26 de fevereiro de 2014

Minha História Assombrada: Não Chore pelos Mortos

Essas duas experiências não ocorreram comigo, mas com pessoas que me contaram depois.

A primeira história ocorreu com minha mãe. O irmão dela, um tio muito querido por mim e por todos os familiares, sofreu um ataque cardíaco e foi levado para o hospital. Após uma noite internado, ele veio a falecer pela manhã. Foi uma terrível surpresa. Meu tio era jovem. Estava na casa dos 45 anos e se cuidava. Sua morte foi repentina. A família inteira ficou em choque. O filho dele chegou a ser dopado no dia do velório, pois estava fora de si. O caso é que minha mãe foi uma das mais afligidas pela morte do irmão. Ela chorava muito e vivia perguntando para Deus a famosa pergunta: "Por que, Deus?". E durante alguns dias ela chorou. Até que, segundo ela, teve o seguinte sonho:

minha mãe estava chorando a morte do meu tio, quando o viu. Ele, envolto em uma luz azul, colocou uma das mãos na cintura, posição esta que ele fazia sempre, e olhava para ela, fazendo "não" com a cabeça. Pela manhã, ao lembrar nitidamente do sonho, entendeu. Seu choro e sua dor estava impedindo-o de avançar para o outro plano. A partir daquele dia, minha mãe não fica mais questionando a morte de alguém ou chora durante dias e dias.

O segundo relato, mais impressionante, aconteceu com a avó de uma amiga, que irei chamar de Vó para preservar sua identidade. Então, Vó era muito apegada à mãe, até que ela veio a morrer, também repentinamente. Vó ficou totalmente descontrolada. Durante dias e dias, ela chorava e chorava, chamando pela mãe. Esmurrava os móveis e paredes, pedindo para que a sua mãe querida voltasse. Numa noite, após chorar durante horas, ela caiu no sono. Em sonhos, sua mãe veio até ela.

- Vó - disse ela - Pare de chorar por mim. Você está me impedindo de avançar.

- Mas eu preciso de você aqui, mãe.

- Venha, que vou mostrar-lhe algo.

E Vó foi levada até um muro. Ao subir em um muro, ela viu uma multidão de pessoas mutiladas. Alguns sem pernas, outros sem braços, alguns até mesmo sem cabeça. O lugar emitia uma cor vermelha forte, quase cegante. Horrorizada, ela virou-se para a mãe e perguntou:

- Mãe, não me diga que você está aqui?

- Não, Vó. Mas se eu não conseguir atravessar, eu vou vir parar aqui. E você está me impedindo de chegar ao outro lado.

- Como assim, mãe?

- Existe uma grande fila de pessoas esperando para atravessar para o outro plano. E eu estou nessa fila. Quando eu chego perto do portão, eu escuto você me chamando, e volto para te socorrer. Assim, preciso voltar para o fim da fila e fazer o trajeto todo novamente. E isso já aconteceu muitas vezes, Vó. Deixe-me ir.
Ao acordar, Vó rezou pela alma da mãe e deixou de chorar e chamar por ela.

Vó acredita que, se chorarmos muito tempo pelos entes que se foram, os deixamos por aqui, na terra. E isso pode transformá-los em maus espíritos e almas penadas.


História assombrada enviada por Paulo Henrique de Araújo, que enviou também:

- Passos no Telhado
- O Cemitério Abandonado

* Minha História Assombrada trás para você relatos assustadores vividos por usuário do site AssombradO.com.br e Sobrenatural.Org - Veja com estes relatos que o mundo sobrenatural está a nossa volta e pode acontecer algo estranho com qualquer um! Tem algum caso e deseja que ele seja publicado? Então clique aqui.

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As palavras que seguem são para você que perdeu alguém a quem amava muito, um ser querido que para você significava tudo neste mundo e agora lhe parece que o mundo está vazio e a vida não faz mais sentido.

Você sente que a alegria de viver o abandonou para sempre e que a existência já não significa nada mais a não ser tristeza sem esperança, um angustiante desejo de estreitar mais uma vez a mão querida e escutar o tom de voz daquele que se foi para sempre.

Está pensando principalmente em você mesmo e na inaceitável perda, mas existe outra dor, a dor da incerteza a respeito do estado atual do ser que você amou. Você sabe que ele se foi, mas não sabe para onde. Deseja que, seja lá onde estiver, esteja em paz. Mas quando levanta seus olhos tudo está vazio em sua volta e quando o chama não tem resposta. É, neste momento, que entra num profundo estado de desespero, dor, insegurança e dúvidas.
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