28 de fevereiro de 2014

5 "Causos" que Mostram que o Carnaval pode ser Assombrado!

É carnaval, época de muita alegria e muita festa, mas parece que nem tudo é confete e serpentina... Existem alguns "causos" de arrepiar ocorridos nessa época. Vejamos algumas histórias bem interessantes envolvendo essa data.

1. Beijo Cadavérico
Enviada por André Oliveira

Já imaginou que um simples beijo pode carregar o convite ao sofrimento, ou até mesmo para a morte?

Recentemente tomei conhecimento de uma história bizarra, a história de uma jovem de identidade e idade desconhecidas, que estivera internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Base (HB) em São José do Rio Preto, a jovem teria sofrido uma séria infecção bucal, e possivelmente corria o risco de perder partes dos lábios até o queixo devido a uma possível contaminação adquirida por meio de uma bactéria, presente somente em cadáveres. Pessoas que estiveram mais próximas e obtiveram mais informações em relação ao estranho caso, relatam que a mesma teria se contaminado, após beijar um rapaz durante o carnaval. O rapaz, que teria vindo de São Paulo, havia assassinado a ex-namorada e mesmo após o crime resolveu manter o corpo da moça em casa por algum tempo. O mais sinistro é que dizem que ele durante este período manteve relações sexuais com o cadáver, o que possivelmente o contaminou com bactérias ou outros organismos presentes no corpo já em possível estado de putrefação.

2. Achávamos que era uma "La Ursa" no Carnaval...
Relato enviado por Marcela A.

Com a proximidade do Carnaval, me lembrei mais uma vez desta história que aconteceu há muitos anos, quando eu tinha por volta de 9 ou 10 anos de idade, e que até hoje mexe com o imaginário da nossa familia. Sou de uma família numerosa, mais de 10 primos em primeiro grau, isso apenas dentro da mesma faixa etária, que hoje gira entre os 25 e 30 anos. Na época do que vou narrar, éramos todos "pirralhos", e estávamos passando o feriado de carnaval na casa de praia de nossos avós.

As crianças da família eram muito conhecidas na vizinhança, que era tranquila e segura. Passávamos o dia na praia e a noite em frente à casa ou passeando pelas ruazinhas próximas, que tinham casas de moradores e outros veranistas. Quem já foi ou tem casa de veraneio numa praia tranquila conhece bem o que são aquelas ruazinhas secundárias, um sossego só...

Numa das noites de carnaval, decidimos improvisar uma "La Ursa" pela vizinhança. Para quem não conhece, a La Ursa é um folguedo de carnaval em que uma pessoa, fantasiada de urso (uma máscara e uns trapos no corpo) vai batendo numa lata pela rua, entoando "A La Ursa quer dinheiro, quem não der é pirangueiro (muquirana em "nordestinês")", e as pessoas que cruzarem vão colocando moedas dentro da lata. Nossa idéia era conseguir uns trocadinhos pra torrar de picolé e bala depois.

O maior entre nós vestiu uma fantasia improvisada, sem máscara, só com uns molambos enfiados dentro da bermuda e da camiseta, pendendo para fora, e fomos todos para a rua, umas 5 ou 6 crianças (as maiorzinhas). Depois de meia hora de batucada, fizemos uma parcial do apurado e concluímos que já dava pra comprar alguma besteira para comer.Decidimos voltar para casa, parando no caminho, na vendinha, para comprar. As ruas eram de terra batida, e pouco iluminadas, mas não tínhamos medo, pois estávamos muito acostumados a perambular por ali.

Depois de uma esquina, em que entramos num trecho sem nenhum movimento da rua mais comprida que tínhamos que passar, vimos a uns 20 passos à nossa frente uma figura vestida de trapos cinzentos que iam até o chão, bem encurvada, andando devagar. "Olha", falou nosso primo mais velho, o que estava fantasiado de La Ursa, "outra La Ursa, vamos lá tirar uma onda com ela!" Meu sexto sentido alertou, aquela pessoa não parecia ninguém fantasiado de La Ursa, o andar era muito lento e arrastado e não tinha nenhuma "vibração" de carnaval ao redor dela. Pelo contrário, eu senti foi um mal-estar, um medo muito grande. Meu primo se adiantou, minha outra prima também, e eu um pouco atrás, sem querer ir mas também sem querer que ninguém achasse que eu era medrosa. Os outros primos, menores, ficaram atrás. Meu primo tocou na "pessoa", cantando a musiquinha da La Ursa para ela, mas a "pessoa" se virou bruscamente e vimos um rosto  HORRÍVEL, APAVORANTE, que não dava nem pra saber se era homem ou mulher, uma coisa velha, encarquilhada, sem sexo nem idade. Uns olhos que davam a impressão de ser amarelos, uma fisionomia que chegava a parecer não humana. Não era um simples mendigo ou mendiga, nem uma pessoa com alguma doença ou deformidade. Era muito além e pior do que isso, algo que realmente, realmente, parecida de outro mundo, nem sei descrever. E gritou, numa voz tão horrorosa que eu também não sei descrever, meio rouca, meio rachada e meio aguda ao mesmo tempo (lembro até hoje daquela voz e me arrepio): 'O QUE É??? VÃO EMBORA!! ME DEIXEM SENÃO EU LEVO VOCÊS!"

Vocês não têm noção do medo que eu senti, o conjunto do aspecto da "pessoa" com a voz, e a forma como aquele encontro nos pegou desprevenidos, pois íamos animados, brincando e rindo, com a cabeça muito longe de qualquer temor. Saímos na maior carreira do mundo em direção à nossa casa. Segundos depois, meu primo berrou, ainda correndo: "CADÊ? CADÊ?" Ele tinha olhado para trás para ver se a coisa estava nos seguindo, mas não tinha mais ninguém. Ela tinha sumido. A rua não tinha plantas, árvores ou nenhum outro lugar onde ela pudesse ter se escondido. Os muros das casas eram altos e estava tudo fechado, só beeem lá na frente da rua (era uma rua bem comprida), do lado oposto ao de onde vínhamos, tinha um pessoal com umas cadeiras na calçada, bebendo e conversando. Foi por ali que paramos pra tomar fôlego, e o pessoal disse: "Meninos, que foi que houve, porque vcs deram essa carreira pela rua?" E a gente, atropelando as palavras uns dos outros: "FOI A VÉIA!"; "NÃO, ERA UM VÉIO!", "NÃO, NÃO ERA NEM VÉIA NEM VÉIO, ERA UM MONSTRO!", "VOCÊS NÃO VIRAM NÃO?" O pessoal ficou rindo da gente, dizendo que não tinham visto ninguém, só a gente correndo, mas que também não estavam prestando atenção, e que com certeza o que a gente tinha visto era alguém tão bem fantasiado que enganou a gente direitinho.

Quando chegamos em casa, não contamos a ninguém, nem a nossos pais nem a mais ninguém. Um pouco mais tarde, porém, estávamos no muro conversando sobre o assunto quando a vizinha chegou para dar bolo à gente e ouviu pela metade o que estávamos conversando. Aí ela falou, "vocês viram isso que estão dizendo na rua ali embaixo, não foi. Perto da casa de dona Fulana?" "Foi", a gente disse. "Eu já vi também. Não pensem mais nisso não. Esqueçam." A gente ficou insistindo, pedindo pra ela dizer mais alguma coisa, mas ela não disse, saiu logo de perto de nós com alguma desculpa que eu não lembro mais.

Ainda hoje, uns 20 anos depois, eu continuo afirmando que o que a gente viu não era humano, nem estava fantasiado, nem a gente imaginou ou exagerou aquilo com fantasias de criança. Era alguém ou alguma coisa que a gente não sabe o que era, nem de onde veio, nem para onde foi, nem porque estava ali. Sabemos ainda muito menos para onde aquilo nos levaria, como prometeu, se a gente não o deixasse em paz. Dia desses eu conversava com minha prima que estava comigo naquele dia e perguntei se ela lembrava da história. Ela disse que infelizmente sim (a lembrança dela era idêntica à minha em todos os detalhes), que até hoje lembra de vez em quando e morre de medo, e que tem certeza, como eu, que o que a gente viu naquele carnaval  não era desse mundo.

3. A Lenda do Carnaval dos Infernos
Lenda enviada por Bruno El Anjo

A Amazônia é uma região rica em mitos e lendas, e incrustados no meio da floresta existem varias cidades que se misturam em meio ao mosaico verde, as pessoas convivem diretamente com a natureza e com ela aprendem a viver em meio a acontecimentos fantásticos, para muitos isso não passam de estórias, para mim se trata de um patrimônio cultural.

Essa estória que vou lhes relatar vem de São Paulo de Olivença, município do estado do Amazonas próximo à fronteira com a Colômbia e o Peru.

Conta-se que ha alguns anos, na verdade já se vão algumas décadas desde o suposto acontecimento, uma cidade de origem religiosa muito forte, pois sua origem é a de um aldeamento catequético. Como toda cidade da Amazônia ela se vê prisioneira das distâncias, e por isso ela mantém muitos costumes que permeiam a vida de todos, como a tradição de toda família ir à igreja...

Tudo ocorria na sua tediosa rotina, quando chegou a festa pagã mais famosa do Brasil, o carnaval, nesta oportunidade o pároco da cidade que era linha dura e queria moralizar a cidade novamente que passava por muitas mudanças, principalmente problemas relacionados ao álcool, e nesta ocasião ele foi implacável com os fieis para que comparecesse a suas missas que ele ia celebrar nos dias de carnaval, a população se viu em uma situação complicada, parecia que sua tradição religiosa iria prevalecer, contudo para surpresa do pároco a população simplesmente desapareceu das celebrações, apenas alguns poucos apareceram e isso causou a ira do padre, que não se controlou e rogou uma praga, "esse pessoal burro, preferiu o diabo a Deus, então eles que comemorem com o diabo”.

As pessoas que ouviram ficaram assustadas, mas passado à situação eles se recolheram as suas casas.

A festa ocorria no estilo de rua, muita bebida e outras delicias terrenas, o foco principal da festa acontecia na praça da matriz, que fica em frente à igreja, a festa já ia madrugada a dentro, quando eram por volta das 03h00min da manhã quando o inusitado se não aterrador aconteceu, não apenas uma pessoa, mas sim dezenas de pessoas viram nada mais, nada menos que o Capeta dançando e soltando fogo pelas ventas em meio a fuzarca!

O pânico tomou conta da multidão e o tumulto estava formado, a festa acabara de uma maneira sinistra, nas outras noites a festa continuou, mas com muito menos pessoas a maioria foi para a igreja.

Essa estória correu como o vento e ficou famosa, mas com o tempo caiu no esquecimento, agora eu lhes relato, não lhes afirmo que  essa estória realmente aconteceu, mas sei que aqui na Amazônia acontecem coisas que desafiam a realidade...

4. Lenda do Fantasma da Cantora que morreu no Carnaval
Enviada por Fada Poetisa

Cinthia comandava festa com a banda Doce Desejo,
no carnaval de 2007, quando caiu do trio elétrico e morreu
Esta lenda foi contada por dona Elizabeth, uma paraense que agora está morando em Curitiba. Ontem ela me contou esta estória e me pediu para colocá-la na internet.

Em 2007 a banda Doce Desejo, com a sua vocalista chamada Cíntia animaram um trio elétrico na festa da Vila dos Cabanos na cidade de Barcarena, região metropolitana de Belém, no sábado de Carnaval.
Quando Cíntia estava cantando a música cujo refrão era “Quero Morrer No Carnaval“, ela caiu do trio elétrico... foi levada ao hospital e faleceu.

Diz a lenda que depois do acidente os familiares desta cantora arrumaram seus objetos pessoais no seu quarto e lá acharam um diário. Em uma das páginas deste caderno estava escrito: “Nem a morte será capaz de me separar do Carnaval.

A cantora Cinthia na capa do CD da banda Doce Desejo
Em janeiro de 2008, um trio elétrico fez uma festa pré-carnavalesca em Belém e alguns conhecidos da falecida cantora Cíntia afirmaram que viram a moça dançando dentro desse trio elétrico. Algumas pessoas falaram que era o fantasma da cantora que veio cumprir a profecia que escreveu no diário.

Publicações de alguns sites da época sobre o acidente:

- Globo.com: Cantora morre após cair de trio elétrico no Pará
- Terra: Cantora paraense morre após cair de trio elétrico
- Terra: PA: Carnaval pode ser encerrado após morte de cantora

Em uma opinião postada na Sobrenatural.Org pela usuária Hellena, ela diz:
Essa cantora era amiga do meu tio e ela estava aqui em casa mais ou menos uma semana antes da sua morte. Quando ela estava indo embora de casa e dizendo "Até logo", a minha tia virou para minha avó e disse "Mãe, essa moça não vai mais voltar". Nem gostamos de lembrar dessa história.

5. O Pierrô Macabro
Enviado por Fada Poetisa

Em 1984, quinze dias antes do Carnaval, minha avó e eu fomos passear na feira do Largo da Ordem , que fica na cidade onde vivo, Curitiba.

Fomos de barraca em barraca até que em uma delas vi um boneco que me chamou a atenção: era um pierrô com uma lágrima desenhada no rosto , com uma roupa de palhaço em preto e branco . Assim pedi para que a minha avó comprasse aquele boneco para mim.

Uma senhora de idade, que parecia uma bruxa, nos atendeu e vendeu o brinquedo para a gente.
Quando cheguei em casa, meu cachorro olhou para o pierrô, começou a latir compulsivamente e tentou atacar o boneco. Protegi o brinquedo, grudando-o em meu corpo.

A noite coloquei o pierrô numa prateleira que ficava em cima da minha cama . No meio da madrugada senti que uma lágrima caia sobre o meu rosto . Então , acordei e pensei que poderia ter sido um sonho . Mas , passei a mão sobre a minha face e vi que ela estava molhada . De repente um pensamento passou pela minha cabeça :

- Será que foi uma lágrima do pierrô? Afinal, ele tem uma lágrima desenhada no rosto.
Desta maneira tirei o pierrô de cima da prateleira e coloquei ao lado da cabeceira da minha cama.
Uma semana se passou, até que chegou a sexta-feira de Carnaval . Antes de dormir procurei o pierrô , revistei toda a casa e não achei o boneco.

Finalmente , chegou a terça – feira de Carnaval , quando chegou a noite fui dormir.Porém , no meio da madrugada senti um cheiro forte de cachaça , virei para o lado , abri os olhos e me espantei com o que vi : o pierrô estava do meu lado , com um aroma de pinga e com confetes espalhados pelo seu corpo .
De repente , um pensamento estranho passou na minha cabeça:

- Será que o pierrô saiu sexta, sábado, domingo, segunda e terça só para pular o Carnaval?

No dia seguinte, fui brincar com o boneco no quintal, quando meu cachorro começou a olhar para ele e latir. Vi que os olhos do meu cão tinham um brilho diferente e por isto resolvi olhar para dentro da íris dele. Foi quando eu vi que dentro dela se formava a imagem do fantasma de um homem segurando o pierrô.
Assim, eu dei um grito e saí correndo.

Contei o fato para alguns colegas da escola e Tati disse que no Largo da Ordem havia uma mulher que costurava bonecos com roupas de mortos, para vender e que seria melhor eu jogar o boneco fora.

Já, Patrícia disse que todo o boneco de pierrô, arlequim e colombina são amaldiçoados, pois têm um papel importante na comédia mística italiana. Ela, também, disse que o pierrô representa o anjo, o arlequim representa o diabo e a colombina representa a Terra , que o arlequim tenta seduzir. Por isto, diz a lenda que qualquer boneco que representa uma destas três figura cria vida no Carnava.

Depois desta conversa toda, resolvi jogar o boneco fora.

E você, leitor, tem um boneco de pierrô no seu quarto?


Conhece alguma outra lenda? Deixe nas opiniões.
Bom carnaval para todos!!!
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