24 de março de 2014

Lendas: A Maldição de Mairiporã-SP

Na região metropolitana de São Paulo existe uma cidade chamada Mairiporã que carrega uma maldição desde os idos de 1900. Contam por lá que existiu um padre que defendia a população dos maus-tratos e da exploração dos coronéis. Em seus sermões atacava ferozmente os poderosos da cidade, atribuindo a eles os problemas sociais e injustiças, além de acudir os humildes. Quanto mais o padre lutava, mais ardorosos eram seus fãs e mais rancorosos seus inimigos.

Um dia, estes coronéis contrataram capangas e ordenaram o sequestro e o espancamento do vigário, com o intuito de "apenas" humilhar e dar uma lição a ele, pois a crendice popular dizia que matar um padre traria muito azar. Mas os capangas tinham seus próprios motivos e decidiram matá-lo. Primeiro sequestraram e espancaram o homem. Quando este desmaiou, puseram-no dentro de um saco amarrado e levaram-no para o alto da Serra da Cantareira, para que lá morresse de frio e fome.


Inesperadamente, a vítima conseguiu sair do saco e, mesmo ferido, embrenhou-se pela mata, rumo à cidade. Quando chegou à escadaria principal, rogou uma praga: “Este lugar nunca vai sair do limbo enquanto não nascer um padre filho de Mairiporã”.

Até hoje a cidade tem muitos problemas, o progresso chega aos arredores mas ainda passa longe de lá. As pessoas alegam que nada dá certo por causa da maldição do vigário. Também ainda não nasceu um filho de Mairiporã que tenha se tornado padre. O sacerdócio ainda é oriundo de outras vizinhanças.

Outras lendas da cidade, contadas por Marcelo:

Esta história narra é muito conhecida na cidade. Mas, existem muitas outras como exemplo, um fato que ocorre em um trecho da "Estrada Velha de Bragança" , trecho Terra Preta, aonde ocorre um fenômeno que denominamos"Tapa n'água". É um ruido que se houve em algumas oportunidades semelhante ao provocado por um "tapa" de mão aberta em superfície de água. São sempre dois "tapas" seguidos, e o curioso que não há naquele local água alguma. Esse fato é mais conhecido pelas pessoa que residem nas imediações da estrada Velha de Bragança, mas existem muitas outras lendas que foram inclusive motivo de publicação em edição da Revista Já do Diário Popular. Lá foram narradas as histórias do Hospital N.Sra. do Desterro, construído sobre um cemitério e também a história da demolição da igreja para a construção da rodoviária o que causou "assombro dos escravos mortos" nas procissões . Quem conseguir achar a revista encontrará outras histórias ainda. Eu acredito nisso porque minha querida Mairiporã é até hoje palco de muitos afogamentos e desova de cadáveres. Que pena !!! Grato pela oportunidade. Marcelo
 

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