19 de fevereiro de 2014

Minha História Assombrada: Passos no Telhado

Olá. Meu nome é Paulo Henrique, tenho 26 anos e tornei-me leitor assíduo do Assombrado desde o ano passado. Hoje, resolvi dividir com vocês um relato ocorrido comigo há cerca de 11 anos e que, até hoje, me causa arrepios.

Eu tinha cerca de 15 anos naquela época. Costumava virar da sexta ao sábado na internet, navegando pelo Orkut e conversando com amigos pelo MSN. Costumava colocar fones de ouvidos e ficar ouvindo música, mas, naquela noite, não o fiz. Estava de papo com uma amiga minha pelo MSN quando ouvi um barulho seco vindo do telhado. Parecia uma espécie de batida e foi uma vez apenas. Na hora, ignorei. "Gatos", passou pela minha cabeça. Minha vizinhança sempre teve bastantes bichanos, que viviam correndo por sobre as casas. Nessa primeira noite, apenas isso ocorreu.

Depois de passar o sábado entre dormir, assistir filmes e jogar videogames, resolvi ficar acordado a noite toda novamente, afinal, domingo era dia de acordar tarde. Novamente, conversando com a mesma amiga pelo MSN, ouvi o mesmo barulho, porém mais forte. Diferentemente da vez anterior, foi mais de uma vez. Parei de digitar e fiquei olhando para o teto, imaginando o que seria aquilo. Cerca de umas três batidas depois, cessou. Fiquei ainda durante um tempo quieto, esperando para ver se ocorria novamente. A janela do MSN apitava descontroladamente, com minha amiga me chamando. Nada. Nenhum som. Voltei a conversar com ela, expliquei o ocorrido, mas resolvi desencanar.

Naquela mesma madrugada, poucas horas depois, novamente as batidas voltaram a acometer meu telhado. Notei, pela primeira vez, que não eram simples batidas. Pareciam passos. Tinha alguém andando em cima da minha casa. Moro em São Paulo desde que nasci, então poderia ser possível que alguém estivesse passando por sobre as casas, talvez bandidos, o que já é assustador demais. Fiquei parado atrás da porta, com os olhos arregalados e as mãos tremendo, presas à maçaneta. Cenas de diversos filmes de terror vieram à minha mente: se eu abrir a porta, um assassino vai me matar, um bicho vai entrar, um fantasma vai me atacar. E os passos não pararam. Pensei: "Vou sair no quintal e dar uma olhada rápida para o telhado." Desse quintal, é possível ver o telhado que cobre minha casa toda, uma parte das telhas de amianto que cobrem a garagem e um fino telhado que fica sobre uma outra parte de minha casa, além da laje do bar contíguo. Seria fácil ver se alguém estava ali.

Respirei fundo, criei coragem e resolvi abrir a porta. Rezando a oração da Ave Maria, virei a chave. Nesse exato momento, os passos cessaram. Pensei: "Se pararam, a pessoa está parada." Saí. Olhei para todos os lados e nada. Nem gato, nem gente. Apenas o ar frio da madrugada soprava e a lua tímida pouco iluminava o ambiente. Olhei de novo só para ter certeza. NADA! Absolutamente nada. Entrei e voltei para o computador. Porém, estava tão assustado que sequer conseguia me concentrar no computador. Desliguei-o e resolvi dormir. Eram cerca de 3:30. Pouco depois de me deitar, os passos voltaram a ecoar. Arregalei os olhos. Dividia o quarto com minha mãe, então procurei-a para ver se estava ouvindo também. Nada. Dormia profundamente. Levantei-me e, rapidamente, corri até a porta. Abri a porta, tomando cuidado para a chave não fazer barulho. Coloquei a cabeça para fora e olhei para o telhado da garagem. E lá estava. Uma sombra passava da laje do bar para as telhas de amianto da garagem. Parecia uma sombra humana, mas não consegui ver nada além do vulto. Foi algo rápido, mas suficiente para me fazer voltar para dentro, tremendo de medo e com respiração acelerada.

Corri até o telefone e disquei o número da polícia. Poderia ser alguém mesmo tentando invadir. Falando baixo, quase sussurrando, informei o que estava ocorrendo: "Estou ouvindo passos em cima da minha casa e vi uma sobra passando do telhado do vizinho para o da minha garagem." A atendente deu instruções para que eu trancasse a porta e esperasse. E os passos continuaram. Cerca de cinco minutos depois, pude ver os reflexos do giroflex passando pelas frestas da janela. Abri-a e um policial disse que estava ali para atender a um chamado. Acordei minha mãe e sai para abrir. Cerca de dois policiais entraram em casa, enquanto um subia no telhado e outro analisava o longo corredor da casa vizinha. Contei o que ocorreu e eles verificaram, com uma lanterna, os telhados e os terrenos vizinhos. Nada. Agradeci profundamente o ocorrido e voltei para dentro. Minha mãe, muito religiosa, tratou de rezar um terço de proteção. Naquela noite, consegui dormir.

Ao acordar, fui na missa da noite, como de costume. Resolvi colocar nas intenções da missa todas as almas perturbadas e as almas do purgatório. Rezei profundamente, pedindo proteção. Voltei para casa, contando para meus amigos o que ocorrera. Ao chegar a hora de ir para cama, o sono tinha me abandonado. Não conseguia dormir, apenas pensando nos passos do telhado. Tinha medo de que pudessem ocorrer de novo. E fiquei pensando, agora com maior clareza: não poderia ter sido alguém. Era apenas uma sombra. Eu poderia ver tranquilamente se fosse alguém, pois há um poste em frente à minha casa. Se fosse alguém, eu veria alguma luz refletindo nas roupas ou na pele da pessoa. Mas não. Era apenas uma sombra, um vulto. Além disso, os passos ecoaram até o momento que a polícia chegou. Se fosse alguém andando, eles teriam visto. Então, o que tinha caminhado durante duas noites por cima da minha casa? Quem era e o que queria? Teria sido imaginação minha? Acho pouco provável! Alguma alma ou espírito procurando orações para se aquietar? Quem sabe? O fenômeno nunca mais aconteceu, mas vai ficar para sempre na minhas memórias e nos meus medos.

História assombrada enviada por Paulo Henrique de Araújo

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