14 de maio de 2014

Minha História Assombrada: O Mal Dentro de Nós?

Em Setembro de 2009 eu estava mexendo nas coisas do meu pai (falecido há 2 meses. Ele era psiquiatra de um presídio no interior do meu estado na década de 80) e encontrei uma carta que está me deixando sem dormir. Eu a reescrevi para o PC só para postar aqui. Apaguei a data e alguns nomes, pois não sei até onde isso é verdade, então peço para que divulguem esta carta que achei fascinante e perturbadora ao mesmo tempo:

"É, depois de anos passo para frente esse pequeno relato da minha vida de horror e mistério.

Bom, eu sempre fui muito arteiro quando criança. Me lembro quando eu tinha uns 3 a 4 anos gostava de amarrar minha irmã de 1 ano em uma árvore no quintal e atirar britas sobre ela, até que um dia passei dos limites e urinei sobre sua cabeça. Papai logo se irritou e tratou de bater em mim como se eu já fosse adulto. Até que eu mereci, mas não sei até que ponto aquilo me fez melhor.

Um pouco mais crescido, com 6 anos, eu adorava brincar de revolução aonde os meus animais eram os inimigos e eu o revolucionário. Lembro-me quando de estourar as bombinhas perto do meu 1 gato e ele se assustar e eu o pegar e botá-lo na forca. A minha intenção não era matá-lo, mas aquilo me fascinou, o quanto era frágil a vida de um animal.

Os animais iam desaparecendo tão depressa que mamãe parou de me dar animais.


Foi aí que começou a 1ª tragédia em minha vida. Com 8 anos minha irmã (6) e eu nadávamos na piscina de casa quando eu subi em cima dela e quase a matei. Eu não sei porque, mas achei aquilo o máximo, ver ela desfalecida na piscina. Eu não sei o porque, mas eu não ia ajudá-la, simplesmente fiquei olhando ela ali parada boiando, até que minha empregada viu e a socorreu. Minha irmã não morreu (hoje dou graças a Deus apesar do ódio eterno dela), mas ficou com sequelas motoras e na fala, mas mesmo assim ela conseguiu dizer o que houve. Lembro como se fosse hoje meu pai me chamando de assassino e minha mãe me batia tanto que não lembro nem onde pegava, mas o pior é que eu não derramei uma lágrima, isso foi a gota. Meu pai contou para minha mãe que eu matava os animais e enterrava no jardim, lembro que me mandaram dormir e conversaram a noite toda. Alguns dias depois um Sr. estranho me levava para um casa cheia de crianças, aí me dei conta do que tinha acontecido. Tinha sido abandonado pelos meus pais.

O tempo se passou e eu cresci. Com 10 anos fui adotado por um casal que me apaixonei. Logo de cara eles eram legais e eu queria muito ser adotado por eles. Eles tinham acabado de perder o seu filho em um acidente de carro e creio eu que queriam alguém para substituí-lo.

Eu achei o máximo. Eles eram ricos, uma casa enorme só para mim depois de 2 anos jogado de lado. O primeiro dia foi tudo o máximo, até que no segundo dia recebi umas carícias por parte de minha nova "MÃE" que eram estranhas. Logo depois veio o meu novo "pai". Antes de dormir ele sempre me dava beijinhos de boa noite. Seria normal se não fossem de língua. Eu não sei o que dava em mim, sabia o que era errado, mas mesmo assim ficava excitado com aquelas carícias dos meu novos pais.

Até que começou meu pequeno inferno. Começou de pequenas carícias. Meu novo "PAPAI" (FILHO DE UMA P*** TEVE O QUE MERECEU) passou a me estuprar e não contente levava alguns amigos para me violentar, até que me deparei em orgias com outros garotos da minha idade. Os abusos eram tanto que eu nem ligava mais. Eu era como um robô que só assistia, porque depois de 15 a 20 horas semanais de estupro deve ser assim que um ser humano se sente.

Esta situação durou até os meus 14 anos que foi quando me rebelei. Comecei a trocar os remédios de meu "monstropapai" até que antes de completar 15 anos ele sofreu um enfarto e faleceu, foi o dia mais alegre da minha vida. Um prazer e felicidade que só sentiria mais tarde.

Ironicamente meu pai me deixou bem de vida com minha "mamãe", mas ela não durou muito, pois ela teve um derrame 2 anos depois do monstro ir para o inferno, mas o melhor de tudo? Mamãe ficou incapaz em uma cadeira de rodas e eu cuidei especialmente dela, algum socos aqui outros ali, alguns abusos ali outros ali. Até que ela morreu tragicamente em um incêndio em nossa casa (me cansei de "mamãe").

Os anos se passaram e eu me formei com 25 anos em pedagogia (que mundo louco não?).

No início queria ajudar crianças assim como eu fui um dia, até que conheci Julia, uma menina linda que mal começara a puberdade. Comecei a namorar Julia e me apaixonei, até que um dia me deparei com ela em cima de um colo de um Sr. e eles deram uns 2 selinhos. Aquilo me deu um ódio que nunca sentira, pois ela era beijada (para mim era abuso como sofri) e sorria.

Liguei para Julia a convidei para minha casa, fizemos amor e quando me dei conta ela estava com a fronha enrolada em seu pescoço. Lágrimas desceram pelos meus olhos pela primeira vez na vida depois de praticar o mal, e realmente eu amava. Joguei o corpo em uma vala qualquer para encontrarem logo, pois ela merecia ter um enterro digno.

No enterro me deparo com a cena que mudou minha vida. Vejo aquele Sr. em que ela deu seus 2 selinhos e sorria amavelmente. Era seu pai, e ao lado dele a pessoa que me fez desabar em lágrimas, era a minha mãe, e ao lado minha irmã em uma cadeira de rodas. Aquilo me fez desabar. Senti tantas coisas ao mesmo tempo que desmaiei. Já no hospital chamei o delegado e confessei o que tinha feito à Julia, para meu espanto minha Mãe e minha irmã me reconheceram e minha mãe disse que meu pai criou um monstro ao me oferecer ao Diabo quando bebê, que ela não tinha idéia no que me tornaria e que ela mesma me mataria no parto se soubesse.

Do hospital, já em estado de choque, só pensava na minha vida, no que eu tinha feito dela. Como um ser humano pode ser capaz disso... Se realmente teve alguma coisa sobrenatural em minha vida... Por isso peço que leve esta carta, Dr. Gomez, aos que realmente acreditam no bem e no mal e que ela sirva de exemplo para o que nós podemos nos tornar.

Nunca em paz, Jonnas."

História assombrada enviada por Sousa

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