21 de maio de 2014

Minha História Assombrada: O Anel Amaldiçoado

Hoje eu vou relatar um fato real que aconteceu comigo a uns 20 anos atrás...

Quando eu completei 19 anos, eu entrei para o Quartel da Aeronáutica no Campo dos Afonsos-RJ, e minha esposa estava grávida. No meio do ano, minha esposa teve o bebe e eu fui pai aos 19 anos.

Como a situação começou a apertar, meu cunhado que era dono de uma Lanchonete ao lado do Hospital Carlos Chagas em Marechal hermes, Subúrbio do Rio de Janeiro, vendo meu desespero financeiro, me convidou pra fazer um bico na lanchonete aos sábados, domingos e feriados, que seriam dias de pagodes e ele precisaria de ajuda.

Um belo sábado a noite, a lanchonete estava lotada e estávamos na correria, quando de repente me entra na lanchonete um rapaz mau vestido, sujo e visivelmente drogado vindo em minha direção, eis que o rapaz me oferece um anel grosso, que aparentemente seria de Prata com uma camada de Ouro, e que havia escrito nele 3 letras, o que parecia ser iniciais de algum nome, as letras eram: "J P E", ele queria vender por 100 Reais, para usar em mais drogas.

Como eu não podia pegar um vale de 100 reais, pois seria muito dinheiro, eu peguei o que tinha na minha carteira, 10 reais e ofereci para o rapaz, que estava desesperado para usar drogas, então ele aceitou os 10 reais.

Atenção: Não quis incentivar ele a usar drogas ok? Mas o anel me parecia muito caro e eu estava precisando de dinheiro, por isso fiz o rolo com o rapaz. Dei os 10 reais, na intenção de vender por 100 reais que era o valor que ele queria.

Voltando ao assunto... Comprei o anel do rapaz e imediatamente coloquei em meu dedo e voltei a trabalhar.

Passando uma semana mais ou menos, eu estava na Kombi do quartel levando o Cabo Aluísio (Que Deus o tenha, pois hoje ele é falecido), que era estafeta do Brigadeiro comandante da Unidade, para uma reunião no Centro do RJ  e mostrei a peça pra ele.

Como a esposa dele era ourives, ele me perguntou se eu não queria apagar as letras que existiam no anel e escrever o meu nome "Junior".

Eu achei a idéia ótima e entreguei o anel de prata com ouro pra ele levar...

Na outra semana, ele me trouxe o anel com o meu nome gravado e com uma novidade; o valor do anel era altíssimo por ele ser de ouro 18K com ouro branco no lugar de prata.

Fiquei ainda mais satisfeito e decidi não vender o anel no intuito de tirar uma onda com meus amigos pelo valor do anel, que hoje, seria em torno de uns 2 mil reais.

A partir daí, minha vida começou a "andar pra trás" literalmente, pois tudo passou a dar errado e a me complicar...

Sujei meu nome com cheques, cartões de crédito, meu cunhado me dispensou, eu perdi minha etapa eventual, que eu ganhava por ser motorista do quartel e outras coisas mais, como doenças na família, ,minha esposa, meu filho e etc...Desde então, minha vida deu um revira-volta e tudo passou a dar errado.

Passaram-se mais ou menos uns 3 anos e eu continuava passando apertos e necessidades financeiras e etc...
Quando um certo dia, eu estava passando no corredor do quartel e encontrei com o Cabo Evanir, que era espírita e me parou me interrogando:

Júnior, como está a sua vida? Você está passando por necessidades e apertos, não é mesmo?

Como eu nunca tinha exposto a minha vida pra ninguém, eu fiquei assustado e respondi:

Estou Evanir, a coisa ta complicada pra mim, mas vai melhorar!

Foi aí que ele me falou:

- Mas você sabe porque está passando por isso? É porque você está com uma coisa que não te pertence, e o verdadeiro dono, foi assassinado e roubado! E outra coisa... Você é médium não é? Você não costuma ver, ouvir ou sentir coisas?

Fiquei intrigado de como ele sabia disso, e respondi que sim e ele continuou falando...

- Então, esse é mais um motivo! Esse anel, não te pertence e tem mais, nele haviam letras que eram iniciais você sabe de quem?

Eu fiquei assustado e disse que não sabia, ele então me falou:

- As iniciais era J P E, ou seja... José Pilintra da Estrada, ou encruzilhada, não me lembro bem agora o que significava a letra "E".

Confesso que me arrepiei todo e confirmei as iniciais, mas fiquei com uma baita dúvida, como ele sabia disso, se já tinham se passado tanto tempo e eu nunca falei nada pra ninguém? Além do cabo Aluísio!

O Cabo Evanir, continuou conversando comigo e me disse: "Seus pais não moram em Sepetiba, lá não é praia? Então porque você não pega esse anel e joga ele ao mar, se livra do problema, devolvendo ao dono essa peça!"

Como eu sou muito brincalhão, eu falei pra ele:

- Tá maluco? Vou jogar fora uma peça valiosa dessas? Vou vender e arrumar um dinheiro.

Ele então me respondeu...

- Você só vai estar transferindo o problema e não vai se livrar dos seus. Fica a seu critério, ou você devolve ao dono, ou sua vida vai afundar cada vez mais ele disse!

Naquele dia, trabalhei o tempo todo com aquilo que ele havia me dito, perturbando na minha cabeça!

Chegando em casa a noite, comentei com minha esposa e ela me deu força pra eu me desfazer daquele anel, que realmente, foi depois de eu ter aquela peça, que nossas vidas começaram a desandar!

Mas mesmo assim, eu continuei teimando em não desfazer da peça e fui ficando por mais algum tempo.

Até que um dia, meu padrinho havia dado uma bicicleta de aniversário de 4 anos a meu filho e nos convidou para irmos até a praia do Recreio dos Bandeirantes, a noite, pois tinha sido inaugurado a ciclovia e iluminação no calçadão da praia.

Gente, por incrível que pareça, chegando lá, sentamos na mesa pra beber uma cerveja e de repente, eu ouvi algo me chamando, na areia da praia assim: "Júnior!", mas a iluminação, era apenas no calçadão e não na areia, então eu não vi ninguém.

Eu olhei para a areia e perguntei a minha esposa se ela também ouviu me chamarem, ela disse que não e voltamos a beber e conversar.

Meu filho estava brincando com meu padrinho, que estava ensinando meu filho a andar na bicicleta com rodinhas enquanto eu e minha esposa estávamos conversando, brincando e zoando meu padrinho e meu filho.

De repente, outra voz me chamou, mas dessa vez, falou a frase inteira: "Júnior, vem aqui!"

Minha nossa pessoal, eu olhei espantado pra minha esposa e perguntei a ela se ela não ouviu de novo me chamarem, ela então me respondeu em tom de ironia... "Você tá ficando maluco, é melhor parar de beber e ela e meu padrinho começaram a rir da minha cara de espanto!"

Eu fiquei com muito medo e lembrei daquilo que o cabo Evanir havia falado comigo sobre jogar o anel na praia e comentei com minha esposa!

Ela me disse: "Você na realidade não estará perdendo nada, apenas os 10 reais que você pagou, esquece o valor real desse anel e joga logo essa porcaria na água."

Eu continuei teimando e continuamos conversando, até que eu ouvi me chamarem outra vez e a frase ainda mais forte e maior: "Junior, vem aqui, estou esperando!"

Eu me virei rápido e olhei para a parte escura da praia próximo a água e vi uma sombra entrando no mar!
Nessa hora, eu me arrepiei todo, meus olhos encheram de lágrimas eu perguntei assustado: "Vocês não ouviram? Eu ouvi me chamarem e vi uma sombra entrar no mar!" Nesse momento, meu padrinho reparou que eu mudei as feições e me perguntou debochando:

- "O que houve Junior? Viu a assombração?". E começaram a rir da minha cara de assustado!

Foi quando minha esposa, se levantou e me disse: "quer se livrar desse anel de uma vez por todas? Vamos comigo até a beirada da praia pra você fazer uma cabaninha pra eu urinar." (o banheiro do quisque estava em manutenção e cheio de tralhas.)

Ao terminar de urinar, minha esposa me afrontou me dizendo: "e aí? Vai ou não se desfazer logo desse anel? Junior, e se o Cabo Evanir estiver certo? Você não vai estar perdendo nada além de 10 reais, joga logo esse anel no mar e devolve pra quem quer que seja o dono!" Fui com muito medo até próximo a praia com a minha esposa, enquanto meu padrinho ficou brincando de ensinar meu filho a andar de bicicleta na ciclovia do calçadão.

Eu tomei coragem, tirei o anel do dedo e falei pra minha esposa: "é mesmo não é? Isso pode estar nos prejudicando", e arremessei o anel longe, dizendo em voz alta: Toma o seu anel, e vê se me deixa em paz!!!"

No mesmo instante em que o anel bateu na água, meu filho deu um grito desesperador no calçadão e começou a chorar; Olhei espantado pra minha esposa e corremos então até o calçadão...

Chegando lá, a surpresa, meu filho havia caído com o rosto no chão, ralou todo o lado direito do rosto e estava todo ensanguentado.

Acabou naquela hora o passeio e fomos parar no hospital com meu filho.

Enquanto esperávamos o atendimento, eu e minha esposa contamos a história desde o início para meu padrinho, e na mesma hora ele me deu a maior bronca dizendo que com essas coisas não se brinca, e que eu nunca mais fizesse isso de comprar, usar ou pegar coisas de gente que já teria falecido.

Ainda mais eu, que ele sempre soube que eu tinha tendências mediúnicas!

Bom pessoal, não sei se a história das letras inicias procedem, não sei se o que eu ouvi me chamando e a sombra entrando na água era real ou coisa do meu subconsciente, não sei se o tombo do meu filho tem alguma ligação com o anel batendo no mesmo exato na água, sei lá, mas que tudo foi muito estranho, isso foi!

Eu, particularmente, nunca me envolvi mais profundamente sobre os casos que acontecem comigo, por dois motivos... Primeiro que eu sou muito medroso e segundo porque eu não quero ficar vivenciando com mais frequências essas situação paranormais.

Por favor, me digam o que vocês acharam desse relato, se tudo foi coincidências ou se realmente o que eu passei, teve a ver com aquele maldito anel?

Abraços e outra hora, eu conto outros casos que eu presenciei!


História assombrada enviada por Ivan Júnior

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