29 de janeiro de 2014

Minha História Assombrada: Minha Amiga de Infância

Desde quando tomei conhecimento do AssombradO.com.br, leio as matérias com muito interesse e, às vezes até com uma certa familiaridade, identificando-me com elas. Minha mãe sempre me contou histórias intrigantes desde pequena, e agora que sou professora, sempre que possível, levo-as para a sala de aula, os alunos gostam bastante.

Minha relação com acontecimentos sobrenaturais vem de muito pequena, mais especificamente, quando estava na 3ª série, tinha uma coleguinha que se chamava Elivonete e éramos muito ligadas.

Tudo começou quando eu fui transferida para um colégio de freiras, era muito tímida e o 'sistema' do colégio, como era de se esperar, era rígido. Logo no primeiro dia, fui hostilizada pela maioria das meninas da turma, tendo em vista que minha família tem origem humilde e meus materiais escolares e roupas denunciavam isso (ironicamente, nessas escolas geralmente existe esse tipo de coisa); porém, uma menina, a Eli, demonstrou não se importar com isso, apesar de ela ser o completo oposto de mim (bem vestida e com bons materiais), segundo ela me confessou depois, ela andava meio cansada daquelas garotas bobas.
A identificação foi imediata, rapidamente começamos a passar a maior parte do tempo juntas.

Nossas mães tinham muito cuidado para que nós não deixássemos de comer ou dormir, pois não queríamos parar de brincar, urgência essa que depois do desenrolar dos acontecimentos, acabei entendendo. Um dia, enfim, começaram a acontecer coisas estranhas durante nossas brincadeiras: uma roupinha de boneca que sumia sem explicação, copos caindo sem que tivéssemos tocado, e o principal: quando ela passava perto de aparelhos de TV, eles ora ficavam fora do ar por uma fração de segundos, ora desligavam e ligavam novamente.

Lembro que na época achávamos graça disso tudo, crianças são ingênuas.

Alguns meses se passaram e já era Novembro, quando aconteceu o fatídico episódio: Eu e minha amiguinha saíamos cedo às sextas-feiras e aproveitávamos para brincar de bonecas na praça em frente à escola (esta da imagem), até que o sino da Catedral soasse e fôssemos para casa.

A praça onde eu brincava com a minha amiguinha....
Neste dia porém, o sino não soou no horário e acabamos esquecendo de ir pra casa. Quando senti fome e avisei a ela que já ia embora, ela segurou meu braço com uma força incomum para uma menina da idade dela, disse que andava sonhando com algumas coisas as quais não entendia, mas pedia para que eu não a deixasse. Fiquei assustada, mas obedeci. Passei mais um tempo e quando ameacei ir embora de novo, ela novamente segurou meu braço e eu chorei de dor, consegui me desvencilhar e saí correndo, desculpando-me e dizendo que minha mãe ia me bater se demorasse mais. Na pressa, sem entender o que estava acontecendo, meus poucos e adorados brinquedos ficaram espalhados no banco da praça. Enquanto corria, tropecei. Quando levantei o olhar, vi algo que nunca vou esquecer: Minha amiga estava sentada, abraçando os joelhos e chorando, uma luz muito forte em forma de espirais a envolvia. Atribui essa luz à fome que eu estava ou ao choro turvando minha visão, mas não era.

Ao chegar em casa, minha mãe me disse que eu iria ficar o fim de semana sem poder sair e brincar, foi um dos mais longos da minha vida. Na segunda-feira, estava ansiosa para rever minha amiga, como vocês sabem, briga de criança só dura até a próxima brincadeira. Quando cheguei na escola, estranhei o movimento no pátio, avistei entre muita gente minha professora chorando. Fiz um esforço enorme, me desvencilhando para chegar até ela. Quando consegui, ela me abraçou e disse: 'Meu bem, não sei nem como lhe dar essa notícia, mas sua amiguinha morreu'. Imediatamente saí correndo da escola em direção à casa dela, atravessei as ruas sem perceber, por milagre não fui atropelada.

Ao chegar, na sala da casa dela, vi o caixão: o corpo dela estava envolto inteiro por flores amarelas, exatamente do mesmo formato que eu havia visto na sexta-feira. Depois me contaram que ela saiu para tomar banho de chuva no domingo e um raio a havia atingido, matando-a instantaneamente.

Fico pensando que se eu não tivesse de castigo, provavelmente havia morrido também. O mais curioso, porém, é que a madre superiora, pediu para que a cadeira que a minha amiga ocupava na sala, que era em frente a minha, ficasse vazia, e assim foi feito. Nunca contei pra ninguém, mas não foram raras as vezes as quais senti a presença da Eli na cadeira vazia... Até hoje tenho uma certa cisma de ficar perto de um lugar desocupado, sem que ninguém perceba, coloco algo em cima só para garantir.

Bom, espero que tenham gostado, depois disso já aconteceram muitas outras coisas, que eu contarei, se tiver oportunidade.

Obrigada.

História assombrada enviada por Charlene

* Minha História Assombrada trás para você relatos assustadores vividos por usuário do site AssombradO.com.br e Sobrenatural.Org - Veja com estes relatos que o mundo sobrenatural está a nossa volta e pode acontecer algo estranho com qualquer um! Tem algum caso e deseja que ele seja publicado? Então clique aqui.

CLIQUE AQUI para ler "Minha História Assombrada: A Suicida"
CLIQUE AQUI para ler "Minha História Assombrada: O que a Inveja Faz!"
Comentários