24 de março de 2014

Mapinguari: O Monstro da Amazônia (Lenda, Fotos e Alguns Relatos de Encontro)

O folclore na região amazônica é cheio de histórias sobre encontros com o Mapinguari e, quase em todas as tribos indígenas da Amazônia há uma palavra para designá-lo. 

Segundo povos nativos, o Mapinguari seria uma criatura coberta de um longo pelo vermelho que quando percebe a presença humana, fica de pé e alcança facilmente dois metros de altura. Seus pés seriam virados ao contrário, suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante a de um jacaré. O Mapinguari também possuiria um cheiro horrível, semelhante ao de um gambá. Esse mau cheiro faz com que sua presa fique tonta, o que permite ao bicho apanhá-la com facilidade. A boca do Mapinguari se abre na vertical, e vai do peito até a barriga. Alguns dizem que tem dois olhos, mas é mais famosa a versão ciclope.

Segundo Domingos Parintintin, líder de uma tribo que vive na Amazônia, a única maneira de matar o mapinguari é dando uma pancada na cabeça do animal. Porém, ele afirma que o melhor a fazer é subir em uma árvore e se esconder, em vez de tentar matá-lo, já que a criatura tem o poder de fazer a vítima ficar tonta e "ver o dia virar noite".

Uma hipótese que explicaria a existência do Mapinguari, sugerida pelo paleontólogo argentino Florentino Ameghino no fim do século XIX, seria o fato da sobrevivência de algumas preguiças gigantes (Pleistoceno, 12 mil anos atrás) no interior da Floresta Amazônica.

Megatério, preguiça gigantesca que viveu do Plioceno até o Pleistoceno, há aproximadamente 20 mil anos, nas Américas do Sul e do Norte, poderia ser a origem da lenda.
A foto de Manaus-AM que em 2006 circulou como sendo do Mapinguari:

Um grupo de jornalistas do jornal Correio do Amazonas, de Manaus, foi solicitado para fazer uma reportagem sobre invasões de terra, muito frequentes aqui em Manaus, perto do bairro João Paulo. Chegando lá souberam sobre o estranho ser.

Os moradores da área são pessoas muito humildes e logo pensaram que o ser fosse coisa do diabo. No começo haviam 6 criaturas, mas mataram-as e conservaram somente uma no álcool. Segundo os moradores eles saiam as vezes do mato e o mais estranho era que andava em pé.

Houve em manaus muita discussão porque a criatura parecia com um animal de uma lenda da região, o mapinguari, um ser mitologico que é meio macaco, tem um olhos só, garras, cauda e pelo preto e come homens nas selvas quando está com fome. Descrição muito parecida com o estranho filhote achado.

No entanto, o veterinário Anselmo D'ffonseca, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), analisou o animal e deu o veredicto: era um gato com má formação genética.

O animal deformado era apenas um filhote de gato.
Criança observa a criatura.
Alguns relatos de encontros:

Bicho teria mais de 2 metros
Relato contado por João Raimundo Bezerra Lima

Na minha infância ouvi muitas histórias do Mapinguari, contadas por pessoas que foram moradoras de antigos seringais perdidos na imensidão da amazônia. Quando adulto, fui colega de trabalho de um rapaz chamado Paulo, em uma grande empresa do distrito industrial. Ele certa vez nos contou a seguinte história:

Em uma tarde, por volta de 15:00h, no lugar chamado Castanhal Grande, no estado do Pará, de onde ele era natural, uma comunidade que sobrevivia da coleta de castanha-do-pará e praticava a agricultura de subsistência. Quando completou onze anos seu pai permitia que andasse sozinho por algumas trilhas na floresta. Nessa tarde, após um temporal, seu pai o mandou na frente coletar castanha. Ele então pegou o saco de estopilha (juta) para recolher os ouriços de castanha e foi em direção ao castanhal que ficava a uns quinze a vinte minutos de caminhada. Muitas vezes tinha percorrido o caminho com seu pai e também sabia que as pessoas da comunidade se deslocavam para recolher os ouriços e se reuniam para parti-los em uma grande castanheira no centro do castanhal, que havia caído há muito tempo, quando seu pai era menino.

Próximo ao castanhal havia um córrego, ele começou a atravessá-lo, quando ouviu um barulho vindo do centro do castanhal, como se alguém estivesse jogando um ouriço no chão para quebrá-lo, repetidas vezes. Isso lhe deu mais confiança. Imaginando ser um dos seus vizinhos, caminhou em direção à árvore caída, então aconteceu a maior surpresa de sua vida: ficou de frente com um imenso animal todo peludo de olhos castanhos no momento em que ele levantava o ouriço para jogá-lo ao chão. Viu a expressão de espanto no rosto do animal, que soltou um grito que fez com que seu sangue congelasse nas veias e sua língua inchasse em sua boca impedindo que gritasse por socorro. O seu pai juntamente com as pessoas da comunidade, ao ouvirem o grito entraram correndo castanhal a dentro e passaram a perseguir o animal, mas não conseguiram encontrá-lo.

O Paulo contou que não conseguiu mais dormir e ficou traumatizado. Depois de alguns dias ele e sua família se mudaram para Belém.

Eu e todos os colegas de trabalho ouvimos, mas não levamos a sério. Respeitamos e ninguém fez chacota. Agora é que vem a parte do mistério...

Muitos anos depois, ao chegar no trabalho, peguei o jornal "A Crítica" que é um jornal tradicional e sério de Manaus e li a seguinte manchete: "Animal desconhecido é perseguido pela polícia federal".

Resumindo: Dois caçadores foram atacados por um animal desconhecido, um foi morto ao ter seu braço arrancado do corpo e o outro que conseguiu escapar estava com fraturas múltiplas. O que sobreviveu ia ser acusado de ter assassinado seu colega, mas o médico legista disse que ninguém teria força para arrancar daquela forma um braço. Adivinha onde foi o acontecido... CASTANHAL GRANDE, no PARÁ.

Estátua do monstro da Amazônia mostra
como seria o aspecto físico da criatura
(Foto: The New York Times)
Relato contado por James Roosevelt da Silva Rodrigues

Uma dos enigmas mais surpreendentes da selva amazônica, que causou e causa até hoje pânico, e ganhou maior repercussão quando os sertanistas adentraram a selva em busca do ouro verde, principalmente a seringa (o látex), no início do século passado, quando o Brasil ainda era o maior exportador de látex do mundo. Na época, muitos homens e famílias entravam mata adentro, muitas das vezes as duas da manhã, levando consigo apenas uma lata com farofa de charque, e foram expectadores de muitos encontros com um ser mitológico que a ciência tenta explicar como um ancestral jurássico parente do bicho preguiça de nosso tempo. Seringueiros guardam os dias santos e feriados até hoje, com medo de encontrar tal criatura. A verdade é que narrarei algumas histórias de encontros dos amazônidas com essa criatura:

Em meados dos anos 60, dois seringueiros estavam acampados em uma região próxima a hoje cidade de Boca do Acre e trabalhavam para um patrão justo que pouco os explorava, os feriados e dias santos eram respeitados e sempre havia folga nesses dias. Os trabalhadores haviam retornado a cidade para ficarem com suas famílias e apenas dois deles ficaram no barracão com o discurso de que queriam descansar e não tinham outro lugar para ir, o certo é que, um dos seringueiros teimou em ir caçar no dia santo. Alertado pelo parceiro de que não era boa a idéia, insistiu muito até que não foi vencido pelo cansaço. O seringueiro saiu muito cedo e como de costume o companheiro o esperava por volta de meio dia. Quando três da tarde o seringueiro decidiu sair atrás de seu companheiro, pois na selva um protege o outro para sobreviver. Após uma hora de caminhada, a surpresa e o terror nos olhos do seringueiro vislumbrava assustado uma criatura peluda muito alta e cheiro muito forte que causava ânsia. A criatura engolia com prazer o seu companheiro soltando um grunhido horripilante, uma mistura de onça e macaco guariba. Por alguns segundos o seringueiro ficou estagnado sem ação, seu único recurso foi subir em uma árvore próxima e ficar imóvel rezando, o horror durou 40 minutos. Quando não sentiu o cheiro da criatura o seringueiro correu em direção ao galpão e pegou a canoa e o remo, não sei qual a distância do local até a cidade, porém, a surpresa dos companheiros de corte foi imensa quando avistaram o seringueiro chegando as margens da cidadela remando exausto, e contando essa história maluca. No dia seguinte foi organizado uma busca e nada foi encontrado a não ser um maço de pelos de cor marrom e cheiro forte e pedaços do corpo de um homem despedaçado. Autoridades locais ligaram a morte a um ataque de animal selvagem uma onça, das grandes, só não conseguiram explicar por que a onça não enterrou o corpo para comer mais tarde, alegaram que a onça estava protegendo a cria. Sua mente é livre para acreditar...

Relato da Wikipédia

Caçadores do lago do Badajós no estado do Amazonas, afirmaram ter atirado em uma fêmea (porque viram algo como seios, mas que estavam cobertos de pelos) que havia atacado um dos caçadores, porém, mesmo ferida, atraiu a atenção do macho, através de urros altos. Logo apareceu o macho de aproximadamente uns 2,5 m de altura, muito forte e peludo veio em defesa da fêmea e tentou atacar o grupo de caçadores que fugiram em uma canoa. Este ser não entrou na água para persegui-los e foi embora com a sua fêmea ferida. esta história aconteceu em 1967 em Tefé. E quem contou esta história foi o senhor José lima que hoje mora em Manaus, uma testemunha que viu um mapinguari de perto e disse que ele se assemelha em tudo com o pé-grande americano, porém mais peludo.





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Fontes (acessadas em 24/03/2014):

CLIQUE AQUI para ler "A Lenda da Matinta Perera"
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