9 de abril de 2014

Minha História Assombrada: A Morte do meu Avô

"Quando a gente nasce, é motivo de chorar, quando a gente morre é motivo de alegria" - Luiz Alves (Meu avô)

Dia 19/06/2005, não tenho certeza que a data era essa, mas em dias próximos a esse, eu tive um sonho que me perturba até hoje... Nesse sonho eu andava por uma rua que nunca tinha visto na vida, não havia árvores, nem casas, nem iluminação... Porém eu via uma cruz ao fim da rua. Pensei que era uma igreja no mesmo instante, e queria pedir informações de que lugar era aquele... Então caminhei até essa cruz e quando me deparei, vi um caixão, e esse caixão estava cercado de fezes, por cima do caixão havia fezes espalhadas também. Meu sonho naquela noite, tinha terminado ali, porque não me lembro muito bem se tinha sonhado algo mais depois disso, mas essa imagem ficou na minha cabeça...

Pois bem, passou-se mais ou menos uma semana, o meu avô morava em minha casa, e eu estava brincando na rua com minha prima chamada Jucimara.

Era dia 25/06 (sábado), e como sábado não tem aula, estávamos rebatendo bola na rua, quando de repente meu tio sai do meu portão e entra pelo portão da "Ju" chorando. Ficamos sem entender, mas como éramos crianças continuamos a brincar... Meu tio saiu da casa da "Jú" e entrou novamente na minha casa, nessa hora eu vejo a mãe da Ju (Gilza) sair do portão da casa dela também chorando. Foi quando eu todo inocente perguntei: "que foi tia, rato morto?" Ao que ela me respondeu: "Não, Vô morto!"...

Putz, nessa hora eu quase cai pra trás e já pensei: O pior aconteceu. Eu e Juh, sem pensar duas vezes, entramos em minha casa correndo e fomos direto para o quarto do meu avô, quando vimos minha tia Maria limpando meu avô. Estranhamente ele estava "cagado". Antes de morrer ele tinha defecado nas calças sobre a cama, e vimos minha tia limpa-lo. Não passou muito tempo, a funerária chegou, vimos ele ser colocado dentro do caixão para análise, e ser colocado no carro. Houve muito choro, muitas ligações para familiares, e lembro que minha mãe pediu pra que eu buscasse um bolo para as pessoas que chegassem para o velório que seria na minha casa. Na mesma hora, eu fui até a padaria. Quando estava indo veio Ana, uma vizinha aqui de perto me perguntar: "E aí Henrique, como é que tá o clima, vai dar pra dançar hoje?"

Eu inocente respondi: "Dá sim Ana, eu vou lá dançar sim!". Nesse dia tinha a quadrilha da minha igreja, e eu estava super ansioso pra ir dançar.

Fui para minha casa, entreguei o bolo para minha mãe e fui conversar com a Juh, porque vi que ela estava bem chateada...

Tentei consola-la. Quando a gente começou a se recordar de como meu avô era legal, mesmo estando doente, na cama, sem poder fazer muitas coisas por causa da idade, ele era muito legal. Lembramos da vez que sem querer querendo entramos no quarto dele e escondemos o pinico dele. Outra vez que entramos e pedimos a ele 20 reais pra comprarmos doces, e ele deu. E assim a gente ficou alguns minutos rindo de coisas erradas que a gente fazia. Até que eu tomei um choque dentro de mim, e uma lembrança me dominou na mesma hora... Eu do nada abracei a Juh e comecei a chorar. Ela ficou assustada, porque a gente tava sorrindo muito e do nada eu comecei a chorar, então ela perguntou: "Rick que que foi?"

Foi quando respondi: "Juh, lembrei de uma coisa que meu avô sempre dizia: 'Quando a gente nasce, é motivo de chorar, quando a gente morre é motivo de alegria'." Eu tinha quadrilha naquele mesmo dia, ou seja, eu tava alegre, toda a igreja estava esperando a festa junina, todos estavam alegres...

Desde então, eu tento entender essa visão do caixão envolto em fezes, e a profecia do meu avô que nunca me saiu da cabeça...

Paz e bem...

História assombrada enviada por Carlos Henrique de Castro

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