25 de junho de 2014

Minha História Assombrada: No Velório do meu Avô

O que estou prestes a relatar aconteceu num fatídico mês de fevereiro no velório do meu avô. Local, ano e dia, ficarão em completo anonimato para resguardar o restante de minha privacidade.

Meu avô era um grande jóquei ― muitos críticos o apontam como um dos melhores de sua época― e toda sua vida fora dedicada ao Jóquei Clube de nosso estado, mesmo depois de sua aposentadoria, não havia único dia em que ele não o visitasse. Apesar de já ser um idoso, sua morte acontecera de forma inesperada em um infeliz dia de fevereiro, quando eu ainda tinha doze anos. Pela sua conexão com o Jóquei, seu velório ocorreu no clube que parecia ser sua vida; nós, familiares e amigos ficamos velando seu corpo por uma noite inteira.

Em algum momento da madrugada, não aguentei ficar parado e resolvi caminhar sozinho para o pátio principal que dava de frente para a raia ― local onde os cavalos corriam ―, todas as luzes externas estavam apagadas e a única iluminação provinha da lua e estrelas num céu aberto que brilhavam intensamente, clareando todo o pátio e o caminho que dava até ele. Naquele momento, perguntava-me se havia sido realmente um bom neto, buscava em minhas lembranças todos os momentos em que havíamos passados juntos...Foi quando aconteceu, tudo tão rápido e surreal que é extremamente difícil de descrever. Movido por alguma força, lancei meus olhos para a raia e lá estava ele. Sim, lá estava o meu avô parado do outro lado da grade que separava o pátio e a raia; vestia praticamente suas roupas costumeiras ― exceto uma camisa vermelha que eu nunca o vira usar ―, sorria e me olhava. Mas essa não foi a parte mais estranha. No mesmo momento no qual eu o vi, o céu ficou claro como se desenrolasse a alvorada e por isso eu o vi tão nitidamente, as roupas e as cores que vestia, o seu semblante... Assim, tão rápido como aquela visão viera, se foi. Não sei dizer até mesmo quanto tempo durara, embora hoje, quase dez anos depois, ainda guardo aquela linda imagem as minhas tantas lembranças.

Eu sei que é algo complicado de se acreditar, não por ter visto o meu avô, e sim por todo o fenômeno, por essa razão, proponho algumas ponderações. Naquela época em que eu ainda era menino, não tinha noção de minha mediunidade que descobri na adolescência. Sim, depois que envelheci, presenciei outras aparições, embora nenhuma com tanta clareza quanto a do velório do meu avô, e isso, meus caros, comporta sombras passeando pela minha sala ou pessoas terminando de cruzar o corredor. Bem, aos que dirão que tudo não passara de um intenso delírio, pergunto: Por que duraram ínfimos segundos? Ou mesmo se meu cérebro havia me preparado um joguete, por que razão ele precisou se esforçar tanto, um vislumbre em meio à escuridão não é o suficiente para construir uma ilusão perfeita? E qual seria a explicação para sua camisa que eu nunca o vira usar, melhor não seria uma roupa costumeira? E por fim, qual seria o motivo pelo qual nunca voltara a acontecer em outros velórios, uma vez que ele não foi o único parente que perdi bruscamente?

Deixo a resposta a cargo daqueles que si fizerem tais questionamentos, no entanto, convicto do que vi e presenciei, digo: Sim, era meu avô naquela madrugada.

História assombrada enviada por usuário que preferiu o anonimato

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