19 de março de 2014

Minha História Assombrada: Um Velho nos Acompanhou até o Cemitério

Eu estava passeando com F, uma grande amiga minha, pelo bairro de Pinheiros, São Paulo, quando passamos em frente do Cemitério São Paulo, uma necrópole enorme na Rua Cardeal Arcoverde. Minha amiga olhou pra mim e perguntou:

- Vamos dar uma volta no cemitério?

Pra quê?

- Minha família tem jazigo aqui... além do mais, quero te mostrar uma imagem de Nossa Senhora que é simplesmente assustadora.

- Assustadora por quê?

- Você vai ver.

Com um pé um pouco atrás, aceitei. Entramos pelos portões do cemitério e cumprimentamos uma zeladora do local.

O silêncio era quase total. É impressionante que, mesmo no meio de uma cidade, dentro do cemitério o som parece não existir. Já tive essa sensação em outros locais desse tipo. Não ouvíamos barulho de carros nem nada. Após um certo tempo, chegamos ao túmulo da família de F. Era modesto, sem aquelas esculturas gigantes ou mausoléus maiores que a minha casa. Ficamos um tempo ali, rezei pelos familiares dela e resolvemos voltar.

- Vamos voltar pela estátua que eu te falei, ela disse.

Fizemos um caminho novo em direção ao portão. Viramos numa rua, que tinha um túmulo em mármore negro maravilhoso na entrada. Mais um pouco adiante, achamos a estátua. Era realmente assustadora!! Tinha o manto numa cor azul pálida, como se tivesse sido descolorida pela ação do tempo. Segurava um buquê de rosas nas mãos, também descoloridas. Mas o que realmente assustava eram os olhos: abertos, mas totalmente pintados de preto. E, pra onde quer que nos movêssemos, eles nos acompanhavam. Uma arrepio sinistro passou por minhas costas.

- Horrível, não é?, ela me perguntou, baixo.

Eu apenas consegui concordar com a cabeça. Não conseguia tirar os olhos daquela imagem. Fui trazido de volta à realidade quando a zeladora, aquela da entrada, apareceu na rua.

- Ah, que bom que eu achei vocês. Aquele senhor que veio com vocês mandou dizer que está com pressa.

- Quem?, perguntamos.

- O velhinho que entrou no cemitério com vocês. Ele ficou na porta e mandou dizer que ainda está esperando.

Meu coração acelerou! De verdade. Olhei para F assustado e vi que ela também tinha os olhos quase pra fora das órbitas.

- Mas... dona... viemos sozinhos., falei, com a voz tremendo.

- Ué... mas eu juro que, atrás de vocês, entrou um velho. Ele parou na porta. Quando vocês entraram, eu perguntei se ele não ia entrar e disse que não, que ia esperar vocês ali. Depois, ele pediu para eu encontrar vocês, porque estava com pressa.

Ficamos realmente assustados. A zeladora, ao ver nossa expressão, pediu desculpas e saiu. Resolvemos ir embora, mas nem pensamos em passar por aquele portão. Pegamos um caminho para uma saída paralela e saímos, sem olhar pra trás. Subimos no primeiro ônibus que apareceu e saímos dali rapidinho.

Até hoje, não sei quem era o velho, se realmente tinha um velho ou se a zeladora estava tirando uma onda com a nossa cara. Só sei que, até hoje, quando eu e F comentamos sobre esse dia, ainda sentimos calafrios.

História assombrada enviada por Paulo Henrique de Araújo, que enviou também:

- Não Chore Pelos Mortos
- Passos no Telhado
- O Cemitério Abandonado
- Ele só acreditava vendo...

* Minha História Assombrada trás para você relatos assustadores vividos por usuário do site AssombradO.com.br e Sobrenatural.Org - Veja com estes relatos que o mundo sobrenatural está a nossa volta e pode acontecer algo estranho com qualquer um! Tem algum caso e deseja que ele seja publicado? Então clique aqui.
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