18 de novembro de 2013

5 Relatos Envolvendo Macumba

Você acredita em macumba? Alguns não, outros respeitam, outros acreditam. Selecionei cinco relatos bem interessantes que falam de macumba. Tem o caso do homem que comeu a pipoca da oferenda, a que recebeu uma bela polenta enfeitiçada, o que queria passar com o carro sobre, mas o carro não ligava, entre outros.

5. Polenta
Postado por: Troll-bem-gordo-do-bem
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Minha comadre conta um episódio curioso acerca de sua filha Betty. Na época, meu compadre ainda estava vivo, e seus filhos ainda eram crianças. Como minha comadre trabalhava fora, era vendedora porta-a-porta, ela pouco parava em casa, e como existe a preocupação comum a todas as mulheres que tem que sair e deixar os filhos sozinhos, todas nós tememos que aconteça algo de ruim com nossos filhos, ou que eles não nos obedeçam e acabem fazendo alguma besteira.

E foi o que aconteceu com a Betty, embora o que ela fez não seja considerado arte ou falta de formação. Ela, coitada, cometeu um erro que todos nós podemos cometer, mesmo adultos.

O que aconteceu foi o seguinte: durante uma tarde, antes um pouco de meu compadre chegar do trabalho, uma "amiga" de minha comadre bateu à porta da casa e entregou à Betty uma travessa de polenta com molho de carne moída. Essa mulher falou que era para a menina dar para o pai porque sabia que ele gostava muito de polenta e ela resolveu fazer para agradá-lo.

Como naquele tempo as crianças eram bobinhas e inocentes, ela aceitou a polenta e comeu um pouco. Por sorte minha comadre chegou antes do marido e viu a tal polenta e perguntou à Betty de onde vinha aquilo. Então a menina contou, e minha comadre logicamente ficou furiosa.

Ela jogou a polenta fora, brigou com a menina por ter comido, mas fez um escarseu danado com o marido por causa do suposto interesse dele pela mulher. Fizeram um brigão, e a coisa acabou sendo esquecida.
Mas, passados alguns dias, a menina ficou doente. Ela tinha pesadelos, sofria de diarreia, mesmo aos dez anos chegou a voltar a urinar na cama durante a noite. Entre outras coisas, como uma gripe que não passava. Até que ela começou a sofrer de dores de cabeça e começou a brigar com as crianças na escola. Minha comadre chegou a ser chamada à escola pela professora, que queria saber o que estava acontecendo na família, pois a menina que era quietinha, meiga, educada e prestativa, não estava prestando atenção às aulas, brigando e falando palavrões, coisas que conhecendo muito bem essa família, tenho certeza que eles não falam destas coisas perto das crianças.

O que parecia normal, comportamento comum para pré-adolescentes e o sofrimento da puberdade, minha comadre resolveu levá-la ao médico da família na esperança e saber como lidar com aquela situação. Até mesmo para saber de algum psicólogo que por ventura o médico conhecesse.

Com sorte, o médico que era espiritualista, mesmo não praticando a filosofia no consultório, parece que logo entendeu o que estava se passando. Minha comadre ouviu ele falando que aquilo não era nada, que iria passar. Então o médico se levantou e trouxe um copo de água e deu para a menina beber.

Minha comadre a princípio não entendeu nada, mas voltou para casa com a Betty. À noite, antes de irem dormir, a menina começou a sentir náuseas, ter tonturas e segundo minha comadre, começou a vomitar polenta com carne moída! Ela disse que a menina vomitou polenta a noite inteira, mais nada, não vomitou outros alimentos. E ela disse que a Betty não havia comido nada de milho naquele dia. Fazia dias que ela tinha comido a tal polenta, cerca de semanas. Depois disso ela se curou e voltou a se comportar normalmente.

O engraçado é que conversando com a Betty, mesmo tendo se passado mais de vinte anos, ela não se recorda nem da tarde que recebeu o alimento. Ela só sabe quem é a mulher, mas segundo ela, não se lembra de nada naqueles dias, nem das brigas na escola.


4. Visita a um centro de macumba
Postado por José Roberto
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O que relato a seguir aconteceu com um amigo meu... Não vou revelar o nome pra não causar nenhum constrangimento pois são pessoas muito conhecidas aqui em Resende... Tal fato se passou em 2011...

Meu amigo e sua esposas são crentes fiéis de uma grande igreja aqui em nossa cidade... E como todo cristão fiel a Deus procuram viver os valores do evangelho de forma a dar um excelente testemunho, começando por sua família. Acontece que os sogros de meu amigo são adeptos da macumba, são frequentadores e participantes assíduos e fiéis de um grande centro de macumba aqui de Resende...

Apesar de terem crenças diferentes, eles se respeitam e se admiram mutuamente, por serem pessoas de boa índole... Meu amigo diz ter um profundo carinho por seu sogro, que o trata como um filho...

Esse rapaz vivia convidando o sogro pra assistir ao culto em sua igreja e o sogro sempre tendo uma desculpa pra não ir; até que um dia o sogro lhe disse abertamente que não aceitava os convites para o culto porque sabia que o genro jamais aceitaria um convite pra assistir uma sessão no centro de macumba que frequentava...

O meu amigo lhe disse: - "Engano seu meu sogro, eu nunca fui porque o senhor nunca me chamou, se quiser pode marcar o dia que nós vamos!" - Ele disse que o seu sogro ficou espantado com a resposta e, depois de muito ponderar, resolveu marcar o dia pra visita ao centro...

No dia marcado, esse meu amigo e sua esposa chegaram a casa do sogro para irem juntos ao centro... O sogro se mostrou relutante, disse que tinha dúvidas se aquilo daria certo, que poderia dar errado, que eles eram crentes, que não se sentiriam bem, que poderiam se assustar com o que iam ver, etc...

Esse meu amigo respondeu: -"O senhor me convidou, eu estou aqui pra ir visitar o seu centro e nada vai acontecer, é apenas uma visitar, vou lá, vou sentar, assistir aos seus trabalhos e depois voltamos pra casa, só isso, e te digo que nada vai acontecer..."

Mesmo relutante o sogro entrou no carro e ambos foram pro centro... Chegando lá o sogro quis instalá-los na última fileira de cadeiras e meu amigo pediu pra sentar na frente e no meio do auditório... Disse que havia várias cadeiras, bem organizadas e limpas, num salão bem arrumado e decorado, se não fosse pelas imagens de demônios, pretos velhos e outras coisas até lembraria o salão de uma igreja... Havia até um altar com cadeiras em destaques e tudo...

Bom diz ele que chegou a hora de iniciar os trabalhos do centro, as pessoas se acomodaram, os líderes começaram a bater os atabaques, e a cantar os pontos pros guias 'baixarem' e nada aconteceu... Isso se repetir por várias vezes e não conseguiam fazer a abertura dos trabalhos porque os 'guias' não 'baixavam'...

Eles insistiram várias vezes e nada acontecia... Os líderes do centro, que estavam sentados no altar começaram a ficar intrigados e não tinham uma explicação... Até que uma velha senhora, que era a mãe-de-santo 'chefe' ou líder do centro disse que alguma pessoa ali estava impedindo que os 'guias' se manifestassem...

Esse meu amigo ficou quieto e sua esposa, morrendo de medo o pegou pelo braço pedindo pra ir embora, apesar de seu pai ser frequentador e participante do centro ela, desde pequena, se recusava a ir ali pois tinha muito medo...

A mãe-de-santo conversou durante algum tempo com os demais líderes, se levantou de seu trono e disse bem alto: "Você que é do povo do pé pra tráz (povo que ora de joelhos), você é muito bem vindo aqui no nosso meio, mas enquanto você não for embora nossos guias não podem descer!"... Nesse momento meu amigo percebeu que era com ele que ela falava... E ela repetiu: -"Você que é do povo do pé pra tráz, você é muito bem vindo em nosso meio, mas enquanto você não for embora nossos guias não podem descer!"...

Nesse momento sua esposa já estava grudada nele e chorava baixinho de medo temendo o que estava por vir... Ele falou com ela que estavam ali como convidados e não sairia... Então a mãe-de-santo disse: "-Você é muito bem vindo em nosso meio, e nós pedimos encarecidamente que se retire de nós, porque nossos guias não podem descer por sua presença em nosso meio, nós pedimos encarecidamente."

Ele disse que a mulher falou isso e apontou pra ele... Nesse momento um dos seus cambonos (ajudantes), que estava vestido com uma capa vermelho e preta e com uma lança na mão, um homem alto e forte (meu amigo tem apenas 1.55m) levantou-se saiu do altar e foi em sua direção...

Ele permaneceu sentado passivo e calmo... O homem o pegou fortemente pelo braço na intenção de expulsá-lo dali... O centro estava cheio o povo todo voltou os olhares para ele e se assustou com o que aconteceu...

Ao agarrar meu amigo com força, o homem se queimou... Isso mesmo a mão dele fritou como linguiça na frigideira... Diz o meu amigo que todos puderam ouvir o chiado da mão dele se queimando como se fosse uma linguiça ou um bife jogado na gordura quente... Meu amigo diz não ter sentido nada, apenas ouviu o chiado e o homem gritando de dor e olhando pra ele desesperado sem entender o que havia acontecido... Ele olhou pra mão do homem em carne viva cheia de bolhas, uma queimadura muito feia, a mão toda estava queimada...

O povo ficou boquiaberto com o que estava vendo, o sogro dele não sabia o que fazer, a esposa chorava temendo a reação do povo do centro... Então a mãe de santo lhe pediu com muito respeito e educação para que se retirasse dali...

Ele lhe respondeu que sairia por respeito a ela e a religião dela, disse que não queria incomodá-los, e que queria deixar bem claro que só fora ali a convite de seu sogro que era membro e frequentador do centro e apontou para o sogro na fileira ao lado... Ela assentiu com a cabeça e ele saiu em paz juntamente com a esposa... O sogro saiu logo em seguida, tremendo de medo... Entraram no carro e rumaram pra casa do sogro...

Ao chegarem em casa seu sogro estava atordoado, sempre achara que os 'guias' eram poderosos e não entendia o que havia acontecido, se recusou a falar sobre o assunto...

Três dias depois meu amigo foi a casa do sogro e conversaram, o sogro não ainda estava confuso, suas convicções estavam abaladas, cria nos guias, caboclos, pretos velhos, se consultava com eles, e estava sendo preparado pra exercer função no centro... Não entendia como que seres poderosos estavam incomodados com a presença do genro que era apenas um rapaz franzino...

O meu amigo lhe explicou que era um homem comum, como outro qualquer, que era um pecador como outro qualquer, mas que tinha a presença do Espírito Santo de Deus em sua vida, que seu coração era morada do Altíssimo... E que o acontecido fora devido a presença maligna na vida daquele homem que tentara expulsá-lo do centro... A luz divina em sua vida queimara as trevas no homem... Enquanto ele tinha um pacto de vida com Deus, o homem tinha um pacto de morte com as trevas...

O sogro entendeu o que acontecera, foi diversas vezes na igreja, mas continuou frequentando a macumba, tinha medo de sair e sofrer represálias por parte dos espíritos...

Veio a se converter entregando sua alma a Cristo já num leito de morte, minutos antes de passar desta vida pra eternidade...

Que Deus os abençoe...

3. Bruxa Invejosa
Postado por Erik Nunes
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Por volta de 30 anos atrás, um tio de minha mãe (meu tio avo) se mudou do interior de SC para Porto Alegre. Veio com sua esposa e cinco pequenos filhos. Sendo que a menor deveria ter nove meses.

A mudança foi motivada pelo estado de saúde de sua filha recém nascida. Logo após seu batizado na igreja, a menina adoeceu de uma forma assustadora. Segundo meus tios, já haviam tentado de tudo. Vários médicos de diversas especialidades foram seguidamente consultados, mas sem sucesso. Em mais de uma oportunidade a menina teve que ser ressuscitada na emergência de hospitais.

Na esperança de curar sua filha, ou saber o mau que a afligia, meu tio largou tudo em SC e foi acolhido na minha casa.

Minha mãe conta que a partir do dia que meu tio se mudou para nossa casa, tudo mudou. Até aquela época tudo ia bem. A saúde de todos estava ótima, o trabalho de meu pai ia muito bem. Não tínhamos grandes problemas financeiros e nem brigas. Éramos felizes, enfrentando as pequenas dificuldades da vida apenas.

Tudo mudou, eu e minha irmã ficamos doentes, o trabalho do meu pai ficou escasso e com isso as brigas começaram. Com o pouco que meu pai ganhava, tinha que sustentar onze pessoas e pagar as contas. Nosso cão definhou até a morte. A tristeza e o mau humor passaram a ser uma constante em nossa casa.

Meses se passaram nesta situação, nada de melhoras. Os médicos não conseguiam diagnosticar minha prima, e ela definhava lentamente.

Lembro de ver minha mãe muito triste. E a agonia de toda a família.

Certo dia, uma vizinha aconselhou a minha mãe a levar a criança a uma velha benzedeira do bairro. Lembro desta senhora, gordinha, de cabelos bem brancos, bochechas rosadas, voz suave e gestos agradáveis. Minha mãe falou com seu tio e tia, que num primeiro momento negaram, pois não acreditavam.

Mais um mês se passou, e minha prima foi internada em estado grave. Ficaram 20 dias na emergência, e ao sair, foi direto a tal benzedeira.

O que ela fez, eu não sei. Mas quando eles retornaram a nossa casa à aparência de todos estava melhor. Mas segundo a benzedeira, isso seria passageiro. Meus tios deveriam seguir uma orientação. Observar o sono de minha prima à noite. E verificar se uma pequena e branca pena de passarinho cairia do nada sobre a criança. Caso sim, ela estaria enfeitiçada por uma bruxa que a queria morta.

Para quebrar o feitiço, deveriam cortar com uma tesoura benzida esta pena sem tocá-la, de preferência quando estivesse caindo. E isto faria com que a tal bruxa sofresse um grande corte no lado esquerdo de seu rosto. Cortando a pena, e descobrindo a identidade da bruxa, minha prima, e tudo mais melhoraria imediatamente.

Resolveram tentar, e toda noite alguém estava acordado ao lado da minha prima. Mais de uma semana se foi, e a esperança que este fosse o problema, e a solução se foi. Meu tio desistiu. Porém, no meio da madrugada de um sábado, minha tia conta que estava sonhando com uma mulher, que dizia que iria levar sua filha de qualquer forma. O mais estranho é que a pessoa parecia ser conhecida, mais do que isso parecia ser íntima da família.

Acordou num sobressalto, e sem explicação alguma pegou a tesoura na gaveta e correu para o berço de sua filha. Chegando lá, um pavor tomou conta de todo seu corpo. Ficou momentaneamente paralisada com o que estava vendo. Uma pequena pena branca dançava sobre sua filha, e ao lado da cama, um vulto negro observava tudo.

O instinto de mãe deve ter lhe dado força e coragem para cortar a pena antes que essa tocasse sua filha. Ao fazer isso, o vulto recuou para a escuridão, e o ambiente que era pesado ficou leve. Minha tia se pôs de joelhos a rezar e chorar, acordando a todos. Relatou o ocorrido, e todos ficaram espantados.

Para a surpresa te todos, a madrinha desta minha prima enferma apareceu do nada em minha casa. Veio de SC sem avisar, e chegou até minha casa, mesmo nunca ter ido la.

Era uma mulher magra, alta, com cabelos bem longos, vestida com um longo vestido escuro. Chegou com um largo e desconcertado sorriso, e um grande curativo no lado esquerdo de seu rosto.

Ao verem a cena, meus tios enlouqueceram, e tentaram agredir a mulher. Chegaram a derrubar a mulher e lhe arrancar o curativo do rosto. Expondo um enorme e profundo corte. Em seguida foram seguros por meus pais.

Neste momento, falaram tudo. Disseram que tinham descoberto quem ela era na verdade. O mau que causaram a todos. Foi um “barraco” até hoje comentado na minha rua.

A mulher escutou tudo calada. Não expressou sentimento algum, nem medo, raiva, nada. Apenas se levantou, se ajeitou e deu um sorriso de desdenho para todos que ali estavam. E se foi.

Em menos de uma semana, minha prima já estava bem. Forte e saudável, o trabalho do meu pai estava melhorando, parecia que tudo estava voltando a seu lugar. A madrinha da minha prima nunca mais foi vista.

Peço desculpas por me prolongar tanto, mas ouvi esta historia recentemente, no carnaval, quando minha família se reuniu.

2. Macumba... Respeitamos ou Tememos?
Postado por André Oliveira
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Esta foi narrada por meu tio:

Meu tio Rodhen sempre foi um cara brincalhão, mesmo quando se tratava de algo serio ou até mesmo perigoso, ele sempre buscava encontrar no seu senso de humor alguma segurança e tranqüilidade para tudo.
Houve uma vez, mais ou menos quatorze anos atrás, ele ainda bastante jovem, teve que viajar para uma cidade do interior para assistir um destes eventos locais. Sua mãe (vovó) só chegaria no dia posterior, então ele teria que dormir na casa de Dona Zefinha.

Ele disse que ela já era uma senhora idosa, mas muito gentil; sempre que eles viajavam para este interior, comumente era na casa dela que eles ficavam.

Meu tio havia levado pouca roupa, então tomou banho somente uma vez e em seguida foi assistir tevê. Ele e dona Zefinha conversaram um pouco. Zefinha disse que iria deitar-se um pouco e pediu que ele a chamasse caso a filha dela chegasse do trabalho. Meu tio se propôs a fazê-lo e dona Zefinha se foi; não demoraram segundos e ela retornou, e pediu que ele não mexesse nas oferendas que estavam sobre a mesa. Dona Zefinha era umbandista e sabendo do jeito galhofeiro do meu tio resolveu alerta-lo com antecedência. Ele sorriu e disse que podia ficar despreocupada que ele apenas veria tevê e não faria nada mais.

Dona Zefinha foi para o quarto e meu tio ficou na sala. Lá pelas tantas da noite ele começou a sentir fome, olhou para mesa e viu algumas pipocas dentro de uma vasilha estranha. Levantou-se e foi até elas:

Uma pipoca não vai fazer falta pro santo.

Sorriu e pegou algumas... Estavam deliciosas, eram pipocas feitas no azeite de dendê. Em seguida levantou-se novamente e pegou mais algumas; como estava distraído olhando para a tevê deixou cair metade do conteúdo no chão. Assustou-se vendo a sujeira que havia feito, foi sorrateiramente até a cozinha, pegou uma vassoura e começou a varrer. Pegou uma folha de papelão e a usou como pá, em seguida juntou as pipocas e colocou-as novamente na vasilha, mesmo com areia, poeira e outras sujeiras do chão.

Sentou-se no sofá e voltou a ver tevê. Não demorou muito e ele sentiu um vento gélido na orelha esquerda. Sentiu os cabelos da nuca se eriçarem. Olhou para o lado e não viu ninguém, pensou em chamar dona Zefinha, mas sem dúvida ela descobriria que ele havia aprontado alguma; o jeito era aguardar Marlene (Filha da dona Zefinha) chegar do trabalho e pedir a ela algum auxilio. Olhava para tevê, mas não conseguia se concentrar.

Começou a sentir um enjôo, sentia uma pressão na boca do estômago, era como se as pipocas quisessem voltar de seu estômago, foi até o banheiro e tentou vomitar, mas quando forçou a goela, o que saíram não foram às pipocas e sim palavra.

- Agora acabo mi zifin! Tu és minha oferenda.

Meu tio começou a chorar, disse que era horrível aquela sensação, sentiu um pânico jamais sentido em toda a vida. Como aquelas palavras podiam sair de sua boca sem seu consentimento?

Sentiu a boca adormecer e os lábios contraírem-se, começou a gargalhar e a girar o corpo em sentido anti-horário, já não tinha mais controle sobre ele mesmo.

Sentiu algo gelado em seus braços e mesmo com a visão embaçada ele pode ver o rosto da Dona Zefinha; ela passava algumas folhas em seus braços e dizia coisas que ele não conseguia ouvir. Ele só lembra dela dar-lhe uma tapa na testa e ele apagar.

Acordou e estava deitado do lado de fora da casa, lá estavam dona Zefinha e mais um senhor negro e junto a ele havia rapaz moreno vestido de branco. Dona Zefinha conversava com o senhor negro. Meu tio estava deitado de barriga pra cima, e com os olhos semi-cerrados ele os olhava.

Dona Zefinha disse alguma coisa tipo:

- Deixa esse minino, ele não fez por mal... deixa ele. Prometo que farei uma nova oferenda, ainda melhor.

Meu tio disse que o rapaz moreno olhou diretamente para ele, pegou um chapéu branco e pôs sobre a cabeça. Sorriu com um olhar mergulhado no seu, com olhos que mais pareciam duas covas mirando meu tio respondeu:

- Toma cuidado moleque, ainda volto pra te ensinar.

Tio Rodhen disse que o homem caminhou lentamente em direção ao mato e se foi.

Meu tio disse que depois deste dia ele levou uma surra da dona Zefinha, e mais outra quando vovó chegou, ficou todo arrebentado. Bem, naquela época quem mostrava o que era certo ou errado para os filhos eram as mães, e não os psicólogos.

Meu tio sentiu na pele o preço da sua curiosidade. Hoje ainda perguntam a ele:

- Rodhen! Tu tens medo de macumba?

E ele responde:

- Eu não... Eu respeito

Será que ele respeita, ou tem medo mesmo?

Abraços!

Fiquem com Gott...

1. Não se Meta com Macumba Alheia...
Enviado por Rogério
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Sabe aquela vela de trabalho, muitas vezes acompanhada de algum objeto, perdida num canto de uma esquina ou uma encruzilhada? Pois bem. Se você já pensou em mexer com aquilo, acho melhor rever seus conceitos e voltar atrás. Existem muitas forças na Natureza Oculta que nos são totalmente estranhas. Portanto, antes de qualquer coisa é sempre de bom tom respeitar aquilo que não conhecemos. E isso aprendi na marra...

Eu tinha 16 anos e cursava, naquela época, o antigo segundo colegial à noite.

Certa noite, voltando da escola por volta das 22:00 hs, eu, meu irmão e mais dois colegas nos deparamos com um desses trabalhos, numa esquina. Era uma grande vela vermelha em cima de um pratinho e outros objetos que não me recordo muito bem.

Meus colegas olharam e falaram para passar longe. Eu, com a crista em pé e cheio de arrogância, disse que era tudo bobeira. Um deles disse que aquilo era coisa brava. O que eu fiz? Afirmei que era tudo ridículo e fui resoluto em direção à vela para chutá-la com toda a força. Meu irmão e colegas ficaram parados, olhando de longe. Preparei o chute, mas minha intuição disse claramente para não fazer aquilo. Ignorei e chutei com toda a força. Ocorre que antes de eu atingir a vela em cheio, senti nitidamente uma batida no meu calcanhar. Aquilo desviou meu pé, que passou raspando na vela. Ela até balançou com o deslocamento do ar causado pelo chute e o pavio quase apagou!

Na hora, eu gelei. Como eu poderia errar aquele chute na vela? Impossível. A menos que ela se desloque ou o pé seja desviado.

Meu colega falou: “tá vendo, cara? Falei pra você não se meter com isso!”

Fiquei meio arrependido, calado, mas logo esqueci o acontecimento. Continuei, posteriormente, menosprezando essas coisas.

Mas... dizem que o tempo de lá é diferente do tempo de cá!

Quatro anos se passaram e o troco veio em forma de um pesadelo magnífico que me serviu de lição. Sonhei que estava entrando num salão escuro, de um local parecido com uma universidade sombria. Não havia ninguém no local. O teto era altíssimo e havia corredores nos andares de cima que circundavam o salão, mas eu só enxergava o corredor mais próximo acima, que parecia um tipo de mezanino. No centro do salão revestido de mármore escuro, apareceram inúmeros objetos, típicos de macumba. Velas enormes acesas de cores escuras refletiam-se no chão, que dava um efeito ampliado e sinistro. Pés gigantes de bode, galinhas pretas, utensílios macabros, garrafas, tudo em tamanho ampliado. Eu olhei aquilo e fiquei horrorizado. Parti para cima, com a mesma disposição que tive quando fui chutar a vela. Eu disse que aquilo tudo não prestava, que era inútil, que eu acabaria com tudo. Foi então que me arrepiei como nunca. Olhei imediatamente para o corredor a uns 4 metros acima e vi uma garota aparentando uns 20 anos, vestida com uma mortalha esvoaçante. Eu fitei diretamente os olhos dela. Era bonita, mas com ar pesado, sufocante. Os olhos dela pareceram ampliar em minha direção, com um alerta silencioso: “eu vou te pegar”. Foi então que ela saltou a muretinha do corredor e veio voando bem devagar em minha direção, com o tecido esvoaçante. Quanto mais ela se aproximava, mais frio eu sentia. Eu quase desmaiei de medo. Fiquei paralisado, não conseguia me mover. Ela pousou à minha frente e me encarou. Era franzina dentro daquela mortalha fosca. A pele bem branca com traços bem desenhados e os cabelos compridos e negros. Estendeu a mão esquerda, fez uma cara medonha que me gelou, enrugando o nariz e trincando os dentes. Os olhos ficaram ainda mais pretos, com aquela sobrancelha grossa e apertada. Num bote, agarrou minha garganta com os dedos gelados e levantou-me. Tentei me soltar, mas era impossível. Ela então disse para mim, sem sequer mexer os lábios: “Não se meta com o que não sabe! Eu posso te destruir apenas com uma mão!” Queria gritar, mas não conseguia.

Acordei sufocado tentando tirar a mão dela do meu pescoço. Tremi de medo, pois era como se ela estivesse ainda ali. Saí do quarto, fui olhar no espelho do banheiro e vi dois vermelhões no meu pescoço!
Nunca mais esqueci. Nunca mais me meti com outro trabalho. Quando eu passo por um, apenas assumo uma postura mental respeitosa, pois nossa visão das coisas é estreita demais para caber arrogância mascarada por nossos dogmas e religiões distorcidos.

O negócio é tão sério que contei essa história para uma colega que trabalha atualmente comigo. Ela disse que uma vez estava voltando de uma festa tarde da noite de carona com amigos. Um trecho da rua de terra estava um lamaçal e o motorista foi passar pelo cantinho pegado na calçada baixa, mas havia um despacho ali. Ela avisou: “não vá por ali, pois vai passar em cima da macumba!” Obviamente, o cara riu dela e disse que era isso mesmo que ia fazer. O que aconteceu? O carro morreu a um metro do trabalho. E várias vezes o motor ligava e morria na hora em que ele engatava a primeira. Só conseguiram sair dali em marcha à ré, para bem longe do despacho.

Fica aí o alerta. Você não pode com essas Forças, então é melhor respeitá-las. Abraços.

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