26 de junho de 2014

Crítica de Filme: Sanitarium (2013)

* Crítica escrita por Andrea Carvalho

Sanitarium (2013) - Não achei tradução para o português. Mas, a tradução em sites para baixar filmes é Sanatório. Não confundir com "Sanatorium", esse é outro.

Em resumo, o filme conta as histórias de três doentes psicológicos. Eles estão em um sanatório e são tratados pelo médico, Dr. Stenson. Os três eventos de cada paciente foram dirigidos por três diretores diferentes. São contos de loucura, tensão, medo, sangue.

Lembram de "Tales From The Crypt" (Contos da Cripta)? Para quem é mais antigo, é fácil lembrar; para quem não conhece, era uma série americana que contava historietas de terror baseadas em quadrinhos. Era apresentada pelo Guardião da Cripta, uma espécie de coveiro "cara de esqueleto" divertido e apavorante, que sempre fazia a introdução das histórias e no final voltava para comentar. Assim que comecei a assistir "Sanitarium" me reportei à série.

O filme começa com o maravilhoso Malcom McDowell, o dr. Stenson, apresentando as histórias. Assim como o guardião em Tales From The Crypt, ele vai costurando o filme.

Falando em Malcom McDowell, o elenco do filme é de primeira: o próprio Malcom já dá o brilho necessário. Eterno Alex de "Laranja Mecânica", o ator dá vida ao médico que faz os tratamentos. Já estamos acostumados a vê-lo em filmes de terror, afinal ele deu seu ar da graça em muitos filmes do gênero como no último "Silent Hill Revelação", em "Halloween, o Início" e "Halloween II", além das participações na série "The Mentalist". Isso só pra citar alguns. Eu, sinceramente, sou fã dele, babo mesmo por tudo o que ele faz. Mesmo nos filmes ruins.

Na primeira história, a direção ficou por conta de Bryan Ramirez e conta a loucura do artista plástico Gustav, que passa a ouvir seus bonecos. John Glover dá vida ao artista. Glover deu um show de interpretação. É conhecido da gente por seu papel de Lionel Luthor, na série "Smallvile", além das participações em "Gremlins 2" e "Robocop 2". Em "Sanitarium", o ator está nota dez. Faz um artista enlouquecido, magro, descabelado, drogado, meio bêbado, daqueles que a gente tem vontade de dar um banho e sopa quente. Totalmente convincente. Vale destacar no elenco também a participação de Robert Englund. Sim, nosso eterno Freddy Kruger.

A história ganhou o título de "Figuratively Speaking" e mostra uma fotografia impecável e belíssimo jogo de cores. A evolução da esquizofrenia se apresenta sem pontas soltas. O único senão é ritmo do final da história, além de ter uma ou duas frases desnecessárias. Mas no frigir dos ovos, o desenvolvimento é surpreendente.
A segunda história ficou nas mãos de Bryan Ortiz e fala dos monstros que são reais. Um menino que sofre abuso do pai e passa a ver em seu dia-a-dia uma figura estranha que o persegue. No elenco, destaque para o menino David Mazouz que deu um show na série "Touch". Aqui, ele faz o garoto abusado, numa interpretação pra lá de convincente. A historinha ganhou o título de "Monster are Real", e resumidamente é isso mesmo: o pai abusa do filho, o filho vê monstros pelos cantos, uma professora se preocupa com garoto e... o final é surpreendente e perfeito. Das três histórias, é a que dá mais medo. Difícil acreditar que seja apenas a loucura de uma criança. Algumas pontinhas soltas enfraquecem o filme, mas nada que comprometa demais.

A última história é a mais fraquinha. Sobre a solidão de homem que está num banker se protegendo do fim do mundo. Ele acredita que os aliens estão chegando trazendo o apocalipse. Conforme se desenrola, você entende porque ele está sozinho. Aqui o terror psicológico é o mais evidente. Ganhou o título de "Up to The Last Man" e tem no elenco Lou Diamond Phillips, o eterno Ritchie Valens do filme "La bamba". Final pouco surpreendente.

Um bom filme, intrigante, original, com produção boa e elenco excelente. Recomendo.





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