12 de dezembro de 2013

Quando o Obsessor está Vivo

Nas religiões espiritualistas fala-se muito na figura do obsessor que é o espírito que, por razões nem sempre explicáveis, passam a acompanhar e interferir na vida dos vivos. Diz-se, nestas situações, que o sujeito está com encosto e etc. De fato é sabido que muitos destes espíritos passam a obsediar o vivo por conta de problemas relacionados a vidas passadas, a sua última encarnação ou simplesmente por afinidade de comportamento. Estão neste alvo especialmente os vivos ligados ao vício do álcool, das drogas, de uma sexualidade aflorada e compulsiva e também por conta de afinidades de caráter patológico.

O fato é que ocorre, e poucos se dão conta, um outro tipo de obsessor que é tão prejudicial e vampiresco quanto o clássico narrado e que manifesta-se na figura de vivos. São aqueles parentes, geralmente pais, mães ou filhos, que não aceitam a idéia de que seu ente morreu e por isso mesmo passam a invocá-lo como se vivo estivesse. Já vi casos de pessoas que se recusam a desfazer das roupas dos mortos guardadas nos armários, põem pratos na mesa na hora das refeições, conversam com as paredes como se o espírito ali estivesse. E o pior é que as vezes está. Por total falta de escolha. E o dano causado é seguramente tão expressivo quanto o que acontece na mão inversa - do morto para com o vivo. O espírito obsediado não caminha no seu curso natural, não segue seu destino, não consegue abandonar a casa onde residiu e não raro é uma companhia constante e involuntária de uma mãe ou pai. E, de certo, tomado por uma tristeza e melancolia profundas.

Por esta razão a preparação para o processo de morte, próprio e do outro, deveria ser tão importante para nós quanto a preparação do crescimento profissional, do casamento, paternidade (maternidade) e etc. Não há que se minimizar o efeito da morte sobre o homem - tendo em vista ser fator relacionado a sentimento e por isso mesmo humano e nobre. Mas compreendê-lo e vivê-lo na sua plenitude, para depois poder digerir e reprocessar, são caminhos fundamentais para o desenvolvimento espiritual de quem parte.

Mães e pais que não têm mais ânimo de viver depois da perda de um filho são uma realidade em todo o mundo. Mas com certeza se soubessem o quanto isso pode estar confundindo e fazendo sofrer quem partiu, certamente buscariam aceitar e deixar partir. Sofrer é esperado e salutar. Mas encerrar a vida em seu sofrimento é desconhecer que nascemos, vivemos e morremos desde que o primeiro homem veio à terra.

Conteúdo escrito por Fábio Lau originalmente para o Sobrenatural.Org

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As palavras que seguem são para você que perdeu alguém a quem amava muito, um ser querido que para você significava tudo neste mundo e agora lhe parece que o mundo está vazio e a vida não faz mais sentido.

Você sente que a alegria de viver o abandonou para sempre e que a existência já não significa nada mais a não ser tristeza sem esperança, um angustiante desejo de estreitar mais uma vez a mão querida e escutar o tom de voz daquele que se foi para sempre.

Está pensando principalmente em você mesmo e na inaceitável perda, mas existe outra dor, a dor da incerteza a respeito do estado atual do ser que você amou. Você sabe que ele se foi, mas não sabe para onde. Deseja que, seja lá onde estiver, esteja em paz. Mas quando levanta seus olhos tudo está vazio em sua volta e quando o chama não tem resposta. É, neste momento, que entra num profundo estado de desespero, dor, insegurança e dúvidas.
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