o dr. Will Caster sofre um atentado e fica muito mal. Antes de morrer, tem a ideia de transferir sua inteligência para um computador. A experiência dá certo. Já transformando em máquina, ele desenvolve um sistema de nanotecnologia que ajuda a curar as pessoas. Ai começa a confusão...

O filme merece destaque em dois pontos: nos efeitos especiais e no elenco.

Sobre o elenco, vamos lá: é de primeiríssima grandeza. Traz Johny Depp na pele do Dr. Will Caster. Nem precisa de apresentação, não é? Temos também Rebecca Hall como esposa do cientista. Eu, particularmente, não gosto da atriz. Acho fraquinha e faz as mesmas (irritantes) caras e bocas em qualquer filme. Tanto faz vê-la no "Grande Truque" ou em "Dorian Gray". É sempre a mesma. Mas a seu favor, lembro que ela fez um filme que eu adoro "The Awakening" (O despertar). Aliás, filme que me inspirou a fazer o conto "O Misterioso Caso da Menina que Desapareceu" (publicado aqui no blog). Ainda no elenco, Paul Bettany, o excepcional Paul Bettany. É impossível falar dele sem lembrar de "O Código Da Vinci", "Uma Mente Brilhante", "Coração de Tinta", "Dog Ville",“Priest” e tantos, tantos outros. Ele dá vida ao cientista amigo que ajuda na transferência da inteligência. Ainda surpreendendo na qualidade do elenco, temos Morgan Freeman, Cilian Murphy e Clifton Collins Jr. É ou não é recheado de estrelas?

Mas de que adianta um elenco desses com um roteiro sofrível e uma história vazia? Começa bem, mas vai ganhando contornos de uma ficção boba e infantil. No final, uma sensação de uma mensagem hipócrita e retrógrada contra a evolução das máquinas a favor do ser humano.

Sobre os efeitos especiais: bem legais. A (re)construção de pele e seres humanos foi muito bem feita. Engraçado que já vi várias críticas por ai falando exatamente do excesso de efeitos. Eu gostei.

Enfim, o que posso falar é que o filme é bem fraco.

Quando vi que era produzido por Christopher Nolan – diretor de três filmes do Batman, produtor do Homem de Ferro – eu confesso que fiquei animada. Mas esperava mais. Muito mais. Não chega a ser perda de tempo, mas veja depois que sair em DVD, não gaste seu dinheiro para ir ver no cinema.




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