30 de outubro de 2013

Minha História Assombrada: O Fantasma da Máquina de Costura

Não me lembro exatamente o ano , mas foi  no começo da década de 1980 , pois lembro que ou ainda não estava na escola ou estava no 1º ano do primário, então foi por volta de 1982. O importante foi o fato em si, a data é secundária.

Sou o mais velho de uma família de três irmãos , na época morávamos eu, meus pais e meus irmãos, na casa de meus avós maternos , na vila Sônia , em São Paulo . Pelo menos uma vez ao mês , íamos visitar meus avós paternos, que moravam no bairro Patriarca, do outro lado da cidade. Era muito bom, pois encontrávamos meus dois primos e minhas duas primas, então eram 7 crianças para brincar , fazíamos a maior bagunça.

Todos os natais passávamos na casa dos meus avós paternos , íamos dia 24 , meu avô até se fantasiava de papai Noel , ceávamos , dormíamos todos lá e depois do almoço de natal voltávamos para a vila Sônia.
Pois bem, teve esse ano em especial, que meu avô, sei lá o motivo, tirou do sótão uma máquina de costura que era da madrinha dele que havia falecido sabe-se lá a quanto tempo. Nós vimos nessa máquina de costura um brinquedo, a roda principal dela logo virou um volante e o maquinário em si virou um motor de carro de corrida , imaginem 7 crianças cheias de energia brincando com o pobre objeto.

Meu avô , para evitar que destruíssemos a sua relíquia , tirou-a de nós e guardou em cima da estante da sala , nós reclamamos e ele nos preveniu , dizendo que a finada madrinha dele viria puxar nossos pés à noite. Mesmo sendo criancinhas, não nos sentimos acuados, ainda mais por termos nosso “brinquedo” tirado de nós, falamos que era mentira, que não existia fantasma, mas não teve jeito, a máquina de costura ficou lá, na estante, bem no alto.

Pois bem, chegou a noite e fomos dormir, havia um sofá-colchão, que se desdobrava e virava um colchãozão , onde dormimos os 5 meninos, as meninas foram dormir em casa , que era perto . Não sei porquê, mas durante a noite, também não sei que horas, mas era bem de madrugada , pois estava bem escuro, silencioso e todos dormiam ; Acordamos os 5! Todos ao mesmo tempo , e fomos sem razão aparente , todos para a porta do quarto, que dava para uma ante-sala , e dava visão para a sala de estar e para a estante onde estava a bendita da máquina de costura.

Não poderia ser maior nosso espanto, quando miramos a estante e lá estava ela: Uma mulher idosa, magra , de coque , vestido comprido de mangas, flutuando à uns 40cm do chão, ao lado da estante e mexendo na máquina de costura. Era esbranquiçada  meio translúcida, bem parecida com esses fantasmas dos filmes. Mas mesmo assim dava para observar detalhes. Estava de perfil para nós.

Mal tivemos tempo para nos dar conta realmente do que estávamos presenciando e essa dona vira a cabeça e olha para nós. NÃO FICOU UM!!!!  Corremos todos para o quarto de volta , nos jogamos no colchão , nos cobrimos . Meu primo deitou cruzado, sobre minhas pernas e fez xixi em mim.

Silêncio! Nenhum som, medo total!!! Não sei quanto tempo se passou, parece que foram alguns minutos, mas foi agonizante , então sinto passos de adulto no nosso colchão(sim , eu como todos, estava com a cabeça coberta de medo) , já não sabia o que fazer e na minha inocente mente de menino achei que se eu colocasse a cabeça pra fora, iria ver o fantasma, conseqüentemente iria gritar, minha tia que dormia no mesmo quarto iria acordar, acender a luz e o fantasma iria desaparecer porque fantasma só aparecia no escuro, na minha concepção de criança.

Quando coloquei a cabeça para fora da coberta veio a surpresa: Era minha avó que estava no quarto, estava guardando a roupa de cama dela e dos meus pais no armário da minha tia e nosso colchão estava no meio do caminho.

E mais: Já era de manhã , estavam todos tomando café.

Eu mais que depressa levantei e relatei tudo para os adultos na cozinha. Logicamente não acreditaram, disseram que eu havia sonhado , mas a medida que meus irmãos e primos foram acordando, um a um contaram a mesma história e aí a cara dos adultos começou a mudar.

Meu avô , depois , veio conversar comigo na varanda , me fez perguntas, disse para não ficar com medo, para não me preocupar e não falar mais disso para não assustar os mais novinhos que eu. Depois pegou a máquina e guardou sabe-se lá onde.

Hoje em dia acho que só eu e meu primo que me urinou  lembramos disso, os outros eram muito pequenos. Mas para mim especialmente , foi inesquecível. Não me tornei ateu graças a essa lembrança , que me provou que existe vida após a morte do corpo , e se há espíritos, fantasmas, etc, então as histórias são verdadeiras e há um Deus acima de tudo e todos.

História assombrada enviada por Ary Ferreira

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