26 de fevereiro de 2014

Minha História Assombrada: O Cemitério Abandonado

Olá. Meu nome é Paulo Henrique de Araújo. Ao longo dos meus 26 anos, presenciei situações que me deixaram de cabelo em pé, porém sempre evitei falar sobre elas para outras pessoas, talvez por medo de ser chamado de louco ou ser alvo de chacotas. Após virar leitor assíduo do AssombradO.com.br e mandar meu primeiro relato, Passos no Telhado, criei coragem para compartilhar outras situações vividas por mim e por pessoas próximas.

Esse caso é rápido, mas não menos assustador para mim. Minha avó morava em um sítio, no sertão da Paraíba, nos arredores da cidade de Soledade. Ali, tive muitas experiências que considero sobrenaturais. Uma delas aconteceu em um minúsculo cemitério particular existente próximo ao sítio da minha família. Esse cemitério já era bastante antigo, restando apenas o muro da frente com a cruz e um muro lateral. Foi construído há anos por uma riquíssima família local, à beira da estrada de terra principal, para enterrar seus entes. Minhas prima Ana e Lídia, meu primo Assis e eu resolvemos verificar.

Sem lanterna seguimos até a estrada principal. Abrimos uma porteira que separava a estrada principal daquela na qual estávamos. Como o cemitério fica praticamente em frente a essa porteira, apenas cruzamos a estrada. Não conseguíamos atravessar o arame farpado da cerca que protege o terreno, pois os arames foram colocados muito perto um do outro e de forma bem apertada. Então, ficamos na frente, observando tudo à volta e ouvindo os grilos trinando.

De repente, os grilos se calaram. Minha prima Ana segurou com força a minha mão. Até que começamos a ouvir o choro que parecia ser de uma mulher. Um choro doído, de perda. Assustados, corremos para o outro lado da estrada. Minhas primas queriam voltar pra casa, mas nós queríamos ficar ali. Apesar do medo, a excitação era maior. De repente, um cachorro preto surgiu, sabe-se lá de onde, exibindo os dentes e rosnando, parado diante da porta do cemitério. Gritando como loucos, corremos para a porteira. Abrir foi um sacrifício, o medo impedia. Olhei para a construção e o cachorro não estava mais lá, porém ainda ouvíamos os grunhidos.

Correndo, chegamos rápido em casa. Minha avó perguntou o que aconteceu e contamos. Ela, muito séria, falou que aquilo deveria servir como lição para nós. Que deveríamos respeitar os terrenos sagrados dos cemitérios e deixar os mortos descansar em paz. Fomos dormir, ou pelo menos tentar, ainda assustados. No dia seguinte, o pai de Ana e Lídia contou pra gente o que poderíamos ter visto: naquele cemitério, estão enterrados um bebê e um adulto, vítimas de lepra. Estão enterrado ali há muitos anos. O choro seria da mãe do bebê, que, desde que a criança se fora, caiu em depressão profunda até a morte, anos depois. E o cachorro pertencia ao adulto e que aparecia ali para proteger seu dono de qualquer um que interrompesse seu descanso eterno.

História assombrada enviada por Paulo Henrique de Araújo

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